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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXI

Foi justamente o excesso reiterado de blindagem institucional a um banco quebrado e um banqueiro com relacionamento excepcionais poderosos de Brasília que fez o Banco Master levar à desconfiança e à desgraça pública aos seus “blindadores”. Agora, são eles, que pedem por esquecimento. Jogo. O primeiro a sair dos holofotes, mas não de cena, foi o TCU (by Herculano)

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46 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXI”

  1. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (064)

    “Nizan Guanaes defendeu a importância do jornalismo na virada digital”
    – ‘O jornal de papel só vai acabar quando nós, os leitores do jornal de papel, acabarmos’, escreveu o publicitário.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    O publicitário Nizan Guanaes (1) escreveu, em 2011, dias após o aniversário de 90 anos da Folha (2), que a expansão dos jornais na internet não significava, automaticamente, o fim do exemplar impresso (3). Para ele, a sobrevivência do papel dependia menos das profecias tecnológicas e mais do hábito de leitura.

    O texto misturou elogio e provocação. Ao falar de amizade, ele sugeriu que o jornal cumpria um papel incômodo, mas necessário, e citou uma máxima atribuída ao papa Bento 16 (4): “Quando se trata da verdade, não se negocia um centímetro”.

    Nizan também descreveu a Folha como um jornal que preferia pergunta a exclamação. “Em vez do ponto de !!!, ela é ponto de ???”, escreveu, em uma tentativa de definir um estilo que, em sua leitura, incomodava por não buscar condescendência.

    A relação era pessoal. Ele lembrou bordoadas do próprio jornal, como a manchete “Titanic afunda em São Paulo” (5), após a inauguração do Credicard Hall, e disse que a Folha havia publicado a notícia de sua separação quando ele “ainda estava casado”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (6), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    O jornal de papel e o papel do jornal (22/2/2011)

    Se for verdade o dito popular de que amigo não é aquele que lhe bajula, mas sim o que lhe diz a verdade, a Folha, 90, é uma grande amiga do Brasil. O papa Bento 16 tem uma frase que eu amo: “Quando se trata da verdade, não se negocia um centímetro”.

    Eu gosto de coisas irredutíveis, como os troncos das árvores sagradas do candomblé.

    Num mundo que concede tanto, que é tão permissivo, é bom ter gente irredutível. Amo Maria Bethânia porque ela não faz concessões. Roberto Carlos, idem. João Gilberto também.

    A Folha, a meu ver, é assim. Em vez do ponto de !!!, ela é ponto de ???. É singular porque é plural. É amiga de todos porque não é amiga de ninguém.

    Não gosto de ficar tomando porrada da Folha e espero que ela não faça dessas bordoadas um bordão. Nestes anos todos, mesmo como agência de propaganda do jornal, ele jamais me poupou.

    Quando Fernando Altério e eu inauguramos o Credicard Hall, naquele vexame de estreia, em 1999, ela nos deu as boas-vindas com o misericordioso título: “Titanic afunda em São Paulo”.

    E a Folha foi a primeira a dar a notícia da minha separação. Só que eu ainda estava casado…

    Por isso, leitor, não dá pra não ler, pra não seguir, pra não acessar, pra não baixar, pra não tuitar…

    Eu, particularmente, gosto do jornal de papel. Dizem que ele vai acabar, mas eu duvido. Que os jornais crescerão muito mais na rede, não tenho dúvida.

    Mas o jornal de papel só vai acabar quando nós, os leitores do jornal de papel, acabarmos. E somos uma raça de leitores obstinada e crescente nos países emergentes.

    O jornal de papel tem de ter seu avatar digital. O sujeito acaba a matéria, mas com um clique no avatar ele vê todos os desdobramentos sobre aquela matéria por meio das novas tecnologias.

    Ou seja, o sujeito lê a Folha de manhã e, por meio do avatar da Folha, acompanha o noticiário o dia inteiro, do seu bolso via celular. Modelo de negócios: Folha custa tanto, o avatar custa um tanto mais.

    Essa parte não será fácil, mas a indústria vive uma frenética busca de gestão e de inovação que produzirá mais de uma solução. Já está produzindo. E é muito mais difícil mudar o papel do jornal do que atualizar o jornal de papel.

    Após décadas de ditadura e uma economia de filme de terror, os melhores mestres do jornalismo estão nas áreas críticas do nosso país: política e economia.

    Os maiores jornalistas brasileiros que eu conheço sabem muito sobre esses dois assuntos que definiram a nossa geração. Mas grande parte deles praticamente não se preocupa com nada mais. Eles não se preocupam com fofoca, com culinária, com turismo, com esportes para valer, com decoração, com frescuras. Coisas “inúteis”, mas essenciais à vida.

    E é aí, e não na tecnologia, que o bicho pega.

    Eu espero que a Folha entenda isso. E convide mães, pais, filhos e filhas para opinarem na Folha dos próximos 90 anos.

    Afinal, foi com o “seu” Frias conversando e ouvindo “os meninos” que nasceu o jornal mais moderno e mais instigante do Brasil.

    Nestes dias em que a Folha celebra conosco seus 90 anos, termino celebrando o “seu” Frias, o DNA deste jornal.

    Ele sonhava acordado, com os pés no chão, e influenciou toda uma geração de jovens empreendedores que se seguiram a ele. Vendo um homem já de certa idade, mas com um pensamento tão jovem, nos sentíamos empurrados por aquele peculiar pragmatismo sonhador.

    O sonho não acabou. Mas está se transformando. E desse jeito é gostoso envelhecer. Feliz aniversário.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/nizan-guanaes-defendeu-a-importancia-do-jornalismo-na-virada-digital.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nizanguanaes/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha90anos/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/08/folha-adota-formato-de-diarios-europeus-de-prestigio.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/papa-bento-16/
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0110199911.htm
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  2. Miguel José Teixeira

    Foi-se para Valhalla,
    o viking que nos perguntou
    e nos fascinou:
    “Eram os Deuses Astronautas?”

    “Morre Erich von Däniken, pai da “arqueologia alienígena”

    Autor do best-seller internacional “Eram os Deuses Astronautas”, o escritor suíço Erich von Däniken morreu aos 90 anos, anunciaram seus representantes neste domingo.

    Ele morreu ontem, após uma breve internação hospitalar em Unterseen, perto da capital suíça, Berna. Erich von Däniken deixa sua esposa de 65 anos, Elisabeth Skaja, sua filha Cornelia e dois netos.

    O autor teve grande sucesso com livros sobre supostas origens extraterrestres das civilizações antigas. Von Däniken escreveu mais de 40 obras que, segundo ele, foram traduzidas para mais de 30 idiomas e impressas em mais de 60 milhões de exemplares. Por essa métrica, ele foi um dos autores de maior sucesso no mundo.

    Von Däniken ganhou destaque em 1968 com a publicação de seu primeiro livro, “Eram os Deuses Astronautas?”, no qual afirmava que os maias e os antigos egípcios foram visitados por astronautas alienígenas e instruídos em tecnologia avançada que lhes permitiu construir pirâmides gigantes.

    O livro alimentou um crescente interesse em fenômenos inexplicáveis, em uma época em que, graças à ciência convencional, o homem estava prestes a dar seus primeiros passos na Lua.

    “Eram os Deuses Astronautas?” foi seguido por mais de duas dúzias de livros semelhantes, criando um nicho literário no qual fato e fantasia se misturavam contrariando todas as evidências históricas e científicas.

    A emissora pública suíça SRF informou que, ao todo, quase 70 milhões de exemplares de seus livros foram vendidos em mais de 30 idiomas, tornando-o um dos autores suíços mais lidos.

    “Lunático”
    Em 2015, o suplemento de fim de semana do jornal Süddeutsche Zeitung perguntou-lhe se o incomodava ser ridicularizado pelos críticos como um lunático. “No passado, as críticas mordazes me irritavam”, respondeu ele. “Agora, simplesmente as supero.”

    Embora von Däniken tenha conseguido ignorar muitas das críticas que sofreu, o ex-garçom de hotel teve uma relação conturbada com o dinheiro ao longo da vida e frequentemente esteve perto da ruína financeira.

    Nascido em 1935, filho de um fabricante de roupas na cidade de Schaffhausen, no norte da Suíça, diz-se que von Däniken se rebelou contra o catolicismo rigoroso de seu pai e os padres que o instruíram no internato, desenvolvendo suas próprias alternativas ao relato bíblico da origem da vida.

    Períodos na cadeia
    Após deixar a escola em 1954, von Däniken trabalhou como garçom e barman por vários anos, período durante o qual foi repetidamente acusado de fraude e cumpriu algumas breves penas de prisão.

    Em 1964, foi nomeado gerente de um hotel na exclusiva cidade turística de Davos e começou a escrever seu primeiro livro. Sua publicação e rápido sucesso comercial foram rapidamente seguidos por acusações de sonegação de impostos e irregularidades financeiras, pelas quais ele passou mais um tempo atrás das grades.

    Quando saiu da prisão, Eram os Deuses Astronautas? estava rendendo a von Däniken uma fortuna e um segundo livro, De Volta às Estrelas, estava pronto para publicação, permitindo-lhe dedicar-se à sua paixão pelo paranormal e viajar pelo mundo em busca de novos mistérios para desvendar.

    Ao longo da década de 1970, von Däniken realizou inúmeras viagens de campo ao Egito, à Índia e, sobretudo, à América Latina, cujas culturas antigas exerciam um fascínio particular sobre o arqueólogo amador.

    Documentários e “Arquivo X”
    Embora sua popularidade estivesse diminuindo na década de 1980, os livros e filmes de von Däniken influenciaram uma onda de documentários arqueológicos semi-sérios e inúmeros programas de televisão populares, incluindo Arquivo X, que apresentava dois agentes do FBI encarregados de resolver mistérios paranormais.

    Mais recentemente, suas teorias foram base para a criação da série de televisão Alienígenas do Passado, do canal pago History Channel.

    Seu último grande empreendimento, um parque temático baseado em seus livros, fracassou após apenas alguns anos devido à falta de interesse. O Parque do Mistério ainda existe, com suas pirâmides artificiais e cúpulas de outro mundo apodrecendo, enquanto os turistas preferem explorar os encantos da cidade vizinha de Interlaken e os imponentes Alpes Suíços que a cercam.

    (Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2026/01/11/morre-erich-von-daniken-pai-da-arqueologia-alienigena.htm)

  3. Miguel José Teixeira

    “Uma nova ordem global?”
    – Por menos que tenha melhorado a situação da Venezuela, a ação que prendeu Maduro pode ter desencadeado a maior mudança geopolítica desde a 2ª Guerra.
    (Por Nuno Vasconcellos, Último Segundo, iG, 11/01/26)

    É muito provável que, se a Venezuela não tivesse a quantidade de petróleo que tem, o mundo não prestaria tanta atenção no que acontece por lá. É provável, também, que, se o país não tivesse, nas últimas décadas, aberto tantos e tão desnecessários pontos de atrito com os Estados Unidos, nem tivesse transformado o tráfico de drogas, sob proteção do Estado, numa atividade central de sua economia, não teria se tornado uma ameaça para o Ocidente, como acabou se tornando. E, nesse caso, o governo do presidente Donald Trump, por menos que gostasse do ditador Nicolás Maduro, jamais teria se dado o trabalho de mobilizar alguns dos mais bem treinados soldados do mundo para levar adiante uma operação cinematográfica como a que realizou no sábado passado, dia 3 de janeiro.

    Só que a Venezuela se julgava intocável e não apenas vinha lançando uma série de desafios aos Estados Unidos, como seu caudilho fazia questão de zombar de todas as propostas para normalizar a situação política do país. O país caribenho, que no passado foi uma das economias mais prósperas e uma das poucas democracias consolidadas da América Latina, havia baixado à condição de uma das ditaduras mais abjetas do mundo. O país se tornou um pária e passou a fazer questão de agir como tal. E a situação talvez continuasse piorando se Trump não tivesse tomado a decisão de pôr em prática um plano que, no final das contas, terá consequências não apenas sobre a Venezuela e a América Latina, mas sobre toda a própria ordem geopolítica global.

    Desde sua volta à Casa Branca, Trump vinha se mostrando decidido a recuperar a hegemonia econômica e geopolítica que os Estados Unidos — mais por omissão dos próprios governos do que por ação dos adversários — vinham perdendo na região. E, depois de uma espera que vinha parecendo longa, resolveu agir. Numa ação precisa, soldados de elite entraram em Caracas, invadiram o quartel onde Nicolás Maduro estava escondido, o capturaram junto com a mulher, Cília Flores, e os levaram para Nova York.

    Até segunda ordem, eles permanecerão presos e responderão pelos crimes dos quais são acusados. Ainda é cedo, porém, para se especular sobre os desdobramentos o destino dos dois. É provável que o ditador passe o resto de seus dias numa prisão americana. Ou, então, que só retorne a seu país quando não passar de um tigre desdentado e incapaz de oferecer qualquer perigo. Mas, diante do alvoroço que se viu em torno desse fato na semana passada, a impressão que fica é a de que, à primeira vista, houve barulho demais para resultado de menos. Será?

    A operação que levou à captura de Maduro não parece ter abalado os alicerces da ditadura “bolivariana”. O ditador foi levado, mas deixou a ditadura venezuelana intacta e em pleno funcionamento, exatamente como estava antes da operação. A impressão que fica é a de que a ausência do caudilho em nada alterou a rotina de um governo despótico que, ao longo de três décadas, destruiu 80% da economia venezuelana e empurrou 94% da população para baixo da linha de pobreza. Com Maduro ou sem Maduro, a Venezuela parece seguir na mesma direção: o fundo do poço.

    Pelas notícias que chegam de Caracas, as forças de repressão “bolivarianas” continuam tratando o povo com a mesma truculência de sempre. Críticos do regime e jornalistas seguem sendo detidos e arrastados para as masmorras de El Helicoide — o edifício projetado nos anos 1960 para ser um shopping center e que se tornou a mais temida prisão política e o maior centro de torturas do país. A Justiça, que abdicou da dignidade e se reduziu a um apêndice vergonhoso da ditadura, segue proferindo as mesmas decisões absurdas de sempre.

    O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro da Justiça, Diosdado Cabello, e os outros mandachuvas “bolivarianos” seguem cometendo atrocidades, como sempre cometeram. A vice de Maduro, Delcy Rodriguez, assumiu a presidência com a desenvoltura de quem está há anos na cadeira. A pergunta diante disso é: se foi para deixar tudo como estava, por que Trump se expôs à crítica internacional e lançou seu poderio militar indiscutível contra um país soberano? Se foi para manter a ditadura intacta, para que ordenar uma operação de custo político tão elevado como foi a prisão de Maduro?

    As respostas a essas questões não são óbvias nem instantâneas. O que está acontecendo na Venezuela não pode ser visto com os olhos postos no presente — mas com uma visão de de futuro. A justificativa mais sensata para uma ação como a que foi ordenada por Trump é que, a prisão de Maduro é apenas um ingrediente de um objetivo que vai além muito do Caribe. Por esse raciocínio, o ditador “bolivariano” não passa de um peão secundário no tabuleiro de xadrez internacional. Mas a Venezuela é uma peça central nesse jogo.

    Reservas comprovadas
    O que aconteceu a partir da prisão de Maduro pode ter sido um movimento que, no primeiro momento — e sem qualquer expectativa de resultados imediatos — trará de volta para o guarda-chuva dos Estados Unidos uma série de países que vinham se desgarrando da sua influência geopolítica nos últimos anos. E, no momento seguinte, promoverá a maior alteração geopolítica na ordem implantada a partir da Segunda Guerra Mundial.

    O ingrediente principal desse realinhamento será a cotação do barril de petróleo e os movimentos serão marcados pela recuperação do protagonismo de dois países que, por mais barulho que possam ter feito, não passaram de coadjuvantes no cenário internacional. Esses países são a Venezuela e o Irã.

    Isso mesmo! O Irã é a outra incógnita da equação que tem a Venezuela como uma de suas variáveis. Nas últimas semanas, ao mesmo tempo em que Trump ordenava a operação que resultou na captura de Maduro, as ruas de Teerã se enchiam de manifestantes, que puseram suas vidas em risco para desafiar a ditadura fundamentalista dos aiatolás. A ditadura iraniana está por um fio, pela primeira vez desde sua implantação, em 1979.

    Embora sejam membros fundadores da OPEP — o cartel criado em 1960 para defender os interesses dos produtores — e detenham duas das três maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, os dois países estão, neste momento, praticamente excluídos do mercado global. Livres das ditaduras, precisarão de recursos para reconstruir suas economias aniquiladas por anos de incompetência autoritária e a forma que têm para obter esse dinheiro é o petróleo. Isso aumentará a oferta e levará a uma queda de preços em um mercado que já vem sofrendo os efeitos da superoferta do produto. E afetará, principalmente, países que são adversários dos Estados Unidos no jogo global.

    Os poços de já mapeados na Venezuela e no Irã são extensos o suficiente para provocar um solavanco no preço do óleo cru. Com reservas comprovadas de 303 bilhões de barris, conforme os dados mais recentes da OPEP, a Venezuela tem hoje uma participação ridícula menos de 1 milhão de barris por dia na produção o mercado mundial de petróleo. O mesmo acontece com o Irã. Com reservas de 208 bilhões de barris, as terceiras maiores do mundo, o país que, nos últimos anos, usou seu dinheiro para financiar o terrorismo contra Israel, tem uma produção modesta diante de sua capacidade: apenas 4,3 milhões por dia — número que pode dobrar num estalar de dedos. (O segundo lugar entre as três maiores reservas do mundo pertence à Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris).

    A volta da Venezuela e do Irã ao mercado internacional de petróleo, livres das sanções que dificultaram seu acesso aos principais clientes nos últimos anos, deverá alterar a lógica dos negócios e dos interesses mundiais nos próximos anos. Mas, antes de prosseguir com esse raciocínio, um alerta! A mudança na ordem global que está em curso não pode ser discutida a partir das observações rasteiras feitas na última semana nem ser determinada pelos raciocínios primários da esquerda, que procuram reduzir o interesse de Trump na Venezuela à busca de acesso privilegiado ao petróleo do país.

    Maiores produtores de petróleo do mundo, com uma extração diária de 13,2 milhões de barris, os Estados Unidos não necessitam de óleo venezuelano para seu próprio consumo. Tudo que as petroleiras americanas extraem de suas jazidas abundantes no Texas, no Alaska, no Colorado, no Golfo do México — que Trump rebatizou como Golfo da América — e em outros estados é mais do que suficiente para suprir todas as necessidades do país pelas próximas décadas.

    Além de autossuficientes na produção, os Estados Unidos foram responsáveis pelo avanço tecnológico que permitiu o refino do xisto (um dos menos nobres entre os hidrocarbonetos) e sua transformação em combustíveis leves e eficientes. Em tempo: a introdução dessa nova tecnologia na indústria de óleo e gás é apontada como a grande responsável pela queda do preço do petróleo nos últimos 20 anos. O barril do Brent — que é o petróleo de referência no mercado mundial — chegou a ser negociado a US$ 147 em julho de 2008. Hoje, é vendido a mais ou menos R$ 60. (Um estudo do banco americano Goldmann Sachs aponta que, mantidas as atuais condições de mercado, em que a produção mundial supera o consumo em cerca de 3,8 milhões de barris, o barril do petróleo, que já perdeu cerca de 20% de seu valor ao longo de 2025, deve baixar mais e ficar entre US$ 50 e US$ 52 nos próximos meses).

    Bandeira russa
    Os Estados Unidos não precisam do óleo da Venezuela. Mas a China precisa. Mais do que precisar, depende dele — e, nos últimos anos, levou vantagens enormes ao ignorar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao governo de Caracas e negociar com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, em condições mais do que favoráveis. Algumas das refinarias chinesas, construídas recentemente na província de Shandong, existem apenas para processar o óleo pesado que a Venezuela extrai na bacia do rio Orinoco.

    Se o interesse fosse apenas pôr a mão no óleo venezuelano, Trump não precisaria ter dado a demonstração de força que deu ao deslocar para o mar do Caribe o maior navio de sua frota, o porta-aviões USS Gerald Ford, e ter dado as demonstrações de força que deu a partir dessa decisão. Se o interesse se limitasse a isso, bastaria para a Casa Branca aceitar as condições que o próprio Maduro propôs em troca de sua permanência na cadeira de presidente.

    Isso mesmo: em novembro passado, o ditador ofereceu aos Estados Unidos acesso irrestrito às jazidas de petróleo de seu país, desde que pudesse permanecer no Palácio de Miraflores até completar o mandato que conseguiu com as eleições fraudadas de julho passado. Trump não quis conversa. Maduro já havia dado demonstrações de que não merece confiança. Qualquer acordo que permitisse a permanência do ditador no poder seria visto como sinal de fraqueza.

    Com Maduro preso em Nova York, a sucessora Delcy Rodriguez — cujo mandato é tão ilegítimo quanto o do tirano — deixou claro que seguirá todos os passos da cartilha de Trump. A nova ocupante de Miraflores, a despeito de recitar o mesmo credo “bolivariano” de Maduro, já deixou claro que não se desviará um centímetro do roteiro que a Casa Branca traçou para ela seguir.

    Da parte dos Estados Unidos, não existe qualquer intenção de aliviar o cerco à Venezuela só porque Maduro está fora do jogo. A captura de um petroleiro venezuelano, que navegava sob bandeira russa pelo mar do Caribe provavelmente com destino à China na quarta-feira passada, é prova suficiente de que o governo de Washington não está disposto a baixar a guarda em relação à ditadura. O recado a Delcy Rodrigues, a Padrino, a Cabello e todos os demais não poderia ser mais claro. Ou seguem o que Trump deseja ou terão o mesmo destino de Maduro.

    Peteleco na ditadura
    A estratégia de Trump não se baseia, como a de seus antecessores, na ideia de sufocar a Venezuela. Pelo contrário: nos últimos dias, já ficou clara a intenção de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países. E, também, de recuperar as instalações petrolíferas paralisadas nos últimos e elevar a produção para 4 milhões de barris por dia — uma oferta superior aos 3,5 milhões de barris diários que o país produzia quando Hugo Chávez chegou ao poder.

    Quando o trabalho estiver concluído, é provável que a volta de um grande fornecedor ao mercado empurre para baixo a cotação do barril e desencadeie o processo que, no final das contas, ajudará na recuperação da hegemonia econômica e geopolítica que os Estados Unidos vinham perdendo diante da expansão de interesses antiamericanos na América Latina e no mundo.

    Trump não quer o petróleo venezuelano. Mas faz questão de saber para quem o óleo será vendido. Para isso, sua estratégia se baseia na volta para a Venezuela das petroleiras americanas que foram expulsas por Hugo Chávez, em 2007. No novo cenário, está fora de questão, como se tornou comum nos últimos anos, o uso do petróleo venezuelano para favorecer adversários dos Estados Unidos. Sem poder usar sua riqueza para disseminar o antiamericanismo, como fez nas últimas décadas, a ditadura na Venezuela perderá as garras e cairá por si mesma.

    No que diz respeito à Venezuela, essa deverá ser a principal consequência de médio prazo da ação de Trump. É mais do que evidente que a ditadura “bolivariana” está em frangalhos e que bastaria um peteleco para que o castelo de cartas que ainda mantém Delcy Rodriguez no poder viesse abaixo. Com um esforço ligeiramente maior do que foi feito para prender Maduro, as forças americanas poderiam ter jogado por terra toda a cúpula “bolivariana” e aberto espaço para que Edmundo González — que, na prática, foi o vencedor das eleições usurpadas por Maduro em 2024 — assumisse o poder. Ou para que uma nova eleição fosse convocada e desse a vitória a María Corina Machado, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025. A pergunta é: o que os Estados Unidos teriam a ganhar com isso? A resposta é: nada.

    Depois de trinta anos controlando o país e usando a ideologia como critério de seleção para os cargos do serviço público, dos mais básicos aos mais elevados, qualquer governante que chegasse agora, de cima para baixo, seria triturado pela máquina viciada que controla o Estado venezuelano. Para ser eficaz, a transição na Venezuela terá que partir das instituições locais. Esse processo levará tempo. Para os objetivos imediatos de Trump, é melhor ter no poder alguém que faça o que ele manda do que esperar por alguém que precise esperar por anos para pôr o país para funcionar direito.

    Países hostis
    A estratégia dos Estados Unidos, além de controlar o comércio de petróleo da Venezuela com a China, também impedirá que a mercadoria seja utilizada em benefício países latino-americanos que se tornaram especialmente incômodos para as posições americanas. A Venezuela vem sendo, nos últimos anos, o único fornecedor de combustíveis para países hostis aos Estados Unidos, como é o caso da Nicarágua e, especialmente, de Cuba.

    Sem o óleo venezuelano para abastecer suas usinas térmicas e para mover sua frota sucateada de veículos, Cuba ficará sem eletricidade e sem transporte. Isso enfraquecerá ainda mais o inimigo histórico de Washington e deixará o Secretário de Estado Marco Rubio (um descendente de cubanos que nunca escondeu a intenção de aniquilar o regime implantado na ilha caribenha pelos irmãos Castro) mais próximo de seu objetivo.

    Pelo que se viu até agora, já ficou claro que o movimento que Trump desencadeou a partir da prisão de Maduro terá impacto direto sobre a China, sobre Cuba e sobre a Nicarágua. Afetará mais algum país? Claro! Falta mencionar, por exemplo, da Rússia. Assim como os Estados Unidos, o país de Vladimir Putin não precisa do petróleo da Venezuela nem do Irã. Mas será afetado pela volta deles dois ao mercado.

    As reservas comprovadas da Rússia, de acordo com a OPEP, são de 80 bilhões de barris, e, portanto, maiores do que a dos Estados Unidos, que chegam a 55 bilhões de barris. Entre os produtores, é o segundo maior do mundo, com 10,2 milhões de barris por dia. A questão é que a receita obtida pela Rússia com a venda de petróleo tem sido essencial para financiar a guerra que trava com a Ucrânia há quase quatro anos. Para as ambições de Putin, quanto mais alto o preço do barril estiver, melhor.

    A volta da Venezuela à condição de grande produtor, capaz de atuar no mercado formal, aumentará a oferta de óleo. Isso, muito provavelmente, forçará a queda dos preços para valores abaixo dos US$ 50 dólares o barril. Somado ao óleo do Irã, então, o efeito desse aumento de oferta será devastador. Alguns cálculos apressados indicam que esse valor poderá chegar, já no final de 2026, a inacreditáveis US$ 45 ou até menos do que isso. Com esse preço, a receita do petróleo será insuficiente para bancar o esforço de guerra russo e Putin se verá em dificuldades.

    Falta mais alguém? Sim. Falta outro país que, nos últimos anos, não tem medido esforços para se descolar da influência americana nos últimos anos — o Brasil. Você acertou se imaginou que uma queda nessa proporção nos preços do petróleo acabará prejudicando, também, o esforço para o Brasil se firmar como grande produtor e exportador de óleo. A volta ao mercado, além de atrair para a Venezuela investidores que, em outras circunstâncias, poderiam se interessar pelo Brasil, dificultará o financiamento do trabalho de prospecção de novas jazidas na Franja Norte do país.

    E mais, a cotação de US$ 45 o barril, além de ser insuficiente para financiar a extração do óleo brasileiro das profundezas do pré-sal, terá um outro impacto no qual pouca gente prestou atenção até agora e que afeta, especialmente, os municípios do Rio de Janeiro. Uma cotação tão baixa afetará a arrecadação dos estados e dos municípios que têm nos royalties do petróleo uma parte generosa de seus recursos para investimentos.

    Seja como for, a pesquisa do Brasil em óleo e gás segue a todo vapor. Com um plano de investimentos aprovado de US$ 109 bilhões, a Petrobras até agora não deu sinais de preocupação com a entrada desse novo competidor no mercado. De qualquer forma, muita gente na estatal lamenta que, por posições retrógradas que só beneficiaram concorrentes, como a Guiana Francesa, a Guiana e a própria Venezuela, a Petrobras tenha chegado tarde à exploração do petróleo na chamada Foz do Amazonas. E que demore muitos anos para se beneficiar da riqueza que tem no fundo do mar. Mas ninguém pode se esquecer que parte dessa demora acontecerá porque, ao mandar prender Maduro, Donald Trump desencadeou uma situação que alterou o equilíbrio de forças no mundo.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2026-01-11/uma-nova-ordem-global-.html)

  4. Miguel José Teixeira

    Da série:
    em uma campanha eleitoral,
    existe isonomia entre
    um candidato à eleição e
    um candidato à reeleição? (2)

    “Os 10 congressistas que mais destinaram emendas ao meio ambiente”
    – Em ano de COP30, emendas ao meio ambiente somaram R$ 110 milhões, 0,6% do total destinado pelo Congresso…
    (Juliana Alves, de Brasília, Poder360, 11/01/26).

    Em 2025, ano em que o Brasil sediou a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), as emendas individuais destinadas ao meio ambiente representaram 0,6% do total empenhado pelo Congresso. No período, deputados e senadores empenharam R$ 17,5 bilhões em emendas individuais, dos quais R$ 110 milhões foram direcionados à área ambiental.

    O deputado Bruno Ganem (Podemos-SP) foi o congressista que mais destinou recursos ao meio ambiente em 2025. Empenhou R$ 17,5 milhões em emendas individuais para ações ambientais. Desse total, R$ 4,2 milhões foram pagos, segundo dados do Portal da Transparência, que reúne informações oficiais de execução orçamentária.

    A maior parte das emendas empenhadas para o setor ambiental foi destinada à implementação da agenda nacional de proteção, defesa, bem-estar e direitos dos animais, que concentrou cerca de R$ 40 milhões. As ações voltadas ao enfrentamento da emergência climática receberam R$ 18 milhões ao longo de 2025.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/os-10-congressistas-que-mais-destinaram-emendas-ao-meio-ambiente/

  5. Miguel José Teixeira

    Da série:
    em uma campanha eleitoral,
    existe isonomia entre
    um candidato à eleição e
    um candidato à reeleição? (1)

    “Os 10 congressistas que mais destinaram emendas à agricultura”
    – Em 2025, emendas à agricultura somaram R$ 195 milhões; senador Paulo Paim (PT-RS) lidera ranking…
    (Juliana Alves de Brasília, Poder 30, 11/01/26)

    Em 2025, as emendas individuais destinadas à agricultura somaram R$ 195 milhões, segundo dados do Portal da Transparência. Do total empenhado pelos congressistas, R$ 81 milhões já foram pagos até o momento.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) lidera o ranking dos que mais destinaram recursos ao setor no ano. Empenhou R$ 11,4 milhões em emendas individuais para a agricultura, dos quais R$ 3,1 milhões já foram efetivamente pagos, conforme a execução orçamentária.

    A maior parcela das emendas empenhadas para o agro foi direcionada a ações de fomento à agropecuária sustentável, que concentraram cerca de R$ 133 milhões em 2025. Já os recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias para o setor somaram R$ 26 milhões no período.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/os-10-congressistas-que-mais-destinaram-emendas-a-agricultura/

  6. Miguel José Teixeira

    “O idiota da aldeia global”
    – A internet – e com ela a praga bíblica dos podcasts – multiplicou os meios e os microfones para que todos os imbecis do mundo. . .
    (Gustavo Nogy, Crusoé, 11/01/26)

    Um certo sujeito emite uma opinião sobre um certo assunto. Nome e assunto serão omitidos de propósito. Acrescento: por princípio.

    A opinião é rigorosamente imbecil. De alto a baixo, de lado a lado, do avesso e do direito, da circunferência ao centro: é uma opinião esférica em sua imbecilidade. Nasceu imbecil, morrerá imbecil, como seu criador.

    O criador profere sua opinião como se proferisse uma verdade oculta desde a criação do mundo, como um João Batista mal-informado que anunciasse a vinda de Judas, não de Jesus.

    Antes, uma opinião imbecil, proferida por um sujeito imbecil, seria ignorada com educação e, em caso de insistência, seria vaiada sem piedade no balcão de “um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”.

    Agora, as opiniões imbecis proferidas por sujeitos imbecis ganham ares de tese e são debatidas pela coletividade.

    A última coisa que se deve fazer com uma opinião imbecil é levá-la a sério a ponto de merecer objeção. Mas todos, quase todos, caem na armadilha.

    Caem na armadilha porque, de repente, vivem dentro da armadilha. Discutem, debatem, criticam, argumentam, desmentem e, sobretudo, divulgam. Jogam o jogo segundo as regras do imbecil, que comemora.

    A internet – e com ela a praga bíblica dos podcasts – multiplicou os meios e os microfones para que todos os imbecis do mundo profiram imbecilidades todos os dias, todas as horas de todos os dias, compositores de uma ode cacofônica em louvor à burrice universal.

    Não defendo – embora quase defenda – um tempo em que os meios de publicação eram restritos.

    Não tinha espaço para todo mundo. Chegava-se ali por competência, herança ou pistolão. Existiam imbecis nos grandes e pequenos jornais, nas bancadas das grandes e pequenas emissoras. Mas eram poucos.

    Havia uma composição mais equilibrada entre imbecis e não imbecis escrevendo colunas e rodapés, dando entrevistas ou entrevistando, apresentando ou sendo apresentados.

    Com a internet, com as redes e mídias sociais, acabou a hierarquia entre quem sabe alguma coisa que mereça ser dita e quem não sabe coisa alguma e, mesmo assim, acredita que merece ser ouvido.

    A única coisa que importa é o tempo a ser preenchido, os anúncios a serem pagos, o algoritmo a ser alimentado.

    Às vezes, assisto por alguns minutos a trechos dos indistinguíveis podcasts, que compartilham dos mesmos convidados e requentam as mesmas, aspas, polêmicas, e pergunto, e me pergunto: será possível que tanta gente tenha tanta coisa importante a dizer? Eu não tenho. Pelo jeito, só eu não tenho.

    Umberto Eco, semiólogo (*), teórico da comunicação e, ele sim, alguém que tinha meia dúzia de verdades a colocar à mesa de um bar, sentenciou:

    “O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

    Mentiu?

    (Fonte: https://crusoe.com.br/noticias/o-idiota-da-aldeia-global/)

    (*) é um especialista ou estudioso da semiologia (ou semiótica), a ciência que investiga os signos, como eles funcionam, criam significado e são usados em todos os sistemas de comunicação humana, sejam eles linguísticos (palavras), visuais (imagens, gestos), rituais ou culturais, analisando como representamos e interpretamos o mundo. (IA-Google)

  7. Miguel José Teixeira

    Mas bah, tchê!
    “Afiado como navalha de barbeiro caprichoso!”

    Com o súbito falecimento do governador de Minas, Olegário Maciel, o ditador Getúlio Vargas teve de escolher o substituto.
    Pediu listas sêxtuplas a Antônio Carlos e a Gustavo Capanema e a ambos solicitou que nelas incluíssem um delegado de polícia de Pará de Minas: Benedito Valadares.
    Foi, claro, o escolhido.
    Interpelado depois sobre a decisão, Getúlio explicou:
    – Benedito era o único nome comum nas duas listas…

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 11/01/26)

  8. Miguel José Teixeira

    “Venezuela reinventou ditadura à base de mentiras e espalhou o método no continente”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 11/01/26)

    O fim do narcoditador Nicolás Maduro devolveu às telinhas preciosos documentários sobre a tragédia da Venezuela, lembrando-nos dos facínoras que reinventaram a ditadura, por meio do controle de um Legislativo acuado, eleições fraudadas (e ai de quem as criticasse), não sem antes de tornar inelegíveis e prender adversários. E exportaram o definido no Foro de São Paulo, acusando adversários de “atentado contra a democracia” e os tachando de “traidores da pátria” e etc.

    Modelito cara-de-pau
    Chamavam críticas à “desinformação” ou de “fake news”, mas, quando se sentiam acuados, recorriam à velha mentira da “defesa da soberania”.

    Ditadura planejada
    Antes da ditadura descarada, a Venezuela se viu sob ditadura disfarçada, “relativa”. Os golpistas seguiram um método, o plano chavista.

    Liberdade cancelada
    Após tornar inelegíveis, prender e matar opositores, o regime de Chávez e Maduro fechou emissoras e jornais, prendeu e matou jornalistas.

    Máscaras rasgadas
    Maduro no xilindró, a ditadura prendeu 14 jornalistas, profissionais como os que no Brasil preferem defender o tirano e atacar o xerife “malvadão”.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/venezuela-reinventou-ditadura-a-base-de-mentiras-e-espalhou-o-metodo-no-continente)

  9. Miguel José Teixeira

    . . .”A arte existe porque a vida não basta”, pensei nessa frase de Ferreira Gullar em algum momento da viagem. Mas então me acometeu a ressalva: e o que acontece quando a vida basta?”. . .

    “Incompleta, imperfeita, estúpida, às vezes a vida basta”
    (Julián Fuks, Colunista de Ecoa/UOL, 10/01/26)

    É curiosa a liturgia do ano novo. Cada um se isola por um momento, se abriga nos próprios pensamentos, reflete em suas profundezas tudo o que falhou, tudo o que ficou incompleto nos meses que se passaram. Faz seu registro de lapsos e erros, mas de um jeito alegre, neles baseando as aspirações do tempo que começa, nomeando os desejos. Cada um promete então a si mesmo que agora será diferente, que há de cumprir o que ficou descumprido, que há de realizar o irrealizado, o irrealizável talvez. É o presente a se comprimir entre o passado e o futuro. É uma declaração sobre a insuficiência da vida e a altivez do pensamento.

    Mas há também uma contradição na maneira como costumamos viver esse momento, uma boa contradição, quero dizer. Não é raro que esse isolamento dure pouco, e que logo estejamos aos abraços com os seres mais queridos que conhecemos, amores, filhos, amigos. Não é raro que estejamos numa paisagem bonita, diante de um mar amplo, um céu candente. O presente então se alarga, ignora o exame crítico do passado, recusa a sujeição ao futuro. O presente se faz fruição e prazer, e a vida se apresenta completa em sua incompletude, plena em suas insuficiências.

    Só por pudor uso essas palavras genéricas; muito mais sincera e despudorada seria esta crônica se a escrevesse em primeira pessoa. Foi assim que começou o meu ano, ao lado da minha companheira, das minhas filhas, de alguns amigos íntimos, de outros amigos futuros que eu só começava a conhecer — eis uma das grandes entre as alegrias pequenas, descobrir os amigos que um dia teremos, seremos. Ali desapareciam os lamentos por qualquer coisa que tivesse faltado à existência, ali já nem tinham lugar as promessas incertas feitas a nós mesmos. Interessava era o mar cálido e a brisa leve, interessava era o prazer da palavra, da brincadeira, do riso, da embriaguez, do beijo.

    “A arte existe porque a vida não basta”, pensei nessa frase de Ferreira Gullar em algum momento da viagem. Mas então me acometeu a ressalva: e o que acontece quando a vida basta? Talvez fosse por isso que mal tocávamos nos livros que tínhamos levado, que mal desviávamos a vista da paisagem, que não queríamos saber de outro cenário senão aquele que nos cercava. Mesmo quando a realidade começou a rugir mundo afora, no país vizinho, tão cedo num ano que começara tão calmo, mesmo assim não quisemos perder a nossa paz. Porque ali a vida podia ser imperfeita, tendente a estúpida, podia até ser uma vida besta, mas bastava, bastava demais, como nos bastava.

    Percebi que era um excedente de vida que eu não queria deixar para trás, e essa se fez então minha nova promessa. Não quero retornar à gravidade das preocupações costumeiras, não quero ainda recuperar minhas metas e as rotinas correspondentes, não quero me entregar de novo à dissipação constante em assuntos quaisquer. Quero levar comigo essa frágil certeza de que a vida pode bastar em si mesma, apesar de si mesma. Por isso escrevo esta crônica tardia, nove dias atrasada, sobre uma virada de ano que não quero esquecer, e o leitor que perdoe minha impertinência.

    E o curioso é que muitos caminhos já abri neste novo ano, que me trouxe precocemente a outro hemisfério, ao canto inverso do planeta. Muitas coisas novas já vi neste novo ano. Vi as luzes douradas e curvilíneas de Doha, vi pela primeira vez o Golfo Pérsico, imenso como todos os mares que já contemplei, vi um amanhecer vermelho no céu do Paquistão, vi que a vida não precisa ser marasmo e repetição como outras vezes. Mas essa já é outra história: nesta crônica o que cabe dizer é que fiz sempre o caminho de volta. A cada visão retornei aos dias com minhas filhas e minha companheira, retornei ao bom punhado de amigos, realizei o irrealizado e ainda assim os senti presentes. Vou levando-os comigo enquanto posso, aonde quer que eu chegue.

    (Fonte: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2026/01/10/incompleta-imperfeita-estupida-as-vezes-a-vida-basta.htm)

  10. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (063)

    “Barbara Gancia disse que funk e hip-hop não são cultura”
    – ‘A que ponto chegamos?, escreveu a jornalista a respeito do apoio a oficinas na periferia.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Barbara Gancia (1) descreveu uma cena simples: ela abriu um jornal estrangeiro e se irritou. Na esteira da viagem de Gilberto Gil (2) para falar de cultura digital em Austin (3), no Texas, o The New York Times (4) publicou uma reportagem dizendo que o governo brasileiro investia dinheiro público para espalhar a “cultura hip-hop” entre jovens da periferia.

    A colunista pegou essa informação como estopim e foi direto ao ponto que queria cutucar, sem rodeio e sem aula. Ela não discutiu o programa em tese, discutiu o símbolo: verba oficial para grafite, pick-ups, rap e funk (5).

    A pergunta veio crua, do jeito que ela escreveu: “Mas eu pergunto: a que ponto chegamos? Desde quando hip-hop, rap e funk são cultura?”, escreveu a jornalista em coluna publicada na Folha, em 2007.

    Gancia contou que já tinha dito algo parecido num comentário na BandNews FM e que a reação foi imediata. Escreveu que a caixa de e-mails da rádio foi “inundada por protestos”, com gente chamando-a de “racista e fascista”

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (6), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Cultura de bacilos (16/3/2007)

    Se usamos verbas públicas para ensinar hip-hop, rap e funk, por que não incluir na lista axé ou dança da garrafa?

    Nesta semana, na esteira da visita do ministro da Cultura, Gilberto Gil, a Austin, no Texas, onde foi falar sobre cultura digital e tópicos correlatos, o correspondente do jornal “The New York Times”, Larry Rohter (ele, sempre ele), produziu uma reportagem intitulada “Governo brasileiro investe em cultura hip-hop”.

    Nela, Rohter conta ao seu leitor norte-americano que, no Brasil, o governo está empregando o dinheiro do contribuinte para disseminar a “cultura hip-hop” entre jovens da periferia. Diz ele que, por ter sido boicotado muitas vezes no início da carreira, Gil “sente certa afinidade” por esses movimentos musicais, e que, por isso, concebeu o programa Pontos de Cultura do Brasil, que distribui doações de cerca de US$ 60 mil a grupos comunitários das periferias, a fim de desenvolver “novas formas de expressão da latente criatividade dos pobres do país”.

    Em um país em que o presidente da República acha espirituoso falar em “ponto G” em coletiva de imprensa, distribuir dinheiro público para ensinar a jovens carentes as técnicas do grafite ou a aspirantes a rapper como operar pick-ups, pode até parecer coisa natural. Mas eu pergunto: a que ponto chegamos? Desde quando hip-hop, rap e funk são cultura? Se essas formas de expressão merecem ser divulgadas com o uso de dinheiro público, por que não incluir na lista o axé, a música sertaneja ou, quem sabe, até cursos para ensinar a dança da garrafa? O axé, ao menos, é criação nossa. Ao contrário do hip-hop, rap e funk, que nasceram nos guetos norte-americanos.

    Na última quarta-feira, em meu comentário diário na rádio BandNews FM, tomei a liberdade de dizer o que pensava sobre esse lixo musical que, entre outros atributos, é sexista, faz apologia à violência e dói no ouvido. Para quê? Imediatamente a caixa postal eletrônica da rádio foi inundada por protestos tachando-me de racista e fascista.

    Sei, sei. Quer dizer que se eu afirmar que a música sertaneja é uma porcaria alienante, tudo bem. Mas se disser que usar boné de beisebol ao contrário na cabeça, calça abaixada na cintura com a cueca aparecendo e tênis de skatista é coisa de colonizado que nem mesmo sabe direito o que o termo hip-hop (um e-mail se referia à musica “rip-rop”) significa, sou racista e fascista?

    No texto de Larry Rohter, o antropólogo Hermano Vianna afirma que Gilberto Gil olha para o hip-hop, o funk e o rap “não com preconceito, mas como se fossem oportunidades de negócios”. Não entendo muito de comércio, mas será que produzir uma legião de grafiteiros e de DJs é “oportunidade de negócio”?

    Por anos, fiz com o mestre Silvio Luiz um programa de esportes chamado “Dois na Bola”. Uma vez por semana, nós apresentávamos um grupo musical. Cansamos de receber artistas do hip-hop que hoje estão aí com música na trilha sonora da novela. E vira e mexe, depois de eles terem passado pelo programa, descobríamos, para nosso espanto, que os tais gênios musicais eram ligados ao tráfico de drogas.

    Alô, ministro Gil! Não seria mais produtivo ministrar nas favelas um curso de um único livro de Machado de Assis ou Guimarães Rosa, do que dar força para a molecada virar uma paródia de Snoop Doggy Dogg?

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/barbara-gancia-disse-que-funk-e-hip-hop-nao-sao-cultura.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/autores/barbara-gancia.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/gilberto-gil/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/turismo/2018/06/na-dureza-texana-austin-e-oasis-libertario-que-se-orgulha-das-diferencas.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/mundo/nyt/
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2024/12/cerco-ao-funk-no-brasil-mostra-que-censura-as-artes-e-ligada-a-raca-e-a-classe.shtml
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  11. Miguel José Teixeira

    “Uma narrativa para Lula e Maduro”
    – Não sobrou nenhuma história bonita para o petista contar sobre a Venezuela após a captura do ditador que ele apoiou por anos.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 10/01/26)

    Nicolás Maduro (à direita na foto) foi capturado pelas forças americanas (*) há exatamente uma semana, e Lula (à esquerda na foto) ainda não mencionou publicamente o nome do ex-ditador da Venezuela, seu aliado histórico.

    O presidente brasileiro, que ajudou a consolidar o poder do falecido Hugo Chávez e se comportou de forma dúbia na última fraude eleitoral de Maduro, tem apelado para o discurso oportunista da soberania e do direito internacional, que não usou ao tratar da invasão da Ucrânia pelos russos.

    Um dos episódios mais infames do terceiro mandato do petista ocorreu logo no primeiro ano de governo, quando Lula recebeu Maduro com pompas de chefe de Estado em Brasília e desdenhou das denúncias de violação de direitos humanos contra o regime bolivariano.

    Inexplicável
    Voltou a circular, em vídeo, o discurso de Lula à época, no qual ele disse o seguinte:

    “Eu acho, companheiro Maduro, que é preciso, você sabe, a narrativa que se construiu contra a Venezuela, né? Da antidemocracia, do autoritarismo, sabe? Então, eu acho que cabe à Venezuela mostrar a sua narrativa para que possa efetivamente fazer as pessoas mudar de opinião. Eu vou em lugar [em] que as pessoas nem sabem aonde (sic) fica a Venezuela, mas sabe que a Venezuela tem problema da democracia, que o governo não sei das quantas… Então, é preciso que você construa a sua narrativa. Eu acho que, por tudo que nós conversamos, a sua narrativa vai ser infinitamente melhor do que a narrativa que eles têm contado contra você. É efetivamente inexplicável um país ter 900 sanções porque o outro país não gosta dele. É inexplicável.”

    Inexplicável é o apoio de Lula não apenas a Chávez, mas principalmente a Maduro, que já assumiu o comando da Venezuela, em 2013, há mais de 10 anos, numa condição de opressão absoluta.

    Silêncio
    O silêncio do petista é a prova disso. Pesquisa da Datrix mostrou que a imagem de Lula foi arranhada (**) pela captura de Maduro mesmo em defesa aberta do petista, e o Lulômetro (***), parceria de O Antagonista com a Realtime Big Data, mostrou queda na aprovação do presidente.

    O mesmo Lula que silencia sobre o ditador venezuelano reuniu seus poucos aliados em Brasília na quinta-feira, 8, para fingir que se preocupa com a democracia e as instituições da República.

    Na verdade, o discurso sobre o 8 de janeiro de 2023 serve apenas como bandeira eleitoral contra a família Bolsonaro, que lhe estende a mão ao tentar sobreviver politicamente após a prisão do patriarca.

    Hoje, o silêncio de Lula diz muito mais do que qualquer de seus discursos.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/uma-narrativa-para-lula-e-maduro/)

    (*) https://crusoe.com.br/diario/captura-de-maduro-deve-reverberar-nas-eleicoes-brasileiras-de-2026/
    (**) https://crusoe.com.br/diario/captura-de-maduro-arranha-imagem-de-lula/
    (***) https://oantagonista.com.br/lulometro/

  12. Miguel José Teixeira

    “Não há crise no jogo jogado da política”
    – De tensão e atritos vivem as forças políticas adversárias em ano eleitoral de disputa pelo poder. É normal.
    – No veto à dosimetria, Lula deu recado ao eleitorado dele, e a oposição reagiu como esperado pela turma dela.
    (Dora Kramer, FSP, 10/01/26)

    O presidente da República deu recado ao eleitorado dele, e a oposição —aí incluídos aliados de ocasião— reagiu com o gesto que seus eleitores esperavam dela. E foi só isso que aconteceu no veto de Luiz Inácio da Silva (PT) ao projeto da dosimetria, seguido da promessa de derrubada no Congresso.

    Não há crise nem ruptura à vista, apenas o jogo jogado da política em ano eleitoral. O desenho de conflagração imprime dramaticidade ao cenário, reforça torcidas, robustece análises, mas não traduz com exatidão a realidade.

    Neste 2026 de disputa pelo poder, Lula precisa mais das ruas que do Parlamento. A recíproca é verdadeira: deputados e senadores adversários tampouco necessitam dele para falar às urnas. É cada um por si e a guerra de versões a serviço de todos.

    Nada demais nas ausências dos presidentes da Câmara e do Senado no ato pela passagem dos três anos dos ataques golpistas. Ambos já haviam faltado à sanção da lei de isenção e descontos do Imposto de Renda. Pelo mesmo motivo: pertencem ao espectro ideológico contrário à reeleição e, na medida do possível, evitarão pôr azeitona na empada de Lula.

    Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil) poderiam ter feito algo em alusão ao dia em que o Poder que presidem foi vandalizado, mas preferiram não se indispor com os patrocinadores da mudança na legislação para ajudar os condenados por tentativa de insurreição.

    Executivo e Legislativo fizeram escolhas de cunho eleitoral, muito distantes do caráter de frente ampla em defesa da democracia que permeou o ambiente em 2022/2023.

    No ponto de equilíbrio manteve-se o Supremo Tribunal Federal. Os ministros não foram ao Palácio, ativeram-se ao tema em pauta na solenidade própria e ficaram longe de um embate a respeito do qual serão provocados depois da provável derrubada do veto.

    Prevalecendo o bom senso a partir daí, o STF aplicará a lei conforme ditar o Parlamento e, sobranceiro (*), deixará a política resolver suas querelas.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/01/nao-ha-crise-no-jogo-jogado-da-politica.shtml)

    Do alto da suprema toga. . .
    (*) que encara as coisas ou as pessoas com superioridade, que se percebe em estágio mais elevado.

  13. Miguel José Teixeira

    Se, por definição,
    “a democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo”,
    e, um partido político,
    estabelece um determinado segmento da sociedade
    como seu público alvo,
    então, esse partido é democrata?

    “Ex-aliado do PT e próximo do bolsonarismo, Aldo Rebelo define data de lançamento de pré-candidatura à Presidência”
    – Após ter passado décadas no PCdoB, o postulante ao cargo se desfiliou do MDB em dezembro do ano passado e ingressou no partido Democracia Cristã
    (Por O Globo — Rio de Janeiro, 10/01/26)
    . . .
    “Ex-ministro dos governos petistas, Aldo Rebelo lança sua pré-candidatura à Presidência pelo partido Democracia Cristã (DC). Rebelo, que já integrou o PCdoB, distanciou-se da esquerda e aproximou-se do bolsonarismo. A oficialização ocorrerá em 31 de janeiro em São Paulo. Defensor da anistia a Bolsonaro, Rebelo foca em crescimento, desigualdade e defesa nacional.”
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/10/ex-aliado-do-pt-e-proximo-do-bolsonarismo-aldo-rebelo-define-data-de-lancamento-de-pre-candidatura-a-presidencia.ghtml

    Por exemplo:
    O partido do então ministrim dos Esportes,
    que “não viu” o superfaturamento nos estádios de futebol da copa:
    “Democracia Cristã”. . .
    – Quem não é Cristão, pode participar dêle?
    – As ações do DC contemplam quem não é Cristão?

    “Prefiro ser
    Essa metamorfose ambulante”
    . . .
    Senhor Maluco Beleza: https://youtu.be/CmB4sfoZkwo

  14. Miguel José Teixeira

    Existe isonomia (*) entre
    candidatos à eleição e
    candidatos à reeleição?

    “Publicidade dos deputados dispara e já consome 41% da cota parlamentar”
    – Câmara gastou R$ 301,9 milhões com “divulgação da atividade” dos congressistas de 2023 a 2025; nos primeiros 3 anos da legislatura anterior, haviam sido R$ 218,4 milhões
    (Rafael Barbosa, de Brasília, Poder360, 10/01/26)

    A Câmara gastou R$ 301,9 milhões com “divulgação da atividade” de deputados de 2023 a 2025. Nos primeiros 3 anos da legislatura anterior, haviam sido R$ 218,4 milhões para esse fim, já em valores corrigidos pela inflação. A alta foi de 38% no período.

    Esse dinheiro de publicidade é usado para divulgar o trabalho dos congressistas em mídias diversas, como jornais e rede sociais. Cada um dos 513 deputados pode se beneficiar dessa verba.

    Tudo fica na chamada “cota parlamentar”, que banca outros tipos de regalias aos deputados, como passagens aéreas, carros, gasolina e até entradas em palestras e cursos.

    Os gastos com publicidade cresceram tanto nos últimos anos que agora consomem 41% do orçamento da cota. Em 2011, era 17,1%, como mostra o quadro abaixo:
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/publicidade-dos-deputados-dispara-e-ja-consome-41-da-cota-parlamentar/

    (*) Isonomia é um princípio jurídico fundamental que estabelece a igualdade de todos perante a lei, sem distinções, mas que também exige tratar os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades, para alcançar a justiça e a equidade, garantindo que situações semelhantes recebam tratamento similar e que as diferenças sejam consideradas para equilibrar oportunidades e corrigir injustiças. (IA-Google)

  15. Miguel José Teixeira

    “Oposição tem o dobro de chance de eleger senadores que o governo”
    – Partidos de direita e aliados de Bolsonaro querem ter maioria no Senado a partir de 2027 para dificultarem eventual novo mandato de Lula e, principalmente, viabilizar o impeachment de ministros do STF.
    (Mariana Haubert e Eduarda Teixeira de Brasília, Poder360, 10/01/26).

    A principal disputa para o Congresso em 2026 tem sido apontada pela esquerda e pela direita como sendo a do Senado, onde 54 das 81 cadeiras serão trocadas a partir de 2027. Cada uma das 27 unidades da Federação elegerá 2 senadores em outubro. Há uma esperança dos lulistas de reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, assim, ter força eleitoral para manter a influência na pauta que têm hoje na Casa. Isso assegura uma estabilidade na relação com o Congresso.

    Do lado dos bolsonaristas, a expectativa é fazer uma maioria que atualmente não existe para dar sustentação a uma oposição que pretende dificultar um eventual novo mandato de Lula. Há também o objetivo de ser uma força contra o STF (Supremo Tribunal Federal). Uma das metas da oposição é conseguir avançar com um processo de impeachment contra ministros, especialmente contra Alexandre de Moraes.

    O Poder360 analisou pesquisas de intenção de voto para o Senado realizadas no fim de novembro e ao longo de dezembro em todos os Estados e no Distrito Federal. Os levantamentos mostram que, neste momento, a direita tem o dobro de chance da esquerda de eleger senadores em 2026.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/oposicao-tem-o-dobro-de-chance-de-eleger-senadores-que-o-governo/

  16. Miguel José Teixeira

    Eis a democracia venezuelana
    cantada em verso & prosa
    pela corja vermelha PeTezuelana!

    “Maria Oropeza: uma das vítimas do totalitarismo de Maduro”
    – Na Venezuela, a prisão não punia crimes, punia participação política. O objetivo era claro: silenciar, intimidar e fragmentar a oposição.
    (Izabela Patriota (*), Crusoé, 09/01/26)

    Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, anunciou o início da liberação de um número importante de presos políticos como gesto para “buscar paz” após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

    O anúncio não trouxe nomes nem números, mas marcou uma inflexão relevante diante do novo cenário local.

    A sinalização caminha na direção certa para a esperada liberação de Maria Oropeza.

    Advogada de 31 anos e ativista política venezuelana, ela coordenou o partido opositor Vente Venezuela no estado de Portuguesa durante as eleições de 2024.

    O regime de Maduro a prendeu em 6 de agosto de 2024, quando agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) invadiram sua casa sem mandado e a levaram para o El Helicoide, um dos principais centros de repressão do continente.

    Maria transmitiu o momento da detenção ao vivo nas redes sociais.

    O caso de Oropeza é resultado da chamada Operação Tun Tun. A prática consistia em invasões domiciliares, ausência de mandados judiciais e detenções sumárias de opositores que questionaram o processo eleitoral de 2024.

    Na Venezuela, a prisão não punia crimes, punia participação política. O objetivo era claro: silenciar, intimidar e fragmentar a oposição.

    Não à toa, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) classificou a prisão de Maria Oropeza e de outros detidos como arbitrária e determinou sua soltura imediata.

    A relação de Oropeza com María Corina Machado é política e estratégica.

    Ao liderar mobilizações em apoio à oposição, tendo Machado como figura central, ela passou a ser tratada como ameaça direta pelo regime. A repressão não foi por crime. Foi por voz.

    O anúncio recente de libertações cria uma expectativa legítima. Retirar presos políticos do El Helicoide é um resultado positivo da atuação dos EUA no país.

    A despeito de qualquer discussão sobre a ação militar ou sobre a geopolítica regional, soltar prisioneiros políticos aproxima o país de padrões mínimos de direitos humanos, ainda que muitos efeitos negativos estejam no porvir.

    Maria Oropeza não deveria estar presa. Se for libertada agora, será uma vitória de princípios civis sobre práticas autoritárias.

    Caso contrário, sua história seguirá lembrando que ditaduras sobrevivem do silêncio e que a libertação de presos políticos é condição, não concessão, para qualquer transição democrática.

    (*) Izabela Patriota é diretora de relações internacionais do Lola Brasil (**) e colaboradora no programa Young Voices
    Instagram: @patriota_iza
    X: @iza_patriota

    (As opiniões dos colunistas não necessariamente refletem as de Crusoé e O Antagonista)

    (Fonte: https://crusoe.com.br/noticias/maria-oropeza-uma-das-vitimas-do-totalitarismo-de-maduro/

    (**) LOLA Brasil (Ladies of Liberty Alliance) é um movimento de mulheres liberais que busca capacitar, conectar e fortalecer lideranças femininas para promover a liberdade individual e econômica no Brasil, atuando com treinamentos, networking e apoio a candidaturas políticas, e é a maior divisão no mundo da organização internacional Ladies of Liberty Alliance. Não se deve confundir com a Lola Cosmetics, uma marca de cosméticos brasileira conhecida por produtos para cabelos, embora ambas sejam iniciativas de sucesso lideradas por mulheres no Brasil.

    (***) O programa Young Voices (Vozes Jovens) se refere a diversas iniciativas globais que empoderam jovens para expressarem suas opiniões, promoverem mudanças e desenvolvam habilidades, como o projeto da Save the Children que coleta perspectivas sobre direitos, o Youth Voices Brasil (ligado ao Banco Mundial) focado em empregabilidade, e até um concerto de corais infantis no Reino Unido, mas o conceito central é sempre dar protagonismo à voz juvenil em diferentes contextos.

  17. Miguel José Teixeira

    Síntese da FSP, hoje (III):

    Outras notícias

    POLÍTICA
    + Comissão de Ética da Presidência abre processo contra Augusto Heleno.
    https://www1.folha.uol.com.br/poder/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    ECONOMIA
    + Inflação oficial do país fecha 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta.
    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/inflacao-fecha-2025-em-426-abaixo-do-teto-da-meta.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    + Veja para quanto vai a aposentadoria do INSS com o reajuste de 3,90%
    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/veja-para-quanto-vai-a-aposentadoria-do-inss-com-o-reajuste-de-390.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    COTIDIANO
    + Delegados, promotor e juiz se uniram no PA para cobrar propina de investigados, diz Ministério Público; ouça áudios.
    https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/01/delegados-promotor-e-juiz-se-uniram-no-pa-para-cobrar-propina-de-investigados-diz-ministerio-publico-ouca-audios.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    + Maior avião do mundo é desviado de Guarulhos para Gana por causa de fumaça.
    https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/01/maior-aviao-do-mundo-e-desviado-de-guarulhos-para-gana-por-causa-de-fumaca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    (TRPCE)

  18. Miguel José Teixeira

    Síntese da FSP, hoje (II):

    No mundo

    EUA:
    Trump disse que negociará com a Groenlândia “por bem” ou “por mal” e que controle da ilha é “crucial” para a segurança nacional.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/trump-diz-que-negociara-com-a-groenlandia-por-bem-ou-por-mal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    Irã:
    protestos contra o governo atingiram todo o país. Líder supremo ameaçou manifestantes e disse haver influência de Donald Trump.
    Veja vídeos: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/protestos-atingem-todo-o-ira-e-lider-ameaca-manifestantes-veja-videos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    Rússia:
    as forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik em ataque à Ucrânia, e Kiev convocou Otan.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/ucrania-apura-ataque-com-supermissil-de-putin-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    Venezuela:
    Caracas retomou contato diplomático com Washington, ainda que limitado. Os países avaliam a reabertura das embaixadas após a captura de Maduro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/venezuela-e-eua-retomam-contato-diplomatico-limitado-e-avaliam-reabertura-de-embaixadas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews;utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    EUA capturaram o quinto petroleiro ligado à Venezuela.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/eua-capturam-mais-um-petroleiro-perto-da-venezuela.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    Argentina:
    o Governo Milei reembolsou US$ 20 bilhões recebidos dos EUA antes da eleição, segundo o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/argentina-reembolsou-us-20-bilhoes-recebidos-dos-eua-antes-de-eleicao-diz-secretario-do-tesouro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    (TRPCE)

  19. Miguel José Teixeira

    Síntese da FSP, hoje (I):

    Enfim, o acordo UE-Mercosul?

    Países da União Europeia aprovaram nesta sexta (9) o acordo de livre comércio com o Mercosul, que começou a ser negociado em 1999 e reunirá um mercado de 722 milhões de consumidores.

    Como foi a votação?
    A oposição foi liderada pela França, que prepara uma reação. Polônia, Hungria, Irlanda e Áustria votaram contra. A Bélgica se absteve. A Itália se uniu à maioria favorável ao pacto. ​(1)

    No Brasil:
    O agronegócio será o principal setor beneficiado, e Lula celebrou o tratado. (2)

    Na Argentina:
    Milei, crítico do Mercosul, comemorou o acordo como uma vitória pessoal. (3)

    Reportagem da Folha explica em 10 pontos o que prevê o tratado entre os dois blocos. (4)

    (TRPCE)

    (1) “UE aprova acordo comercial com Mercosul após 25 anos; França prepara reação”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/ue-aprova-acordo-com-mercosul-franca-prepara-reacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

    (2) “Agro seria principal beneficiado por acordo entre Mercosul e UE”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/agro-seria-principal-beneficiado-por-acordo-entre-mercosul-e-ue.shtml?utm_source=newsletter&utm_m

    (3) “Crítico do Mercosul, Milei comemora acordo com UE”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/critico-do-mercosul-milei-comemora-acordo-com-ue-como-uma-vitoria-pessoal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnewsedium=email&utm_campaign=breakingnews

    (4) “Entenda em 10 pontos o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/entenda-em-10-pontos-o-acordo-comercial-entre-mercosul-e-uniao-europeia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=breakingnews

  20. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (062)

    “Josimar Melo criticou ícones culinários de SP, como o Mercadão e a pizza com Catupiry”
    – Sanduíche de mortadela, pesado e descomunal, não vale a fila, disse o jornalista.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Crítico gastronômico da Folha, Josimar Melo dedicou uma de suas colunas a desancar alguns dos ícones culinários paulistanos. O sanduíche de mortadela do Mercadão e o uso do Catupiry na pizza estavam entre os alvos de texto publicado em 2006.

    “Enquanto a mussarela sobre a pizza tem aquele toque divertido de elasticidade, o requeijão, pelo contrário, tende a ficar pastoso”, escreveu o jornalista. “Vira uma camada pegajosa que sufoca os demais ingredientes.”

    Ele também ironizou o sistema de rodízio de muitas churrascarias da capital paulista. O sistema “termina soterrando qualquer veleidade gastronômica —inclusive de quem ama carne”, disse.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (*), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Caçador de mitos (14/9 /2006)

    Eu adoro ir ao Mercado Municipal. Eu também adoro comer em botecos —como os de lá. Mas odeio filas (como a dos bares do Mercadão), especialmente para comer. E o ódio torna-se fúria quando no final da fila há uma frustração.

    No Bar do Mané, a grande maioria das pessoas pedirá um enorme, descomunal, sanduíche de mortadela, que todo mundo se habituou a achar que é um dos melhores do mundo. Que é gigante, é. Quase meio quilo de fatias de mortadela (“pesadas” a olho, no mínimo uns 300 g) mal sobraçadas por duas humilhadas fatiazinhas de pão. Ah, um pouco de alface e tomate também.

    Mas… será isso um bom sanduíche? Um sanduíche não deveria equilibrar os sabores do pão e de seus recheios? Ou, sendo mais prosaico, não deveria caber na boca, ser capaz de ser mordido? E finalmente: para ser glosado como o melhor do Brasil, não deveria ter alguma arte culinária? Um tempero especial, um ingrediente produzido pela cozinha… e não apenas a mortadela que você pode comprar no supermercado, num pão que você acha na padaria do bairro?

    Não vale a fila. E o curioso é que nem o público do Mercadão achava que valesse, na maior parte dos mais de 70 anos do Bar do Mané. O mito desse sanduíche tem uns 15 anos, quando a imprensa começou a incensá-lo. Antes, o Mané vendia bem mais o gostoso sanduíche de pernil -este sim montado em proporções mais adequadas ao perímetro da boca e recheado de arte culinária (o assar do pernil, o fazer do molho).

    Continua em cartaz, embora soterrado pelos 500 sanduíches de mortadela vendidos em dias de movimento.

    Talvez impere a máxima de que tamanho é documento. Daí a monumentalidade deste sanduíche de mortadela e de outro ícone paulistano ali vizinho: o pastel de bacalhau do Hocca Bar. Mais uma vez, um problema de conceito e de sabor. O famoso pastel é uma desfaçatez ergonômica. O recheio é tanto que destrói o delicado equilíbrio que os chineses demoraram séculos para arquitetar nos pastéis. E desequilibra também o sabor. Muito recheio para pouca massa. E um bacalhau que deixa a desejar: seco, salgado… Se você está no Hocca Bar, por que não pedir seus outros pastéis bem melhores? (Uma das especialidades é o de mussarela de búfala com tomate seco.) Ou então o suculento sanduíche de calabresa da casa?

    Entre as outras modas da cidade que introduzem ingredientes inadequados no lugar errado está a do requeijão Catupiry. Adoro. Admiro sua pungência, sua cremosidade. Seu ponto de sal faz dele o acompanhamento ideal para compotas brasileiras, que são ricas em açúcar (de goiaba, de jaca, de banana). Agora: pizza de Catupiry? (E ainda feita com requeijões inferiores, por sinal.) Não dá. Carne gratinada com Catupiry? Livrai-me. O problema não está no ingrediente, mas na combinação que se faz com ele.

    Enquanto a mussarela sobre a pizza tem aquele toque divertido de elasticidade, o requeijão, pelo contrário, tende a ficar pastoso. Vira uma camada pegajosa que sufoca os demais ingredientes. Mas Catupiry é especial, Catupiry é caro; vai convencer alguém de que não é chique. Fico feliz pela celebridade alcançada pelo bravo requeijão, nascido de um segredo mantido maniacamente pela família. Mas que ele merece melhor emprego culinário, merece.

    Assim como a boa carne brasileira. Ela sofre nos rodízios. Não que seja sempre mal preparada; mas o sistema de rodízio (mais uma vez a ilusão de que quantidade é documento) termina soterrando qualquer veleidade gastronômica —inclusive de quem ama carne. Ok, é um jeito folclórico e festivo de servir um dos melhores produtos nacionais. E tem suas raízes fincadas numa região tradicional, o pampa gaúcho.

    Mas cá entre nós: é ou não é desesperador? Você chega ali louco para comer boa carne —começar talvez com uma costelinha de porco, depois uma fatia de fraldinha, em seguida um belo contrafilé e, no final, para divertir, uma fatia de paleta de cordeiro. Isso é seu plano de voo.

    Mas o que acontece, na real? O primeiro corte que chega é uma picanha de búfalo (e você, com fome, não recusa), em seguida o coração de frango (ainda a fome), logo o cupim, depois a calabresa… no final, um peixe! E salve-se quem puder. (Não vou nem falar dos sushis despedaçados nem dos camarões borrachudos.) Continuo pregando que se modernize o rodízio: que cada um anote as carnes preferidas, e que elas sejam trazidas na ordem. Um misto de rodízio e à la carte. Quem se habilita?

    Claro, nesse novo sistema estará terminantemente proibida outra praga que se tornou uma moda imorredoura da cidade: a picanha na chapa. É aquela picanha, ou outra carne qualquer, que chega à mesa numa chapa de ferro quentíssima e fumegante. Trata-se da mais eficiente maneira de destruir o ponto da carne (ela pode até chegar no ponto pedido, mas depois de três minutos já estará passada demais); e de destruir a atmosfera ao redor, que fica impregnada de fumaça. Peles, cabelos, gravatas, tudo passa a brilhar com a fina camada de óleo que vai sendo aspergida pela chapa, além do calor. Coisa que, no entanto, não acontece nos teppans japoneses. Eles têm lá seus segredos. Nós ficamos com a gordura.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/josimar-melo-criticou-icones-culinarios-de-sp-como-o-mercadao-e-a-pizza-com-catupiry.shtml)

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  21. Miguel José Teixeira

    Sempre gostei de robalo.
    Já o PT, de furtá-lo!

    “Robalo: peixe brasileiro conquista 3º lugar em ranking de alimentos mais nutritivos”
    – O superalimento brasileiro que supera o salmão e pode revolucionar a aquicultura nacional.
    (Por Henrique Rodarte, AgroEmCampo, iG, 09/01/25)
    . . .
    > O robalo brasileiro alcançou o terceiro lugar em ranking internacional de valor nutricional, com 89 pontos, ficando atrás apenas das amêndoas e da fruta-do-conde.

    > O peixe apresenta perfil nutricional superior ao salmão, com menor teor de gordura, sendo fonte importante de proteínas, magnésio, cálcio, ferro e zinco.

    > Apesar do potencial, a aquicultura marinha no Brasil ainda é pouco explorada; estudos indicam que o robalo pode ser produzido eficientemente, impulsionando a produção nacional.
    . . .
    +em: https://agroemcampo.ig.com.br/2026/noticias/robalo-peixe-brasileiro-conquista-3o-lugar-em-ranking-mundial-de-alimentos-mais-nutritivos/

    1. Miguel José Teixeira

      Pois é. . .amanheci sendo presenteado pelo Vadi, o pescador que utiliza o rancho pertencente à MSM, com um belo robalo de 2kg.
      Escalei-o, debaixo de uma forte tempestade e armazenei-o.
      Hoje, saturado de saborear camarões do mar, irei saborear “camarões do campo”, uma “dobradinha” no Restautante Pomerode, do querido Binho Lutzemberg, filho da Dona Adelaine, pioneira em espetos corridos na Mariana Bronemann.

        1. Miguel José Teixeira

          Mais ou menos assim:

          Lembra-se quando o FHC – Fernando Henrique Cardoso, o 3º MELHOR PRESIDENTE DO BRASIL, lançou o Plano Real?
          O quilo do frango custava 1 REAL!
          Isso mesmo: 1 REAL.
          Na TV, era comum ver/ouvir pessoas alegando que “estou até enjoado de tanto comer frango”!
          Pois é. . .
          Quando não “farta”, farta!

          Mas. . .Matutildo, se FHC foi o 3º melhor presidente do Brasil, quem foi o 4º?
          – Ora, Michel Temer! (*)
          E o 1º e o 2º?
          – GV e JK!
          E os outros?
          – Simples arremedos!

          (*) https://veja.abril.com.br/coluna/noblat/o-legado-de-temer/

          1. Miguel José Teixeira

            Ooops. . .
            Não sejamos injustos com
            o topetudo das Gerais,
            Itamar Franco,
            que adorava uma assanhada
            sem calcinha em palanque!
            – Êle deu carta branca ao FHC, então seu ministro, para criar o Plano Real.

          2. O Plano Real, se existe, é porque o estranho do Itamar Franco, originalmente no MDB, em substituição ao maluco Fernando Collor de Mello, deixou o barco correr para o seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, PSDB, um sociólogo, ou seja, um “poeta”. O que prova isto? A competência técnica é relevante quando ninguém atrapalha (Itamar) e se tem um líder (FHC) num barco de entendidos.

  22. Miguel José Teixeira

    Era só o que nos faltava!

    “Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de captura, diz jornal”
    (Do UOL, em São Paulo, 09/01/26)
    . . .
    O Vaticano, liderado pelo cardeal Pietro Parolin, tentou negociar o asilo de Nicolás Maduro na Rússia antes que os EUA, sob Donald Trump, invadissem a Venezuela.

    Vladimir Putin ofereceu segurança e asilo a Maduro, mas ele recusou, pedindo anistia total e a suspensão das sanções americanas, o que não foi aceito.

    Após ataques dos EUA a Caracas, Maduro e sua esposa foram capturados. O governo Trump desistiu de acusá-lo de liderar o Cartel de Los Soles, mas manteve outras acusações.

    (IA/UOL)

    +em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/01/09/vaticano-negociou-asilo-de-maduro-na-russia-antes-de-captura-diz-jornal.htm

    Depois o Vaticano não entende a corriqueira debandada de fiéis!

  23. Miguel José Teixeira

    “A ciranda do Master”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 09/01/26)

    Uma empresa com apenas R$ 2,2 milhões de capital social, chamada Brain Realty Consultoria e Participações, tomou um empréstimo de R$ 459 milhões (*) com o Banco Master em abril de 2024. A empresa não gastou com investimentos, marketing ou compra de insumos, mas transferiu o dinheiro no mesmo dia para um fundo administrado pela gestora Reag.

    Poucas horas depois, os recursos foram parar em outro fundo, também da Reag, cujo principal ativo eram ações do antigo Besc, o Banco do Estado de Santa Catarina, incorporado pelo Banco do Brasil há 17 anos, em 2008.

    Os investigadores da Polícia Federal suspeitam que, ao final, os valores fossem repassados para laranjas (**) ligados ao dono do Master, Daniel Vorcaro. A assessoria de imprensa do Master e os gestores dos fundos foram procurados, mas não responderam aos questionamentos dos repórteres Adriana Fernandes (***) e Lucas Marchesini.

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/master-usou-empresa-com-capital-de-r-2-milhoes-para-montar-fraude-em-ciranda-financeira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/seis-fundos-investigados-no-caso-master-tem-ligacao-com-operacao-que-mirou-pcc.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***) https://www1.folha.uol.com.br/autores/adriana-fernandes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (****) https://www1.folha.uol.com.br/autores/lucas-marchesini.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    ENTENDA MAIS SOBRE O ASSU5NTO EM TRÊS LINKS

    Estados e municípios terão que cobrir rombo dos fundos de previdência com Master
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/estados-e-municipios-terao-que-cobrir-rombo-dos-fundos-de-previdencia-com-master.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Seis fundos investigados no caso Master têm ligação com operação que mirou PCC
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/seis-fundos-investigados-no-caso-master-tem-ligacao-com-operacao-que-mirou-pcc.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Entenda o caso do Banco Master e veja quem são os envolvidos
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/entenda-o-caso-do-banco-master-e-veja-quem-sao-os-envolvidos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.

    1 – Em petição enviada ao ministro Dias Toffoli, do STF, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer relação do banqueiro com os perfis de fofoca responsáveis por um ataque digital coordenado contra o Banco Central. No documento, a defesa afirma que Vorcaro está cumprindo as medidas cautelares impostas pela Justiça e diz que o empresário é alvo de uma campanha de difamação.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/vorcaro-nega-a-toffoli-ter-contratado-influenciadores-e-diz-que-e-alvo-de-difamacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Em publicação nas redes sociais, o presidente Lula comemorou o aval do Conselho da União Europeia à assinatura do acordo com o Mercosul. “Dia histórico para o multilateralismo”, escreveu o presidente, descrevendo o acordo como o maior tratado de livre-comércio do mundo. A expectativa é que o acordo seja assinado no próximo dia 17, na capital do Paraguai, Assunção.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/lula-comemora-acordo-com-a-ue-e-diz-que-tratado-favorece-comercio-internacional.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) citou ‘grande preocupação’ em ofício enviado à Petrobras após o vazamento de aproximadamente 15 mil litros de fluido durante os trabalhos de perfuração da bacia da Foz do Amazonas. No documento, o órgão ambiental pede uma reunião para que a petroleira se explique sobre o acidente e apresente medidas para evitar que ele se repita.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/01/ibama-cita-grande-preocupacao-com-foz-do-amazonas-e-cobra-reuniao-com-petrobras-sobre-vazamento.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  24. Miguel José Teixeira

    Alô, traíra do PanTanal!
    Meia verdade
    é
    meia mentira!

    “E o dever de casa, Tebet?”
    – Ministra do Planejamento celebrou inflação abaixo do teto da meta em 2025, mas não mencionou que o governo Lula jogou contra o ano todo.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 09/01/26)

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (ao centro na foto), celebrou nesta sexta-feira, 9, a taxa de inflação (1), que terminou 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta, que é de 4,5%.

    “Fechamos bem o ano: IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro do intervalo da meta para inflação, e 0,57 p.p. abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Os preços dos alimentos subiram menos: 2,95% em 2025 contra 7,69% em 2024. Com mais gente empregada, massa salarial maior e preços de alimentos subindo menos, a qualidade de vida da população aumenta. É um círculo virtuoso que faz o Brasil melhorar a cada dia”, disse a ministra em seu perfil no X (2).

    “Tão importante quanto fechar dentro da meta é a inflação baixa para o item que mais importa: alimentos, 2,9%. Menos da metade de 2024. Mais comida na mesa dos brasileiros, que tiveram aumento real do salário mínimo”, completou Tebet.

    O que ela não disse
    O que a ministra não disse é que o governo Lula não apenas não colaborou para essa desaceleração na inflação como dificultou o trabalho do Banco Central para controlar o aumento dos preços.

    A insistência do governo em gastar de forma irresponsável é um dos principais fatores, aliás, para a taxa básica de juros estar em 15% ao ano, o maior patamar da história, há meses.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a taxa Selic, voltou a alertar e pedir ajuda ao governo em sua última ata (3), publicada em 16 de dezembro de 2025.

    “A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros”, diz a ata, que repete uma mensagem passada ao governo Lula desde os tempos de Roberto Campos Neto (4):

    “Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta. O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade. O Comitê manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas.”

    Sem dever de casa
    A própria ministra do Planejamento já admitiu, com inusual sinceridade para um membro da equipe econômica do governo Lula, que a gestão do petista não fez o “dever de casa” (5) do ajuste fiscal, e disse que isso deveria ficar para depois da próxima eleição, por falta de condições políticas.

    De olho na permanência no poder, os lulistas não demonstram qualquer intenção de ajudar o BC a controlar a inflação neste ano eleitoral, e ainda voltaram a reclamar publicamente (6) do alto patamar da taxa de inflação, como se não fossem a principal causa dele.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/e-o-dever-de-casa-tebet/)

    (1) https://oantagonista.com.br/economia/inflacao-fecha-2025-em-426-e-fica-dentro-do-teto-da-meta/
    (2) https://x.com/simonetebetbr/status/2009605819386540059
    (3) https://www.bcb.gov.br/publicacoes/atascopom
    (4) https://oantagonista.com.br/analise/copia-e-cola-de-galipolo/
    (5) https://oantagonista.com.br/economia/tebet-defende-dever-de-casa-do-ajuste-fiscal-so-depois-da-eleicao/
    (6) https://oantagonista.com.br/economia/haddad-reclama-do-bc-mais-duro-do-mundo/

  25. Miguel José Teixeira

    Pergunta na Venezuela
    (Coluna CH, DP, 09/01/26)

    Delcy Gonçalvez é a ditadora em exercício ou ditadora interina?

    Resposta lá do céu
    (Matutildo, aqui e agora)

    Porra! Ela é Rodríguez!
    Não confunda a “perereca” venezuelana
    com a saudosa vedete Dercy Gonçalves!

    https://youtu.be/uh2q_MIv-yM

  26. Miguel José Teixeira

    Para que servem mesmo as TICs (*),
    se existe a BrasTur!

    “Ministros fizeram quase 1.800 voos pela FAB”
    (Coluna CH, DP, 09/01/26)

    Regalia disputada pela nata de Brasília, os jatinhos da Força Aérea Brasileira fizeram ao menos 1.778 decolagens com autoridades ao longo de 2025. Têm direito à regalia os ministros de Estado, chefes das Forças Armadas, presidentes da Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal e, normalizado no governo Lula, sem previsão legal, até ministros do STF. A conta não considera os rolês de Lula e Janja, sempre com grandes comitivas e com a gastança protegida pelo sigilo.

    AeroMotta
    Só deu Hugo Motta zanzando por aí. O deputado, que até tem o próprio avião, fez ao menos 141 viagens nas asas da FAB (e por nossa conta).

    Economia pra quem?
    Fernando Haddad (Fazenda) não quer nem saber de voos de carreira. Foram 132 viagens ao longo do ano. Foram 20 a mais do que em 2024.

    Supremo voador
    A presidência do STF fez 100 decolagens. Os ministros, outras 19. O total de 2025 supera os voos de 2024 (1553) e fica atrás de 2023 (1997).

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-quer-usar-saida-de-lewandowski-para-destravar-indicacao-de-bessias-ao-stf)

    (*) Tecnologias de Comunicação (TICs) são ferramentas e sistemas (hardware, software, redes) que facilitam a criação, troca e acesso à informação, abrangendo desde a internet, e-mail e redes sociais (WhatsApp, Instagram) até videoconferências, armazenamento em nuvem (Google Drive) e inteligência artificial, transformando a comunicação pessoal, profissional e educacional ao conectar pessoas e otimizar processos, sendo essenciais no mundo digital atual.

    Matutando bem. . .
    Uma videoconferência
    não rende polpudas diárias
    e nem supri a sensação de poder!

  27. Miguel José Teixeira

    “Às vezes você me pergunta
    Por que é que eu sou tão calado”
    (O Senhor Raul Seixas) (*)

    “Lula acerta, eleitoralmente e moralmente, em veto a PL da Dosimetria”
    – Todos os golpes de Estado anteriores resultaram ou em punições brandas ou em impunidades negociadas após a “normalização” democrática.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 09/01/26)

    Conforme previsto e até mesmo antecipado por dez em cada dez petistas, o presidente Lula vetou, nesta quinta-feira, 8, o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional ao apagar das luzes de 2025.

    A lei reduzia a pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada “Trama Golpista”, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, oficiais de alta patente e outras autoridades dos tais Núcleos 1 e 2.

    Também seriam beneficiados os arruaceiros que participaram dos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes em Brasília (DF), em 8 de janeiro de 2023, condenados no contexto dos “crimes multitudinários”.

    E agora, como fica?
    Com o veto de Lula, o PL agora volta ao Congresso, que, para derrubar a decisão do presidente, precisa garantir os votos de 257 deputados e 41 senadores. Caso contrário, a decisão do petista fica mantida.

    Particularmente – e isso é raro acontecer -, concordo totalmente com o chefão do PT. Não há o menor cabimento em atenuar as penas daqueles que objetivamente atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

    As injustiças cometidas pelo STF – que são muitas! -, seja pela falta de individualização das condutas e o exagero das penas, podem e devem ser revistas através de ação judicial própria, a chamada Revisão Criminal.

    Repetindo o passado
    O histórico do país com a impunidade já nos leva a ser uma das nações mais violentas e corruptas do mundo. Só falta agora manter o mesmo padrão em relação aos crimes contra a democracia – e não seria novidade.

    Todos os golpes de Estado anteriores resultaram ou em punições brandas ou em impunidades negociadas após a “normalização” democrática passageira. A anistia ampla, geral e irrestrita, de 1979, foi o último destes acordões.

    Anistiar, ou mesmo aliviar as penas dos criminosos condenados pelo STF, significa garantir que novas tentativas ocorram no futuro – até que um dia, talvez, finalmente prosperem. É enviar um sinal de “vá em frente” a golpistas e afins.

    O joio e o trigo
    Por isso, sou terminantemente contra qualquer manobra nesse sentido. Ainda que, como já disse, eu seja a favor da revisão das arbitrariedades cometidas. Contudo, corrigir injustiça com injustiça, não nos trará… justiça.

    A “Débora do batom”, a “velhinha de bíblia na mão”, o “aposentado à toa” e os demais condenados, apenados ao arrepio do Código Penal, merecem apoio, solidariedade e, sim, revisão imediata de suas condenações.

    Mas Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier, Anderson Torres e companhia merecem estar exatamente onde estão – e por lá ficar pelo tempo que foram condenados.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/lula-acerta-eleitoralmente-e-moralmente-em-veto-a-pl-da-dosimetria/)

    (*) Gita: https://www.youtube.com/watch?v=2Xc-Yll4xc0

  28. Miguel José Teixeira

    “Países da UE aprovam acordo com o Mercosul, dizem fontes diplomáticas”
    – Aval abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado na semana que vem.
    (Por AFP — Bruxelas, O Globo, 09/01/26)
    . . .
    “Uma maioria qualificada dos países da UE aprovou o acordo de livre-comércio com o Mercosul, permitindo que Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, assine o tratado em breve. Apesar da oposição de agricultores e da França, o acordo, que levou mais de 20 anos para ser negociado, criará uma zona de livre-comércio significativa. O Parlamento Europeu ainda precisa aprová-lo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/09/paises-da-ue-aprovam-acordo-com-o-mercosul-dizem-fontes.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbreaking

    Mas. . . mas. . . mas. . .
    “O Parlamento Europeu ainda precisa aprová-lo.”

  29. Miguel José Teixeira

    O fato é que,
    “business” ou não,
    ela está no poder
    fraudulentamente!

    “Delcy é ‘business’ e pode até dar nova chance ao chavismo”
    – A presidente interina da Venezuela é chavista e tem perfil autoritário, mas entende de negócios e pode até dar uma nova chance ao regime.
    (Por Janaína Figueiredo — Buenos Aires, O Globo, 09/01/26)
    . . .
    “Após um ataque militar dos EUA, Delcy Rodríguez assume como presidente interina da Venezuela, mantendo o regime chavista. Embora com perfil autoritário, Delcy é vista como pró-negócios e tem planos de abrir a economia venezuelana, comparando-se a modelos como Cingapura. Com experiência em setores como relações exteriores e petróleo, sua liderança poderia oferecer uma nova chance ao chavismo, mesmo sob críticas da oposição.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/janaina-figueiredo/post/2026/01/delcy-e-business-e-pode-ate-dar-nova-chance-ao-chavismo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E a corja vermelha PeTezuelana,
    ontem, em palanque eleitoreiro,
    defendendo a democracia.
    Que democracia é essa
    que defende a
    fraude eleitoral?

  30. Miguel José Teixeira

    “Direitas e Centrão se acorrentam a golpismo de Bolsonaro”
    – Três anos depois do 8/1, Brasil ainda não produziu consenso em defesa da democracia.
    (Por Bernardo Mello Franco, O Globo, 09/01/26)
    . . .
    “Três anos após 8/1, o Brasil ainda não alcançou consenso em defesa da democracia. Paulinho da Força critica Lula por vetar projeto que suaviza penas de golpistas, tentando livrar Bolsonaro da prisão. O PL da Dosimetria, aprovado com apoio do Centrão, visa proteger golpistas. Lula reafirma a importância de defender a democracia contra ditadores. A direita permanece ligada ao golpismo, dificultando avanços democráticos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/01/direitas-e-centrao-se-acorrentam-a-golpismo-de-bolsonaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  31. Miguel José Teixeira

    (*) Às cegas, há muito que estamos navegando!

    “A era do direito relativo”
    – Nos planos global e doméstico, instabilidade marca início de 2026, e exige do Brasil capacidade de navegar no escuro (*).
    (Por Vera Magalhães, O Globo, 09/01/26)

    E 2026 começou tratando de abolir os últimos consensos. No plano global e no Brasil se assiste à relativização completa do Direito, tornando praticamente impossível prever os próximos lances do jogo de divisão do mundo pelas grandes potências e também da queda de braço interna entre os Poderes em torno das penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado.

    A complexidade da situação exige do governo brasileiro uma capacidade de navegar na turbulência ainda não testada, e os impactos da tensão galopante na América do Sul na corrida eleitoral doméstica ainda estão por ser conhecidos.

    Até aqui, a prudência tem marcado a reação brasileira ao avanço dos Estados Unidos na região. O governo Lula se posicionou prontamente, condenando a ofensiva sobre a Venezuela como violação do Direito Internacional e insistindo que a crise só pode ser resolvida por meios pacíficos. Mas os instrumentos de diplomacia tradicionais, amparados nas regras do multilateralismo, parecem não significar nada diante da decisão escancarada de Estados Unidos, Rússia e China de redividir o mapa-múndi de acordo com suas conveniências.

    O teste para o Brasil vem no momento seguinte à trégua oferecida por Washington no tarifaço e nas sanções pela Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Trata-se, portanto, de equilíbrio frágil, em que qualquer gesto brasileiro pode ser usado como desculpa para a Casa Branca ameaçar o país com novas ofensivas, como tem acontecido com a Colômbia.

    Nada garante que o apetite de Donald Trump para ditar as regras do jogo comercial e político na América do Sul não se estenda às eleições no continente, a brasileira entre elas. Se agora ele parece ter desenvolvido alguma simpatia por Lula, as afinidades têm se mostrado fluidas, a depender do interesse de momento.

    A instabilidade também conduz a relação entre os Poderes em Brasília, realidade que permaneceu inalterada na virada de ano. O esperado veto de Lula à absurda revisão das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e pela trama golpista será derrubado por um Congresso cada vez mais arredio à influência do Executivo.

    De novo, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF), que forçosamente será provocado, arbitrar a legalidade da revisão das penas logo depois de um julgamento que, pela primeira vez na História republicana, puniu um ex-presidente, militares de alta patente e ministros civis por atentar contra as regras do jogo democrático.

    O impasse que interdita o diálogo entre as instituições deve também paralisar outras agendas importantes e carregar de ainda mais dramaticidade passivos não resolvidos no ano passado, como a batalha em torno da transparência das emendas parlamentares e o cada vez mais intrincado escândalo das fraudes praticadas pelo Banco Master, sua liquidação pelo Banco Central e a atuação heterodoxa do STF no assunto.

    É nesse gelo fino que Lula tenta se mover para construir uma coalizão para disputar um quarto mandato presidencial. A foto do fim de 2025 mostrava um presidente com popularidade em lenta recuperação, mas com dificuldade de construir palanques fortes nos estados decisivos.

    Nessa equação, a troca de ministros que se preparam para disputar eleições pode ajudar a organizar o jogo ou trazer mais dores de cabeça. Lula terá de prescindir de auxiliares-chave e não pode descuidar do front internacional, nem na diplomacia nem no comércio. Isso torna mais temerário insistir na ideia de tirar Geraldo Alckmin da chapa presidencial, dado o papel importante que ele tem desempenhado nessa dança no escuro.

    Enquanto a extrema direita parece torcer para que Trump volte suas armas ao Brasil e, se possível, empastele as eleições, cabe ao governo manter sangue-frio e mostrar-se confiável aos diferentes atores globais e também à maioria do eleitorado. Será uma eleição inédita, em que as regras, assim como o Direito, foram rasgadas.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/01/a-era-do-direito-relativo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Para Matutar. . .
    Será que foi por isso que o lewandobailowski, botou o rabinho no meio das pernas e abandonou o ministério da Justiça?

  32. Miguel José Teixeira

    “David Bowie: 10 anos após a morte, o camaleão ainda fascina o mundo”
    – Homenagens lembram aniversário da passagem do cantor britânico que encarnou mais de um papel em sua carreira, revolucionando o pop, e que continua sendo cultuado pelas marcas que deixou nas mais diversas artes.
    (Por Silvio Essinger — Rio de Janeiro, O Globo, 09/01/26)
    . . .
    “David Bowie (*), morto há dez anos, continua a fascinar o mundo com seu legado artístico. O camaleão do pop, que lançou “Blackstar” dias antes de falecer, impactou profundamente a cultura com suas múltiplas facetas e inovação. Exposições e eventos celebram sua contribuição duradoura à música, cinema e tecnologia, inspirando novas gerações e artistas como Billie Eilish. Bowie antecipou tendências, abraçando a internet e o formato digital antes mesmo de sua popularização.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/01/09/david-bowie-10-anos-apos-a-morte-o-camaleao-ainda-fascina-o-mundo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) Starman: https://www.youtube.com/watch?v=t365MuktYQs

    E os gaúchos “Nenhum de Nós” a transformaram-na em “O Astronauta de Mármore: https://www.youtube.com/watch?v=Duj850xJP5Y

  33. Miguel José Teixeira

    “Robotáxis, óculos inteligentes, computadores que conversam: veja as novidades tecnológicas de 2026”
    – Computadores que conversam, carros sem motorista e um sucessor para o atual smartphone são algumas das inovações tecnológicas que vão dominar o novo ano.
    (Por Brian X Chen, Em The New York Times — São Francisco, O Globo, 09/01/26)
    . . .
    “Em 2026, tecnologias inovadoras prometem transformar nosso cotidiano. Carros autônomos, assistentes de IA mais humanos e novos dispositivos, como óculos inteligentes, são destaques. A IA generativa está redefinindo a interação com computadores, enquanto a busca por um sucessor do smartphone continua. As big techs apostam alto na integração da IA em serviços diários, como busca online e assistentes pessoais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/01/09/robotaxis-oculos-inteligentes-computadores-que-conversam-veja-as-novidades-tecnologicas-de-2026.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  34. Miguel José Teixeira

    Mais um MASTERGOLPE
    no lombo dos burros de cargas!

    “Estados e municípios terão que cobrir rombo dos fundos de previdência com Master”
    – Ministério da Previdência concluiu que prejuízo de fundos que investiram em Letras Financeiras do Master serão bancados pelos cofres públicos locais.
    – Estados como Rio de Janeiro e Amapá investiram em títulos do Master sem a garantia do FGC.
    (Fábio Pupo, FSP, 08/01/26)

    O governo federal concluiu que estados e municípios serão os responsáveis finais por cobrir rombos em fundos de previdência caso tenham prejuízo em investimentos feitos em títulos vendidos pelo Banco Master. Institutos que pagam aposentadorias a servidores aplicaram ao menos R$ 1,8 bilhão em Letras Financeiras do banco, que teve liquidação decretada há menos de dois meses.

    A conclusão está em documento formulado pelo Ministério da Previdência Social em resposta a questionamentos feitos pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), que requisitou informações sobre o caso do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro).

    A parlamentar perguntou sobre os riscos aos quais o fundo está exposto e sobre uma eventual moratória do banco. De acordo com o Ministério da Previdência, caso faltem recursos nos institutos de previdência para o pagamento das aposentadorias e pensões em decorrência do caso Master, esses valores serão de responsabilidade dos Tesouros dos respectivos entes federativos.

    “Com a liquidação do Banco Master realizada pelo Banco Central do Brasil em 18 de novembro de 2025, caso as contribuições do regime ou recursos por ele acumulados venham a se tornar insuficientes, o ente é o responsável por adimplir com essas obrigações”, afirma a pasta.

    Aplicações dos regimes próprios de previdência de estados e municípios no banco Master
    – Valor aplicado, em R$ milhões% do patrimônio aplicado
    Itaguaí (RJ)
    59,6
    São Roque (SP)
    93,2
    Fátima do Sul (MS)
    7,0
    Cajamar (SP)
    87,0
    Governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ)
    970,0
    Maceió (AL)
    97,0
    Santa Rita d’Oeste (SP)
    2,0
    Jateí (MS)
    2,5
    Araras (SP)
    29,0
    Santo Antônio de Posse (SP)
    7,0
    Angélica (MS)
    2,0
    Governo do Estado do Amapá (AP)
    400,0
    São Gabriel do Oeste (MS)
    3,0
    Aparecida de Goiânia (GO)
    40,0
    Campo Grande (MS)
    1,2
    Congonhas (MG)
    14,0
    Paulista (PE)
    3,0
    Governo do Estado do Amazonas (AM)
    50,0

    A lei nº 9.717/1998 estabelece que União, estados, Distrito Federal e os municípios são responsáveis pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras do respectivo regime próprio decorrentes do pagamento de benefícios previdenciários. A interpretação do governo é que não há necessidade imediata de aporte decorrente do caso Master, mas a lei obriga esse repasse caso faltem recursos no futuro.

    Conforme mostrou a Folha, 18 institutos municipais e estaduais investiram em Letras Financeiras do Master nos últimos anos. Entre eles, destacam-se o Rioprevidência, do estado do Rio de Janeiro, com R$ 970 milhões investidos, a Amprev (estado do Amapá), com R$ 400 milhões, e o Iprev de Maceió, com R$ 97 milhões.

    Além destas, o instituto de previdência de São Roque, no interior de São Paulo, com 79 mil habitantes, aplicou R$ 93 milhões em Letras Financeiras. Os dados são do Ministério da Previdência Social.

    Diferentemente dos CDBs, que foram vendidos pelo Master no mercado, as Letras Financeiras não são garantidas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que ressarce investidores ao limite de R$ 250 mil por CPF.

    Por isso, os aportes de quase R$ 2 bilhões feitos pelas previdências dos estados e municípios serão contabilizados como dívida durante o processo de liquidação do banco, o que torna a recuperação dos valores incerta.

    O governo ressaltou no documento que a União não tem competência legal para intervir na gestão dos fundos nem para punir diretamente gestores locais, e que seu trabalho é limitado à fiscalização do cumprimento das normas gerais.

    A principal sanção disponível é a suspensão do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), documento exigido para o recebimento de transferências voluntárias da União e para a contratação de empréstimos com aval federal.

    De acordo com o ministério, a ampliação de investimentos em ativos considerados mais arriscados foi identificada ainda em 2024 por meio das análises de risco usadas na supervisão dos regimes previdenciários.

    Ao todo, 29 entes federativos foram selecionados para auditorias por aplicações em Letras Financeiras, seja por meio de intermediários, seja em instituições de menor porte. Dezessete deles tinham investimentos diretos no Banco Master. Além do Rio de Janeiro, estados como Amapá e Amazonas aparecem entre os entes analisados.

    Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro está sem CRP válido, em razão do descumprimento de limites legais para aplicações financeiras do regime previdenciário, segundo o ministério.

    Procurados, os institutos de previdência não retornaram até a publicação. Há cerca de dois meses, quando os valores investidos por fundos de previdência foram revelados, o Rioprevidência afirmou em nota que o pagamento dos benefícios está garantido e que negociava a substituição das letras por precatórios federais.

    A Amprev, do estado do Amapá, disse na ocasião acompanhar o caso junto às autoridades reguladoras e afirmou que as aplicações realizadas no Banco Master seguiram integralmente normas do Sistema Financeiro Nacional e a Política de Investimentos do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS).

    O Iprev de Maceió afirmou na época que os investimentos representam menos de 10% do patrimônio total do Instituto, hoje em R$ 1,4 bilhão. A entidade também afirma que, à época das aplicações, o Master estava habilitado no Banco Central, e contava com grau de investimento atribuído por agência de classificação de risco.

    O São Roque Prev disse na ocasião monitorar a liquidação extrajudicial do Banco Master e afirmou ter adquirido os títulos seguindo os ritos legais e técnicos, com pareceres de assessoria de investimentos, aprovação do comitê de investimentos, ciência e homologação dos conselhos fiscal e deliberativo.

    Em resposta ao episódio, em dezembro, o Conselho Monetário Nacional aprovou um novo regramento que endurece as exigências para investimentos dos regimes de previdência, com restrições à intermediação financeira, critérios mais rigorosos de solidez das instituições e maior detalhamento obrigatório na gestão de riscos.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/estados-e-municipios-terao-que-cobrir-rombo-dos-fundos-de-previdencia-com-master.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)

  35. Miguel José Teixeira

    “Mirim Doce: conheça a Capital Nacional do Melhor Arroz”
    – Município catarinense com 2,8 mil habitantes recebe título oficial que destaca tradição de 70 anos na rizicultura e excelência na produção sustentável.
    (Por Henrique Rodarte, AgroEmCampo, iG, 08/01/26)
    . . .
    > Mirim Doce (*), SC, foi oficializada como Capital Nacional do Melhor Arroz, destacando sua tradição de 70 anos e produção sustentável, com apoio de lei federal (**) sancionada pelo presidente Lula.

    > A produção de arroz em Mirim Doce é marcada pela agricultura familiar, uso de tecnologia e gestão sustentável da água, que elevam a produtividade e garantem alta qualidade do produto.

    > Santa Catarina é o segundo maior produtor nacional de arroz, com aumento previsto de 9,52% na safra e forte impacto econômico, envolvendo mais de 30 mil famílias e gerando R$ 2,1 bilhões em valor.
    . . .
    +em: https://agroemcampo.ig.com.br/2026/noticias/mirim-doce-conheca-a-capital-nacional-do-melhor-arroz/

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Mirim_Doce
    (**) https://in.gov.br/web/dou/-/lei-n-15.323-de-6-de-janeiro-de-2026-679841387

  36. Miguel José Teixeira

    Ressurgindo das cinzas!

    “Todos reconhecem que as penas impostas aos manifestantes do 8/1 são excessivas. O veto de Lula ao projeto de redução das penas é fazer política ao custo do sofrimento de pessoas simples.
    Gente como Lula, que perdoa corruptos como José Dirceu, concede asilo a Nadine Heredia e adula ditadores como Maduro, não tem autoridade moral para empunhar a bandeira da defesa da democracia.
    Vamos derrubar esse veto no Congresso”

    (Senador Sergio Moro, segundo o Antagonista, hoje)

  37. Miguel José Teixeira

    Aproveitando a
    brecha no sarcófago
    para “batê cas tresch”!

    “Senador apresenta novo projeto de lei de anistia após veto ao PL da Dosimetria”
    – Segundo Esperidião Amin (PP-SC), objetivo é “pacificar o país e corrigir as injustiças desmedidas dos julgamentos havidos”.
    (Guilherme Resck, O Antagonista, 08/01/26)

    O senador Esperidião Amin (PP-SC), que foi o relator do chamado PL da Dosimetria no Senado, apresentou nesta quinta-feira, 8, um novo projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A iniciativa ocorre por causa do veto do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz penas para os condenados pelos atos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Ficam anistiados, nos termos desta Lei, os indivíduos processados ou condenados pelo Supremo Tribunal Federal por fatos relacionados aos eventos do dia 8 de janeiro de 2023, desde que as condutas possuam motivação política ou eleitoral, ainda que praticadas por meio de apoio material, logístico, financeiro, prestação de serviços, manifestações públicas, publicações em meios de comunicação social, plataformas digitais ou mídias sociais”, diz o texto apresentado hoje por Amin.

    Ainda de acordo com o texto, a anistia da qual ele trata “abrange quaisquer medidas de restrições de direitos, inclusive impostas por liminares, medidas cautelares, sentenças transitadas ou não em julgado que limitem a liberdade de expressão e manifestação de caráter político ou eleitoral, nos meios de comunicação social, plataformas e mídias sociais”.

    Por outro lado, o projeto diz que a anistia não abrange os crimes de tortura, terrorismo, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, os definidos como crimes hediondos, aqueles contra a vida e outros.

    “A anistia de que trata esta Lei alcança as multas e sanções pecuniárias aplicadas pela Justiça Eleitoral ou pela Justiça Comum a pessoas físicas ou jurídicas, desde que diretamente relacionadas aos fatos descritos no artigo primeiro”, pontua.

    Amin afirma que, como Relator do PL da Dosimetria no Senado, nunca escondeu que considera que a anistia seria melhor.

    Durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou, em 2023, os atos do 8/1, afirma o senador, “ficou evidenciada a adoção da narrativa de um GOLPE DE ESTADO que não aconteceu!”.

    Ele argumenta ainda que a investigação do 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF) “padece” de, no mínimo, três “nulidades absolutas”: foro inadequado; suspeição evidente da maioria da Primeira Turma do STF; e investigação tendenciosa, “liderada por juiz [Alexandre de Moraes] SUSPEITO e VÍTIMA (autoproclamada) do suposto GOLPE, com emprego de meios ilícitos para indiciar pessoas sem antecedentes criminais”.

    Amin chama o veto de Lula ao PL da Dosimetria de “incoerente“ e diz também que o novo projeto de lei da anistia é para “pacificar o país e corrigir as injustiças desmedidas dos julgamentos havidos“.

    A Mesa Diretora do Senado ainda vai decidir por quais comissão a proposta vai tramitar.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/senador-apresenta-novo-projeto-de-lei-de-anistia-apos-veto-ao-pl-da-dosimetria/)

  38. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Brasília Hoje, FSP, 08/01/26)

    1 – Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), faltaram à cerimônia promovida pela Presidência da República para marcar os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos três Poderes foram depredadas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/01/presidente-do-stf-tambem-falta-a-ato-de-lula-sobre-8-de-janeiro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Em ato paralelo para celebrar a data, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que a democracia está em crise no mundo contemporâneo, mas que o Brasil está “dando um grande exemplo de resiliência”. Ele também fez um desagravo ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos da trama golpista.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/01/fachin-faz-discurso-sobre-81-diz-que-mundo-vive-crise-democratica-e-brasil-e-exemplo-de-resiliencia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – “O 8 de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia”, afirmou o presidente Lula durante o evento realizado no Palácio do Planalto. Ele aproveitou a cerimônia para vetar integralmente o PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pela intentona de 2022, incluindo Jair Bolsonaro e seus ministros.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/lula-contraria-congresso-e-veta-reducao-de-penas-do-81-que-beneficiaria-bolsonaro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… o ministro Ricardo Lewandowski entregou sua carta de demissão ao presidente Lula e deve deixar a pasta da Justiça nessa sexta-feira (9). Na missiva, ele afirma ter exercido o cargo com grande zelo e dignidade e aponta “limitações orçamentárias e conjunturais” para o exercício da função.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/01/em-carta-de-demissao-lewandowski-cita-limitacoes-politicas-e-orcamentarias-no-comando-da-justica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  39. Miguel José Teixeira

    “Lula entra em campo, e TCU recua no caso Master”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 08/01/26)

    A novela do Banco Master teve três capítulos recentes que mostraram que o caso mantém a cúpula do poder em Brasília em estágio permanente de atenção.

    O presidente Lula deu aval ao ministro da Fazenda (*), Fernando Haddad, para entrar em contato com as partes em disputa –Banco Central, Tribunal de Contas da União e Supremo Tribunal Federal– numa tentativa de baixar a temperatura da crise. Além disso, se comprometeu a conversar com o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo.

    Nessa esteira, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no TCU que apura eventual má conduta do BC na liquidação do Master, cedeu à pressão dos colegas e suspendeu a apuração presencial de documentos (**) na sede da autoridade monetária. A decisão sobre a averiguação será levada para o plenário da corte.

    Já a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar (***) sobre a campanha digital coordenada contra o Banco Central. Como mostrou reportagem da Folha, influenciadores e páginas de fofoca têm publicado distorções sobre a liquidação do Master, no que seria uma investida paga em defesa do banco de Daniel Vorcaro.

    (TRPCE)

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/lula-entra-em-campo-para-conter-crise-entre-bc-e-tcu-no-caso-master.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/relator-no-tcu-recua-e-suspende-inspecao-no-banco-central-sobre-caso-master.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/pf-vai-investigar-se-influenciadores-foram-pagos-para-defender-master-nas-redes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

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