A charge é de Cláudio Oliveira para a edição do dia 19 de janeiro do jornal Folha de S. Paulo. Hoje estamos no dia 24. A pergunta é: o que mudou se não a descoberta de mais falcatruas de gente grande, engenharia integrada das sacanagens ou quem deveria estar, prioritariamente, livre de qualquer suspeita envolvida até o pescoço?
O comentário de Cláudio para a charge dele era: “o elefante na Praça dos Três Poderes. Caso Master continua incomodando muita gente“. Como não mudou nada de lá para cá, o Caso, de verdade, continua incomodando os que se beneficiaram bilionariamente como usufrutuários da jogadas perversas e grossa corrupção e ainda tramam, usando as próprias instituições onde estão, para que nada seja apurado e ao final, saiam ilesos nos seus bolsos e até nas reputações, e que tudo seja pago, mais uma vez, pelos cada vez mais altos pesados impostos compulsoriamente on line de todos nós que comuns e para tapar buracos da máquina governamental, instituições e escândalos como este, surgem por decretos, normas e até leis aprovadas do Congresso Nacional via os “nossos representantes do povo”. by Herculano
83 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXV”
“Tem um Kassab no meio do caminho”
– Presidente do PSD exibe a musculatura eleitoral do partido ao atrair Caiado, mas não esconde que segue de olho num candidato de outra legenda.
(Rodolfo Borges, O Antagonista, 28/1/26)
Enquanto a família Bolsonaro trabalha para convencer alguns de seus próprios aliados sobre a viabilidade da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Gilberto Kassab (foto) vai reforçando o time para tentar interferir na disputa entre os dois polos da política brasileira.
Grande vitorioso da eleição municipal de 2024, o PSD conta agora com cinco governadores, três deles convertidos de outros partidos nos últimos meses — Raquel Lyra, de Pernambuco, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, deixaram o PSDB, e, agora, Ronaldo Caiado, de Goiás, tenta manter a perspectiva presidencial ao deixar o União Brasil, no qual estava desde a época do PFL.
Kassab classificou a novidade como um reforço em sua “busca de uma candidatura a presidente da República que traga um projeto para o futuro do nosso País”.
Leia-se: sem bolsonarismo e lulismo como protagonistas.
Isentolândia
Crusoé destacou na capa de sua edição 396, publicada em novembro, que a “isentolândia” que não gosta nem de Jair Bolsonaro nem de Lula tem a melhor chance de escapar da polarização neste ano.
As pesquisas de intenção de voto indicam a cristalização das candidaturas do bolsonarismo e do lulismo em eleitorados restritos, ainda que capazes de romper a determinante barreira do primeiro turno — que é o que está de fato em disputa hoje entre os desafiantes do fragilizado Lula.
Nenhum dos dois polos tem hoje, contudo, uma figura como Kassab, que pode até não ter votos para ser eleito, mas tem a capacidade de multiplicar aliados pelos quatros cantos do país.
O presidente do PSD deu mais uma demonstração dessa capacidade ao atrair Caiado. Quer dizer que o governador de Goiás será o candidato presidencial do PSD? Longe disso.
Aliás, qualquer previsão sobre o que ocorrerá na eleição deste ano, a começar pelas candidaturas que serão postas, dependerá de sorte para se confirmar, porque o jogo ainda está em desenvolvimento.
Queda de braço
O que ocorre no momento — e ocorrerá até a data da oficialização das candidaturas — é uma disputa de força para ver quem consegue impor a própria vontade. A partir daí, todos os planos podem mudar e quem hoje diz que nunca se aliaria ao adversário pode acabar de braços dados com ele.
Flávio tenta desenvolver sua musculatura eleitoral ao absorver os votos do pai e diminuir sua taxa de rejeição, enquanto Kassab ostenta os músculos do PSD, que terá palanques fortes por todo lado.
Ratinho ou Caiado podem não ter hoje as intenções de voto do filho 01 de Bolsonaro, mas também não têm o passivo judicial do senador, que inviabilizou o governo do pai — inviabilizará o seu? — e nem assustam Brasília com o risco institucional simbolizado pelo bolsonarismo.
Enquanto a dança se desenrola, Tarcísio de Freitas (Republicanos) assiste a tudo fingindo que não é com ele, mas Kassab repetiu nesta semana: seu candidato dos sonhos é o governador de São Paulo.
A vontade de Kassab se tornou ainda mais relevante nesta semana.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/tem-um-kassab-no-meio-do-caminho/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_2801&utm_source=RD+Station)
“Esportes favoritos”
Meses depois da Copa do Mundo de 1994, quando o Brasil venceu a Itália e conquistou o tetra, o então vice-governador Geraldo Alckmin e o secretário de Planejamento paulista, André Franco Montoro Filho, conversavam em Roma com Giorgio Mottura, presidente da federação das indústrias da Itália.
Para ser simpático, Mottura fez uma brincadeira:
– “Os italianos têm dois esportes favoritos: futebol e sonegação fiscal.”
Montoro Filho respondeu na lata:
– “E são vice nos dois!”.
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 28/01/26)
Mas. . .
o discurso em pról
das mulheres
é pomposo!
“Violência contra mulher: 50% da verba está parada”
(Coluna CH, DP, 28/01/26)
Números da gestão de Ricardo Lewandowski ajudam a explicar o motivo de Lula não ter feito muita questão da permanência do ex-STF no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta tinha uma mixaria para investir em implementação de iniciativas voltadas ao enfrentamento à violência contra mulheres, por mais de R$1,5 milhão em 2025. Ainda assim, conforme registra o Portal da Transparência, o que foi efetivamente pago soma R$735.564,17, ou 48,35% do total.
4 mortes/dia
O baixíssimo valor coincide com o ano em que o Brasil registrou recorde no número de feminicídios, com 1.470 casos, dados do próprio MJ.
Caixa reforçado
O sucessor de Lewandowski, ministro Wllington César, terá um orçamento bem mais generoso na pasta, R$24 milhões.
Ritmo de tartaruga
Apesar de ter mais dinheiro em ano eleitoral, o MJ ainda não gastou nada. A execução do orçamento está em 0%, sem qualquer investimento.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/master-queria-lewandowski-como-seu-conselheiro)
Não tem jeito:
quem nasce pra “faveco rachadjinha”
nunca dispensa uma trapacinha!
“Pesquisa de empresa mexicana com Flávio e Lula empatados não consta no TSE”
(Do UOL, em São Paulo, 28/01/26)
. . .
A Áltica Research divulgou uma pesquisa eleitoral sem registro no TSE, mostrando Flávio Bolsonaro e Lula empatados no segundo turno.
No levantamento, Flávio tem 48% contra 47% de Lula, com margem de erro de 2,83 pontos. A pesquisa não registrada fere a legislação eleitoral.
TSE requer que partidos ou o MPE acionem para investigar; divulgação sem registro pode gerar multa de até R$ 106.410 e retirada do ar. (IA/UOL)
. . .
+em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/01/28/pesquisa-sem-registro-flavio-bolsonaro.htm
Só pra bolsonarizar. . .
Se como pré candidato
já utiliza essa artimanha,
imaginem eleito?
“Lula entra no ano da eleição reprovado por 57%, diz PoderData”
– Desempenho pessoal do presidente é aprovado por 34%; governo é mais bem avaliado que o petista…
(Jonathan Karter, de Brasília, Poder360, 28/01/26
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, entra no ano em que deve tentar um 4º mandato à frente do Planalto desaprovado por 57% dos brasileiros. Os que dizem aprovar o desempenho pessoal do petista são 34%.
A avaliação que os eleitores fazem do petista é pior do que a que fazem do governo como um todo: 53% desaprovam e 41% aprovam. Os dados são de pesquisa do PoderData realizada de 24 a 26 de janeiro de 2026.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poderdata/lula-entra-no-ano-da-eleicao-reprovado-por-57-diz-poderdata/
“No Brasil surreal, Dalí seria presidente e Miró, o seu vice”
– Apenas ontem, por dever do ofício, me deparei com três notícias que me fizeram crer viver na Europa do início do século XX.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 28/01/26)
Não tenho muitos arrependimentos na vida. Perto de adentrar à “melhor idade” – uma das expressões mais idiotas que já inventaram -, vivi o suficiente para ter acertado e errado bastante, mas muito pouco, ou quase nada, me faz refletir se poderia ter sido diferente.
Fui um péssimo aluno. Minha sorte foi gostar de jogar bola, e nas escolas em que estudei – fortíssimas -, quem “tomava bomba” (repetir de ano, para quem é novo e não conhece a expressão) não podia jogar no time. Isso me fazia ao menos estudar um pouco.
Eis aí. Se eu pudesse modificar algo em meu passado, seria isso. Teria estudado mais e melhor, principalmente sobre a História e as Artes. Hoje, ao viajar pelo mundo ou me deparar com locais e fatos históricos, realizo o quanto sou ignorante e o quanto perdi por isso.
¡Viva Espanha!
Quem me acompanha sabe que costumo digredir um pouco – às vezes muito! – antes de me aprofundar em um texto, por isso os parágrafos acima. Em tempos de falta de paciência e interesse geral, sei que é um erro. Mas é um vício que considero saudável.
Estive recentemente no interior da Espanha, palco do surrealismo – movimento artístico e literário lançado em 1924 por André Breton, em Paris, influenciado pela psicanálise de Freud, que valorizava o inconsciente, os sonhos e o automatismo.
A definição não é minha, claro, já que um ignorante. É do Dr. Google. Os adeptos, à época, buscavam libertar a criatividade da razão, explorando o ilógico, o erotismo e a distorção da realidade. Os espanhois Salvador Dalí (1) e Joan Miró (2) foram dois dos maiores.
Meu Brasil brasileiro
Apenas ontem, por dever do ofício, pois do contrário me ocuparia de assuntos mais construtivos e prazerosos, me deparei com três notícias que me fizeram crer viver na Europa do início do século XX, pois o surrealismo do surreal, mesmo em Banânia.
Primeiro, leio que Renan Calheiros – sim, o próprio! – irá comandar a comissão do Senado que investigará o Banco Master (3). Se eu não conhecesse vocês, leitores queridos de O Antagonista, explicaria melhor quem é o alagoano, mas sei que o conhecem bem.
Depois, leio uma nota do deputado federal tucano por Minas Gerais, Aécio Neves, afetando indignação pelas relações comerciais milionárias (4) entre o ex-ministro do STF e de Lula, Ricardo Lewandowski, e a JBS. De novo: confio em vocês para entenderem meu espanto.
O dedo de Deus
Já Edson Fachin, presidente do Supremo, em entrevista para O Globo afirmou que não ficará de braços cruzados diante dos eventos que estão afundando o STF num mar de lama jamais visto na história, a ponto de tornar seu resgate praticamente impossível. Sério?
Pois foi o mesmo ministro-presidente que, dias atrás, em nota oficial, passou pano encardido de infâmia para seus pares (5), e invocou a velha, surrada e falaciosa tese de defesa das instituições e da democracia para defender o indefensável, leia-se promiscuidade.
Isso depois de um fim de semana em que Deus foi utilizado como berrante por políticos mercadores da fé (6), que ora o culparam por tempestades e relâmpagos, ora o louvaram por isso, desprezando qualquer hipótese de vida inteligente sobre a Terra.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/no-brasil-surreal-dali-seria-presidente-e-miro-o-seu-vice/)
(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Dal%C3%AD
(2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Joan_Mir%C3%B3
(3) https://oantagonista.com.br/analise/brasilia-sempre-se-lambuzou-o-master-e-so-uma-indigestao/
(4) https://oantagonista.com.br/brasil/lewandowski-e-contratado-por-irmaos-batista-apos-deixar-stf/
(5) https://oantagonista.com.br/analise/fachin-e-master-de-onde-menos-se-espera-dai-e-que-nao-sai-nada/
(6) https://oantagonista.com.br/analise/a-politica-e-os-mercadores-da-fe/
(*) Acredite, se quiser!
“Tudo a Ler”
(Isadora Laviola, FSP, 28/01/25)
Fernando Haddad (*) e China Miéville, autores que lançaram livros ambiciosos recentemente, partem de lugares bem distintos para abordar o capitalismo de hoje. Um olha para a economia política; o outro, para seus efeitos culturais e imaginários. Nos dois casos, o diagnóstico aponta para um mundo fragmentado.
Em “Capitalismo Superindustrial” (Zahar, R$ 99, 456 págs.), o atual ministro da Fazenda (*) analisa como a incorporação da ciência como fator de produção tornou a inovação e a obtenção de lucro extraordinário permanentes. Segundo Haddad (*), a inovação levou à fragmentação maior de classes (*), como aponta a reportagem de Felipe Gutierrez.
Parafraseando Liev Tolstói, ele afirma em sua análise que “todas as classes proprietárias se parecem na felicidade, cada classe não proprietária é infeliz à sua maneira”.
Esse quadro ajuda a entender a leitura feita pelo escritor China Miéville sobre o presente. Ao afirmar que “a barbárie anda vibrante” no mundo, o escritor aponta para um ambiente político e cultural moldado pela desigualdade, no qual o autoritarismo encontra espaço para crescer.
No romance de ficção científica “A Cicatriz” (trad. José Baltazar Pereira Júnior, Boitempo, R$ 119, 528 págs.), Miéville mostra como as distopias (**) espelham uma realidade em que o capitalismo gera riqueza contínua, mas também medo e o vislumbre de um futuro ameaçador. O britânico deu entrevista ao repórter Reinaldo José Lopes.
(*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/livro-de-haddad-interpreta-sentido-de-revolucoes-do-seculo-20-e-discute-fase-atual-do-capitalismo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(**) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/barbarie-anda-ganhando-do-socialismo-ultimamente-diz-escritor-china-mieville.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
acabou de chegar
> “Feito Bestas” (trad. Letícia Mei, Mundaréu, R$ 56, 104 págs.), da francesa Violaine Bérot, acompanha o resgate de uma menina desconhecida da cordilheira dos Pirineus. Narrado por um coro de vozes que depõe à polícia, o livro deixa que o leitor chegue às suas próprias conclusões —tanto sobre as condições que levaram a menina até ali quanto sobre os dilemas de maternidade que surgem ao longo da trama. Segundo o crítico Alex Castro, é um romance impressionantemente amplo e profundo apesar de suas poucas páginas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/isolada-nas-montanhas-escritora-faz-livro-brutal-sobre-a-maternidade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> “Sepulcros de Caubóis” (trad. Josely Vianna Baptista, Companhia das Letras, R$ 79,90, 192 págs.) reúne três narrativas póstumas e inéditas do celebrado escritor chileno Roberto Bolaño. Os textos heterogêneos e inacabados, como aponta o crítico Élvio Cotrim , soam familiares aos leitores do autor pela repetição de seus traumas. São histórias sobre jovens errantes, destinos trágicos, violência política e a experiência do exílio latino-americano.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/inedito-sepulcros-de-caubois-reforca-que-bolano-nao-perde-folego.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> “Conversa Infinita” (trad. Julián Fuks, Quina, R$ 67,90, 352 págs.) surgiu do entendimento do psicanalista argentino Mariano Horenstein de que a psicanálise é um campo de fronteira com outros discursos: “A maioria dos psicanalistas que fizeram alguma diferença tem tido uma interlocução com outras disciplinas”, diz em entrevista a Giulia Peruzzo . Horenstein coloca sua visão em prática nas 19 entrevistas que compõem o livro, buscando entender como personalidades da estirpe de Caetano Veloso, Marina Abramovic e Anish Kapoor enxergam a psicanálise.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/01/livro-sobre-psicanalise-entrevista-analisados-ilustres-como-marina-abramovic-e-caetano-veloso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
agenda literária
> Na quarta (29), às 18h, a Livraria da Vila no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, (av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – SP) recebe o lançamento de “Love Story: A Casa de Todas as Casas”, de Katia Soares e Roberto Prioste. O livro é uma biografia não autorizada de um dos espaços mais emblemáticos da vida noturna paulistana.
> Também na quarta (29), às 19h, a Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro, (r. Voluntários da Pátria, 97 – Botafogo – RJ) promove o lançamento de “Ênio Silveira: O Editor que Peitou a Ditadura”, de Sérgio França. A obra revisita a trajetória do editor que marcou a história do livro no Brasil ao enfrentar a censura durante o regime militar.
e mais
> O escritor argentino Julio Cortázar terá sua poesia publicada pela primeira vez no Brasil. Uma antologia de seus poemas está sendo traduzida e organizada pela escritora e professora Paloma Vidal para a Companhia das Letras e deve ter cerca de 300 páginas. Segundo o Painel das Letras, o volume ainda não tem um título definido e tem previsão de sair no segundo semestre deste ano.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/01/poesia-de-julio-cortazar-sera-publicada-pela-primeira-vez-em-coletanea-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Há muitos debates em torno dos significados de antissemitismo, mas, como aponta a reportagem de Anna Virginia Balloussier , o fato de ele ainda existir parece indiscutível. Livros recentes de Mark Mazower, professor da Universidade Columbia, e do pesquisador brasileiro Gustavo Binenbojm partem de visões opostas sobre como funciona o preconceito contra judeus e chegam a conclusões próximas: não é um fenômeno do passado e não é exclusivo de um campo político.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/antissemitismo-estrutural-e-censura-a-criticas-a-israel-sao-temas-de-livros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
além dos livros
> Depois de “Café com Deus Pai” dominar as vendas de livros no Brasil ao longo dos últimos três anos, o devocional do pastor Junior Rostirola foi desbancado pela série de colorir “Bobbie Goods” no ano passado. Os livros da ilustradora Abbie Goveia ocupam os quatro primeiros lugares do ranking de lançamentos mais vendidos de 2025.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/livros-de-colorir-e-religiosos-ocupam-topo-da-lista-de-mais-vendidos-de-2025.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Um temporal de granizo e ventania que assolou São Paulo no começo do mês causou um alagamento grave na editora Reformatório, na zona norte da capital. A estimativa é de que cerca de 30% do estoque tenha sido perdido, com prejuízos avaliados em aproximadamente R$ 60 mil. Em entrevista à Folha, o dono da editora, Marcelo Nocelli, relatou o ocorrido e disse que boa parte dos livros foram salvos pelo shrink (M), o plástico fino que envolve os exemplares.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/forte-chuva-em-sao-paulo-faz-editora-reformatorio-perder-quase-um-terco-do-estoque.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> A poeta mineira Adélia Prado, de 90 anos, foi internada na última semana após um acidente doméstico. Após uma queda, ela sofreu fraturas no fêmur e lesões no cotovelo e no punho. Prado segue em observação no Hospital São Judas Tadeu, onde passou por duas cirurgias, e tem quadro estável.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/escritora-adelia-prado-e-internada-e-faz-cirurgia-apos-sofrer-acidente-domestico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Ruazinha em Santa Teresa mudou a poesia de Manuel Bandeira, diz Elvia Bezerra
Para pesquisadora, cotidiano humilde foi ao encontro de tendências modernistas e espírito de homem simples do poeta
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/ruazinha-em-santa-teresa-mudou-a-poesia-de-manuel-bandeira-diz-elvia-bezerra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Sidney Gusman explora relação com o pai na HQ autobiográfica ‘Domingos’
Projeto é ilustrado pelo quadrinista Jefferson Costa
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/sidney-gusman-explora-relacao-com-o-pai-na-hq-autobiografica-domingos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Escrever meu novo livro foi uma forma de lidar com o real, diz Carla Madeira na CasaFolha
Quarto romance da autora de ‘Tudo É Rio’ deve ser lançado neste ano
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/escrever-meu-novo-livro-foi-uma-forma-de-lidar-com-o-real-diz-carla-madeira-na-casafolha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(TRPCE)
(M) Remeteu-me ao “The Temples Of Syrinx” da fantástica banda canadense Rush: https://www.youtube.com/watch?v=m_6dkzL4VS4
Sai Têmis, entra Vorcaro!
(Comenta-se em Brasília
onde “dezénovehoras”,
que “se-pleiteia-se”
substituir o símbolo da Justiça. . .)
“Contrato de R$ 6,5 milhões do Master com Lewandowski passou para filho quando ele se tornou ministro”
– Banco de Daniel Vorcaro pagava R$ 250 mil por mês por consultas sobre assuntos ‘institucionais’ e, depois, sobre impostos.
(Por Malu Gaspar, O Globo, 28/01/26)
O contrato do Banco Master com a Lewandowski Advocacia começou em agosto de 2023, com uma “consultoria institucional” do próprio Ricardo Lewandowski e, depois da ida dele para o Ministério da Justiça, em 2024, foi transferido para o filho, Enrique Lewandowski, que passou a dar consultoria sobre assuntos fiscais e tributários.
Essa é a explicação da assessoria de imprensa do escritório sobre o escopo do contrato revelado pelo portal Metrópoles, que previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e rendeu aos Lewandowski R$ 6,5 milhões ao todo entre agosto de 2023 e setembro de 2025.
A assinatura do contrato com o então ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu na mesma época em que o próprio Master informou que ele tinha passado a integrar um “comitê estratégico” do banco.
Mas, de acordo com a assessoria, Lewandowski nunca teve remuneração ou funções de conselheiro, só o contrato de consultoria para temas de natureza “institucional”, sem detalhar quais temas eram tratados.
De acordo com a assessoria, ao aceitar virar ministro da Justiça de Lula, em janeiro de 2024, Lewandowski teria comunicado a direção do banco, que transferiu a consultoria para o filho, Enrique, que é especialista em temas fiscais. Três meses depois, o Master informou ter substituído Lewandowski por Henrique Meirelles no comitê estratégico.
Nos 21 meses seguintes à saída do ministro do Master, o escritório de advocacia ainda faturou R$ 5 milhões com o banco. Os pagamentos só deixaram de ser feitos em setembro de 2025, quando o Banco Central (BC) vetou a compra do Master pelo BRB.
Os contatos de Enrique Lewandowski no banco se davam com o diretor jurídico, Luiz Rennó, para discutir questões fiscais e relacionadas à reforma tributária. Seriam reuniões mensais, telefonemas e trocas de e-mails. A assessoria informou ainda que não houve elaboração de pareceres ou defesa em causas específicas.
Advogados experientes da área tributária ouvidos pela equipe da coluna disseram que nesse ramo o serviço de consultoria costuma ser pago por hora/homem e não por mês, para atender demandas relacionadas a dúvidas ou temas específicos.
Pelos valores praticados no mercado, um advogado tributário de alto nível, sócio de um escritório, cobra em média R$ 2.500,00 a hora de trabalho. Por essa métrica, o contrato do Master com o filho do ministro pagaria o equivalente a 100 horas/homem por mês — ou 4,5 horas de trabalho por dia, em todos os dias úteis do mês.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/01/contrato-de-r-65-milhoes-do-master-com-lewandowski-passou-para-filho-quando-ele-se-tornou-ministro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
“‘Bugonia’ e a nova ordem mundial”
– Lógica do delírio que pauta a ação do filme de Yorgos Lanthimos parece ditar a ação das superpotências e a reação possível dos países forçados a negociar com elas.
(Por Vera Magalhães, O Globo, 28/01/26)
. . .
“O filme “Bugonia”, de Yorgos Lanthimos, reflete a paranoia e o medo manipulando a realidade, ressoando com a atual política global, onde superpotências agem como em um thriller distópico. Na trama, a desconfiança substitui o diálogo, e o uso de força prevalece sobre a política. O Brasil, seguindo sua tradição diplomática, busca equilíbrio em meio a essa nova ordem, resistindo à retórica belicista e defendendo a cooperação e instituições multilaterais.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/01/bugonia-e-a-nova-ordem-mundial.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
O que estará escondido sob a suprema toga?
“Quem corrói o STF são os próprios ministros da Casa”
– Fachin quer um código de conduta, para os outros.
(Por Elio Gaspari, O Globo, 28/01/26)
. . .
“O presidente do STF, Edson Fachin, propôs um código de conduta para os ministros, mas enfrentou resistência interna. Fachin alerta sobre uma “erosão democrática” que corroeria as instituições. A proposta de transparência, como a divulgação de agendas, também encontrou oposição. A crise, argumenta-se, vem de dentro do próprio tribunal, evidenciada por práticas e conexões inadequadas de alguns ministros.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/opiniao/elio-gaspari/coluna/2026/01/quem-corroi-o-stf-sao-os-proprios-ministros-da-casa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“Intervalo de 50 dias, janela tardia e ‘fases’ distintas: as novidades do novo Brasileirão e como elas devem afetar a disputa”
– Agora de janeiro a dezembro, Série A estreia nesta quarta em novas condições.
(Por Rafael Oliveira — Rio de Janeiro, O Globo, 28/01/26)
. . .
“O Campeonato Brasileiro de 2024 traz novidades significativas, com a Série A ocorrendo de janeiro a dezembro, criando um novo ritmo de disputa. Dividido em cinco blocos, o torneio apresenta pausas estratégicas, como um intervalo de 50 dias no meio do ano, permitindo uma “intertemporada” que pode intensificar a segunda metade do campeonato. A janela de transferências agora abre na 19ª rodada, exigindo dos clubes um planejamento inicial mais eficaz, pois quase metade do torneio será jogada com elencos formados no início da temporada. Essas mudanças prometem novas dinâmicas e desafios, comparando-se a um jogo de tabuleiro onde estratégia e adaptação são cruciais.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2026/01/28/intervalo-de-50-dias-janela-tardia-e-fases-distintas-as-novidades-do-novo-brasileirao-e-como-elas-devem-afetar-a-disputa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
O Engenheiro Político Kassab
sabe muito bem
que os catetos opostos
são primos irmãos
da hipotenusa!
“Com filiação de Caiado, PSD passa a contar com três postulantes à disputa pela presidência”
– Partido dirigido por Gilberto Kassab passa a ter três pré-candidatos à Presidência: ‘O que sair daqui candidato terá apoio dos demais’.
(O Globo, 28/01/26)
. . .
Com a filiação de Ronaldo Caiado, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, agora possui três pré-candidatos à Presidência: Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite. Em vídeo com os governadores do Paraná e Rio Grande do Sul, Caiado destacou o apoio mútuo entre os candidatos. Enquanto Ratinho Jr. aparece como favorito, Kassab manteve a porta aberta para outros nomes. A decisão interna sobre o candidato será baseada em diálogo e consenso, com foco em projetos para o Brasil.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/28/com-filiacao-de-caiado-psd-passa-a-contar-com-tres-postulantes-a-disputa-pela-presidencia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Matutando bem. . .
3 boas cartas!
Porém, como temos
“visto, lido e ouvido”
falta um
coringa do nordeste!
“Quem não deve, não teme”
existe apenas registrado
nos antigos adágios!
“Governo busca se afastar da crise do Master e evitar CPI em ano de eleição”
– Por Jeniffer Gularte, Bernardo Lima, Sérgio Roxo e Victoria Azevedo — Brasília, O Globo, 28/01/26)
Preocupado com a escalada da crise do Banco Master, o Palácio do Planalto tentará se apoiar no discurso de que apoia as investigações e buscará colar os desdobramentos do caso na oposição. Às vésperas da campanha eleitoral, porém, o Executivo não pretende que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso prospere no Congresso para evitar que o caso interfira no andamento das pautas de interesse da gestão Lula na Câmara e no Senado e contamine o ambiente político em Brasília.
A irritação do presidente com o tema ficou clara em discurso na semana passada, e o assunto passou a ser foco de preocupação digital do governo. Nas redes sociais, o tema tem impactado mais diretamente o presidente nesta semana, de acordo com levantamento da consultoria Bites feito a pedido do GLOBO.
A volta ao noticiário do encontro entre Lula e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, ocorrida em dezembro de 2024, e a confirmação de que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski prestou consultoria jurídica ao Banco Master por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), aproximaram o Palácio do Planalto dos ecos das investigações.
Menções nas redes
Nos últimos 90 dias, foram publicadas 8,04 milhões de menções ao Master, a Daniel Vorcaro, ao ministro Dias Toffoli ou assuntos relacionados à liquidação do banco, com 79 milhões de interações.
O levantamento aponta que o presidente tem sido impactado diretamente nos últimos dois dias por causa das menções a Lewandowski, Wagner e ao ex-ministro Guido Mantega, que levou Vorcaro ao encontro de Lula em 2024 — conversa revelada pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim no ano passado.
As citações ao presidente ganharam tração a partir do último sábado e já somam 6,46 milhões de interações. Um dos principais expoentes da direita nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, tem criticado o que considera falta de apoio do PT a uma CPI.
Mesmo sem apoiar a CPI, aliados de Lula no Congresso dizem que, com a volta dos trabalhos legislativos, a ideia é fazer uma defesa do governo e reforçar o papel da Polícia Federal e do Banco Central no processo — o argumento de que essas instituições já estão atuando no caso será usado contra a Comissão Parlamentar de Inquérito.
Com as repercussões da crise, na semana passada, Lula subiu o tom e, sem citar diretamente o proprietário Daniel Vorcaro, afirmou em discurso que o “cidadão do Banco Master” deu um golpe de R$ 40 bilhões e que a conta ficará para as demais instituições bancárias:
— Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar são os bancos.
Comissão de ética
Nesta semana, o tema chegou mais próximo do governo com as revelações envolvendo Jaques Wagner e o ex-ministro da Justiça. O senador disse ontem que a indicação de Lewandowski foi feita após pedido do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.
Master: Fundo previdenciário de Itaguaí que aplicou 20% do patrimônio em títulos do banco já espera ‘visita da PF’
— Quando eu me encontrei com Guga (Augusto Lima), ele disse que queria melhorar o nível do banco e precisava indicar um jurista para o conselho administrativo do banco — afirmou o senador à Rádio Baiana.
O ex-ministro da Justiça, por sua vez, reiterou que depois de deixar o Supremo, em abril de 2023, retomou a advocacia e, além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ele afirmou que, ao ser convidado para a pasta, retirou-se de seu escritório de advocacia.
Ontem, a comissão de ética da Presidência autorizou que ele volte a exercer a advocacia sem a necessidade de cumprir quarentena, mas decidiu vedar a atuação por seis meses em órgãos ligados à pasta.
Augusto Lima tem relação com políticos da Bahia, entre eles expoentes do PT, com Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Lima entrou no setor financeiro em 2018, quando Costa (então governador) decidiu privatizar uma estatal de supermercados.
A parte financeira da operação acabou ficando com o executivo, que então criou o CredCesta, um cartão de crédito consignado. Foi essa operação que o levou ao Master. Procurado, o ministro não se manifestou.
O governo, no entanto, tenta minimizar os impactos da crise na gestão petista e na imagem de Lula. O principal argumento de auxiliares é de que o presidente esteve com Vorcaro em 4 de dezembro de 2024, antes de a fraude financeira vir à tona e se tornar um escândalo.
A reportagem questionou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência sobre o motivo pelo qual o encontro com o dono do Master não constou da agenda do presidente e os temas tratados na conversa, mas não teve resposta.
Sobre o ex-ministro da Justiça, o argumento de auxiliar com assento no Planalto é que Lula não sabia da existência do contrato de Lewandowski e descartou que a saída dele do governo no início deste mês tenha relação com o caso Master.
A avaliação de parte dos aliados do governo, por outro lado, é que o caso Master pode fazer com que a corrupção seja um dos temas da eleição. Se isso acontecer, um auxiliar de Lula diz que o governo deve enfatizar que foi o Banco Central, comandado por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente da República, que liquidou o Master, e é a Polícia Federal que realiza as investigações.
Como mostrou O GLOBO, Lula se movimentou nos bastidores para dar apoio a Gabriel Galípolo, o chefe da autoridade monetária que está diretamente atuando na defesa do processo que culminou no encerramento das atividades do banco.
As atuações do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União no caso foram mencionadas como alvo de desconforto na reunião realizada no Palácio do Planalto para discutir segurança pública, no início do mês, como mostrou o colunista do GLOBO Fabio Graner.
A estratégia do governo também prevê apontar para a oposição. Integrantes do governo pretendem destacar que as relações de aliados do Planalto com o banco seriam pequenas perto das conexões que envolvem políticos oposicionistas.
Nesse caso, citam como exemplos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, que em 2024 propôs aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Também mencionam o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, responsável pelo BRB.
Procurados, Nogueira e Ibaneis não comentaram. O governador do DF nega irregularidades na compra do banco.
Antes da liquidação, Vorcaro se valia de uma rede de contatos políticos e dizia a pessoas próximas que havia feito “fortes amigos” em Brasília.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/28/governo-busca-se-afastar-da-crise-do-master-e-evitar-cpi-em-ano-de-eleicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
Será que caberia um
plebiscito on line?
“Conduta no STF: sugestões a Fachin se alinham a exemplos mundiais, mas ministros resistem a quarentena e regras para palestras”
– Recomendações estão no documento elaborado pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil e que passou a ser defendido pelo magistrado.
(Por Caio Sartori e Mariana Muniz — Rio e Brasília, O Globo, 28/01/26)
. . .
“A proposta de um código de conduta para ministros do STF, inspirada em normas internacionais, enfrenta resistência interna, especialmente sobre regras para palestras e quarentena pós-aposentadoria. Edson Fachin defende o código, apoiado por ex-ministros e a OAB-SP, visando maior transparência e integridade. A discussão surge em meio a crises internas, como no caso Banco Master, e busca fortalecer a imagem do tribunal.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/28/conduta-no-stf-sugestoes-a-fachin-se-alinham-a-exemplos-mundiais-mas-ministros-resistem-a-quarentena-e-regras-para-palestras.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Hoje tem Master, tem Supremo Fachin, tem o Huguito, tem o Carluxo bagunçando o rolê de Santa Catarina, o Tarcísio fazendo sabe Deus o quê, o Lula no Panamá, o Lewandas no seu escritório milionário, o careca do INSS ainda na cadeia, o Caiado saindo do União Brasil e a gente querendo que já chegue o carnaval. Vem ler, BRASEW.
“Quem é o MasterChef?”
(TixaNews, jan 28)
E eis que o Supremo Fachin deu um drible na galera e saiu dizendo hoje para a jornalista Ana Flor, da GloboNews, que a tendência é que o caso do Master caia para a primeira instância, já que até agora não apareceu, de forma consistente na investigação, qualquer político com foro privilegiado. O Toffoli e o Xandão que lutem. Aliás, estão dizendo que o Gilmar é quem defende o Toffoli em público, mas quem quer mesmo que o Toffoli siga com o Master é o Xandão.
Xandão, para quem não lembra, é marido da advogada Viviane Barci, que tinha um contrato de 130 milhões de reais com o banco Master.
O Supremo Fachin parece que percebeu que não disse nada na entrevista para o Estadão e hoje, para Ana Flor, resolveu dizer que não tem tempo ideal para discutir regras institucionais, que vai sim levar adiante o Código de Ética, que o ideal é que se faça até antes do início da campanha eleitoral, mas já deu a entender que o caso do resort do Toffoli não tem a ver com Código de Ética, mas com condução de processos judiciais que têm já seus regulamentos. Sim, BRASEW, Toffoli já pode se autodeclarar impedido, por exemplo.
Vai um charutinho aí?
Olha essa que veio da coluna de Andreza Matais no Metrópoles: Xandão esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, o famoso dono do Banco Master, em Brasília. Numa delas, conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, quando o Master tentava um salva-vidas via BRB (a operação que acabou barrada pelo Banco Central).
E ainda teve replay: Xandão assistiu à eleição de Donald Trump na casa do banqueiro, fumando charutos e bebendo vinhos raros, ironicamente antes de Trump virar algoz do ministro com a Lei Magnitsky. Digo nada, só óleo.
Oi, Huguito
E eu perdi essa aqui nesta semana, da Thais Bilenky, do UOL. Que o Huguito, quando era apenas deputado em 2024, propôs uma emenda (não de dinheiro, apenas de um remendo no texto legislativo) em uma lei que poderá alavancar o mercado de carbono em 9 bi por ano. A proposta é tornar obrigatório que seguradoras e empresas de previdência invistam parte das reservas em créditos de carbono. Até aí, parece que Huguito Motta, o atual dono da Câmara frigorífica, é apenas um deputado em prol do meio ambiente. Mas daí o pessoal liga com a história da empresa de crédito de carbono do pai e da irmã do Vorcaro, que estariam inflando títulos justamente de crédito de carbono, e a gente já fica tipo assim: meeeeudeus.
E o Lula no Panamá
Lula confirmou que vai fazer uma visitinha pro Trump em março. E também deu uma ligadinha pro Macron hoje. E ainda disse que torce pela nova presidente da Venezuela. Esse é o Lula no Panamá. Parece que a Tebet foi na comitiva.
Por que botei a Tebet no meio? Porque ela quer botar umas condições para ser candidata ao Senado por São Paulo. Se tudo fechar, ela será candidata pelo PSB, mas pediu que o PT bote dinheiro na campanha dela e que não a abandone no meio do caminho. A nossa She-Ra do Pantanal que lute.
Careca segue preso
O Supremo André Mendonça não se comoveu com os argumentos da defesa do careca do INSS e o manteve preso. Nada mudou para tirá-lo da prisão, segundo o Supremo. O careca é investigado naquele esquema bilionário que desviava dinheiro do salário dos aposentados.
E o Tarcísio?
O Tarcísio a gente já não sabe mais. Agora parece que vai mesmo visitar o Bolsonaro e garantiu, deu sua palavra de honra, que mesmo que o Bolsonaro diga para ele ser candidato à presidência, ele não quer e vai ser candidato de novo ao governo de São Paulo. Só sei que o Bolsonaro pediu ao Xandão permissão para receber uma visitinha do Valdemar.
E o Caiado?
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já se lançou candidato desde o ano passado. Mas seu partido, o União Brasil, não tá muito a fim da aventura. E o que fez Caiado? Caiu fora e agora procura um partido para ser candidato. Caiado é bolsonarista, mas não tem apoio de Bolsonaro. Ele garante que tudo o que Lula quer é que a direita tenha só um candidato.
Lewandas
O ex da Justiça, Lewandas Lewandowski, recebeu aval para tocar seu escritório de advocacia mesmo sem cumprir um período de seis meses exigido pela lei. A Comissão de Ética da Presidência liberou o ex-ministro. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, ele não poderá pegar nenhum caso que tenha ligação com a pasta ou com investigações da Polícia Federal enquanto era ministro. Ou seja, nada de pegar casos do Banco Master. E que o ex-ministro, antes de ser ministro, tinha um contrato de consultoria jurídica e continuou recebendo pagamento enquanto era ministro.
Carluxo, Carluxo
A história do Carluxo se lançar candidato a senador por Santa Catarina segue dando treta. É racha em cima de racha. Agora o MDB resolveu desembarcar do governo do Jorginho Mello (que é do PL) para lançar seu próprio candidato. O MDB tem muita prefeitura em SC. É uma perda e tanto para o Jorginho, que quer a reeleição. E já se fala que o PSD do Kassab vai tomar o mesmo caminho. E por lá ainda segue indefinido quem serão os outros candidatos a senador. Tem a bolsonarista Carolina de Toni, por exemplo, que não engole a ida de Carluxo. Não sei não, mas Carluxo vai ter que fazer campanha mesmo, pelo visto. Agora não sei se ganha só por botar o nome Bolsonaro. O Centrão já desembarcou.
E, falando em Jorginho, o governador, no melhor modo “sou extrema-direita à la Trump”, sancionou uma lei para acabar com as cotas no Estado. A Justiça suspendeu a lei, e agora o Supremo Gilmar Mendes pede explicações para o governador.
E a gente que lute para acompanhar essas tretas todas, BRASEW.
(TRPCE)
Folha 105 (080)
“João Pereira Coutinho disse que endeusar políticos é sinal de doença mental”
– ‘Votar no melhor candidato é uma coisa; canonizá-lo é outra’, disse escritor.
– Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.
O escritor João Pereira Coutinho (1) olhou para a campanha eleitoral das eleições de 2018 (2) e achou que o problema não estava só na desinformação (3), mas em quem as engolia sem mastigar. No texto, publicado na Folha no feriado de 7 de setembro de 2018 (4), ele chamou essa turma de “fake readers” e ligou o fenômeno a um traço nacional: a credulidade.
Para sustentar a tese, citou um estudo do Ipsos Mori (5) com entrevistas em 27 países e escreveu que os “fake readers” eram pessoas com “tendência” a “acreditar em tudo que leem”. O Brasil aparecia no topo do ranking, com 62% dos entrevistados dizendo ter sido enganados, bem acima de países como Itália (6) e Reino Unido (7).
Mas a crítica central vinha quando o assunto virava voto. Coutinho disse que, em eleição, surgiam tribos “à esquerda e à direita” dispostas a cometer “o supremo pecado em política”: acreditar em políticos e batalhar por eles. Para ilustrar, descreveu a cena no aeroporto de Brasília, quando se viu a um metro de Jair Bolsonaro e assistiu ao “encontro religioso” de seguidores com o candidato.
Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (8), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.
Endeusar políticos é sintoma de transtorno mental (07/09/2018)
Todo mundo fala de “fake news”. Poucos falam de “fake readers”. E, no entanto, os segundos sempre me pareceram mais perigosos do que as primeiras.
Produzir informações falsas ou conspiratórias sempre fez parte do DNA da espécie. Até Eva, que era Eva e vivia no Paraíso, não se conteve e foi um pouco “fake” com Adão no episódio da maçã.
Mas é preciso ter uma mente especial, igualmente falsa e conspiratória, para que as “fake news” possam nascer e prosperar. E, nesse quesito, há países e países.
O instituto de pesquisas Ipsos Mori resolveu estudar o assunto, informa o jornal “Daily Telegraph”. Entrevistou mais de 19 mil pessoas em 27 países. E concluiu, entre outras coisas, que os “fake readers” não se distribuem democraticamente pelo mundo.
Quando falamos de “fake readers”, falamos de pessoas com uma certa “tendência” ou “susceptibilidade” para acreditar em tudo que leem. Sem duvidar, sem questionar.
Itália ou Reino Unido, dois países que conheço bem, são pouco crédulos. Entre os italianos, só 29% confessam ter sido enganados por “fake news”. Entre os britânicos, só 33%. Motivos?
Arrisco um: a desconfiança permanente que italianos e ingleses sempre manifestaram em relação ao poder. Por razões históricas ou filosóficas, ambos os povos sempre tiveram aquela centelha anarquista que permite olhar para a realidade com uma dose saudável de cepticismo.
Não é por acaso que Itália, depois da aberração fascista, tenha tido mais de 60 governos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Há traumas que nunca se esquecem.
E não é por acaso que Inglaterra, nas palavras do historiador Élie Halévy, tenha passado por todas as revoluções —industrial, social, cultural— sem nunca ter feito a Revolução (com maiúscula).
Mas no estudo do Ipsos Mori há um país que se destaca pelo seu impressionante grau de credulidade: o Brasil, que lidera a lista. Os brasileiros, ou 62% deles, são os mais crédulos de todos (a média é 48%). Em segundo lugar, com 58%, vem a Arábia Saudita. Como explicar isso?
Eruditos apressados dirão que a culpa é da colonização (e do atraso educacional); da herança católica (e da reverência cega perante a palavra escrita); ou, então, de ninguém: se o Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de internet, é inevitável que o número de otários seja proporcional ao número de usuários.
Boa sorte nesse debate. Uma coisa é certa: se há algo que distingue o período eleitoral que o país vive é a existência de tribos —à esquerda e à direita, sem distinção— que cometem o supremo pecado em política: acreditar em políticos e batalhar obstinadamente por eles.
Atenção: não se trata de repetir o clichê popular (e populista) de que “todo político é ladrão/incompetente/psicopata”. Provavelmente, nem todos. Provavelmente.
Mas existe uma diferença entre cultivar esse advérbio cauteloso e defender, com fanatismo, o dogma contrário: o político em quem eu voto é a encarnação terrena da sabedoria e da salvação.
Uma temporada recente no Brasil só confirmou o que eu já conseguia intuir à distância: do brasileiro mais anônimo ao militante mais sofisticado, todos parecem sofrer da mesma febre —uma confiança cega, e surda, e muda, e até paralítica, no seu candidato.
Observei isso ao vivo: estava no aeroporto de Brasília, aguardando o meu voo para São Paulo (dia 31 de julho, umas 11 horas da manhã), quando uma turba enlouquecida veio na minha direção. Que fiz eu para merecer aquilo?
Ledo engano. Quando olhei para trás, Jair Bolsonaro estava a um metro de mim, vindo sei lá de onde. O que se seguiu foi digno de um encontro religioso.
Não é um exclusivo de Bolsonaro. O mesmo poderia acontecer com Lula —e acontece, à porta do cárcere, onde dezenas, centenas, milhares de crentes são capazes de enfiar a cabeça na guilhotina pela honestidade de terceiros.
Engraçado: eu sou incapaz de arriscar a minha cabeça por pessoas que conheço bem, ou que julgo conhecer. Aliás, para ser honesto, nem por mim arriscaria o bestunto. Como proceder de forma diferente com alguém que eu não conheço de todo —e, ainda para mais, um político, ou seja, um membro da espécie Homo sapiens que inevitavelmente possui um grau maior de narcisismo e ambição por contingências do ofício?
Votar no melhor candidato é uma coisa; endeusá-lo e canonizá-lo, um sintoma de transtorno mental.
Haverá cura? Não sei. Mas, se houver, desconfio que italianos e ingleses têm a chave do problema.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/joao-pereira-coutinho-disse-que-endeusar-politicos-e-sinal-de-doenca-mental.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes/2018/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/fake-news/
(4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/esvaziada-parada-de-sete-setembro-e-ofuscada-por-ataque-a-bolsonaro.shtml
(5) https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/12/1941021-brasil-e-2-pais-com-menos-nocao-da-propria-realidade-aponta-pesquisa.shtml
(6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/italia/
(7) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/reino-unido/
(8) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/
“Não queria estar na pele de um teólogo bolsonarista”
– Raio em manifestação que pedia anistia para golpistas diz algo sobre os desígnios de Deus?
– Se diz, fica difícil afastar interpretação mais básica de que Criador quer ex-presidente na cadeia.
(Hélio Schwartsman, FSP, 27/01/26)
e há algo que o homem sempre temeu, são os raios e trovões, que simbolizam a força avassaladora da natureza, contra a qual nada podemos. Não é uma coincidência que, em grande parte das mitologias, o deus associado ao trovão ocupe posições elevadas no panteão: Zeus (grego), Júpiter (romano), Thor (nórdico), Perun (eslavo), Taranis (celta), Indra (hindu), Raijin (japonês), Tupã (tupi-guarani).
A manifestação de domingo (25) em Brasília, que pedia anistia para Jair Bolsonaro e seus golpistas, foi atingida por um raio, que fez 89 feridos. Se há algo que eu não gostaria de ser agora é um teólogo bolsonarista. Ainda que se reconheça que teólogos, a exemplo de advogados, são com frequência capazes de nos oferecer hermenêuticas criativas e inesperadas, há um bom número de situações em que fica difícil fugir à interpretação mais básica.
Se existe uma divindade pessoal que tem uma agenda moral e controla os céus, parece meio óbvio que ela não aprova a pauta da manifestação, ou não teria enviado um raio que por muito pouco não matou ninguém —quatro dos feridos apresentaram quadros graves e um deles está na UTI.
A forma menos tortuosa de conciliar Deus com a realidade observável, repleta de acasos, banhada em injustiças e que ainda precisa conviver com explicações científicas para fenômenos naturais, é abandonar a ideia de uma divindade que interfere o tempo todo sobre o mundo e caminhar para o deísmo, que propugna por um demiurgo que no início dos tempos criou o Universo já com todas as leis da física e depois se retirou para um “shabbat” de 14 bilhões de anos. Em que pese a maior consistência filosófica, o deísmo gera um Deus inerte, para o qual não faz muito sentido rezar pedindo milagres.
No registro do deísmo, dá para qualificar o raio que caiu sobre os manifestantes como um “incidente natural”, como fez o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Fora dele, isto é, para os que insistem num Deus hiperativo que se revela a todo instante, fica difícil afastar a tese de que Ele quer Bolsonaro na cadeia.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2026/01/nao-queria-estar-na-pele-de-um-teologo-bolsonarista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Segundo a IA/Google:
“Uma justiça desacreditada interessa, fundamentalmente, a agentes que buscam atuar à margem da lei, grupos que desejam subverter a ordem democrática e aqueles que visam concentrar poder político ou econômico. A deslegitimação do Poder Judiciário esvazia sua função de proteção da cidadania e estabilidade democrática.
“Justiça é omissa ante abusos eleitorais”
– Governantes usam e abusam do uso da máquina pública sob o olhar complacente da Justiça Eleitoral.
– Na prática virou letra morta a obrigação legal da separação entre atos oficiais de atividades de campanha.
(Dora Kramer, FSP, 27/01/26)
Ministros vão deixando seus postos na Esplanada para concorrer às eleições de outubro, mas isso não significa desfalque na campanha de Luiz Inácio da Silva (PT) para a reeleição. Ao contrário, deve ser um reforço.
Sai metade da equipe ministerial e entram em campo duas dezenas de cabos eleitorais trabalhando por Lula em vários estados, na maioria candidatos a governador ou ao Senado. Difícil acreditar que não vão se valer da influência nas pastas que comandaram.
Não é uma ilação. O uso da máquina pública é autorizado pelo próprio Lula, cuja prática do abuso corre livre e solta sob a omissão da Justiça Eleitoral. Cada ato oficial tem sido um comício, com a proibida referência explícita a escolhas do eleitorado.
O Tribunal Superior Eleitoral poderia atuar de ofício, mas até agora optou pela comodidade da inação. À oposição não interessa apresentar contestações porque seus candidatos governadores fazem uso do mesmo expediente infrator e, assim, tornam-se todos parceiros na transgressão.
Interessante notar como a proximidade do pleito faz arrefecer as críticas ao instituto da reeleição (*), alvo de propostas pela extinção muito comuns no período de entressafra eleitoral. A reclamação é sempre a mesma: a permissão ao segundo mandato faz presidentes, governadores e prefeitos usarem e abusarem do poder no exercício dos cargos.
A emenda que instituiu a reeleição impõe limitações que, respeitadas no início, ao longo do tempo foram sendo ignoradas e agora são letras mortas. Ninguém liga mais para a demarcação legal para o início das campanhas, bastando que se intitulem pré-candidatos. Lula nem esse cuidado tem.
Acabou-se também o constrangimento de desobedecer a Constituição na exigência de que os postulantes à renovação dos mandatos separem atividades administrativas de ações eleitorais.
Hoje aderiu-se ao lema do tudo junto e misturado. Sob o olhar complacente da Justiça Eleitoral, que perde autoridade para adiante retomar a rédea da ordem no ambiente.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/01/justica-e-omissa-ante-abusos-eleitorais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/fim-da-reeleicao-e-mudanca-na-duracao-de-mandatos-tem-resistencias-no-congresso.shtml
“O encontro de Moraes com o presidente do BRB na mansão de Vorcaro, do Master.” Vídeo (*)
– Testemunhas afirmam que Alexandre de Moraes frequentava a casa de Daniel Vorcaro em meio a articulações políticas e à crise do Banco Master.
(Andreza Matais e Andre Shalders, Metrópoles, 27/01/26)
O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes.
Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até seu endereço, no Lago Sul, área nobre de Brasília, porque “o homem estava lá”.
Quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna. Moraes estava acompanhado de um assessor.
Ao chegar, o então chefe do BRB (1) foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.
Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.
A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada (2), mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.
Aquele fim de semana com Paulo Henrique não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro.
O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky (3).
Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.
Vorcaro é conhecido por colecionar destilados e vinhos.
O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.
O Metrópoles informou o ministro nesta segunda-feira, 26, sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.
Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília.
Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.
A compra do banco pelo BRB fracassou após reação negativa do mercado e veto do Banco Central.
A relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro.
Presença de Moraes demonstrava poder de Vorcaro
A presença do ministro mais poderoso (4) da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe política sobre o alcance da influência do empresário mineiro.
Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.
O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129 milhões(5) — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.
Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa (6) atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.
O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) (7).
(*) Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=bO313jJeuI8
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/o-encontro-de-moraes-e-paulo-henrique-na-mansao-de-vorcaro-do-master)
(1) https://www.metropoles.com/brasil/vorcaro-e-ex-presidente-do-brb-sao-submetidos-a-acareacao
(2) https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/brb-compra-banco-master-por-r-2-bilhoes
(3) https://www.metropoles.com/brasil/moraes-aparece-em-lista-de-sancionados-dos-eua
(4) https://www.metropoles.com/brasil/economia-br/big-alex-the-economist-diz-que-moraes-e-superstar-e-divide-opinioes
(5) https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/contrato-da-mulher-de-moraes-com-banco-master-era-de-r-129-milhoes
(6) https://www.metropoles.com/brasil/moraes-nega-que-esposa-tenha-atuado-na-operacao-do-banco-master-brb
(7) https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/a-pf-vorcaro-se-recusa-a-citar-outros-politicos-alem-de-ibaneis
“Resumão, O Globo” (I)
(Por Gabriel Cariello, 27/01/26)
O VAIVÉM DO MERCADO
O dólar sofreu uma forte desvalorização no mercado internacional e fechou no Brasil em queda de 1,40%, cotado a R$ 5,2056, o menor patamar desde maio de 2024 (*). A possibilidade uma intervenção cambial coordenada entre Estados Unidos e Japão para fortalecer o iene influenciou as negociações.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/01/27/dolar-fecha-no-menor-valor-desde-2024-com-investidores-atentos-a-possivel-intervencao-cambial-no-japao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (II)
(Por Gabriel Cariello, 27/01/26)
ALÔ, MACRON
O presidente Lula e o francês Emmanuel Macron conversaram por telefone (*) sobre o Conselho de Paz proposto por Donald Trump, a situação na Venezuela e o acordo entre União Europeia e Mercosul. O brasileiro defendeu que o pacto comercial é positivo para os dois blocos. Macron lidera a oposição na Europa ao tratado. Lula também telefonou para Gabriel Boric, presidente do Chile.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/27/lula-e-macron-conversam-por-telefone-sobre-conselho-da-paz-venezuela-e-acordo-mercosul-ue.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (III)
(Por Gabriel Cariello, 27/01/26)
EM DEFESA DE TOFFOLI
Apoiado em público por Gilmar Mendes, o decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli conta, nos bastidores da Corte, com o suporte de Alexandre de Moraes (*) para manter a relatoria das investigações sobre o Banco Master. A lógica por trás das ações de Moraes e Gilmar é que um recuo de Toffoli representaria uma brecha para novas pressões sobre o STF. Parte do tribunal, porém, admite incômodo com as controvérsias do caso.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/economia/fabio-graner/post/2026/01/quem-mais-estimula-no-bastidor-a-atuacao-de-toffoli-no-caso-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (IV)
(Por Gabriel Cariello, 27/01/26)
DIREITA EM MOVIMENTO
A dois dias de visitar Jair Bolsonaro na “Papudinha”, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que recusaria um pedido do ex-presidente (*) para concorrer ao Palácio do Planalto. Bolsonaro escolheu o filho Flávio Bolsonaro para representá-lo nas urnas. Há divergências na direita sobre o nome para a corrida presidencial. Com ambição de disputar o cargo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ameaçou deixar o União Brasil (**) se for preterido.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/27/tarcisio-diz-que-tera-papo-de-amigo-com-bolsonaro-e-recusaria-pedido-de-para-se-candidatar-a-presidente.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/27/caiado-da-ultimato-ao-uniao-brasil-ameaca-deixar-o-partido-e-busca-nova-legenda-para-disputar-o-planalto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (V)
(Por Gabriel Cariello, 27/01/26)
OFENSIVA CONTRA COTAS
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina suspendeu a lei que proíbe cotas raciais (*) e ações afirmativas em universidades públicas estaduais, sancionada pelo governador Jorginho Mello na semana passada. A ação, movida por PSOL, UNE e Educafro, afirma que a norma é inconstitucional. Em outra frente, o ministro Gilmar Mendes, do STF, deu 48 horas para a gestão Mello explicar a legislação (**).
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/01/tj-de-santa-catarina-suspende-lei-que-proibe-cotas-raciais-nas-universidades.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/27/stf-da-prazo-de-48h-para-governo-de-santa-catarina-explicar-lei-que-extinguiu-cotas-raciais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Ou se salva o STF ou se salvam seus ministros”
– Juízes se confundiram durante muito tempo com a instituição, mas prisão de ministra deposta no Chile indica que o problema não é o tribunal.
(Rodolfo Borges, O Antagonista, 27/01/26)
A razão essencial da crise moral por que passa o Supremo Tribunal Federal (STF) é a confusão entre a defesa da instituição e a de seus ministros. O STF instaurou por conta própria o inquérito das fake news em 2019 sob o pretexto de defender a instituição, mas protegia, na verdade, seus membros.
Não é que o STF não precise de defesa.
Como destacou o presidente do Supremo, Edson Fachin (ao fundo na foto), em sua segunda entrevista em dois dias (1), o tribunal virou alvo de ataques pela relevância que adquiriu nos últimos anos. Mas claramente os membros do tribunal não estavam à altura dos desafios que se apresentaram e confundiram a autoproteção com a proteção da instituição, o que só degradou o próprio STF.
Não há corte constitucional perfeita, mas o STF parece ter se jogado em todas as armadilhas que se apresentaram nas últimas décadas. Seus ministros tomaram gosto pelas decisões monocráticas, que contribuem ainda hoje para a fulanização — e o consequente enfraquecimento — do tribunal.
Além disso, o Supremo nunca foi exatamente de condenar políticos, mas as anulações de condenações da Operação Lava Jato escancararam essa faceta do tribunal de uma forma tão explícita que mesmo quem não prestava atenção foi forçado a enxergar a leniência com a corrupção.
“Caminhada”
Foi nesse contexto que o país começou a olhar com mais atenção para a “caminhada” dos ministros do STF — a palavra foi usada por Fachin na entrevista a O Globo publicada nesta terça-feira, 27.
Os ministros do STF se acostumaram a participar de seminários patrocinados por empresas e empresários que têm interesses em julgamento no tribunal, e a fazê-lo ao lado de políticos que estão na mesma condição de investigados, o que deixa a impressão de que esses alegados convescotes jurídicos não passam de eventos organizados para a atuação de lobistas.
Os juízes se habituaram também a atuar em causas com as quais têm ligação, como no caso da CBF com Gilmar Mendes (2), nos diversos casos relatados (3) pelo “ministro com a cabeça política” Flávio Dino e, agora, no ruidoso caso do Banco Master, que envolve o relator Dias Toffoli (em destaque na foto) e Alexandre de Moraes, suspeito de atuar pelo banco de Daniel Vorcaro (4|) por causa da esposa, advogada.
Jogando contra
É inegável a intenção de políticos de deslegitimar a atuação específica de Moraes, por causa de sua mão pesada contra o bolsonarismo, mas não se pode negar também que o próprio ministro contribuiu muito para essa deslegitimação, ao tomar decisões heterodoxas e exageradas com muita frequência.
Os ministros do STF reagiram à vandalização física do tribunal com truculência judicial, que não afetou apenas os condenados pelo 8 de janeiro, mas a própria instituição. Num cenário como esse, suas condutas pessoais deveriam ser e parecer impolutas, como se esforça para fazer Fachin.
O presidente do STF tem merecido elogios há anos pela discrição, e os recebeu de novo (5) da organização não-governamental Transparência Internacional – Brasil nesta semana:
“Fachin nunca foi ao Gilmarpalooza. Fachin desaprova o juiz promoter, o juiz coach, o juiz influencer, o juiz comensal, o juiz patrocinado, o juiz carona, o juiz empresário, o juiz articulador, o juiz lobista, o juiz fonte, o juiz parente, o juiz vingador, o juiz corrupto. É uma reserva moral, antítese de tudo que o Centrão do Judiciário normalizou no Brasil.“
Saneamento
Fachin tem moral, portanto, para conduzir o processo de saneamento do STF.
E tenta fazer isso salvando também os colegas, por meio de um código de conduta que daria pelo menos uma satisfação do Supremo à população brasileira.
Os colegas titubeiam, contudo, e o tribunal segue em acelerado processo de degradação.
Foi presa no domingo (6), 25, a ex-ministra da Suprema Corte chilena Ángela Vivanco, que tinha sido destituída do cargo em outubro do ano passado — dois de seus colegas também sofreram impeachment (7).
No Chile, o problema não é exatamente o tribunal constitucional. E no Brasil?
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/ou-se-salva-o-stf-ou-se-salvam-os-seus-ministros/)
(1) https://oantagonista.com.br/brasil/fachin-modula-defesa-de-toffoli-e-promete-nao-cruzar-os-bracos/
(2) https://oantagonista.com.br/analise/gilmar-joga-livre-sem-marcacao/
(3) https://oantagonista.com.br/brasil/mais-um-conflito-de-interesses-para-flavio-dino/
(4) https://oantagonista.com.br/brasil/moraes-divulga-segunda-nota-sobre-caso-master/
(5) https://crusoe.com.br/diario/por-que-a-ti-brasil-ainda-confia-em-fachin/
(6) https://crusoe.com.br/diario/chile-prende-ex-ministra-da-suprema-corte-por-suborno-e-trafico-de-influencia/
(7) https://crusoe.com.br/diario/chile-faz-terceiro-impeachment-de-juiz-da-suprema-corte/
+1 atrelado que “se-acordou-se”!
“Sakamoto: Lula não pode ter reunião secreta com dono de banco”
. . .
“Não se consegue fazer uma democracia de qualidade com reunião sigilosa de poder Executivo, Legislativo e Judiciário. Presidente da República não pode ter agenda secreta com o dono de banco. Se o presidente tomou cafezinho com qualquer pessoa, tem que aparecer na agenda e ser transparente”
. . .
“Uma coisa é conversar de forma sigilosa com o presidente dos Estados Unidos para tentar preparar terreno para uma outra reunião. Tudo bem, é segurança nacional. Mas onde o encontro com Vorcaro é segurança nacional?”
. . .
(Leonardo Sakamoto, colunista do UOL)
. . .
+em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/01/26/presidente-nao-pode-ter-agenda-secreta-com-dono-de-banco-diz-sakamoto.htm
Matutando bem. . .
O macunaima (*) do PeTê pode “se-reunir-se” secretamente com quem ele quiser!
Já o Presidente da República, NÃO!
(*) é o protagonista do romance modernista de Mário de Andrade (1928), definido como o “herói sem nenhum caráter”. Representa uma síntese da identidade brasileira — preguiçoso, esperto, sensual e amoral — fundindo mitologia indígena com críticas à nação. Originalmente, o nome deriva de fontes etnográficas, traduzido por vezes como “o grande mal”.
“Vorcaro com Lula,
Lewandowski na folha do Master:
governo metido até o pescoço”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 27/01/26)
Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no caso do Banco Master, cujo domo, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Uma das revelações mais devastadores sobre esse escândalo, até agora, mostrou que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master. E que, no cargo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ganhou R$5,25 milhões como consultor do Master.
Lobby bem sucedido
A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como “consultor” por R$1 milhão mensais.
Tentativa de blindagem
O vazamento da reunião, “controlado”, incluiu o detalhe de que Lula achou que o tema deveria ser tratado pela “área técnica” do governo.
R$250 mil mensais
Ricardo Lewandowski recebeu R$6,5 milhões em um contrato de serviço de “consultoria”, mediante pagamento de R$250 mil mensais.
Contrato mantido
Mesmo ministro, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/vorcaro-com-lula-lewandowski-na-folha-do-master-governo-metido-ate-o-pescoco)
Tudo dominado!
“Master pagou R$ 5 milhões a escritório de Lewandowski já como ministro”
– Contrato de R$ 250 mil do escritório de Lewandowski com Master continuou por 21 meses após ida dele para o Ministério da Justiça.
(Andreza Matais e Andre Shalders, Metrópoles, 26/01/26)
O contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski e o Banco Master continuou por quase dois anos depois de ele assumir a pasta da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT). O contrato de consultoria jurídica tinha o valor de R$ 250 mil mensais.
A coluna apurou que a contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). À coluna, Wagner confirmou ter feito a indicação de Lewandowski.
O líder do governo no Senado também indicou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Master. Jaques Wagner, no entanto, nega essa indicação.
O contrato entre o Master e a Lewandowski Advocacia foi assinado no dia 28 de agosto de 2023, e os pagamentos prosseguiram até o mês de setembro de 2025, quando Lewandowski já estava no Ministério da Justiça havia 21 meses — ele assumiu o cargo em janeiro de 2024.
Ou seja: o contrato com o Master rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski, dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele para o MJSP.
Ao assumir o cargo no MJSP, o ex-ministro deixou a sociedade de advogados. A saída dele foi formalizada no dia 17 de janeiro daquele ano. Atualmente, os sócios são dois filhos do ex-ministro: Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.
Escritório de Lewandowski manteve contrato com o Banco Master após ida ao MJSP.
Valor: R$ 250 mil por mês.
Contrato foi de agosto/2023 a setembro/2025.
Após assumir ministério, durou 21 meses.
Total pago: R$ 6,5 milhões (R$ 5,25 milhões após o MJSP).
Escritório passou a ser tocado por filhos de Lewandowski.
O objeto do contrato era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” por parte do Lewandowski Advogados para o Master.
Uma das tarefas de Lewandowski era participar das reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. No entanto, durante todo o período do contrato, ele só esteve em duas dessas reuniões, segundo apurou a coluna.
Com a ida dele para o Ministério da Justiça, o escritório passou a ser representado pelo advogado Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro. Segundo apurou a coluna, Enrique não fez nenhuma entrega significativa para o banco, embora os pagamentos tenham continuado.
À coluna Lewandowski disse, por meio da assessoria, que deixou seu escritório de advocacia após aceitar o convite para o MJSP.
“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz a nota.
“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, diz o texto.
Procurado pela coluna, Jaques Wagner confirmou ter indicado Lewandowski para a direção do Master. Ele, no entanto, reiterou que não indicou Guido Mantega.
“Apesar da barrigada da matéria sobre a contratação de Guido Mantega pelo Banco, da qual jamais participou, neste caso o senador Jaques Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o Banco achou a sugestão adequada e o contratou”, diz a nota enviada pela assessoria de Jaques Wagner.
Já a defesa de Vorcaro disse que as contratações do banco ocorreram “dentro de parâmetros profissionais”. “A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a contratação de consultores pelo Banco Master ocorreu dentro de parâmetros profissionais, regulares e técnicos”, diz o texto.
Críticas de Lula ao Master: “Falta vergonha na cara”
Historicamente próximo do PT, Ricardo Lewandowski foi indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal em seu segundo mandato presidencial, em 2006.
A relação próxima do Master com quadros históricos do PT contrasta com o tom agressivo adotado por Lula em relação ao banco ultimamente.
Em um evento na semana passada em Maceió (AL), Lula disse que “falta vergonha na cara” para quem defende Daniel Vorcaro. Ele ainda acusou o Master de dar “um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.
“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões neste país”, disse Lula.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/master-pagou-r-5-milhoes-a-escritorio-de-lewandowski-ja-como-ministro)
+1 episódio da intrigante série
“não por acaso tiraram da cadeia
o maior corruPTo do Brasil e
o colocaram na presidência da República”!
“Câmara gasta R$ 100 milhões em reforma de imóveis para “poupar” R$ 5 milhões por ano”
– Apartamentos funcionais devem ser entregues apenas em 2027, e Casa planeja reduzir custos com auxílio-moradia.
(Kevin Lima, Metrópoles, 27/01/26)
A Câmara dos Deputados espera receber, apenas em maio de 2027, dois prédios residenciais reformados para moradia de parlamentares. Estimado em R$ 100 milhões, o investimento deve entregar 96 unidades habitacionais e, segundo a própria Casa, gerar uma economia anual de cerca de R$ 5 milhões com cortes no auxílio-moradia — um retorno que levaria aproximadamente duas décadas para compensar o valor desembolsado com a reforma.
O valor poupado, de acordo com informações da Câmara, no entanto, não seria suficiente para zerar os gastos com o “privilégio” pago aos deputados. No último ano, a Casa gastou mais de R$ 7 milhões em auxílios-moradia.
O benefício foi criado na década de 1970 como temporário, sob justificativa de falta de imóveis funcionais. As regras da Câmara estabelecem que parlamentares com mandato têm direito a um apartamento em Brasília. Hoje, 399 unidades administradas pela Casa seriam habitáveis. Atualmente, a Casa tem 531 deputados.
(Por mês, além dos próprios salários, os deputados que não conseguem um imóvel funcional recebem uma “ajuda” de R$ 4,2 mil da Câmara para bancar o próprio aluguel. A quantia ainda pode ser complementada com mais R$ 4 mil da cota parlamentar.)
Localizados a cerca de 5 quilômetros do Congresso, os dois blocos de apartamentos estão em reforma há mais de um ano. A obra faz parte de uma movimentação para tentar reduzir o déficit de moradias para deputados — problema que, mesmo com a entrega das 96 novas unidades, não deve ser totalmente solucionado.
O projeto prevê desmembrar imóveis com mais de 230 m² em dois apartamentos de cerca de 100 m² cada. Um dos prédios da Câmara em obras na Asa Norte está desocupado desde 2007; o outro, desde 2017.
A Casa pretende que, além da diminuição dos gastos com auxílios, a reforma aumente o valor dos imóveis e leve a uma economia com custos de manutenção. Os prédios enfrentavam danos estruturais e eram alvo de reclamações na vizinhança.
(Relembre o estado de um dos prédios da Câmara antes do início da reforma: (fotos no link da matéria)
Déficit de vagas
Os imóveis da Câmara foram construídos nos anos 1970, quando a quantidade de parlamentares na Casa passou de 310 para 420. Pouco depois, o número cresceu com a Constituição de 1988, chegou a 513 deputados e gerou um déficit de vagas.
Outras situações agravaram a carência ao longo dos anos: deputados que viraram ministros ou senadores se recusaram a deixar os apartamentos e problemas estruturais impediram a ocupação de prédios administrados pela Câmara.
Dos 447 apartamentos que são administrados pela Câmara, apenas 399 estão disponíveis para habitação. A Casa afirma que 378 dos 513 deputados ocupam imóveis funcionais e que 14 unidades são ocupadas por ministros e senadores.
Imóveis funcionais da Câmara
As normas internas da Casa estabelecem que deputados têm direito a um apartamento funcional.
Direito é válido enquanto o parlamentar está no exercício do mandato.
A Câmara tem, no total, 447 imóveis para moradia de deputados. Nem todos são habitáveis ou estão disponíveis para parlamentares.
Quem não consegue uma unidade funcional tem direito a um auxílio-moradia de R$ 4,2 mil. Além desse montante, o deputado também pode usar até R$ 4,1 mil da cota parlamentar mensal para complementação.
A Casa afirma que há um déficit de vagas, e os gastos com auxílios alcançaram R$ 7 milhões em 2025.
Projeto da direção da Câmara prevê reformar quatro prédios residenciais nos próximos anos. Dois deles já estão em obras.
Ao Metrópoles a Casa afirmou que a estimativa é que, após a entrega das unidades, haja uma economia de R$ 5 milhões por ano em gastos com auxílio-moradia.
Para a Câmara, a obra foi a “melhor forma encontrada para resolver o problema da insuficiência de apartamentos funcionais”. A Casa também planeja reformar mais dois prédios residenciais.
“A reforma permitirá a restauração e a preservação de patrimônio público de responsabilidade da Câmara dos Deputados”, ressaltou a Casa Legislativa.
(Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/imoveis-camara-gasta-r-100-milhoes-e-poupa-r-5-milhoes-em-reforma)
Pela trilha “esbanJANJAndo aLULAdamente”,
chega-se ao precipício mais rapidamente!
“Marco fiscal de Haddad piorou perspectivas sobre a dívida do Brasil”
– Agentes financeiros estão mais pessimistas em relação à trajetória do endividamento na comparação com o cenário de 2022.
(Hamilton Ferrari e Houldine Nascimento, de Brasília, Poder360, 27/01/26)
O marco fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), substituiu a regra do teto de gastos públicos de 2016, que havia perdido a credibilidade entre os agentes financeiros depois de consecutivas flexibilizações na legislação. A nova regra virou lei em agosto de 2023.
A proposição do ministro indica trilhar, porém, o mesmo caminho do antigo teto de gastos depois do excesso de despesas que foram colocadas fora da meta fiscal. O Ministério da Fazenda publicou, em 12 de janeiro, as estimativas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) dos próximos anos.
O relatório do Tesouro Nacional (íntegra – PDF – 2 MB) alerta que a relação dívida-PIB pode alcançar 94,8% em 2034 e até 95,4% em 2035 caso não haja novas medidas de arrecadação e gastos fora das regras do arcabouço fiscal persistam.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/marco-fiscal-de-haddad-piorou-perspectivas-sobre-a-divida-do-brasil/
“Claude, o sistema de IA que cuida do seu computador”
– O ano de 2026 deve marcar uma competição muito mais acirrada entre Google, OpenAI e Anthropic.
(Por Pedro Doria, O Globo, 27/01/26)
. . .
“Em 2026, prevê-se uma intensa competição entre Google, OpenAI e Anthropic no mercado de inteligência artificial. Claude, o sistema de IA da Anthropic, destaca-se por sua capacidade de gerenciar computadores de maneira eficiente. A disputa promete impulsionar inovações tecnológicas e redefinir o papel da IA em nosso cotidiano.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/opiniao/pedro-doria/coluna/2026/01/claude-o-sistema-de-ia-que-cuida-do-seu-computador.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Óióió. . .”se-acordou-se”?
Efeito raio do nikólas?
“Código no STF e regras prudenciais”
– O Supremo foi atacado no governo Bolsonaro pelas suas virtudes, agora sangra pelos seus erros. O código de conduta, que já era necessário, agora ficou urgente.
(Por Míriam Leitão, O Globo, 27/01/26)
. . .
“O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma crise de confiança, exacerbada por erros internos e críticas aos seus ministros, destacando a necessidade urgente de um código de conduta. O ministro Edson Fachin enfatiza que o STF deve estabelecer suas próprias normas para evitar imposições externas que possam comprometer sua autoridade. Além disso, o artigo aborda o caso Master, revelando falhas no sistema financeiro e a necessidade de aprimorar regras prudenciais e transparência em instituições como o Banco Central e o Fundo Garantidor de Crédito.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/01/codigo-no-stf-e-regras-prudenciais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Acredite, se quiser!
“Entrevista: ‘Não vou cruzar os braços. Doa a quem doer’, diz Edson Fachin, presidente do STF, sobre caso Master”
– Magistrado afirma que eventuais questionamentos sobre a investigação da instituição financeira, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, podem ser analisados pela Segunda Turma da Corte.
(Por Mariana Muniz — Brasília, O Globo, 27/01/26)
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“Em entrevista ao GLOBO, Edson Fachin, presidente do STF, afirma que não hesitará em atuar no caso do Banco Master se necessário, mesmo diante de questionamentos sobre a relatoria de Dias Toffoli. Fachin defende a análise de irregularidades pelo colegiado do STF e reitera a importância de um Código de Conduta para magistrados, apesar das resistências. Enfatiza que o Judiciário é alvo de ataques por seu papel de controle e defesa de direitos fundamentais.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/27/entrevista-nao-vou-cruzar-os-bracos-doa-a-quem-doer-diz-edson-fachin-presidente-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Da intrigante série
“não por acaso,
tiraram da cadeia o
maior corruPTo do Brasil e o
colocaram na presidência da República”!
“Master tinha contrato com escritório de Lewandowski, que foi indicado ao banco pelo líder do governo Lula no Senado”
– Ministro deixou o STF em 2023 e, no ano seguinte, foi para a pasta da Justiça, cargo que ocupou até este mês.
(Por Geralda Doca — Brasília, O Globo, 27/01/25)
. . .
“Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF e da Justiça, foi indicado por Jaques Wagner para prestar consultoria ao Banco Master após deixar o tribunal em 2023. Lewandowski assumiu a pasta da Justiça em 2024, suspendendo sua advocacia. O Banco Master, liquidado por crise de liquidez, é alvo de investigação por suspeitas de fraudes. Wagner defendeu sua indicação, enquanto o dono do banco nega irregularidades.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/master-tinha-contrato-com-escritorio-de-lewandowski-que-foi-indicado-ao-banco-pelo-lider-do-governo-lula-no-senado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
O caso master, é ou não o PeTezuelão?
“Tá Frachin?”
(TixaNews, jan 27)
O que é esse BRASEW? A gente fecha a loja por dois minutos e o supremo Fachin vira Frachin e um raio cai no Nikolas. Tudo é exatamente aquilo que não parece ser ou é tudo o que parece? Se prepara que o bloco da Tixa está na rua para contar as várias nuances da narrativa.
Fachin, nosso supremo mor, voltou das férias teoricamente para dar uma enquadrada no Toffoli e no caso Master (aquele banco do Vorcaro). Todo mundo esperava que ele enfim ia emplacar o Código de Ética. Em vez disso, me saiu com uma notinha que parecia um ataque à imprensa e apoio ao Toffoli, porque deu uma bronca em quem fica falando mal do Supremo, que o Toffoli está fazendo o trabalho dele e que Xandão é rei. (Xandão, o supremo cuja esposa tinha um contrato de 130 milhões com o Master).
Mas vale notar que, na mesma nota, ele também diz que o Toffoli só está fazendo o que bem entende porque estão todos de férias e, pelas regras supremas, decisão colegiada só ocorre depois que eles todos voltarem do resort, digo, das férias. E, quando voltarem, aí sim vão avaliar o que Toffoli andou aprontando.
Para os perdidos: o supremo Toffoli é o relator do caso do Banco Master, que foi liquidado por conta de fraudes bilionárias. Mas eis que Toffoli decretou sigilo absoluto no caso, falou mal da Polícia Federal, tentou impedir que a polícia tivesse acesso às provas de uma operação, depois nomeou os peritos que ele quis, mandou a polícia reduzir os depoimentos e, no fim, ainda tem a história de que seus irmãos foram sócios de um fundo ligado ao Vorcaro no tal do resort Tayayá. Sem contar o voo no jatinho com um dos advogados do caso.
Depois que a nota do Fachin pegou mal na imprensa, saiu uma entrevista dele no Estadão. E não sei se foi só impressão minha, mas pareceu mesmo que ele não disse nada. Só algo do tipo: o Código de Ética é prioridade, mas não tenho pressa. Oi? Então tá! Ele diz que ano eleitoral não é ano pra fazer esse tipo de coisa.
Depois não sabe por que está sendo chamado de Frachin por seus próprios colegas, como revelou o Lauro Jardim.
Teatro?
A propósito, o Lauro anda dizendo que já é certo que Toffoli vai perder a relatoria do caso em fevereiro, em uma jogada que ninguém vai sentir que foi uma queda. Então essa história de notinha do Fachin defendendo o Supremo e notinha do Gilmar defendendo o Toffoli (fez uma nova hoje) é só jogo de cena pra fingir que o Supremo não se rende a pressões? Não sei, só sei que essa história do Toffoli no Tayayá vai ter que ser investigada, não?
Enquanto isso, o governo não para também de vazar informações. A que pegou o Supremo de calças curtas foi também através de uma nota do Lauro, dizendo que o Lula almoçou com o supremo Toffoli e com o Haddad, nosso Fernandinho Cabelo, ainda no ano passado, para falar do caso Master. E que o Lula teria dito ao Toffoli que era tanta falcatrua que o processo era um presente para ele limpar a biografia (mas daí veio o Tayayá).
Em outros vazamentos, Lula sempre aparece como crítico da forma como Toffoli conduz o processo. Já um outro vazamento ainda dá conta de que Lula teve um encontro fora da agenda com Vorcaro, o dono do Master, e que teria dito que não poderia fazer nada por ele porque isso teria que ser resolvido tecnicamente pelo Banco Central. O tal encontro já tem um bom tempo, e Galípolo, o atual presidente do BC, estava na reunião, mas na época ainda não estava no cargo.
O que o Supremo está vendo é que o governo tá feliz da vida que o escândalo Master passa longe do Planalto e fica centrado no Tayayá.
Agora, nesse vazamento geral da República, o que me surpreendeu mesmo foi a notícia de que ninguém mais, ninguém menos do que Guido Mantega levou o Vorcaro para a tal reunião fora da agenda com o Lula. Ressuscitaram o Mantega? É sério isso? Sempre se repetindo, Lula?
Só lembrando: o caso Master está deixando o Centrão apreensivo e cortou a mangueira de financiamento do centro à direita. Mas o governo Lula tem uma ponta mal amarrada com um dos sócios de Vorcaro, que era o braço amigo dos petistas da Bahia.
E o Lewandas
O ex-supremo Lewandowski (*) também entrou na onda do vazamento. Segundo o Metrópoles, ele tinha um contrato de consultoria jurídica com o Master. Que foi feito antes de ele virar ministro da Justiça, mas seu escritório seguiu recebendo por dois anos. Vai ver ele fez parcelado, né, BRASEW? O senador Jaques Wagner, que é da Bahia, confirmou ao portal que foi ele próprio quem indicou o Lewandas. Osh!!!! Lewandas era ministro do Lula até outro dia.
Mas o Wagner garantiu que não foi ele que indicou o Mantega. Ahhh, bom!
E a polícia?
A Polícia Federal começou a ouvir hoje depoimentos do caso Master, que fez um empréstimo fraudado de R$ 12 bi com o BRB (banco estatal de Brasília). Já teve que adiar dois deles. Eu fico me perguntando: quem será o cristão que vai meter algum político no meio para que o caso continue no Supremo? Ou se vai ficar todo mundo quietinho, esperando que o caso volte para a primeira instância por falta de deputados (o caso só foi parar nas mãos do Toffoli porque apareceu uma anotação que mencionava um deputado federal, e mais rápido que um raio a defesa de Vorcaro pediu pro caso ir para o Supremo).
Por falar em raio…
Dito tudo isso, eu não sei como o roteirista de Brasil dá conta. Como assim caiu um raio na manifestação do Nikolas Ferreira contra tudo isso que tá aí? Juro, darling. Um raio de verdade. Feriu quatro pessoas.
Nikolas fez uma caminhada para protestar contra Master, Supremo, Bolsonaro sem domiciliar, e chegou a Brasília no domingo. Uma chuvarada sem fim e a maior galera lá. Dizem que Nikolas acaba de dar um up na candidatura de Flavitcho. Foram centenas de milhões de views nos vídeos, só no perfil dele do Insta. Eu acho que Nikolas tá dando um up nele mesmo. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, ele só pode ser candidato a presidente (se a lei não mudar) em 2034.
Lula e Trump
Lula segue amigo de Donald J. Trump (J de João, juro) e engatou no papo hoje. Falou de Venezuela, da lua e do sol e do Conselho de Gaza. Sugeriu ao Trump que o tal conselho da paz só seja sobre Gaza mesmo e que inclua a autoridade Palestina. O tal conselho virou uma casca de banana porque Trump está querendo esvaziar a ONU. Os líderes europeus já recusaram o convite de Trump. Lula resolveu bater um papo antes.
TrumpICE
Mais um americano foi morto pela polícia da imigração, a tal ICE, que anda com o rosto encoberto e atirando nas pessoas com a desculpa de que estão livrando o país dos imigrantes. O caso aconteceu em Minnesota. Primeiro o governo Trump disse que foi legítima defesa, como sempre dizem. As imagens mostram que não foi. Mas Trump parece que deu uma recuada nesse caso, porque não está ficando muito bonita essa história não.
Estados Unidos se preparando pro caos? O roteirista deles que lute.
Aqui, ficamos por aqui, BRASEW.
(TRPCE)
(*) Quando o ” master iate da alegria” começou a fazer água, o rato foi o primeiro a abandoná-lo!
Folha 105 (079)
“Vera Iaconelli escreveu sobre o luto que chega com o bebê”
– ‘Você sonhou com um filho e nasceu um estranho’, escreveu psicanalista.
– Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.
O bebê nasceu (1) e todo mundo parece esperar um roteiro pronto: felicidade imediata, instinto em funcionamento, gratidão sem frestas. Vera Iaconelli (2) foi pelo caminho oposto, ao descrever o que quase ninguém gosta de dizer em voz alta quando “ganha um bebê lindo e maravilhoso” (3).
Em texto publicado na Folha, em 2017, a psicanalista separou o filho imaginado do filho real. “O bebê que você estava esperando sempre esteve e continuará apenas na sua cabeça”, escreveu, antes de resumir a colisão entre fantasia e presença (4): “imagem não é gente”.
É daí que ela tirou a palavra incômoda, mas central. “Você sonhou com um bebê e nasceu um estranho”, disse, para então nomear a tarefa invisível do começo: “colocar este impostor no lugar do tão sonhado bebê requer um trabalho de luto”. E lembrou que o vínculo não cai do céu: “Não tem mágica. É no cuidado diário, na troca de fralda… no olho no olho” que ele pode acontecer.
Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.
O que você perde quando ganha um bebê lindo e maravilhoso (10/10/2017)
Seu bebê nasceu. Ele é lindo e maravilhoso! Então, do que você poderia estar se queixando, afinal? Seguem algumas pistas.
Primeiro, este bebê não é, e nem poderia ser, o bebê que você estava esperando. Porque o bebê que você estava esperando sempre esteve e continuará apenas na sua cabeça. Esqueça o ultrassom 3D mega hiper blaster, imagem não é gente.
Você sonhou com um bebê e nasceu um estranho. Colocar este impostor no lugar do tão sonhado bebê requer um trabalho de luto. Se você acha que luto e nascimento não combinam, não se preocupe, toda nossa cultura insiste em negar os lutos, não é só você. Mas, sim, o luto faz parte do encontro com o recém-nascido. Não há nada de errado aí, só criamos falsas expectativas e quanto antes assumirmos isso, mais fácil será essa inevitável passagem.
Estranhamos o bebê, como nossos pais nos estranharam até, com sorte, se apaixonarem por nós. Não tem mágica. É no cuidado diário, na troca de fralda, na alimentação (por mamadeira ou peito), no olho no olho que o enlace amoroso pode acontecer.
Se você é a mãe biológica e é brasileira, tem quase 60% de chance de estar se recuperando de uma cirurgia (chegando a 80% nas grandes cidades), o que obviamente não combina com a tarefa extenuante de aleitar e passar noites em claro cuidando de um bebê. Esse detalhe tem passado despercebido quando se discute os escandalosos índices de cesarianas no Brasil.
Em menos de 24 horas você já deve ter desconfiado que para o ser humano, diferentemente dos demais mamíferos, o instinto não é suficiente. Isso quer dizer que, a menos que você tenha tido experiência anterior cuidando de irmãos menores ou filhos anteriores, não há como saber como cuidar de um bebê. E ainda que tenha tido irmãos e filhos, o bebê que nasceu é singular e vai demandar adaptações inéditas.
Mas é claro que você vai procurar ajuda e isso não falta. No entanto, o melhor manual de puericultura está sempre para sair, junto com o próximo iPhone. Então, pegue dicas com quem já fez, faça as adaptações necessárias para você e seu bebê, apele por uma ajuda que respeite suas escolhas. Ensaio e erro aqui são inevitáveis e o bebê dá dicas de que a coisa vai bem ou não, dentro do possível.
Agora você e seu companheiro(a) têm como tarefa comum responsabilizarem-se inteiramente pelo bebê. Se havia uma desigualdade de incumbências entre vocês, esta será a hora da verdade, na qual as diferenças podem incomodar. Prova de fogo que tem levado muitos ao divã e, por vezes, ao divórcio.
Vale lembrar que, se em nossa cultura os meninos são criados sem poder brincar de boneca ou casinha, é fácil constatar o quão desvirilizante pode soar para um homem adulto cuidar de um bebê.
Por outro lado, ainda que se queixem da falta de apoio do companheiro, as mulheres costumam se sentir ameaçadas como mães quando não dão conta sozinhas dos filhos. A ambiguidade é o tom.
A lista é grande e não termina por aqui.
Então o que se perde quando se ganha um bebê? As ilusões, que só atrapalham uma escolha que pode ser maravilhosa, mas nunca fácil.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/vera-iaconelli-escreveu-sobre-o-luto-que-chega-com-o-bebe.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/maternidade/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/
(4) https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/09/especialistas-alertam-para-sintomas-da-ansiedade-pos-parto-condicao-afeta-123-das-maes.shtml
(5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/
Digitais dos 9 quirodáctilos
no toffolão do sutrifão,
que, assim que virar
PeTezuelão,
acabará num pizzão!
“Lula recebeu Vorcaro, dono do Master, sem registro na agenda”
– Encontro no Planalto foi no final de 2024, com a presença de ministros e de Gabriel Galípolo, que à época era indicado para presidir o Banco Central…
(Poder360, 26/01/26)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, em 4 dezembro de 2024, de uma reunião no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sem registro nos compromissos oficiais do petista.
. . .
A reunião não constou na agenda oficial da Presidência, apesar de ter ocorrido dentro do Palácio do Planalto e com a presença de ministros.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-recebeu-vorcaro-dono-do-master-sem-registro-na-agenda/
“A política e os mercadores da fé”
– Postar-se ao lado ou em nome do Senhor é sempre um bom negócio. É um jogo de ganha-ganha.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 26/01/26)
Se as eleições passadas foram decididas pela rejeição ao outro lado – venceu o menos odiado pelo eleitorado -, as próximas, ao que tudo indica, serão decididas a favor do candidato – ou candidatos – que conseguir enganar melhor a sociedade, principalmente sob o aspecto messiânico-emocional, ou seja, convencer o devoto desamparado, vulgo eleitor, que está diante do novo pai (celestial ou não).
Lula, especialmente, sempre se postou como o salvador, não da pátria e da família como faz outro tipo de embusteiro conhecido, mas dos pobres e oprimidos pelos “malvados empresários e banqueiros gananciosos”, leia-se os amigos históricos do próprio chefão do PT, que os demoniza em público, mas deles se serve no privado.
Populismo, demagogia, manipulação religiosa e outras formas espúrias de conquistar votos não são novidade nem exclusividade do Brasil. Talvez, pela baixíssima escolaridade e altíssima fé, por aqui o quadro seja ainda mais grave que em outros países em desenvolvimento. Contudo, isso vem se tornando mais frequente e mais decisivo.
O mais recente livro do cientista político Felipe Nunes (*), do instituto Quaest, dentre tantos outros temas aborda a religiosidade do brasileiro. O achado é impressionante! Cerca de 90% da população têm literalmente Deus no cotidiano – na fé, na crença, na esperança e nas palavras: “vá com Deus, fique com Deus, se Deus quiser, graças a Deus”. Nikolas e os mercadores da fé já sabem disso há muito tempo.
Postar-se ao lado ou em nome do Senhor é sempre um bom negócio. É um jogo de ganha-ganha. Se der certo, o representante será ungido como o porta-voz divino. Se der errado, são os desígnios de Deus. Sem falar no fato de que, quem se opõe ao Messias, se opõe a Deus. O eixo se descoloca do mundo terreno, das propostas, das críticas e das cobranças reais para uma espécie de guerra santa.
A religião – ou religiões – é a causa das maiores atrocidades já cometidas pelos seres humanos ao longo dos milênios. ao lado de eventos como a escravidão (dos negros, pois as formas anteriores também foram ligadas à crenças) e o holocausto, que, a despeito da perseguição aos judeus, está muito mais relacionado ao nacionalismo e à xenofobia que à religião.
Não. Não demonizo os credos. Ao contrário. Respeito todas as formas de religião e reconheço o papel fundamental que desempenham no equilíbrio social. Porém, qualquer tipo de fanatismo e de fundamentalismo é nocivo. Esse é o ponto. O meu ponto!
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-politica-e-os-mercadores-da-fe/)
(*) Sugestão do Matutildo: https://www.amazon.com.br/Brasil-espelho-guia-entender-brasileiros/dp/6559873080
“Novo aciona PF e PGR por “interferência atípica” de Toffoli no caso Master”
– Parlamentares afirmam que conduta do ministro extrapola limites da função jurisdicional e pode configurar crime.
(Redação O Antagonista, 26/01/26)
A bancada do partido Novo protocolou junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) uma notícia-crime contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma suposta “interferência atípica” em procedimentos relacionados ao Banco Master.
Os parlamentares pedem a apuração de possíveis ilícitos penais e administrativos decorrentes da atuação do magistrado no caso.
“A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal precisam agir com independência e cumprir seu dever constitucional. A sociedade exige uma resposta clara das instituições de Estado. Este não é um caso que vai ser varrido para debaixo do tapete”, afirmou o líder do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
Além de van Hattem, assinam as petições a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
No documento, eles afirmam que a conduta atribuída ao ministro extrapola os limites da função jurisdicional e pode configurar, em tese, crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de eventuais violações aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
Em outra manifestação, encaminhada à PF, a bancada solicita a instauração de procedimento investigatório para apurar os fatos narrados, destacando a necessidade de análise técnica e independente sobre a sequência de atos praticados e seus efeitos práticos.
Os parlamentares afirmam que o caso exige esclarecimentos aprofundados diante da gravidade institucional das suspeitas levantadas. Para eles, a iniciativa não tem caráter político, mas institucional.
A bancada argumenta ainda que a provocação aos órgãos de controle é uma obrigação constitucional do Parlamento sempre que houver indícios de irregularidades envolvendo autoridades da República, inclusive membros do Judiciário.
Precisa ser afastado do caso?
Decisões heterodoxas de Toffoli na investigação sobre o Master indicam que o magistrado precisa deixar a relatoria do caso. A análise é do doutor em direito e professor de direito processual penal na Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Badaró.
“No meu ponto de vista, a própria prática dos atos muito incomuns indicam essa necessidade de afastamento do Ministro Dias Tofolli da relatoria do inquérito do Banco Master“, afirma o especialista.
Entre os atos citados por Badaró, está a determinação de acareação. “Não tem sentido decretar acareação de testemunhas ou investigados que ainda não prestaram depoimentos. A acareação ocorre se os depoimentos já foram prestados e há divergências em pontos relevantes”, pontua.
“Na verdade, o que foi determinando, de ofício, pelo ministro relator foi a oitiva de testemunhas durante o inquérito. E não há fundamento legal para isso, pois o artigo 209 do Código de Processo Penal, que permite a oitiva de testemunhas, somente tem aplicação na fase do processo: ‘O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes’”.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/novo-aciona-pf-e-pgr-por-interferencia-atipica-de-toffoli-no-caso-master/)
“SC sanciona lei que proíbe banheiros neutros em escolas”
– Governador Jorginho Mello afirmou que a legislação garante segurança jurídica às escolas e tranquilidade para famílias catarinenses.
(Redação O Antagonista, 26/01/26)
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), sancionou nesta segunda-feira, 26, uma nova lei que proíbe banheiros de uso coletivo com gênero neutro em todas as instituições de ensino públicas e privadas do estado.
A legislação determina que escolas, faculdades e universidades mantenham banheiros separados por sexo masculino e feminino, além de vedar a existência de vestiários e dormitórios neutros.
A medida vale para todas as etapas de ensino, da educação infantil ao ensino superior.
“As nossas crianças e jovens precisam de um ambiente escolar organizado, seguro e com regras claras. Essa lei traz segurança jurídica para as instituições e tranquilidade para as famílias catarinenses, além de reforçar o respeito dentro das escolas”, afirmou o governador.
As instituições que descumprirem a nova regra poderão ser multadas em até R$ 10 mil. Após notificação, será concedido prazo de 45 dias para adequação às exigências da lei.
Cotas raciais
Na última semana, Mello já havia sancionado o projeto que impede a adoção de cotas e outras ações afirmativas por universidades estaduais ou que recebem verbas públicas do estado.
A nova lei estabelece que as unidades que descumprirem a normativa devem pagar multa de R$ 100 mil por edital e podem ter verbas públicas suspensas.
O autor do projeto de lei, deputado Alex Brasil (PL) celebrou a aprovação da Assembleia no mês passado e afirmou que o texto põe fim ao que chamou de “cotas ideológicas” no estado.
“Santa Catarina se torna referência ao aprovar o PL, de minha autoria, que acaba com a bandalheira de cotas para militância e agendas ideológicas. Chega de cotas para trans, ex-presidiários, ex-refugiados e, pasmem, até para quem é de outros estados!”, escreveu o político, no Instagram. “Quais cotas prevalecerão? Apenas as que fazem sentido: PCDs (regra constitucional) e cotas ligadas à condição socioeconômica (baixa renda e alunos de escolas públicas)”.
Já a presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc, deputada Luciane Carminatti (PT), criticou a sanção.
Ela entrou com representação no Ministério Público Federal contra a lei.
“O governador é responsável por tornar o nosso estado o primeiro a acabar com essa política afirmativa que tanto ajudou a colocar no ensino superior os alunos que mais precisavam. O impacto será imenso, atingindo estudantes também de programas como Fies e Prouni”, afirmou.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/sc-sanciona-lei-que-proibe-banheiros-neutros-em-escolas/)
Desbotadamente desbotada
&
amarrotadamente amarrotada!
“Credibilidade do STF escoa pelo ralo’
– Toffoli já deveria ter se afastado há tempos do caso Master.
– Inação de outros ministros da corte só piora a situação.
(Hélio Schwartsman, FSP, 26/01/26)
Já ficou ridículo. São tantas as relações perigosas do ministro do STF Dias Toffoli com o Banco Master e suas ramificações que não há mais a menor chance de suas decisões relativas ao caso serem aceitas como normais. O que de melhor ele poderia fazer para si mesmo, para o Supremo e para o país seria afastar-se das investigações. Na versão light, ele remeteria o processo para a primeira instância, de onde nunca deveria ter saído. Na versão não tão light, que leva em conta o longo histórico de decisões altamente controversas do ministro, ele deveria requerer aposentadoria mesmo.
Não sou muito otimista em relação a nenhum dos dois desfechos. A razão principal é que nem os pares de Toffoli, que deveriam ser os maiores interessados em preservar a credibilidade da corte, se dispõem a pressioná-lo publicamente para não insistir no erro. Talvez o façam em privado, mas, pelos resultados, isso não está sendo o suficiente. Outro ator relevante, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também lavou as mãos e mandou arquivar representação para afastar Toffoli do caso. Gonet, num momento Augusto Aras, não viu nada de estranho no imbróglio.
Até entendo que existem questões sensíveis que não convém discutir em público. Se a transparência das decisões tomadas é inafastável, nem sempre é o caso de escancarar a todos o processo pelo qual se chega a essas decisões. Eu receio, porém, que o problema aqui seja mais profundo. Ministros do STF não reagem com a veemência necessária às esquisitices de Toffoli para não correr o risco de ver suas próprias decisões, condutas e conexões questionadas.
Se o “viva e deixe viver” funciona bem como princípio ordenador para os relacionamentos entre cidadãos, ele colapsa quando aplicado a um Poder como o Judiciário, que depende da confiança do público para cumprir suas funções. Aqui, se os magistrados não policiarem uns aos outros para suprimir até as aparências de desvios, é a própria ideia de que as instituições funcionam que escoa pelo ralo.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2026/01/credibilidade-do-stf-escoa-pelo-ralo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) Lembram-se do lulu fufu?
– Ficou sozinho afinando sua suprema guitarra!
“Fachin se perde no primeiro lance”
– O presidente que defende Toffoli não é o mesmo magistrado que prega ajuste de condutas no Supremo.
– Pode ter sido um gesto estratégico, mas também só um jeito de não ficar isolado no tribunal (*)
(Dora Kramer, FSP, 26/01/26)
O magistrado que aponta a necessidade de se ajustarem condutas a um código de ética na corte suprema não se coaduna com o presidente que, em nota oficial, compara cobranças por lisura e transparência nos atos do colegiado a ameaças e intimidações.
Um não conversa com o outro. Portanto, é de supor que aquele um lá do início precisou ceder espaço ao outro que assinou o texto de repúdio aos questionamentos sobre decisões de Dias Toffoli e a situação familiar de Alexandre de Moraes. Ambas as circunstâncias relacionadas ao caso do Banco Master.
Luiz Edson Fachin divulgou a manifestação após rodada de consultas aos colegas. Quando interrompeu as férias, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deu a impressão de que o caráter de urgência traduzia o dever de fornecer respostas consistentes às dúvidas levantadas na sociedade, na imprensa, no mundo jurídico, no universo político, no mercado financeiro e até em instâncias de Estado.
À primeira vista, Fachin perdeu a parada para a ala defensiva. A mesma que julga não dever satisfações ao país e apoia medidas contrárias a prerrogativas constitucionais de controle do tribunal.
Corre, porém, uma versão de que o presidente do Supremo fez um gesto na direção da conciliação interna, a fim de não ficar isolado e abrir caminho para os ministros ora na berlinda revisarem suas posições.
Pode ser um lance estratégico, mas também pode não ser nada disso, só um jeito de amenizar as críticas. Depende da disposição de Toffoli deixar a relatoria do Master e de Moraes —em hipótese para lá de remota— tomar a iniciativa de propor o veto à permissão de que parentes dos ministros advoguem em causas sob o escrutínio do Supremo.
O grupo dos ativistas políticos dentro do tribunal não parece ter compreendido o alcance da desmoralização reputacional que isso trouxe ao STF. E Fachin, preso aos ditames do colegiado, fica refém dos mais atuantes. Ganha por não se isolar, mas perde a oportunidade de imprimir a marca que prometia à sua gestão.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/01/fachin-se-perde-no-primeiro-lance.shtml)
Fogo fátuo (*) ou
fogo amigo?
“STF teme ser jogado ‘no fogo’ pelo governo”
– Divulgação de conversa entre Lula e Toffoli gera incômodo entre ministros.
(Por Vera Magalhães, O Globo, 26/01/26)
Causou perplexidade entre alguns ministros do Supremo Tribunal Federal o fato de a conversa entre Lula e o ministro Dias Toffoli ter vindo a público. A informação foi dada em primeira mão pela coluna Lauro Jardim, que relatou o encontro que os dois tiveram fora da agenda, na Granja do Torto.
A avaliação de alguns ministros é a de que, ao permitir que a conversa fosse conhecida, o presidente estaria ajudando a manter o STF no olho do furacão neste início de ano, reforçando a percepção de que a crise do Master passa ao largo do governo — mantra entoado por dez entre dez auxiliares do petista com quem se converse, aliás.
Até o meio da semana passada, o governo vinha tentando passar ao largo da crise do Master. O tom mudou levemente depois de o próprio Lula mencionar o escândalo durante visita a Maceió, na sexta-feira, quando disse ser falta de vergonha na cara defender a atuação do banqueiro Daniel Vorcaro.
No Executivo, a percepção é que este é um escândalo que desgasta sobretudo a ala do Centrão que vinha fazendo mais carga para se afastar do governo e de Lula nas eleições. O freio dado por União e PP no ímpeto de deixar o governo a qualquer custo, no fim do ano, é atribuído em parte à eclosão da fraude do Master e em parte à escolha de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente pela direita, o que frustrou uma torcida em prol de Tarcísio de Freitas.
Por tudo isso, no STF e no Congresso prevalece a percepção de que não é tão ruim assim que os demais Poderes permaneçam nesse noticiário negativo enquanto outros mais sensíveis para a administração petista, como o do INSS, tiram uma espécie de férias.
Ministros da Corte só ponderam o risco de o governo assumir uma postura de deixar que o STF se queime sozinho. Lembram da importância que o Judiciário teve no enfrentamento ao 8 de Janeiro e à trama golpista, e ponderam a dificuldade que Lula vem enfrentando para emplacar seu mais recente indicado ao Supremo, Jorge Messias, cujo rito de sabatina teve de ser suspenso por insegurança quanto à sua viabilidade no Senado.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/post/2026/01/stf-teme-ser-jogado-no-fogo-pelo-governo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)
(*) é um fenômeno natural caracterizado por pequenas chamas azuladas que flutuam próximo ao solo, comum em cemitérios, pântanos e locais com decomposição orgânica.
Lula está mais enrolado que sucuri em cópula!
“Resumão, O Globo” (I)
(Por Gabriel Cariello, 26/01/26)
ALÔ, TRUMP
O presidente Lula sugeriu a Donald Trump que sua proposta de Conselho da Paz se restrinja à Faixa de Gaza (*) e preveja assento para a Palestina, durante telefonema de 50 minutos na manhã desta segunda-feira. O governo brasileiro receia aderir ao grupo sem um escopo definido. Lula e Trump também trataram sobre a Venezuela, o tarifaço e o crime organizado (**) e combinaram um encontro em Washington (***) em fevereiro.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/26/lula-sugere-a-trump-em-ligacao-que-conselho-da-paz-se-limite-a-gaza-e-defende-estabilidade-na-venezuela.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/26/visita-aos-eua-tarifaco-venezuela-conselho-da-paz-e-crime-organizado-os-5-pontos-do-telefonema-entre-lula-e-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/tarifaco-lula-e-trump-saudaram-o-bom-relacionamento-e-brasileiro-acerta-visita-aos-eua-em-ligacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
Vem aí. . .
de ofício. . .
são didi totó,
o padroeiro dos corruPTos!
“Resumão, O Globo” (II)
(Por Gabriel Cariello, 26/01/26)
EM DEFESA DE TOFFOLI
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, defendeu que o ministro Dias Toffoli permaneça à frente das investigações (*) sobre o Banco Master. Na rede X, Gilmar argumentou que Toffoli observa o devido processo legal e teve a conduta avalizada pela Procuradoria-Geral da República. Em meio às controvérsias do caso Master (**), o presidente do STF, Edson Fachin, fez novo apelo por um código de conduta (***) para magistrados: “’Ou nos limitamos ou poderá haver limitação de um Poder externo”.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/gilmar-defende-que-toffoli-permaneca-com-caso-master-e-diz-que-pgr-deu-aval-a-conduta-do-ministro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/economia/especial/perdido-na-novela-do-master-veja-os-principais-capitulos-da-trama-financeira-do-ano.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/26/fachin-defende-regras-de-conduta-para-o-stf-ou-nos-limitamos-ou-podera-haver-limitacao-de-um-poder-externo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
Isso se a redução chegar às bombas!
“Resumão, O Globo” (III)
(Por Gabriel Cariello, 26/01/26)
ALÍVIO PARA MOTORISTAS
A Petrobras reduzirá em 5,2% (*) o preço da gasolina vendida em suas refinarias a partir desta terça-feira — uma queda de R$ 0,14 por litro em média. Nos postos, o alívio para os consumidores poderá chegar a 2% (**) nos próximos 30 dias, segundo analistas. Associação de importadores do setor afirma que a gasolina estava sendo vendida no Brasil a 8% acima do preço cobrado no exterior.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/petrobras-reduz-preco-da-gasolina-a-distribuidora-em-52percent-reducao-de-r-014-por-litro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/gasolina-pode-cair-ate-2percent-na-bomba-preve-economista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (IV)
(Por Gabriel Cariello, 26/01/26)
VAZAMENTOS DA VALE
Duas minas da Vale (*) registraram vazamentos em Minas Gerais com menos de 24 horas de diferença. A região onde ficam as unidades sofre com fortes chuvas nos últimos dias. Nenhuma comunidade foi atingida, segundo autoridades locais. O material, porém, chegou ao Rio Maranhão. No domingo, a tragédia de Brumadinho (MG) completou sete anos, e os bombeiros encerraram oficialmente as buscas por duas pessoas jamais localizadas (**).
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/26/segundo-vazamento-em-mina-da-vale-em-menos-de-24-horas-e-registrado-em-congonhas-mg.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/26/sete-anos-apos-tragedia-de-brumadinho-bombeiros-encerram-a-busca-por-corpos-duas-vitimas-jamais-foram-encontradas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (V)
(Por Gabriel Cariello, 26/01/26)
CRUZADA CONTRA IMIGRANTES
O presidente Donald Trump afirmou que vai trabalhar em conjunto (*) com o governador de Minnesota, Tim Walz, após agentes federais de imigração matarem o enfermeiro americano Alex Pretti (**) no sábado. Em meio à crescente tensão no estado, Trump suavizou a escalada de ataques verbais e conversou com Walz por telefone. Afirmou também que enviará Tom Homan, chamado de “czar” anti-imigração (***), enquanto a Casa Branca disse que o presidente exigia o fim “da resistência e do caos” no local.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/26/trump-suaviza-tom-com-governador-de-minnesota-apos-ligacao-produtiva-e-anuncia-que-vao-trabalhar-juntos-em-sintonia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/25/cronologia-mostra-abordagem-de-agentes-federais-que-levou-a-morte-de-americano-videos-contradizem-versao-do-governo-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(***) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/26/trump-envia-czar-anti-imigracao-para-minnesota-apos-morte-de-americano-por-agentes-federais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Nunca houve um clima tão propício um impeachment no STF. E agora?”
– Um processo de afastamento de integrante do Supremo requer premissas como materialidade delitiva e clamor popular; alguns estão postos.
(Wilson Lima, O Antagonista, 26/01/26)
Um processo de impeachment (1), quer seja de presidente da República, de integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), requer alguns pré-requisitos: materialidade de ato delitivo, clamor popular e abandono de boa parte da classe política (2).
No caso específico do ministro do STF Dias Toffoli, alguns desses pré-requisitos já estão devidamente preenchidos. Há um intenso clamor popular para conter ao menos um dos 10 integrantes do STF como forma até mesmo didática para que outros também repensem determinadas decisões que vão de encontro aos ditos princípios democráticos.
Há também um certo abandono da classe política. Lula, o padrinho de Toffoli no STF, abandonou de vez seu afilhado. A ordem no Palácio do Planalto é não se envolver na história. Na visão de Lula, a confusão é direcionada ao magistrado e qualquer manifestação de apoio do presidente pode dragar o petista ao esquema do Banco Master. É importante dizer que, até o momento, o caso não chegou à cozinha do Planalto. Ainda.
Hoje, somente o próprio STF, por meio do presidente Edson Fachin (3) e do ministro Gilmar Mendes, saíram em defesa de Toffoli. E Fachin, até onde se saiba, ainda o fez meio que a contragosto. Afinal de contas, o atual comandante do Supremo ainda tenta emplacar a narrativa de que ele coaduna com um código de postura no Tribunal.
Resta a materialidade de algum ato delitivo. De fato, ainda não há uma prova cabal que ligue o ministro quer seja ao escândalo do Banco Master ou ao tal Resort Tayayá. O problema é que, quanto mais se aprofunda nesta história, maiores são os elementos que associam o magistrado ao tal empreendimento. E isso não é um bom sinal.
Eis alguns: ele tem dois irmãos que foram ligados ao resort; parentes estes que vivem de forma frugal no interior de São Paulo, em uma vida totalmente destoante dos valores que as empresas que eles comandam negociaram com o grupo de Daniel Vorcaro; Toffoli deu uma festa de arromba de ano novo no empreendimento, com direito a open bar custeado pelo magistrado; Toffoli recebeu, como anfitrião, o banqueiro André Esteves; o ministro viajou com advogados ligados ao caso Master e, o pior, Toffoli não quer largar o osso de jeito nenhum.
Em resumo: nunca houve desde a redemocratização um momento tão propício para um impeachment de ministro de STF. Dito isso, cabe agora à oposição ao governo Lula e àqueles que costumeiramente gritam ‘fora’ para algum integrante do STF aproveitar o momento e pressionar Davi Alcolumbre (União-AP) a dar alguma resposta.
Mas a pergunta que fica é: essa turma tem de fato interesse nessa pauta? Ou apenas joga para a plateia em busca de likes, views e outras métricas que podem ser convertidas em votos em 2026? Fica a reflexão.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/nunca-houve-um-clima-tao-propicio-para-um-impeachment-do-stf-e-agora/)
(1) https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-suspende-parcialmente-decisao-sobre-lei-do-impeachment/
(2) https://oantagonista.com.br/brasil/lula-se-arrependeu-de-toffoli/
(3) https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-da-presidencia-do-supremo-tribunal-federal/
“O raio não foi divino, nem a caminhada”
– Misturar religião com política sempre foi imprudente, sob qualquer análise.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 26/01/26)
Particularmente, jamais comemoro o sofrimento alheio nem debocho de tragédias, ainda que, em determinados casos, nenhuma pena ou empatia me acometam, por conta dos meus sentimentos em relação aos atingidos. Por mais que eu não goste de alguém e não me importe com seus infortúnios – ou fortúnios -, não lhe desejo mal. Ou melhor, posso até desejar, mas não vibro se e quando de fato acontece.
Tampouco julgo e condeno quem assim o faz. Sou um admirador do ser humano – como diz Al Pacino, no brilhante papel do capiroto em O Advogado do Diabo (1997), “I am a fan of man” – com seus acertos e imperfeições. Não sou juiz nem o deus da moral, para atirar a primeira pedra. Se tem gente feliz, comemorando o raio que caiu sobre os bolsonaristas (*) em Brasília, domingo, 25, que se acertem com suas escolhas e consciências.
Mas há um fato a ser abordado: se Deus motivou a peregrinação política-religiosa do bezerro de ouro (**) Nikolas Ferreira, segundo o próprio e outros oportunistas, Ele também enviou a descarga elétrica que feriu os fiéis. Não dá para invocar o Divino para uma coisa e, simplesmente, desconsiderá-lo para outra. Se “Deus é bom o tempo inteiro”, segundo acreditam, então que se compreenda o ocorrido à luz da mesma crença.
Questão de coerência
Sou judeu não praticante, mas me considero, antes de um agnóstico convicto, multirreligioso, pois sempre estudei em escolas fransciscanas e minha mãe seguia o espiritismo. Assim, se meu sangue e minhas raízes são hebreus e eu tenho forte identificação e ligação com o judaísmo (como etnia), de igual sorte conheço as orações católicas. Para mim, todas as religiões são válidas e merecem o máximo respeito.
A despeito do disclaimer acima, até porque já me apresentei como agnóstico convicto, penso que o mau uso da fé é um verdadeiro sacrilégio e ato de extrema falta de caráter e compaixão. Quem usa a fé alheia para ganhar dinheiro, obter poder, se eleger, enfim, corrompe o princípio de qualquer credo. Nikolas Ferreira e tantos outros são exemplos disso (***). Falam em nome de Deus, mas atuam em nome e por si mesmos.
Se a caminhada entre Paracatu e Brasília e a manifestação de domingo foram divinas, então o raio também foi divino. Mas se a caminhada e a manifestação foram apenas instrumentos humanos de propaganda política e obtenção de poder, então o raio foi mero fenômeno da natureza. Misturar religião com política sempre foi imprudente, sob qualquer análise. Mas, uma vez misturadas, que assim seja. Amém!
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-raio-nao-foi-divino-nem-a-caminhada/)
(*) https://oantagonista.com.br/brasil/nao-foi-por-irresponsabilidade-nossa-diz-nikolas-sobre-atingidos-por-raio/
(**) https://oantagonista.com.br/analise/nikolas-o-novo-bezerro-de-ouro-do-brasil/
(***) https://oantagonista.com.br/analise/psicopatas-eleitos-por-ignorantes-e-desamparados-ameacam-o-planeta/
“Polícia de governador ‘lulista’ é a que mais mata”
(Coluna CH, DP, 26/01/26)
Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o ranking do índice de “mortes por intervenção policial” tem na liderança Estados em que o governador declarou apoio a Lula (PT). No topo da lista está o Amapá, com taxa de 17,11 mortes a cada 100 mil habitantes. O Amapá do senador Davi Alcolumbre é governador Clécio Luís, que começou a vida política no PT, mas registra passagens por partidos como Psol, Rede e, atualmente, Solidariedade.
Vermelho sangue
A Bahia, governada pelo PT desde 2007, aparece logo atrás no lamentável ranking, taxa de 10,55 mortes a cada 100 mil habitantes.
Fechado com Lula
Fechando o top 3 está Sergipe, onde o neto de Lula arrumou uma boquinha no governo de Fábio Mitidieri (PSD). Taxa de 8,39.
Outro mundo
Com menor taxa, apenas 0,5 a cada 100 mil habitantes, está a polícia do Distrito Federal, governado pelo opositor de Lula, Ibaneis Rocha (MDB).
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/viagens-no-stm-custaram-r118-milhoes-em-2025)
(*) Em lugar nenhum do mundo
“se-resgata-se” o que nunca se teve!
A menos, obviamente, de ofício!
“Lula mostra irritação com Toffoli e chega a dizer a aliados que ministro deveria deixar STF”
– Auxiliares relatam incômodo do presidente com ministro, falam em desabafo e duvidam que petista vá propor renúncia.
– Em almoço, petista disse que magistrado teria chance de fazer a coisa certa e resgatar (*) biografia.
(Catia Seabra, FSP, 26/01/236)
O presidente Lula (PT) tem manifestado irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), na relatoria do inquérito do Banco Master.
O petista acompanha o andamento do caso e as repercussões sobre a atuação do magistrado. Nos últimos dias, deu sinais de que não pretende defender Toffoli das críticas feitas ao ministro (1).
Em conversas reservadas com ao menos três auxiliares, Lula fez comentários considerados duros sobre Toffoli e chegou a afirmar, em desabafos, que o ministro deveria renunciar a seu mandato na corte ou se aposentar, segundo relatos colhidos pela Folha.
Lula disse a esses aliados que pretende chamar Toffoli para uma nova conversa sobre sua conduta no inquérito — eles já discutiram o assunto no fim do ano passado.
Apesar dos rompantes, colaboradores duvidam que o presidente vá propor ao ministro que se afaste do tribunal ou abra mão da relatoria do caso.
O presidente está incomodado com o desgaste institucional ao Supremo causado por notícias que expuseram laços de parentes do ministro com fundos ligados à teia (2) do banco. De acordo com aliados, o petista também reclamou do sigilo (3) imposto ao processo e do receio de que a investigação seja abafada.
A auxiliares Lula tem defendido as investigações e afirmado que o governo precisa mostrar que combate fraudes sem poupar poderosos, evitando críticas por eventuais interferências. “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”, (4) afirmou Lula na sexta-feira (23).
Além disso, haveria a percepção de que o caso pode abalar políticos de oposição e deverá prosseguir, ainda que respingue em governistas.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem ligações com políticos do centrão e também com aliados do governo do PT (5) na Bahia. O empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, é próximo de Rui Costa, ministro da Casa Civil, e do senador Jaques Wagner, líder do governo.
Desde o fim do ano passado, o presidente monitora a evolução do inquérito. Ele teria ficado intrigado com a decisão de Toffoli de colocar sob sigilo elevado um pedido da defesa de Daniel Vorcaro (6) para levar as investigações ao STF.
A medida aconteceu uma semana antes de o jornal O Globo revelar que o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tinha um contrato de R$ 3,6 milhões mensais (7) para defender os interesses do Master.
Nas palavras de um aliado, o presidente passou a desconfiar que o caso terminaria em uma “grande pizza”. Em dezembro, Lula convidou Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Na conversa, descrita como amistosa pelo próprio Lula, o presidente teria dito que tudo que seu governo desvendou deveria ser levado às últimas consequências. Ainda segundo relatos, ele queria entender se essa era a disposição no tribunal, mesmo após a decretação do sigilo.
Em resposta, segundo relatos, o ministro disse que nada seria abafado e que o sigilo era uma medida justificável. Lula, então, afirmou que Toffoli faria a coisa certa. O presidente disse ainda, segundo informação do colunista Lauro Jardim (8), confirmada pela Folha, que a relatoria seria uma oportunidade para que Toffoli reescrevesse sua biografia.
Essa conversa aconteceu antes de revelações que põem em xeque a atuação do ministro. Toffoli está sob pressão devido à sua postura na supervisão do inquérito. As críticas vão desde o severo regime de sigilo imposto ao caso, seguido pela viagem de jatinho com um dos advogados da causa e por negócios que associam seus familiares a um fundo de investimentos ligado ao Master, como revelou a Folha.
A interlocutores Toffoli disse que, neste momento, descarta abdicar do processo (9) por não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.
O ministro indicou a interlocutores que nem a viagem de jatinho (10) na companhia do advogado nem a sociedade entre seus irmãos e o fundo de investimentos (11) comprometem sua imparcialidade. E, como mostrou a Folha, em sua história, o STF só reconheceu o impedimento ou a suspeição de ministros em casos de autodeclaração (12).
Responsável pela indicação de Toffoli para o tribunal, Lula coleciona decepções com o ex-advogado do PT. Toffoli, por exemplo, impediu que Lula assistisse ao velório do irmão, tendo pedido desculpas ao presidente anos depois.
O pedido de perdão (13) ocorreu em dezembro de 2022, após a eleição de Lula. O ministro do Supremo Tribunal se desculpou por não ter autorizado o petista a comparecer ao velório de seu irmão (14), Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando estava preso em Curitiba. Vavá morreu em janeiro de 2019.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/lula-mostra-irritacao-com-toffoli-e-chega-a-dizer-a-aliados-que-ministro-deveria-deixar-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/01/pressao-sobre-toffoli-no-caso-master-pode-mudar-o-judiciario-brasileiro.shtml
(2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/empresas-de-irmaos-e-primo-de-toffoli-tiveram-como-socio-fundo-ligado-a-suspeitas-no-caso-master.shtml
(3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/toffoli-poe-pedido-da-defesa-de-vorcaro-do-master-em-sigilo-maximo.shtml
(4) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/pobre-se-sacrifica-enquanto-dono-do-banco-master-da-golpe-de-r-40-bi-diz-lula.shtml
(5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/vorcaro-nega-a-pf-influencia-politica-em-negocios-mas-tem-lacos-com-centrao-pt-e-mdb.shtml
(6) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/defesa-de-vorcaro-tenta-levar-caso-master-ao-stf-por-documento-que-cita-deputado-do-pl.shtml
(7) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/master-contratou-escritorio-da-familia-de-moraes-por-r-36-mi-ao-mes-diz-jornal.shtml
(8) https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/01/o-encontro-fora-de-agenda-entre-lula-e-toffoli-para-tratar-do-caso-master.ghtml
(9) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/toffoli-descarta-abandonar-relatoria-da-investigacao-do-banco-master.shtml
(10) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/toffoli-foi-a-lima-em-jato-privado-com-advogado-do-caso-master.shtml
(11) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/empresas-de-irmaos-e-primo-de-toffoli-tiveram-como-socio-fundo-ligado-a-suspeitas-no-caso-master.shtml
(12) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/stf-so-teve-casos-de-afastamento-de-ministro-quando-a-decisao-foi-do-proprio-magistrado.shtml
(13) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/12/toffoli-pede-perdao-a-lula-por-vetar-ida-ao-velorio-do-irmao-quando-ele-estava-preso.shtml
(14) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/01/irmao-de-lula-e-enterrado-sob-protesto-apos-veto-da-justica-ao-ex-presidente.shtml
“Ozempic genérico?”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 26/01/26)
O fim está próximo — pelo menos da patente brasileira do Ozempic. O problema é que a dinamarquesa Novo Nordisk, atual fabricante do medicamento, quer estender seus direitos (1).
O que aconteceu?
A companhia detém a exclusividade da semaglutina (2) no Brasil até março de 2026.
↳ É um hormônio semelhante ao GLP-1 que é produzido pelo corpo. Ele ajuda a controlar a glicose, o peso e o apetite.
↳O medicamento é usado para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, e é o ingrediente ativo do Wegovy e do Ozempic.
Porém…
A empresa alega que o órgão responsável pela análise de patentes (O Instituto Nacional da Propriedade Industrial, Inpi) demorou para analisar sua solicitação.
O pedido inicial foi feito em março de 2006 e o registro foi concedido 13 anos depois, em março de 2019.
No Brasil, as empresas possuem os direitos sobre suas tecnologias por 20 anos. O tempo começa a ser contabilizado a partir do pedido da patente, não de sua concessão.
A Novo Nordisk tenta mudar a situação no Congresso e estender sua exclusividade, por meio de uma alteração na legislação.
O tema é discutido principalmente no projeto 5810/2025 (*), que prevê prorrogar em até cinco anos o prazo de patentes “sempre que houver comprovado atraso” caso a responsabilidade não seja da parte interessada.
Por que importa?
Com o fim dos direitos, as farmacêuticas poderão produzir genéricos e similares, com preços estimados entre 30% e 50% menores (4). A nova leva dos remédios pode ampliar seu acesso e dobrar o setor.
↳ Uma caixa de semaglutina custa hoje entre R$ 900 e R$ 3.000 e não é coberta pelo SUS.
Além disso, o mercado brasileiro de remédios emagrecedores deve entrar em uma nova fase de expansão. Um relatório da UBS BB Corretora mostrou que o faturamento dessas drogas pode chegar a pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026.
Sozinha, a Novo Nordisk (5) obteve uma receita líquida global de US$ 28 bilhões (cerca de R$ 148 bi) em 2024 com o Wegovy e o Ozempic (3).
Esperando para dar partida.
Empresas se preparam para lançar concorrentes por aqui.
No fim do ano passado, a Anvisa decidiu acelerar a análise sobre o registro de vinte canetas emagrecedoras que contêm os mesmos princípios ativos do produto da companhia dinamarquesa.
(TRPCE)
(1) “Fim de patente do Ozempic gera batalha de lobbies no Congresso”
– Direito da fabricante Novo Nordisk acaba em março no Brasil, mas empresa defende lei para estender prazo.
– Farmacêuticas brasileiras articulam contra PL e miram mercado que movimenta US$ 28 bi no mundo.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/fim-de-patente-do-ozempic-gera-batalha-de-lobbies-no-congresso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) “Entenda as diferenças entre as versões oral e injetável da semaglutida”
– No Brasil, medicamentos estão disponíveis para tratamento de obesidade e diabetes.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/06/entenda-as-diferencas-entre-as-versoes-oral-e-injetavel-da-semaglutida.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) “Como o Ozempic está mudando a indústria de alimentos”
– Canetas emagrecedoras obrigam fabricantes a se readequar para público que tem dinheiro, mas quer porções menores.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cozinha-bruta/2024/10/como-o-ozempic-esta-mudando-a-industria-de-alimentos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) “Com queda da patente do Ozempic, mercado de canetas emagrecedoras deve dobrar e ganhar genéricos”
– Fim da exclusividade da semaglutida impulsiona setor farmacêutico, que pode faturar R$ 20 bilhões em 2026.
– Levantamento mostra que só 1,1% dos adultos com sobrepeso e 2,5% dos obesos usam esses medicamentos no Brasil.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/01/com-queda-da-patente-do-ozempic-mercado-de-canetas-emagrecedoras-deve-dobrar-e-ganhar-genericos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(5) “Como a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, perdeu seu brilho após criar um fenômeno”
– Farmacêutica já foi a empresa mais valiosa da Europa, mas analistas dizem que série de erros reverteu expectativas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/como-a-novo-nordisk-fabricante-do-ozempic-perdeu-seu-brilho-apos-criar-um-fenomeno.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(6) “Anvisa acelera análise de 20 canetas emagrecedoras após pedido do Ministério da Saúde”
– Agência prevê se manifestar em 2025 sobre pedidos da EMS, Megalabs e Momenta.
– Parte da indústria contesta passar canetas à frente na fila de registros da Anvisa.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/12/anvisa-acelera-analise-de-20-canetas-emagrecedoras-apos-pedido-do-ministerio-da-saude.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
Vamos ver de que lado estão
os “representantes do povo”!
(*) Íntegra do PL: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3044911&filename=PL%205810/2025
> “Autores” do PL 5810/2025: Capitão Alberto Neto-PL/AM, Dr. Zacharias Calil-União/GO, Mersinho Lucena-PP/PB
> A dep.fed. Any Ortiz-Cidadania/RS, pediu URGÊNCIA na apreciação do PL.
“Brasileirão retorna após reformulação no calendário nacional, mas com os mesmos favoritos ao título
– Quatro primeiras rodadas da competição serão intercaladas com os Estaduais; torneio também terá 52 dias de pausa para versão ampliada da Copa do Mundo.
(Por Carlos Eduardo Mansur, O Globo, 26/01/26)
. . .
“O Brasileirão 2026 começa com grandes expectativas e mudanças no calendário, intercalando as primeiras rodadas com os Estaduais. Flamengo e Palmeiras seguem como favoritos, mas o Cruzeiro surpreende ao investir pesado em contratações. O torneio terá uma pausa de 52 dias devido à Copa do Mundo, criando um novo ritmo de competição. As adaptações no calendário refletem uma revolução que busca equilibrar a tradição dos Estaduais com a relevância do campeonato nacional.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/esportes/carlos-eduardo-mansur/coluna/2026/01/brasileirao-retorna-apos-reformulacao-no-calendario-nacional-mas-com-os-mesmos-favoritos-ao-titulo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Outro departamento:
Sem contar a campanha eleitoral e as eleições. . .
Tempos estranhos (III)
“Lixo espacial transforma órbita da Terra em campo minado geopolítico”
– Detritos deixam EUA, China e Rússia vulneráveis; ‘Efeito dominó’ de colisões poderia cegar satélites e travar economia global.
(Por Filipe Vidon — São Paulo, O Globo, 26/01/26)
. . .
“O acúmulo de lixo espacial transforma a órbita terrestre em um risco geopolítico, com colaborações entre EUA, China e Rússia ameaçadas por colisões que podem paralisar a economia global. A Síndrome de Kessler é uma preocupação crescente, com potencial para tornar certas órbitas inutilizáveis. A falta de regulamentação global aumenta a tensão, enquanto empresas privadas tentam mitigar o impacto através do rastreamento de detritos.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/26/lixo-espacial-transforma-orbita-da-terra-em-campo-minado-geopolitico.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Tempos estranhos (II)
“De data oficial até multa por se fantasiar de freira: Leis de ‘combate à cristofobia’ avançam em capitais do país”
– Salvador pode ser pioneira em instituir punições por ‘ataque à fé cristã’, enquanto São Paulo, Belo Horizonte e Recife já implementaram a data em seus calendários oficiais.
(Por Yago Godoy — Rio de Janeiro, O Globo, 26/01/26)
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“A cidade de Salvador poderá ser pioneira em punir “ataques à fé cristã” durante o carnaval, com um projeto de lei que prevê multas para quem hostilizar a fé cristã, incluindo o uso de fantasias de freiras com conotação sexual. A medida, proposta pelo vereador Cezar Leite, gera debates sobre liberdade de expressão e inconstitucionalidade. Outras capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Recife, já instituíram datas de combate à intolerância contra cristãos em seus calendários oficiais. Especialistas questionam o conceito de “cristofobia” e alertam para o risco de subjetividade na aplicação da lei.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/26/de-data-oficial-ate-multa-por-se-fantasiar-de-freira-leis-de-combate-a-cristofobia-avancam-em-capitais-do-pais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Tempos estranhos (I)
“Aumenta número de bandidos de outros estados e até países presos pela PM do Rio: foram 209 no ano passado; 24% a mais do que em 2024”
– Secretário diz que ‘forasteiros’ pagam para se refugiar, e que Alemão e Penha são os complexos mais procurados.
(Por Anna Bustamante — Rio de Janeiro, O globo, 26/01/26)
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“O Rio de Janeiro enfrenta um aumento significativo na presença de criminosos de outros estados e países, com 209 presos em 2025, 24% a mais que no ano anterior. Complexos como Alemão e Penha são refúgios estratégicos, onde líderes de facções pagam para operar. Segundo a PM, muitos são chefes regionais, enquanto outros se dedicam a roubos e homicídios. A estrutura criminosa é reforçada por alianças interestaduais, especialmente com o Comando Vermelho.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/01/26/aumenta-numero-de-bandidos-de-outros-estados-e-ate-paises-presos-pela-pm-do-rio-foram-209-no-ano-passado-24percent-a-mais-do-que-em-2024.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Segundo a corja vermelha,
a culpa é do organizador
que não previu. . .
“Queda de raio em ato de Nikolas por liberdade de Bolsonaro deixa feridos em Brasília”
– Grupo acompanhava desfecho de caminhada; Corpo de Bombeiros foi acionado.
(Por Bruna Lessa — Brasília, O Globo, 26/01/26)
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“Um raio atingiu apoiadores de Jair Bolsonaro no Eixo Monumental em Brasília, durante manifestação organizada por Nikolas Ferreira pela liberdade do ex-presidente. Ao menos 15 pessoas foram atendidas, com sete hospitalizadas. Participaram do ato a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que expressaram apoio. O evento, que seguiu sob vigilância policial, também reivindicou a revisão de vetos presidenciais e mobilizou figuras políticas como Tarcísio de Freitas.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/25/queda-de-raio-em-ato-de-nikolas-por-liberdade-de-bolsonaro-deixa-feridos-em-brasilia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Cá entre nós. . .
Melhor uma marqueteira caminhada como essa, do que ir na casa onde nasceu o “belzebú de Garunhuns” jogar sal grosso!
O judiciário – o que deve preservar a lei e um princípio basilar – parece ser parceiro ideológico radical de esquerda. Tenta limitar, macular e até usar interpetrações tortas para anular o direito de reuniões e manifestações só permitidas num ambiente democrático e amparado pela Constituição em vigor
Só para os amigos do rei!
“STF julga emendas estaduais, expande ação por controle de verbas e tenta uniformizar regras”
– Corte leva a plenário ações sobre Paraíba e Mato Grosso antes de decidir sobre emendas federais e sinaliza endurecimento na fiscalização dos repasses.
(Por Daniel Gullino — Brasília, O Globo, 26/01/26)
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“O STF está ampliando o controle sobre as emendas parlamentares, incluindo estaduais, buscando uniformizar regras de pagamento e impor critérios de transparência e rastreabilidade. Julgamentos sobre a Paraíba e Mato Grosso ocorrerão antes dos federais. Em 2024, a corte estabeleceu que o teto de crescimento das emendas deve ser o menor entre três critérios. A fiscalização foi descentralizada para tribunais de contas locais.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/26/stf-julga-emendas-estaduais-expande-acao-por-controle-de-verbas-e-tenta-uniformizar-regras.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Esta praga populista e uma porta de corrupção e para debilitar o poder do prefeito – já invade e debilita os já tortos – as vezes fictícios – Orçamentos municipais
Enquanto isso. . .no toffolão do SuTriFão:
Você sabe quem é o amigo do amigo do meu pai?
– Não?
– Então “teje preso”!
– Sim?
– Então “tá liberado”!
“Master: PF retoma hoje depoimentos que podem definir futuro de inquérito no STF. Veja quem vai falar e o que está em jogo”
Investigados serão questionados sobre provas colhidas durante a Operação Compliance Zero
(Por O Globo — Brasília, 26/01/26)
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“A Polícia Federal retomou os depoimentos sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, dentro da Operação Compliance Zero. O inquérito, que tramita no STF sob relatoria de Dias Toffoli, busca esclarecer suspeitas de gestão fraudulenta e organização criminosa. O desfecho dos depoimentos será crucial para decidir se o caso permanece no STF ou retorna à primeira instância. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a condução do caso por Toffoli.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/01/26/master-pf-retoma-hoje-depoimentos-que-podem-definir-futuro-de-inquerito-no-stf-veja-quem-vai-falar-e-o-que-esta-em-jogo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“Efeito ar-condicionado: entenda por que sobra energia no Brasil, mas não quando a demanda sobe por causa do calor”
– Uso intensivo de refrigeradores de ar e ventiladores com as altas temperaturas do verão estão agravando o desequilíbrio entre oferta e demanda que vêm obrigando o ONS a cortar a geração de fontes renováveis.
(Por Bernardo Lima — Brasília, O Globo, 26/01/26)
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“O Brasil enfrenta um paradoxo energético com excesso de energia renovável, mas incapacidade de utilizá-la durante picos de demanda no verão. O aumento no uso de ar-condicionado e ventiladores agrava o descompasso entre oferta e demanda, levando o ONS a cortar a geração renovável para evitar apagões. A falta de flexibilidade do sistema e a intermitência das renováveis criam riscos de colapso até 2026, enquanto geradores buscam compensações financeiras.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/efeito-ar-condicionado-entenda-por-que-sobra-energia-no-brasil-mas-nao-quando-a-demanda-sobe-por-causa-do-calor.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Folha 105 (078)
“Ruy Castro ironizou febre do glúten free, que chegou até à missa”
– ‘Cristo não era intolerante’, disse escritor.
– Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.
O escritor Ruy Castro (1) abriu o texto com uma cena estranha até para padrões cariocas (2): “padres, perigosamente afinados com o profano”, servindo “hóstias sem glúten”.
Ele viu ali “o ápice da corrente campanha de desmoralização do glúten”, essa “inocente proteína” promovida a “bête noire” enquanto embalagens prometem “Não contém glúten” (3) “como se isso garantisse a saúde e a vida eterna”, escreveu em coluna publicada na Folha em 24 de julho de 2017.
A resposta, segundo ele, veio do Vaticano (4), que chamou “às falas esses padres mais afoitos”. A Congregação para o Culto Divino lembrou que “o glúten está no trigo de que se fazem as hóstias desde os pródromos da Igreja” e concluiu, com ironia pronta: “Cristo não era intolerante ao glúten”.
Da missa para a ficção (5) científica, Castro emendou o espanto com o presente. “Que tempos”, escreveu, ao imaginar um mundo em que a inteligência artificial avançaria tão rápido que provocaria “uma depressão em massa”, “não nos humanos, mas nos robôs, que precisarão de terapia”.
Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (6), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.
Que tempos (24/07/2017)
Não frequento missas, exceto as de sétimo dia, mas ouvi dizer que alguns padres, perigosamente afinados com o profano, estavam servindo hóstias sem glúten a seus fiéis. Enxerguei nisso o ápice da corrente campanha de desmoralização do glúten, uma inocente proteína presente na preparação de certos cereais e promovida a “bête noire” dos alimentos – daí tantos produtos ostentarem hoje na embalagem a frase “Não contém glúten”, como se isso garantisse a saúde e a vida eterna. Alimentarmente incorreto e banido até do altar, o que seria do glúten?
Por sorte, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos – uma espécie de Comissão de Constituição e Justiça do Vaticano relativa à liturgia – chamou às falas esses padres mais afoitos. Para ela, o glúten está no trigo de que se fazem as hóstias desde os pródromos da Igreja e, por isso, é tão sagrado quanto a própria hóstia – que, afinal, representa o corpo de Cristo. E, que se saiba, Cristo não era intolerante ao glúten.
Que tempos. Eu me pergunto o que H. G. Wells e Aldous Huxley achariam se vivessem hoje e soubessem que a inteligência artificial está evoluindo tão depressa que, em breve, o ser humano não conseguirá programar os robôs na velocidade que eles exigirão. E que isso provocará uma depressão em massa – não nos humanos, mas nos robôs, que precisarão de terapia.
E o que estarão pensando aqueles para quem maconha era sinônimo de rebeldia, diante da atual oferta de produtos industriais derivados da cannabis? Espaguete, molho pesto, mostarda, brownie, barra de granola, chá para cólicas menstruais, sabonete, xampu, protetor solar, hidratante, creme antirrugas, remédio para calos, óculos, cachimbo, biquíni, tênis, chinelo de dedo – e tudo pelas grandes grifes.
Bob Marley, quem diria, acabou em Wall Street.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/ruy-castro-ironizou-febre-do-gluten-free-que-chegou-ate-a-missa.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/rio-de-janeiro/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/12/quem-precisa-excluir-o-gluten-do-cardapio-veja-as-indicacoes.shtml
(4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/vaticano/
(5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ciencia/
(6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/
“A vergonhosa nota de Fachin”
– Tratar a cobertura jornalística do caso Master como ataque ao STF e à democracia é narrativa falaciosa que serve como blindagem corporativista.
– Se não quer ser alvo de críticas, Supremo deveria apoiar esclarecimentos, em vez de bancar a vítima institucional.
(Lygia Maria, FSP, 25/01/26)
“Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel”. É vergonhosa a nota do ministro Edson Fachin (1) sobre a tramitação do caso do Banco Master.
O presidente da mais alta corte do país trata o trabalho da imprensa não apenas como ataque ao STF, mas ao próprio Estado democrático de Direito —e esse discurso falacioso tem baseado várias decisões do tribunal.
Não, ministro. Quando jornalistas mostram anomalias no caso — o contrato milionário do escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes com o Master; a relação de fundos ligados ao banco com um resort que tinha participação de irmãos de Dias Toffoli; que este frequenta o resort (2) e é visto como se fosse o dono; que a sede da empresa desses irmãos é a residência de um deles e que a cunhada de Toffoli nem sequer tinha conhecimento desse fato (3) —, estão apenas cumprindo sua função social de examinar as ações do poder público.
Não, ministro. Os jornais não querem derrubar o Estado de Direito, mas revelar aos cidadãos fatos que devem ser investigados. E se o STF não quer ser alvo de críticas, também deveria apoiar esclarecimentos. Prefere, porém, bancar a vítima institucional.
Esse papel que a Corte interpreta na nota de Fachin é o mesmo que sustenta os abusos no inquérito das fake news e em outros casos. Em 2024, por exemplo, Moraes abriu investigação (4) sobre o vazamento de mensagens, publicadas pela Folha, que mostram ações fora do rito por parte de seu gabinete porque haveria “indícios da atuação estruturada de uma possível organização criminosa (…) que atenta contra a democracia e o Estado de Direito”.
Mas um ministro não é o Supremo, e o Supremo não é a democracia. Qualquer narrativa nesse sentido não passa de blindagem corporativista que, ao tentar conter o escrutínio público pela imprensa, revela-se autoritária.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/01/a-vergonhosa-nota-de-fachin.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista
(1) https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-da-presidencia-do-supremo-tribunal-federal/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/toffoli-continua-a-frequentar-resort-que-uniu-fundo-ligado-a-vorcaro-e-parentes-do-ministro.shtml
(3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/vida-dos-irmaos-de-toffoli-no-interior-de-sp-destoa-de-luxo-de-resort-no-parana.shtml
(4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/08/moraes-liga-vazamento-de-mensagens-sobre-atuacao-fora-do-rito-a-organizacao-criminosa-para-fechar-stf.shtml
“O fim da Vestfália, a exumação de Augusto e o Conselho da Paz de Trump”
– A mensagem é “se a ONU não funciona, eu funciono”. E o mundo pode ser tentado a aceitar a promessa de eficácia como substituto de legitimidade.
(Luiz Carlos Azedo, Nas entrelinhas, em seu blog no Correio Braziliense, 25/01/26)
A criação do “Conselho da Paz” por Donald Trump, com pretensão de gerir conflitos e “reconstruir Gaza”, à primeira vista, parece uma excentricidade, que mistura marketing e voluntarismo autoritário. Entretanto, revela algo mais profundo: a substituição do sistema internacional historicamente moldado desde a Paz de Vestfália, que inspirou a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) no imediato pós-guerra, por uma gramática de poder antiga e brutal, que nos remete à Roma de Augusto. Ou seja, o mundo da soberania e do equilíbrio pelo da tutela e da hierarquia, com fora a Pax Romana como ordem imperial.
A Paz de Vestfália não foi apenas o encerramento da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), na qual as rivalidades entre católicos e protestantes e assuntos constitucionais germânicos foram gradualmente transformados numa luta europeia, do Império Sueco e a França para diminuir a força da monarquia dos Habsburgos, que daria origem ao Império Austríaco. A carnificina corroeu economias, destruiu cidades e esgotou sociedades na Europa Central, sobretudo na Alemanha, e tiveram fim com a assinatura, em 1648, dos tratados de Münster e Osnabrück, chamados de Paz de Vestfália.
Vestfália foi o reconhecimento de que a guerra não é “destino”, mas falha de regulação; e que Estados, ainda que desiguais, podem coexistir por meio de regras mínimas, negociações e limites recíprocos. A soberania territorial, a diplomacia permanente e a noção de “equilíbrio de poder” formaram, a partir dali, uma arquitetura que estruturaria por séculos a política internacional europeia e, depois, mundial. Ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger via em Vestfália mais um procedimento do que uma moral: se há regras, há previsibilidade; se há previsibilidade, há contenção; e, se há contenção, há sistema.
Trump opera no sentido inverso. Seu “Conselho da Paz” não é apresentado como instância multilateral, mas como clube privado de adesão condicionada. O desenho institucional vazado, com mandato vitalício do presidente fundador e a exigência de pagamento bilionário para assentos permanentes, é mais do que um ataque à ONU. É uma simulação de governança internacional, na qual a cooperação deve pagar pedágio e depende de submissão. O novo organismo sustenta-se na força do dinheiro e na coerção militar. A ordem é unipessoal: o “sistema” não existe como pacto, mas como extensão do governante.
Na lógica westfaliana, não há “dono” do sistema, mas potências, alianças, conflitos e limites. O arranjo é imperfeito, mas pressupõe um princípio essencial: a igualdade formal dos Estados soberanos. Já a lógica de Trump é estritamente hierárquica: há o centro imperial e a periferia, que pode ser premiada, punida ou cooptada. A “paz” deixa de ser um equilíbrio construído e passa a ser uma ordem imposta. Em vez do direito como contenção da força, a força se traveste de direito.
Corte Imperial
É aqui que a figura de Augusto é exumada e deixa de ser apenas uma referência histórica. Otaviano Augusto consolidou um império a partir do esgotamento da república e do cansaço social diante de décadas de guerra civil. Sua grande sacada – e sua perversidade histórica – foi transformar o fim do conflito em justificativa para a concentração de poder. A Pax Romana, celebrada como era de prosperidade, foi também o preço institucional de uma ordem imperial: unidade interna sob disciplina, periferias sob tutela, e política externa organizada pela ideia de “pacificação” das províncias. A paz era o nome da vitória. E a vitória era o direito.
A analogia é quase perfeita. Trump tenta repetir esse movimento no plano global. A ONU, com sua paralisia crônica, suas contradições e sua incapacidade de resolver crises como Gaza ou Ucrânia, fornece o álibi perfeito para a substituição do multilateralismo por um império informal. A mensagem é “se a ONU não funciona, eu funciono”. E o mundo, cansado de impasses, pode ser tentado a aceitar a promessa de eficácia como substituto de legitimidade. O perigo é que, nesse novo arranjo, a paz depende de obediência. A obediência não é fruto do direito, mas do temor diante da assimetria absoluta de poder.
O Conselho da Paz de Trump aparece como a forma institucional da hegemonia sem constrangimentos. A ONU, mesmo frágil, nasceu do pós-guerra como tentativa de conter o retorno do Estado hobbesiano da guerra total. A Carta das Nações Unidas consagra princípios que, embora violados repetidamente, estabelecem um padrão moral e jurídico de autodeterminação, integridade territorial e inviolabilidade de fronteiras. Trump despreza esse vocabulário porque limita a sua liberdade de ação. A alternativa que propõe é um mecanismo de esferas de influência onde “paz” significa aceitar o mapa desenhado pelo mais forte.
Gaza é o laboratório desse modelo. Não se trata apenas de “reconstrução” e “estabilização”, mas de tutela internacional com rosto americano, delimitada por interesses estratégicos e por alianças seletivas. Na Ucrânia, por exemplo, o princípio de soberania nacional é substituído pela barganha entre grandes atores. O mesmo padrão aparece nas tensões sobre Groenlândia, México, Venezuela, Cuba, Irã: o intervencionismo não é improviso, é a nova linguagem do Império.
Nessa moldura, o Conselho da Paz é mais um rito de submissão. Ao obter adesão rápida de autocracias e aliados incondicionais, Trump cria uma “corte imperial” contemporânea: um círculo de reconhecimento simbólico, dependência política e convergência utilitária. Convidado para participar do conselho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está numa saia justa.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/o-fim-da-vestfalia-a-exumacao-de-augusto-e-o-conselho-da-paz-de-trump/)
“Nikolas, o novo “bezerro de ouro” do Brasil”
– O risco para o país não é a eleição de candidatos que misturam política e religião, mas a normalização desse padrão.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 25/01/26)
O exímio mobilizador digital – travestido de deputado federal -, Nikolas Ferreira (PL-MG), caminhou de Paracatu a Brasília (1) para, supostamente, defender anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro; protestar contra a corrupção; criticar o governo Lula; pedir a liberdade de Jair Bolsonaro; rezar pela paz; chamar a atenção para a violência e, hum, deixe-me ver o que mais… Ah! Acordar o Brasil, este gigante deitado eternamente em berço explêndido.
É claro que o jovem bezerro de ouro fez tudo isso em nome de Deus, pátria e família. Jamais passou pela minha cabeça ser por interesse pessoal e eleitoreiro. Nunca imaginei que Nikolas pudesse utilizar o sofrimento dos idiotas úteis (2) de 8 de janeiro ou do próprio “mito” a seu favor. Sei que é um cristão, cidadão de bem a serviço do Senhor. Quem nos dera ter mais políticos assim, verdadeiramente comprometidos com o povo e o país.
Ao longo do trajeto, o pregador mineiro ratificou a iniciativa como um evento de motivação religiosa. Cercou-se da linguagem da fé e mobilizou lideranças do meio evangélico. Esse método de enquadramento produz efeitos cognitivos conhecidos e altera a forma como a pauta é processada pelo público. Misturar religião e política sempre funcionou, e em tempos de internet e redes sociais (3), o algoritmo assume o papel de apóstolo moderno.
Procissão de fé ou ato político?
Quando uma reivindicação política é associada a referência divina, ela tende a ser tratada como valor absoluto, não como proposta sujeita a exame. A psicologia social descreve esse processo como sacralização de valores. Propostas sacralizadas são menos avaliadas por evidência, menos comparadas a alternativas e menos abertas à revisão. O desacordo deixa de ser interpretado como divergência legítima e passa a ser percebido como ataque moral.
A caminhada também funciona como sinal de comprometimento pelo sacrifício. O esforço físico prolongado, a exposição pública e o desgaste visível aumentam a percepção de legitimidade moral do agente, independentemente da consistência factual da pauta defendida (4). Esse mecanismo desloca o julgamento do conteúdo para o gesto. O custo pessoal exibido ocupa o lugar da argumentação. Alguém se lembra da crucifixão?
A presença constante de linguagem religiosa afeta ainda a atribuição de responsabilidade individual. Quando a ação política é apresentada como uma vontade transcendente, seguidores tendem a reduzir o conflito interno diante de inconsistências e a delegar o juízo moral a uma instância superior. Isso diminui a exigência de coerência empírica e enfraquece a cobrança por justificativas verificáveis. Simples assim, triste assim.
Fanatismo político-religioso
O resultado é previsível. A pauta torna-se menos permeável a crítica, o grupo mobilizado se organiza por identidade e pertencimento, e a possibilidade de revisão racional de posição se reduz. O debate jurídico e político – que deveria tratar de fatos, tipificação penal, proporcionalidade e responsabilidade individual (6) – é substituído por uma lógica moral binária, resistente a qualquer tipo de evidência contrária. É um all in; ou tudo, ou nada!
O fanatismo político-religioso aparece quando esse padrão deixa de ser episódico e passa a estruturar o poder. Quando decisões públicas são justificadas por mandato divino, a política perde seu caráter contingente. Os erros não existem mais, já que divindades nunca erram (7), e a possível correção de rota deixa de ser virtude e passa a ser vista como traição – que digam os ex-aliados bolsonaristas, transformados em inimigos mortais.
Esse tipo de dinâmica produz assimetria deliberada e interdita qualquer possibilidade de debate honesto. Quem se apresenta como porta-voz de uma verdade transcendental não discute em igualdade de condições com quem argumenta a partir de fatos, leis ou dados. A crítica racional passa a ser percebida como ilegítima ou hostil – e eu, Ricardo, sei muito bem disso! -, e a lealdade identitária substitui qualquer avaliação de mérito.
Nunca funcionou; nunca funcionará
A história mostra que esse padrão não termina bem. No Irã, a fusão entre poder político e autoridade religiosa após a Revolução de 1979 (8) eliminou a alternância real de poder, suprimiu dissenso e institucionalizou repressão em nome da fé, com impacto duradouro sobre direitos civis e desenvolvimento social. No Afeganistão, a legitimação religiosa produziu colapso institucional, isolamento internacional e violência sistemática.
Em outro registro, mas com lógica semelhante, a Alemanha Nazista incorporou elementos de sacralização política – culto ao líder, missão histórica e moralização absoluta do conflito (9) – que reduziram drasticamente a capacidade de oposição interna e normalizaram a violência de Estado. A retórica não era religiosa no sentido clássico, mas operava com a mesma estrutura cognitiva: verdade absoluta, inimigo moral e obediência como virtude.
Mais recentemente, experiências de nacionalismo religioso em países como a Índia mostram como a associação entre identidade religiosa majoritária e poder político corrói gradualmente instituições, marginaliza minorias e enfraquece freios democráticos, mesmo sem ruptura formal imediata (10). Esses casos não são idênticos entre si, mas compartilham um mecanismo central: a suspensão do debate racional em favor da lealdade moral.
A armadilha já está armada
Sociedades não entram em crise apenas por “excesso de divergência”, mas por perderem a capacidade de divergir como parte do processo político. A instrumentalização da religião não é perigosa por envolver a fé, mas por bloquear a revisão, a evidência e a responsabilidade. A democracia deixa de funcionar como um sistema de correção e passa a operar como um sistema de confirmação de certezas transcendentais.
As eleições tendem a aprofundar exatamente esse tipo de estratégia. Com Bolsonaro preso e o bolsonarismo precisando se reorganizar, a disputa não será por votos, mas por hegemonia moral e religiosa (11) dentro do campo conservador. A instrumentalização da religião aparece como atalho eficiente: mobiliza bases fiéis, dispensa programa consistente, neutraliza cobranças e transforma adversários políticos em inimigos morais.
O risco para o país não é a eleição de candidatos que misturam política e religião, mas a normalização desse padrão. O eleitor deixa de escolher entre projetos e passa a orar de joelhos. Isso empobrece a política, enfraquece as instituições e torna qualquer alternância traumática. O desafio do Brasil é preservar a ideia básica de que política é campo de decisão humana, falível, revisável, e não extensão de um dogma religioso qualquer.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/nikolas-o-novo-bezerro-de-ouro-do-brasil/)
(1) https://oantagonista.com.br/brasil/nikolas-confirma-uso-de-colete-a-prova-de-balas-ameacas-aumentaram/
(2) https://oantagonista.com.br/analise/fanatismo-bolsonarista-transforma-ate-policial-em-fugitivo/
(3) https://oantagonista.com.br/analise/debatendo-e-rebatendo-as-falacias-de-nikolas-sobre-o-pix/
(4) https://oantagonista.com.br/analise/uai-nikolas-voce-agora-e-a-favor-de-perseguicao-politica/
(5) https://oantagonista.com.br/analise/bolsonaro-esta-condenado-e-o-brasil-nao-acabou/
(6) https://oantagonista.com.br/analise/bolsonaro-esta-condenado-e-o-brasil-nao-acabou/
(7) https://oantagonista.com.br/analise/a-maior-expertise-do-bolsopetismo-aprisionar-o-pais-em-patifarias/
(8) https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Iraniana
(9) https://oantagonista.com.br/analise/psicopatas-eleitos-por-ignorantes-e-desamparados-ameacam-o-planeta/
(10) https://oantagonista.com.br/videos/as-licoes-do-julgamento-de-bolsonaro/
(11) https://oantagonista.com.br/brasil/nikolas-divulga-carta-aberta-sobre-peregrinacao/
O óbvio uLULAntão:
enquanto a oposição
não tirar os bolsonaros
de circulação, o tetra
do lula está garantidão!
“Filhos de Bolsonaro se distanciam de Michelle, que aposta em domiciliar para recolocar Tarcísio no jogo de 2026”
– Movimento da ex-primeira-dama no STF é lido por aliados como tentativa de reduzir o protagonismo de Flávio Bolsonaro e reabrir a disputa pela sucessão em 2026.
(Por Luísa Marzullo — Brasília, O Globo, 25/01/26)
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“A articulação de Michelle Bolsonaro no STF por prisão domiciliar para Jair Bolsonaro causou distanciamento com os filhos do ex-presidente e reabriu disputas eleitorais para 2026. Michelle busca reposicionar Tarcísio de Freitas como alternativa, enfrentando a influência de Flávio Bolsonaro. O movimento, lido como tentativa de ampliar seu peso político, criou tensões na família e no bolsonarismo.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/25/filhos-de-bolsonaro-se-distanciam-de-michelle-que-aposta-em-domiciliar-para-recolocar-tarcisio-no-jogo-de-2026.ghtml
Os “irmão laranjão” do
“amigo do amigo do meu pai”,
são sócios que não o são.
“Irmãos de Dias Toffoli têm cotidiano de classe média no interior de SP, distinto do luxo de resort do qual foram sócios”
– Empresas de familiares do ministro do STF venderam parte de um hotel no Paraná para fundo de investimentos usado por cunhado do dono do Banco Master.
(Por Hyndara Freitas — Marília (SP), O Globo, 25/01/26)
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“Os irmãos do ministro do STF, Dias Toffoli, levam uma vida modesta em Marília (SP), contrastando com o luxo do Tayayá Aqua Resort, do qual foram sócios. Parte do resort foi vendida a um fundo ligado ao Banco Master, investigado pela Polícia Federal. O caso gera controvérsias, pois Toffoli é relator do inquérito que apura fraudes financeiras envolvendo o banco.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/25/irmaos-de-dias-toffoli-tem-cotidiano-de-classe-media-no-interior-de-sp-distinto-do-luxo-de-resort-do-qual-foram-socios.ghtml
Matutando bem. . .
O master caso virou mesmo um “PeTezuelão”!
“Os vários tentáculos”
– Na volta do Congresso vamos ter muitas razões para debates de impeachment de ministros, porque, se o processo continuar no STF, vai gerar novos problemas e as revelações seguirão.
(Por Merval Pereira, O Globo, 25/01/26)
Quando, em sua desastrada nota oficial em que chancela as decisões arbitrárias, e até mesmo ilegais, do ministro Dias Toffoli no caso Master, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin afirma que “a História é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder, e o STF não permitirá que isso aconteça.”
O ato falho do ministro revela o quanto a questão perturba as mentes brilhantes do Supremo, pois, no caso, quem está sendo acusado de “proteger interesses escusos” ou “projetos de poder” são os que estão tentando blindar o banco Master, no caso, o próprio Supremo, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Congresso Nacional.
É um esquema tão amplo que agora mesmo entrou no rol dos que, como diz o presidente Lula, “não têm vergonha na cara de defender o Banco Master” o líder do governo Jacques Wagner, que teria colocado no Conselho do banco o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega com um salário avaliado em 1 milhão por mês. A indicação seria uma maneira de o presidente Lula recompensar a lealdade de Mantega, depois que a indicação para presidente da Vale não deu certo.
A nota do presidente do STF é corporativista, saiu, espero, menos da sua própria vontade, mas de uma pressão interna irresistível. De qualquer forma, o que ele fez foi chancelar várias irregularidades cometidas pelo ministro Dias Toffoli, que estão sendo demonstradas diariamente.
Não é perseguição.
Toffoli é que não podia estar próximo de negociação com resort de luxo, não podia ter negócios fora do que está registrado em cartório – os irmãos dele têm o que parece ser uma empresa fantasma, pelo menos é o que indica o espanto da cunhada que reside na suposta sede da firma.
Se isso for o lance de um movimento maior para no primeiro passo dar apoio a Toffoli e no segundo fazer com que abra mão da relatoria, enviando todos os processos para a primeira instancia, pode ser uma solução razoável do ponto de vista institucional.
Mas, como dizia o ministro falecido do Supremo Teori Zavaski, nesse caso, “ a cada pena sai uma galinha”, e agora o banqueiro afirmou à Polícia Federal que conversou com o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha sobre a venda do Banco Master. O que poderia levar o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O vínculo com o caso existe, ao contrário do negócio imobiliário do deputado federal que surgiu como desculpa para Toffoli chamar a si o processo.
Começar tudo novo nas instâncias inferiores, tirando da frente do STF este obstáculo, é uma boa saída institucional, mas é difícil achar que institucionalmente o STF se fortalece com uma solução dessas.
Uma questão como essa só se resolve cortando na própria carne, e isto não vai acontecer, porque a maioria não está disposta a rever decisões tomadas, e quer manter o poder, que é estar acima de todas as leis.
Nenhum órgão do país pode julgar os ministros do STF, só o Senado, e numa esfera definitiva, que é o impeachment.
Acredito que na volta do Congresso vamos ter muitas razões para debates de impeachment de ministros, porque, se o processo continuar lá, vai gerar novos problemas e as revelações seguirão.
Não dá para esquecer, colocar embaixo do tapete.
A visão do STF sobre estas questões é equivocada. Eles acham que merecem todo o respeito da imprensa – e merecem mesmo – mas não significa que não se possa denunciar irregularidades , que não se deva denunciar situações em que evidentemente a credibilidade do STF está em jogo.
Fachin está tendo uma posição equivocada, porque o papel da imprensa é este mesmo: denunciar e vigiar os governos, ver e apontar os erros. Isso só ajuda a democracia e o país.
Escondê-los é que prejudica a democracia.
Imaginar o Supremo em uma redoma que não pode ser acessada pela população é retroceder institucionalmente.
Sem dúvida, o papel do Supremo foi fundamental na defesa da democracia, como o foram também os da sociedade civil, da maioria dos militares que não aderiram à tentativa de golpe, da imprensa livre.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2026/01/os-varios-tentaculos.ghtml)
(Nota: foram acrescidos vários parágrafos pelo piNçador Matutildo, dada a precisão da análise e a necessidade de evidenciá-la)
(*) . . .e mequetrefim!
“O apelido maldoso que Fachin ganhou de colegas do STF”
(Por Lauro Jardim, O Globo, 25/01/26)
A tentativa de Edson Fachin de convencer seus colegas a aceitarem a implantação de um código de conduta para o Supremo levou à criação de um apelido maldoso, que circula entre os próprios ministros, tanto os a favor como o contra a novidade: Edson “Frachin” (*).
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/01/o-apelido-maldoso-que-fachin-ganhou-de-colegas-do-stf.ghtml)
O rombão
do toffolão
do SuTriFão!
“Anatomia do desastre: entenda o maior colapso bancário do Brasil”
– Como um banco de rápido crescimento virou uma bomba-relógio contábil, corroeu confiança no sistema financeiro e deixou um rombo de R$ 47,3 bilhões no país…
(Simone Kafruni de Brasília, Poder360, 25/01/26)
As liquidações do Banco Master e do Will Bank resultaram no maior colapso bancário da história do país, com um rombo de R$ 47,3 bilhões em recursos estimados, superando em R$ 14,8 bilhões o caso do Banco Nacional (*) – até então o recorde histórico quando ajustado pelo IPCA
O episódio não foi um choque repentino: trata-se da implosão de uma “bomba-relógio contábil” armada ao longo de anos (**)por meio de ativos de valor questionável, continuidade de práticas de risco e operações agora investigadas como fraudulentas.
Na avaliação do economista Paulo Rabello de Castro, fundador da SR Ratings e ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o prejuízo mais grave não está apenas nos números, mas na perda de confiança no sistema financeiro e nas instituições reguladoras, “um impacto de valor incalculável”, que reverbera muito além dos bilhões envolvidos na liquidação.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/anatomia-do-desastre-entenda-o-maior-colapso-bancario-do-brasil/
(*) https://www.poder360.com.br/poder-economia/quebra-do-master-custa-r-473-bi-maior-rombo-da-historia/#:~:text=As%20liquida%C3%A7%C3%B5es%20do%20Banco%20Master,uma%20quebra%20banc%C3%A1ria%20no%20Brasil.&text=O%20montante%20supera%20o%20antigo,R%24%2032%2C5%20bilh%C3%B5es.
(**) https://www.poder360.com.br/poder-economia/deloitte-antecipou-risco-no-will-bank-antes-de-venda-ao-master/
Legal.
Porém,
imoral!
“Deputados torram R$1,7 milhão com cotão em 2026”
(Coluna CH, DP, 25/01/26)
Nem mesmo durante o recesso parlamentar os deputados dão folga para o esfolado pagador de impostos. Em pouco mais de 20 dias desde o início do ano, as excelências esbanjaram por nossa conta, sapecaram R$1.790.431,85 com o cotão parlamentar, que banca jatinhos, propaganda, carrões, seguranças e coisas de toda sorte. Sem surpresa em ano eleitoral, no ranking da gastança está a “divulgação da atividade parlamentar”, mais de R$1 milhão, ou pouco mais de 56% do total.
Rodando por aí
Nem aí para o preço da gasolina, gasto com “combustíveis” aparece em segundo lugar (17,6%), foram mais de R$315,2 mil pelo ralo.
Grampeador de ouro
Alegada manutenção de escritório aparece só em terceiro lugar na lista, com pouco mais de R$200 mil. Com aluguel de carros, outros R$169 mil.
Troféu gastador
O maior gasto, até agora, é do deputado Silas Câmara (Rep-AM), que não se constrangeu em empurrar fatura de R$45 mil em “divulgação”.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/populismo-a-ineficiencia-derrubam-bb-do-ranking-top-500-das-marcas-mais-valiosas)
PeTezuela &
sua recorrente
mistura perigosa!
“Populismo e ineficiência derrubam BB do ranking Top 500 das marcas mais valiosas”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 25/01/26)
Uma das empresas mais antigas e icônicas do País, o Banco do Brasil passa por crise alarmante no governo Lula (PT), deixando de ser um símbolo de estabilidade para virar alegoria de declínio. Reforça isso sua recente exclusão do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo, da britânica Brand Finance. O que torna o declínio particularmente triste é seu caráter evitável. Com patrimônio inigualável e credibilidade histórica, o BB virou refém de um governo que mistura populismo com ineficiência.
BB em queda livre
O BB ocupava do 467º lugar no início de 2025, com marca valendo em US$ 5,2 bilhões, e um ano depois simplesmente desapareceu da lista.
Eficiência privada
Enquanto o BB cai pelas tabelas, o banco Itaú saltou vinte posições e chegou ao 254º lugar no ranking de marcas Top 500 do mundo, em 2026.
Caiu na B3 também
O BB perdeu R$13,5 bilhões em valor de mercado, em 2025. Despencou da 6º para a 11º entre as maiores empresas da B3, a bolsa brasileira.
Para não esquecer
Se nada mudar, os petistas terão acelerado o ocaso do BB. Triste lição sobre os perigos da interferência política em um gigante bicentenário.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/populismo-a-ineficiencia-derrubam-bb-do-ranking-top-500-das-marcas-mais-valiosas)
Folha 105 (077)
“Marcelo Coelho transformou irritação no trânsito em autocrítica”
– ‘Mas veio a vontade de dizer entre dentes: Ciclista filho da p…’, escreveu jornalista.
– Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.
O jornalista Marcelo Coelho (1) partiu de uma cena banal para descrever um tipo de reação que nasce antes do pensamento. Ele dirigia (2) “tranquilamente, sem trânsito nem nada urgente a fazer”, quando um ciclista (3) passou.
A resposta veio como reflexo. Ele sentiu vontade de xingar: “Ciclista filho da p…”. E então travou com o próprio impulso, porque dizia não pensar assim e ver na bicicleta um sinal de civilidade urbana.
A contradição virou método. Para Coelho, o incômodo não estava no risco do ciclista, mas no que ele parecia representar: alguém “melhor do que eu”, “mais jovem, mais descolado”, uma presença que “ameaçava minha pessoa”.
Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (4), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.
Meu fascista interior (31/05/2017)
Era um lindo domingo de maio, eu dirigia o carro tranquilamente, sem trânsito nem nada urgente a fazer.
Passou um homem de bicicleta. Usava capacete, tinha uns 20 anos menos do que eu, barba ruiva e óculos de sol bem moderninhos.
Algo dentro de mim se revoltou. Não foi propriamente um pensamento. Mas veio a vontade de dizer entre dentes: “Ciclista filho da p…”.
Repito, não penso assim. Acho uma excelente notícia que, aos poucos, a bicicleta substitua o carro; a cidade se civiliza. Na pior das hipóteses, os ciclistas não fazem mal a ninguém.
Por que, então, aquela vontade de xingar?
Quem surgia, certamente, era o meu fascista interior. Tento escutá-lo. O que me incomodava no ciclista, basicamente, só podia ser uma coisa.
O ciclista era melhor do que eu. Mais esperto, mais jovem, mais descolado. Sem me ver, sabia disso. Jogava na minha cara o meu atraso. Sua própria existência era a demonstração do meu erro, do erro em que consistia a minha vida.
Não digo que ele me tenha provocado algum sentimento de culpa. Se isso aconteceu, foi rápido demais. O ciclista não atingiu minha consciência moral. Atingia algo mais fundo; ameaçava minha pessoa, punha em questão tudo o que sou.
Obviamente, nada disso resiste a um exame racional. Não resiste nem sequer a um confronto com minhas próprias opiniões conscientes.
Estamos no nível das entranhas, das vísceras, da pura irracionalidade. É aí que se desenvolve o ânimo fascista.
Se for para discutir racionalmente, o fascista –uso o termo aqui como sinônimo de autoritário e intolerante– não vai resistir à argumentação.
O brucutu contemporâneo diz, por exemplo, não ter nada contra os homossexuais, os crossdressers, os transgênero.
“Nada contra, mas…”. Mas não quer, por exemplo, que eles andem pela rua, que “façam propaganda” de seu modo de ser, que façam a “apologia” de seu próprio estilo.
Fundamentam esse veto com uma desculpa. Toda aquela “publicidade” terá o efeito de desorientar crianças e adolescentes, levando-os a um caminho que não iriam seguir sozinhos.
É mentira, claro. Ninguém se tornará transexual se não quiser. O que perturba o intolerante não é isso. Talvez ele se ressinta da superioridade do homossexual, da drag queen.
Afinal, como no caso do ciclista, essas pessoas pensaram no que deveriam ser. Encontraram-se depois de buscar o seu caminho. “Optaram”, como se dizia antigamente.
Já o autoritário está na estaca zero: sempre foi como é, num mundo em que as coisas sempre foram como são. Por que surge tanta invencionice agora?
A situação é desconfortável. Ele se vê sem argumentos, está perplexo, o mundo lhe parece estar sendo tomado das mãos. A rua não mais lhe pertence. A cidade, o país tampouco.
Como sair dessa estaca zero? Como se defender dessa invasão?
No século passado, a resposta foi engenhosa. Já que “os outros” pareciam superiores ao pobre coitado –os judeus eram claramente superiores a ele–, a solução era oferecer-lhe, justamente, uma oportunidade de “optar”, de “transformar-se”.
O uniforme, a suástica, o braço estendido, a mitologia romana propiciavam ao cretino uma “nova identidade”, quase tão boa quanto uma mudança de sexo.
Ele agora era o “superior”, com a vantagem de ser quem sempre foi –pois sua identidade ganhava a confirmação óbvia, automática, da etnia e do lugar de nascimento.
Se era do sexo masculino, agora se assumia como “super-homem”, guerreiro e macho. Se antes não sabia bem por que odiava, ganhava agora um sistema de pensamento que o ensinava a odiar.
Tornava-se militante do “novo”, em proveito de manter a mesma coisa –as tradições, a pureza da pátria, a ordem, a hierarquia e, dentro disso tudo, a própria humilhação que sempre sofreu.
Primitivismo e animalidade, antes o “default”, a base neutra de seu modo de pensar, ganhavam as cores do futuro, o brilho do metal polido, a luz das tochas na noite ancestral.
O fascista contemporâneo não conta com esses recursos.
Verdade que, no shopping, há insígnias para todos os gostos. Lacoste, Hugo Boss, Ferrari: é uma esplêndida oferta de opções. Nisso ele é liberal.
Sai então para ver a rua. Quanta pichação! Quanto ciclista! Quanto mendigo! Quantos dependentes de crack! Quer limpar tudo, evidentemente, com jatos d’água, tinta branca e gás lacrimogêneo. Assim, ninguém o ameaça.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/marcelo-coelho-transformou-irritacao-no-transito-em-autocritica.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/autores/marcelo-coelho.shtml
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/transito/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ciclovia/
(4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/
Xiii. . .
Pegaram o colecionador de
réplicas de relógios de grife,
& outros colecionadores
de outros objetos,
olhando as horas num carrilhão!
“Jaques Wagner pediu emprego no Master para Guido Mantega.” (Vídeo)(*)
– Mantega chegou ao banco após mercado rejeitar indicação dele para a Vale. Tarefa era azeitar a venda para o BRB e salário era de R$ 1 milhão.
(Por Andreza Matais e Andre Shalders, Metrópoles, 24/01/26)
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega atendendo a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração era de R$ 1 milhão por mês, segundo apurou a coluna com integrantes do banco.
Os pagamentos a Mantega pela consultoria ao Master podem ter alcançado, no mínimo, R$ 16 milhões. O ex-ministro fez lobby para o Master entre julho e novembro de 2025.
Como consultor do banco, Mantega conseguiu levar Daniel Vorcaro, dono do Master, para uma reunião com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. O encontro não está registrado na agenda do petista. Estavam presentes também Augusto Lima, então CEO do Master, os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Gabriel Galípolo, que já estava indicado para assumir o Banco Central.
Em um evento em Maceió (AL), nesta sexta-feira (23/1), o presidente Lula (PT) foi duro com o Master. Sem citá-lo nominalmente, acusou o dono do banco, Daniel Vorcaro, de “dar um golpe de mais de R$ 40 bilhões” (1). “Falta vergonha na cara” de quem defende Vorcaro, disse Lula. O tom do presidente contrasta com o fato de que, até recentemente, o Master tinha boas relações com pessoas do núcleo petista.
Guido Mantega só conseguiu a vaga no Master graças à intervenção de Jaques Wagner. Ele começou a trabalhar para o banco depois que o governo Lula desistiu de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale.
Embora a mineradora seja hoje uma empresa privada, o governo mantém influência na Vale por causa das concessões públicas da companhia e dos investimentos de fundos de pensão de empresas estatais na instituição. Na época, atores do mercado foram contra a indicação de Mantega, por considerá-la uma interferência indevida de Lula na empresa (2).
O presidente considerava ter uma dívida de lealdade com Mantega, que se manteve fiel a ele na época da Lava Jato – ao contrário de outros, como Antonio Palocci, que acusou Lula em delação premiada de receber propina (3).
No Master, a tarefa de Mantega era azeitar a venda da empresa de Vorcaro para o Banco de Brasília (BRB).
O ex-ministro prestou consultoria ao Master até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição financeira, em novembro do ano passado.
A relação mais próxima de Jaques Wagner dentro do Master não era com o próprio Daniel Vorcaro, e, sim, com o sócio dele, o baiano Augusto Lima. Ex-CEO do Master, Lima também é amigo do chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT) (4). O ministro estava no palanque do evento em que Lula disse faltar “vergonha na cara” a quem defende o banco (veja vídeo).
À coluna, Jaques Wagner negou que tenha indicado Mantega para o Master. “O senador Jaques Wagner não participou, em nenhum momento, da contratação de Guido Mantega pelo Banco Master”, disse a assessoria dele, em nota.
Mantega foi quatro vezes ao Planalto enquanto trabalhava para o Master
Mantega esteve pelo menos quatro vezes no Palácio do Planalto. Em todas as ocasiões, foi recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola (5).
A agenda oficial do Planalto diz apenas que se tratou de “encaminhamento de pauta”, sem mais detalhes. Os registros mencionam apenas os nomes de Marcola e Mantega e informam que os encontros se deram no 3º andar do Planalto, onde despacham Marcola e o próprio Lula.
Os encontros registrados ocorreram em 2024, nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro.
Nas agendas, Mantega é descrito apenas como “ex-ministro do Ministério da Fazenda / Ministério da Fazenda”. Não há menção ao Master. As informações foram compiladas pela coluna a partir da ferramenta Agenda Transparente, da ONG Fiquem Sabendo.
Procurado, Daniel Vorcaro decidiu não comentar. A coluna não conseguiu contato com Guido Mantega na noite desta sexta-feira (23/1). O espaço segue aberto.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/jaques-wagner-pediu-emprego-no-master-para-mantega-e-lewandowski)
(*) Vídeo: https://youtu.be/eKpsR8Z25_A
(1) https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/pf-faz-operacao-no-brb-e-prende-daniel-vorcaro-do-banco-master
(2) https://www.metropoles.com/negocios/com-rumor-sobre-mantega-vale-perde-r-39-bilhoes-em-valor-de-mercado
(3) https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/01/18/lula-recebeu-dinheiro-em-especie-de-propina-da-odebrecht-diz-palocci-em-delacao.ghtml
(4) https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/fortuna-de-nelson-tanure-pode-alcancar-r-15-bilhoes-em-paraiso-fiscal
(5) https://veja.abril.com.br/politica/ninguem-fala-com-lula-sem-passar-por-ele-quem-e-o-guardiao-do-presidente/
“STF recebe ação contra lei que proíbe cotas raciais em Santa Catarina”
– Lei sancionada pelo governador Jorginho Mello mantém apenas exceções para PCDs, baixa renda e alunos de escolas públicas.
(Redação O Antagonista, 24/01/26)
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu neste sábado, 24, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei nº 19.722/2026, de Santa Catarina, que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em universidades públicas ou que recebem recursos do estado.
A ação foi apresentada pelo PSOL, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Educafro.
Sancionada na quinta-feira pelo governador Jorginho Mello (PL), a norma mantém apenas exceções para pessoas com deficiência, critérios socioeconômicos e estudantes de escolas públicas estaduais.
Descumprimentos da lei podem resultar em multa, cancelamento de concursos e corte de repasses públicos.
Os autores da ação pedem uma liminar para suspender a vigência da lei, e argumentam que ela viola a Constituição, o direito à educação, o princípio da igualdade, a autonomia universitária e o repúdio ao racismo.
Segundo a ação, a proibição representa retrocesso social frente às políticas afirmativas já consolidadas.
O STF deve abrir prazo para manifestação do governo do estado e da Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre a liminar.
O projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do estado no mês passado foi celebrado pelo deputado Alex Brasil (PL), autor da proposta, que afirmou nas redes sociais que a medida põe fim às “cotas ideológicas”.
Segundo ele, apenas permaneceriam cotas ligadas a deficiência, baixa renda e escolas públicas.
A decisão foi criticada pela presidente da Comissão de Educação da Alesc, deputada Luciane Carminatti (PT), que entrou com representação no Ministério Público Federal contra a lei.
“O governador é responsável por tornar o nosso estado o primeiro a acabar com essa política afirmativa que tanto ajudou a colocar no ensino superior os alunos que mais precisavam. O impacto será imenso”, afirmou.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-recebe-acao-contra-lei-que-proibe-cotas-raciais-em-santa-catarina/)
Inconstitucional, parece não ser. Seria se fosse o pré, o primeiro e segundo graus que são obrigações do estado como reza a Constituição Cidadã de 1988.
O governador Jorginho Melo, PL, e parte expressiva dos deputados catarinenses estão falando para as suas bolhas. E apostaram exatamente tudo nesta judicialização para perderem para outra bolha. Tanto que a votação no plenário foi simbólica. Ninguém colocou a digital contra ou a favor, mesmo com alguns se expressando contra.
Todos os envolvidos nesta Lei torcem para o Supremo, que vive ao sabor das ondas autoritárias e mal explicadas do devido processo legal como se ocupam as manchetes há dias de norte a sul, lavar as mãos deles. O que Jorginho e a maioria dos deputados catarinenses querem é colocar a anulação da lei pelo Supremo, a pedido da extrema esquerda (PSOL) exatamente na conta e imagem do judiciário. E ao final saem de boa com sua bolha em em discursos e mídia nas suas redes sociais em ano de campanha eleitoral polarizada.
E se o Supremo entender que não há inconstitucionalidade na lei catarinense?
A lona armada sobre o circo desta matéria também vai cair. Valendo a lei catarinense, ela em vigor vai prejudicar de verdade, não os excluídos pela raça, mas os estudantes catarinenses econonomicamente fragilizados. Eles são os que precisam de acesso ao Universidade Gratuita, que não é gratuita, pois são os impostos dos catarinenses que bancam, ou o Fies, o financiamento Federal. Ou seja, são os que a lei diz estar protegendo mas os tornou vulneráveis perante ela. É uma contradição amadora ou armadora?
Quem bem explicou esta incômoda ou esperta situação criada foi o advogado gasparense Aurélio Marcos de Souza, no artigo que ele publicou na área de comentários do meu artigo “O NÓ NA AULA TÁTICA DE JORGINHO MELO, AS VIÚVAS, AS CARPIDEIRAS E OS AMANTES PROFISSIONAIS” deste sábado: “O ALVO NÃO SÃO AS COTAS: É O SEU DIPLOMA QUE ENTROU NO MEIO DE UMA DISPUTA POLÍTICA”. Leia para entender melhor.
Amadores, os políticos que armaram a lei, a princípio não são. E a Assembleia e os gabinetes estão carregados de assessores especialistas muito bem pagos pelo povo para alertá-los das consequências de uma lei que criaram. Igualmente no Centro Administrativo e na secretaria da Educação.
“Direita corre o risco de se afundar nas águas turvas do filhotismo”
– Flávio Bolsonaro não entendeu que a condição de filho não lhe dá o direito de mandar no governador de São Paulo.
– Uma das regras da política é que projetos de sucesso não prosperam em ambiente de divergências internas.
(Dora Kramer, FSP, 24/01/26)
A julgar pelo modo como Flávio Bolsonaro (PL) conduz sua carruagem, ele ainda não entendeu que a condição de filho de ex-presidente — preso e inelegível — não lhe dá a prerrogativa de mandar (1) no governador de São Paulo.
Já Tarcísio de Freitas (Republicanos) exibiu alguma noção do que significa comandar o maior estado do país e segundo maior orçamento da República, ao se recusar a cumprir as ordens do 01 (2).
Autorizado a atender ao pedido de Jair Bolsonaro (PL) para um encontro na morada prisional, Tarcísio disse que iria em atenção ao “amigo”. O homem chamou, mas ele quis afastar decisões políticas da conversa.
Açodado, Flávio deu-se ao atropelo. Anunciou que o governador receberia de Bolsonaro a determinação de candidatar-se à reeleição (3), pois a fila para a disputa presidencial teria o filho mais velho como preferência.
A política tem regras e rituais a serem seguidos e o senador precisará compreender isso se não quiser perder o capital de intenções de votos de que dispõe hoje nas pesquisas.
O bom político pode até ter duas caras, mas não deixa isso tão evidente. Nas palavras o senador é humilde e cordial; nos gestos é prepotente e hostil. Assim, denota inabilidade e inspira desconfiança.
Visita remarcada para esta semana, Tarcísio foi logo avisando mais uma vez que vai à reeleição. Com isso, tomou a si a iniciativa da decisão e o poder de mudar de opinião conforme as circunstâncias.
O cassado e autoexilado Eduardo (PL) juntou-se ao irmão na impertinência, com a alegação de que Tarcísio de Freitas era um desconhecido até ser levado pelo prestígio do pai ao Palácio dos Bandeirantes (4).
Isso faz quatro anos e de lá para cá o governador conquistou boa avaliação no exercício do cargo, período em que Jair Bolsonaro perdeu a reeleição e a liberdade.
Projetos políticos de sucesso não vicejam em ambiente de divergências internas. Se não ficar esperta, a direita corre o risco de caminhar para um irreparável racha e se afundar nas águas turvas do filhotismo.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/01/direita-corre-o-risco-de-se-afundar-nas-aguas-turvas-do-filhotismo.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/tarcisio-expoe-incomodo-com-flavio-e-irrita-aliados-de-bolsonaro-ao-cancelar-visita-na-papudinha.shtml#/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/tarcisio-tentou-reagir-a-flavio-e-mostrar-voz-propria-segundo-aliados.shtml
(3) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/tarcisio-inicia-projeto-de-reeleicao-em-sp-em-meio-a-disputas-em-sua-base.shtml
(4) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/andancas-na-metropole/2025/04/palacio-dos-bandeirantes-e-parte-do-legado-da-familia-matarazzo.shtml
“VAMOS PAGAR A CONTA DA MUTRETA DO MASTER E DO BRB”, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo
– Banco do Distrito Federal procura dinheiro para cobrir rombo, talvez no cofre do governo.
– Venda do Master pareceu tentativa de desovar cadáver quebrado no colo do estatal de Brasília.
A venda do Banco Master para o BRB pareceu uma tentativa de desovar o cadáver de um banco quebrado no colo do banco estatal do Distrito Federal —tentativa de “abafar o caso”. Além disso, o Master vendia terrenos na Lua para o BRB, créditos a receber que não existiam. A venda pareceu também uma tentativa de “dar saída” para alguns haveres de Daniel Vorcaro, da família dele e de sabe-se lá mais quem, haveres que virariam pó em caso de quebra do banco.
É o que se depreende de denúncias do Banco Central e de investigações jornalísticas e de relatos sobre evidências recolhidas pela Polícia Federal.
O caso envolve dois bancos, a Reag, acusada de gerir o caixa do crime, governos estaduais, previdência de servidores e empresários do troca-troca de dinheiro nos fundos. O rolo conta ao menos com o silêncio cúmplice do centrão direitão, que se finge de morto enquanto espera a pizza. Parte do STF se lambuza na lambança.
Além dessa desgraça institucional, da roubança, da degradação econômica e do fracasso regulatório, o público vai morrer com algum. Vai cobrir parte do rombo, via impostos. Haverá também uma conta indireta, por causa da dinheirama que vai sair do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que é financiado por bancos. Isso é custo, custo que vai parar em algum lugar, talvez em tarifas e crédito. Por ora, a conta da cobertura de perdas de correntistas, investidores etc. está perto de R$ 47 bilhões.
O BRB, “sob nova direção”, tenta descobrir o tamanho do buraco do negócio com o Master. O BC já mandou o banco separar R$ 2,6 bilhões para cobrir possíveis perdas. Pode ser pouco. O BRB diz que talvez tenha de pedir dinheiro emprestado ao FGC, de vender ativos ou receber imóveis e dinheiro vivo do Distrito Federal. É perda de patrimônio ou receita.
Quanto vale o show? Quando o BC flagrou o rolo, o BRB estava comprando R$ 12,6 bilhões em terrenos na Lua do Master (os tais créditos fictícios). Não se sabe quanto desse bonde ficou no banco ou quais outros prejuízos houve.
Uma comparação dá a dimensão da dinheirama. A dívida do governo do Distrito Federal é de R$ 9,47 bilhões. O serviço da dívida (pagamento de juros e amortização) é de pouco mais de R$ 1 bilhão por ano.
A receita do DF em 2024 foi de R$ 61,4 bilhões, 48% oriunda de transferências federais (taxa de dependência menor apenas à de Acre, Amapá, Roraima, Maranhão, Alagoas, Sergipe e Piauí). Até o terceiro bimestre de 2025, a dependência de transferências era de 47%. Os dados são compilados pelo Tesouro Nacional.
Essa conta “federal” será, portanto, minha, sua, nossa.
Tem mais buraco. Há uma conversa de passar a supervisão de fundos da Comissão de Valores Mobiliários zumbi para o BC. Pode ser, mas é pouco. O crime se entranhou em parte do sistema financeiro. Dinheiro de anônimos, de origem incerta ou equívoca, passeava à vontade por fintechs e fundos. Eram “lava jatos” não apenas de PCC e do “crime comum”, mas também de recursos de empresários de empresa bandida ou adeptos de mutreta societária. O sistema precisa de reconstrução, não de maquiagem ou plástica eletiva.
Nem tudo pode ser resolvido por regulação infralegal (via BC, CVM, CMN). Mas a CVM está para ser entregue a indicados por políticos e o Congresso, que tem uma “bancada Master”, deveria cuidar do assunto. Difícil.
Enfim: por que o Distrito Federal precisa de um banco? (*)
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2026/01/vamos-pagar-a-conta-da-mutreta-do-master-e-do-brb.shtml)
(*) Essa é fácil responder: para seu governador poder patrocinar o time do seu coração, o Flamengo!
Difícil é responder: para que o DF tem uma Câmara Legislativa?
“A nota de Fachin como celebração de um fracasso moral”
– Nota do ministro não é a centelha de reforma moral, mas a vela acesa num velório onde todos se conhecem e nenhum tem coragem de apontar o cadáver sobre a mesa.
(Dennys Xavier, O Antagonista, 24/01/26)
A nota do ministro Edson Fachin, publicada em meio ao escândalo envolvendo o chamado “caso Master”, não é um ato de resistência institucional nem um gesto de responsabilidade tardia, mas antes uma peça exemplar da arte da simulação moral.
Nela, não se encontra a substância da indignação autêntica, esperada de um presidente da casa imersa na lama de escândalos que se sucedem, mas a forma pálida de uma consciência que deseja parecer inconformada, sem jamais correr o risco de romper com o sistema que a sustenta.
Trata-se, pois, de uma celebração (discreta, velada, quase cínica) do fracasso moral do Supremo Tribunal Federal.
É fundamental compreender que um tribunal superior, ao ser o ápice da ordem jurídica de um país, deve encarnar não apenas a legalidade, mas a legitimidade, isto é, a correspondência entre sua atuação e os princípios fundamentais que justificam sua existência.
Quando essa instituição abdica do papel de guardiã dos valores civilizatórios e se converte em zeladora dos interesses do próprio corpo que a compõe, ela deixa de ser um tribunal no sentido forte do termo e transforma-se numa câmara de ratificação de conveniências políticas e autoproteção recíproca.
A nota de Fachin surge, então, não como uma tentativa de saneamento, mas como a antítese do saneamento: é o verniz que reveste o ambiente já comprometido pelo mofo institucional.
Não denuncia para transformar, mas apenas para registrar.
A linguagem cuidadosamente calibrada da nota, que busca equilibrar crítica com coleguismo, transparência com blindagem, é o reflexo exato da impotência cultivada. A dissimulação, neste caso, é mais eloquente do que qualquer silêncio.
A nota decepciona justamente porque não há nela qualquer traço de ruptura com o estado de coisas.
O ministro se mostra perplexo, mas não convoca ou alude a enfrentamento tangível: a peça é um hino retórico. Essa tibieza, que é cuidadosamente encenada sob a capa da prudência institucional (sim, eles, ministros, se levam mesmo muito a sério) denuncia o estágio mais avançado da degeneração moral: aquele em que até a consciência do erro é cooptada por uma lógica de contenção simbólica, que domestica a verdade e a transforma em performance.
Não há, nesse gesto, qualquer sombra do espírito trágico, aquele que enfrenta o destino mesmo à custa da própria ruína.
Pelo contrário: o que se vê é o triunfo do cálculo preguiçoso e vil.
A nota é a confissão de uma consciência que, mesmo diante do abismo ético, escolhe a ambiguidade. Ela funciona como um selo de autenticidade ao teatro judiciário, garantindo que tudo permanecerá como está, apenas com a adição de mais um parágrafo de desagravo à memória coletiva.
A nota de Fachin é a crônica de uma instituição que, diante de sua falência moral, ao invés de se reformar, compõe álibis. E quanto mais sofisticado for o álibi, mais profunda será a podridão que ele tenta disfarçar.
Ao fim, o leitor atento não pode deixar de perceber: quando os ministros do Supremo começam a se decepcionar publicamente uns com os outros (mas continuam a se proteger institucionalmente), já não se trata mais de direito ou justiça, mas de um jogo de imagem, em que o que está em disputa é a credibilidade residual da Corte diante de um público que já não a reverencia.
A nota de Fachin, nesse sentido, não é a centelha de uma reforma moral… é apenas a vela acesa num velório onde todos se conhecem e nenhum tem coragem de apontar o cadáver sobre a mesa.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-nota-de-fachin-como-celebracao-de-um-fracasso-moral/)
Matutando sobe a charge. . .
É mais fácil colocar 4 elefantes num fusca
do que esconder um sob a toga!