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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXI

A irresponsabilidade. No Brasil Bolsonaro estava curioso com o que tinha na tornozeleira. Apostou, não soube e agravou tudo contra ele. No plano mundial, Donald Trump e Vlademir Putin, possuem coceiras. A curiosidade está por apertar um botão vermelho. Se apertarem ele, todos nós é que seremos parte do estrago da poeira atômica global. Bolsonaro infligiu a si mesmo e uma causa que por oportunidade abraçou e levou milhões com ele. Já Trump, o chantagista que come na mão de Putin… A ilustração com ajuda da Inteligência Artificial é do gasparense Aurélio.

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60 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXI”

  1. Miguel José Teixeira

    “CBIC apresenta publicações sobre concessões rodoviárias e sustentabilidade na infraestrutura”
    (Agência CBIC, 03/12-/25)

    A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lança nesta quinta-feira (4) duas novas publicações estratégicas para a modernização e o desenvolvimento sustentável das obras públicas no país. A nova edição do Manual de Concessões Rodoviárias para Pequenas e Médias Empresas oferece orientações práticas sobre análise de projetos, estrutura tarifária, gestão de contratos e preparação de documentação para licitações.

    A publicação também inclui reflexões inéditas sobre os impactos da reforma tributária nas concessões, tema que vem demandando revisões jurídicas e operacionais por parte das empresas do setor da construção.

    Já o estudo o Caminhos para a Infraestrutura Sustentável reúne tendências, soluções ambientalmente responsáveis e boas práticas aplicadas em projetos pelo país. As duas publicações serão lançadas durante encontro da Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (COINFRA/CBIC). A apresentação será transmitida ao vivo pelo canal da entidade no YouTube, das 14h às 16h.

    Para se inscrever na reunião clique aqui: https://brasil.cbic.org.br/cbic-reuniao-da-coinfra-04-12-2025

    (Fonte: https://cbic.org.br/cbic-apresenta-publicacoes-sobre-concessoes-rodoviarias-e-sustentabilidade-na-infraestrutura/?utm_medium=email&utm_campaign=cbic_hoje_03122025&utm_source=RD+Station)

  2. Miguel José Teixeira

    A briga de alfafa com leite condensado pelo espólio continua. . .

    “Enfraquecido por Michelle, Flávio Bolsonaro patina em conversas sobre 2026 e entra na mira do STF”
    – Maiores dificuldades estão em definir sucessor de Jair Bolsonaro e um acordo para anistia.
    (Por Lauriberto Pompeu e Daniel Gullino — Brasília, O Globo, 03/12/25)
    . . .
    “Flávio Bolsonaro enfrenta desafios para liderar o bolsonarismo após a prisão de Jair Bolsonaro. Com discordâncias internas, especialmente com Michelle Bolsonaro, e dificuldades em firmar alianças para 2026, seu papel como porta-voz é questionado. Além disso, enfrenta pressão judicial e incertezas sobre sua possível candidatura presidencial, enquanto busca apoio para uma anistia ampla ao pai.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/03/enfraquecido-por-michelle-flavio-bolsonaro-patina-em-conversas-sobre-2026-e-entra-na-mira-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  3. Miguel José Teixeira

    Até que enfim. . .

    “Ciclomotores terão licença, capacete e placa, e bicicletas elétricas também ganham novas regras; veja o que muda em 2026”
    – Mudanças previstas para o próximo ano também alteram exigências para condução e circulação de equipamentos autopropelidos.
    (Por Felipe Gelani — Rio de Janeiro, O Globo, 03/12/25)
    . . .
    “A partir de janeiro de 2026, ciclomotores com até 50 cilindradas ou elétricos de até 4 kW deverão ser registrados, licenciados e emplacados, exigindo habilitação ACC ou CNH A, além do uso obrigatório de capacete e roupas de proteção. Bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos ficam dispensados de registro, mas devem seguir normas de segurança e circulação. Municípios poderão estabelecer regras adicionais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/12/03/ciclomotores-terao-licenca-capacete-e-placa-e-bicicletas-eletricas-tambem-ganham-novas-regras-veja-o-que-muda-em-2026.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  4. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 03/12/25)

    DEPUTADO PRESO

    O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações (1) da operação que prendeu o deputado TH Jóias, apontado como braço político do Comando Vermelho. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no contexto da ADPF das Favelas (2). Na decisão, Moraes destacou a “infiltração política” (3) das organizações criminosas no Rio.

    ► Segundo a PF, Bacellar avisou TH da operação e orientou a retirar objetos (4) de sua residência, o que possibilitou a destruição de provas. “Larga isso aí, seu doido” (5), escreveu Bacellar em mensagem. Câmeras de segurança registraram um caminhão de mudança (6) retirando itens do local.

    ► Bacellar é o quinto presidente da Alerj a ser preso. Relembre os casos anteriores (7).

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/03/th-joias-pf-faz-operacao-contra-grupo-que-vazou-informacoes-da-operacao-que-revelou-braco-politico-do-cv.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2025/12/entenda-como-a-adpf-das-favelas-motivou-a-operacao-que-prendeu-o-presidente-de-alerj.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/03/moraes-afirma-que-organizacoes-criminosas-realizaram-infiltracao-politica-no-rio-de-janeiro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/03/aviso-do-presidente-da-alerj-a-th-joias-possibilitou-a-destruicao-de-provas-e-a-fuga-horas-antes-da-operacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (5) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/03/larga-isso-ai-seu-doido-pf-encontrou-mensagens-de-bacellar-orientando-th-joias-a-fugir-antes-de-prisao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (6) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/12/cameras-de-predio-de-th-joias-mostram-caminhao-bau-fazendo-limpa-na-noite-anterior-a-prisao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (7) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/03/bacellar-picciani-paulo-melo-e-cabral-relembre-parlamentares-que-ja-foram-presos-e-ocuparam-cadeira-de-presidencia-na-alerj.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  5. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 03/12/25)

    PROTEÇÃO NO SUPREMO

    O ministro Gilmar Mendes determinou que um pedido de impeachment de ministros do STF somente pode ser apresentado (1) pela Procuradoria-Geral da República e exige maioria de dois terços para abertura e aprovação do processo. Por sua decisão, o mérito de decisões judiciais não pode embasar pedidos de impedimento. A lei atual, de 1950, permite que qualquer cidadão apresente denúncias.

    ► Parlamentares de direita criticaram (2) a decisão, que será analisada pelo plenário da Corte. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontou “grave ofensa à separação dos Poderes” (3).

    ► Gilmar inviabilizou a tramitação de 33 pedidos (4) de impeachment protocolados no Senado em 2025. Vinte têm Alexandre de Moraes como alvo.

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/03/gilmar-mendes-determina-que-somente-pgr-pode-pedir-impeachment-de-ministros-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2025/12/direita-reage-a-decisao-de-gilmar-mendes-que-restringe-impeachment-de-ministros-do-stf-blindagem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/03/alcolumbre-diz-que-decisao-de-gilmar-restringindo-pedidos-de-impeachment-de-ministros-do-stf-a-pgr-preocupa-e-nao-e-razoavel.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/12/decisao-de-gilmar-mendes-inviabiliza-30-pedidos-de-impeachment-contra-ministros-do-stf-apresentados-so-neste-ano.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatard

  6. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 03/12/25)

    À ESPERA DE TRUMP

    O presidente Lula disse esperar novas revogações de tarifas (*) sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos após a conversa com o presidente Donald Trump na terça-feira. Lula contou ter enviado à Casa Branca um documento (**) com informações sobre o combate ao crime organizado no Brasil. Em entrevista, o brasileiro afirmou que se surpreende com o jeito do americano: “Tem o Trump da televisão e tem o Trump da conversa pessoal”.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/03/apos-conversa-com-trump-lula-diz-que-brasil-pode-esperar-novas-revogacoes-de-tarifas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/03/lula-diz-que-enviou-a-trump-documento-sobre-combate-ao-crime-organizado-e-defende-acoes-de-inteligencia-em-conjunto-com-eua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  7. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 03/12/25)

    ESTATAL EM CRISE

    A possibilidade de um aporte da União nos Correios (*) voltou ao radar após o Tesouro Nacional se recusar (**) a dar aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões. Os juros cobrados por um grupo de cinco bancos foram considerados abusivos. Em grave crise financeira, a estatal busca ao menos R$ 10 bilhões até o fim do ano e pretende negociar taxas mais baixas.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/03/aporte-nos-correios-volta-a-radar-do-governo-apos-recusa-de-emprestimo-de-r-20-bi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/03/em-reuniao-presidente-dos-correios-e-avisado-que-nao-ha-chance-de-tesouro-aprovar-emprestimo-com-juros-acima-de-120percent-do-cdi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  8. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 03/12/25)

    COMBATE ÀS FACÇÕES

    Apresentado em comissão do Senado, o relatório do projeto de lei antifacção (*) reestrutura o texto aprovado pela Câmara e incorpora sugestões do Ministério da Justiça. O parecer prevê a criação de imposto sobre casas de apostas capaz de gerar até R$ 30 bilhões ao ano para financiar operações e forças de segurança — veja outras mudanças. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, celebrou como “grande avanço” (**). Um pedido de vista na Comissão de Constituição e Justiça adiou a votação para a próxima semana.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/03/vieira-apresenta-relatorio-do-pl-antifaccao-em-comissao-e-votacao-e-adiada-para-semana-que-vem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/03/lewandowski-avalia-relatorio-antifaccao-de-vieira-como-grande-avanco-e-ate-melhor-que-o-nosso-texto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  9. Miguel José Teixeira

    “Os argumentos furados de Gilmar para blindar o STF”
    – Magistrado cita fatos históricos para falar da ameaça de impeachment de ministros da Corte, mas isso nunca aconteceu na história republicana brasileira.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 03/12/25)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes (foto) concedeu uma liminar nesta quarta, 3, tentando blindar a Corte de possíveis pedidos de impeachment de ministros como ele (1).

    Em um documento de 71 páginas, Gilmar tenta pintar todo e qualquer pedido de impeachment como algo de natureza política, que terminaria por afetar a independência do Supremo e enfraquecer o sistema de freios e contrapesos.

    “É importante frisar que a prática do impeachment de ministros, quando utilizada de forma abusiva ou instrumentalizada, não se limita a um ataque a indivíduos, mas se configura como um ataque à própria estrutura do Estado de Direito. Quando membros da Suprema Corte são removidos ou ameaçados com base em motivações políticas, a mensagem transmitida é a de que o poder judicial não pode, ou não deve, exercer suas funções de controle de constitucionalidade, de aplicação da lei penal e de responsabilização de agentes ímprobos de maneira autônoma”, afirma Gilmar.

    “Esse enfraquecimento da separação de poderes abre caminho para um ambiente autoritário, no qual o Executivo ou outros atores políticos dominam as instituições jurídicas. Quando a independência do Poder Judiciário é minada, não apenas a efetividade dos mecanismos de responsabilização é comprometida, mas também a garantia dos direitos fundamentais fica seriamente abalada. Na verdade, a subordinação do Judiciário aos demais Poderes enfraquece o próprio sistema de freios e contrapesos que sustenta a democracia liberal.”

    Ao dizer essas coisas, Gilmar distorce intencionalmente conceitos básicos da Constituição brasileira e do direito.

    Os pedidos de impeachment não são uma ameaça ao sistema de freios e contrapesos. Pelo contrário, são parte dele.

    No conceito da separação de poderes, introduzido por Montesquieu, a ideia é a de que as pessoas tendem a abusar de seus poderes. Para impedir isso, é preciso que outro poder possa intervir. Esse controle de um poder pelo outro é visto como algo benéfico e necessário.

    O impeachment de ministros do Supremo nada mais é que uma maneira de o Legislativo controlar abusos no Judiciário.

    Para Gilmar, contudo, a independência e a democracia só podem existir quando o Judiciário fica a salvo de qualquer interferência.

    Ameaças
    Para sustentar o seu ponto — de que o Judiciário precisa ser protegido contra pedidos de impeachment — Gilmar retoma fatos da história do Brasil em que houve avanços contra o STF.

    Ele cita a ditadura de Getúlio Vargas, que reduziu o número de juízes. Fala da ditadura militar, que aumentou o número.

    Também cita o decreto de 1969 que cassou três ministros.

    Mas todos esses casos partiram do Executivo, não do Legislativo.

    Marotamente, Gilmar não cita casos de impeachment de ministros do STF pelo Senado, até porque eles não existem.

    Dizer que o impeachment de ministros do STF é uma problema que impacta na atuação dos juízes só faria sentido se eles estivessem acontecendo aos montes, o que não é verdade.

    Os casos mais parecidos, em que o Legislativo foi o protagonista da intervenção, foram ainda no governo de Floriano Peixoto, em 1894, quando cinco indicações foram reprovadas na sabatina.

    Venezuela
    Gilmar ainda escreve um parágrafo inteiro para falar de Venezuela.

    Virou moda para todo brasileiro que se diz defensor da democracia no Brasil citar o país comandado por Nicolás Maduro.

    “Na Venezuela, membros da Suprema Corte foram removidos dos cargos, após a patente e manifesta intervenção promovida por Hugo Chávez no Tribunal. Além de aumentar o número de membros, facilitou, em demasia, o procedimento de impeachment, passando a prever a necessidade de maioria simples do Senado para tanto”, escreve Gilmar.

    Mas não foram processos de impeachment que permitiram a Hugo Chávez dominar o Tribunal Superior de Justiça. Foi o aumento do número de juízes e a indicação de chavistas.

    O documento de Gilmar parece reconhecer esse fato mais adiante em uma frase truncada: “Embora lá a condenação prescindisse de maioria qualificada de 2/3 (dois terços), diversamente do que sucede no Brasil, o fato é que a facilidade de instauração já provoca abalos significativos à independência judicial”.

    Resumindo o raciocínio do decano: o fato de na Venezuela terem instituído a possibilidade de impeachment já estaria afetando a independência do Judiciário.

    Contudo, como a história venezuelana demonstra, há questões muito mais relevantes que comprovadamente ajudaram a enterrar a democracia por lá.

    A verdade é que Gilmar não quer a independência de Poderes.

    O que ele quer é blindar o STF, mesmo que para isso seja necessário atropelar a Constituição e distorcer a realidade.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/os-argumentos-furados-de-gilmar-para-blindar-o-stf/)

    (1) “Gilmar, Incitatus, a toga e o silêncio”
    – Quando o cavalo foi nomeado cônsul por Calígula, o Senado se calou. Quando o juiz moderno decide que apenas uma mão pode tocar nos intocáveis, o povo se cala.
    (Texto do Dennys Xavier, abaixo replicado)

    (2) “Gilmar Mendes atropela Constituição para blindar STF”
    – Ministro do Supremo Tribunal Federal faz jogada para criar um filtro aos pedidos de impeachment de juízes.
    (Texto do Duda Teixeira, também replicado abaixo)

  10. Miguel José Teixeira

    “Gilmar, Incitatus, a toga e o silêncio”
    – Quando o cavalo foi nomeado cônsul por Calígula, o Senado se calou. Quando o juiz moderno decide que apenas uma mão pode tocar nos intocáveis, o povo se cala.
    (Dennys Xavier, Crusoé, 03/12/25)

    Conta-se, como uma lenda que persiste porque carrega mais verdade que ficção, que o imperador romano Calígula nomeou seu cavalo cônsul.

    Não era um ato de humor, tampouco de loucura aleatória. Era gesto de poder. Era o triunfo da vontade imperial sobre a razão pública.

    Ao colocar Incitatus, seu cavalo, entre os homens mais ilustres de Roma, Calígula não desprezava apenas o Senado: desafiava o próprio conceito de responsabilidade.

    Um cavalo, afinal, não vota, não discute, não critica. E era precisamente disso que o imperador precisava: silêncio submisso sob o disfarce da legalidade.

    Séculos depois, sem cascos nem relinchos, a cena se repete: não no mármore do Fórum, mas sob as colunas modernas de outro templo, o do poder supremo.

    Um homem togado, com voz rouca e pena rápida, determina, sozinho, que somente uma figura específica pode pedir o julgamento daqueles que vestem a mesma toga que ele.

    “Sim, eu determino que somente fulano pode me julgar, segundo os critérios que eu mesmo dito.” Pobre Brasil, essa Zumbilândia.

    Não se nomeia um cavalo. Mas se consagra o silêncio. E se transforma o contraditório em ameaça.

    Na democracia, dizem os homens prudentes, é necessário que o poder seja vigiado, não por desconfiança pessoal, mas por reconhecimento da natureza humana, sempre inclinada à expansão de seus próprios limites.

    Roma o soube tarde demais. E o mundo grego, que amava a palavra livre, jamais cessou de advertir: quando a cidade se curva ao oráculo de um só, a justiça se converte em oráculo, não em lei.

    Sócrates, em sua defesa perante os juízes de Atenas, não rogou por piedade. Pediu apenas que a cidade continuasse amando o exame, o logos, e não as sombras da autoridade. Foi, contudo, condenado.

    Seu erro? Ter exigido que os detentores do poder justificassem suas verdades. Ter sugerido que a justiça não nasce da posição, mas da razão.

    O que se vê, então, no gesto moderno de limitar quem pode questionar os deuses togados, é a mesma inquietante tentação do império: preservar-se não pela virtude, mas pela blindagem. Os sacerdotes da justiça passam a escrever seus próprios cânticos e proíbem outros de interpretá-los.

    A tragédia não é nova. O brasileiro médio é trouxa por natureza…

    Édipo, quando cegou a si mesmo, não o fez por ter visto demais, mas por não ter querido ver antes. A polis, quando se entrega ao encantamento do poder absoluto, prefere a cegueira voluntária à luz perturbadora da crítica. E aquele que ousa perguntar (como perguntava Antígona, como indagava Diógenes) torna-se ameaça à ordem estabelecida.

    Mas que ordem é essa que não suporta ser interrogada?

    A verdadeira ordem política não teme a palavra, pois sabe que sua força reside na aletheia, na desocultação. A falsa ordem, ao contrário, refugia-se na autoridade inquestionável e transforma a lei em escudo; não da justiça, mas de si mesma.

    Assim, quando o cavalo foi nomeado cônsul, o Senado se calou. Quando o juiz moderno decide que apenas uma mão pode tocar nos intocáveis, o povo se cala. E o silêncio, mais uma vez, não é paz, é aviso.

    Estamos avisados…

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/gilmar-incitatus-a-toga-e-o-silencio/)

  11. Miguel José Teixeira

    “Gilmar Mendes atropela Constituição para blindar STF”
    – Ministro do Supremo Tribunal Federal faz jogada para criar um filtro aos pedidos de impeachment de juízes.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 03/12/25)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu (*), nesta quarta-feira, 3, uma liminar para limitar à Procuradoria-Geral da República (PGR) os pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte.

    A decisão é inconstitucional.

    A Constituição brasileira de 1988 é cristalina ao dizer que pedidos de impeachment de ministros do STF competem “privativamente” ao Senado.

    Diz o artigo 52: “Compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União, nos crimes de responsabilidade”.

    A Lei do Impeachment, de 1950, estabelece como deve ser o processo: “É permitido a todo cidadão denunciar perante o Senado Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometerem”.

    “O parecer será submetido a uma só discussão, e a votação nominal considerando-se aprovado se reunir a maioria simples de votos.”

    O que Gilmar está tentando fazer é colocar um filtro no processo democrático, para que os pedidos sejam entregues à Procuradoria-Geral da República, que por sua vez poderá engavetá-los ou entregá-los para o Senado.

    No Brasil de hoje, em que os procuradores-gerais da República são escolhidos pelo presidente após consultas com os ministros do STF (como foi o caso de Paulo Gonet) o resultado só pode ser a blindagem total dos juízes.

    A estratégia de Gilmar é invalidar a Lei do Impeachment, de 1950, anterior à Constituição, e reescrevê-la ao seu bel-prazer, com base em um pedido do partido Solidariedade e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

    A AMB, vale lembrar, é uma instituição privada que defende o interesse corporativista dos magistrados.

    Ao tentar reescrever a Constituição, Gilmar toma para si uma função que deveria ser do Legislativo.

    E, nunca custa recordar, segundo o artigo 2 da Constituição brasileira, “são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

    Gilmar quer atropelar dois artigos da Constituição com uma única jogada.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/gilmar-mendes-atropela-constituicao-para-blindar-stf/)

    (*) “Gilmar determina que só PGR pode pedir impeachment de ministros do STF”
    – A decisão de Gilmar ainda é em caráter provisório, e será referendada pelos demais integrantes da Corte.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmar-determina-que-so-pgr-pode-pedir-impeachment-de-ministros-do-stf/

  12. Miguel José Teixeira

    🕹️ O custo das bets
    (Beatriz Pecinato, Mercado FSP, 03/12/25)

    Um estudo inédito calculou qual o custo para a sociedade brasileira dos danos causados à saúde das apostas e jogos de azar.
    Spoiler:
    prepare-se para um valor elevado.

    ↳ As estimativas envolvem custos diretos para o governo e gastos sociais indiretos associados à perda de qualidade e duração de vida.

    De quanto estamos falando?
    R$ 30,6 bilhões,
    segundo o Ieps (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), que levantou os impactos assim:

    R$ 17 bilhões em decorrência de mortes por suicídio;
    R$ 10,4 bilhões por perda de qualidade de vida decorrente de depressão;
    R$ 3 bilhões em tratamentos médicos para depressão.

    Medidas de precaução.
    A legislação atual exige que parte da arrecadação com as bets seja destinada para os minsitérios do Esporte, Turismo e Saúde. O último recebe 1% do total arrecadado.

    O setor (1) pagou R$ 6,8 bilhões de impostos, de fevereiro e setembro de 2025.

    Ludopatia:
    é o nome dado ao vício em apostas.

    Casos assim avançam no Brasil (2), de acordo com especialistas que estudam o tema. O alcance das bets disparou no país em 2024, incentivando jogadores a investirem muito dinheiro em plataformas.

    Segundo o Banco Central, brasileiros gastaram mais de R$ 50 bilhões (3) em apostas online em 2023.

    ⏪ Rebobinando…
    As bets são liberadas no Brasil desde o fim de 2018. Em 2023, o governo Lula iniciou um processo de regulamentação, que permitiu a cobrança de impostos ao setor.

    Ontem, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o aumento de tributação sobre bets (4), que será gradual. A alíquota subirá de 12% para 15% no ano que vem. Em 2028, ela vai a 18%.

    Objetivos.
    As medidas, segundo o relator da proposta, senador Eduardo Braga (MDB-AM), buscam compensar a perda de arrecadação que estados e municípios devem ter com o aumento da faixa de isenção do IR.

    O projeto de lei, que precisa passar pela Câmara, endurece a fiscalização sobre o funcionamento das bets. Como?
    Determina a criação de mecanismos para monitorar o dinheiro destinado a apostas;

    Inibe o faturamento de empresas que não têm autorização para operar;

    Dá força para a Fazenda negar autorizações ao funcionamento das bets quando houver dúvida sobre a idoneidade das empresas.

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/aposta-esportiva/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/10/gastei-toda-a-heranca-de-minha-mae-de-r-300-mil-fiquei-tao-deprimida-que-meu-leite-secou-diz-viciada-em-apostas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2024/01/brasileiros-gastaram-mais-de-r-50-bilhoes-em-apostas-online-em-2023.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/comissao-do-senado-aprova-aumento-de-tributacao-sobre-fintechs-e-bets-e-texto-vai-a-camara.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  13. Miguel José Teixeira

    Tudo a ler
    (Isadora Laviola, FSP, 03/12/25)

    Zuzu Angel virou símbolo da luta contra a ditadura militar no século passado. A estilista dedicou a porção final de sua vida a buscar respostas sobre o que aconteceu com seu filho, Stuart, desaparecido aos 25 anos após integrar o Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

    “Mas essa imagem cristalizada da ‘mater dolorosa’ prejudica o retrato da mulher complexa e dinâmica que ela foi”, afirma a jornalista Virginia Siqueira Starling, autora de “Quem É Essa Mulher?” (Todavia, R$ 159,90, 560 págs.), a mais completa biografia da costureira até aqui.

    Assim como seu filho, Zuzu foi assassinada pela ditadura. Mas, antes do fim, deixou sua marca no mundo da política e também da moda —duas esferas tratadas com igual seriedade no livro, como destaca o editor Walter Porto (*).

    A obra mostra como a repressão transformou Zuzu, que foi de uma mulher que não se posicionava politicamente, amiga de esposas de militares, a uma artista que fazia da moda denúncia, incorporando sutis manifestos às suas roupas.

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/biografia-de-zuzu-angel-vai-dos-saloes-da-elite-ate-os-poroes-da-ditadura.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    acabou de chegar

    “Almerinda Gama: A Sufragista Negra” (Todavia, R$ 89,90, 277 págs.) recupera a trajetória da sindicalista e jornalista alagoana que foi apagada da história do voto feminino no Brasil, apesar de seu papel pioneiro. Combinando rigor acadêmico e narrativa fluida, o livro de Cibele Tenório mostra como Almerinda atuou nos bastidores do movimento sufragista. Como escreve a crítica de Angela Boldrini, a biografia corrige uma injustiça histórica ao devolver a ela seu lugar de protagonismo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/livro-faz-jus-a-almerinda-gama-sufragista-negra-apagada-pela-historia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    “Kitchen” (trad. Lica Hashimoto, Lui Navarro e Fabio Saldanha, Estação Liberdade, R$ 56, 176 págs.) acompanha Mikage Sakurai, uma jovem que, após a morte da avó, encontra conforto na cozinha. O romance best-seller da japonesa Banana Yoshimoto relata um processo de luto que envolve muita comida e diversos ruídos de comunicação. Em entrevista à repórter Susana Terao, Yoshimoto rejeita o rótulo de “literatura de cura” para a obra. “Não vejo muito sentido em uma literatura apenas reconfortante e gentil”, diz.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/12/banana-yoshimoto-explora-o-luto-e-o-conforto-da-comida-em-kitchen.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    “Política dos Algoritmos – Instituições e as Transformações da Vida Social” (trad. André Albert, Ubu, R$ 89,90, 320 págs.), dos pesquisadores Ricardo F. Mendonça, Fernando Filgueiras e Virgilio Almeida, foi lançado primeiro no Reino Unido, pelo desejo de ter um diálogo mais amplo sobre aspectos de computação e ciência política. Um dos trunfos da obra, como aponta o repórter Samuel Fernandes, é a análise dos algoritmos como uma instituição que molda o comportamento individual e coletivo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2025/11/algoritmos-sao-instituicoes-e-definem-diferentes-rumos-das-sociedades-segundo-novo-livro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    agenda literária

    Na quarta (3), às 19h, a Megafauna Teatro (r. Nestor Pestana, 196 – Cultura Artística – Consolação – São Paulo) realiza, no auditório do Cultura Artística, o lançamento de “Cole Porter: Canções, Versões, que De-Lindo”, do compositor Carlos Rennó. O autor bate um papo com os cantores Danilo Penteado e Moreno Veloso, que também fazem uma intervenção musical. As senhas para o evento serão distribuídas uma hora antes no local.

    Na quinta (4), às 19h, a Livraria Martins Fontes Paulista (av. Paulista, 509 – Térreo – São Paulo) promove um encontro sobre “Exílio como Forma”, com o autor João Cezar de Castro Rocha e o historiador Lindener Pareto, seguido de uma sessão de autógrafos.

    E na segunda (8), às 18h, Bernardo Kucinski lança seu novo livro de contos, “O Exterminador de Cães”. O autor participa de encontro com os leitores também na Livraria Martins Fontes Paulista (av. Paulista, 509 – Térreo – São Paulo).

    e mais

    Felipe Nunes, cientista político e autor do livro ‘O Brasil no Espelho’
    O cientista político Felipe Nunes, fundador da Quaest, escreveu o livro “Brasil no Espelho” (Globo Livros, R$ 69,90, 224 págs.), que analisa os valores dos brasileiros (*) a partir da maior pesquisa já feita pelo instituto sobre ideias e crenças, com quase 10 mil entrevistados. A obra mostra que, após avançar rumo a concepções mais progressistas de bem-estar, confiança e tolerância nos anos 2000, o país voltou a priorizar religião, família e tradição. Como o autor explica em participação no podcast Café da Manhã (**), os valores de uma sociedade são influenciados por quão seguras ou inseguras as pessoas se sentem.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/11/brasil-retoma-valores-de-3-decadas-atras-diz-fundador-da-quaest-em-novo-livro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/podcasts/2025/12/podcast-discute-como-brasil-se-ve-e-por-que-se-define-como-conservador-e-religioso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    O best-seller “A Geração Ansiosa”, de Jonathan Haidt, vai ganhar uma versão infantojuvenil para tratar diretamente com os alvos do estudo do primeiro livro. “A Geração Incrível”, que chega ao Brasil em março, é direcionado para um público de 9 a 12 anos. Como explica a coluna Painel das Letras, a obra é um alerta para o vício em telas e um guia para aproveitar a vida longe delas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2025/11/livro-a-geracao-ansiosa-vai-ter-uma-versao-para-criancas-alertando-para-vicio-em-telas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    A dias de completar 83 anos, Maria Valéria Rezende prepara dois inéditos para lançar em 2026. Em janeiro, a escritora paulista radicada na Paraíba lança a coletânea de contos “Recapitulações” pela editora 34. Já para o segundo semestre do ano, Rezende guarda o romance “Memórias Póstumas de uma Anônima”, a ser publicado pela recém-inaugurada Ação Editora.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2025/11/maria-valeria-rezende-aos-83-anos-lancara-romance-e-contos-ineditos-em-2026.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    além dos livros

    A Flup, Festa Literária das Periferias, leva seu nome a sério e a cada ano se apresenta em um diferente endereço das periferias cariocas. Neste ano, grandes autores como Dionne Brand, Malcom Ferdinand e a homenageada Conceição Evaristo discutiram literatura sob o Viaduto de Madureira e em meio ao trânsito da cidade. A escolha do local, como aponta o editor Walter Porto, está de acordo com a proposta ousada do festival, que neste ano fez a literatura dialogar com Baile Charme.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/flup-em-constante-movimento-leva-debates-de-alto-nivel-a-madureira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    O escritor Fernando Morais contou à coluna Mônica Bergamo que está finalizando o segundo volume da biografia de Lula, previsto para o início de 2026. A primeira parte da obra saiu em 2021. Morais também disse que dará início, nas próximas semanas, ao roteiro de um documentário sobre José Dirceu, intitulado provisoriamente “Zé”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/11/fernando-morais-finaliza-segundo-volume-da-biografia-de-lula-e-inicia-roteiro-sobre-jose-dirceu.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    Em meio às comemorações de 90 anos de Mauricio de Sousa, o cartunista tem sua obra sancionada como patrimônio cultural imaterial da cidade de São Paulo. O reconhecimento vem acompanhado de homenagens —Mauricio vai ganhar um banco em seu tributo no Viaduto do Chá e 90 esculturas inspiradas em seus personagens serão espalhadas pela capital no ano que vem.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/12/obra-de-mauricio-de-sousa-se-torna-patrimonio-cultural-da-cidade-de-sao-paulo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    Dinheiro e sexo são protagonistas de romance vencedor do Booker
    ‘Flesh’, de David Szalay, é obra elíptica em que personagens não dizem e não sabem por que agem
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardo-carvalho/2025/11/dinheiro-e-sexo-sao-protagonistas-de-romance-vencedor-do-booker.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    ‘Olhos Negros’ marca a estreia de Marcelo Godoy na literatura de ficção
    Autor de “A Casa da Vovó” transita da apuração jornalística para um romance de tensão psicológica
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/11/olhos-negros-marca-a-estreia-de-marcelo-godoy-na-literatura-de-ficcao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    Democracia brasileira nos surpreende, diz Wisnik no lançamento de ‘A Palavra e o Poder’ em Lisboa
    Capicua, Milena Britto e Rodrigo Tavares também debateram os temas abordados pela publicação
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/11/democracia-brasileira-nos-surpreende-diz-wisnik-no-lancamento-de-a-palavra-e-o-poder-em-lisboa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  14. Miguel José Teixeira

    “Li, gosti & repliqui”

    “Se imóvel fosse bom negócio, as construtoras não venderiam”
    (Lírio Parisotto, bilionário, aconselhando comprar ações de boas empresas na bolsa, segundo a Coluna CH, DP, hoje)

  15. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (026)

    “Claudio Abramo achava que o futebol era levado a sério demais”
    – ‘Uma partida não muda nada’, escreveu o jornalista após derrota do Brasil na Copa de 1982.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Claudio Abramo (1) estava na França quando o Brasil perdeu para a Itália na Copa de 1982 (2). E escreveu, no dia seguinte, sobre o peso que a sociedade brasileira coloca nos jogadores (3).

    “Ao contrário dos outros 119.999.999 brasileiros, eu não entendo nada de futebol e até não posso dizer que gosto muito desse jogo”, começou em texto publicado em 1982.

    Abramo, que dirigiu a Redação da Folha (4) e trabalhou no jornal durante a ditadura militar (5), observou que o Brasil fora eliminado sem perder nenhuma partida antes. E diagnosticou: “Esse sistema de classificação não funciona”.

    Mas o problema era mais profundo. “O clima psicológico que se cria em torno da Copa do Mundo, no Brasil, só poderia dar no que deu”, escreveu. A sociedade brasileira depositava nos jogadores “uma responsabilidade que está muito além e muito acima do significado de uma mera partida de um jogo”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (6), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Futebol não é a coisa mais séria do mundo (6/7/1982)

    Ao contrário dos outros 119.999.999 brasileiros, eu não entendo nada de futebol e até não posso dizer que gosto muito desse jogo. Mas como todo o brasileiro gosto dele — e pelo que vejo uma grande parte da humanidade também gosta —, assisti religiosamente às partidas do Mundial, daqui de casa, pela TV francesa, que no entanto deixou de transmitir uma das partidas do Brasil.

    O Brasil perdeu ontem e foi desclassificado sem ter perdido antes nenhuma partida. O “Camerun”, um país mais metido no Terceiro Mundo do que o nosso, foi eliminado sem ter perdido uma partida sequer. A Argélia derrotou a Alemanha e foi eliminada porque os alemães e os austríacos, primos-irmãos com nomes que se confundem, pois ambos são teutônicos, combinaram o que se pode chamar uma agradável convivência lúdica: ou seja, se acertaram. O Kwait joga bem e poderia ter obtido uma classificação maior se não fossem os abusos a que foi submetido. Honduras empatou com a Espanha numa jogada altamente duvidosa. A Iugoslávia, que tem um time excelente (reporto-me e confio no que leio aqui) foi eliminada por terceiros.

    Isto significa que esse sistema de classificação não funciona. Não é preciso entender de futebol para saber disso ou perceber isso claramente. Para deslindar o misterioso sistema, engendrado não sei por quem, basta ter um pouco de senso comum.

    O Brasil foi eliminado sem ter perdido uma só das partidas anteriores e tendo apresentado, durante a fase preliminar da Copa, um futebol imaginativo, rico, criativo e que não tem nada a ver com o futebol pesado e amarrado que se joga no resto do mundo.

    O sistema —há sempre um sistema para nos perseguir— foi o responsável pela eliminação do Brasil da Copa do Mundo, que lhe caberia com justa razão. A vitória da Itália foi um acidente de viagem. Mas há mais. O clima psicológico que se cria em torno da Copa do Mundo, no Brasil, só poderia dar no que deu. Foi visível o aumento da tensão dos jogadores brasileiros à medida que o tempo passava e eles não conseguiam nem empatar com os italianos. Essa tensão é originada em dois fatos: primeiro, que os jornais, a TV, os cronistas, os políticos, a sociedade brasileira, em última palavra —para não falar no Estado— depositam nos ombros desses bravos, elegantes e destros rapazes uma responsabilidade que está muito além e muito acima do significado de uma mera partida de um jogo.

    A impressão que eu tive então quando olhava para a cara de Sócrates, esse homem elegante e fino, inteligente —e não alienado, como tantos outros jogadores famosos antes dele, e, quando não alienados, colaboracionistas— quando eu olhava a cara dele, na TV, via que ele estava sentindo o peso de uma responsabilidade, de igual ou maior do que a responsabilidade que recaiu nos ombros dos generais Eisenhower e Jukov, respectivamente estrategistas e generais no comando das forças americana e soviética na Segunda Guerra. Em Barcelona não estávamos em Barcelona, estávamos em Tannenberg, na Primeira Guerra, com o general russo vergado sob o peso da existência de milhões de homens.

    Esse clima psicológico não é bom nem útil. Os brasileiros levam o futebol a sério demais. E depositam tantas esperanças nos seus jogadores que os tornam vítimas de sua própria glória. Uma partida de futebol é uma partida de futebol. Ganhando ou perdendo, a sociedade brasileira não vai mudar, nem a inflação vai cair, nem os trabalhadores terão seus problemas resolvidos. Não é por aí a saída, crianças.

    Importante ou desimportante, o futebol é algo que toca o coração de meus patrícios. Tudo bem. Mas a torcida brasileira também se porta mal: empafiosa e encorajadora na vitória, acuada na derrota e nos momentos difíceis. Não é um comportamento nem civilizado nem inteligente. Esses onze rapazes que defenderam o Brasil no campo de futebol foram vítimas de muita coisa, do sistema, do peso que se atira sobre eles, da excessiva responsabilidade que carregam consigo quando entram em campo, das esperanças exageradas que todo o povo deposita neles. Para mim, eles continuam campeões do mundo, pois jogam bem melhor do que ninguém, mesmo —e bastante melhor que os italianos, que os derrotaram. Para mim são eles os campeões e não um país europeu qualquer que joga com pernas de chumbo.

    Mas é preciso mudar a atitude. O futebol não é a coisa mais séria do mundo. Uma Copa, idem. Uma partida de uma Copa ganha ou perdida não muda nada do que muda bem outra coisa. A solução, repito, não está aí. Mas já que achamos que ela é vital para nossas vidas, mudemos de atitude —a começar nas TVs e nos jornais, na sociedade e no Estado.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/claudio-abramo-achava-que-o-futebol-era-levado-a-serio-demais.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/04/claudio-abramo-que-faria-100-anos-defendia-regra-do-jogo-e-criou-a-propria.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/o-mundo-e-uma-bola/2022/07/tristeza-nacional-tragedia-do-sarria-completa-40-anos.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/esporte/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/10/claudio-abramo-ajudou-a-renovar-folha-nos-anos-turbulentos-da-ditadura.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/poder/o-que-foi-a-ditadura/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  16. Miguel José Teixeira

    Existem parasitas parasitando abaixo do parasitário baixo!

    “Morada de transgressões”
    – O passivo de infrações à lei e ao regimento se acumula sem que o presidente da Câmara se oponha.
    – Hugo Motta não é permissivo sozinho: tem a colaboração da Mesa Diretora e do colégio de líderes.
    (Dora Kramer, FSP, 02/12/25)

    Como chefe da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) tem se mostrado um compassivo presidente de agremiação corporativa conivente com ilícitos — legais e regimentais — em defesa de seus filiados.

    Do mais grave ao mais imperdoável na escala de inadmissível tolerância, temos os casos de descumprimento de ordem judicial até a impunidade de promotores de motim, passando pela convivência pacífica com deputado em exercício no exterior.

    Motta não presta esse desserviço sozinho. Tem a colaboração da Mesa Diretora e do colégio de líderes da Casa —note-se— de Leis. Certamente há os deputados e deputadas que discordam, mas só poderiam reclamar de ser postos no mesmo saco caso se organizassem para denunciar o descalabro.

    Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) estão condenados pelo Supremo Tribunal Federal à prisão e consequente perda de mandato a ser confirmada pela direção da Câmara. Uma presa na Itália, outro fugitivo nos Estados Unidos.

    O caso de Zambelli zanza há meses na Câmara e, ainda que a Comissão de Constituição e Justiça se manifeste, falta o plenário, que, a rigor, não precisaria dar opinião. Sobre Ramagem, Motta ainda estuda o rito. Se não for semelhante ao da deputada, terá sido por exposição da vergonha no noticiário.

    Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA, assim como os outros, segue gerando despesas com os gabinetes. O corte de salários é o mínimo. Foi proibido de votar, mas na primeira chance valeu-se do sistema do Senado para desafiar a decisão da Câmara. Ele não é antiético, decidiu semanas atrás o Conselho —note-se— de Ética.

    Daqueles muitos promotores de motim de agosto último, temos notícia de apenas três passíveis de leves punições que ainda não foram aplicadas. O presidente não parece se incomodar por ter sido tratado aos trancos pelos companheiros ao tentar presidir uma sessão.

    Talvez Motta não se dê conta, mas a leniência no comando o leva à conivência e a Câmara a ser morada de transgressões.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/12/morada-de-transgressoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  17. Miguel José Teixeira

    “O STF fará justiça ao banqueiro”
    – Só o STF tem a necessária serenidade para julgar Daniel Vorcaro. As demais instâncias do Judiciário têm preconceito contra ricos como ele.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 02/12/25)

    Por que será que o “banqueiro” Daniel Vorcaro (1) quer tanto que o seu caso suba diretamente para o STF? O lógico não seria ele preferir ter mais duas instâncias para se defender, em caso de condenação? Talvez até três, se houvesse apelação final ao próprio Supremo?

    É que, sabe, só o STF não se deixará contaminar pelo preconceito contra ricos que grassa nas instâncias inferiores do Judiciário brasileiro. Preconceito que pode ter contaminado também o STJ.

    O preconceito contra ricos é um problema no Brasil. Eu diria que é o maior deles. A gente odeia — o certo é dizer inveja — que os outros tenham sucesso na vida, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, onde a riqueza goza de admiração profunda, arraigada no caráter nacional. Por isso os americanos são o que são e nós somos o que somos, ao não pensar como eles: um país de pobretões ressentidos.

    A nossa é uma mentalidade socialista herdada da Europa, principalmente da França, que inventou esse troço de igualdade, uma falácia sem tamanho. Como é que pode haver igualdade, se as pessoas são diferentes nos seus talentos?

    Eu, por exemplo, não consigo esconder o meu ressentimento de classe, o meu socialismo de nascença. Fico escandalizado com o padrão de vida de Daniel Vorcaro. Padrão de vida, não, que isso é coisa de classe média. Uma vida sem padrões, quero dizer.

    A minha pobreza se estende às relações sociais, e só ouvi falar de Daniel Vorcaro quando saiu publicado que ele havia mimado ministros do STF em viagens faustosas a Nova York e Londres para discutir o Brasil.

    Não entendo por que o Brasil precisa ser discutido nos Estados Unidos ou na Europa, entre brasileiros, mas me explicaram que a distância geográfica significa, no caso, distanciamento crítico. Faz com que, em busca de soluções para os problemas nacionais, eles enxerguem com mais nitidez o panorama nestes trópicos endemicamente tristes.

    Tentei me esforçar para ter o mesmo patriotismo desses brasileiros abnegados, que merecem ser recompensados com mimos luxuosos, sim, que quem gosta de miséria é intelectual, como diria Joãozinho Trinta apud Elio Gaspari. Consegui chegar perto dessa nobreza de intenções? Não. Uma vez no exterior, só quero mesmo aumentar a minha distância em relação ao Brasil. As limitações da classe média são intransponíveis.

    As confusões com o “banco” de Daniel Vorcaro, que devem estar sendo grandemente exageradas pela imprensa, claro, já estavam no noticiário quando encontrei um amigo que havia voltado do verão europeu. Bem, talvez as minhas relações sociais não sejam assim tão pobres, admito.

    Esse amigo me contou que ficou impressionado com o que viu em Saint-Tropez, um dos poucos lugares na França em que ninguém ouve falar de igualdade. Fiquei impressionado com o fato de ele ter ficado impressionado com alguma coisa em Saint-Tropez e pedi que me contasse logo.

    O meu amigo contou, então, que viu Daniel Vorcaro gastar, em uma única noitada, 200.000 euros com champanhe Dom Pérignon. “O quê?!”, reagi, com a exclamação bem mais longa do que a interrogação.

    Só de saber uma coisa dessas, eu me transformei em Robespierre e condenei de antemão o sujeito à guilhotina, sem apelação. Na minha cabecinha ressentida, quem gasta tamanha fortuna com champanhe não pode ter ganhado dinheiro honestamente.

    É aí que precisa entrar a necessária serenidade do STF para julgar Daniel Vorcaro, entende? Sem preconceito, com toda aquela disposição para resolver os problemas brasileiros que vêm sendo exaustivamente discutidos no exterior. E, para tudo que fique muito claro em relação a Daniel Vorcaro, é imprescindível que o processo seja bem sigiloso (2), como acaba de impor o ministro Dias Toffoli, um homem empenhado em não decepcionar.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-stf-fara-justica-ao-banqueiro)

    (1) “Ninguém mais precisa nem sequer parecer honesto no Brasil”
    – No Brasil, a hipocrisia é uma necessidade que o vício toma emprestado do fundo garantidor de crédito da virtude, mas não por muito tempo.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/ninguem-mais-precisa-nem-sequer-parecer-honesto-no-brasil

    (2) “Master: Toffoli decreta sigilo máximo e transforma em caixa-preta ação de Vorcaro”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/12/master-toffoli-decreta-sigilo-maximo-e-transforma-em-caixa-preta-acao-de-vorcaro.ghtml

  18. Miguel José Teixeira

    Mas. . .
    lula continua imaginando
    que a necessidade básica do eleitor é
    “comprar uma TV maior para assistir a Copa”!

    “Lula é reprovado por 50,7% dos brasileiros”
    – O percentual de reprovação do petista voltou a subir 2,6 pontos percentuais em relação ao útimo levantamento feito em outubro.
    (Luan Carlos, Diário do Poder, 02/12/25)

    Um levantamento feito pela Atlas/Bloomberg, divulgado nesta terça-feira (2), mostra que 50,7% dos eleitores brasileiros reprovam o governo do presidente Lula (PT).

    O percentual de reprovação do petista voltou a subir 2,6 pontos percentuais em relação ao útimo levantamento feito em outubro.

    A aprovação é de 48%; na última pesquisa era de 51,2%.

    Aprovação de Lula

    Reprovam: 50,7%
    Aprovam: 48,6%
    Não sabem/não responderam: 0,7%
    Foram ouvidas 5.510 pessoas, entre os dias 22 e 27 de novembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/lula-e-reprovado-por-507-dos-brasileiros)

  19. Miguel José Teixeira

    “União Europeia se curva ao poder das big techs”
    – Regras para usos considerados de “alto risco” de IA foram adiadas para dezembro de 2027.
    (Por Pedro Doria, O Globo, 02/12/25)

    Muito discretamente, no último dia 19, a Comissão Europeia soltou um comunicado à imprensa anunciando uma imensa mudança no pacote de regulações de inteligência artificial. Um press release, só isso. Horas depois, um funcionário da Comissão desceu para falar com repórteres e tentar saciar quaisquer dúvidas. Não era ninguém com cargo alto na burocracia. Quem escreveu sobre a coletiva improvisada nem mencionou seu nome. Foi assim que a Europa comunicou ao mundo que as pesadas regras para usos considerados de “alto risco” de IA não começam em agosto de 2026. Ficaram adiadas para dezembro de 2027. A UE deu para trás.

    Quando a Lei de IA foi aprovada, em março de 2024, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, fez discurso. A ela seguiu-se a vice-presidente, depois o comissário do Mercado Interno Europeu. Queriam as manchetes dos jornais do continente e conseguiram.

    — O primeiro marco regulatório abrangente para as IAs em todo o mundo — disse Von der Leyen.

    — O modelo estabelecerá um padrão global — apostaram muitos dos analistas. (Incluindo este aqui.)

    O que aconteceu não é difícil explicar. Dois anos passados, Donald Trump está na Presidência dos Estados Unidos e pôs o pé fundo no acelerador da inteligência artificial. Os americanos tratam a China como seu principal adversário e estão numa corrida para saber quem chega primeiro a uma IA capaz de se equiparar à inteligência humana. Não é certo que uma tecnologia assim seja possível, mas ninguém quer apostar que não acontecerá. Regras talvez sejam boas para proteger cidadãos. Mas, com Estados Unidos e China agressivíssimos, com incentivos de toda sorte ao setor, os europeus fizeram a conta óbvia. Se num canto não tem regra e na Europa a burocracia é extensa, quem sabe construir IAs vai para a China ou para os Estados Unidos. O continente ficou fora do jogo. Aí piscou.

    A regra europeia é boa. Estabeleceu alguns níveis para usos distintos de IA. Na categoria do risco inaceitável, estão manipular as pessoas usando a tecnologia; classificar uma população com atributos biométricos como raça, orientação sexual ou crença religiosa; usar IA para vigilância em tempo real. Isso foi proibido a partir de fevereiro deste ano — e segue proibido.

    Na categoria de alto risco, estão usar IA para tirar conclusões sobre a saúde de alguém; usar IA para definir em que áreas a polícia deve agir mais; usar dados públicos para identificar indivíduos— registros eleitorais, documentos em cartórios. Até o uso de dados pessoais de cidadãos europeus para treinamento de IAs estava aí nessa categoria de alto risco, que incluiria diversas exigências para que fosse permitido. Essas regras entrariam em vigor no início do segundo semestre do ano que vem. Pois todo mundo ganhou um ano e meio mais para trabalhar à vontade.

    Não é à toa que nenhuma autoridade europeia quis fazer um grande anúncio da mudança. A pancada de muitas organizações de defesa de direitos civis veio imediatamente. Também dos jornais. A crítica teve um tom óbvio: a União Europeia (UE) se curvou ao poder das grandes empresas de tecnologia.

    As consequências, porém, não se limitam à Europa. Se a UE não consegue fazer a regulação, não serão países latino-americanos ou asiáticos que conseguirão. De certa forma, para quem defende que é necessário criar regras mais rígidas, o Velho Continente oferecia guarida. Afinal, o PIB interno da área de mercado comum é superior ao da China. As big techs não poderiam escolher sair do mercado. Poderiam não produzir lá, poderiam ter ferramentas adaptadas para os europeus, mas ausentar-se era muito difícil. Essa segurança servia de garantia para quaisquer outras nações que decidissem seguir o mesmo caminho.

    Não mais. Em essência, a Presidência de Trump mudou (*) o curso que o mundo seguia. Com menos regras, o setor certamente fica mais livre para se desenvolver. Isso representa aceleração, mais IAs surgirão, capazes de mais coisas. Não é absurdo crer que trarão incontáveis benefícios. Mas é certamente difícil prever todas as consequências. E não é uma escolha sem custos. A população mundial, afinal, não tem voto nas decisões que serão tomadas fazendo uso, em grande parte, das informações que todos nós, coletivamente, criamos todos os dias.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/pedro-doria/coluna/2025/12/uniao-europeia-se-curva-ao-poder-das-big-techs.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (*) muda e mudará, , ,

  20. Miguel José Teixeira

    “Democracia ficará mais pobre se Congresso não se renovar” (*)
    – Redemocratização viveu sobressalto em 2018. Mas avisos já haviam sido dados nas manifestações de 2013.
    (Fernando Gabeira, O Globo, 02/12/25)

    Parlamentares brasileiros, parabéns: vocês arrasaram. Numa só noite derrubaram os vetos de Lula ao projeto da devastação e demoliram o alicerce de nossa legislação ambiental.

    Verdade é que foram cautelosos no timing de destruir as regras de licenciamento. Não foi durante a COP, para que os estrangeiros não vissem nosso atraso. Naturalmente, imaginam que as notícias não correm rápido, nem que temos concorrentes internacionais a nosso agronegócio. Daqui a pouco, poderíamos firmar o acordo entre Mercosul e União Europeia. A contribuição de vocês pode ser decisiva para o fracasso.

    Vivemos semanas estranhas. Por delicadeza, veria nelas certo realismo fantástico dos trópicos. Mas seria comunicar uma aura romântica a algo que me parece pura degradação de nossa vida política.

    Uma empresa conseguiu sonegar R$ 26 bilhões em impostos. Só agora nos damos conta de que um projeto para punir esses devedores contumazes dorme na gaveta de Hugo Motta. E dorme com uma classificação de urgência, algo contraditório com o sono profundo.

    Da mesma forma, descobrimos que o Banco Master deu um rombo de R$ 12 bilhões. Todo mundo sabia, todo mundo desconfiava, mas nada foi feito. O dono do banco teve de passar alguns dias na cadeia, nada comparado, é claro, às longas penas de quem rouba um sabonete no supermercado.

    Talvez a estranheza se aproxime mais do realismo fantástico no caso do general Augusto Heleno. Condenado, informou, ao ser preso, ter sido diagnosticado em 2018 com o mal de Alzheimer. Deve haver um engano, um lapso de memória.

    De lá para hoje, passaram sete anos. Conheci Heleno no Haiti; mais tarde visitei os ianomâmis ao seu lado, quando era comandante na Amazônia. Não subestimo seu domínio de línguas estrangeiras, nem seu conhecimento de nosso país. Mas, sinceramente, se for verdade, em 2018, ano em que Bolsonaro foi eleito, Heleno não tinha condições de supervisionar a inteligência do país, muito menos a segurança do presidente. Teríamos vivido esta anomalia secreta: o chefe da inteligência nacional sofrendo de sérios problemas cognitivos.

    Apesar de falar muito no avanço democrático que foi a condenação da trama do golpe, nosso sistema continua enfraquecendo. O caso da indicação de um novo ministro do STF é típico. Lula optou por escolher alguém de sua confiança máxima. Mas não é criticado pelo critério personalista. Ao contrário, Davi Alcolumbre quer indicar alguém de sua confiança. Quer disputar com Lula uma prerrogativa que pertence ao presidente. Diante disso, surgem várias rebeliões no Congresso, aprovando pautas-bomba destinadas a estourar o Orçamento.

    A redemocratização viveu um sobressalto em 2018. Mas os avisos já haviam sido dados nas manifestações de 2013. Se não fizermos um esforço extraordinário para renovar o Congresso, a democracia no Brasil continuará empobrecendo. Pode não cair, mas ninguém vai querer mover uma palha para mantê-la de pé.

    Estas semanas nos mostram discretamente o que 2013 revelou com o impacto do povo na rua. Ignorar pode nos custar muito caro.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/fernando-gabeira/coluna/2025/12/democracia-ficara-mais-pobre-se-congresso-nao-se-renovar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    E. . .se o nobre eleitor catarinense eleger o inútil vereador carioca senador?
    – Em termos de representatividade, seguramente a nossa bela e Santa Catarina ficará mais pobre!

  21. Miguel José Teixeira

    “A progênie da brasilidade
    – De vez em quando, e com segundas intenções, os três filhos mais velhos de Bolsonaro se unem para afastar “interesseiros”.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 02/12/25)

    A família Bolsonaro vem se esmerando em destruir-se publicamente, com intrigas e acusações em tom elevado que transformam a privacidade em ação política, para o bem e para o mal. Samuel Johnson, pensador britânico do século XVIII, dizia que os personagens das peças de Shakespeare resumiam a “progênie da humanidade”, sem faltar “nenhum tipo humano relevante, ou sentimento”. Como ele, muitos de nossos especialistas em Shakespeare gostam de fazer comparações de personagens dele com políticos brasileiros, pois também nossa política abarca a “progênie da brasilidade”, já que os parlamentares representam a diversidade dos eleitores. A começar pelo próprio Bolsonaro.

    Usando comentários de amigos especialistas em Shakespeare, como o economista Gustavo Franco e o advogado e escritor José Roberto Castro Neves, que doam seu tempo para ilustrar amigos como eu nas sutilezas do mestre de Stratford-upon-Avon, não resisto a comparar a família Bolsonaro à família do Rei Lear, embora a deste fosse composta de filhas mulheres, e a daquele de homens. A tragédia da família Bolsonaro tem tons shakespearianos, e o ex-presidente brasileiro disputa o amor de seus filhos colocando uns contra os outros. Mas, de vez em quando, e com segundas intenções, os três mais velhos se unem para afastar “interesseiros”.

    Como agora. Decidiram se unir contra a madrasta Michelle, que começa a colocar as asinhas de fora para alçar voos mais altos, rumo à Presidência da República. O então ministro Gustavo Bebianno foi afastado de Bolsonaro por uma intriga de Carlos, o Zero Dois. Quem será a Cordélia de nossa chanchada shakespeariana? A terceira filha, que não é bajuladora, acaba banida em benefício das duas outras, bem mais ambiciosas, Goneril e Regan.

    O deputado Eduardo Bolsonaro, que foi para os Estados Unidos com a tarefa de levar o governo Trump a libertar seu pai das garras do ministro Alexandre de Moraes, tentou passar-se pelo filho que trabalha pelo pai sem ser reconhecido por isso. Acusado de ter colocado o pai numa fria com a história das sanções comerciais, Eduardo manifestou-se publicamente, chegando a xingar o pai num telefonema. Cordélia não faria isso.

    Bolsonaro, assim como o Rei Lear, só leva em conta os que o apreciam e o aceitam como ele é. Trava a decisão sobre o candidato de direita à Presidência da República porque ainda não aceita não ser ele. Como disse o bobo da Corte ao Rei Lear:

    — Tu não deverias ter ficado velho antes de ter ficado sábio.

    Pelos azares da sorte, o Brasil vê-se enredado em duas lideranças políticas que podem ser definidas da mesma maneira, iludem-se com a sensação de que ainda andam sobre as águas.

    Há ainda exemplos de personagens shakespearianos que lembram defeitos de Bolsonaro, como o machismo e ressentimentos. Coriolano também veste o perfil de Bolsonaro. Tinha enorme ressentimento da elite política, que o preteriu, a despeito de seu heroísmo. Era o outsider agressivo. Angelo, um puritano hipócrita em “Medida por medida”, assediando a freira Isabela para não executar seu irmão. Petruchio em “A megera domada”, tentando controlar Catarina, “brusca, irritada e voluntariosa”, e, finalmente, domando-a com brutalidade — os dois personagens referem-se ao machismo. Michelle Bolsonaro vive (ou revive) essa situação.

    A peça acaba com uma admissão de inferioridade da megera subjugada:— O mesmo dever que prende o servo ao soberano prende, ao marido, a mulher. E, quando ela é teimosa, impertinente, azeda, desabrida, não obedecendo às suas ordens justas, que é então senão rebelde, infame, uma traidora que não merece as graças de seu amo e amante?

    É o que alegam os três filhos mais velhos de Bolsonaro contra Michelle. A madrasta também alega que cumpriu orientação de Jair ao criticar o acordo do PL do Ceará com o candidato ao governo Ciro Gomes.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/coluna/2025/12/a-progenie-da-brasilidade.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  22. Miguel José Teixeira

    “Retrospectiva 2025: ano no teatro teve plateias lotadas, veteranos de volta, reinado de monólogos e ‘wickedmania'” (*)
    – Grandes companhias fizeram sucesso, musicais brasileiros emocionaram em meio a pesares sobre captação de recursos.
    (Por Gustavo Cunha — Rio de Janeiro, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “Em 2025, o teatro no Brasil viveu um ano de sucesso com plateias lotadas e a volta de veteranos aos palcos. No Rio de Janeiro, o público aumentou 65,6%, impulsionado por montagens como “Um julgamento” com Wagner Moura. Em São Paulo, “Wicked” vendeu 80 mil ingressos. Monólogos se destacaram devido aos desafios de produções com grandes elencos. Enquanto isso, musicais brasileiros ganharam força, apesar das dificuldades de captação de recursos. A Broadway enfrenta uma crise, mas sucessos antigos permanecem populares.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/teatro/noticia/2025/12/02/retrospectiva-2025-ano-no-teatro-teve-plateias-lotadas-veteranos-de-volta-reinado-de-monologos-e-wickedmania.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E o Festival de Estrangeirismos que Assola a Nação:
    (*) “Wickedmania” é um termo informal que descreve a entusiástica popularidade ou fascínio generalizado em torno da franquia de entretenimento “Wicked”.
    O termo combina a palavra “Wicked” (que significa “mau” ou “perverso” em inglês, mas aqui se refere ao musical e filme de sucesso) com o sufixo “-mania” (que indica uma obsessão, paixão ou entusiasmo intenso).

  23. Miguel José Teixeira

    “Após frustração na COP, países já traçam roteiro diplomático para eliminar combustíveis fósseis”
    – Nações que apoiam a redução desses combustíveis já traçaram três encontros em 2026 para driblar resistências e incluí-los na pauta oficial da COP31 na Turquia.
    (Por Rafael Garcia — São Paulo, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “Após a COP30 em Belém frustrar ao não incluir a eliminação dos combustíveis fósseis na pauta final, um plano diplomático para a COP31 na Turquia está em curso. Três eventos em 2026, na Colômbia, Alemanha e possivelmente Fiji, visam inserir essa questão crucial, que representa três quartos do problema climático, na agenda oficial. O Brasil, sob a liderança de Lula (*), impulsiona a iniciativa, buscando consenso global.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/cop-30-amazonia/noticia/2025/12/02/apos-frustracao-na-cop-paises-ja-tracam-roteiro-diplomatico-para-eliminar-combustiveis-fosseis.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) Já que em Belém
    foi pro beleléu,
    quem sabe na
    Turquia ele truca!

  24. Miguel José Teixeira

    “Relatório de MP sobre licença ambiental especial amplia flexibilização e inclui afago a mineradoras
    ‘Jabuti’ incluído pelo relator beneficia diretamente o setor de mineração ao ampliar em até 12 vezes o prazo para início da extração
    Por Lucas Altino e Luísa Marzullo — Rio e Brasília, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “O relatório da MP do licenciamento ambiental, apresentado por Zé Vitor (PL-MG), flexibiliza regras, favorecendo mineradoras ao ampliar em até 12 vezes o prazo para início da extração. Inclui “jabutis”, temas alheios ao foco central, e restaura trechos vetados por Lula, como a reutilização de estudos ambientais e a dispensa de licenciamento para dragagens. A medida enfrenta críticas por incentivar especulação de títulos minerários.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/12/02/relatorio-de-mp-sobre-licenca-ambiental-especial-amplia-flexibilizacao-e-inclui-afago-a-mineradoras.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  25. Miguel José Teixeira

    “Fim da obrigatoriedade das autoescolas: saiba o que muda e quando muda”
    – Nova resolução do Contran flexibiliza etapas, permite aulas on-line e instrutores autônomos; custo da primeira habilitação pode cair em até 80%.
    (Por Felipe Gelani — Rio de Janeiro, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “A nova resolução do Contran elimina a obrigatoriedade das aulas em autoescolas para obter a CNH, permitindo cursos teóricos gratuitos on-line e redução da carga horária prática. A medida visa reduzir custos em até 80%. Aulas práticas podem ser feitas com instrutores autônomos ou em veículos próprios. Exames teóricos e práticos permanecem obrigatórios. A norma aguarda publicação no Diário Oficial.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/12/02/fim-da-obrigatoriedade-das-autoescolas-saiba-o-que-muda-e-quando-muda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  26. Miguel José Teixeira

    “Chance de fundos de previdência recuperarem R$ 2 bi aplicados no Master é baixa, dizem especialistas”
    – Aporte feito em letras financeiras do banco por 18 entidades não têm garantia do FGC. Há risco de elas terem de fazer contribuição extra para equacionar perdas, afirmam advogados.
    (Por Letícia Lopes — Rio de Janeiro, O Glogo, 02/12/25)
    . . .
    “A liquidação do banco Master preocupa 18 fundos de previdência regionais, que investiram R$ 1,87 bilhão em Letras Financeiras sem garantia do FGC. Advogados afirmam que a recuperação do montante é incerta e pode demorar anos, afetando o equilíbrio dos fundos. A situação exige ajustes fiscais e pode resultar em ações judiciais contra má gestão. A prioridade de recuperação de ativos segue regras rígidas, com baixa perspectiva de retorno.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/12/02/dinheiro-perdido-especialistas-avaliam-qual-a-chance-de-18-fundos-de-previdencia-regionais-receberem-r-2-bi-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E os bam-bam-bans da arapuca?
    – Livres, leves & soltos, provavelmente planejando novos golpes!

  27. Miguel José Teixeira

    “Lula, Bolsonaro, Moraes e Trump são os principais alvos de conteúdo criado por IA online, mostra levantamento”
    – Conteúdos sintéticos sobre política mobilizam reação da Justiça Eleitoral, em meio a lacuna regulatória, avaliam especialistas.
    (Por Rafaela Gama — Rio de Janeiro, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “Um levantamento do Observatório IA nas Eleições revela que Lula, Bolsonaro, Moraes e Trump são os principais alvos de conteúdos manipulados por IA, classificados como deepfakes (*), que representam 60% dos 285 casos registrados em 2023. Esses conteúdos, muitas vezes usados para ataques políticos ou apoio a pautas, destacam a crescente influência da IA nas redes sociais e o desafio regulatório para a Justiça Eleitoral.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2025/12/lula-bolsonaro-moraes-e-trump-sao-os-principais-alvos-de-conteudo-criado-por-ia-online-mostra-levantamento.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E o Festival de Estrangeirismos que Assola a Nação:
    (*) Deepfake é uma técnica avançada de manipulação de mídia digital que utiliza inteligência artificial (IA) e aprendizado profundo (deep learning) para criar imagens, áudios e vídeos falsos, mas extremamente realistas. O termo combina “deep learning” (aprendizado profundo) com “fake” (falso).

  28. Miguel José Teixeira

    Jogando pelo ralo o suor do contribuinte!

    “Eduardo, Zambelli e Ramagem: Câmara gasta R$ 460 mil em um mês com deputados que fugiram do Brasil”
    – Gastos com cota parlamentar e custos de servidores de gabinete não sofreram restrições.
    (Por Dimitrius Dantas e Camila Turtelli — Brasília, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “A Câmara dos Deputados do Brasil gastou cerca de R$ 460 mil em outubro com parlamentares ausentes do país, como Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, que fugiram para evitar processos judiciais. Mesmo sem presença física em Brasília, seus gabinetes seguem operando e gerando despesas (*). A Câmara decidiu proibir votações remotas de parlamentares fora do Brasil, após episódios de participação irregular.”
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/01/eduardo-zambelli-e-ramagem-camara-gasta-r-460-mil-em-um-mes-com-deputados-que-fugiram-do-brasil.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (*) Todo mundo está vendo, exceto as “otoridades”!

  29. Miguel José Teixeira

    Promessas de liberação de emendas,
    cargos públicos ou (será MeuBomJe?)
    engavetamentos de processos judiciais?

    “Para emplacar indicação no STF, Lula atua por Messias, que se encontrará nesta terça-feira com senadores da oposição”
    – Planalto tenta contornar a resistência de parlamentares, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
    (Por Ivan Martínez-Vargas, Sérgio Roxo e Gabriel Sabóia — Brasília, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “O presidente Lula busca apoio para a nomeação de Jorge Messias ao STF, enfrentando resistência no Senado, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Lula se reuniu com o relator da indicação, senador Weverton Rocha, e articula com parlamentares para contornar a oposição. A sabatina de Messias está marcada, mas depende do envio da mensagem presidencial ao Congresso. Alcolumbre sugere trocas políticas, enquanto o governo tenta apaziguar tensões.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/02/para-emplacar-indicacao-no-stf-lula-atua-por-messias-que-se-encontrara-nesta-terca-feira-com-senadores-da-oposicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  30. Miguel José Teixeira

    “Críticas de filhos de Bolsonaro a Michelle expõem família dividida menos de duas semanas depois de prisão”
    – Flávio, Eduardo e Carlos se unem contra ex-primeira-dama por desacatar ordem do ex-presidente, e PL convoca reunião de emergência.
    (Por Gabriel Sabóia e Luísa Marzullo — Brasília, O Globo, 02-/12/25)
    . . .
    “Os filhos de Jair Bolsonaro, Flávio, Eduardo e Carlos, criticaram publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por desrespeitar ordens do ex-presidente, expondo divisões na família. A tensão surgiu após Michelle criticar uma aliança política no Ceará. O PL convocou uma reunião de emergência para discutir a situação, enfatizando que Michelle não tem autoridade para reorganizar palanques regionais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/02/criticas-de-filhos-de-bolsonaro-a-michelle-expoem-familia-dividida-menos-de-duas-semanas-depois-de-prisao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Matuando bem. . .
    O retorno do cangaciro ao ninho tucano já chacoalhou a “pulítica”. . .ou pelo menos, tumultuou a família buscapé!

  31. Miguel José Teixeira

    “Mudança no IR faz empresas correrem para distribuir lucro. Dividendos podem somar R$ 85 bi nesta reta final de 2025”
    – Reforma do Imposto de Renda para isentar quem ganha até R$ 5 mil, que entra em vigor no ano que vem, prevê cobrança de alíquota mínima para altos rendimentos que vai considerar também os dividendos.
    (Por Glauce Cavalcanti e Roberto Malfacini — Rio, O Globo, 02/12/25)
    . . .
    “As mudanças no Imposto de Renda para altas rendas provocaram uma corrida entre empresas para antecipar a distribuição de dividendos antes do fim do ano, visando evitar tributação. Grandes companhias como Vale e Itaú já anunciaram pagamentos. Especialistas alertam para a complexidade e impactos financeiros dessa antecipação, com algumas empresas considerando empréstimos para cobrir os custos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/imposto-de-renda/noticia/2025/12/02/ir-minimo-sobre-alta-renda-provoca-corrida-das-empresas-para-distribuir-dividendos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  32. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (025)

    “Morte de Elis Regina fez Fernando Henrique Cardoso se esquecer da política”
    – ‘Chega de pacotes e reeleições’, escreveu o futuro presidente em texto sobre a morte da cantora.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Fernando Henrique Cardoso (1) escreveu sobre a morte de Elis Regina (2) em coluna publicada na Folha em 1982 — 13 anos antes do início de seu governo. Ele começou assim: “Hoje eu não quero escrever sobre política (3). Chega de pacotes, prorrogações, reeleições, sabujices de toda ordem”.

    A cantora gaúcha havia morrido no dia anterior, aos 36 anos. O futuro presidente, então sociólogo e professor da USP (4), não a conhecera pessoalmente. Mas guardava um bilhetinho dela: “Será que vai receber meu voto sem nos conhecermos?”.

    Elis havia feito um show e doado a receita para a campanha eleitoral dele ao Senado em 1978. “Campanha quase sem recursos. Mas os que vieram, vieram assim, no embalo da generosidade”, escreveu.

    Fernando Henrique Cardoso não pôde ir ao show. “Estava imerso no cotidiano da campanha, sei lá por onde neste São Paulo imenso.” Enviou um livrinho de entrevistas à imprensa. E ficou “amargando, agora para sempre, a falta do abraço e do reconhecimento”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Elis Regina (21/1/1982)

    Hoje eu não quero escrever sobre política. Chega de pacotes, prorrogações, reeleições, sabujices de toda ordem. Há dias em que, por respeito a sentimentos genuínos, não dá para perder tempo com tanto lixo, tanta desonestidade e tanta ousadia de mequetrefes que viram manchete de jornal por melhor servir ao Poder desservindo ao País.

    Morreu Elis Regina.

    Não cheguei a conhecê-la pessoalmente. Admirei-a de longe, como todo mundo. Recebi dela, certa vez, um bilhetinho que dizia: “Professor, será que vai receber meu voto sem nos conhecermos?” Foi no dia em que ela fez um “show” e doou a receita para ajudar a campanha eleitoral. Campanha quase sem recursos. Mas os que vieram, vieram assim, no embalo da generosidade.

    Eu não pude sequer ir ao “show”. Estava imerso no cotidiano da campanha, sei lá por onde neste São Paulo imenso. Enviei a Elis um livrinho de entrevistas à imprensa. E fiquei amargando, agora para sempre, a falta do abraço e do reconhecimento. Anos depois, conversamos pelo rádio. Fiz-lhe uma pergunta genérica sobre sua participação na vida política e recordei, envergonhado, minha dívida: faltava aquele abraço.

    Hoje dá tristeza. Elis Regina não se interessava por política no sentido banal. Era uma intérprete, como poucas, do sentimento que há nas ruas e em cada um de nós. Não sei se jamais fui “partidária”. Tinha, por certo, partido. Tomava partido. Em tudo: basta ouvir suas entrevistas. Sabia-se tímida, achava-se feia; era pequenina. E naquele peito, naquela voz, tremia muito sentimento. Das coisas fundamentais; das pessoais. No canto, não explodia revoltada contra a ordem injusta: não precisava. Bastava ser, como era, capaz do sentimento mais simples para, sem nada dizer, dizer tudo.

    Parece que morreu no desespero. Por não saber e por respeito, é melhor não conjecturar. Morreu triste. A morte é sempre triste. Tinha, possivelmente, um livro em aberto de ajustes de contas pessoais.

    Mas deixou esperança: um País que produziu, apesar de toda a canalhice que por aí reina, uma mulher capaz de ser mensagem, é mensagem captada por milhões de pessoas, sem nenhuma demagogia e de não precisar da retórica para que todos sentissem que ela era, era sim, parte da política verdadeira, dos que querem mudar tudo para que a tristeza não esteja sempre pontilhando o sucesso de cada um, não está perdido.

    Eu choro hoje pelo abraço que não dei. Choro pelo que de sofrimento há espalhado nestas ruas de São Paulo de adeus e quem venceu sem encontrar o sossego. Mas enxugo a lágrima na certeza de que o estofo deste tipo de artista é o arcabouço de um mundo que, a despeito de tudo, ainda será construído.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/morte-de-elis-regina-fez-fernando-henrique-cardoso-se-esquecer-da-politica.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/fernando-henrique-cardoso/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/04/elis-regina-canta-le-poesia-e-o-horoscopo-em-programa-de-radio-inedito-de-1967-ouca.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/poder/
    (4) https://ruf.folha.uol.com.br/2025/noticias/usp-mantem-1o-lugar-no-ranking-universitario-folha-e-ve-unicamp-cada-vez-mais-perto.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  33. Miguel José Teixeira

    (*) Integrantes do ParasiTário alto são, também, apenas “vaquinhas de presépio”!

    “Cacoete não republicano faz a crise”
    – Sendo papel do Senado aprovar indicação ao STF, em tese uma recusa não seria razão de conflito.
    – O hábito da sabatina apenas protocolar (*) fez da desaprovação uma derrota do presidente a ser evitada.
    (Dora Kramer, FSP, 01/12/25)

    Qual seria o tamanho, a durabilidade e os efeitos da presumida crise institucional caso o Senado recuse a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal?

    Não há resposta precisa, mas há suposições possíveis. A falta do elemento surpresa diminuiria a dimensão; com altos e baixos, o conflito duraria até a eleição do próximo Congresso e a consequência tanto pode ser o acirramento como o apaziguamento pragmático dos ânimos, a depender dos interesses em jogo.

    Olhando a cena friamente, não há derrotas nem vitórias. Executivo e Legislativo estão em situação de empate no qual nenhum dos dois tem razão em suas queixas sobre o papel de cada um nas respectivas escolhas.

    O Senado ficou contrariado com a indicação de Messias e o Planalto não gostou de o presidente da Câmara ter escolhido Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção.

    No caso de reprovação, uma coisa parece certa: o único a não ser indicado seria justamente o preferido do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sob pena de Lula (PT) transferir aos parlamentares a prerrogativa da indicação. Esta é reservada ao presidente da República, mas quem decide se o indicado vai ou não para o STF são os senadores.

    A regra é essa e, em tese, inclui a possibilidade de desaprovação do nome. Não sendo assim a toada da banda por obra de cacoete antirrepublicano, tal hipótese assume o feitio de crise. Quem sabe a passagem pela experiência não nos trouxesse um aprendizado tranquilizador?

    O presidente apenas escolheria outra pessoa. Com certeza Lula conhece muita gente preparada no mundo jurídico. Profissionais do direito que passariam brilhantemente por sabatinas acuradas, capazes de testar conhecimentos e habilidades.

    No universo do notório saber e reputação ilibada, há mulheres. A escolha de uma delas acrescentaria o dado da necessária representação de gênero, inibiria recusas e ainda ajudaria a colocar a análise dos senadores fora do campo das vantagens de ocasião.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/12/cacoete-nao-republicano-faz-a-crise.shtml)

  34. Miguel José Teixeira

    Matutando bem. . .

    ex presidiário, atual presidente,
    tem a janja que merece
    ou
    atual presidiário, ex presidente,
    tem a michele que merece!

    “Casos de família”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 01/12/25)

    Uma nova disputa dentro da família Bolsonaro ofereceu uma amostra da turbulenta reorganização pela qual esse nicho da direita (*) passará com a prisão definitiva do ex-presidente. Pouco mais de uma semana após o encarceramento de seu líder, o clã expôs em público uma briga por influência e pela definição de seus rumos políticos.

    O estopim da batalha foi uma sinalização de apoio de bolsonaristas a Ciro Gomes (PSDB) na eleição pelo governo do Ceará. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) reagiu às articulações, criticou as negociações e declarou apoio a outro nome (**), o senador Eduardo Girão (Novo).

    Os três filhos mais velhos do ex-presidente responderam à madrasta. Flávio Bolsonaro, por exemplo, defendeu as conversas com Ciro e chegou a dizer que Michelle se comportava de maneira “autoritária e constrangedora”.

    O bate-boca sugere que, além de disputar influência na direita com líderes do centrão, aliados de Bolsonaro terão problemas para permanecer unidos dentro de casa. Uma ala do grupo prefere uma abordagem pragmática, com a formação de alianças fora de seu círculo mais imediato, enquanto outra parte defende acordos apenas com uma direita alinhada ao bolsonarismo.

    A divergência vai impactar a escolha de candidatos e a construção de palanques nos estados em 2026 (***), mas também pode rachar o clã na definição da candidatura presidencial apoiada pela família.

    (*) “Plano do PL para contornar campanha sem Bolsonaro inclui boneco de papelão e IA”
    – Preso, ex-presidente não poderá cumprir diretamente o papel de cabo eleitoral.
    – Outras estrelas do partido, como Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, estarão envolvidas em suas próprias campanhas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/11/plano-do-pl-para-contornar-campanha-sem-bolsonaro-inclui-boneco-de-papelao-e-ia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (**) “Michelle Bolsonaro critica apoio a Ciro Gomes, contraria aliados e expõe racha na direita do Ceará.
    – Ex-primeira-dama declarou apoio ao senador Eduardo Girão (Novo).
    – Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro criticaram postura de Michelle.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/michelle-bolsonaro-critica-apoio-a-ciro-gomes-contraria-aliados-e-expoe-racha-na-direita-do-ceara.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (***) “Valdemar e Michelle defendem nomes do PL para vaga do Senado em SP; aliados trabalham por Salles”
    – Presidente do partido cita Rosana Valle, Marco Feliciano, Mello Araújo e Tomé Abduch.
    – Salles busca avançar em apoios no bolsonarismo e em reaproximação de Tarcísio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/valdemar-e-michelle-defendem-nomes-do-pl-para-vaga-do-senado-em-sp-aliados-trabalham-por-salles.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Eu, ParTicularmente, prefiro a micheque zero zero.
    Está, livre, leve & solta na PisTa!

    Já, a janja calamidade. . .
    viaja no Expresso 2222!

    📍 Mapa do poder
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.

    1 – A indefinição sobre o caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ) é o novo capítulo da prática da Câmara de fazer vista grossa em relação a bolsonaristas (*) que estão fora do Brasil para evitar processos e mantêm o mandato, como acontece com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos EUA desde março, e Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália e afastada do cargo pelo STF.
    (*) +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/camara-faz-vistas-grossas-e-preserva-ramagem-eduardo-bolsonaro-e-zambelli.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/11/eduardo-bolsonaro-atacou-prisao-domiciliarem-2018-nao-conseguem-nem-monitorar-as-tornozeleiras.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Alexandre de Moraes, do STF, determinou à Polícia Federal que elabore em 15 dias um laudo sobre a saúde de Augusto Heleno, condenado pela trama golpista. O ministro citou “informações contraditórias” sobre a condição do militar para decidir sobre o pedido de domiciliar. Ao ser preso, o militar relatou sofrer de Alzheimer desde 2018, mas a defesa afirmou que o diagnóstico ocorreu em 2025.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/moraes-determina-que-pf-produza-laudo-pericial-sobre-saude-de-heleno.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – O governo Lula (PT) enviou ao Congresso um projeto que reestrutura carreiras do serviço público em ministérios da Esplanada, com despesa estimada em R$ 4,2 bilhões em um ano —já prevista e incorporada nos gastos de pessoal do PLOA (Projeto da Lei Orçamentária Anual) de agosto. No total, a mudança atinge cerca de 200 mil servidores de diferentes carreiras, entre pessoas ativas e aposentadas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/governo-anuncia-reestruturacao-de-carreiras-publicas-com-despesa-estimada-em-r-42-bilhoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… O Ministério da Saúde anunciou que o Brasil eliminou a transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebê. Em 2024, a taxa de transmissão ficou abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças foi inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos. O número de mortes também caiu cerca de 13%, para 9.100 no último ano. Pela primeira vez em três décadas, foram menos de 10 mil mortes.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/12/brasil-elimina-transmissao-do-hiv-da-mae-para-o-bebe-e-reduz-taxa-de-mortalidade-diz-ministerio.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  35. Miguel José Teixeira

    SiTuDisch (2)

    Resumão do Gabriel Cariello, O Globo, 01/12/25

    DEPUTADOS EM FUGA

    A Câmara dos Deputados gastou cerca de R$ 460 mil em outubro com três parlamentares do PL que estão no exterior e têm pendências com a Justiça: Eduardo Bolsonaro (SP), que é réu no Supremo Tribunal Federal, Carla Zambelli (PL) e Alexandre Ramagem (RJ), ambos condenados. Mesmo sem presença física em Brasília, seus gabinetes seguem operando e gerando despesas. Na semana passada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu a votação de deputados fora do país.

    ► Eduardo e Zambelli já tiveram os salários cortados. Na semana passada, Ramagem também perdeu os vencimentos (**) em decisão da Câmara, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

    (TRPCE)

    (*) “Eduardo, Zambelli e Ramagem: Câmara gasta R$ 460 mil em um mês com deputados que fugiram do Brasil”
    – Gastos com cota parlmentar e custos de servidores de gabinete não sofreram restrições.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/01/eduardo-zambelli-e-ramagem-camara-gasta-r-460-mil-em-um-mes-com-deputados-que-fugiram-do-brasil.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) “Câmara bloqueia salário e cota parlamentar de Alexandre Ramagem após decisão do STF”
    – Deputado está foragido nos EUA, mas Casa ainda não deliberou sobre sua cassação.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/01/camara-bloqueia-salario-e-cota-parlamentar-de-alexandre-ramagem-apos-decisao-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  36. Miguel José Teixeira

    SiTuDisch (1)

    Resumão do Gabriel Cariello, O Globo, 01/12/25

    ATRITOS NA DIREITA
    Filhos de Jair Bolsonaro criticaram Michelle Bolsonaro (*) nas redes sociais por declarações contra a aproximação do PL com Ciro Gomes, durante discurso no Ceará. A reação pública expôs um racha na família, que envolve disputa pelo protagonismo político em meio à prisão do ex-presidente. O conflito se acentuou após uma piada (**) durante uma reunião do partido. Aliados do Centrão afirmam que a ex-primeira-dama cometeu um “erro gravíssimo”.

    (TRPCE)

    (*) “Fala de Michelle contra aliança do PL com Ciro Gomes irrita filhos de Bolsonaro e expõe racha público”
    – Entorno da ex-primeira-dama afirma que viagem foi feita a pedido de Jair Bolsonaro; Flávio, Eduardo e Carlos reagiram publicamente ao discurso.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/01/fala-de-michelle-contra-alianca-com-ciro-gomes-no-ceara-irrita-filhos-de-bolsonaro-e-expoe-racha-na-familia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) “Disputa por protagonismo e piadas sobre ‘imbrochável’: o que motivou racha de Michelle com filhos de Bolsonaro”
    – Conflito cresceu na última semana e contou com ação conjunta de filhos do ex-presidente para explodir crise na família.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/01/disputa-por-protagonismo-e-piadas-sobre-imbrochavel-o-que-motivou-racha-de-michelle-com-filhos-de-bolsonaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  37. Miguel José Teixeira

    Olhem para onde está indo parte do nosso suor diário! (2)

    “Uma boia para os Correios”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 01/12/25)

    O conselho de administração dos Correios aprovou o empréstimo de R$ 20 bilhões (1) para socorrer a companhia. O governo deve editar um decreto e uma portaria interministerial para permitir a concessão de uma garantia da União (2) para confirmar o financiamento.

    A condição é necessária para viabilizar uma operação deste tamanho para uma companhia estatal em dificuldades financeiras.

    Para diminuir o risco de prejuízo para os credores, o Tesouro Nacional — que é o fiador — honrará os pagamentos em caso de inadimplência.

    Como mostrou a Folha, essa será a primeira vez desde o governo Dilma Rousseff (PT) que a Fazenda abrirá uma exceção para conceder garantia a um empréstimo (3).

    💸 Quem vai emprestar?
    Um sindicato de cinco bancos: Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank, ABC Brasil e Safra, segundo pessoas a par do tema.

    O financiamento faz parte do plano de reestruturação (4) apresentado pela estatal, que inclui um programa de demissão voluntária, de pelo menos 10 mil empregados (5), venda de imóveis, renegociação de contratos e busca por novas fontes de receitas.

    Crise antiga.
    Após um período vacas gordas de 2017 até 2021 (6), com o auge na pandemia de Covid-19 e a expansão do comércio eletrônico, os Correios passaram a acumular prejuízos crescentes a partir de 2022.

    A instabilidade…
    …é financeira.

    A “taxa das blusinhas”, cobrança de impostos sobre encomendas internacionais de até US$ 50, desfalcou suas receitas. Além disso, a empresa vinha penando com a deterioração de suas operações e o descontrole sobre ações judiciais (7) que impactaram o caixa da companhia.

    … e crescente.

    A queda no faturamento fez os Correios atrasarem o pagamento dos fornecedores, e o impacto negativo na operação gerou insatisfação nos clientes e perda de contratos.

    Os números não mentem: no primeiro semestre do ano, o rombo da empresa ficou em R$ 4,37 bilhões, o triplo do prejuízo de R$ 1,35 bilhão observado em igual período de 2024.

    O prejuízo acumulado até setembro de 2025 é de R$ 6,1 bilhões (8), e os efeitos da crise devem ser sentidos até o ano que vem (9).

    Privatizar ou não…
    Com a crise instaurada, há quem defenda que a estatal deveria ser vendida.
    Seria a solução?

    👍 SIM
    Modelo de negócio está esgotado
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/10/os-correios-devem-ser-privatizados-sim.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    👎 NÃO
    Serviço postal é dever constitucional
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/10/os-correios-devem-ser-privatizados-nao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (TRPCE)

    (1) “Garantia da União viabiliza empréstimo de R$ 20 bi com bancos aprovado pelo Conselho dos Correios”
    – Segundo interlocutores, Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank, ABC Brasil e Safra apresentaram proposta.
    – Ato do Executivo dará respaldo legal à decisão da União de ser fiadora da operação.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/correios-aprovam-emprestimo-de-r-20-bi-a-ser-contratado-com-cinco-bancos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Correios avisam ao governo que podem precisar de socorro da União”
    – Fazenda indicou que não há espaço no Orçamento para acomodar repasse, mas técnicos reconhecem que medida pode se tornar inevitável.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/correios-avisam-ao-governo-que-podem-precisar-de-dinheiro-para-evitar-furo-no-caixa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “Tesouro deve abrir exceção já usada no governo Dilma para ser fiador de empréstimo aos Correios”
    – Empresa não teria capacidade de pagamento suficiente para se credenciar à salvaguarda da União.
    – Correios precisam de R$ 20 bi até 2026, e governo articula empréstimo com BB, Caixa e bancos privados.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/10/tesouro-deve-abrir-excecao-para-ser-fiador-de-emprestimo-aos-correios.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Correios confirmam empréstimo de R$ 20 bi, anunciam PDV e projetam lucro só em 2027”
    – Em primeira entrevista no cargo, Emmanoel Rondon diz que foco são medidas estruturantes.
    – Segundo ele, novo crédito é uma ‘ponte’ para a nova situação da empresa no futuro.

    (5) “Correios querem desligar pelo menos 10 mil empregados em novo PDV”
    – Programa terá duas etapas, uma delas com metas específicas por área ou unidades a serem reduzidas.
    – Ajuste nas contas da empresa é ponto central para sustentar concessão de empréstimo de R$ 20 bi.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/correios-querem-desligar-pelo-menos-10-mil-empregados-em-novo-pdv.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (6) https://www1.folha.uol.com.br/webstories/economia/2025/10/entenda-a-crise-dos-correios/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (7) “Derrocada dos Correios teve perda de receitas, alta de gastos e descontrole sobre ações judiciais”
    – Empréstimo de R$ 20 bi, revelado pela Folha, virou saída de emergência para crise da estatal.
    – Dinheiro vai cobrir obrigações com fornecedores, prejuízos mensais e fatura de precatórios.
    (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/10/derrocada-dos-correios-teve-perda-de-receitas-alta-de-gastos-e-descontrole-sobre-acoes-judiciais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (8) “Correios acumulam prejuízo de R$ 6 bi no ano até setembro”
    – Empresa diz que resultado é explicado por queda nas receitas e alta em gastos operacionais.
    – Estatal negocia empréstimo de R$ 20 bilhões para bancar seu plano de reestruturação.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/correios-acumulam-prejuizo-de-r-6-bi-no-ano-ate-setembro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (9) “Situação dos Correios pode ter impacto ainda maior nas contas em 2026, diz número 2 da Fazenda”
    – Dario Durigan diz que compensação virá com congelamento de gastos ou resultado de outras estatais.
    – Governo pediu R$ 2,6 bi em dividendos extras da Emgea para fechar as contas em 2025.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/situacao-dos-correios-pode-ter-impacto-ainda-maior-nas-contas-em-2026-diz-numero-2-da-fazenda.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  38. Miguel José Teixeira

    “O interminável (graças a Deus!) baú dos Beatles”
    – Contra azia, má digestão, pauta-bomba do centrão, use “Antologia”, o documentário com cenas e sons inéditos do grupo.
    (Por Joaquim Ferreira dos Santos, O Globo, 01/12/25)
    . . .
    “O documentário “Antologia”, disponível no Disney+, traz cenas e sons inéditos dos Beatles, proporcionando um bálsamo contra as mazelas cotidianas. Com imagens restauradas e um capítulo inédito, a obra revive a magia da banda que, há 60 anos, transforma vidas com sua música. Destacam-se momentos como Paul McCartney compondo “Helter Skelter” e a história por trás de “Blackbird”. O legado dos Beatles, sempre inovador e inspirador, reafirma que “o amor é tudo que você precisa”.” (Irineu)
    . . .+em: https://oglobo.globo.com/cultura/joaquim-ferreira-dos-santos/coluna/2025/12/o-interminavel-gracas-a-deus-bau-dos-beatles.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Beatles:
    https://www.youtube.com/watch?v=iO3bnzK-9hs

  39. Miguel José Teixeira

    “A lei é definitiva, até mudar”
    – O arranjo é conhecido há décadas: o vencimento básico fica abaixo do teto, mas aí se somam os penduricalhos.
    (Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 01/12/25)
    . . .
    “Estudo revela que 1,34% dos servidores públicos no Brasil recebem acima do teto constitucional de R$ 46.336,19, principalmente juízes. Apesar de parecer um problema moral, o impacto econômico é significativo, com gastos chegando a R$ 20 bilhões. Reformas administrativas são discutidas, mas esbarram no poder de persuasão dos beneficiários. A situação lembra renegociações de dívidas estaduais, sugerindo flexibilidade nas regras.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/carlos-alberto-sardenberg/coluna/2025/12/a-lei-e-definitiva-ate-mudar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  40. Miguel José Teixeira

    O perigo mora ao lado!

    “Além da guerra: Plano para ceder territórios ucranianos à Rússia dá força a discursos expansionistas”
    – Reconhecimento de áreas invadidas, considerado inegociável pela Rússia, pode abrir caminho para novas crises e intimidação por parte de potências militares e econômicas.
    (Por Filipe Barini, O Globo, 01/12/25)
    . . .
    “O plano de paz dos EUA para a guerra na Ucrânia, que sugere ceder territórios ucranianos à Rússia, está gerando preocupações sobre a expansão de discursos expansionistas. A proposta inclui o reconhecimento do Donbass e da Crimeia como parte da Rússia, o que pode incentivar novas crises e desafiar normas internacionais estabelecidas. Especialistas criticam a ideia, que pode reavivar pretensões territoriais e enfraquecer o direito internacional.” (irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/12/01/alem-da-guerra-plano-para-ceder-territorios-ucranianos-a-russia-da-forca-a-discursos-expansionistas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  41. Miguel José Teixeira

    Olhem para onde está indo parte do nosso suor diário!

    “Saiba por que o empréstimo para socorrer os Correios pode sair mesmo com custo alto”
    – Após Conselho da estatal aprovar operação com grupo de bancos, decreto pode permitir aval do Tesouro, mas analistas apontam dúvidas sobre juros, transparência e ímpeto necessário para reestruturação da estatal.
    (Por patrick Camporez e Mayra Castro — Brasília e Rio, O Globo, 01/12/25)
    . . .
    “Os Correios estão próximos de obter um empréstimo emergencial de R$ 20 bilhões de um grupo de bancos, com a União como avalista e aval do Tesouro. Apesar da aprovação inicial, analistas expressam preocupações sobre os altos custos e a transparência do processo. A taxa de juros pode chegar a 136% do CDI, superando o teto usual do Tesouro. A medida visa evitar a falência, mas demanda reestruturação e transparência.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/11/30/emprestimo-dos-correios-pode-sair-mesmo-com-custo-elevado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  42. Miguel José Teixeira

    . . .”pra você comprá uma TeVê maió pra assisti a copa!”. . .

    “Fila do INSS só faz crescer enquanto órgão e ministério travam disputa”
    – Ministro Wolney Queiroz e presidente do instituto, Gilberto Waller, estão na linha de confronto. Desavenças remontam a meados do ano.
    (Por Geralda Doca e Bruna Lessa — Brasília, O Globo, 01/12/25)
    . . .
    “Em meio a um novo recorde de 2,8 milhões de pedidos na fila do INSS, uma disputa interna agrava a crise na Previdência. O ministro Wolney Queiroz e o presidente do INSS, Gilberto Waller, estão em confronto, enquanto desavenças sobre nomeações e gestão emergem. A automação na análise de pedidos se mostra insuficiente, e a falta de servidores intensifica os atrasos, pressionando ainda mais o sistema.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/01/fila-do-inss-so-faz-crescer-enquanto-orgao-e-ministerio-travam-disputa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  43. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (024)

    “Luis Fernando Verissimo criticou a censura à nudez no cinema”
    – ‘Tudo é preferível a essas bolinhas pretas’, escreveu o cronista sobre a censura da época.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    A censura brasileira chegou à “apoteose do ridículo” quando liberou “Laranja Mecânica” (1), de Stanley Kubrick, sem cortes, mas com bolinhas pretas (2) tapando a nudez dos atores. Luis Fernando Verissimo (3) escreveu sobre o caso em crônica publicada na Folha, em 1982.

    O escritor gaúcho imaginou os retocadores no laboratório, numa corrida contra a data de lançamento, obrigados a “caprichar na bolinha” e “acertar sempre no alvo”.

    “‘Você deixou passar um. Ou uma, no caso’, dizia um. ‘Deixa ver. Mas isso não é’, respondia outro. ‘Como, não é? Claro que é.’ ‘Tem certeza?’ ‘Eu conheço uma parte pudenda quando vejo, meu caro. Bolinha nela’.”

    Verissimo acreditava que “foi o fracasso das bolinhas pretas que determinou a liberação da censura” (4). Depois, a censura passou a classificar filmes com justificativas: “Cenas de sexo explícito”, “Linguagem sugestiva”, “Violência moderada”.

    O escritor imaginou como seriam os certificados de obras clássicas. “Cinderela” teria “cenas de revolta social e fetichismo com pé”. “Branca de Neve e os Sete Anões”: “sugestão de sexo grupal, morbidez, necrofilia”. A Bíblia: “incesto, parricídio, matricídio, fratricídio, infanticídio, genocídio, sodomia, onanismo, adultério, messianismo”. “Tom e Jerry”: “cenas de nudez, cenas de violência e extrema tensão”.

    “Mas, enfim, tudo é preferível às bolinhas pretas”, concluiu.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Censura (9/1/1982)

    A censura de cinema chegou a uma espécie de apoteose do ridículo no Brasil quando liberou, finalmente, o filme “A Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick sem cortes mas com bolinhas. Sim, nas cenas de nu, ou de nus, bolinhas pretas tapavam as partes pudendas. O pudonor nacional foi resguardado, mas ali, ali. Não fizeram um bom trabalho.
    Posso imaginar os retocadores do filme no laboratório, numa corrida contra a data do lançamento. Obrigados não apenas a caprichar na bolinha como a acertar sempre no, digamos assim, alvo.

    “Você deixou passar um. Ou uma, no caso.”
    “Deixa ver. Mas isso não é.”
    “Como, não é? Claro que é.”
    “Tem certeza?”
    “Eu conheço uma parte pudenda quando vejo, meu caro. Bolinha nela.”

    E havia a questão do movimento. Muitas vezes, no filme, as partes pudendas não ficavam num lugar só. Tinham que acompanhar a ação dramática e locomoviam-se. A bolinha preta era obrigada a correr atrás e muitas vezes não chegava a tempo. Por alguns segundos uma parte pudenda ficava assim como o Júnior quando avança, sem cobertura e a moral da Nação desguarnecida. Tenho a impressão que foi o fracasso das bolinhas pretas que determinou a liberação da censura.

    Houve uma espécie de catarse pelo absurdo. Hoje todo o Brasil pode ver os filmes que o filho do ministro vê. A censura limita-se a classificar o filme para esta ou aquela faixa de idade. Mas não tem como escapar do ridículo. Também dá a justificativa para a classificação e a justificativa vai impressa no certificado de censura e é usada na propaganda do filme. Por exemplo:

    Cenas de sexo.
    Cenas de sexo explícito.
    Linguagem sugestiva.
    Cenas de tensão.
    Violência moderada.
    Etc.

    As frases não só estragam um pouco a expectativa do espectador — como aqueles famosos títulos de filmes em Portugal, que revelavam o final, “Foi o Mordomo”, ou “Morrem Todos Menos o Petiz” — como ficam cada vez mais minuciosas. Em breve teremos no certificado descrições detalhadas do que nos espera e do que ocasionou a censura.

    Tensão moderada, linguagem chula e olhares ambíguos.Sugestão de homossexualismo, bestialismo moderado, referências ao modelo econômico.Glutonismo nojento, sexo moderado passando a explícito, possível alusão a rufianismo oficial.Tensão insignificante e risível, dois palavrões, esguicho de sangue no fim.Orgia, com anões besuntados, cenas de descarga aberta, indução ao cinismo.

    Pode-se imaginar o que diriam os certificados de censura de algumas obras famosas.

    “Cinderela”: cenas de revolta social e fetichismo com pé.
    “A Paixão de Cristo”: cenas de violência e inconformismo político etc.
    “Os Irmãos Karamazov”: cenas de epilepsia explícita, parricídio moderado.
    “Pinóquio”: simbolismo lúbrico.
    “Oliver Twist”: cenas de insubmissão, indução ao crime, antissemitismo.
    “Branca de Neve e os Sete Anões”: cenas de desagregação familiar, violência, tensão moderada, sugestão de sexo grupal, morbidez, necrofilia.
    Novo Dicionário da Língua Portuguesa: linguagem chula.
    A Bíblia: cenas de sexo, cenas de violência, cenas de tensão, incesto, crítica de costumes, luta de classes, parricídio, matricídio, fratricídio, infanticídio, genocídio, idolatria, indução à subversão, linguagem sugestiva, sodomia, onanismo, adultério, ocultismo, tortura, curandeirismo, prevaricação, latrocínio, indução à vadiagem, messianismo.
    “Tom e Jerry”: cenas de nudez, cenas de violência e extrema tensão.
    “O Minotauro”: sugestão de bestialismo.
    “Chapeuzinho Vermelho”: cenas de violência, cenas de tensão, travestismo.

    Mas, enfim, tudo é preferível às bolinhas pretas.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/luis-fernando-verissimo-criticou-a-censura-a-nudez-no-cinema.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/10/laranja-mecanica-foi-o-livro-mais-censurado-em-escolas-nos-eua-no-ultimo-ano.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2018/12/a-censura-nao-falha.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/08/morre-o-autor-luis-fernando-verissimo-cronista-que-uniu-geracoes-de-leitores-aos-88.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/11/estudo-revela-que-90-dos-docentes-sofreram-presenciaram-ou-souberam-de-perseguicao-e-censura.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  44. Miguel José Teixeira

    “Democracia parece valor secundário para parte da elite política brasileira”
    – Punição a golpistas convive com um eleitorado disposto a flexibilizar a defesa da democracia e aceitar desvios autoritários.
    – Racionalidade semelhante orienta setores da elite política de oposição ao governo Lula, ainda que não necessariamente bolsonaristas.
    (Lara Mesquita, FSP, 30/11/25)

    A recente condenação e prisão de um ex-presidente e de militares de alta patente (1) por planejarem e tentarem derrubar o regime democrático brasileiro deveria revigorar nossas esperanças na resiliência da democracia.

    Ainda assim, esse tipo de evidência judicial e institucional precisa ser interpretado com cautela, pois pesquisas mostram que eleitores podem relativizar princípios democráticos (2) quando outros valores pesam mais.

    Pesquisas de opinião reforçam essa impressão. Levantamento do Datafolha realizado a pedido da OAB mostra que 74% dos entrevistados afirmaram que a democracia é sempre melhor (3) que qualquer forma de governo, sugerindo um consenso normativo em torno da democracia.

    Estudo do INCT ReDem, da Universidade Federal do Paraná, publicado em maio, aponta que, apesar do imenso apoio à democracia, apenas 38% dos brasileiros se diziam satisfeitos ou muito satisfeitos com seu funcionamento.

    Há, portanto, uma dissociação entre apoio abstrato ao regime e avaliação concreta de seu desempenho.

    O professor de Yale Milan Svolik e coautores, em artigo publicado no Journal of Democracy, realizaram experimentos em sete países europeus para testar a disposição dos cidadãos em punir políticos que minam a democracia.

    Encontraram que eleitores de direita e eleitores pouco interessados em política aceitam votar em candidatos que violam princípios democráticos (4) quando possuem outras prioridades políticas, como temas ligados à imigração ou à preservação da família tradicional.

    Parte da elite política brasileira, especialmente aquela que pressiona (5) pela anistia de Jair Bolsonaro e seus aliados, parece ter identificado posição semelhante nos eleitores brasileiros.

    Só assim, por exemplo, podemos entender por que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defende de forma tão enfática a concessão de anistia ao ex-presidente.

    Tarcísio parece acreditar que essa posição não resultará em perda de votos em 2026, pois avalia que seu eleitorado atribui valores ao atual governo que ferem mais seus interesses do que a restrição de liberdades civis que resultaria de um rompimento democrático.

    Racionalidade semelhante orienta setores da elite política de oposição ao governo Lula, ainda que não necessariamente bolsonaristas.

    Para esse grupo, a defesa de valores que falam aos seus eleitores pode mitigar críticas a outras ações, inclusive práticas fisiologistas e de interesse próprio, como evidenciado na expressiva votação da PEC da blindagem na Câmara dos Deputados (6).

    A questão que fica é qual será a capacidade da democracia brasileira de seguir resiliente a ataques no médio e longo prazo.

    O apoio declarado à democracia não impede que, diante de conflitos de valores ou interesses, cidadãos e líderes políticos deixem de sancionar comportamentos antidemocráticos, o que representa um risco real para o futuro da democracia.

    A resiliência institucional depende não apenas de decisões judiciais e regras formais, mas também da disposição de eleitores e elites de priorizarem a integridade democrática.

    E, diante desse quadro, a pergunta inevitável é: estaremos preparados para defender a democracia quando o próximo teste chegar?

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lara-mesquita/2025/11/democracia-parece-valor-secundario-para-parte-da-elite-politica-brasileira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/11/moraes-oficializa-condenacao-definitiva-de-bolsonaro-e-abre-caminho-para-cumprimento-de-pena.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/11/video-da-tornozeleira-expoe-dissonancia-cognitiva-de-apoiadores-de-bolsonaro.shtml
    (3) https://datafolha.folha.uol.com.br/opiniao-e-sociedade/2025/08/74-consideram-democracia-a-melhor-forma-de-governo.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2019/11/por-que-a-polarizacao-favorece-populistas.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/11/governadores-cotados-ao-planalto-prometem-anistia-a-bolsonaro-de-olho-em-transferencia-de-votos.shtml
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/09/pec-da-blindagem-cria-conflito-no-congresso-fragiliza-motta-e-causa-ceticismo-sobre-anistia.shtml

  45. Miguel José Teixeira

    “Soluções que aproximam”?

    “Correios entregam Lula”
    – Lulistas entram no modo de defesa no momento em que o país volta a se concentrar na ameaça econômica após a prisão de Bolsonaro.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 30/11/25)

    Os lulistas mal podem curtir em sua plenitude a prisão de Jair Bolsonaro. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) definha a olhos vistos e entrega, em todo o território nacional, que o governo Lula é incompetente e irresponsável.

    É uma situação paradoxal para os petistas: seu maior adversário está vencido no cárcere, e os herdeiros familiares e eleitorais se atrapalham com o futuro. Mas Bolsonaro era também o maior trunfo do PT. Agora que passou a ameaça golpista, o país se concentra na ameaça econômica.

    Lula optou por manter os Correios vivos como um símbolo da necessidade do Estado. E os Correios acabaram virando um símbolo da incompetência estatal.

    Obviamente que é mais complicado do que isso — Bolsonaro preparava a estatal para a privatização, e os petistas compraram a onerosa briga de resgatá-la ao optar por mudar o planos —, mas quem com narrativa fere com narrativa será ferido.

    Defesa
    Os apagadores de incêndio governistas apelam, agora, para a existência estratégica dos Correios, que parece justificar até desvios e erros crassos na administração da estatal, que levaram a um rombo bilionário e podem resultar até em uma nova taxa para os brasileiros.

    Os economistas que ousam dizer o óbvio sobre a situação da empresa púlbica são escrachados nas redes sociais, num expediente de assassinato de reputação que os petistas inauguraram e utilizam, agora, com o aperfeiçoamento feito pelos bolsonaristas.

    Os lulistas se fazem de besta e ressuscitam a ladainha do perigo neoliberal, mas não era Lula que defendia até outro dia o livre comércio, para enfrentar parado, sem se mover, o tarifaço de Donald Trump? Haja narrativa.

    Derrotas
    É comovente — e também irônico e trágico — ver os articulistas governistas se esforçando para defender o governo em todas as frentes, ao acusar, por exemplo, o Congresso Nacional de prejudicar o meio ambiente por ter derrubado vetos de Lula à lei do licenciamento ambiental, endossando o discurso petista do “Congresso inimigo do povo”.

    O próprio governo Lula não consegue fazer frente às rígidas e burocráticas normas ambientais brasileiras, como ocorreu na COP30, uma cúpula de alegada defesa do meio ambiente que não conseguiu sequer cumprir com as normas do país, e queimou diesel à vontade em geradores.

    Enquanto os petistas entram no modo de defesa e tentam pintar Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou qualquer outra alternativa a Bolsonaro como parte da “extrema direita”, os bolsonaristas empurram todo mundo que não tem o sobrenome Bolsonaro para a esquerda ou o centro.

    Lulistas e bolsonaristas vão se retroalimentar, está evidente, na expectativa de permanecerem vivos, ainda que percam a próxima eleição. Os brasileiros estão livres para participar desse jogo, só não podem fingir — e não vão convencer ninguém de — que pensam no melhor para o país ao fazê-lo.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/correios-entregam-lula/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_3011&utm_source=RD+Station)

  46. Miguel José Teixeira

    “Entrevista: presidente do Ibama vê ‘risco de guerra de flexibilizações’ entre estados após derrubada de vetos de Lula”
    – Rodrigo Agostinho aponta cenário de insegurança jurídica como consequência do novo licenciamento ambiental e nega que a mudança traria mais agilidade ao processo
    (Por Lucas Altino e Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, alerta para uma “guerra de flexibilizações” entre estados após a derrubada de vetos de Lula sobre licenciamento ambiental. Ele teme insegurança jurídica e precarização dos licenciamentos, com impactos no desmatamento. Embora projetos de alto impacto ainda passem pelo Ibama, a autonomia local pode levar a concessões facilitadas, prejudicando compromissos ambientais do Brasil.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/noticia/2025/11/30/entrevista-presidente-do-ibama-ve-risco-de-guerra-de-flexibilizacoes-entre-estados-apos-derrubada-de-vetos-de-lula.ghtml

  47. Miguel José Teixeira

    E. . .
    não é que os “caça-palavras”
    lhes dado pelo imprescindível
    vereador de BalCam,
    tiveram utilidade?

    “Livro de autoajuda, choro e quentinhas: os bastidores da primeira semana de Bolsonaro na prisão”
    – Ex-presidente soube na PF que detenção passaria de preventiva para definitiva com o término do processo da trama golpista.
    (Por Luísa Marzullo — Brasília, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “Na primeira semana de prisão, Jair Bolsonaro enfrenta o isolamento na Superintendência da PF em Brasília, onde tenta manter rotina com TV e palavras cruzadas, levadas por seu filho, Jair Renan. O ex-presidente chorou ao saber que sua prisão tornou-se definitiva. A família organiza uma operação para lidar com a detenção, trazendo comidas e passatempos. A segurança no local foi reforçada, e as visitas são restritas a familiares e advogados.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/livro-de-autoajuda-choro-e-quentinhas-os-bastidores-da-primeira-semana-de-bolsonaro-na-prisao.ghtml

    Sugiro ao mito de barro
    a leitura das obras de
    Homero e Hesíodo. . .

  48. Miguel José Teixeira

    “Do uso à regulação, especialistas debatem como governos devem lidar com Inteligência Artificial”
    – Pesquisadores se dividem sobre tecnologia na comunicação institucional e veem espaço tanto para ampliar mensagens quanto para distorções na esfera pública.
    (Por Rafaela Gama — Rio de Janeiro, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “Especialistas discutem o uso da inteligência artificial (IA) na comunicação institucional dos governos, destacando seu potencial para ampliar mensagens oficiais, mas também alertando para riscos de distorções e falta de regulação. A IA tem sido usada em campanhas políticas no Brasil, como as de Lula e outros governadores, para promover propostas e alcançar maior público. No entanto, há preocupação com a ética e veracidade (*) das informações geradas. A discussão sobre a regulamentação da IA ainda está em andamento no Brasil, enquanto exemplos internacionais mostram diferentes abordagens sobre o tema.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/do-uso-a-regulacao-especialistas-debatem-como-governos-devem-lidar-com-inteligencia-artificial.ghtml

    (*) Por isso, tenho replicado os artigos gerados pela Jornalista Leitão, a mirIAm. . .

  49. Miguel José Teixeira

    “Aliados de caciques do Centrão entram na mira da PF por fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro; veja quais”
    – Pessoas ligadas a Ciro Nogueira, Rueda e Elmar Nascimento são investigadas por fraude fiscal, corrupção e lavagem.
    (Por Patrik Camporez e Sarah Teófilo — Brasília, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “Aliados de caciques do Centrão, como Ciro Nogueira, Rueda e Elmar Nascimento, são alvos de investigações por fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro, com foco em um suposto esquema bilionário no setor de combustíveis. Operações recentes da PF incluem buscas e apreensões e prendem figuras ligadas a esses políticos, destacando a tensão política e judicial envolvendo o grupo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/aliados-de-caciques-do-centrao-entram-na-mira-da-pf-por-fraude-fiscal-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro-veja-quais.ghtml

    Se gritar pega ladrão. . .

  50. Miguel José Teixeira

    “‘Cansaço da polarização está levando o jovem ao centro’, diz Felipe Nunes, que lança livro ‘Brasil no Espelho'”
    – Diretor da Quaest apresenta pesquisa que revela um brasileiro mais individualista, o que influencia na forma de avaliar a política, e cansaço dos jovens com a polarização.
    (Por Caio Sartori — Rio de Janeiro, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “Em “Brasil no Espelho” (*), o cientista político Felipe Nunes analisa o cansaço dos jovens com a polarização política e revela uma tendência ao centro. A pesquisa, com quase 10 mil entrevistas, destaca um Brasil individualista e conservador, onde a insegurança permeia gerações. Nunes divide os brasileiros em quatro gerações, mostrando mudanças sociais e culturais, e discute o impacto disso nas eleições de 2026.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/cansaco-da-polarizacao-esta-levando-o-jovem-ao-centro-diz-felipe-nunes-que-lanca-livro-brasil-no-espelho.ghtml

    (*) https://www.amazon.com.br/Brasil-espelho-guia-entender-brasileiros/dp/6559873080

  51. Miguel José Teixeira

    “Divergências no clã Bolsonaro refletem na disputa ao Senado em 2026”
    – Michelle tem usado o PL Mulher para lançar aliadas em estados como SC, CE e DF, contrariando filhos de Bolsonaro.
    (Por Bernardo Mello — Rio de Janeiro, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “A prisão de Jair Bolsonaro exacerbou divergências dentro do clã, especialmente entre Michelle e seus enteados, complicando alianças para o Senado em 2026. Michelle usa o PL Mulher para lançar aliadas em SC, CE e DF, desafiando os planos dos filhos de Bolsonaro, que apoiam Carlos Bolsonaro ao Senado. Essa dinâmica influencia a sucessão política, com Michelle e Flávio disputando a preferência do ex-presidente para compor uma chapa presidencial.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/divergencias-no-cla-bolsonaro-refletem-na-disputa-ao-senado-em-2026.ghtml

  52. Miguel José Teixeira

    “De Bolsonaro a Heleno, militares condenados por golpe enfrentarão julgamento no STM, que jamais tirou patente de altos oficiais”
    – Dos 15 ministros da Corte, cinco foram indicados por Bolsonaro; alguns deles também trabalharam com oficiais que agora deverão julgar.
    (Por Eduardo Gonçalves e Dimitrius Dantas — Brasília, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “O Superior Tribunal Militar (STM) julgará a perda de patentes de Jair Bolsonaro e outros quatro ex-militares do governo, condenados por tentativa de golpe. Esta será a primeira vez que o STM avaliará tais atos, num tribunal historicamente leniente com crimes contra civis. Dos 15 ministros, cinco foram indicados por Bolsonaro, gerando questionamentos sobre imparcialidade. O julgamento pode mudar a percepção pública sobre a Justiça Militar.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/de-bolsonaro-a-heleno-militares-condenados-por-golpe-enfrentarao-julgamento-no-stm-que-jamais-tirou-patente-de-altos-oficiais.ghtml

  53. Miguel José Teixeira

    “O Congresso não derrotou o governo (*). Derrotou o país”
    – Na semana em que o Brasil puniu golpistas pela primeira vez, parlamentares impõem um retrocessos brutal, com ameaças ao meio ambiente.
    (Por Míriam Leitão, O Globo, 30/11/25)
    . . .
    “Na mesma semana em que o Brasil fez história ao punir golpistas, o Congresso aprovou medidas que ameaçam o meio ambiente e o patrimônio histórico, desafiando o governo e o país. A derrubada de vetos presidenciais representa um retrocesso nas leis ambientais, favorecendo interesses do agronegócio e empreiteiros. Essa ação premeditada põe em risco a proteção ambiental e cultural do Brasil.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/coluna/2025/11/o-congresso-nao-derrotou-o-governo-derrotou-o-pais.ghtml

    (*) que há muito vem derrotando a Nação!

  54. Miguel José Teixeira

    EsbanJANJAndo aLULAdamente!

    “Arcabouço fiscal de Lula perde relevância diante do forte aumento da dívida pública”
    – Série de despesas fora da regra mina credibilidade de dispositivo de controle das contas.
    – Déficit total tem salto no atual governo; Fazenda diz que problema principal é a conta de juros.
    (Fernando Canzian, FSP, 29/11/25)

    A necessidade de financiamento do setor público (NFSP) do governo federal, diferença entre as receitas e o total da despesa pública, aumentou de 4,5% do PIB em 2022 para 5,7% no final de 2024. Até setembro deste ano, ela alcançava 8,2% do PIB (Produto Interno Bruto).

    Diferentemente do arcabouço fiscal, que exclui a despesa com juros para rolar a dívida federal e as exceções bilionárias para novos gastos que o governo Lula (PT) tem retirado de sua própria regra fiscal, a NFSP (ou resultado nominal), reflete de forma clara o quanto o governo é deficitário.

    Alguns economistas e participantes do mercado têm deixado de prestar atenção nos números e previsões do governo relativos ao arcabouço por não refletirem o verdadeiro estado das contas públicas.

    Afinal, os resultados negativos acabam incorporados à dívida pública, principal indicador de solvência de um país quando seu valor é comparado ao PIB. Desde o início de 2023, a dívida bruta brasileira aumentou quase seis pontos, encostando em R$ 10 trilhões –a estimativa é que possa crescer quase nove pontos durante Lula 3.
    . . .
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/arcabouco-fiscal-de-lula-perde-relevancia-diante-do-forte-aumento-da-divida-publica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha

  55. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (023)

    “Janio de Freitas criticou liberdade do capitão que levou bomba ao Riocentro”
    – ‘Teu nome é algo tão preservado em nossa memória’, escreveu o jornalista nos anos 1980.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    O capitão Wilson Luís Chaves Machado (1) passeava livre pelas ruas do Rio (2), seis meses depois que uma bomba explodiu em seu colo dentro de um carro, no estacionamento do Riocentro (3). No espaço de convenções, 20 mil pessoas assistiam a um show comemorativo do Dia do Trabalho com artistas da MPB.

    A bomba que ele e o sargento Guilherme Pereira do Rosário levavam para explodir no evento detonou antes da hora. O sargento morreu. O capitão sobreviveu.

    Janio de Freitas (4) escreveu sobre o caso em crônica publicada na Folha em 1981. Com ironia, chamou-o de “herói” do começo ao fim.

    “Não é em meu nome, herói, que saúdo a tua nova e feliz liberdade”, disse o jornalista. O capitão ia para a reserva remunerada, “aposentadoria limpa” antes de chegar ao generalato. E o povo continuaria trabalhando para sustentá-lo.

    A mesma gente que ia ao Riocentro “para ouvir canções que falam de liberdade, de amor entre as pessoas e de outras coisas que desconheces porque só te ensinaram a ficar à espreita nos estacionamentos, a lidar com armas e bombas”.

    Janio contrapôs o capitão a Mário Pedrosa (5), crítico de arte e intelectual que morreu naquele mesmo ano. “De armas só conheceu aquelas de policiais ou militares que o perseguiram. Em cujo enterro não houve salvas de fuzil, porque ele foi na vida aquilo que os homens de tua formação mais abominam: um pensador.”

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (6), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Do herói ao anti-herói (11/11/1981)

    Não é em meu nome, herói, que saúdo a tua nova e feliz liberdade. Faço-o por todos aqueles que, nestes dias, têm passado por ti e não te veem senão como mais um deles, também vulgar, também anônimo. Desculpa-os, eles não fazem por mal. Não digo que entre eles não haja um ou outro perdidamente distraído pelas gentilezas anatômicas de uma escultura morena que desliza na calçada —essa, afinal, é a última promessa otimista disponível no mercado. Mas a maioria de nossa gente, herói, anda muito preocupada e muito aturdida com os bem-sucedidos esforços do governo em fazer-nos infelizes e tristes, como se não bastasse a desgraça de nascer brasileiro sem herança. Além do mais, não temos o hábito de conviver com heróis, embora deles necessitemos tanto que os inventamos, à falta de melhores e mais autênticos, ao simples acaso de um gol.

    Não leva a mal, herói, que não te reconheçam nos livres passeios ao ar livre que voltas a dar, no gozo desta esplêndida liberdade que recuperas agora, após seis meses de dor. Não te reconhecem, mas não te ignoram nem te esquecem. Teu nome é algo tão preservado em nossa memória, capitão Wilson Luís Chaves Machado, que nos ocorre à mera menção de nomes tão ingênuos quanto Puma ou Riocentro, para não falarmos de certas instituições que se aplicaram em confundir-se com tua própria história.

    Consta que estão te destinando à reserva remunerada, aliás, muito bem remunerada. Ou seja, à aposentadoria limpa prevista antes de chegares ao generalato, à chefia do SNI ou ao Ministério, e quem sabe mesmo, por uma espécie de ordem natural da brasilidade, ao posto ainda mais alto. Não importa: pelo que se vê de tua recuperação física, em que apenas uma pequena queimadura se revela no bração desinibidamente exposto pela elegante camisa de mangas curtas, sempre poderás voltar a dirigir um “Puma”, o Riocentro continua lá mesmo e o povo, se lá não estiver, sempre estará ao teu alcance nos estádios, nos desfiles, no Carnaval. E se acaso aí não estiver, espera-o um pouco, porque estará trabalhando para pagar-te o soldo da reforma tranquila, como te pagou os cursos em que aprendeste a usar armas e bombas, pagou-te o tratamento e te sustenta a vida e a família.

    Passeia livre e à vontade, capitão Wilson, por esta pracinha algo melancólica da Tijuca, e penetra mais nos subúrbios e visita a Zona Sul, passeia livre e à vontade para que possas ver, pela amostra carioca, esta gente generosa que trabalhará para sustentar-te. E que às vezes, para recompor-se, vai a lugares como o Riocentro para ouvir canções que falam de liberdade, de amor entre as pessoas e de outras coisas que desconheces porque só te ensinaram a ficar à espreita nos estacionamentos, a lidar com armas e bombas, a extrair a fogo respostas ou vidas. Indiferentemente.

    Não te falo em meu nome, já te disse. Mas não é por preconceito ou rancor, capitão. É porque nestes dias, ainda mais do que sempre, tenho pensado mesmo é no anti-herói. Tenho pensado em Mário Pedrosa, que de armas só conheceu aquelas de policiais ou militares que o perseguiram. Em cujo enterro não houve salvas de fuzil, porque ele foi na vida aquilo que os homens de tua formação mais abominam: um pensador, ocupado por toda a vida em pensar nos modos de fazer com que o homem seja feliz e livre, um dia. Mas também é verdade que a única coisa que ele abominou — nem do câncer jamais se queixou — foram os opressores de que és símbolo e herói.

    Passeia livre e à vontade, capitão Wilson, que tua presença entre nós não muda nada. Mas a ausência de Mário Pedrosa muda, muda muito.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/11/janio-de-freitas-criticou-liberdade-do-capitao-que-levou-bomba-ao-riocentro.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj31129803.htm
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/rio-de-janeiro/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/04/documentario-reve-atentado-no-riocentro.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/12/jornalista-janio-de-freitas-deixa-de-publicar-coluna-na-folha.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/10/ideias-de-mario-pedrosa-tita-da-critica-de-arte-no-brasil-se-refletem-nas-crises-de-agora.shtml
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  56. Miguel José Teixeira

    Sem mensalão e sem PeTrolão,
    o jeito é recorrer ao SuTriFão!

    “Rebocados pelo STF
    – Pretensão de recorrer ao Supremo após a derrubada de vetos de Lula atesta a situação falimentar da articulação política do governo.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 29/11/25)

    Crusoé publicou em julho uma capa que constava que o governo Lula (foto) estava pendurado no STF (1). A situação piorou desde então, e agora pode-se dizer que, ainda mais acuados no Congresso Nacional pelos próprios erros, os lulistas estão sendo rebocados, como um carro quebrado, pelo Supremo Tribunal Federal.

    Após mais uma derrota expressiva no Congresso, que derrubou a maior parte dos vetos do petista à lei do licenciamento ambiental, os governistas falam em recorrer ao STF (2), como já tinha ocorrido quando o parlamento impediu o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    O aumento do IOF foi recolocado de pé por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes (3) que considerou a medida válida apesar de ter sido tomada declaradamente para aumentar a arrecadação, mesmo que o imposto seja considerado regulatório — o governo mudou o discurso sobre o assunto.

    Tapetão
    Apesar de a forcinha do STF ter ajudado o governo Lula a bater recordes de arrecadação (4), que contribuem para mascarar a péssima situação das contas públicas em meio a outros subterfúgio dos lulistas, O Antagonista já alertou também para a obviedade de que não se governa com o STF (5).

    As vitórias pontuais do governo Lula no Supremo não mudam a situação de isolamento dos petistas em Brasília. Pelo contrário, a agravam, pois enervam deputados e senadores já irritados com o comportamento egoísta dos lulistas, que se manifestou mais uma vez na indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União parao STF, em vez do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Cada vitória no tapetão catalisa a próxima armadilha para o governo, como ocorreu no caso do PL Antifacção, apresentado para tentar limpar a barra de Lula, mas que acabou indo parar nas mãos de um adversário, o deputado federal e secretário de Segurança licenciado Guilherme Derrite (PP-SP).

    Degradação institucional
    Os apelos constantes dos governistas ao STF também degradam a própria Corte, que já se desgastou muito durante o julgamento da trama golpista, e se vulgariza a cada decisão monocrática despachada a favor do governo Lula — e é difícil encontrar decisões do STF contra o governo do petista.

    É nessa toada que Lula caminha, ou melhor, é rebocado, em direção à eleição de 2026, torcendo para os adversários se embananarem com a prisão de Jair Bolsonaro mais o que ele ele mesmo se enrola na relação com os supostos aliados do parlamento enquanto os governistas fingem estar tudo bem.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/rebocados-pelo-stf/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_2911&utm_source=RD+Station)

    (1) https://crusoe.com.br/noticias/pendurado-no-stf/
    (2) https://crusoe.com.br/diario/governo-lula-vai-apelar-ao-stf-de-novo/
    (3) https://oantagonista.com.br/economia/moraes-determina-o-retorno-do-iof-petista-mas-sem-risco-sacado/
    (4) https://crusoe.com.br/diario/o-saldo-do-aumento-do-iof-para-o-governo-lula/
    (5) https://oantagonista.com.br/analise/os-perigos-de-governar-com-o-stf/

  57. Miguel José Teixeira

    “Tom pelas ruas”
    – Perguntei à IA em que ruas Tom Jobim morou no Rio de Janeiro.
    – Pela resposta exata e burra, concluí que talvez ainda tenhamos chance contra ela.
    (Ruy Castro, FSP, 29/11/25)

    A desmemória chega e, outro dia, num papo com amigos sobre as ruas onde Tom Jobim morou no Rio (‘1), fugiu-me o nome de uma, entre Leblon e Gávea, de fins dos anos 1960. Era uma casa que conheci, ao entrevistá-lo para a Manchete em 1968. E não era qualquer casa —nela, Tom havia composto “Wave”, “Sabiá”, “Retrato em Branco e Preto” (2), “Chovendo na Roseira” e outras maravilhas. Não me preocupei com o lapso. Aprendi que, hoje, quando não sabemos algo, é só ir ao Google. Ele encaminha a pergunta para a IA e esta nos responde. Daí escrevi: “Em que ruas Tom Jobim morou no Rio de Janeiro (3)?”

    Veio a resposta: “Tom Jobim nunca morou nas ruas do Rio de Janeiro. Morou em apartamentos e casas nas ruas Nascimento Silva e Barão da Torre, em Ipanema, na rua Codajás, no Leblon etc.” Codajás, era essa que eu queria lembrar. Mas o que me fascinou foi a informação de que Tom Jobim “nunca morou nas ruas do Rio”. Claro —filho de uma família classe-média, pai poeta e mãe professora, e, depois, autor de “Garota de Ipanema” (4), quem o imaginaria um dia em situação de rua? Concluí que, sendo a lógica da IA tão exata e burra, talvez ainda tivéssemos chance contra ela.

    Além disso, a IA não sabia da intensa relação de Tom com a rua. Certa vez, já famoso, ele passou por um grupo tocando samba numa esquina e parou para escutar. A turma tocava bem, mas o violonista se atrapalhou numa passagem. Tom lhe disse: “Também toco um pouco, posso te dar uma ideia para aquele acorde?”. O homem lhe passou o violão e, em dois segundos, Tom produziu uma solução mágica. O outro se abismou: “Cara, você toca muito! Quer fazer parte do nosso grupo?”. E Tom, baixando os olhos: “Obrigado, amigo. Mas minha família não quer que eu mexa com esse negócio de música”.

    Tom podia não viver na rua, mas vivia pelas ruas, principalmente as do Leblon. Era íntimo de jornaleiros, floristas, farmacêuticos, empregados de padarias, peixeiros, garçons, cozinheiros de botequins.

    E falava com eles por música — ou seja, na língua de cada um.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/tom-pelas-ruas.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2007200905.htm
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2708201026.htm
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/rio-de-janeiro/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/04/garota-de-ipanema-e-a-musica-brasileira-mais-gravada-na-historia-veja-lista.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/musica/

  58. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Bom seria se os outros dois crápulas, também estivessem pensando só no conteúdo das tornozeleiras. . .

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