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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXIV

No Brasil, a única coisa avançada, desburocratizada e digitalizada é a cobrança de cada vez mais altos tributos (impostos, taxas e contribuições) on line em todos os níveis, auxiliado por apurado sistema movido por inteligência artificial e difíceis canais de contestações e ressarcimentos. Tudo é feito para fiscalizar e enquadrar os mais fracos; é feito para deixar escapar – com o uso interpretativo da lei – os que movimentam bilhões em armações de todos os tipos, protegidas por um sistema institucional impressionantemente funcional para esta máquina de burlar o fisco e a lei. Os relatos desse descalabro estão há décadas no noticiário e em todas as instâncias jurisdicionais. Então, nada é tão surpreso, neste momento, como as ações da Polícia Federal que colocaram a nu à infiltração do PCC na Faria Lima, das simulações do Reag dos seus fundos de investimentos e as falcatruas primárias contra seus clientes do Banco Master….

Na outra ponta, todavia, o próprio parlamento, pois a ideia é de dois deputados Federais do PP paulista, ao invés de priorizar com o governo uma política de manutenção das estradas para melhorar segurança de motoristas e passageiros, está criando uma lei contra os seus próprios eleitores e eleitoras e tomar deles, mais dinheiro e tempo. É para inspecionar, periodicamente (todos os anos), veículos, abrindo caminho para mais arrecadação oficial nos detrans e atravessadores e principalmente, para cimentar um outro flanco, ou seja, para outra ampla rede corrupção como já se viu no passado (by Herculano).

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65 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXIV”

  1. Miguel José Teixeira

    Haja fralda geriátrica!
    Indignado ou “siborrando”
    com medo de que maduro
    abra o bico?

    ““Fico toda noite indignado”, diz Lula sobre captura de Maduro”
    – Em evento do MST, petista afirmou que ação americana violou a soberania da Venezuela.
    (Redação O Antagonista, 24/01/26)
    . . .
    “Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, vão num forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levam o Maduro embora. E ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz”, afirmou o petista em Salvador.”
    . . .
    +em: https://oantagonista.com.br/mundo/fico-toda-noite-indignado-diz-lula-sobre-captura-de-maduro/

    1. Bobo, Lula nunca foi. E as histórias de traição aos próprios companheiros nunca foram desmentidas. E fato mais horríveis, como a morte de Celso Daniel, esclarecida, tão terríveis quanto a extração de Maduro do “forte”, do país e do poder, mas mantendo-se a mesma tirania. O que Lula disse: se eu não me cuidar isto pode acontecer comigo, tanto que no escurinho eu estou de bem com o Trump, enquanto finjo indignação aqui no palanque para vocês, seus analfabetos, ignorantes, desinformados, fanáticos sem causa e a mídia

  2. Miguel José Teixeira

    “Sem intimidades”

    No final de 1964, o então coronel que mais tarde seria o célebre brigadeiro João Paulo Burnier, assumiu o comando da Base Aérea de Santa Cruz.
    Chefe rigoroso, era muito temido por todos.
    Certa vez, numa sexta-feira, ligou para o Oficial de Dia, tenente Tomaz:
    – Tenente, soube que amanhã haverá seção de cinema na Base. Qual será o filme?
    O tenente, nervoso, respondeu com a voz trêmula: – “
    Eu, Você e o Destino”.
    O comandante Burnier não entendeu direito:
    – O quê?
    Para evitar intimidades, o tenente se apressou em corrigir:
    – O filme é “Eu, o Senhor e o Destino”…

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 24/01/26)

    Diante da PaTifaria que assola certos segmentos do poder, perguntar não ofende:
    Não existem mais “fardadões” rigorosos?

  3. Miguel José Teixeira

    Didi totó candidato
    hors-concours ao
    SuTriFão de Ouro!

    “Só subindo”
    Ao menos até ontem (23), já eram seis as representações contra o ministro Dias Toffoli (STF), relator do processo do Banco Master. A chance de dar em algo é bem perto de zero.
    (Coluna CH, DP, 24/01/26)

  4. Miguel José Teixeira

    “Lula ataca ‘defensores’ do Master, que não existem”
    (Coluna CH, DP, 24/01/26)

    Lula (PT) é um contador de lorotas. Após pesquisas internas detectarem que para a maioria dos brasileiros o caso do Banco Master é mais um escândalo do seu governo, o petista atacou ontem os que defenderiam o banqueiro Daniel Vorcaro. O problema é que não há ninguém fazendo isso, exceto seus aliados no Senado, que tentam impedir CPI ou CPMI para o caso. Apenas formaram, com o Centrão, um “grupo de trabalho” para “acompanhar”. Outro problema de Lula é o envolvimento de figurões do PT da Bahia no ingresso do Master nos empréstimos consignados.

    CredPT na veia

    Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, conseguiu que o Master assumisse o CredCesta, consignado do governo de Rui Costa (PT) na Bahia.

    Petistas em ação

    Tudo foi realizado em 2018 em articulação com o o atual ministro da Casa Civil de Lula e com o senador Jaques Wagner (PT-BA).

    Sem autorização

    A CPMI quer investigar 338,6 mil consignados do Master no INSS, dos quais 252 mil (74,3%) não teriam autorização dos aposentados.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/mudanca-de-relatoria-do-caso-master-no-stf-se-houver-ocorrera-so-apos-o-carnaval)

  5. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (076)

    “Ferreira Gullar apostou que tecnologia abriria linguagem inédita nas artes”
    – Leia o último texto que o poeta escreveu na Folha, pouco antes de morrer, em 2016.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história do jornal.

    O poeta, crítico de arte e cronista Ferreira Gullar (1) partiu de uma pergunta ampla para encarar a arte (2) contemporânea: para ele, era preciso olhar, ao mesmo tempo, para “a arte e a técnica”, escreveu em coluna publicada na Folha.

    No texto, ele reconstruiu algumas viradas da história da pintura (3) para mostrar como mudanças materiais mudaram o próprio modo de criar: do mural “próprio do muro” à tela, e da tela à pintura a óleo, que abriu espaço para coleções, museus e mercado.

    A fotografia (4) apareceu como novo choque. Em vez de “copiar fielmente a realidade exterior”, escreveu, a pintura passou a inventar uma experiência do mundo, numa linhagem que ele associou ao impressionismo e às rupturas do século 20.

    Em dezembro de 2016, já hospitalizado, Gullar ditou este que seria seu último texto para a neta, Celeste, fazendo pausas por falta de fôlego. A crônica foi publicada após sua morte, aos 86 anos, em decorrência de pneumonia.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão, que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Não custa nada imaginar que uma nova arte está para nascer (11/12/2016)

    Se eu tentasse entender o que hoje se chama de arte contemporânea —que, aliás, tem um número indeterminado de definições—, teria que me ater a dois fatores fundamentais: a arte e a técnica.
    Aliás, esses são os fatores inevitavelmente presentes em todas as manifestações artísticas, quaisquer que tenham sido os rumos que elas tenham tomado.

    Para me fazer entender melhor, devo me referir a alguns movimentos altamente significantes da arte ocidental que marcaram época e definiram o futuro dessa arte.

    Um dos exemplos do que digo foi a fase da arte constituída pela pintura mural, quando a expressão criativa se confundia com o próprio processo de elaboração da superfície pintada, no muro.

    Nessa etapa da pintura, tanto a matéria pictórica quanto a cor nasciam no mesmo material que constituía a parede. Como o próprio nome está dizendo, essa arte era própria do muro, ela nascia no muro, da terra, dos detritos, do pó colorido, enfim, de tudo aquilo que constituiria a parede de uma capela, do mural de um convento. Uma coisa dependia da outra. Não havia, consequentemente, a expressão pictórica autônoma, fora da parede.

    Surgiu então a tela, o que significou por si só uma revolução da parte pictórica que duraria por séculos. Se você levar em conta que, para realizar a pintura mural, era necessário o muro, imagine o que significou a descoberta da pintura a óleo, que, por sua vez, possibilitou pintar sobre superfícies autônomas, pintura que não dependia da parede, dando nascimento ao que se passou a chamar tela.

    Como a tela não tem que estar inevitavelmente pendurada na parede, surgiu a possibilidade de o pintor realizar tantas telas quanto quisesse, onde lhe fosse permitido. Isso deu origem aos colecionadores de arte e aos museus, que passaram a exibir e a manter em seus acervos dezenas e até mesmo centenas de obras pictóricas. Como se não bastasse, esse fato fez nascer o mercado de arte, que deu um impulso extraordinário às realizações pictóricas.

    Além do mais, a pintura a óleo possibilitou o aperfeiçoamento técnico da pintura, emprestando-lhe o caráter realista nunca obtido antes. Não posso dizer se foi esse caráter realista que deu origem à fotografia —a verdade, porém, é que a capacidade que a fotografia possibilitava, não de imitar a imagem real, mas de captá-la, determinou uma verdadeira revolução na arte da pintura. De certo modo é daí que nasce a pintura impressionista, que determinaria uma mudança radical na história da pintura.

    A partir de então, em vez de pretender copiar fielmente a realidade exterior, a pintura, por assim dizer, passa a inventá-la. De fato, uma paisagem de Monet não tem qualquer propósito de retratar o mundo objetivo tal como ele se apresenta à lente fotográfica, pelo contrário, os recursos pictóricos passam a ser usados para exprimir a experiência subjetiva no mundo real.

    Nasce uma nova pintura que quer ser, ela mesma, uma expressão outra do mundo objetivo. Não por acaso Cézanne afirmava que “a maçã que eu pinto não é maçã, é pintura”. Mas o impressionismo foi apenas o início de uma transformação que mudou drasticamente a arte do século 20. Aquela frase de Cézanne trazia nela embutida uma mudança radical que começa com o cubismo de Picasso e Braque.

    Como tudo o que estivesse no quadro se tornaria pintura —isto é, arte—, introduziram na tela tudo o que se poderia imaginar: envelope de carta, recorte de jornal, areia, arame e o que mais lhes desse na telha. Pouco depois, Marcel Duchamp afirmava: “Será arte tudo o que eu disser que é arte”. E, então, expôs em Nova York um urinol produzido industrialmente assinado com o pseudônimo de R.Mutt. Estava aberto o caminho para o vale-tudo. Por isso mesmo as Bienais internacionais expõem tudo o que se possa imaginar. A conclusão inevitável é que o que até aqui se chamou de arte já não o é.

    Mas, assim como no Renascimento, surgiu uma nova linguagem artística que mudou a história da arte. Assim, não custa nada imaginar que, em função das novas tecnologias, uma nova arte esteja para nascer.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/ferreira-gullar-apostou-que-tecnologia-abriria-linguagem-inedita-nas-artes.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/01/ferreira-gullar-volta-aos-holofotes-com-memorias-da-ditadura-e-edicoes-variadas.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/plastico/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/artesplasticas/
    (4) https://fotografia.folha.uol.com.br/
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  6. Miguel José Teixeira

    A solução?
    – Envolver muitos outros “figurão”!

    “Nota de Fachin chancela irregularidades de Toffoli”
    – Uma questão como essa só se resolve cortando na própria pele, o que não vai acontecer. A maioria dos ministros quer manter o poder.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 23/01/26)

    A nota do presidente do STF, ministro Edson Fachin é corporativista, saiu não sei se da própria vontade dele, ou de uma pressão interna irresistível. O que ele fez foi chancelar várias irregularidades cometidas pelo ministro Dias Toffoli, que estão sendo demonstradas diariamente. Não é perseguição; Toffoli é que não podia ter participado de negociação com resort de luxo, não podia ter negócios fora do que está registrado em cartório – os irmãos dele têm o que parece ser uma empresa fantasma.

    Se isso for o lance de um movimento maior para no primeiro passo dar apoio ao Toffoli e no segundo passo fazer com que ele abra mão da relatoria, enviando todos os processos para a primeira instancia, pode ser uma solução razoável do ponto de vista institucional. Começa tudo novo nas instâncias inferiores e tira da frente do STF este obstáculo, que é o interesse claro de Toffoli no caso. É difícil achar que institucionalmente o STF se fortalece com uma solução dessas. Uma questão como essa só se resolve cortando na própria pele, e isto não vai acontecer, porque a maioria não está disposta a rever decisões tomadas e querem manter o poder, que é estar acima de todas as leis.

    Nenhum órgão do país que pode julgar os ministros do STF. Só o Senado e numa esfera definitiva, que é o impeachment. Acredito que na volta do Congresso vamos ter muitas razões para debates de impeachments de ministros, porque, se o processo continuar lá, vai gerar estes problemas e as revelações seguirão. Não dá para esquecer, colocar embaixo do tapete. A visão do STF sobre estas questões é equivocada. Eles acham que merecem todo o respeito da imprensa – e merecem mesmo – mas não significa que não se possa denunciar irregularidades – que não se deva denunciar situações em que evidentemente a credibilidade do STF está em jogo.

    Fachin está tendo uma posição equivocada, porque o papel da imprensa é este mesmo: denunciar e vigiar os governos, ver e apontar os erros. Não se pode fazer isso de maneira que não se possa provar, ou sem respeitar a privacidade das pessoas; não se pode cometer injuria ou difamação, mas os fatos, como contrato de trabalho da mulher do Alexandre de Moraes e contratos do resort no Paraná, que foi dos irmãos do ministro Toffoli são fatos que precisam ser apontados e denunciados. Isso só ajuda a democracia e o país. Escondê-los prejudica.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/post/2026/01/nota-de-fachin-chancela-irregularidades-de-toffoli.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  7. Miguel José Teixeira

    As respostas estão
    guardadas a 7 chaves
    sob à suprema toga!

    “As perguntas chaves para desvendar o escândalo Rioprevidência-Master”
    (Por Lauro Jardim, O Globo, 23/01/26)

    Com a operação de hoje de buscas mirando o presidente e ex-diretores do Rioprevidência, a PF deu mais um passo para desvendar uma parte do pesado esquema do Banco Master com governos estaduais e prefeituras.

    No caso do fundo de previdência dos servidores fluminenses, que aportou quase R$ 1 bilhão em fundos do Master, as perguntas que terão que ser feitas aos que participaram e autorizaram tal transação é:

    Quem no governo do Rio de Janeiro deu o o.k. para essa compra?

    Quem em nome do Master negociou essa aplicação?

    As perguntas valem também para os responsáveis por aplicações milionárias em fundos do Master nos fundos de previdências do Amapá e de Maceió, entre outros.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/01/as-perguntas-chaves-para-desvendar-o-escandalo-rioprevidencia-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  8. Miguel José Teixeira

    “Os efeitos multibilionários do caso Master sobre os outros bancos, segundo a Moody’s”
    (Por Rennan Setti, O Globo, 23/01/26)
    . . .
    “A Moody’s alerta que o rombo de R$ 55 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), causado pelo caso Master, impactará a rentabilidade dos bancos, que precisarão recompor o caixa. A redução na receita líquida anual de juros pode atingir R$ 8 bilhões. O FGC desembolsará R$ 40,6 bilhões pelos prejuízos do Master e R$ 6,3 bilhões para investidores da Will. Medidas como antecipação de contribuições e sobretaxa estão previstas para mitigar o déficit.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/capital/post/2026/01/os-efeitos-multibilionarios-do-caso-master-sobre-os-outros-bancos-segundo-a-moodys.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  9. Miguel José Teixeira

    É o SuTriFão do toffolão
    ou
    é o toffolão do SuTriFão? (III)

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 23/01/26)

    DESGASTE NO STF

    Dois irmãos do ministro Dias Toffoli registraram um salto patrimonial (*) ao adquirir cotas do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Antes do negócio, o patrimônio da dupla correspondia a 8,3% dos R$ 4,55 milhões investidos. O empreendimento está no centro de uma crise envolvendo a atuação de Toffoli nas investigações envolvendo o Banco Master.

    (TRPCE)

    (*) +em: https://oglobo.globo.com/economia/especial/irmaos-de-toffoli-tiveram-salto-patrimonial-ao-adquirir-resort.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/01/23/toffoli-e-o-resort-novos-elementos-ligam-ministro-a-empreendimento-na-teia-financeira-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  10. Miguel José Teixeira

    É o SuTriFão do toffolão
    ou
    é o toffolão do SuTriFão? (II)

    O DEPOIMENTO DE VORCARO

    O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou com o governador do Distrito Federal (*), Ibaneis Rocha, sobre a venda do Banco Master para o BRB, instituição controlada pelo governo do DF. Ibaneis já negou ter discutido o assunto com o banqueiro. O Banco Central barrou o negócio. No depoimento, em 30 de dezembro, Vorcaro negou ter vendido carteiras de crédito falsas, objeto de investigação da PF.

    (TRPCE)

    (*) +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/23/caso-master-vorcaro-diz-a-pf-que-conversou-com-ibaneis-sobre-venda-ao-brb-e-reforca-rede-de-contatos-politicos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  11. Miguel José Teixeira

    É o SuTriFão do toffolão
    ou
    é o toffolão do SuTriFão? (II)

    O DEPOIMENTO DE VORCARO

    O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou com o governador do Distrito Federal (*), Ibaneis Rocha, sobre a venda do Banco Master para o BRB, instituição controlada pelo governo do DF. Ibaneis já negou ter discutido o assunto com o banqueiro. O Banco Central barrou o negócio. No depoimento, em 30 de dezembro, Vorcaro negou ter vendido carteiras de crédito falsas, objeto de investigação da PF.

    (TRPCE)

    (*) +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/23/caso-master-vorcaro-diz-a-pf-que-conversou-com-ibaneis-sobre-venda-ao-brb-e-reforca-rede-de-contatos-politicos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  12. Miguel José Teixeira

    É o SuTriFão do toffolão
    ou
    é o toffolão do SuTriFão? (I)

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 23/01/26)

    EXTENSÕES DO CASO MASTER

    As investigações sobre o Master levaram a uma operação da Polícia Federal contra diretores do Rioprevidência (*), autarquia que gere aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores no estado. A PF apura a aplicação de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do banco de Daniel Vorcaro. Agentes apreenderam carros de luxo (**) e dinheiro em espécie.

    (TRPCE)

    (*) +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/01/23/diretores-do-rioprevidencia-sao-alvos-da-pf-em-nova-fase-de-operacao-sobre-o-banco-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/01/23/pf-apreende-carros-de-luxo-dinheiro-e-eletronicos-em-enderecos-ligados-a-diretores-do-rioprevidencia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  13. Miguel José Teixeira

    O Dono do mundo (II)

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 23/01/26)

    A PROPOSTA DE TRUMP

    O governo brasileiro vê maior chance de aderir ao Conselho de Paz de Donald Trump se a proposta se restringir à Faixa de Gaza (*) — o estatuto enviado pelos EUA não cita o território palestino. O Brasil receia dar um “cheque em branco” a Trump e agravar a debilidade da ONU. Não há prazo definido para responder a Washington.

    (TRPCE)

    (*) +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/23/brasil-ve-maior-possibilidade-de-adesao-ao-conselho-da-paz-de-trump-se-iniciativa-se-limitar-a-gaza.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  14. Miguel José Teixeira

    O dono do mundo (I)

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 23/01/26)

    MOVIMENTOS MILITARES

    O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envio de força naval ao Golfo Pérsico (*) para monitorar o Irã “de perto”. O porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque estão a caminho do Oriente Médio, segundo a imprensa americana. Trump tem feito ameaças ao regime iraniano, e o Pentágono trabalha em um conjunto de operações possíveis para a região. Generais iranianos alertaram para a escalada do conflito: “dedo no gatilho”.

    (TRPCE)

    (*) +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/23/trump-diz-que-vigia-ira-e-confirma-ida-de-frota-ao-golfo-comandante-da-guarda-revolucionaria-responde-dedo-no-gatilho.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  15. Miguel José Teixeira

    Uma é indecência.
    A outra,
    é tetra rePeTência!

    “Quem ama o país, sabe que a candidatura é uma indecência”, diz Janaina sobre Flávio”
    – Em publicação no X, vereadora pediu unidade dos governadores de centro-direita contra pré-candidatura do senador.
    (Redação O Antagonista, 23/01/26)

    A vereadora de São Paulo, Janaina Paschoal, criticou nesta sexta-feira, 23, a pré-candidatura de do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

    “Quem, de verdade, ama o País sabe que essa candidatura é uma indecência. Insisto que os Governadores de Centro-Direita deveriam se unir contra esse escárnio, sem medo da intimidação das redes e de meia dúzia de fujões, que não vivem NO e PARA o Brasil!”, escreveu no X.

    Na publicação, ela apontou a alegada incoerência do bolsonarismo em relação às pesquisas eleitorais, que agora celebra o desempenho positivo de Flávio.

    “O bolsonarismo é curioso, nunca acreditaram nas pesquisas de intenção de voto. Agora, usam as pesquisas para nos fazer engolir a candidatura de alguém que nunca fez NADA pelo Brasil. Quando pedimos que apontem uma qualidade de seu pré-candidato, os bolsonaristas ficam calados!”, afirmou.

    Janaina também relembrou a atuação de Flávio Bolsonaro e o episódio envolvendo a CPI da Lava Toga.

    “Vale lembrar que, em 2019, foi Toffoli quem salvou Flávio Bolsonaro, ao atender a pedido da defesa do Senador, suspendendo TODAS as investigações e ações iniciadas com base em comunicações do COAF. Essa decisão foi a primeira grande perda no importante processo de depuração do País, iniciado com o Impeachment e com a Lava Jato. À época, queríamos fazer a Lava Toga. Ao lado do MP Pró-Sociedade, pedi o impedimento do Ministro. O que fez Bolsonaro? Para salvar Flávio, enterrou Lava Jato, enterrou Lava Toga!”, diz trecho.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/quem-ama-o-pais-sabe-que-a-candidatura-e-uma-indecencia-diz-janaina-sobre-flavio/)

  16. Miguel José Teixeira

    Não por acaso,
    tiraram o maior ladrão desse país da cadeia
    e o colocaram na presidência da República!

    . . .”Apesar da clareza solar da parcialidade, da inversão tumultuária procedimental promovida por Toffoli e da inexistência de foro privilegiado entre os investigados sob suspeita, Gonet nada percebeu.”. . .

    “É suprema vergonha Gonet não ver parcialidade de Toffoli no caso Master”
    (Wálter Maierovitch (*), Colunista do UOL, 23/01/26)

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não vislumbrou nenhuma causa geradora de parcialidade do ministro Dias Toffoli no caso Master (1).

    Da mesma forma, Gonet não enxergou que ele não é o procurador natural, ou seja, constitucionalmente pré-estabelecido. O procurador natural é o de primeiro grau.

    Apesar da clareza solar da parcialidade, da inversão tumultuária procedimental promovida por Toffoli e da inexistência de foro privilegiado entre os investigados sob suspeita, Gonet nada percebeu.

    Pior, como procurador-geral, chefe do Ministério Público da União, deu de bandeja aos ministros a justificativa para Toffoli continuar à frente do caso Master.

    O decano, Gilmar Mendes, que sugeriu a Lula a primeira indicação de Gonet, seu ex-sócio em um instituto de ensino e “habitué” no escandaloso Gilmarpalooza, defendeu a manutenção de Toffoli (2).

    Até aquele que se apresentou como guardião da ética, o presidente do STF, Edson Fachin, partiu para o abraço corporativo (3).

    Na verdade, foi um abraço de afogados. Desmoralizante, segundo a opinião pública.

    Num regime democrático, Fachin se esqueceu da deontologia, de que o detentor do poder é o povo, e não a corporação atuante em seu nome.

    De tudo, convém recordar o grande escritor brasileiro Mário Quintana, que escreveu: “A Justiça é cega. Isso explica muitas coisas”.

    (Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/walter-maierovitch/2026/01/23/e-suprema-vergonha-gonet-nao-ver-parcialidade-de-toffoli-no-caso-master.htm)

    (*) Wálter Fanganiello Maierovitch é magistrado de carreira. Aposentou-se como desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Como juiz, especializou-se na área constitucional-processual e nos direitos penal e penitenciário.

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/pgr-rejeita-pedido-de-deputados-para-afastar-toffoli-de-investigacao-do-banco-master.shtml
    (2) https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/01/22/gilmar-defende-decisao-da-pgr-de-arquivar-pedido-de-afastamento-da-relatoria-do-caso-master.htm
    (3) https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/01/22/fachin-defende-toffoli-em-caso-master-e-diz-que-stf-nao-se-curva-a-ameacas.htm

  17. Miguel José Teixeira

    “Para assistir”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 23/01/26)

    “The Dropout”
    Disney+, uma temporada, 2022

    Fraudes podem até funcionar por um tempo, mas uma hora ou outra a casa cai.

    Elizabeth Holmes (1) (interpretada por Amanda Seyfried) parecia ter todos os requisitos de uma gênia da tecnologia: largou a faculdade, começou a desenvolver sua ideia com pouco dinheiro e dizia ter uma ideia revolucionária (2).

    O problema, é que faltava a ela algo essencial: a tecnologia capaz de transformar sua fantasia (3) em realidade.

    Aos 19, ela fundou a Theranos após persuadir amigos de família a investirem na empresa. Dois anos mais tarde, já havia captado US$ 6 milhões (cerca de R$ 31 milhões), sob a promessa de que democratizaria o acesso à saúde.

    Motivada por um medo crônico de agulhas, Holmes passou a vender a ideia de que poderia fazer uma análise completa de saúde a partir de poucas gotas de sangue retiradas do dedo.

    A empresa operou de forma sigilosa por boa parte de seus 15 anos. Foi só em 2013, ao anunciar uma parceria com uma farmacêutica e abrir uma série de pontos de coleta de sangue, que Holmes entrou no radar da mídia.

    Ela foi capa de revistas como a Fortune e a Forbes, que a descreveu como a mais jovem bilionária por conta própria (4) do mundo.

    A série, criada por Elizabeth Meriwether (roteirista e produtora por trás do sucesso “New Girl”), conta a trajetória da fundadora da Theranos (5), desde a criação da companhia até o seu fechamento e a condenação de Holmes por diversas acusações de fraude (6).

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/02/fracasso-nao-e-fraude-diz-fundadora-de-startup-presa-por-enganar-investidores.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/01/elizabeth-holmes-a-cultura-de-fingimento-que-favorece-escandalos-no-vale-do-silicio.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/03/the-dropout-mostra-como-elizabeth-holmes-enganou-o-mundo-e-se-tornou-bilionaria.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2014/09/1524535-mulher-mais-jovem-do-mundo-a-fazer-a-propria-fortuna-e-nova-integrante-da-lista-da-forbes-confira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (5) https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2022/03/em-the-dropout-amanda-seyfried-vira-bilionaria-que-enganou-todo-mundo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/tec/2022/01/elizabeth-holmes-fundadora-da-theranos-e-considerada-culpada-por-fraude-nos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  18. Miguel José Teixeira

    “O escândalo do resort”
    (TixaNews, jan 23)

    A imagem de André Esteves descendo de seu helicóptero milionário para abraçar o supremo Dias Toffoli no Tayayá Resort não deixa dúvidas: tem um probleminha com esse resort aí, BRASEW. Não bastasse isso, ainda vieram à tona as mais de 150 diárias que nós (eu e você) pagamos para a segurança do supremo Toffoli enquanto ele recebia os amigos no Tayayá. Mais de meio milhão de reais.

    Mas o caso é ainda mais grave. Caso alguém tenha esquecido, o tal resort esteve no nome dos irmãos de Toffoli, que chegaram a ser sócios do cunhado do Daniel Vorcaro em algum momento dessa sociedade. Depois se desfizeram do investimento e quem comprou? Um advogado da JBS. E Toffoli parou de frequentar Tayayá? Claro que não. Os funcionários dizem que o resort, inclusive, é do ministro supremo.

    O vídeo e as diárias dos seguranças foram revelados por Andreza Matais, no site Metrópoles. Mas o escândalo das diárias foi depois reproduzido e rechecado por todos os jornais. As tais diárias dos seguranças estão registradas em um processo no Tribunal Regional do Trabalho. Para quem não lembra, o Supremo entendeu que os ministros supremos precisam de segurança, não importando onde estejam, e por isso cada viagem gera diárias.

    Começamos bem a noite de hoje, BRASEW, mas o assunto Toffoli não acaba aí. O procurador-geral da República arquivou o pedido de afastamento de Toffoli do processo do Master. Adivinha quem correu para o X-Twitter para elogiar a decisão? O supremo Gilmar Mendes. Disse que, com isso, as instituições são preservadas. (Só não entendemos quais instituições.)

    Nota aleatória: dizem as más línguas que Toffoli se deixou filmar em muitas outras ocasiões. Não só no Tayayá. Ai, ai, ai.

    Pergunta que não quer calar: por que um resort no Paraná? Por que um resort no Paraná que é classificado no Google como sendo de 4 estrelas? Por que um resort no Paraná em que populares que se hospedam podem gravar livremente o ministro? (O vídeo divulgado pelo Metrópoles parece ter sido feito por uma hóspede.)

    Pessoal gosta de um roteiro mequetrefe.

    E o MBL?
    O MBL está se esbaldando na pauta Banco Master. Reuniram a maior galera na Faria Lima para gritar: “Vai sair caro pro vagabundo do Vorcaro.”
    (Vídeo em: https://x.com/funildombl/status/2014486490466709849?s=46&t=d3gjlJYzJJvjJEmL6KvUjw&utm_source=substack&utm_medium=email)
    A propósito, para quem não lembra, o MBL agora tem um partido: Missão. Para ressaltar que só Bolsonaro não conseguiu criar um partido.

    E o Nikolas?
    Fiquei sabendo só hoje que o Nikolas, o Ferreira que é deputado, está fazendo uma caminhada de Minas a Brasília para protestar contra o Supremo. E escolheu uma rodovia meio perigosa para pedestres. Mas esse roteiro só piora, BRASEW.
    Eis o que disse Nikolas:

    “Eu tenho orado para que Deus me desse uma ideia sobre o que fazer, vim pensando e chegou o dia. Por isso, decidi caminhar até Brasília em um ato simbólico para poder trazer luz a todos os fatos que estão acontecendo.”

    Já eu, quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.

    Marina no PT?
    O PT agora quer Marina Silva para ser candidata ao Senado por São Paulo. Está prometendo mundos e fundos. Dizem que vai ser prioridade. E a Simone Tebet? Tem espaço para as duas serem eleitas e fazerem um strike na direita? Para quem está perdido, o PSB abriu caminho para Tebet em São Paulo.

    Conselho de Gaza
    O Celso Amorim disse hoje para O Globo que “no have condition” pro Lula fazer parte do tal Conselho de Gaza. A cartinha que o Trump mandou começa dizendo uma coisa e termina dizendo outra. Na prática, segundo Amorim, o Conselho é uma revogação da área de paz da ONU. E mais: o Conselho tem um estatuto que nem cita a palavra Gaza. Só sei que o Macron já disse que não vai participar e tomou uma ameaça de tarifa de 200% no vinho.

    Tarcísio, você de novo?
    E adivinha qual era o grande compromisso de Tarcísio que o impediu de ir visitar Bolsonaro na Papudinha? Agenda interna. Ahã. Mas ele já foi pras redes dizer que semana que vem vai visitar o nosso ex, e garantiu que vai ser candidato a governador.

    Mas quem andou ganhando mais força no seu governo foi o Kassab com a troca anunciada hoje do secretário da Casa Civil. (Longe de mim fazer intrigas, mas aquelas fontes anônimas do Centrão que despejaram na imprensa a história de que Flávio desrespeitou Tarcísio e por isso ele não foi visitar Bolsonaro, não têm cheiro de coisa do Kassab?)

    E chega, BRASEW, que eu vou ali procurar um quatro estrelas para me hospedar. A propósito, como Xandão já decidiu que não é crime folgar na sexta, esta lagartixa deve voltar somente na segunda. Mas já batendo na madeira pro mundo não se acabar.

    Para tudo. Eu já ia esquecendo. Em homenagem ao Agente Secreto que teve quatro indicações ao Oscar, recomendo o vídeo do Porta dos Fundos:

    https://www.instagram.com/p/DT0PZDBjbQV?utm_source=substack&utm_medium=email

    (TRPCE)

  19. Miguel José Teixeira

    Sei não. . .
    pela conivência do supremão
    o certo seria SuTriFão!!!

    “Escândalo do Master evolui com encontros e negócios impróprios em resort”
    (Guilherme Resck, e Wilson Lima, Crusoé, 23/01//26)

    Quando assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2018, o ministro Dias Toffoli – até então o mais novo a assumir tal função – prometeu transformar a Justiça brasileira a partir de três princípios fundamentais: eficiência, transparência e responsabilidade.

    Em dois anos à frente da Corte, Toffoli não entregou nem eficiência, nem transparência e muito menos responsabilidade.

    Foi no seu período à frente do Tribunal que o Supremo lançou a polêmica licitação para a compra das lagostas e foi também sob sua tutela que a Corte instituiu o famigerado inquérito das fake news.

    Toffoli agora, mais uma vez, coloca o STF no epicentro de uma crise. Desta vez, uma crise que pode minar ainda mais a já diminuta credibilidade do Poder Judiciário.

    Desde a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero, em 17 de novembro do ano passado, quando foi determinada a prisão do banqueiro e ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Toffoli notabilizou-se por decisões estranhas e heterodoxas.

    Pontas soltas
    O problema aqui não é necessariamente as determinações questionáveis do STF, algo que todo cidadão já está acostumado, mas as pontas soltas que o magistrado deixou ao longo do caminho.

    Pontas essas que vêm levantando, até mesmo entre seus pares, dúvidas sobre as reais motivações que embasaram algumas dessas decisões.

    Em 29 de novembro, Dias Toffoli viajou para assistir à final da Libertadores em um jatinho do empresário Luiz Oswaldo Pastore.

    O magistrado fazia parte de um grupo de 15 pessoas, entre as quais o advogado Augusto Arruda Botelho, que representava o setor do diretor de compliance do Banco Master Luiz Antônio Bull, na ação sobre os negócios com o BRB. Na época, Botelho não havia acionado o Supremo no caso Master.

    Mesmo assim, surgiu a primeira ponta solta, que recaiu sobre o ministro.

    Após a viagem, mais especificamente em 3 de dezembro, Toffoli determinou que o caso fosse julgado pelo STF, atendendo a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro.

    A justificativa era de que, durante a operação Compliance Zero, foi apreendido um contrato imobiliário que cita o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

    Bacelar, no entanto, disse que esse contrato era uma carta de compra e venda, mas que a transação não foi adiante.

    “Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior”, decidiu o ministro Toffoli.

    Ao levar o caso para o STF, em um primeiro momento, Toffoli também determinou que diligências fossem autorizadas apenas por ele.

    No mesmo movimento, ele cancelou oitivas e perícias em celulares e computadores apreendidos por integrantes da Polícia Federal e decretou sigilo máximo.

    Com a repercussão do caso e a pressão pública, o ministro recuou e deixou a investigação seguir com algum grau de normalidade.

    Mas esse algum grau de normalidade durou menos de três semanas.

    Isso porque o próprio ministro, sem ser provocado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou por quaisquer uma das partes, determinou a realização de uma acareação entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), e Ailton de Aquino, diretor do Banco Central.

    O procedimento, pouco usual no início de investigações, ocorreu em 30 de dezembro do ano passado. Tudo, mais uma vez, de forma muito estranha.

    As oitivas duraram quase sete horas na sede do Supremo Tribunal Federal, em pleno recesso do Judiciário. Foram conduzidas pela delegada da PF, Janaína Palazzo, e por um juiz auxiliar determinado por Toffoli.

    Chega janeiro e a Polícia Federal determina a segunda fase da Operação Compliance Zero, mirando parentes de Daniel Vorcaro.

    O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso; e houve busca e apreensão em endereços ligados ao empresário Nelson Tanure. Dois nomes importantes para se tentar compreender o enrosco relacionado ao ministro do Supremo.

    Após a segunda fase da Compliance Zero, Toffoli tomou várias outras decisões pouco ortodoxas. Em um primeiro momento, determinou que as provas, entre as quais celulares, computadores e outros aparelhos, fossem encaminhadas para a sede do Supremo Tribunal Federal (STF).

    De novo, algo inédito. Depois disso, ele recuou e determinou que o material fosse para a sede da Procuradoria-Geral da República (PGR). Algo também inédito.

    Em seguida, ignorou a Polícia Federal e designou quatro peritos por conta própria para acompanhar a extração de dados e a realização da perícia: Luís Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti.

    E, se isso não fosse o suficiente, Toffoli ainda reduziu de seis para dois dias o prazo para que a Polícia Federal ouvisse investigados do Banco Master.

    E, por fim, nesta semana a Justiça Federal de São Paulo enviou para Toffoli o processo no qual o empresário Nelson Tanure foi denunciado no contexto da operação de aquisição da Upcon Incorporadora S/A pela Gafisa, entre os anos de 2019 e 2020, por suposta ligação desse caso com o Master.

    Tantas decisões esdrúxulas levanta um grande questionamento: teria Toffoli algum interesse em particular no Banco Master?

    Por qual motivo o ministro do STF reluta tanto em deixar o caso, apesar dos apelos da sociedade e dos integrantes do Tribunal, leia-se o presidente da Corte, Edson Fachin?

    Tayayá
    A reposta pode atender por duas palavras: resort Tayayá. Durante quatro anos, os irmãos de Toffoli José Eugenio Toffoli e José Carlos Toffoli dividiram o controle do resort Tayayá com o fundo de investimentos Arleen.

    Esse fundo faz parte da intrincada rede montada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    Na época da Lava Jato, o resort chegou a entrar no radar da operação, sob a suspeita de que Toffoli era uma espécie de sócio oculto do local.

    Afinal de contas, em 2018, o ministro foi homenageado pela Câmara Municipal de Ribeirão Claro por, entre outros motivos, ter “colaborado para o desenvolvimento e incremento turístico” do município, justamente “por meio do apoio decisivo na implantação da empresa ‘Tayayá Aquaparque Hotel e Resort'”. O caso foi alvo de reportagem de O Antagonista, em 2021.

    Agora, anos depois, o ministro ainda é visto como o real proprietário do resort, conforme revelou nesta semana o site Metrópoles e o jornal Folha de S. Paulo.

    Obviamente que a falta de uma escritura pública ou de uma prova de que o tal resort é de Toffoli fragiliza qualquer tentativa de se estabelecer um vínculo direto entre o ministro e o empreendimento.

    Porém, a insistência de Toffoli no caso aliada a várias decisões curiosas traz ao inconsciente coletivo o sentimento de que Toffoli é mais do que um simples usuário do tal resort que teve sua família como controladora em determinado momento histórico.

    Nesta semana, o presidente do STF, Edson Fachin, teve que interromper as suas férias para tentar atuar como bombeiro nesse caso. Não conseguiu.

    E mais notícias apareceram para reforçar os vínculos entre Toffoli e o resort.

    O site Metrópoles divulgou um vídeo de 2023, em que o banqueiro André Esteves, do BTG, desce de helicóptero no resort e é recebido por Toffoli, com um copo na mão.

    Outra notícia baseada nos diários dos seguranças do resort aponta que Toffoli passou 168 dias no Tayayá desde dezembro de 2022.

    CPI
    Agora, senadores como Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE) pretendem intensificar os clamores ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que ele ao menos tente tirar da gaveta um dos pedidos de impeachment que miram o relator do caso do Banco Master.

    Outro ponto que, conforme parlamentares, pode minar a vida de Toffoli diz respeito à possibilidade de criação de comissões parlamentares de inquérito mirando o Caso Master – tanto a do Congresso (a mista) quanto a do Senado.

    Três líderes ouvidos por Crusoé apontam que, caso a investigação vá a caminho, Toffoli pode ser um alvo preferencial de integrantes da oposição ao governo Lula.

    “No plano institucional, a sucessão de decisões de forte impacto político-jurídico, seguidas de revisões, pode gerar a percepção de instabilidade decisória ou de excesso no uso de juízos monocráticos. Essa crítica é recorrente na literatura jurídica e no debate público contemporâneo e não se dirige apenas a um ministro específico, mas ao desenho institucional atual do STF, que concentra grande margem de atuação individual nos relatores”, disse o doutor em direito do Estado e professor do Departamento de Direito Público da UFPR Rodrigo Luís Kanayama.

    “Do ponto de vista da aparência de imparcialidade, situações dessa natureza [como viajar em jatinho com advogados de casos em tramitação no STF] podem ser problemáticas. Comportamentos que fragilizam a confiança na neutralidade do julgador tendem a produzir desgaste institucional, ainda que não se convertam em nulidade processual”, complementou o professor.

    Em seu discurso de posse como presidente do STF, Toffoli declarou que “o agir do Poder Judiciário deve ser um agir socialmente responsável, na medida em que ele pensa no todo e em todos, não apenas nos casos subjetivos”.

    “Juízes e tribunais devem prestar contas do exercício de suas funções estatais, sejam elas jurisdicionais ou administrativas”, disse Toffoli na época.

    O tempo passou e o ministro, definitivamente, esqueceu tudo o que dissera quando teve a oportunidade de comandar a mais importante Corte da Justiça brasileira.

    As ações suspeitas de Toffoli no caso Master já se tornaram mais escandalosas que as fraudes cometidas no mercado financeiro.

    No dia 16 de janeiro, o senador Alessandro Vieria perguntou nas rede sociais: “Já pode chamar este escândalo de Toffolão ou ainda está cedo?”.

    Sim, já pode.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/noticias/toffolao/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_crusoe_2301&utm_source=RD+Station

  20. Miguel José Teixeira

    Enquanto isso,
    na terra da “lambisgoia das araucárias”. . . (3)

    “Lula é aprovado por 36,5% e desaprovado por 60,3% no PR ”
    – Paraná Pesquisas fez o estudo de 18 a 22 de janeiro; a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais…
    (Poder360, 23/01/26)

    Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que 36,5% dos eleitores paranaenses aprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os que desaprovam são 60,3% e os que não souberam opinar, 3,2%. A pesquisa foi divulgada nesta 6ª feira (23.jan.2026).
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/lula-e-aprovado-por-365-e-desaprovado-por-603-no-pr/

  21. Miguel José Teixeira

    Enquanto isso,
    na terra da “lambisgóia das araucárias”. . . (2)

    “Alvaro Dias lidera disputa ao Senado no Paraná, diz pesquisa”
    – Segundo a Paraná Pesquisas, ex-senador teria de 47,5% a 52,2% das intenções de voto; Alexandre Curi e Cristina Graeml aparecem na sequência…
    (Luana Viana de Brasília, Poder360, 23/01/26)

    O ex-senador Alvaro Dias, que retornou ao MDB em novembro de 2025 (antes, estava no Podemos), lidera as intenções de voto para o Senado no Paraná, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta 6ª feira (23.jan.2026). Aparece com 47,5% das intenções de voto no 1º cenário, com 6 nomes testados. O deputado estadual Alexandre Curi (PSD) aparece em 2º lugar, com 36,2%.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/alvaro-dias-lidera-disputa-ao-senado-no-parana-diz-pesquisa/

  22. Miguel José Teixeira

    Enquanto isso,
    na terra da “lambisgóia das araucárias”. . . (3)

    “Sergio Moro lidera a disputa pelo governo do Paraná, diz pesquisa”
    – O senador tem de 37,8% a 41,6% das intenções de voto ante 16,5% a 19,7% de seus adversários mais competitivos; estudo é da Paraná Pesquisas…
    (Poder360, 23/01/26)

    Levantamento da Paraná Pesquisas realizado de 18 a 22 de janeiro mostra que o senador Sergio Moro (União Brasil) lidera a disputa ao governo do Estado do Paraná, nos 3 cenários testados pelo estudo.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/sergio-moro-lidera-a-disputa-pelo-governo-do-parana-diz-pesquisa/

  23. Miguel José Teixeira

    “Fachin e Master: de onde menos se espera, daí é que não sai nada”
    – Confesso que fui ingênuo e, ao pedir que o senhor e seus pares se manifestassem, esperava algo minimamente coerente e moralizador.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 23/01/26)

    A ferramenta de buscas da Google – sim, ainda a utilizo, pois detesto outras formas de IA – me socorre: Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971), também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (1), foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.

    Dentre suas célebres frases – conhecidas até hoje -, “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”, ilustra bem minha falsa expectativa. Em verdade, minhas inúmeras súplicas, feitas com relativa frequência, em público, desde que eclodiu o escândalo do banco Master e o envolvimento de ministros do STF.

    Há dias, venho cobrando uma manifestação dos demais magistrados (2), a respeito de Dias Toffoli – e os inúmeros eventos relacionados ao caso – e Alexandre de Moraes – o contrato multimilionário entre sua esposa e Daniel Vorcaro -, já que ambos continuam silentes perante os questionamentos e à opinião pública.

    Quem cala, consente
    Tenho dito e repetido, à exaustão, que não se trata mais de um ou dois ministros – ou três, se considerarmos Gilmar Mendes e seu histórico de polêmicas -, mas da própria Suprema Corte, que, hoje, tem sua reputação e credibilidade em frangalhos perante à sociedade, justamente por tudo o que vem ocorrendo relacionado ao Master (3).

    A mim não me parecia crível, nem muito menos indicado, que os demais capas pretas permanecessem calados, mormente porque seus nomes seriam diretamente tratados como, no mínimo, coniventes. E mais: seus próprios cargos estariam ameaçados diante de uma hipotética debacle do Supremo – cada vez mais real.

    Eis que, em primeiro e açodadíssimo momento, reajo com alguma alegria ao saber que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, havia publicado uma nota (4). Mas, como – recorrendo a outra frase popular – “Alegria de pobre dura pouco”, sou, para não variar, surpreendido negativamente com o teor de seu posicionamento.

    Filme velho e repetido
    De forma espantosa até para os padrões supremos, Fachin não apenas não criticou os eventos envolvendo Moraes e Toffoli, como saiu em defesa do último. Pior. Fachin recorreu à velha, manjada e surrada desculpa, ou melhor, acusação, de que as críticas são uma tentativa de ataque ao Supremo e sua (qual?) reputação.

    “Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito”. Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo (5) diria: “Cuma”? Perdoe-me, ministro, mas: vá plantar batatas!

    Que papinho furado é esse, excelência? Recorrer a inimigos imaginários e à salvação da democracia, neste caso, é que não cola mesmo. Xandão usou e abusou de tal expediente – não sem alguma, ou muita, razão – no combate ao golpismo bolsonarista. Mas o que o Master e dois colegas seus têm a ver com isso?

    Lero lero enfadonho
    “Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça”. Sério, ministro Fachin? Que bom! Então que o Supremo, em colegiado, comece a atuar nesse sentido, e não no oposto, de blindagem (6).

    “O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.”

    Em primeiro lugar, o que – e se – fizeram, como ministros, não foi favor, mas obrigação. Novamente: quem está tentando destruir as instituições? A imprensa, a opinião pública, os fatos? Porque é a realidade que salta aos olhos, Excelência, e não este seu juridiquês vazio, patético, mais raso que um pires.

    Sabe de nada, inocente
    Não, ministro. Dessa vez não são bolsonaristas fanáticos querendo fechar ou destruir a Suprema Corte e derrubar, na marra, ministros. Não são aloprados golpistas tentando extirpar o Estado Democrático de Direito. Ao contrário. São – como eu! – brasileiros atônitos, tentando justamente o contrário: salvar a democracia.

    Sim, porque um Supremo Tribunal Federal sem qualquer credibilidade é a porta de entrada para uma futura autocracia ou ditadura (7). Ou os senhores pensam que a parte democrática da sociedade brasileira, onde me incluo, sairá em defesa de uma estrutura totalmente suspeita, que nem sequer satisfação à população se presta a dar?

    Confesso que fui ingênuo e, ao pedir que o senhor e seus pares se manifestassem, esperava algo minimamente coerente e moralizador. Mas desconsiderei o histórico e o Barão de Itararé. De fato, de onde menos se espera, é de onde não sai nada mesmo. O senhor e sua nota esdrúxula apenas reforçaram a sabedoria popular.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/fachin-e-master-de-onde-menos-se-espera-dai-e-que-nao-sai-nada/)

    (1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Bar%C3%A3o_de_Itarar%C3%A9
    (2) https://oantagonista.com.br/analise/ainda-ha-ministros-em-brasilia/
    (3) https://oantagonista.com.br/analise/fez-escola-depois-de-moraes-e-toffoli-o-novo-sou-tudo-do-stf/
    (4) https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-da-presidencia-do-supremo-tribunal-federal/
    (5) https://pt.wikipedia.org/wiki/Didi_Moc%C3%B3
    (6) https://oantagonista.com.br/analise/crusoe-fachin-encarna-xandao-para-proteger-toffoli/
    (7) https://oantagonista.com.br/analise/com-toffoli-gilmar-e-moraes-stf-permanecera-na-berlinda/

  24. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (075)

    “Salvador Nogueira relatou possível descoberta de 234 civilizações alienígenas”
    – ‘Por mais absurdo que soe, não há como dizer isto de outro modo’, escreveu jornalista de ciência.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    O jornalista de ciência Salvador Nogueira (1), autor da coluna Mensageiro Sideral (2), causou alvoroço ao relatar uma descoberta extraordinária com humor e ceticismo.

    Em 2016, ele publicou na Folha um texto sobre dois astrônomos canadenses que acreditavam ter encontrado sinais de 234 civilizações alienígenas (3): “Por mais absurdo que soe, não há como dizer isto de outro modo: dois astrônomos no Canadá acreditam ter encontrado evidências de nada menos que 234 civilizações alienígenas na Via Láctea”.

    O texto equilibrava o sensacionalismo do achado com doses generosas de ceticismo científico. Nogueira comparou-se ao personagem Frank Drebin, da comédia “Corra Que a Polícia Vem Aí” (4), “tentando dizer que não há nada demais para ver”.

    Explicou que os pesquisadores Ermanno Borra e Eric Trottier analisaram 2,5 milhões de espectros estelares e encontraram 234 que pareciam conter pulsos de laser seguindo um padrão específico —exatamente o que seria esperado de uma tentativa de comunicação alienígena

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Descobriram uma federação galáctica alienígena? (26/10/2016)

    Por mais absurdo que soe, não há como dizer isto de outro modo: dois astrônomos no Canadá acreditam ter encontrado evidências de nada menos que 234 civilizações alienígenas na Via Láctea. Seus sinais, produzidos com pulsos de laser apontados na direção da Terra, estariam todos obedecendo a um mesmo padrão arbitrário, espertamente misturados à assinatura de luz de suas estrelas-mãe para facilitar sua descoberta.

    Uau.

    Calma.

    Respira.

    Isso é o que eles acham que é. Provavelmente não é. Mas como evitar o assunto? Se, quando um grupo de pesquisa anuncia ter detectado um único sinal que pode ter sido enviado por uma única civilização alienígena, o mundo já é tomado por um frenesi descontrolado, imagine quando estamos falando de 234 detecções simultâneas, possivelmente uma vasta comunidade galáctica lá fora?

    Nessas horas, o Mensageiro Sideral se sente um pouco como o tenente Frank Drebin, na cinessérie “Corra Que a Polícia Vem Aí”, tentando dizer que não há nada demais para ver.

    Certo, agora aperte os cintos. Vamos entender essa história, tintim por tintim. Ela começa em 2012, quando o astrônomo italiano Ermanno Borra, da Universidade Laval, em Quebéc, no Canadá, se deu conta de que seria possível usar dois pulsos de laser separados por algo como um décimo de nanossegundo para gerar um sinal que indicasse nossa presença a quem estivesse por acaso estudando o espectro (a “assinatura de luz”) do nosso Sol. Isso contanto que tivéssemos disparado nossos pulsos de laser na direção deles.

    Pode parecer insano esse negócio de disparar dois pulsos de laser separados por 0,1 nanossegundo, mas, de acordo com os cálculos de Borra, publicados no “Astronomical Journal” na ocasião, poderíamos perfeitamente gerar um sinal desse tipo com tecnologia atual que seria detectável a até 1.000 anos-luz de distância. Presume-se, claro, que alienígenas possam fazer ainda melhor.

    Inevitável que, ato contínuo, ele se perguntasse: será que alguém está usando esse método para tentar sinalizar sua existência e se comunicar conosco? Borra então se emparceirou com o colega Eric Trottier para analisar os 2,5 milhões de espectros — um para cada astro — colhidos por uma das maiores varreduras astronômicas do céu, o Sloan Digital Sky Survey.

    Para isso, eles aplicaram um método conhecido como análise de Fourier para tentar extrair o tal sinal do ruído. Para sua surpresa, encontraram, em meio a essa vasta amostra de estrelas, uma pequena fração delas — 234 — que parecia ter em seu espectro exatamente o que eles haviam predito caso existisse alguém lá fora tentando se comunicar.

    Hmm. Interessante. Mas calma. Fica ainda mais interessante.

    TIPOS ESTELARES VELHOS CONHECIDOS

    A imensa maioria dos sinais encontrados está concentrada entre as estrelas de tipo K, G e F. Há apenas uma estrela do tipo A com um sinal, e nenhuma do tipo M.

    Traduzindo a sopa de letrinhas: os astrônomos classificam estrelas de acordo com a temperatura superficial, que por sua vez tem uma correlação com o tamanho. Da menor para a maior, temos M, K, G, F, A, B e O. As M são as anãs vermelhas, como a badalada Proxima Centauri, que são bem menores que o Sol e têm suas zonas habitáveis muito próximas de si. No outro extremo, as estrelas B e O são as anãs azuis, que de anãs não têm nada, exceto o nome. Muito maiores que o Sol, elas são velozes e furiosas — vivem apenas algumas dezenas de milhões de anos, na melhor das hipóteses.

    Entre os dois extremos, temos as estrelas K, G, F e A. São elas as moderadas — vivem um longo tempo, pelo menos uns 400 milhões de anos e, na média, uns 10 bilhões de anos. São o lugar ideal para o eventual surgimento da vida complexa, até onde sabemos. O Sol, por exemplo, é uma estrela de tipo G.

    Se a detecção fosse um artefato estatístico, dizem Borra e Trottier, não haveria razão para que os sinais se concentrassem em torno desses tipos estelares. Aliás, por conta da relação sinal-ruído, a tendência maior a um falso positivo estaria nas estrelas maiores e mais brilhantes — onde nenhum sinal foi detectado.

    Hmmm. Calma. Não surte ainda.

    Os pesquisadores estão convencidos de que a hipótese de que esses sejam sinais inteligentes é a mais provável. Eles fazem um esforço danado em seu novo artigo, que acaba de ser publicado no “Publications of the Astronomical Society of the Pacific”, para demonstrar que as detecções não podem ter sido causadas por efeitos instrumentais ou artefatos de análise de dados. Na opinião deles, ou essas estrelas têm alguma peculiaridade química completamente inesperada e desconhecida que explique esse fenômeno, ou só podem ser os ETs.

    “Nós descobrimos que os sinais detectados têm exatamente a forma de um sinal de uma IET [inteligência extraterrestre] predita numa publicação anterior e estão, portanto, em acordo com essa hipótese. O fato de que eles são encontrados apenas numa pequena fração de estrelas numa estreita faixa espectral centrada perto do tipo espectral do Sol também está em acordo com a hipótese da IET”, dizem os pesquisadores em seu artigo. Mas, quando você acha que eles vão cravar a maior descoberta da história da humanidade e abrir um Chandon, eles moderam o tom: “Entretanto, nesse estágio, essa hipótese precisa ser confirmada por mais trabalhos. Embora improvável, também existe uma possibilidade de que os sinais estejam atrelados a composições químicas altamente peculiares numa fração pequena de estrelas do halo galáctico.”

    A BUSCA PELA CONFIRMAÇÃO

    Como você já deve ter reparado, há muitas estrelas lá fora. Muitas mesmo. Só na nossa Via Láctea, pelo menos uns 100 bilhões (e provavelmente mais). Não é fácil procurar inteligência extraterrestre em cada uma delas, olhando uma por uma. Portanto, qualquer estratégia que permita criar subconjuntos de estrelas mais promissoras para uma busca mais detalhada parece uma boa pedida.

    No atual momento, o que o trabalho fez de melhor foi separar 234 estrelas que merecem essa olhada mais atenta. E é isso que vai fazer agorinha mesmo o projeto Breakthrough Listen — a maior iniciativa global de SETI (sigla inglesa para busca por inteligência extraterrestre), financiada pelo magnata russo Yuri Milner. Mas eles não estão esperando grande coisa.

    “Picos em análises de Fourier de espectros estelares, como esses discutidos por Borra e Trottier, podem ser causados pela óptica instrumental ou introduzidos durante a redução de dados”, disse o pessoal do Listen, em nota divulgada à imprensa. “Artefatos nos dados, franjas e inconsistências na manufatura dos detectores são conhecidos dos usuários de espectrógrafos de alta resolução por causar padrões diminutos que aparecem nos espectros resultantes. O movimento do telescópio, variações nas condições de observação e o processo de calibração de comprimento de onda podem facilmente introduzir sinais indesejados em níveis que são apenas precariamente detectáveis. É, portanto, importante checar o suposto sinal usando um telescópio e instrumento diferente.”

    O Breakthrough Listen no momento usa diversos radiotelescópios de grande porte em busca de sinais “clássicos”, de rádio, mas também tem um telescópio dedicado à busca de sinais ópticos, de laser, como os que supostamente Borra e Trottier encontraram. Trata-se do Automated Planet Finder, de 2,4 metros. “As capacidades do espectrógrafo do APF são bem equivalentes às da detecção original, e essas observações de seguimento independentes nos permitirão verificar ou refutar as detecções reportadas”, disse a nota.

    Por ora, a atitude científica mais adequada — e a adotada pelo megaprojeto de SETI — é a do Frank Drebin lá em cima. Na escala Rio de detecção de inteligência extraterrestre, que vai de 0 a 10, os resultados de Borra e Trottier ganharam uma classificação entre 0 e 1, que é traduzida como “nada” ou “insignificante”. “Se o sinal for confirmado por outro telescópio independente, sua significância subiria, embora uma análise exaustiva de outras possíveis explicações, incluindo fenômenos instrumentais, seja necessária antes que isso apoie a hipótese de que pulsos artificialmente gerados são responsáveis pelo suposto sinal.”

    É a velha frase de Carl Sagan, citada novamente pelo pessoal do Breakthrough Listen: “Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.”

    IMPLICAÇÕES

    Provavelmente, a suposta detecção acabará tendo uma causa bem mais trivial. Na história da ciência, estamos cansados de encontrar fenômenos de início sem explicação — e, quando finalmente descobrimos do que se trata, nunca, até hoje, a resposta foi:

    Bom lembrete disso é a descoberta dos pulsares — cuja regularidade de início foi cogitada como um possível sinal de inteligência extraterrestre, mas depois se revelou apenas um fenômeno natural.

    É como disse o astrofísico Neil deGrasse-Tyson, em entrevista recente ao Mensageiro Sideral: “Bem, vamos olhar para a história das coisas que não entendíamos no passado. A explicação acabou sendo Deus, ou alienígenas ou energia espiritual, ou o que quer que seja? Não! Então, a história desse exercício é uma em que a explicação mais extraordinária para responder pelo que não sabemos tende a ser a menos provável. É divertido especular. Talvez sejam alienígenas. Mas, se eu fosse um apostador, não seria aí que eu colocaria meu dinheiro. Eu colocaria meu dinheiro em algum fenômeno cósmico que ainda temos que descobrir, que logo será revelado como uma nova coisa que acontece no Universo.”

    Tendo dito tudo isso, caso Borra e Trottier contrariem essas expectativas e se mostrem corretos, as implicações são extraordinárias. E, aí, não custa nada deixar a imaginação voar para delineá-las.

    A primeira e mais óbvia é que as duplas de pulsos que supostamente estariam gerando os vários sinais têm todas exatamente o mesmo intervalo entre elas: 1,64 x 10-12 s. E essa é uma escolha — se foi mesmo uma escolha — completamente arbitrária. Ou seja, se forem todas civilizações diferentes, elas precisam estar todas cientes umas das outras para optar por enviar a mesmíssima assinatura na nossa direção. Isso, por si só, já soa absurdamente improvável (e parece refutar a ideia de origem inteligente). Mas, se for esse o caso, implicaria que elas estão em contato entre si por muitos milhares, possivelmente milhões, de anos.

    A segunda implicação é que, se esses sinais forem mesmo de ETs, deve haver muitas, muitas, muitas civilizações na Via Láctea. Um número tão enorme que faria Carl Sagan soar como um pessimista ranzinza.

    Senão vejamos: foram 234 detecções dentre 2,5 milhões de estrelas. Dito desse modo, não parece muito. Mas, se levarmos em conta que essas 234 representam aproximadamente 1% de todas as estrelas dos tipos K-G-F na amostra, vamos inevitavelmente chegar à conclusão de que a evolução da vida para a inteligência deve ser extremamente comum.

    Sabemos, por estatísticas confiáveis geradas pelo satélite Kepler, que um em cada cinco astros do tipo K-G-F tem um planeta potencialmente similar à Terra, em termos de dimensões, massa e distância da estrela. Juntando isso com a suposta detecção de Borra e Trottier, temos que a chance de um planeta como a Terra em torno de uma estrela como o Sol dar origem a uma civilização inteligente é de apenas 1 em 20!

    (Não me chame de bidu, mas foi exatamente essa a minha estimativa para o item fi, fração de planetas com vida que evolui para inteligência, em minha “solução” da equação de Drake: para mim, fi = 0,05, ou 1 em 20.)

    O que é mais assustador nem é isso, mas o fato de que o resultado da dupla do Canadá, se for realmente fruto de inteligência extraterrestre, exige que as civilizações tenham um tempo médio de vida incrivelmente longo — afinal, essas aí estariam todas transmitindo ao mesmo tempo! (Foi aí que a minha solução da equação de Drake pegou a rota pessimista, ao estimar, de forma assumidamente conservadora, um tempo de vida médio de uma civilização comunicativa em apenas 200 anos. Se você supuser um tempo de vida de muitos milhões de anos, pode facilmente chegar ao que Borra e Trottier acreditam estar vendo.)

    Moral da história: se esses 234 sinais forem mesmo fruto de alienígenas, acaba que deve ter muita gente lá fora. Estimando grosseiramente que estrelas dos tipos K-G-F respondam por 20% do total da galáxia, e que a Via Láctea tenha 100 bilhões de estrelas, usando a amostragem de Borra e Trottier como referência, teríamos por aí uns 200 milhões de civilizações espalhadas pela galáxia. Para ter uma ideia do que isso significa, imagine o que seria produzir 10 milhões de temporadas de “Star Trek” sem repetir os alienígenas da semana uma única vez.

    ONDE ESTÁ TODO MUNDO?

    Vamos combinar que esses números não caem muito bem com a frase clássica que inspirou o famoso paradoxo de Fermi. “Onde está todo mundo?” Foi o que o brilhante físico Enrico Fermi se perguntou na década de 1950, e nunca é tarde demais para nos perguntarmos novamente. Se houvesse tantas civilizações assim, saindo pelo ladrão, a essa altura já não devíamos ter obtido algum sinal incontroverso de sua existência? Já não as teríamos reparado?

    Bem, talvez estejamos reparando agora. Ou, o que é bem mais provável, talvez tenha algum caroço nesse angu todo. Essa seria a minha aposta.

    De toda forma, pensar nessas possibilidades é um exercício interessante. E é assim que se faz ciência: formular hipóteses, testar predições, observar os resultados, e então chegar a hipóteses mais refinadas, que exigirão mais testes de suas predições, e por aí vai. O lance é não ter preconceito com ideia alguma, mas deixar os resultados falarem por si mesmos. A natureza, no fim das contas, é quem manda. Nós só jogamos as ideias para o alto, acompanhadas por formas de testá-las.

    Se por ventura houver algo de concreto nesse estudo, agora que os olhos da comunidade SETI estão sobre ele, logo teremos chance de descobrir. Até porque, se é possível colher 234 civilizações numa única baciada, é sinal de que elas não estavam exatamente escondidas — o problema éramos nós, que até então não sabíamos como achá-las.

    A PALAVRA DO PESQUISADOR

    Para terminar essa longa história, segue um rápido bate-papo com o astrônomo italiano Ermanno Borra, que graciosamente encontrou tempo para me responder em meio à tempestade de e-mails que está acontecendo na caixa postal dele agora.

    Mensageiro Sideral – Achei curioso que, no estudo, primeiro você defenda a necessidade de estabelecer uma taxa de sinal-ruído alta o suficiente para que você não obtivesse muitas falsas detecções, e então você adiante diga que é muito improvável que esses sinais sejam detecções falsas geradas por ruído aleatório, problemas instrumentais ou processamento estatístico. Isso não é um pouco contraditório? Se o sinal é tão certamente verdadeiro, por que se preocupar tanto sobre falsas detecções em primeiro lugar?

    Ermanno Borra – Embora não houvesse chance [de falsa detecção] por ruído aleatório, poderia ser por fontes artificiais como análise de dados ou questões instrumentais. Por isso tínhamos que olhar isso também. Concluímos que os sinais não podem ter sido gerados por fontes artificiais como análise de dados ou questões instrumentais.

    Mensageiro Sideral – O que acho muito interessante no conceito de vocês é o fato de que uma IET estaria escolhendo um meio de se fazer conhecida que seria facilmente detectável uma vez que se soubesse o que procurar. O fato de que vocês puderam usar uma varredura de 2,5 milhões de estrelas [feita para outros fins] é muito revelador nesse sentido. Mas, tendo dito, isso o que seria preciso para converter essa aposta em fato? Como podemos dizer com certeza de que se trata isso?

    Ermanno Borra – Mais trabalho precisa ser feito. Alguém terá de observar essas estrelas com instrumentação especializada para confirmar que elas são causadas por pulsos de luz.

    Mensageiro Sideral – Outra coisa que se destaca é que, aparentemente, se isso for IET, eles devem estar em contato uns com os outros, de forma que eles possam usar o mesmo intervalo na separação entre os pulsos. Pode ser que tenhamos tropeçado no sinal de chamada comum usado por uma comunidade galáctica? Se esse é o caso, deveríamos nos juntar a ela?

    Ermanno Borra – Boa pergunta. A resposta é: provavelmente, mas a humanidade terá de discutir isso e tomar uma decisão.

    Mensageiro Sideral – Quando combinamos seus resultados (cerca de 1% de todas as estrelas K-G-F têm esse tipo de sinal) com a equação de Drake, as coisas parecem muito, muito otimistas para o surgimento da vida inteligente. Um cálculo de verso de envelope sugere a existência de 200 milhões de civilizações na Via Láctea. Nem Carl Sagan seria tão otimista! Isso, por si só, não aponta a necessidade de uma explicação alternativa, que não seja IET?

    Ermanno Borra – Boa pergunta. Resposta: eu não sei. É também possível que exista um número muito pequeno de IETs e a razão pela qual seja 1% em nosso caso seja que observamos um número limitado de estrelas. Talvez se observássemos mais estrelas teríamos detectado o mesmo número em uma amostra maior e teríamos uma porcentagem menor.

    Mensageiro Sideral – Seus resultados apontam uma concentração de sinais em estrelas de tipo solar, mas o que podemos dizer de sua distribuição na galáxia? Há algum padrão? Uma vez que o intervalo certo para os pulsos precisa ser aprendido, seria natural esperar que essas estrelas estivessem de algum modo agrupadas na Via Láctea, se fosse IET…

    Ermanno Borra – As estrelas não estão numa localização particular. Elas estão espalhadas por toda parte.

    Mensageiro Sideral – Qual foi a reação da comunidade de SETI até agora ao seu artigo?

    Ermanno Borra – Nenhuma reação em particular ainda.

    Mensageiro Sideral – Por que a escolha do “Publications of the Astronomica Society of the Pacific” para a publicação?

    Ermanno Borra – É um dos mais populares periódicos astronômicos.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/salvador-nogueira-relatou-possivel-descoberta-de-234-civilizacoes-alienigenas.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2025/09/asteroide-e-batizado-de-salvador-nogueira-colunista-da-folha.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/mensageiro-sideral/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/10/como-militares-investigaram-alienigenas-ao-longo-de-70-anos-no-brasil.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/08/novo-corra-que-a-policia-vem-ai-resgata-um-tipo-de-comedia-que-faz-falta.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  25. Miguel José Teixeira

    Mas, bah tchê!
    Tranquilo e sereno
    tal qual tartaruga
    em água de poço!

    “Leite dá a Lula aula de equilíbrio político”
    – Governador gaúcho tem a metade da idade do presidente, mas aparenta ter o dobro em matéria de bom senso.
    – Em poucas palavras, político do PSD expôs a incoerência da pregação governista por união e reconstrução.
    (Dora Kramer, FSP, 22/01/26)

    O governador do Rio Grande do Sul tem a metade da idade do presidente da República, mas pareceu ter o dobro em termos de bom senso numa solenidade para assinatura de contratos da Petrobras, na cidade de Rio Grande.

    Em cerimônia do governo federal, com público controlado e amigável, a hostilidade era a mesma fava contada que já fez outros governadores desistirem de comparecer a atos sob o patrocínio do Planalto e serem por isso acusados por Luiz Inácio da Silva (PT) de partidarismo indevido.

    Eduardo Leite (PSD), porém, não se intimidou. Foi lá, discursou e, recebido com vaias, ainda usou o microfone para dar uma lição de moral no pessoal que se diz amoroso, diferentemente dos adversários propagadores do ódio. “Esse é o amor que venceu o medo?”, questionou, cobrando respeito à autoridade tão eleita quanto o presidente querido da plateia que, sem se dar por achada nem enquadrada, prosseguiu na falta de educação cívica.

    O recado, contudo, estava dado. Serviu também para expor a incoerência do slogan governista “União e Reconstrução”, militante da prática de desunião e desconstrução. Disso Lula deu notícia logo depois ao defender a ideia de que 2026 deve ser o “ano da comparação” com os governos dos antecessores Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

    Nenhum dos dois é candidato, mas para um Lula que não se garante sem a presença de antagonistas em sua cena, isso pouco importa. A ele interessa manter viva a dinâmica do “nós contra eles”, absolutamente contraditória à pregação pacifista da propaganda oficial.

    Com o gesto, o governador gaúcho fez muito mais em prol da veracidade dos apelos à moderação que qualquer um de seus colegas de oposição, cujas ausências em cerimônias oficiais só corroboram as diatribes de Lula e atestam a opção pelo atrito no uso impróprio de suas atribuições institucionais.

    Leite não precisou de muito para ensinar às torcidas e respectivas chefias o sentido da representação de Estado. Bastou exercitar sem máscara as próprias convicções.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/01/leite-da-a-lula-aula-de-equilibrio-politico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    Vídeo em: https://youtu.be/u7qtBEUHpnE

    “Deus é Gaúcho”. . .
    Teixeirinha: https://www.youtube.com/watch?v=-XnMRZnr2RI

  26. Miguel José Teixeira

    “Em defesa do nosso brejo”
    – Muito do que Trump está fazendo hoje já vimos em Bolsonaro, em escala piolho.
    – Assim como os trumps, os bolsonaros são uma espécie à espera de herpetologistas políticos.
    (Ruy Castro, FSP, 22/01/26)

    É irresistível. Não consigo parar de escrever sobre Bolsonaro. Meus fiéis leitores bolsonaristas me acusam de ter uma fixação por ele, talvez até de natureza imoral. Eu responderia que meu interesse por Bolsonaro é o mesmo que o dos herpetologistas pelos répteis que estudam — e, por acaso, há algo de fisicamente réptil em Bolsonaro que fascina seus seguidores. A diferença é que os répteis são nossos irmãos e até o veneno que destilam para se defender é usado pela ciência em nosso benefício. Já a peçonha de Bolsonaro quase foi mortal para a democracia.

    Daí ser obrigatório estudar Bolsonaro. Ele não é um espécime isolado, mas toda uma espécie, como a dos queridos artrópodes — aranhas, escorpiões, ácaros. A dele é a dos bolsonaros. Precisamos classificá-los, determinar em que charcos ideológicos nascem e de que toxinas se compõem, para impedir que se expandam em flagelo. Para isso, precisamos de herpetologistas políticos, com botas de cano alto, dispostos a chafurdar nos alagados da nação.

    Ou, como modelo de análise, podemos usar Donald Trump, que não sai do noticiário. Há algo de familiar na capacidade de Trump mentir, ignorar instituições, rasgar acordos, subjugar aliados, trair amigos e proferir absurdos, dos quais recua hoje de propósito para retomá-los amanhã, sempre ganhando espaço e poder. Para ele, os valores morais e humanos que se danem. Já vimos isso em Bolsonaro, só que em escala piolho.

    A razão de Trump parecer imparável é que, como nunca imaginaram tal perfil de governante, os EUA não criaram anticorpos capazes de combatê-lo. Seu povo ainda não percebeu que está às vésperas de uma ditadura, cuja costura Trump começou a urdir no primeiro mandato.

    Assim como os bolsonaros, os trumps não se resumem a um indivíduo. São também uma espécie e muito mais perigosa, por seu alcance de destruição global. Mas não podemos descuidar do nosso brejo. É um rico ecossistema, de alta concentração de vida e, por isso, sujeito às espécies transmissoras da morte geradas em seu âmago.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/01/em-defesa-do-nosso-brejo.shtml)

  27. Miguel José Teixeira

    SuTriFão.:

    “Se fosse resolver
    iria te dizer
    foi minha agonia

    Se eu tentasse entender
    por mais que eu me esforçasse
    eu não conseguiria” (*)
    . . .
    “Escândalo de crédito de carbono falso no caso Master mina confiança”
    – Pirâmide financeira para a fabricação de R$ 45 bilhões mostra que o sistema de regulação falhou.
    – A começar pela Comissão de Valores Mobiliários, é preciso enfrentar o problema de peito aberto.
    (Adriana Fernandes, FSP, 21/01/26)

    Os detalhes da teia montada para sustentar o esquema de fraudes com uso de crédito de estoque de carbono, envolvendo a família Vorcaro, a empresa Alliance Participações e os fundos de investimento, já apontam para um dos maiores escândalos do setor no Brasil.

    Revelada pela Folha numa série de reportagens publicadas desde a semana passada, a pirâmide financeira para a fabricação de R$ 45 bilhões em crédito de estoque de carbono fake coloca em xeque as negociações desses ativos no momento em que o setor se preparava para ganhar impulso após a criação da lei sobre o mercado regulado.

    Sancionada em dezembro passado, a nova legislação determina um limite para a emissão de poluentes por parte de setores e empresas e obriga que o excedente seja compensado com a compra de créditos de carbono.

    Os planos para esse mercado eram ambiciosos, com a expectativa de o Brasil vir a sediar, no futuro, uma bolsa de valores de protagonismo mundial.

    Numa aposta para acelerar a transição energética na economia brasileira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a criar, no fim de 2025, uma secretaria extraordinária para regulamentar a lei.

    A ciranda financeira montada pelo Banco Master para desviar recursos com o uso de pretensos créditos, uma categoria de ativo que não existe no mercado, mostra que o sistema de regulação e fiscalização falhou. O trabalho regulatório terá que ser robusto para barrar as fraudes.

    O esquema faz questão de confundir créditos de carbono, um ativo legítimo, com créditos de estoque de carbono, que não têm mercado. Se a resposta do governo federal, dos órgãos fiscalizadores e da Justiça não for exemplar, o mercado já nascerá com a marca da desconfiança. Quem estiver no muro, vai ter que descer para enfrentar o problema de peito aberto.

    A começar pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), responsável pela fiscalização dos fundos. O órgão não deu resposta sobre como irá enfrentar a crise, com argumento de que não fala de casos específicos. Segue em dívida.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/adriana-fernandes/2026/01/escandalo-de-credito-carbono-falso-no-caso-master-mina-confianca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (*) O Menestrel, Oswaldo Montenegro: https://www.youtube.com/watch?v=_68al8iYT14

  28. Miguel José Teixeira

    “Golpe e contragolpe no bolsonarismo”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 22/01/26)

    As idas e vindas de Tarcísio de Freitas (*) (Republicanos) nos últimos dias renovaram o ambiente de incerteza em que se desenrola a definição daquela que deve ser a principal candidatura presidencial de direita neste ano.

    O governador paulista e o senador Flávio Bolsonaro (PL) travam uma luta pouco discreta pelo apoio de Jair Bolsonaro (PL) para essa empreitada. Nessa briga, Flávio ensaiou um golpe que levaria Tarcísio a ouvir do próprio Jair o recado de que ele estaria fora do jogo. O governador se esquivou e conseguiu adiar uma visita que deveria ter ocorrido hoje –e que, segundo aliados, seria um “beijo da morte” para sua candidatura presidencial.

    Agora, Tarcísio tem cerca de uma semana para reformular sua estratégia. O governador fez um recuo enfático ao reafirmar, publicamente, que vai disputar a reeleição em São Paulo. Deixou o caminho aberto para Flávio, embora entusiastas do nome de Tarcísio ainda trabalhem para convencer Jair Bolsonaro a mudar de ideia.

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/tarcisio-expoe-incomodo-com-flavio-e-irrita-aliados-de-bolsonaro-ao-cancelar-visita-na-papudinha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/moraes-remarca-visita-de-tarcisio-a-bolsonaro-para-a-semana-que-vem.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Mapa do poder
    O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – Uma ala do Supremo Tribunal Federal defende que o caso Master seja levado de volta à 1ª instância, no que seria uma “saída honrosa” para o ministro Dias Toffoli. Ele vem sendo questionado por decisões tomadas no curso do processo e pela relação de familiares com parentes do banqueiro Daniel Vorcaro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/ministros-do-stf-defendem-envio-do-caso-master-a-1a-instancia-como-saida-honrosa-para-toffoli.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Já descontados os efeitos da inflação, a arrecadação da União aumentou 3,5% em 2025, puxada entre outros fatores pelo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o Imposto de Renda retido na fonte sobre residentes no exterior e rendimentos de capital.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/arrecadacao-tem-alta-real-de-365-em-2025-e-fecha-ano-em-patamar-recorde.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (22), em conversa com jornalistas, que o congelamento do Acordo UE-Mercosul é um ‘percalço’ que será superado e que o governo federal vai tentar acelerar a tramitação da aprovação do acordo no Congresso Nacional.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/01/acordo-ue-mercosul-e-exemplo-em-tempos-de-instabilidade-e-governo-quer-acelerar-tramite-diz-alckmin.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  29. Miguel José Teixeira

    “Coreia do Sul é primeiro país a criar lei que regulamenta uso de inteligência artificial”
    – Em outubro, Califórnia promulgou uma lei que regulamenta os chatbots de IA, desafiando pressão da Casa Branca para manter tecnologia fora do alcance da regulamentação.
    (Por AFP — Seul, O Globo, 22/01/26)
    . . .
    “A Coreia do Sul se tornou o primeiro país a implementar formalmente uma lei que regulamenta o uso de inteligência artificial, incluindo deepfakes. A legislação exige que empresas notifiquem usuários sobre o uso de IA e rotulem claramente conteúdos alterados. Violações podem resultar em multas de até 30 milhões de won. A medida visa estabelecer uma base segura para inovação em IA, enquanto o país planeja triplicar investimentos no setor.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/01/22/coreia-do-sul-e-primeiro-pais-a-criar-lei-que-regulamenta-uso-de-inteligencia-artificial.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  30. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (I)
    (Por Gabriel Cariello, 22/01/26)

    O SUPREMO E O CASO MASTER

    Seguranças que atendem ao Supremo Tribunal Federal receberam diárias por 128 dias de viagens, entre 2022 e 2025, para a região de Ribeirão Claro (PR) onde fica um resort de luxo frequentado pelo ministro Dias Toffoli . O local já pertenceu a irmãos do magistrado. Parte da participação dos familiares do Toffoli no empreendimento teria sido vendida a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é o relator do caso Master no STF.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/22/diarias-revelam-seguranca-para-stf-em-128-dias-de-fim-de-semana-feriado-e-recesso-em-regiao-de-resort-frequentado-por-toffoli.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    A suprema toga esbanJANJAndo aLULAdo!

    https://www.youtube.com/watch?v=U9FzgsF2T-s

  31. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (II)
    (Por Gabriel Cariello, 22/01/26)

    CULTURA EM FESTA

    “O agente secreto” (1) se tornou o filme brasileiro com o maior número de indicações ao Oscar, repetindo o feito de “Cidade de Deus”. O longa de Kleber Mendonça Filho disputará quatro estatuetas (2) no dia 15 de março, incluindo melhor filme e melhor ator, com Wagner Moura. Os cinéfilos brasileiros também torcerão pelo paulista Adolpho Veloso (3), indicado a melhor fotografia por “Sonhos de trem”. Veja a lista completa (4) de indicados e as críticas do GLOBO (5).

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2026/01/22/analise-o-agente-secreto-mostra-forca-com-4-indicacoes-e-entra-como-um-dos-favoritos-ao-oscar-de-filme-internacional.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2026/01/22/oscar-2026-confira-a-lista-completa-de-indicados-a-premiacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2026/01/22/brasileiro-adolpho-veloso-e-indicado-ao-oscar-de-melhor-fotografia-por-sonhos-de-trem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2026/01/22/indicados-ao-oscar-2026-veja-lista-completa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (5) https://oglobo.globo.com/rioshow/cinema/guia/o-agente-secreto-marty-supreme-hamnet-e-mais-leia-todas-as-criticas-dos-filmes-indicados-a-oscar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Henry Mancini & Orchestra: https://www.youtube.com/watch?v=wspSF8vKACM

  32. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (III)
    (Por Gabriel Cariello, 22/01/26)

    O GRUPO DE TRUMP

    O embaixador Celso Amorim, principal assessor do presidente Lula para assuntos internacionais, afirma não ver possibilidade de o Brasil aderir ao “Conselho de Paz para Gaza” proposto por Donald Trump. Em entrevista ao GLOBO (*)https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/22/trump-lanca-conselho-da-paz-em-davos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde, Amorim afirma que o estatuto representa uma tentativa de reforma da ONU conduzida por um único país e que a palavra “Gaza” sequer aparece no documento. Trump lançou a iniciativa em Davos com adesão menor do que a esperada (**) e ausência de aliados da Otan.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/22/entrevista-proposta-de-trump-sobre-conselho-da-paz-e-confusa-e-nao-vejo-como-brasil-aceitar-diz-amorim.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/22/trump-lanca-conselho-da-paz-em-davos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    . . .
    “Armei uma arapuca na beira da estrada
    Pra pegar moça bonita e também mulher casada”
    . . .
    Trio Parada Dura: https://www.youtube.com/watch?v=NFY4dnaGYco

  33. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 22/01/26)

    À ESPERA DA TRÉGUA

    Após encontro com Trump em Davos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que documentos sobre o fim da guerra com a Rússia estão quase prontos: “90% concluídos”. Os textos tratam de garantias de segurança e ações econômicas. Zelensky anunciou a primeira reunião com representantes de EUA, Rússia e Ucrânia e criticou postura de líderes europeus.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/22/zelensky-diz-que-documentos-para-encerrar-a-guerra-estao-quase-prontos-e-anuncia-reuniao-trilateral-entre-eua-ucrania-e-russia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Dire Straits, “Brothers in Arms”: https://www.youtube.com/watch?v=L5M0vN73Tno

  34. Miguel José Teixeira

    Nahas, tenha fé no SuTriFe
    pois ele não costuma “faiá”!

    “Resumão, O Globo (V)
    (Por Gabriel Cariello, 22/01/26)

    PRESO NA BAHIA

    O empresário Sérgio Nahas foi preso na Praia do Forte, no litoral da Bahia, 23 anos depois do assassinato de sua mulher, Fernanda Orfali. Ele foi identificado por câmeras de reconhecimento facial e detido em uma acomodação de luxo. Nahas foi condenado por homicídio simples, teve a pena ratificada pelo STF em 2025 e estava foragido.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/22/empresario-que-matou-a-mulher-ha-23-anos-e-reconhecido-por-cameras-e-preso-em-destino-turistico-na-bahia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    . . .
    “Andar com fé eu vou
    Que a fé não costuma faiar”
    . . .
    Gil: https://www.youtube.com/watch?v=JC63-PQ-O1w

  35. Miguel José Teixeira

    Tarcisão, Tarcisão!
    O técnico da seleção de 74
    (aquele mesmo que a terra já o engoliu)
    escondeu tanto suas “armas”
    que quando resolveu usá-las,
    o Brasil já estava desclassificado!

    “Tarcísio marca reuniões, sonda marqueteiros e evita visita a Bolsonaro por corrida ao Planalto”
    – Governador de São Paulo intensifica articulações nacionais, consulta estrategistas e ganha tempo diante da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e das tensões no campo bolsonarista.
    (Por Luísa Marzullo, Sérgio Quintella e Hyndara Freitas — Brasília e São Paulo)
    . . .
    “Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, intensifica articulações políticas para se viabilizar como possível candidato à Presidência, em meio à resistência à candidatura de Flávio Bolsonaro. Tarcísio evita visita a Jair Bolsonaro, preso em Brasília, para não se comprometer com a campanha de Flávio. O movimento, apoiado por empresários e lideranças evangélicas, busca medir sua viabilidade eleitoral.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/22/tarcisio-marca-reunioes-sonda-marqueteiros-e-evita-visita-a-bolsonaro-por-corrida-ao-planalto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  36. Miguel José Teixeira

    Uncle Sam’s orange chameleon!

    “Insano com uns, racista com outros”
    – O racismo aberto de Trump no âmbito interno se junta agora a um empoderamento externo, sobretudo após os ataques ao Irã e à Venezuela.
    (Por Guga Chacra — Nova York, O Globo, 22/01/26)
    . . .
    “Donald Trump, em discurso polêmico, classificou somalis como de “QI baixo”, refletindo seu histórico racista. A declaração foi ofuscada por ações internacionais controversas, como ataques ao Irã e Venezuela, e a proposta de anexação da Groenlândia. Brasileiros também são afetados por políticas xenófobas, estando em lista de países com imigração restrita aos EUA. A normalização do racismo de Trump preocupa, enquanto ele mantém influência global, desestabilizando alianças ocidentais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/guga-chacra/post/2026/01/insano-com-uns-racista-com-outros.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  37. Miguel José Teixeira

    Taxxad sacrificado de novo!
    É hora do paulista
    ir à forra!

    “Haddad no fogo fortalece Lula”
    – A conta do PT não passa por ganhar em São Paulo se o adversário for Tarcísio, cenário mais provável hoje. Passa por não perder de muito.
    (Por Julia Duailibi, O Globo, 22/01//26)
    . . .
    “Lula prepara palanques para as eleições, convocando Haddad para disputar São Paulo, onde o PT nunca venceu. A expectativa não é ganhar de Tarcísio de Freitas, mas não perder por muito. Apesar do risco, Haddad é visto como estratégico para a sucessão de 2030, mesmo que sua candidatura em 2026 seja um “sacrifício” necessário para fortalecer o partido em cenários futuros.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/julia-duailibi/coluna/2026/01/haddad-no-fogo-fortalece-lula.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  38. Miguel José Teixeira

    Genteeemmm. . .
    Novidade na toga!
    Vem aí. . .
    O SuTriFãopalooza!

    “Master prejudica credibilidade do Brasil para investidores”
    – As decisões são técnicas ou mudam de acordo com o reclamante, o suspeito ou o réu?
    (Por Flávia Barbosa, O Globo, 22/01/26)
    . . .
    “O Caso Master expõe graves fragilidades no ambiente institucional e econômico do Brasil, afetando a confiança dos investidores. O escândalo envolve fraudes financeiras e uma rede de influência política, gerando incertezas jurídicas e regulatórias. A instabilidade institucional levanta dúvidas sobre a imparcialidade das decisões e a segurança do mercado brasileiro, potencialmente afastando investimentos cruciais para o desenvolvimento econômico.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/01/master-prejudica-credibilidade-do-brasil-para-investidores.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  39. Miguel José Teixeira

    Pra não dizerem que
    não teclei sobre o
    SuTriFão!

    “Com fim do Will Bank, qual é o tamanho da conta deixada pelo Grupo Master para o FGC pagar aos clientes?”
    – Instituição financeira era voltada para classes C e D e estava sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet).
    (Por Paulo Renato Nepomuceno, João Sorima Neto e Fabio Graner — Rio de Janeiro, O Globo, 22/01/26)
    . . .
    “O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, parte do grupo Master, após inviabilidade financeira. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagará R$ 6,3 bilhões a clientes com investimentos de até R$ 250 mil. A liquidação eleva a dívida do FGC com o grupo Master para R$ 47 bilhões. O processo, iniciado em novembro, resultou do fracasso na venda do banco e inadimplência com a Mastercard.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/01/22/com-fim-do-will-bank-qual-e-o-tamanho-da-conta-deixada-pelo-grupo-master-para-o-fgc-pagar-aos-clientes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  40. Miguel José Teixeira

    Extra! Extra! Extra!
    Novamente e de novo na fita:
    Su Tri Fão!

    “‘Climão’ no STF: veja em 4 pontos o que conta contra Toffoli na condução do caso Master e incomoda outros ministros”
    – Entre medidas criticadas, ministro encurtou prazo para Polícia Federal colher depoimentos.
    (Por O GLOBO, Rafael Moraes Moura e Mariana Muniz — Brasília, 22/01/24)
    . . .
    “O caso Master gerou tensão no STF, especialmente em relação ao ministro Dias Toffoli, criticado por decisões controversas na investigação de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Toffoli encurtou prazos para depoimentos e tem ligações familiares suspeitas com um resort financiado por fundos associados ao banco. Há pressão para sua saída do caso, mas é improvável que ele se declare impedido. A crise destaca a necessidade de um código de conduta para ministros.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/01/22/climao-no-stf-veja-em-4-pontos-o-que-conta-contra-toffoli-na-conducao-do-caso-master-e-incomoda-outros-ministros.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  41. Miguel José Teixeira

    “Amanhã talvez”
    (TixaNews, jan 22)

    Tarcísio achou algo melhor para fazer do que visitar Bolsonaro na prisão-hotel, e pulou fora. Outro que pulou fora foi o advogado de luxo Walfrido Warde, só que ele pulou do caso Master. E, por falar em luxo, o resort de luxo lá no Paraná deixou Toffoli e os irmãos, mas Toffoli e os irmãos não deixaram o resort de luxo. E o Trump jurou de dedinhos que não vai usar a força para tomar a Groenlândia. Vem ler.

    Selva!

    Ontem, noticiamos aqui que Xandão resolveu deixar o Tarcísio visitar Bolsonaro na papudinha, a prisão de luxo onde o ex-mito cumpre sua pena. Só que, assim que a notícia saiu, Flavitcho já correu dizer que sabia direitinho o que o pai iria falar para o governador de São Paulo: que o 01 será o candidato dele à presidência.

    Parece que azedou o pé do frango e, hoje, Tarcísio resolveu dar um perdido em Bolsonaro e adiou a visitinha, sem uma nova data confirmada. A explicação? Compromissos em São Paulo! Claro, claro!

    A galera do Centrão soltou aqui e ali na imprensa que esse adiamento é para ganhar tempo, já que a direita tá mais perdida que cachorro que caiu do caminhão de mudança, afinal eles não querem Flavitcho Bolsonaro para encarar o Lula nas próximas eleições.

    Só contextualizando o rolezinho do Tarcísio: primeiro, ele curte um comentário da própria esposa, que escreveu nas redes que o Brasil precisa de um CEO como ele. Agora, adia a visita a Bolsonaro, que já confirmou que o Flávio é o candidato. Huuum! Acho que tá querendo!

    Master Pânico
    E Walfrido Warde, que é o advogado supra-sumo star dos mega litígios empresariais, também andou pulando fora hoje. Só que, nesse caso, foi um pulo pra fora da defesa do Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, no caso que corre no Supremo e que investiga toda essa treta que envolve o banqueiro. E a explicação é porque ele não atua na área criminal. E, pelo andar da carruagem, bota criminal nisso tudo.

    Nota aleatória: Walfrido, desde 2018, vira o nariz para delações premiadas. Por isso, teve um certo povo meio em pânico com esse movimento.

    Quanto mais mexe…
    Deputados do PSOL e PT pediram explicações ao Banco Central sobre o rolê da Clava Forte Bank, que foi fundada pelo pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha. E quem era pastor na tal Igreja Lagoinha? Fábio Zettel, o cunhado do Vorcaro, que foi preso no dia em que estava embarcando para Dubai.

    E, falando em Banco Central, ele liquidou hoje o Will Bank, que era o Nubank do Vorcaro, com 60% dos clientes sendo das classes de baixa renda e do Nordeste. Mais uns 6 bi de prejuízo, inclusive para o BRB, o Banco de Brasília, que o governador Ibaneis, dia sim, outro também, jura que está bem. Mesmo com o rolê dos empréstimos fraudulentos na tentativa de salvar o Master.

    A propósito, o BC não respondeu até agora por que deu um banco para o ex-sócio do Vorcaro, o Augusto Lima, já que tinha identificado fraudes no Master. O tal Lima era o braço baiano com boas relações com o PT baiano. O Vorcaro já andava mais à direita.

    Por falar em coisa mal explicada…

    E a imprensa segue na cola do supremo Toffoli
    A Folha contou hoje que, mesmo depois de seus irmãos se desfazerem da participação que tinham no resort de luxo na divisa entre Paraná e São Paulo, ele continuava a frequentar o lugar e chegava de helicóptero e tudo. Para quem está perdido, os irmãos do ministro em algum momento foram sócios do empreendimento junto com um fundo que fazia parte das tretas do Banco Master. Mas eles já venderam a participação no negócio… para um advogado da JBS — sim, a do Joesley Jojo Batista. Ufa, melhor mesmo se livrar de tretas, né?

    Mas a galera que trabalhou e que ainda trabalha no resort jura de pés juntos que a Family Dias Toffoli ainda é dona do babado. Aff.

    Já o Estadão resolveu visitar a sede da empresa dos irmãos do ministro supremo. A tal sede, na verdade, é a casa do José Eugênio Dias Toffoli, um dos maninhos. Segundo a reportagem, a casa está com a pintura zuadinha e rachada, e o piso da garagem e da calçada rachados. Nada de luxo. E a esposa do Zé Toffoli mandou essa: “Sócio? Olha minha casa.” Digo nada, só óleo.

    Por falar em Laranja, digo, Orange…
    Donald J. Trump (J de João, eu juro) jurou de dedinhos hoje que não vai usar a força na Groenlândia. Ele disse que já definiu com a OTAN o rascunho de um futuro acordo nesse rolê da ilha gelada.

    E daí cancelou aquelas tarifas de 10% que a galera da Europa iria ter que começar a pagar no começo de fevereiro. Trump sendo Trump. Agindo ao sabor do topete.

    Chega, BRASEW. Que não tenho resort, nem banco.

    (TRPCE)

    Amanhã será um lindo dia
    Da mais louca alegria
    Que se possa imaginar

    Amanhã, redobrada a força
    Pra cima que não cessa
    Há de vingar

    Amanhã, mais nenhum mistério
    Acima do ilusório
    O astro rei vai brilhar

    Amanhã a luminosidade
    Alheia a qualquer vontade
    Há de imperar, há de imperar

    Amanhã está toda a esperança
    Por menor que pareça
    O que existe é pra vicejar

    Amanhã, apesar de hoje
    Ser a estrada que surge
    Pra se trilhar

    Amanhã, mesmo que uns não queiram
    Será de outros que esperam
    Ver o dia raiar

    Amanhã ódios aplacados
    Temores abrandados
    Será pleno, será pleno

    (Guilherme Arantes: https://www.youtube.com/watch?v=0mpNzNEeDFk)

  42. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (074)

    “Tostão questionou relação entre resultados e competência de técnicos no futebol”
    – ‘Jogar sem Messi e Neymar seria como cortar parte da asa de um pássaro e colocá-lo para voar’, escreveu.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    O ex-jogador e médico Tostão (1), colunista da Folha e campeão mundial em 1970 (2), analisou com ceticismo a relação entre vitórias e capacidade técnica no futebol (3). Em 2016, provocou: “Como há dezenas de fatores envolvidos no resultado de um jogo, de um campeonato e na carreira de um treinador, principalmente a qualidade dos jogadores, nem sempre existe uma correlação entre os resultados e a capacidade dos técnicos”, escreveu em texto publicado na Folha.

    Tostão usou exemplos concretos para ilustrar as ironias do futebol. Geninho (4) foi campeão brasileiro pelo Atlético-PR (5) em 2001 e “depois, desapareceu da Série A”. Tite (6) era técnico do Atlético-MG (7) rebaixado em 2005, após conquistar “brilhantemente, o título da Copa do Brasil (8) de 2001, pelo Grêmio”. A observação era cortante: “Treinadores, mesmo fazendo as mesmas coisas e usando os mesmos conceitos, são badalados nas vitórias e massacrados nas derrotas”.

    O colunista ironizou o modismo dos cursos europeus: “Após um longo período em que os treinadores ficavam bravos quando eram chamados de defasados em relação aos treinadores europeus (9), agora, gostam de se vangloriar e de divulgar os cursos feitos na Europa, mesmo que sejam em passeio de férias, entre uma selfie e outra”. Sobre Tite na seleção, manteve cautela: “As boas atuações da seleção não seriam também decorrentes da chegada de um novo técnico, de um encanto passageiro?”

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (10), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Nem sequer existe relação entre resultados e capacidade dos técnicos (9/10/2016)

    Luxemburgo disse no SporTV que os resultados na China são manipulados. Felipão ficou indignado. Falou que são desculpas absurdas do técnico pelo seu fracasso. Os dois estão entre os técnicos brasileiros mais elogiados e criticados nos últimos tempos.

    Todos os treinadores têm altos e baixos em suas carreiras. Geninho foi campeão brasileiro pelo Atlético-PR em 2001 e, depois, desapareceu da Série A. Tite era o treinador do Atlético-MG, rebaixado para a segunda divisão em 2005, depois de conquistar, brilhantemente, o título da Copa do Brasil de 2001, pelo Grêmio.

    Como há dezenas de fatores envolvidos no resultado de um jogo, de um campeonato e na carreira de um treinador, principalmente a qualidade dos jogadores, nem sempre existe uma correlação entre os resultados e a capacidade dos técnicos. Obviamente, os mais bem preparados têm mais chance de sucesso.

    Será que Luxemburgo era tão excepcional como falam no período em que ganhou vários títulos? Será que seus últimos fracassos são, principalmente, decorrentes de sua falta de dedicação e de atualização, como tanto dizem?

    Treinadores, mesmo fazendo as mesmas coisas e usando os mesmo conceitos, são badalados nas vitórias e massacrados nas derrotas. Os técnicos reclamam que os comentaristas não assistem aos treinos e que, por isso, não tem condição de analisar bem o trabalho. Mas podemos ver os jogos, o que é o mais importante.

    Sempre que um técnico passa a ter uma sequência de vitórias, falam que ele estudou muito e que se atualizou. O inverso ocorre na sequência de derrotas. Nem sempre é assim. Após um longo período em que os treinadores ficavam bravos quando eram chamados de defasados em relação aos treinadores europeus, agora, gostam de se vangloriar e de divulgar os cursos feitos na Europa, mesmo que sejam em passeio de férias, entre uma selfie e outra.

    Obviamente, existem evidências, fatos, que mostram como muitos técnicos se preparam com seriedade para se tornarem muito melhores. Tite é um deles.

    Em pouco tempo, a seleção, com Tite, parece jogar junta há muito tempo. Neymar e Gabriel Jesus se entendem pelo olhar e pelos movimentos do corpo. Isso, às vezes, ocorre naturalmente. Com a ajuda do técnico, fica mais fácil. Aumentou a esperança de que o Brasil tenha um excepcional centroavante nos próximos anos.

    Mesmo sendo Tite muito mais preparado e arejado que Dunga, dentro e fora de campo, as boas atuações da seleção não seriam também decorrentes da chegada de um novo técnico, de um encanto passageiro? Após a Copa das Confederações, havia um enorme otimismo com a seleção e com Felipão. O time brasileiro, no início das duas passagens de Dunga, ganhou e atou bem em inúmeras partidas seguidas.

    Neymar está cada dia mais espetacular. Falta apenas ele ficar menos irritado com as duras faltas. Estará fora do jogo contra a Venezuela, por suspensão, o que poderá se repetir em partidas difíceis e decisivas. Neymar e Messi fazem uma tremenda falta às suas seleções, a principal razão dos vários resultados ruins da Argentina nas eliminatórias. Isso não impede que Brasil e Argentina façam uma ou outra ótima partida sem os dois craques.

    Jogar sem Messi e Neymar seria como cortar parte da asa de um pássaro e colocá-lo para voar.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/tostao-questionou-relacao-entre-resultados-e-competencia-de-tecnicos-no-futebol.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/
    (2) https://temas.folha.uol.com.br/minha-copa-o-tri-de-70/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/esporte/selecaobrasileira/#
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2303200312.htm
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/atletico-pr/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/tite/
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/atletico-mg/
    (8) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/copa-do-brasil/
    (9) https://www1.folha.uol.com.br/esporte/futebolinternacional/
    (10) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  43. Miguel José Teixeira

    “Por dentro do Dops”
    – O prédio que serviu a duas ditaduras deve se tornar um museu dos direitos humanos.
    – Em suas masmorras, praticaram-se horrores que não podem ser apagados nem se repetir.
    (Ruy Castro, FSP, 21/01/26)

    O prédio da ex-sede do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), na rua da Relação, aqui no Rio, foi tombado pelo Iphan e, depois de passado o rodo e restaurado, pode se tornar um museu dos direitos humano. Por suas masmorras passaram presos de duas ditaduras, a de Getúlio Vargas (1937-1945) e a dos militares, de 1964 a 1975, quando foi desativado. Entre uma e outra, na democracia, muita gente apanhou lá, sem motivo político ou sem motivo.

    Sob Getulio, ele abrigou a Polícia Central, comandada pelo major Filinto Müller, chefe de polícia do então Distrito Federal. Filinto, de origem vagamente alemã, mas nazista de carteirinha, era o braço armado da Justiça e tão ou mais poderoso do que esta —os atos dos juízes podiam ser desfeitos; os de Filinto não, porque o preso já podia ter morrido na tortura ou sido atirado lá embaixo, no pátio, como o americano Victor Allen Barron, implicado no levante comunista de 1935. Em 1936, o prédio recebeu o Dops, criado pelo ministro da Justiça, Vicente Rao, e com ligação direta com a Gestapo. Se não foram jogados fora, os arquivos devem contar o que houve de horrores lá dentro.

    Desde que desocupado pela polícia, o prédio passou por várias funções. Uma ideia para aproveitá-lo, felizmente não adotada, foi a de convertê-lo num shopping, o que seria o supremo acinte aos seus mortos e torturados. Desde então, deixaram-no para cair. Mas, teimoso, ele continuou de pé, espero que para resguardar uma parte da história do Brasil que não pode ser apagada nem se repetir. Conheço instituições parecidas, inestimáveis, em Berlim, Budapeste e Lisboa.

    Aliás, conheci também o interior do Dops, em março de 1967 (*), ao ser preso como estudante numa passeata e botado numa cela por acaso vazia. Fui solto algumas horas depois por interferência do senador Mario Martins (MDB-GB), dedicado a exigir a libertação de estudantes.

    Livre, atravessei a rua e fui para o Correio da Manhã, que ficava em frente, na diagonal, e escrevi sobre a passeata que fora cobrir como repórter.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/01/por-dentro-do-dops.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) Em 1967, o pop brasileiro foi marcado pelos Festivais da Canção, com hits como “Alegria, Alegria” (Caetano Veloso) e “Domingo no Parque” (Gilberto Gil) que introduziram guitarras elétricas e o Tropicalismo, além de sucessos como “Meu Grito” (Agnaldo Timóteo) e “A Praça” (Ronnie Von) nas paradas de singles, refletindo a efervescência da MPB e a influência do iê-iê-iê.

    Músicas e Artistas Populares de Destaque em 1967:

    “Alegria, Alegria”: Caetano Veloso com os Beat Boys, símbolo da ruptura com a música tradicional, tocando guitarra elétrica.
    “Domingo no Parque”: Gilberto Gil com Os Mutantes, misturando poesia com arranjos inovadores.
    “Meu Grito”: Agnaldo Timóteo, um dos maiores sucessos comerciais do ano.
    “A Praça”: Ronnie Von, outra canção popular que dominou as vendas.
    “Ponteio”: Vencedora do Festival da Record, de Edu Lobo e José Carlos Capinam, mostrando a força da MPB (**).
    “Roda Viva”: Chico Buarque, classificada em 3º lugar no festival, importante para o teatro e música.

    Contexto:
    1967 foi um ano crucial, com os Festivais da TV Record servindo de palco para a Tropicália, um movimento que modernizou a música brasileira ao incorporar elementos do rock e da cultura pop internacional, enquanto gêneros como o iê-iê-iê e o brega romântico também faziam sucesso nas rádios.

    (**) https://www.youtube.com/watch?v=hzDOjE_KlTI

    Que fim levaram nossos gênios da música?

  44. Miguel José Teixeira

    “Habitué”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 21/01/26)

    O ministro do STF Dias Toffoli continua frequentando o resort que pertencia a seus irmãos (*) José Eugênio e José Carlos em sociedade com o fundo de investimento Arleen, do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

    A última vez que Toffoli esteve no local foi na noite do Ano-Novo. Quando visita o Tayayá, na cidade paranaense de Ribeirão Claro (PR), ele chega de helicóptero e se hospeda em uma casa no alto do morro.

    Os repórteres Paulo Ricardo Martins (**) e Lucas Marchesini (***) apuraram estas e outras informações junto a cinco funcionários e ex-funcionários do hotel, sob condição de anonimato.

    O resort é acessível para quem adquire cotas da propriedade, ao valor mínimo de R$ 154 mil, ou paga uma diária que não sai por menos de R$ 1.200. Além de piscina, quadras e acesso à represa, o local também abriga um pequeno cassino (****).

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/toffoli-continua-a-frequentar-resort-que-uniu-fundo-ligado-a-vorcaro-e-parentes-do-ministro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/autores/paulo-ricardo-martins.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***) https://www1.folha.uol.com.br/autores/lucas-marchesini.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (****) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/resort-frequentado-por-toffoli-tem-cassino-lanchas-e-casa-com-cota-de-r-750-mil-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Mapa do Poder
    O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – O senador Rogério Marinho (*) (PL-RN) desistiu de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano para coordenar a campanha do colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O movimento ocorre a pedido de Jair Bolsonaro, segundo Marinho.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/rogerio-marinho-desiste-de-candidatura-a-governador-para-coordenar-campanha-de-flavio-bolsonaro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    > (*) É que Simonetti, tem tranquilamente, mais 4 anos no parasitário alto!

    2 – Apontado como articulador da estratégia agressiva de advocacia que buscava reverter a liquidação do Master via Supremo e TCU (Tribunal de Contas da União), o advogado Walfrido Warde deixou a defesa de Daniel Vorcaro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/advogado-walfrido-warde-deixa-defesa-de-vorcaro-e-atuacao-do-master-no-tcu.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – O presidente Lula (PT) assinou hoje medida provisória reajustando acima da inflação o salário dos professores da educação básica de rede pública. O acréscimo será de 5,4% e tem efeito imediato.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/01/lula-assina-mp-para-reajustar-em-54-o-piso-salarial-dos-professores.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  45. Miguel José Teixeira

    Comos se já não bastasse
    o ribombante fracasso!

    “TCU diz que irregularidades em licitações da COP-30 permitiram sobrepreço de até 1.000%”
    – Procuradas, a Casa Civil e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) não se manifestaram.
    (Gustavo Côrtes, portal Terra, 21/01/26)

    O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades nas licitações que definiram as empresas responsáveis pela organização da COP-30, sediada em Belém, em novembro do ano passado. Segundo o acórdãoda corte de contas, falhas nos critérios de seleção permitiram a comercialização de produtos por preços até 1.000% superiores àqueles praticados no mercado. É o caso de uma cadeira de R$ 150,00 que, no evento internacional, era comercializada a R$ 1.650,00.

    “Permitir que um parceiro privado explore de forma predatória um mercado cativo, criado por um contrato público, atenta contra a moralidade administrativa e o princípio da busca pela proposta mais vantajosa em sua totalidade”, diz a decisão que teve como relator o ministro Bruno Dantas.

    Procurados, o Ministério da Casa Civil e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), que realizou as licitações, não responderam até a publicação da reportagem.

    No processo, a Secretaria Extraordinária para a COP-30 argumenta que a receita da venda de produtos reduziu custos para a administração pública. Sustentou ainda que todas as empresas que participaram das licitações tiveram o mesmo nível de acesso a informações do edital.

    A OEI citou supostas dificuldades da região em que o evento foi realizado, como distância de grandes centros e infraestrutura limitada para justificar os altos preços. Também disse que a exclusividade cedida às empresas na exploração de comercialização de produtos dentro da COP-30 era necessária para garantir a padronização de protocolos de segurança exigidos em conferências da ONU.

    Apesar da constatação de falhas, não houve punições aos envolvidos nem medidas cautelares. Isso porque os contratos se encontram em fase final de execução e a entidade que realizou o certame, a OEI, é um organismo internacional e, portanto, está fora da jurisdição do TCU.

    O tribunal optou apenas por comunicar a Secretaria Extraordinária para a COP-30 (Secop), vinculada ao Ministério da Casa Civil, para que o erro não ocorra novamente.

    De acordo com a decisão, a licitação não levou em consideração os preços que seriam praticados na comercialização de produtos dentro das áreas da COP-30. Esses valores puderam ser definidos livremente após a assinatura dos contratos. Assim, as empresas ofereceram descontos lineares de 50% na fase licitatória para depois poderem explorar as vendas com sobrepreços.

    Essa falha, criou um contexto de “subsidiação cruzada”. Ou seja, a OEI economizou no valor que pagou às empresas e as empresas lucraram com os altos valores de produtos vendidos no evento.

    Outro fator que contribuiu para o descontrole foi a exigência de capital social integralizado como requisito de qualificação econômico-financeira. Essa norma, no entendimento do TCU, restringe excessivamente o número de empresas capazes de competir na licitação e limitou a concorrência.

    “A lei faculta a exigência de capital social mínimo ou patrimônio líquido, sem impor a condição de integralização imediata, que serve como barreira de entrada injustificada a empresas solventes”, diz trecho do acórdão.

    (Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/tcu-diz-que-irregularidades-em-licitacoes-da-cop-30-permitiram-sobrepreco-de-ate-1000,e91942f8927ab2afcdc2ffbec018081ayffwavry.html

  46. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (I)
    (Por Gabriel Cariello, 21/01/26)

    TRUMP EM DAVOS

    O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu no Fórum Econômico de Davos em abrir negociações para comprar a Groenlândia, descartando a possibilidade de usar a força (*) para anexar o território. Trump recuou da ameaça de impor tarifas a aliados europeus e disse ter um “esboço” de acordo (**) com a Otan sobre a ilha.

    ► Trump chamou a Dinamarca de ingrata. “Apenas os EUA podem proteger essa enorme massa de terra, tornando seguro para a Europa e bom para nós”, afirmou. O exército dinamarquês enviou unidades de elite (***) para a Groenlândia.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/21/trump-discursa-em-davos-em-meio-a-tensoes-com-aliados-europeus-por-groenlandia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/21/trump-recua-em-ameaca-de-tarifas-a-europa-apos-dizer-que-chegou-a-esboco-de-acordo-sobre-groenlandia-com-otan.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/21/dinamarca-envia-unidade-de-elite-para-a-groenlandia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  47. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (II)
    (Por Gabriel Cariello, 21/01/26)

    OBSTÁCULOS AO ACORDO

    O Parlamento Europeu encaminhou ao Tribunal de Justiça do bloco (*) o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul. A decisão foi aprovada por margem apertada: 334 votos a favor e 324 contra. A judicialização adiará a aplicação formal do tratado assinado no sábado. A França comemorou. O governo brasileiro avalia que sua estratégia se mantém: a prioridade é aprovar o tratado no Congresso (**).

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/21/parlamento-europeu-aprova-levar-acordo-entre-ue-e-mercosul-a-justica.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/21/governo-lula-foca-na-aprovacao-no-congresso-e-minimiza-entraves-europeus-ao-acordo-mercosul-ue.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  48. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (III)
    (Por Gabriel Cariello, 21/01/26)

    LIQUIDAÇÕES DO CASO MASTER

    O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Will Bank (*), a sexta (**) ligada ao caso do Banco Master. A instituição estava sob administração especial (***) desde novembro. A crise se agravou no último dia 19, com suspensão das operações com cartões pela Mastercard. O Fundo Garantidor de Crédito foi acionado e vai desembolsar R$ 6,3 bilhões (****) para cobrir investimentos de até R$ 250 mil. O Will Bank tinha seis milhões de clientes, com 60% no Nordeste.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/21/banco-central-determina-liquidacao-do-will-bank-braco-digital-do-grupo-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/21/liquidacao-do-will-bank-e-a-sexta-relacionada-ao-caso-master-veja-lista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/21/sem-comprador-e-operando-em-regime-especial-will-bank-estava-a-um-passo-da-liquidacao-dizem-especialistas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (****) https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/01/21/will-bank-fgc-anuncia-63-bilhoes-em-garantias.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  49. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 21/01/26)

    TARCÍSIO EVITA BOLSONARO

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu críticas (*) de bolsonaristas por adiar a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. Aliados viram uma tentativa de não se comprometer (**) com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Para lideranças do Centrão, Tarcísio tenta ganhar tempo. Nos bastidores, a avaliação é que o encontro carregava mais riscos do que ganhos.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/21/bolsonaristas-criticam-decisao-de-tarcisio-de-cancelar-visita-a-ex-presidente-preso.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/21/aliados-atribuem-recuo-de-tarcisio-em-visita-a-bolsonaro-a-tentativa-de-nao-se-comprometer-com-campanha-de-flavio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/21/centrao-ve-adiamento-de-visita-de-tarcisio-a-bolsonaro-como-estrategia-para-ganhar-tempo-na-disputa-pelo-planalto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  50. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo (V)
    (Por Gabriel Cariello, 21/01/26)

    VETO DO IBAMA

    O Ibama indeferiu o pedido de licença prévia para construção da Usina Termelétrica de São Paulo , em Caçapava, projetada para ser a maior da América Latina. Segundo o instituto, faltam informações conclusivas sobre impactos ambientais. A Fiocruz identificou risco potencial à saúde da população local. Criticado por ambientalistas, o projeto prevê queimar 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

    +em: https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgzQfBQMjDqGqgNJlBZnPLLPxtHhM

  51. Miguel José Teixeira

    “Europa estraga a festa de Lula”
    – Presidente petista passou a se colocar a favor do livre comércio recentemente, mas mudança de última hora pode não render frutos.
    (Redação Crusoé, 21/01/26)

    Ao encaminhar o acordo UE-Mercosul para o Tribunal de Justiça da União Europeia, o Parlamento Europeu estragou a festa do presidente Lula, que pretendia usar isso em sua tentativa de reeleição este ano.

    Por 334 votos a favor e 324 contra, os eurodeputados decidiram paralisar o acordo e enviar o texto ao Tribunal de Justiça do bloco, para revisar sua legalidade.

    “A diferença por apenas 10 votos revela um Parlamento profundamente fraturado e vulnerável à pressão das ruas, e isso se manifestou de forma contundente nesta semana”, diz Márcio Coimbra, CEO da Casa Política e colunista de Crusoé.

    A análise deve durar dois anos e não é garantia de que, findo o processo, o Parlamento votará para aprovar o acordo.

    E a situação política e econômica mundial ainda poderá mudar bastante até lá, gerando incertezas.

    “Na prática, o envio do acordo para o Tribunal da UE representa um congelamento estratégico. Estamos falando de um rito que pode levar dois anos para ser concluído. No dinamismo do comércio internacional, dois anos de espera em um ambiente de incerteza política e pressão protecionista podem ser fatais para o fôlego do acordo”, afirma.

    Após atritos iniciais com o presidente americano Donald Trump, Lula passou a se colocar como alguém a favor da globalização e do livre comércio, revertendo o seu comportamento protecionista de décadas.

    Mas a mudança de última hora do presidente brasileiro poderá não render frutos.

    “O que assistimos não foi um avanço diplomático, mas o deslocamento do debate da esfera política para a esfera judicial — um movimento clássico para ganhar tempo diante da falta de consenso. Como ex-diretor da Apex, minha visão crítica se confirma: a prudência não é apenas recomendável, ela é obrigatória. Quem guardou a champagne francesa no gelo agiu com lucidez. Diante dessa nova barreira jurídica e da fragilidade política demonstrada no Parlamento, essa champagne corre o risco de virar gelo antes mesmo de a rolha ser tocada. O país faz bem em não celebrar o que, no fundo, é um adiamento por tempo indeterminado”, diz Márcio Coimbra.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/europa-estraga-a-festa-de-lula/)

    “Tava na cara,
    ficaram nus”. . .
    Burnier & Cartier: https://www.youtube.com/watch?v=Kz8NDnVksDk

  52. Miguel José Teixeira

    (*) Plano de governo, nem pensar!

    “A anticampanha de Flávio Bolsonaro”
    – Senador melhora nas pesquisas contra Lula, apesar de cometer erros básicos em sua campanha.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 21/01/26)

    O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (foto) reduziu a diferença para Lula (1) em um possível segundo turno este ano, segundo pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg.

    Segundo os dados divulgados nesta quarta, 21, o petista tem 49,2% das intenções de voto, contra 44,9% do filho de Jair Bolsonaro, constituindo uma diferença de 4,3 pontos percentuais.

    Em dezembro, Lula tinha 53%, e Flávio, 41%. Na época, a diferença entre eles em um cenário de segundo turno era de 12 pontos percentuais.

    Anúncio
    O bom desempenho de Flávio pode ser o resultado do anúncio de sua pré-candidatura, que ocorreu no dia 5 de dezembro. Nas últimas semanas, o eleitor foi tomando mais conhecimento sobre essa iniciativa.

    Outra possibilidade é que o eleitor antipetista esteja se esforçando para aceitar Flávio que, apesar de não ser o seu candidato preferido, pode ser a opção para evitar um quarto mandato de Lula.

    O surpreendente é que Flávio tem melhorado de posição apesar de ter se dedicado muito pouco em sua pré-campanha.

    Em vez de se juntar ao deputado Nikolas Ferreira em uma peregrinação até Brasília com outros bolsonaristas, Flávio realizou uma chamada de celular para explicar que não poderia participar, pois tem uma viagem marcada para Israel, onde participará de uma conferência sobre antissemitismo.

    Mesmo almejando o cargo político mais alto do país, que será decidido daqui a nove meses, Flávio julgou que não valia o esforço de ficar ao lado do deputado mais carismático do bolsonarismo.

    O descaso com a campanha para o Palácio do Planalto levanta dúvidas se a iniciativa deve mesmo ser levado a sério.

    Erros básicos
    Nesta quarta, 21, o estrategista eleitoral Roberto Reis (2), colunista de Crusoé, publicou uma lista de “erros básicos” (*) da pré-campanha de Flávio.

    1) Não avisar ninguém antecipadamente, nem buscar consenso.

    2) Não planejar um roteiro articulado.

    3) Não ter conseguido efetivar a entrevista coletiva do Bolsonaro.

    4) Dizer que pode desistir por algum motivo específico.

    5) Não ter conseguido fechar nenhum apoio expressivo.

    6) Viajar 70% do tempo ao exterior desde que lançou o movimento.

    8) Avisar antecipadamente seus movimentos estratégicos via imprensa.

    9) Não estar entrosado com Michelle Bolsonaro, a grande articuladora do clã,

    10) Não rodar o país com consistência.

    11) Não ter robustez financeira prévia.

    12) Ter realizado poucos eventos no mercado financeiro e com formadores de opinião.

    13) Não ter um coordenador profissional de campanhas.

    Antipetismo
    A campanha de Flávio não dá muitas mostras de que é para valer.

    Seu bom desempenho nas pesquisas, contudo, mostra que o antipetismo segue como uma das forças mais poderosas no país.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/a-anticampanha-de-flavio-bolsonaro/)

    (1) https://oantagonista.com.br/brasil/flavio-diminui-diferenca-para-lula-indica-pesquisa/
    (2) https://crusoe.com.br/author/roberto-reis/

  53. Miguel José Teixeira

    SuTriFão na fita!
    (novamente e de novo ou
    de novo e novamente?)

    “Resort ligado à família Toffoli é o escárnio Supremo”
    – Indícios de que o empreendimento, na realidade, é de propriedade do ministro joga para o Supremo uma crise de dimensões inéditas.
    (Wilson Lima, O Antagonista, 21/01/26)

    O resort ligado à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, conseguiu jogar todo o Tribunal no epicentro de uma das maiores crises políticas da história recente da República brasileira.

    Nunca, nunca na história desse país ouviu-se falar sequer em indícios de que um integrante da Suprema Corte poderia ser o proprietário de um empreendimento avaliado em dezenas de milhares de reais. E o pior: empreendimento esse que, em determinado momento, teve como sócios parentes do banqueiro Daniel Vorcaro, outro personagem nebuloso e protagonista de um suposto esquema fraudulento de venda de títulos podres envolvendo o Banco Master.

    Nesta quarta-feira, reportagem do Metrópoles afirma que o resort Tayayá é conhecido como o “resort do Toffoli”. Segundo o veículo, “embora o nome do ministro não conste em documentos oficiais, funcionários tratam Dias Toffoli como o proprietário”.

    Ainda segundo o Metrópoles, o ministro chegou a fechar o resort para uma festa destinada a convidados e familiares. “Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista”, registra o portal.

    Caso, de fato, as informações sejam procedentes, isso representaria um modus operandi similar ao revelado pela Lava Jato em relação a Lula, a OAS e o Sítio de Atibaia. Em 2019, ao condenar Lula a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, a juíza Gabriela Hardt declarou que “ficou amplamente comprovado que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que o usufruiu como se dona fosse e que sendo proprietário ou não do imóvel”.

    Ainda nesta semana, a imprensa também revelou que um fundo de investimentos que teve a família Toffoli como sócia, o Arleen, transferiu em torno de R$ 33,9 milhões para contas de uma offshore localizada nas Ilhas Virgens. Como revelou O Antagonista, em setembro de 2021, José Carlos e José Eugênio, irmãos de Toffoli, eram sócios do Tayayá Aqua Resort.

    Obviamente que todo esse escândalo demanda uma investigação suprema. E isso reafirma que Toffoli não tem mais condições de conduzir esse caso. Mas Toffoli não vai largar o osso. Por qual motivo? Eles começam a ficar cada vez mais claros.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/resort-ligado-a-familia-toffoli-e-o-escarnio-supremo/)

  54. Miguel José Teixeira

    🤖 Além dos chatbots
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 21/01/26)

    A corrida entre China e Estados Unidos para dominar o setor de inteligência artificial alcançou novos patamares, e o diferencial está no mundo físico (1).

    Como assim?
    Empresas asiáticas estão empenhadas em incorporar a tecnologia em produtos que podem ser usados no dia a dia.

    As novidades, turbinadas por IA (2), foram exibidas na CES (3)(4), uma das feiras de tecnologia mais importantes do mundo, que acontece em Las Vegas:

    ✂️ A startup Glyde exibiu uma máquina de cortar cabelo que promete fazer o degradê perfeito sem precisar ir ao barbeiro.

    😔 A SwitchBot levou o Kata, um brinquedo (5) antiestresse que supostamente lê as emoções do usuário e responde com alegria, tristeza ou ciúme.

    Por que importa?
    Nenhuma empresa ou país assumiu o controle da chamada “IA física” —mas as novidades apresentadas na feira mostram que a China está empenhada em assumir esse posto.

    📈 Perspectivas.
    O mercado chinês de hardware de IA deve crescer 18% ao ano até 2030.

    ↳ A estimativa inclui desde produtos de consumo, como eletrodomésticos e gadgets, até robótica industrial.

    E os avanços no setor não aconteceram por acaso: o governo chinês oferece apoio (6) em toda a cadeia tecnológica da IA, como o financiamento de data centers e laboratórios que realizam pesquisas na área.

    Desde 2014, o país gastou quase US$ 100 bilhões (cerca de R$ 537 bi) em um fundo para desenvolver a indústria de semicondutores (7).

    Pequim também orientou bancos e governos locais a realizarem empréstimos para centenas de startups.

    Hoje, existem bairros inteiros que funcionam como incubadoras dessas companhias emergentes, como a Dream Town em Hangzhou, cidade no sul da China (8) que é sede da Alibaba.

    💻 No mundo virtual…
    O país também progride, e rápido.

    No início do ano passado, a DeepSeek (9) lançou um chatbot que compete diretamente com o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google.

    Um dos diferenciais da companhia está nos gastos para treinar seu modelo de IA (10): segundo a empresa, foram US$ 294 mil (R$ 1,5 bi, aproximadamente), valor muito abaixo (11) do que o desembolsado por seus concorrentes.

    Sam Altman, CEO da OpenAI, disse em 2023 que seu treinamento de modelos fundamentais custou “muito mais” que US$ 100 milhões (cerca de R$ 537 milhões).

    🥇 O resultado?
    Já tem gente cantando vitória chinesa. A Microsoft afirmou que os grupos americanos de IA estão sendo superados pelos rivais asiáticos (12) na disputa por usuários fora do Ocidente.

    Segundo a empresa, a China tem vantagem por combinar modelos abertos de baixo custo com fortes subsídios estatais.

    [+] Veja o que mais foi anunciado na feira:

    🚕 Robotáxi (13) já tem planos para produção e comercialização

    ⚡ Veículo elétrico da Sony Honda Mobility (14) deve ser um dos únicos relacionados a carros na CES

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/01/china-sai-na-frente-ao-tentar-colocar-ia-em-tudo-de-carros-a-comedouros-de-passaros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/inteligencia-artificial/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ces/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://www.ces.tech/
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/um-ursinho-de-pelucia-movido-por-ia-contou-a-testadores-de-seguranca-sobre-facas-pilulas-e-sexo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/china-gasta-bilhoes-para-virar-superpotencia-de-ia-e-enfrentar-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/eua-e-taiwan-fecham-acordo-comercial-com-foco-em-semicondutores.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (8) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/hangzhou-cidade-da-deepseek-impulsiona-ia-e-agora-enfrenta-desafio-energetico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (9) https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/02/deepseek-compartilhara-codigo-de-modelo-de-ia-dobrando-a-aposta-no-codigo-aberto.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (10) https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/09/deepseek-da-china-afirma-que-seu-modelo-de-ia-custou-menos-de-us-300-mil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (11) https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/01/inovacao-da-deepseek-cria-nova-maneira-de-construir-ia-poderosa-com-menos-dinheiro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (12) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/microsoft-diz-que-china-esta-vencendo-corrida-da-ia-fora-do-ocidente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (13) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/taxi-autonomo-da-parceria-entre-uber-e-duas-empresas-e-apresentado-na-ces.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (14) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/sony-honda-mobility-revela-prototipo-de-carro-eletrico-na-ces.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  55. Miguel José Teixeira

    (*) Hoje, o lambe coturnos de então, “zéssarney”, é idolatrado pela pela mesma esquerda que o vaiou no passado!

    “Vaia silenciosa”

    Tancredo Neves queria popularizar sua candidatura a presidente no Colégio Eleitoral e foi a um comício em Goiânia (GO).
    Diante da rejeição ao vice, por suas ligações à ditadura, Tancredo pediu ao governador Íris Rezende para evitar vaias a José Sarney.
    Íris negociou e conseguiu que a esquerda (*) não o vaiasse, mas no dia do comício, praça lotada, apareceram faixas tipo “Fora, Sarney!”.
    Ante o olhar de reprovação de Tancredo, Íris deu de ombros: “Vaiar, ninguém vaiou. . .

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 21/01/26)

  56. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler”
    (Isadora Laviola, FSP, 21/01/26)

    No “conto de fadas para adultos” do escritor gaúcho Rafael Zoehler, Sérvia e Cazaquistão fazem fronteira e um único homem é responsável por vigiar os limites entre essas nações. Esse homem é o Senhor Oline, personagem que, após perder uma pedra, parte pelo mundo em sua busca.

    “O romance é um compilado de levezas e despretensões como essas, histórias humanas sobre o que é viver em um mundo que tenta botar regra em tudo”, define o editor Walter Porto (*).

    A obra é “As Fronteiras de Oline” (Patuá, R$ 60, 152 págs.), vencedora da categoria de romance de entretenimento no último Jabuti. Frequentemente menosprezada quando comparada ao romance literário, é essa classificação que Zoehler abraça: “Achei a outra categoria muito séria”.

    O autor assume o entretenimento como princípio, diz que nunca quis fazer uma obra política e chega a se desculpar, durante a entrevista, por dizer coisas que possam ter “parecido idiotas”. Sua máxima, herdada do escritor Joca Reiners Terron —com quem fez uma oficina e que assina a orelha do livro—, resume suas motivações: “A gente escreve o livro que a gente pode escrever”.

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/como-romancista-estreante-ganhou-o-premio-jabuti-com-conto-de-fadas-para-adultos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    acabou de chegar

    > “Te Dei Olhos e Olhaste As Trevas” (trad. Luis Reyes Gil, Mundaréu, R$ 66, 160 págs.) se inspira em uma lenda espanhola e acompanha, ao longo de quatro séculos, uma linhagem de mulheres amaldiçoadas após um pacto com o Diabo. Contada da perspectiva dessas personagens, a história é um tipo de horror feminista, segundo a repórter Alessandra Monterastelli . A obra permite “refletir sobre como as personagens femininas têm sido tratadas e representadas tanto em contextos históricos quanto ficcionais”, afirma a autora catalã Irene Solà.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/como-irene-sola-exorciza-traumas-com-mulheres-que-fazem-pactos-com-o-diabo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Tarântula” (trad. Silvia Massimini Felix, Autêntica Contemporânea, R$ 67,90, 136 págs.) retoma um acampamento judaico organizado na Guatemala em 1984 para investigar o trauma da guerra no país. O autor guatemalteco Eduardo Halfon mostra como esse cenário despertava conflitos individuais e coletivos sobre identidade. “A pergunta que atravessa o livro é incômoda: até que ponto a preservação de uma identidade marcada pela perseguição pode justificar a reprodução simbólica da violência?”, aponta a crítica Sylvia Colombo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/trauma-de-infancia-na-guatemala-move-prosa-contida-de-tarantula.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Brincadeiras à Parte” (Planeta, R$ 49,90, 176 págs.) reúne contos escritos pela cantora Letrux que celebram a diversão. A autora constrói narrativas ficcionais e pausas ensaísticas que evocam jogos e brincadeiras da infância. Para a crítica Ana Luiza Rigueto, é por meio do lúdico que o poético, o surpreendente e o tocante se apresentam no livro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/letrux-ve-a-brincadeira-como-mote-central-da-vida-em-livro-divertido.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler#comentarios

    agenda literária

    > Na quinta (22), às 19h, a Megafauna Copan (av. Ipiranga, 200 – loja 53 – República – São Paulo) recebe o jornalista e escritor Marçal Aquino para uma conversa sobre a nova edição de seu “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”. O encontro é mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto.

    > Nos dias 25 e 26 (domingo e segunda-feira), das 10h às 18h, a Galeria Metrópole (av. São Luís, 187 – República – São Paulo) abrigará a Feira Subterrânea. A programação reúne venda de livros, debates, lançamentos e sessões de autógrafos.

    e mais

    > Em “O Inverno da Guerra” (Companhia das Letras, R$ 99,90, 192 págs.), Joel Silveira organiza uma narrativa da Segunda Guerra Mundial longe da epopeia, descrevendo a devastação humana direto do front. A obra é uma reunião de textos de um autor considerado precursor do jornalismo literário no Brasil, segundo o crítico João Gabriel de Lima.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/joel-silveira-retrata-a-2a-guerra-como-devastacao-em-vez-de-uma-epopeia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Diálogos sobre a Fé” (trad. Aline Leal, Record, R$ 59,90, 144 págs.) é uma parceria do padre Antonio Spadaro com o cineasta Martin Scorsese, baseada em encontros dos dois ocorridos de 2016 a 2024. A obra, segundo a crítica de Henrique Artuni , dá um novo sentido à filmografia do novaiorquino ao destacar seu catolicismo. Graça, livre-arbítrio e salvação são alguns temas que, após a leitura do livro, passam a ser mais bem notados em grandes trabalhos como “Taxi Driver”, “Cassino” e “O Irlandês”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/prazeroso-dialogos-sobre-a-fe-ajuda-a-entender-scorsese.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Morreu na última semana o cartunista americano Scott Adams, famoso pelo personagem Dilbert, que satirizava o mundo corporativo. Adams se dizia um zombador da elite, postura que um artigo de Joel Stein, do New York Times, aponta como contraditória, já que o autor apoiava Donald Trump.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/como-dilbert-de-scott-adams-ja-antecipava-apoio-do-autor-a-donald-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    lugar de escrita

    > O canto de Bernardo Kucinski, visitado pela Folha, é um escritório em seu apartamento que combina o computador com uma impressionante coleção de manuscritos —são mais de cem cadernos preenchidos à mão com histórias que ele ouviu. É ali, entre anotações antigas e arquivos abertos, que ele trabalha o gênero que se tornou seu favorito, a ficção.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/bernardo-kucinski-escritor-tardio-de-ficcao-tira-ideias-de-seus-mais-de-100-cadernos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > É a última reportagem da série Lugar de Escrita, produzida pelo editor Walter Porto em parceria com o fotojornalista Eduardo Knapp, que visitou autores e autoras consagradas em seu ambiente de trabalho para mostrar suas rotinas, métodos e ferramentas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/lugar-de-escrita/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    além dos livros

    > “Hamnet”, o filme que chega aos cinemas retratando a vida de William Shakespeare, foi antes um livro que nunca citava o nome do escritor. A autora Maggie O’Farrell criou a narrativa com base em especulações sobre a vida do dramaturgo britânico. “Essa romantização é, contudo, apenas uma interpretação possível, condensada para direcionar o espectador a uma conclusão emocional específica”, como diz a crítica de Walter Porto.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/hamnet-transforma-teorias-sobre-a-vida-de-shakespeare-em-arte.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler#comentarios

    > Uma grande biografia de João Guimarães Rosa, escrita pelo jornalista Leonencio Nossa, será publicada em março por meio de uma parceria entre as editoras Nova Fronteira e Topbooks. Com 736 páginas e muito material inédito, o livro é fruto de 20 anos de pesquisa, entre idas e vindas, e chega no ano em que o romance “Grande Sertão: Veredas” completa 70 anos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/01/biografia-de-guimaraes-rosa-sai-no-aniversario-de-70-anos-de-grande-sertao-veredas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Conhecida pela literatura japonesa, a Estação Liberdade amplia seu catálogo contemporâneo com a publicação de novos livros de Sayaka Murata e Akira Otani e uma nova tradução de Yukio Mishima. O Painel das Letras conta que a casa lança ainda “A Escada de Jacó”, da celebrada autora russa Liudmila Ulítskaia.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/01/estacao-liberdade-vai-lancar-vencedor-do-booker-e-novos-de-handke-e-sayaka-murata.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Livro lista todas as 8.149 beldades que posaram para a Playboy brasileira
    ‘É um registro histórico, não é pra ver mulher pelada’ diz o autor, Lucas Hit
    +em: https://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2026/01/livro-lista-todas-as-8149-beldades-que-posaram-para-a-playboy-brasileira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Especialistas recomendam quatro livros para quem quer ser mais produtivo em 2026
    Psicólogos e pesquisadores indicam caminhos para produtividade saudável
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/01/especialistas-recomendam-quatro-livros-para-quem-quer-ser-mais-produtivo-em-2026.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Quem foi Autran Dourado, autor mineiro que venceu o Camões e faria 100 anos
    Escritor de ‘Ópera dos Mortos’ teve obra comparada a clássicos
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/quem-foi-autran-dourado-autor-mineiro-que-venceu-o-camoes-e-faria-100-anos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  57. Miguel José Teixeira

    É o SuTriFão na fita!
    (de novo e novamente)

    “Master: mulher de Alexandre de Moraes atua em caso enviado para Toffoli no STF”
    – Escritório de Viviane Barci de Moraes representa banco de Vorcaro em processo que tramitava na Justiça Federal e foi remetido à Corte.
    (Por Johanns Eller, na coluna da Malu Gaspar, O Globo, 21/01/26)

    A decisão sigilosa da Justiça Federal de São Paulo que encaminhou ao ministro Dias Toffoli o processo que investiga os empresários Nelson Tanure e Gilberto Benevides por insider trading em operações da Gafisa revela que o Banco Master está entre as partes interessadas do inquérito e é representado no caso pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A advogada firmou com o banco de Daniel Vorcaro um contrato de R$ 129 milhões.

    A informação consta na decisão da juíza federal Maria Isabel do Prado, assinada na noite do último dia 16. Além de Viviane, dois filhos do magistrado do STF estão entre os profissionais do escritório Barci de Moraes que atuam em nome do Master, Alexandre e Giuliana.

    O caso foi remetido ao Supremo em função das conexões entre o processo da construtora e o das fraudes no Banco Master, citadas na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Tanure e Benevides em dezembro e admitidas posteriormente pela defesa do primeiro empresário, que também é investigado no caso do Master.

    A instituição liquidada pelo Banco Central em novembro passado figura como terceiro interessado, ou seja, uma pessoa física ou jurídica que não consta na relação processual inicial, mas tem legítimo interesse jurídico caso a decisão final da Justiça tenha o potencial de afetar seus direitos.

    Vorcaro e o Master não foram denunciados pelo MPF no caso da Gafisa, mas as investigações relacionadas às supostas operações irregulares de Tanure e Benevides na construtora miraram gestoras como a Trustee e Planner e fundos investigados no âmbito do banco. Por esse motivo, os interesses do banqueiro e da instituição liquidada podem ser impactados no decorrer do processo no STF.

    Caso o inquérito chegue ao plenário da Corte, o caso relatado por Toffoli poderá ser votado por Alexandre de Moraes, marido da advogada do Master, quando estes interesses estariam em jogo.

    Também figuram como terceiros interessados o investidor Vladimir Joelsas Timerman, acionista da Gafisa cuja denúncia sobre as movimentações suspeitas na empresa deu origem ao processo, sua gestora, a Esh Capital, a própria construtora e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Como revelamos no blog em dezembro, o contrato entre o escritório Barci de Moraes, cuja sócia-controladora é Viviane, e o Master, apreendido na primeira fase da Compliance Zero, conta com um escopo bastante amplo e não especifica uma única causa ou processo. Fica claro apenas o propósito de representar o banco onde for necessário.

    A decisão da Justiça Federal de São Paulo, assinada pela juíza Maria Isabel do Prado, sinaliza que os serviços de advocacia continuam sendo prestados por Viviane após a liquidação do Master. O acerto previa o pagamento de quase R$ 130 milhões caso o contrato fosse cumprido integralmente, o que não ocorreu em função do desmantelamento da instituição por determinação do BC.

    Em mensagens obtidas pelos investigadores, Vorcaro deixava claro em mensagens enviadas para auxiliares que os desembolsos para o escritório de Viviane eram prioridade total do Master e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma.

    Procurado para comentar, o escritório Barci de Moraes e Viviane não retornaram o contato da equipe da coluna. O espaço segue aberto.

    Nós também abrimos espaço para a defesa de Daniel Vorcaro, que optou por não se manifestar.

    Como mostramos no blog na última segunda-feira, Viviane representou o Banco Master em outro processo – uma queixa-crime de calúnia e difamação movida pelo banqueiro e sua instituição em outubro de 2024 contra Timerman, o fundador e gestor da Esh Capital. Vorcaro e o Master perderam em todas as instâncias e ainda foram condenados na Justiça de São Paulo a pagar os honorários de Timerman.

    O acórdão do processo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no qual Vorcaro e seu banco saíram derrotados, foi publicado nesta semana e também traz a própria Viviane Barci de Moraes e os filhos Alexandre e Giuliana como os advogados do processo, entre outros integrantes do escritório.

    Entenda o caso Gafisa
    Segundo a denúncia do MPF, Nelson Tanure teria operado para inflar o valor de mercado da incorporadora Upcon, que até então pertencia a Gilberto Benevides, com o objetivo de reunir mais ações com poder de voto na Gafisa após a compra da segunda companhia, o que se deu através do repasse de ações e não com recursos do caixa da construtora.

    Ainda segundo o MPF, Tanure teria feito uso de offshores e fundos de investimento para ocultar a proporção real de sua participação na Gafisa enquanto dissimulava a origem do dinheiro das operações realizadas para incrementar artificialmente o valor da Upcon. Com isso, na prática, o empresário ampliou seu controle sobre a empresa e ainda emplacou Benevides no conselho de administração da Gafisa.

    O cruzamento entre as duas investigações se daria justamente no âmbito das gestoras e fundos no centro das operações suspeitas. Nelson Tanure foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, teve os bens bloqueados por determinação de Toffoli no Supremo e é apontado pela PF e pela Procuradoria como o “sócio oculto” do Master.

    Na decisão de sexta passada, a juíza federal de São Paulo que declinou a competência do caso da Gafisa para o STF destacou que a denúncia do MPF contra Tanure relata operações financeiras similares às investigadas no contexto do banco de Vorcaro.

    “Além dos aspectos subjetivos atinentes à vinculação de Nelson Tanure com o Banco Master e as demais instituições financeiras e fundos de investimentos supracitados, a narrativa constante na denúncia descreve modus operandi semelhante ao investigado na Operação Compliance Zero, consistente na emissão de títulos fraudulentos, visando à obtenção de vantagem indevida”, escreveu Maria Isabel do Prado.

    Em outro trecho da decisão, a magistrada argumenta que os indícios de ligação entre os inquéritos são suficientes para a mudança de competência, ainda que a Justiça Federal de São Paulo não tenha acesso ao conteúdo das investigações do caso Master.

    “Embora este Juízo não detenha acesso à Operação Compliance Zero, que tramita sob sigilo, os elementos constantes nos presentes autos, aliados à denúncia e à manifestação da defesa do acusado Nelson Tanure, evidenciam indícios de conexão intersubjetiva e/ou probatória suficiente a recomendar a reunião das investigações, em observância aos princípios da eficiência, da economia processual e da racionalização da persecução penal”, pontuou a juíza.

    Embora reconheça conexão entre as duas investigações, Tanure afirma nunca ter sido controlador do Master e “tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”.

    Ainda segundo nota divulgada pelo empresário, as operações dele no banco de Vorcaro se deram na condição de cliente ou aplicador em “aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sem qualquer ingerência na gestão” do Master e de acordo com a legislação e regulamentação brasileiras, sem “participação” ou “conhecimento” das relações mantidas pelo banco com instituições terceiras.

    “Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição ao referido banco. Neste momento, os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco”, completa Tanure.

    Em relação às investigações que envolvem seu nome na Justiça, o empresário diz, por sua vez, que permanece à disposição das autoridades e da Justiça para cooperar” e que “ficará comprovado” que suas relações com o Master “foram integralmente lícitas”.

    O empresário Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure, que tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários, jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista.

    Nesse sentido, e não tendo qualquer relação de natureza societária com o Banco Master S/A, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que é igualmente atendido por outras instituições financeiras conhecidas do mercado, o empresário Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure informa que a única medida que lhe foi imposta se resumiu à apreensão de seu aparelho de telefone celular, de modo que com isso o empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/01/master-mulher-de-alexandre-de-moraes-atua-em-caso-enviado-para-toffoli-no-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  58. Miguel José Teixeira

    (*) Digamos. . . desúteis!

    “O Enamed é uma vitória”
    – Faculdades formam médicos incapazes (*).
    (Por Elio Gaspari, O Globo, 21/01/26)
    . . .
    “A Justiça negou o pedido da Anup para barrar a divulgação dos resultados do Enamed, que avalia a formação médica no Brasil. O exame revelou que 30% dos cursos de medicina foram reprovados, com destaque negativo para as faculdades privadas. A situação acendeu o debate sobre a criação de um exame obrigatório, similar ao da OAB, para garantir a qualidade dos médicos formados no país.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/elio-gaspari/coluna/2026/01/o-enamed-e-uma-vitoria.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  59. Miguel José Teixeira

    “Ninguém pode, nem tenta, deter Trump”
    – É estarrecedora a letargia completa das instituições que, pela Constituição, teriam a obrigação de contê-lo.
    (Por Vera Magalhães, O Globo, 21/01/26)
    . . .
    “A letargia das instituições americanas (*) em conter Donald Trump é chocante, diante de suas ações arbitrárias e desestabilizadoras, tanto internas quanto externas. A recente crise pela Groenlândia ilustra sua ofensiva impulsiva, ameaçando alianças e a previsibilidade geopolítica. Internamente, Trump intensifica a pressão sobre opositores e instituições. A democracia americana, sem reformas urgentes, mostra-se incapaz de contê-lo, ameaçando estabilidade global.” (Irineu)
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    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/01/ninguem-pode-nem-tenta-deter-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) qualquer coincidência com a instituições PeTezuelanas em relação as ações arbitrárias e desestabilizadoras de certas supremas “otoridades” é mera semelhança!

  60. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (073)

    “Gregorio Duvivier viralizou ao narrar término com Clarice Falcão”
    – ‘Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs’, escreveu humorista.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    O ator e escritor Gregorio Duvivier (1) transformou o fim de seu relacionamento com a cantora Clarice Falcão (2) em literatura confessional —sem perder o humor, natural dos esquetes do Porta dos Fundos (3). Em 2016, o humorista publicou na Folha uma crônica narrando desde o primeiro encontro até a separação. O texto viralizou.

    Duvivier conheceu a cantora quando foi buscar a irmã em uma aula de dança. Os olhos “imensos e verdes deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho”.

    A primeira visão foi inesquecível. Durante uma coreografia de “You Oughta Know”, da cantora Alanis Morissette (4), Clarice fazia tudo ao contrário: “Quando as meninas se jogavam no chão, ela ficava no alto. Quando iam pra ponta dos pés, ela caía de joelhos”.

    Duvivier narrou a evolução tecnológica do romance: “Passamos algumas madrugadas conversando no ICQ ao som de Blink 182 (5) e Goo Goo Dolls (6). De lá, migramos pro MSN. Do MSN pro Orkut (7), do Orkut pro inbox, do inbox pro SMS”. Juntos, criaram o Porta dos Fundos, fizeram “mais de 50 curtas só nós dois”, viajaram o mundo dividindo fones de ouvido. “Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (8), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice (12/9/2016)

    Conheci ela no jazz. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém tocando Cole Porter num subsolo esfumaçado de Nova York. Mas o jazz em questão era aquela aula de dança que todas as garotas faziam nos anos 1990 –onde ouvia-se tudo menos jazz. Ela fazia jazz. Minha irmã fazia jazz. Eu não fazia jazz mas ia buscar minha irmã no jazz. Ela estava lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música era “You Oughta Know”, da Alanis.

    Quando as meninas se jogavam no chão, ela ficava no alto. Quando iam pra ponta dos pés, ela caía de joelhos. Quando se atiravam pro lado, trombavam com ela que se lançava pro lado oposto. Os olhos, sempre imensos e verdes, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho.

    Passamos algumas madrugadas conversando no ICQ ao som de Blink 182 e Goo Goo Dolls. De lá, migramos pro MSN. Do MSN pro Orkut, do Orkut pro inbox, do inbox pro SMS.

    Começamos a namorar quando ela tinha 20 e eu 23, mas parecia que a vida começava ali. Vimos todas as séries. Algumas várias vezes. Fizemos todas as receitas existentes de risoto. Queimamos algumas panelas de comida porque a conversa tava boa. Escolhemos móveis sem pesquisar se eles passavam pela porta. Escrevemos juntos séries, peças de teatro, filmes. Fizemos uma dúzia de amigos novos e junto com eles o Porta dos Fundos. Fizemos mais de 50 curtas só nós dois —acabei de contar. Sofremos com os haters, rimos com os shippers. Viajamos o mundo dividindo o fone de ouvido. Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs. Aprendi o que era feminismo e também o que era cisgênero, gas lighting, heteronormatividade, mansplaining e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ela.

    Um dia, terminamos. E não foi fácil. Choramos mais que no final de “How I Met Your Mother”. Mais que no começo de “Up”. Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: cadê ela? Parece que, pra sempre, ela vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido um filho, eu penso. Levaria pra sempre ela comigo.

    Essa semana, pela primeira vez, vi o filme que a gente fez juntos —não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida. E de ter esse amor documentado num filme —e em tantos vídeos, músicas e crônicas. Não falta nada.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/gregorio-duvivier-viralizou-ao-narrar-termino-com-clarice-falcao.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/07/clarice-falcao-deixa-humor-de-lado-e-fala-de-depressao-em-disco-novo.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/02/cancelamento-virou-arma-na-mao-de-grupos-politicos-diz-criador-do-porta-dos-fundos.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/11/alanis-morissette-da-aula-de-rebeldia-millennial-para-a-geracao-z-em-sao-paulo.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/blink-182/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/09/pela-primeira-vez-no-brasil-goo-goo-dolls-faz-show-morno-no-rock-in-rio.shtml
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/05/redes-sociais-transformaram-nossas-amizades-em-moeda-diz-orkut.shtml
    (8) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

    O texto merece uma música:
    Senhor Renato (Russo) Manfredini Junior: https://www.youtube.com/watch?v=JaLiuTJZwJg

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