Prometi para esta semana sucessivos curtos artigos – um sacrifício, pois que sou acostumado a textões – sobre as marcas das eleições gerais em Gaspar que alguma forma ou de outra, bate em Blumenau, região e Santa Catarina.
Ainda não vou analisar caso a caso. Estou olhando a maré. E também, não quero cair no mesmo vazio, lugar de justificativa de muitos nas suas redes sociais, discussões privadas ou em grupos nos aplicativos de mensagens, reuniões de implicados nos resultados, ou até nas conversas de padarias, botecos e canchas de bochas.
Mas, genericamente, há vários sinais
Um deles eu já antes da abertura das urnas ontem já havia pontuado no artigo A GASPAR DESPEDAÇADA. SEM LIDERANÇA. SEM FUTURO. TOMADA POR PEQUENOS INTERESSES DE GRANDE RENDIMENTOS INDIVIDUAIS
O que está bem claro – inclusive para a imprensa que vive um período pré-censura, mas passa o pano em nome da ideologia da esquerda do atraso e que vive o dilema (ou a escolha) de Sofia?
É que a banda tocou um hino afinado contra os que ferem, ferram e são contra os códigos e a lei expressa no STF, STF e outros tribunais. O recado majoritário no silêncio das urnas foi de medo, cansaço e enfrentamento. Não exatamente em Flávio Bolsonaro, PL. Estes ministros, mono e autocraticamente agem como se fossem os donos das pessoas, instituições e seus destinos, negando-lhes o devido processo legal e que é fator de vida, dialética e contraditório de uma democracia.
Não se pode negar, impendente da força individual dos candidatos e seus cabos eleitorais, este foi um fortíssimo ponto de inflexão. Ele vitaminou no Brasil a onda de direita que varre o mundo. O outro ponto, é que os mais velhos, os coronéis da banda podre de sempre, perderam o mando, o controle de bastidores e o rumo na maior parte dos embates nestas eleições.
Aqui em Gaspar se olharem os números, Pedro Celso Zuchi, PT foi um deles, assim como o próprio Paulo Norberto Koerich, PL, e o seu vice Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, o ex-prefeito Kleber Edson Wan Dall, que trocou o MDB onde nasceu e fez carreira pelo Podemos, bem como os seus antigos vices, Luiz Carlos Spengler Filho, PP e Marcelo de Souza Brick, que estava no PP e parece que retornou ao caricato PSD. Adilson Luiz Schmitt, sem partido, também não escapou na sua tentativa de renascer das cinzas.
E eles não estão sozinhos.
O prefeito de Blumenau Egídio Maciel Ferrari, PL, também está avisado e enquadrado. Egídio está tocando desafinado e não possui liderança. Está, neste momento, claro, que a reeleição está ameaçada. A cidade está às traças como nunca antes esteve. Nem mesmo depois das grandes enchentes de 1983/84
E a vice tucana Maria Regina Soar, Republicanos, a perpetuação de algo fora das paradas de sucesso há muito tempo, também perdeu se perdeu na velha partitura. Lá o ex-prefeito Mário Hildebrandt, o que fez carreira em outros partidos, estacionou e foi tragado num embate intestinal com o deputado estadual Ivan Naatz, PL. Eles, como aqueles animais que tão logo se acasalam para perpetuar a espécie, encenaram o sacrifício de um deles. Neste caso, os dois morreram.
São avisos.
O primeiro: a direita ou conservadorismo não é extrema direita. Quando alguns entenderem isto, ficará mais fácil achar o par ou o adversário. Quem jogou para estar bem posicionada em 2028 como cabo eleitoral de paraquedistas está avisado de que precisa encontrar o seu próprio “novo” eixo em Gaspar; ou desistir. Há uma renovação.
Não se trata de traição como alguns me alegaram. É de esgotamento do modelo, dos erros, da não atualização e a negação permanente aos avisos. O erro não está no eleitor, tanto que ele entendeu que os graves problemas do Brasil é o judiciário, a gastança e a mentira.
De todos os testes feitos neste campo, só escaparam a líder do governo de Paulo, que as vezes mais parece adversária dele, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL. O que prova o quanto Paulo anda mal assessorado pelos bruxos do clube do vinho, do charuto, das entidades secretas, dos sertanejos, dos empreiteiros do litoral… E não interessa se a escolha dela foi acertada. É aí que tudo começa. Então, estando no caminho certo, Alyne entenderá o recado, a importância do momento, promoverá a transformação ou se estabelecerá na arrogância dos vencedores de 2024 e que foram engolidos, ou não conseguiram sacudir a poeira e dar a volta por cima ontem?
E para encerrar o que não ficou tão curto assim como prometi e me policiei: quem silenciosamente também se saiu bem foi João Pedro Sansão, PT. Ele esteve com Jean Volpato, vereador de Blumenau, eleito deputado estadual. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
Há duas semanas foram feitas as audiências públicas na Câmara de Gaspar do Orçamento Municipal e o da Saúde. O descaso é tão grande pelos números que nem a secretária de Fazenda e Gestão Administrativa, Ana Karina Schramm Matuchaski Cunha, bem como o secretário da Saúde, Arnaldo Gonçalvez Munhoz Júnior, apareceram.
Por outro lado, contou-se em apenas uma mão, o número de vereadores que apareceu lá para ouvir e questionar o que se apresentou sobre o segundo quadrimestre de 2026. Na Saúde é impressionante o buraco milionário e a história mal contada sobre a transição do Hospital Nossa Senhora Perpetuo Socorro e o Hospital Santo Antônio, de Gaspar. O que estão esperando? Um ponto do não retorno? Muda, Gaspar!
5 comentários em “NESTA ELEIÇÃO, NÃO HOUVE GANHADORES E PERDEDORES. TODAVIA, SOBRARAM AVISOS E LIÇÕES COMO ACONTECERAM NAS VEZES ANTERIORES. NO MAU HÁBITO DOS DERROTADOS OU NA ARROGÂNCIA VENCEDORES ELES NÃO FORAM PERCEBIDOS OU ABSORVIDAS”
FLÁVIO NA FRENTE É UM RECADO CLARO DO ELEITOR, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
Haverá segundo turno, mas a votação de ontem, com Flávio na frente de Lula e com vitórias de partidos da oposição, já deixou evidente o crescente repúdio ao lulopetismo.
Como esperado, haverá segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, mas as urnas já deram um recado claríssimo no primeiro turno: com Flávio na frente de Lula, e com vitórias expressivas de partidos da oposição ao presidente – sobretudo o PL, partido dos Bolsonaros – na disputa pelo Senado e pelos governos estaduais, os brasileiros deixaram evidente que estão cada vez mais cansados do lulopetismo. Já se pode dizer que o eleitorado deseja mudanças.
O que se espera de Flávio e de Lula, agora, é que se disponham a debater suas ideias para que o eleitor possa saber qual dos dois é mais capaz de fazer essas mudanças. A campanha do primeiro turno, entretanto, não autoriza otimismo.
Ao longo das últimas semanas, o País assistiu a uma sucessão de ataques, insinuações e acusações recíprocas entre as campanhas de Lula e Flávio. Quase nada se ouviu sobre o que cada um deles pretende fazer a partir de janeiro. Ambos apostaram mais no medo de uma eventual vitória do adversário do que na confiança em suas próprias propostas, como se bastasse ao vitorioso ser menos detestado do que o derrotado para se qualificar como bom governante. O resultado é um eleitorado que foi às urnas mais por dever do que por esperança, e que decerto optou pelo que considerou o mal menor.
Lamentar a indigência do debate, contudo, não basta. O País é este. E, desde ontem, os candidatos a governálo são Lula e Flávio Bolsonaro. É com um deles que a sociedade terá de lidar nos próximos quatro anos. Diante disso, o pior que o eleitor pode fazer por si mesmo e pelo Brasil é se entregar ao desalento, à indiferença ou à raiva. Sua decisão daqui a três semanas pesará muito no futuro. O próximo presidente da República terá pouca margem de erro para tratar de questões dificílimas de resolver.
As contas públicas estão em frangalhos. O crime organizado provoca medo nas ruas e avança sobre a economia formal, a política e até as instituições de Estado. A preservação do meio ambiente, ativo inestimável do Brasil, terá de ser conciliada com a exploração de petróleo e minerais raros. O Brasil precisa definir seu lugar em um mundo em convulsão após o colapso da ordem global do pós-guerra, notadamente marcado pela disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China, seus maiores parceiros comerciais. Como se nada disso bastasse, persistem os problemas domésticos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura que, há décadas, frustram o potencial de desenvolvimento do Brasil.
Nenhum desses desafios é trivial. Por isso, os dois candidatos têm a obrigação de comparecer a todos os debates, entrevistas e sabatinas para dizer à Nação, com clareza e objetividade, o que pretendem fazer para resolvê-los. Fugir do debate, sob qualquer pretexto, ou recorrer a promessas vagas e ataques pessoais é não só um desrespeito ao eleitor, como um atentado contra um Brasil mais próspero para todos os seus cidadãos, tanto das atuais quanto das futuras gerações. Ademais, a sociedade merece saber como Lula e Flávio pretendem financiar suas políticas públicas. Não há futuro que não comece pela revalorização da responsabilidade fiscal, um princípio elementar da gestão pública que passou a ser tratado como xingamento.
Há ainda uma responsabilidade moral do futuro presidente perante a Nação. Quem vencer a eleição governará um país cindido, vale dizer, será o líder político também de milhões de cidadãos que não o escolheram para desempenhar esse papel. Não se superam desafios daquela envergadura sem a união do País em torno de objetivos comuns. O tom adotado por ambas as campanhas de agora até o dia 25 de outubro dirá muito sobre a disposição de Lula e de Flávio para curar as feridas abertas por uma disputa tão acirrada.
O segundo turno abre uma nova oportunidade para a qualificação do debate sobre os rumos do País. Os candidatos devem aproveitá-la para, enfim, falar de futuro. Se os problemas do Brasil são enormes, grandíssima também é a disposição de seu povo para resolvêlos – desde que bem liderado, como registra a História.
Vocês estão com medo do crime organizado e vão votar no Flávio?
O que ele fez ao longo da sua vida pública pelo estado do Rio de Janeiro? Homenagem ao seu assessor Adriano Nóbrega, chefe do escritório do crime dos milicianos do Rio?
Ou será pelas transferências bancárias para os envolvidos na morte da vereadora Marielle?
E o que dizer sobre o “irmão Vorcaro”?
Se as finanças do país estão em frangalhos, como entregarão as chaves do cofre para o REI DAS RACHADINHAS?
Sobre a família Bolsonaro eleita, eu tenho uma pergunta: é se fosse o Lula levando os filhos e a esposa lá pro nordeste para se candidatar a qualquer coisa, como fez Bolsonaro em Santa Catarina e Brasília, o que diriam os CONSERVADORES do Sul?
Eleger o Renan como deputado federal? Gesus! O cara não sabe articular uma frase, como irá defender os interesses dos catarinenses lá em Brasília?
E o tal do Carlucho, que tem DIFICULDADES para localizar SC no mapa do Brasil; que não participou de nenhuma entrevista ou debate durante sua campanha eleitoral, vocês acham que ele fará alguma prestação de contas pra nós durante os OITO ANOS de mandato lá em Brasília?
O Lula é ruim, mas entre um lobo que só protege a sua matilha e o outro que distribui migalhas aos pobres…
A vida são feitas de escolhas. Há preço. Há bônus. O mundo ideal, só nos nossos sonhos, quando sonhamos
Boa tarde.
Essa tabela com a contagem de votos é de Gaspar e para deputados estaduais?
Vi duas com números diferentes para o Alex: uma contava quase 6.000 e outra quase 8.000.
Vereadora Mara com 4.300 e Vereador Dionísio com 4.100 (+ ou – isso).
Até fiz as contas: vereadora Mara abocanhou R$ 670.000,00 e recebeu 4.300 votos. Isso dá um CUSTO em torno de R$ 1.500,00 cada 👀🥸
A tabela é dos estaduais votados em Gaspar por ordem de votos recebidos dos gasparenses. Os números são os do Tribunal Regional Eleitoral. Sobre as verbas públicas dos candidatos é regra que os próprios congressistas criaram em causa própria e vem dos nossos cada vez mais altos e pesados impostos on line; num dos casos é da cota obrigatória.