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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXVII

Mais uma propaganda do povo contra os políticos – surdos e cegos – que eleitos, fazem troça contra os brasileiros, aprovam e mandam a pesada conta em impostos cada vez mais altos e on-line, aumentando a inflação e retirando a parcela benigna da economia que se transforma em penduricalhos, privilégios, corrupção endêmica, empreguismo, incompetência, falta de competitividade, produtividade e resultados para os mais vulneráveis. Ontem os deputados e senadores, os mesmos que estão em busca dos nossos votos, em plena campanha eleitoral, aprovaram mais um extra teto, ou seja, que aumenta os gastos do governo e fora do arcabouço fiscal.(By Herculano)

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77 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXVII”

  1. Miguel José Teixeira

    Novo PeTrolão à vista?

    “Caminhos tortuosos”
    – É inacreditável que um ministro do STF possa servir de mediador de um encontro político.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 18/07/26)

    O presidente da República visitou o Amapá para ver de perto o local onde a Petrobras descobriu indícios de petróleo na Foz do Rio Amazonas. A seu lado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que até há poucos dias estava rompido com Lula, mas se acertou com ele após um encontro de reconciliação promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas, advertem seus assessores, fez a viagem não na qualidade de candidato à reeleição, mas com o chapéu (literalmente) de presidente.

    Mas o que um ministro do STF tem a ver com a relação entre o presidente da República e o presidente do Senado, perguntará o arguto leitor ou leitora. Pois é, nada. Há muito tempo se discute a participação do presidente do Supremo nos acordos políticos entre os três Poderes. Sempre que estivemos em situações críticas, já aconteceram vários dos chamados “pactos federativos”, e sempre se colocou em dúvida se o presidente do Supremo deveria fazer esse tipo de acordo. É presidente de um dos Poderes da República, é certo, mas também julga os crimes dos que têm o chamado “foro privilegiado”. Pactos têm natureza política, e os juízes não deveriam fazer acordos políticos.

    Mas agora é diferente. Não é o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, quem está costurando um suposto acordo, mas um ministro, em caráter, digamos assim, “monocrático”. É inacreditável que um ministro do STF possa servir de mediador de um encontro político. É assustador, muito perigoso, não é possível o juiz ser julgador de inquéritos criminais envolvendo políticos e ser intermediário de um acordo político. Agora mesmo, Alcolumbre pode ser investigado no Supremo sobre a aplicação de verba do governo de seu estado no Banco Master. Com que autoridade Moraes está intermediando esses acordos? Por que está intermediando?

    É difícil explicar uma atuação desse tipo. Hoje em dia, o STF virou um player político, instituição onde se tomam decisões fundamentais para o país. Participar de acordos políticos, ou opinar sobre questões políticas, indica uma vontade de ser mais um elemento nessa transação política que não devia ser objetivo de ministros, ou do próprio STF. Com o gesto de intermediação, Moraes dá a impressão de que toma partido da campanha de Lula, isso depois de o presidente-candidato tê-lo convidado para tomar “um cafezinho”. É difícil armar um sistema democrático em que freios e contrapesos se contraponham para equilibrar a relação entre os Poderes, se um deles adere a outro e passa a ser intermediário de acordos.

    Essa não é uma discussão nova. O então ministro Luís Roberto Barroso já havia proposto, numa discussão sobre o tema numa reunião plenária transmitida pela televisão, que o STF se limitasse a ser um guardião constitucional, de análise da Constituição, e que os casos de crimes de pessoas que tenham foro privilegiado fossem levados a um outro tribunal a ser criado. Houve uma reação muito grande dos ministros, dizendo que esse novo tribunal seria mais importante do que o STF, numa admissão velada de que julgar crimes políticos dá a eles um poder de que não querem abrir mão.

    Sabe-se que o Senado é onde se dá a discussão eventual de um impeachment de ministros do Supremo. Há ameaça da oposição de que tentará pelo menos impedir um dos ministros, e Alexandre de Moraes é um dos alvos preferenciais. Alcolumbre, para se reeleger presidente do Senado, precisará do apoio do PT. Estará nas mãos do futuro presidente o destino de ministros do STF. Em momentos como uma campanha eleitoral, seria necessário que os Poderes da República tomassem cuidado com os caminhos que escolhem.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2026/08/caminhos-tortuosos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  2. Miguel José Teixeira

    O futuro anterior foi drenado pelo
    “PeTrolão” e, provavelmente, inundou
    as contas do “cumpanhêrus”

    “Lula repete pré-sal, chama descoberta de petróleo na Foz do Amazonas de ‘passaporte para o futuro’ e fala em compromisso com meio ambiente”
    – Presidente afirma que país vai continuar sendo o rei da inovação nos biocombustíveis e muito grande na questão do combustível renovável.
    (Por Victoria Azevedo — Brasília, O Globo, 18/08/26)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiu o discurso adotado na descoberta de petróleo no pré-sal, em 2006, e afirmou, nesta segunda-feira, que a revelação de indícios na Bacia da Foz do Amazonas é um “passaporte para o futuro”. Ao longo de sua fala, o petista lembrou a polêmica em torno da exploração do petróleo na região, alvo de críticas de ambientalistas, e disse que o país segue com o compromisso de preservar o meio ambiente.

    — Pode chamar isso (frasco de petróleo) de passaporte para o futuro desse país. E quando falo passaporte ao futuro, não estou negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil. Porque o país vai continuar sendo o rei da inovação nos biocombustíveis e continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável— disse Lula.

    Na descoberta do pré-sal e nas discussões em torno do marco regulatório para a sua exploração, Lula repetiu diversas vezes que as reservas seriam um “passaporte para o futuro” e um “bilhete premiado”. À época, o presidente estava no seu segundo mandato. Atualmente, saem do pré-sal mais de 80% da produção de petróleo e gás do Brasil, que se firmou entre os exportadores mundiais de petróleo, consolidou sua autossuficiência energética e fortaleceu sua capacidade de resistir a crises internacionais relacionadas à commodity, como a atual desencadeada no Oriente Médio.

    Porém, a expectativa é que a produção do pré-sal entre gradualmente em declínio nos anos 2030, aumentando a necessidade de novas descobertas para manter os níveis de produção atuais e evitar que o país volte a depender de importações de petróleo no futuro. Por isso, o avanço das pesquisas na Margem Equatorial são comemoradas pelo governo.

    Nesta segunda-feira, o presidente afirmou que “todos sabem da polêmica” da exploração de petróleo, lembrou que foi aconselhado por “muita gente” a não anunciar a licença que a Petrobras obteve durante a realização da COP30, em Belém, no ano passado. Lula disse que tomou a decisão de anunciar a licença antes da COP “porque o que estava em jogo eram os interesses do país e da nossa empresa”.

    — E o direito do Amapá não virar só exportador de açaí ou tucunaré assado – afirmou, comparando a situação com a descoberta do pré-sal pela Petrobras em 2006: –

    Em outro momento, falou que a polêmica era tanta que pensou “que a gente precisava derrubar uma árvore para poder tirar petróleo”.

    — Todo mundo aqui sabe a polêmica da margem equatorial. Pensei que a gente precisava derrubar uma árvore para poder tirar petróleo. E aí fico sabendo que a distância é mais de 500 km da Foz do Amazonas. E venho para cá, e ando 175 km de helicóptero, mar adentro, e fui lá ver a gente tirando o petróleo—afirmou.

    O presidente, porém, afirmou que o país vai continuar investindo em biocombustíveis e nos combustíveis renováveis. Disse ainda que, qualquer incidente que houver, a máquina usada na escavação fecha o poço, evitando qualquer dano ao meio ambiente.

    Em outro momento, Lula disse que “graças a Deus” o petróleo foi encontrado, mas afirmou que não sabe “o quanto vai chegar no final”.

    — Mas o teste é promissor. Sujei a mão no Pré-Sal e sujei a mão nesse (…) temos a chance de ter um petróleo muito chique e de grande qualidade para abençoar o futuro do filho de vocês e desse país.

    Pesquisa
    Para o presidente, uma empresa de petróleo não sobrevive sem pesquisa.

    – Não é possível a gente imaginar que uma empresa de petróleo consiga sobreviver se ela não pesquisar. Tem coisa no mundo que você só sabe se você pesquisar. E pesquisar significa você fazer investimento. Investimento que você não tem certeza se vai dar resultado – afirmou.

    A fala foi feita ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que mais cedo agradeceu a Lula pela descoberta. Os dois visitaram um navio-sonda da Petrobras que trabalha na exploração de petróleo na Margem Equatorial, que inclui o litoral do estado. Na última sexta-feira, a estatal anunciou que encontrou sinais de petróleo e gás em um poço perfurado na região.

    O presidente ainda voltou a criticar a venda de fábricas de fertilizantes e refinarias pela Petrobras, e disse que “sonha” em comprá-las.

    – Queria que alguém explicasse o que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR (Distribuidora), com a refinaria da Bahia, do Amazonas. Porque o cara que vendeu deveria ganhar o Prêmio Nobel de burrice. Esses caras se acham bons gestores.

    ‘Tutelar o Brasil’
    No seu discurso, Alcolumbre disse que “outros países” querem “tutelar o Brasil”.

    – É preciso que a gente de uma vez por todas reconheça no Brasil aqueles que enfrentaram causas, que muitas das vezes foram contestadas ou até mesmo criticadas não só por parte de brasileiros que não compreendem a importância que é termos soberania energética no nosso país. Mas, sobretudo, aqueles de outros países que infelizmente insistem em querer tutelar o futuro do Brasil e dos brasileiros – disse ele.

    Alcolumbre foi um dos principais defensores junto a Petrobras dos estudos de exploração de petróleo na região.

    — Sob a sua liderança como presidente da República e a trincheira de defesa do Congresso Nacional dizemos de uma vez por todas: deixem que nós brasileiros, que lutamos pela defesa do nosso Brasil, que nós decidamos o que nós queremos do Brasil. Hoje é mais uma demonstração dessa descoberta que todos nós sabemos onde queremos chegar.

    Trata-se da primeira aparição pública de Lula e Alcolumbre após meses de afastamento após a derrota imposta pelo Senado ao indicado pelo presidente ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, no final de abril. Lula e Alcolumbre tiveram três encontros nos últimos dias, que marcaram início de um processo de reaproximação. O primeiro ocorreu na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e os últimos, na semana passada, no Palácio da Alvorada.

    — Dizer ao senhor, presidente Lula, na condição de amapaense e presidente do Congresso: muito obrigado pela defesa que o senhor fez ao longo dos últimos três anos e meio enfrentando tudo e todos para defender que esse projeto chegasse ao dia de hoje com essa descoberta feita pela Petrobras, que tem que ser um orgulho de todos os brasileiros.

    Após o segundo encontro na semana passada, Alcolumbre destravou o andamento de propostas consideradas prioritárias para o governo, a exemplo da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1, considerada vitrine eleitoral para o petista.

    Nesta segunda-feira, Lula agradeceu ao presidente do Senado, dizendo que Alcolumbre teve uma “atitude muito importante para o Brasil” ao mandar os projetos de lei para análise: a PEC da 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto das terras- raras — os três estavam parados no Senado.

    Sobre o terceiro projeto, Lula disse que ele é importante porque, “desta vez, não vamos deixar que ninguém de fora venha querer explorar os nossos minérios porque nós vamos querer fazer a transformação deles aqui”.

    O petróleo foi encontrado no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração, no entanto, ainda está em andamento. Agora, a empresa precisa avaliar quanto de petróleo existe no local e se a exploração poderá ser feita em escala comercial.

    A descoberta é considerada importante porque a Margem Equatorial é uma das principais apostas da Petrobras para encontrar novas reservas. A área se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e ganhou atenção depois de descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname, países vizinhos.

    A exploração na região, porém, é alvo de discussão há anos por conta dos possíveis impactos ambientais. A Petrobras esperou mais de uma década pela autorização para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas. O Ibama concedeu a licença em outubro do ano passado, depois de exigir uma série de medidas de proteção ambiental e de resposta a eventuais acidentes.

    A Petrobras vê a abertura de novas áreas de exploração como necessária para compensar, no futuro, uma possível queda da produção do pré-sal. Hoje, essa região concentra a maior parte das reservas de petróleo do país.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/17/lula-amapa-petroleo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  3. Miguel José Teixeira

    “Está aberta a temporada eleitoral, BRASEW. Segurem seus chapéus, bloqueiem seu zap (menos a Tixa, peloamor), rezem para Deus Pai Todo Poderoso (porque Jesus já não resolve mais) que a corrida maluca começou. E essa é a TixaNews nas eleições 2026 (usando o termo técnico para ver se o algoritmo entrega). Não sei não, Mônica, mas achei que já começamos a nos sentir na rádio.”

    “Corrida maluca: #partiueleição”
    “éNoiteNaCidade”, 17 jul 2026, TixaNews, JUL 17″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    A corrida começou com Lula dominando o noticiário. Foi o petróleo na Foz do Amazonas do Alcolumbre. O Centrão aderindo em peso ao Lula. E o Lulinha em novas manchetes ao lado da lobista. Mas a notícia mais surreal deste início de corrida é que o Pablo Marçal conseguiu uma liminar para ser candidato a presidente e ajudar o Flavitcho. Se segura que o bicho vai pegar.

    A treta é a seguinte. O Metrópoles começou a soltar as tais mensagens de zap da lobista de sobrenome Luchsinger e do filho do nosso atual, de apelido Lulinha. E tem treta sim. Lulinha e a lobista falavam que o nível deles era outro, que o futuro é a Suíça e que poucos negócios são bons. Teve ainda conversas do Lulinha dando uma intimada na lobista para emitir uma nota fiscal para cobrar um empresário que ganhou 80 milhões em contratos no governo Lula. A lobista pagava contas do Marcola e dava joias (Marcola era o chefe de gabinete de Lula). Not Good, já diria o Trump.

    Não custa lembrar que Lula esteve na semana passada em alguns podcasts e não botou a mão no fogo pelo Lulinha não. A dúvida agora é saber o quanto as investigações podem sangrar a campanha de Lula porque obviamente esse tipo de denúncia afeta intenção de voto. Vale registrar que o caso não ganhou ainda ampla repercussão em todos os jornais, nem no Jornal Nacional.

    Enquanto isso, na Foz do Amazonas
    Lula comemorou hoje o passaporte do futuro do Brasil com o petróleo. Ahã. Mas ele garantiu que isso não tira ele da luta contra o combustível fóssil. Ahã. O presidente foi à Foz do Amazonas e meio que revelou o preço do petróleo:

    “Essa semana eu tive uma conversa com Alcolumbre e ele passou para comissões 3 projetos importantes: PEC da Segurança. Ele também mandou o fim da escala 6×1 e também mandou o projeto de lei que regula as terras raras. A gente não vai deixar que ninguém de fora venha querer explorar os nossos minérios porque queremos fazer a transformação deles aqui”.

    Como escrevemos incansavelmente por aqui em algum momento da vida, Davi Alcolumbre, nossa estrela mor do Senado, queria porque queria que o Ibama liberasse a Foz do Amazonas. A Marina, a ex-ministra e agora candidata ao Senado por São Paulo, não queria. Mas o governo liberou mesmo assim e bem no momento da COP no Pará. Pois bem, agora a Petrobras anunciou que chegou o petróleo. E a economia verde que lute.

    O Alcolumbre estava que nem pinto no lixo. A exploração da Foz do Amazonas promete movimentar a economia do Amapá, estado do dono do Senado. Eis o Davizinho feliz com Lula;

    “Muito obrigado pela defesa que o senhor fez, ao longo dos últimos três anos e meio, enfrentando tudo e todos para defender que este projeto chegasse aqui hoje.”

    Pensando nesta retrospectiva proposta pelo Davizito, achei que ele foi meio ingrato de ter derrubado a nomeação do Jorge Messias, não? Ou será que não?

    Preparando o circo
    Do outro lado da régua, a direita prepara o circo. Literalmente, darling. Pablo Marçal que está inelegível entrou na Justiça para se filiar ao PRTB e lançar sua campanha para presidente. Ahã. E ainda disse que vai nos debates, mas claro que só para contribuir. Caso você seja meio desligado, Marçal até outro dia estava fazendo a campanha de marketing digital para Flavitcho Bolsonaro. E pelo visto segue na campanha de Flavitcho.

    O Renan Santos, candidato pelo Missão, foi quem estrilou e anunciou o golpe do marqueteiro.

    Os fiéis infiéis do Flavitcho
    E o Flavitcho Bolsonaro segue com um probleminha de fiéis infiéis. O lançamento de sua candidatura no Rio não conseguiu reunir mais do que 9 mil pessoas em Copacabana. Seu pai num dia ruim reunia bem mais do que isso. Além disso, não teve Michelle no palanque. Não teve Nikolas Ferreira. Não teve Malafaia. E o Centrão vocês já sabem que está lá do outro lado da régua.

    Os ministros do Bolsonaro no TSE
    Nunes Marques e André Mendonça tiveram várias decisões contra Lula derrubadas hoje pelo colegiado do Tribunal Superior Eleitoral. Uma delas foi aquela decisão do Mendonça que manteve no ar um vídeo de Flavitcho que associava Lula a facções criminosas. Um avatar feito de IA do candidato bolsonarista aparecia atirando num helicóptero contra navios com bandeiras do PCC, CV e PT.

    Mas hoje o mesmo supremo André Mendonça mandou interromper um impulsionamento pago de um vídeo que associava Lula, o PT e integrantes do governo às polêmicas do Master e do INSS.

    Dino, dino
    O supremo Dino segue se embrenhando no caso do Maranhão. Como diz o Elio Gaspari, corre o risco de virar um coitadinho profissional. Como vocês sabem, Dino foi governador do Maranhão e a treta agora envolve assassinato, corrupção, quebra de sigilo de fonte e tudo envolvendo o atual governador do Maranhão, que era desafeto de Dino, de seus aliados. Hoje o supremo ministro tomou a decisão de afastar da presidência do Tribunal de Contas do Estado o sobrinho do governador Carlos Brandão. Segundo a jornalista Malu Gaspar, quem assumiu o cargo foi um aliado de Dino, da época em que ele era governador.

    E o Kassio defendendo as urnas
    O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que foi apadrinhado de Flavitcho Bolsonaro para o cargo de ministro supremo, defendeu as urnas eletrônicas para embaixadores e diplomatas durante uma reunião convocada por ele mesmo. Ele disse que o Brasil é referência em transparência e legitimidade no pleito.

    Então é isso, BRASEW. A corrida começou. As notícias começam a influenciar a eleição. E estamos aqui para contar como cada ciclo vai influenciando o pleito.

    💸 Essa Tixa valeu R$ 1 para você?
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    Acorda, BRASEW.

    (TRPCE)

  4. Miguel José Teixeira

    “Esforço concentrado é clichê de pura enganação”
    – Recessos informais são tratados como se fosse natural congressistas serem pagos para gazetear.
    – Convocações extras do Parlamento não compensam as folgas em campanhas, festas juninas e feriados.
    (Dora Kramer, FSP, 17/08/26)

    O Congresso Nacional foi chamado a um esforço concentrado (1) na semana passada e, como de hábito, se resumiu à jornada 3×4, com muito de concentrado e pouco de esforço. Há nova convocação para a primeira semana de setembro, cuja expectativa é a de que siga o mesmo ritmo.

    Esses períodos de recesso informal (2) em épocas de eleição são tratados como se fosse a coisa mais natural do mundo parlamentares serem pagos para se ausentar enquanto cuidam das próprias sobrevivências eleitorais, ao duplo custo do financiamento público das campanhas (3). Triplo, considerado o papel das emendas no incremento das despesas.

    O dever legal de deputados e senadores é dar expediente em Brasília durante dez meses por ano, descontados os dois que compreendem as férias em julho e períodos entre dezembro e janeiro. No entanto, tiram folga anualmente no decorrer das festas juninas —sendo ou não tradição nos respectivos estados—, nos ditos feriados prolongados e no período de campanhas, não importa se municipais ou nacionais.

    As presenças nas chamadas bases são aceitas como imprescindíveis, mas é de se questionar: indispensáveis para quem? Para o eleitorado que os sustenta? Não, para a conveniência daqueles que querem continuar sendo sustentados independentemente de passarem pelo crivo do desempenho ao longo do mandato.

    Temos, portanto, que essa história de esforço concentrado é uma enganação. Um daqueles clichês travestidos da necessidade decorrente do exercício da democracia, mas que não resistem à luz substantiva da realidade de captação indevidamente marota de recursos públicos.

    O funcionamento regular do Congresso é pilar da vigência do Estado de Direito. A subtração, ainda que temporária e sob quaisquer argumentos dos trabalhos do Parlamento, equivale ao descumprimento dos preceitos constitucionais da República.

    Se aceitamos que partidos, mesmo sendo agremiações de direito privado, devem ter o conforto do financiamento público, conviria exigir deles igual compromisso com os deveres do ofício.

    Entenda o que faz um senador:
    https://www1.folha.uol.com.br/webstories/politica/2025/01/entenda-o-que-faz-um-senador/

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/esforco-concentrado-e-cliche-de-pura-enganacao.shtml)

    (1) “Davi anuncia esforço concentrado presencial na semana de 31 de agosto”
    +em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/08/13/davi-anuncia-esforco-concentrado-presencial-na-semana-de-31-de-agosto

    (2) “Câmara e Senado entram em letargia com feriado, festas juninas e ‘Gilmarpalooza'”
    – Congressistas viajarão para seus redutos eleitorais e para Portugal, e retomada dos trabalhos fica para julho.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/camara-e-senado-entram-em-letargia-com-feriado-festas-juninas-e-gilmarpalooza.shtml

    (3) “Entenda como funcionam o fundo eleitoral e o fundo partidário, principais financiadores de campanhas”
    – Em 2026, partidos terão mais de R$ 6,4 bilhões de dinheiro público para gastar com campanhas.
    – Empresas são proibidas de doar desde 2015, e maior parte dos custos é bancada por dois fundos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/07/entenda-como-funcionam-o-fundo-eleitoral-e-o-fundo-partidario-principais-financiadores-de-campanhas.shtml

  5. Miguel José Teixeira

    “Ainda há tempo de Flávio Bolsonaro se tornar menos detestável que Lula”
    (Mario Sabino, O Antagonista, 17/08/26)

    Estranha eleição presidencial, esta, cuja disputa principal é por menor rejeição na fatia do eleitorado que torce o nariz tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro.

    No mais, o país se divide na comédia de erros que é prólogo constante da nossa interminável tragédia nacional.

    Do lado de Lula, perfilam-se os eleitores que apostam pela sexta vez em uma experiência que deu errado cinco vezes; do lado de Flávio Bolsonaro, ombreiam-se os eleitores que querem repetir pela segunda vez a experiência que deu errado de primeira.

    Obviamente, a convicção, aqui, é a de que o o erro está apenas no lado oposto.

    Para aumentar a estranheza, há agentes externos atuando em favor de um lado e de outro, como nunca se viu.

    Aliada ao petista, está aquela gente do STF (1) que extravasa os limites constitucionais também para interferir no resultado eleitoral.

    Em 2022, ela calou a boca da oposição para evitar que verdades sobre Lula e o PT fossem ditas durante a campanha; em 2026, já amordaçou Jair Bolsonaro, intimidou o Centrão para evitar que se aliasse a Flávio Bolsonaro, interferiu em algoritmo de rede social para censurá-la e, usurpando as atribuições do TSE cuja presidência lhe escapou, chegou a ameaçar de cassação o oponente do petista.

    Aliado a Flávio Bolsonaro, tem-se o governo americano agindo por meio de medidas coercitivas que, coerentes com a nova velha doutrina imperialista do atual inquilino da Casa Branca, têm o pretexto de se contrapor a ações perpetradas a partir do Supremo (2).

    Para parcela já resolvida a torcer menos o nariz para Flávio Bolsonaro, o STF autoritário foi longe demais; para resignados a tapar as narinas para Lula, o governo americano mexeu com o brio nacionalista.

    Na disputa pela menor rejeição, Lula vence Flávio Bolsonaro, mas por pouco, segundo as pesquisas. Ainda há tempo de o filho de Jair se tornar menos detestável do que o chefão petista.

    De um jeito ou de outro, vai se votar contra o país, que sempre foi o que menos importou, do início ao final das contas, tal é a constante da nossa patética democracia.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/ainda-ha-tempo-de-flavio-bolsonaro-se-tornar-menos-detestavel-que-lula)

    (1) “Imprensa deveria fazer mea-culpa do apoio ao inquérito do fim do mundo”
    – Quando ataca Alexandre de Moraes, a imprensa ainda insiste em não reconhecer o erro de ter apoiado a abertura do inquérito famigerado.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/imprensa-deveria-fazer-mea-culpa-do-apoio-ao-inquerito-do-fim-do-mundo

    (2) “Investigar o que ocorre no Maranhão é a melhor resposta a Moraes”
    – A melhor forma de responder à quebra de sigilo de fonte do jornalista Luis Pablo é fazer investigação jornalística consistente no Maranhão.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/investigar-o-que-ocorre-no-maranhao-e-a-melhor-resposta-a-moraes

  6. Miguel José Teixeira

    “Só ele sabe a verdade”
    (Lula (PT), sobre a suspeitíssima ligação do filho Lulinha com o Careca do INSS)

    “PF acha mensagens de Roberta Luchsinger falando de negócios com Lulinha: “Nosso futuro é Suíça””
    – Diálogos revelam que Lulinha não somente sabia dos negócios, como também comentava, coordenava e participava de reuniões.
    (Tácio Lorran, Metrópoles, 17/08/26)

    Agora é oficial: a Polícia Federal tem em mãos mensagens enviadas pelo próprio filho do presidente Lula Fábio Luís da Silva, o Lulinha, à lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência e de usar a proximidade com o filho do presidente da República para facilitar negócios e acesso ao governo.

    As mensagens, obtidas com exclusividade pela coluna, mostram que os dois tratavam explicitamente de fazer negócios e de atuar em lobby junto ao núcleo duro do gabinete de Lula, revelando que a relação entre eles vai além de simples amizade. Lulinha não somente sabia da atuação e dos interesses de Roberta, como também comentava, coordenava e até participava de reuniões.

    Em um dos diálogos interceptados, que aconteceu em 22 de março de 2024, Roberta diz a Lulinha que os dois trabalham em nível diferenciado e que o futuro deles é a Suíça. Na mesma conversa, o filho do presidente revela que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.

    Conversa entre Lulinha e Roberta Luchsinger revela que filho do presidente participava de reuniões com núcleo-duro de Lula:
    https://images.metroimg.com/2026/08/chat-lulinha-e-roberta-jpg-scaled.jpeg

    Naquela ocasião, Marcola era braço direito de Lula, despachava na antessala do presidente e fazia os principais contatos com ministros. Já Berger, figura histórica do PT, foi quem abriu as portas do Ministério da Saúde para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS – que tentou emplacar contrato milionário para a compra em larga escala de cannabis medicinal pelo SUS.

    Roberta Luchsinger chegou a receber repasses do Careca do INSS que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o empresário informa a um interlocutor que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz” (1), possivelmente se referindo a Lulinha, segundo a Polícia Federal.

    “Fernando” e “Fefe”, termos citados por Lulinha e Roberta nos diálogos, são, segundo os investigadores, referências a Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e um dos donos formais do sítio de Atibaia, que era frequentado por Lula.

    Os diálogos evidenciam que Fernando Bittar tem sido preterido nos negócios da dupla. Em uma outra conversa, a lobista afirma ao filho do presidente Lula que Fernando estaria usando o nome de Lulinha ao tentar fechar “negócio gigante” na Telebras. “Ja desmentiu?”, pergunta o filho do presidente. “Desmenti e falei q não eh verdade e q se ele [Fernando Bittar] fizer negócio com ele [presidente da Telebras], ele não fará comigo”, responde Roberta.

    Esta é a primeira vez que são reveladas conversas diretamente de Lulinha com Roberta Luchsinger. Procurada, a defesa do filho do presidente afirmou que Fábio mudou para a Espanha e atua na esfera privada com temas que não têm relação direta ou indireta com o governo brasileiro. “Vive de forma digna, exclusiva e modesta com o resultado do seu próprio trabalho. A quebra do seu sigilo fiscal e bancário é reveladora da ausência absoluta de qualquer prova ou indício de irregularidade”, disse Marco Aurélio de Carvalho.

    Em nota enviada ao Metrópoles, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori acusam haver “instrumentalização de parte das nossas instituições por interesses políticos e eleitorais”. Veja a íntegra:

    “Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e a divulgação parcial das referidas supostas mensagens revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e de obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria.

    A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso integral aos dados obtidos pelas quebras de sigilo.

    Importante reiterar, entretanto, que embora não se possa confirmar a veracidade das informações repassadas criminosamente a este Portal de notícias, solicitaremos, uma vez mais, rígidas apurações da nesfasta instrumentalização de parte das nossas instituições por interesses políticos e eleitorais”.

    A defesa reitera que solicitará aos ministros do STF André Mendonca e Flávio Dino, ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, rigorosas apurações do possivel envolvimento de servidores, agentes e delegados em vazamentos seletivos e criminosos.

    Já o advogado Roberto Podval, que assumiu a defesa da lobista, não quis comentar em razão do sigilo do inquérito.

    Roberta deu joias de diamante para Marcola, suspeita PF
    A Polícia Federal suspeita que Roberta Luchsinger comprou joias, deu presentes e pagou boletos de Marcola para ampliar acesso e manter influência no núcleo-duro da mais alta cúpula do governo Lula.

    Esse modus operandi fica claro a partir de um outro diálogo interceptado pela PF, desta vez entre Roberta e Marcola. A lobista conversa com o então braço direito de Lula sobre a compra de joias de diamante. Era 29 de abril de 2024, véspera do Dia das Mães.

    “Vou tentar desenhar na foto / para facilitar”, diz Marcola. Roberta responde: “Ela vai mandar mais fotos / Peraí”. O então assessor do presidente Lula diz: “ah ta bem / mas gostei dessas”. Não fica claro nas mensagens, contudo, quais joias Marcola indicou gostar. Logo em seguida, Roberta afirma: “Ela sugeriu um brilhante / Vai mandar”. A lobista então envia duas fotos: um par de solitários e um colar de diamantes. “boa”, agradece Marcola.

    Conversa entre Roberta Luchsinger e Marcola revela compra de joias para então chefe de gabinete de Lula:
    https://images.metroimg.com/2026/08/chat-roberta-e-marcola-jpg-scaled.jpeg

    Interlocutores da defesa de Marcola informaram que as joias custaram R$ 9,2 mil e fazem parte do empréstimo de R$ 249 mil solicitado por Marcola a Roberta, que foi pago com juros e correção.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/pf-acha-mensagens-de-lulinha-falando-de-negocios-com-lobista-do-careca-do-inss-nosso-futuro-e-suica)

    (1) “Careca do INSS mandou R$ 1,5 milhão a amiga deLulinha: “Para o filho do rapaz”
    – Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF devido à Farra do INSS.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/careca-do-inss-mandou-r-11-milhao-a-amiga-de-lulinha-para-o-filho-do-rapaz

  7. Miguel José Teixeira

    Portanto, fiquem atentos
    as promessas doces na
    campanha eleitoral. . .

    “Rapadura salgada”

    Manoel Gomes da Silva, o Gominho, trocou o MDB pela Arena na eleição municipal de 1976, em Princesa Isabel (cidade histórica da Paraíba), e foi candidato a vice na chapa de Sebastião Feliciano dos Santos, o Batinho, mediante a promessa de assumir no meio do mandato.
    Passaram-se quatro anos e o compromisso não foi cumprido.
    Na eleição seguinte, já rompido com a Arena e de volta ao MDB, Gominho tentava se justificar no palanque:
    – “Meus amigos, mais vale uma rapadura salgada do que uma promessa doce!”

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 17/08/26)

  8. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 17/08/26)

    …santinho político não é político santinho.

    Matutndo bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Em politico santinho nem santinho acredita!

  9. Miguel José Teixeira

    O que essa corja vermelha corruPTa está
    fazendo com os Correios, MeuBomJe!!!

    “Correios: balanço prévio aponta prejuízo de R$ 5,4 bilhões no 1º semestre de 2026”
    – Mesmo com fim da taxa das blusinhas, receitas com encomendas internacionais não aumentaram. Segundo trimestre teve um desempenho melhor que o primeiro.
    (Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília)

    Dados prévios do balancete contábil dos Correios, obtidos com exclusividade pelo g1, apontam um prejuízo de R$ 5,4 bilhões no 1º semestre de 2026. Para o segundo trimestre, o prejuízo acumulado é de cerca de R$ 2,2 bilhões.

    🔎Um balancete contábil é um demonstrativo provisório que traz a fotografia de como estão as contas contábeis de uma empresa até um determinado momento — normalmente ao fim de um mês, trimestre ou semestre.

    O prejuízo do semestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.

    Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão da estatal divulgar oficialmente as informações contábeis. E, segundo os Correios, as demonstrações contábeis referentes ao 1º trimestre de 2026 “ainda estão em processo de fechamento”.

    Em nota, os Correios afirmaram que a empresa não se manifesta sobre demonstrações financeiras antes de sua divulgação oficial.

    “As demonstrações financeiras encontram-se em fase de consolidação e serão divulgadas após a aprovação pelas instâncias competentes, em conformidade com os procedimentos de governança da empresa”.

    As receitas obtidas até 30 de junho deste ano ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2025, reduzindo cerca de R$ 28,2 milhões. As despesas diminuíram R$ 1,1 bilhão.

    > Receitas: R$ 8,18 bilhões em 2025 e R$ 8,16 bilhões em 2026;
    > Despesas: R$ 13,5 bilhões em 2025 e R$ 12,4 bilhões em 2026.

    Apesar do aumento expressivo nas despesas, a estatal previa um desempenho ainda pior para o período com os gastos alcançando R$ 14,8 bilhões, desempenho de R$ 1,2 bilhão melhor do que o esperado.

    Desempenho das receitas
    Apesar das receitas dos Correios no semestre terem diminuído, alguns segmentos individuais tiveram melhora no desempenho quando analisados individualmente.

    O principal aumento se deu no campo da prestação de serviço de logística que a estatal oferece a empresas que envolvem o recebimento do pedido, como a preparação do pacote e envio de produtos ao comprador.

    A receita saiu de R$ 205 milhões em 2025 para R$ 423 milhões em 2026.

    Desempenho das receitas
    2026 2025
    Encomendas R$ 4.581.384.304,76 R$ 4.773.280.982,49
    Mensagem R$ 2.410.589.467,05 R$ 2.358.423.912,91
    Logística R$ 422.785.376,12 R$ 204.874.296,68
    Internacional R$ 354.838.764,63 R$ 815.248.079,01
    Malote R$ 140.934.180,69 R$ 130.519.850,46
    Marketing R$ 129.099.292,25 R$ 143.584.105,85
    Conveniência R$ 98.023.112,79 R$ 81.093.653,26

    Por outro lado, as encomendas internacionais, que já representaram 22,2% de todas as receitas, agora representa apenas 4,3% do total ao atingir apenas R$ 355 milhões no semestre.

    O desempenho repete um movimento observado desde o lançamento do programa Remessa Conforme, em 2023, com a redução das receitas principalmente associada à queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais.

    O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”.

    Porém, mesmo com o fim da taxa das blusinhas, a empresa não viu as receitas aumentarem já que o programa Remessa Conforme continuou.

    Desempenho das despesas
    Com relação às despesas, os gastos com salários — um dos maiores problemas enfrentados pelos Correios — teve uma pequena redução de R$ 20 milhões no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, dando fim a uma sequência de altas com esses gastos.

    Ao todo, esse grupo de gastos atingiu R$ 5,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Valor 15% menor do que a previsão feita para esses gastos.

    Com a redução dos gastos com salários, os Correios ainda conseguiram economizar com despesas atreladas, como planos de saúde e previdência, que totalizaram R$ 260 milhões a menos do que o mesmo período do ano passado.

    á os grupos de despesas que justificaram o aumento dos gastos continuam sendo os mesmos do 1º trimestre, as financeiras e com provisões, em que se enquadram as possíveis perdas judiciais que, posteriormente, viram precatórios.

    🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica

    As despesas financeiras tiveram um aumento de 179%, passando de R$ 590 milhões em 2025 para R$ 1,6 bilhão em 2026. Aumento de mais de R$ 700 milhões apenas no segundo trimestre deste ano e uma redução de quase R$ 225 milhões em relação ao primeiro trimestre.

    Nessa categoria estão incluídos gastos com juros e multas relacionados a boletos, contratos e empréstimos, como os R$ 12 bilhões contratados pela estatal no fim do ano passado. A operação tem previsão de gerar R$ 22,4 bilhões em despesas com juros ao longo de sua vigência.

    Já as despesas com provisões e perdas também ficaram acima do previsto, mantendo o aumento provocado no primeiro trimestre, que sozinho foi responsável por R$ 1,4 bilhão. Até junho a conta totalizou R$ 1,6 bilhão.

    O montante também representa uma alta de 44,5% em relação às despesas registradas em 2025, que somaram R$ 1,1 bilhão.

    (Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/17/correios-balanco-previo-aponta-prejuizo-de-r-54-bilhoes-no-1o-semestre-de-2026.ghtml)

  10. Miguel José Teixeira

    Porque não comparou o PCC e/ou o CV com as
    siglas oficiais que nos roubam recorrentemente?

    “O crime nos trinques”
    – Nossos bandidos são hoje mais ricos do que os mais famosos gângsteres americanos.
    – Por que então não se vestem de acordo e continuam parecendo pés-de-chinelo?

    De vez em quando estouram um reduto do PCC ou do CV, apreendem um caminhão de drogas, armas e dinheiro, e o que vemos de material humano? Um brasileiro normal, de seus 30 anos, baixinho, quilos a mais, barba por fazer, camiseta regata, bermuda e de chinelo, num fundo de garagem de bairro pobre ou de comunidade. Se sua aparência reflete seu estilo de vida, parece incompatível com as toneladas de pó que ele movimenta ou os milhares de narizes sob seu controle em bairros chiques do Rio ou São Paulo. Eu me pergunto para onde vai o dinheiro que esse sujeito ganha.

    A pergunta tem a ver com os filmes americanos, novos ou clássicos, em que os gângsteres dos anos 1920 se vestem bem, moram em belos apartamentos e têm sempre uma loura decotada à mão. E, se você pensa que isso é coisa de cinema, saiba que é verdade —eles gostavam de se tratar.

    É verdade que, no começo, não era assim. Os gângsteres surgiram com a Lei Seca, em 1920, e, enquanto se limitavam a vender gororobas fabricadas em banheiras, eram esculhambados como os nossos. Mas eles logo tomaram também a prostituição, os speakeasies, as casas de jogo e até o show business —cantores, músicos, night-clubs, tudo ficou nas mãos deles. E, então, a começar por Al Capone, vieram os ternos bem cortados, os chapéus de feltro, a pérola na gravata, as abotoaduras de ouro, as metralhadoras último tipo.

    Nossos traficantes hoje superam aqueles gângsteres em dinheiro e poder. Por que, então, continuam a parecer pés-de-chinelo? Você dirá que os verdadeiros chefões do crime organizado são os magnatas, que moram nas mansões de luxo e não sabemos quem são. Mas, no americano, era a mesma coisa. Os bacanas não apareciam, e os famosos, como John Dillinger, Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Machine Gun Kelly e outros, eram como o nosso segundo escalão, só que nos trinques.

    Nos trinques ou não, não adiantou. Quando o FBI desbaratou o comando, fechando a torneira econômica, eles tiveram de trocar seus ternos risca-de-giz pelo pijama listrado ou de madeira.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/o-crime-nos-trinques.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista

  11. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    Oi,

    A história não se repete, mas rima. Na campanha de 2002, um analista do banco de investimentos Goldman Sachs chamado Daniel Tenengauzer criou o “Lulômetro”, um modelo matemático que tentava antecipar quanto a cotação do dólar subiria em relação ao real a cada ponto que Lula subisse nas pesquisas. O analista previa que, em caso de uma vitória de Lula, o dólar chegaria a R$ 3,04 — uma alta de 20,6% em cinco meses. A realidade foi mais dura. Ao final da eleição, o dólar estava em R$ 3,82. Lula assumiu numa crise gigante e teve de se submeter a uma política econômica ortodoxa por dois anos até iniciar seus programas sociais. Na semana passada, sob o pretexto de um relatório do JP Morgan, investidores estrangeiros aceleraram um movimento de saída da Bolsa de Valores de São Paulo que desvalorizou o real em 3% e vai transformar o câmbio em fator decisivo para as eleições de outubro.

    Nesta newsletter, escrevo ainda sobre o elefante na sala, Jair Bolsonaro, o personagem que explica a solidez da candidatura Flávio Bolsonaro, apesar de todas as crises. E comento sobre a emocionante eleição em Pernambuco, que reúne dois dos políticos mais promissores da nova geração, a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife, João Campos.

    Boa semana e boa leitura!
    TT

    Nesta edição (abaixo replicados):

    1. A volta do fantasma do Lulômetro
    2. Jair, o elefante na campanha
    3. Os profissionais preferem Lula
    4. A eleição da Mainha contra o Herdeiro
    5. Alexandre no alvo
    6. Fique atento

    (TRPCE)

  12. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (1)
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    A volta do fantasma do Lulômetro (*)

    Sob o pretexto de um relatório do JP Morgan, investidores estrangeiros aceleraram na semana passada um movimento de saída da Bolsa de Valores de São Paulo que desvalorizou o real em 3% e vai transformar o câmbio em fator decisivo para as eleições de outubro. O Ibovespa caiu 3,2% para o menor índice desde janeiro. No relatório divulgado na terça-feira (11), o JP Morgan retirou a recomendação de compra das ações brasileiras em favor de mercados menores, como México, Colômbia, Peru e Chile. Acompanhado da retirada de empresas brasileiras do índice da MSCI, que funciona como uma carteira de referência para fundos de investimento, o comportamento estrangeiro imitou uma manada desembestada. O Citibank mudou a sua cesta de moedas recomendadas, trocando o real brasileiro pelo rand sul-africano. Em uma semana, o saldo líquido de entrada de capital estrangeiro, que era de US$ 34 bilhões no ano, caiu para cerca de US$ 29 bilhões.

    É uma meia-verdade explicar esse movimento apenas por uma percepção majoritária no mercado financeiro de que o presidente Lula vá se reeleger, mas é impossível tirar a eleição da equação. Como mostrou a repórter Roberta Costa, do Valor, está em curso um movimento global de retirada de capital de países emergentes. O crescimento da dívida pública do Brasil ao maior nível desde a pandemia de Covid-19, contudo, deixa o país fragilizado nesse cenário.

    É uma ironia. Em maio, quando os investidores brasileiros ficaram pessimistas com as chances da oposição depois que se soube que Flávio Bolsonaro havia recebido mais de R$ 60 milhões do banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, os estrangeiros minimizaram. Diziam que o governo Lula 4 seria uma continuação de Lula 3 — e, portanto, previsível. Agora, quando as pesquisas mostram um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno, estão assustados.

    Em junho, quando o coordenador do programa de governo do PT, Sergio Gabrielli, falou na hipótese de controle de capital, Lula o desautorizou e nomeou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, como seu único porta-voz econômico. Desde então, Durigan e seu time participam semanalmente de eventos com executivos da Faria Lima para reforçar que Lula 4 fará ajustes fiscais (1), incluindo a diminuição do ritmo de crescimento de despesas públicas. Embora considerassem que Durigan estava minimizando o risco de uma crise fiscal, os investidores nacionais se resignaram. Um Lula 4 parecia inevitável, assim como uma desvalorização do real e um aumento nas taxas de juros longas logo depois da eleição.

    Na sexta-feira, acompanhando a tática dos investidores estrangeiros, as assets brasileiras iniciaram movimento de aposta contra o real. É visível a má vontade do mercado com Lula e sua benevolência com Flávio Bolsonaro. Onze de cada dez executivos da Faria Lima votarão em qualquer um contra Lula no segundo turno. Curiosamente, com a aposta no dólar e juros, muitos perderão dinheiro se Lula perder. É dado que se Bolsonaro vencer, haverá uma euforia momentânea no mercado.

    É cedo para comparar o movimento com o “Lulômetro”, o modelo matemático criado pelo Goldman Sachs na campanha de 2002, que tentava antecipar quanto a cotação do dólar subiria em relação ao real a cada ponto que o então inexperiente Lula subisse nas pesquisas. Em um relatório de maio de 2002, o banco previa que em caso de uma vitória de Lula o dólar sairia de R$ 2,52 para R$ 3,04 — uma alta de 20,6% em cinco meses. A realidade foi mais dura. Quando Lula foi eleito pela primeira vez, o dólar estava em R$ 3,82. Três mandatos depois, Lula não é mais o bicho-papão, mas o fantasma do “Lulômetro” está de volta. Sem sinais de ajuste fiscal, não é improvável um movimento similar ao de dezembro de 2024, quando o câmbio ultrapassou os R$ 6,30 depois do desapontamento com as medidas de contenção de gastos.

    O nó de agosto de 2026 é que, hoje, a situação fiscal é mais frágil do que em dezembro de 2024. No mesmo dia do relatório do JP, o CEO da Itaúsa, Alfredo Setubal, afirmou que a economia pode até registrar uma “pequena recessão” no ano que vem.

    — Mesmo com incentivos de R$ 200 bilhões do governo federal, o consumo não está crescendo. Para 2027, o cenário é de economia bastante desacelerada e podemos ter uma pequena recessão — disse Setubal, durante a apresentação de resultados de crescimento de 7% nos lucros da Itaúsa no segundo trimestre.

    Para tornar o cenário mais complexo, os EUA estão crescendo e há uma perspectiva de dólar mais forte no mundo todo no fim do ano.

    O movimento dos investidores estrangeiros sugere que eles não querem comprar o Brasil nas condições atuais e acreditam que apenas numa situação de pressão, governo e Congresso aprovarão medidas de corte de gastos.

    Como escrevi em julho (2), o presidente Lula foi alertado por um economista amigo de que o seu eventual novo governo enfrentará um choque inflacionário provocado pela combinação do aumento do dólar pela sua vitória, o fenômeno climático El Niño, o repasse de preços de serviços com a reforma tributária e o possível início da escala de trabalho 5×2. A solução, disse o interlocutor, era dar um sinal claro de controle fiscal logo depois do segundo turno para evitar uma derrocada no câmbio pela fuga de investidores estrangeiros temerosos de um Lula 4 gastador. Lula ouviu e, de acordo com três interlocutores, autorizou os estudos de um ajuste para o primeiro ano de um eventual quarto mandato.

    Ouviu, mas não deu indícios do que fará. Os programas econômicos tanto de Lula quanto de Bolsonaro são tão descolados da realidade que parecem ter sido feitos em Nárnia já que ninguém no Brasil jamais ganhou uma eleição prometendo ajuste. A questão é o que cada um pretende indicar depois do segundo turno. Até lá, o valor do real vai oscilar ao vento das pesquisas, do cenário externo e de fantasmas do “Lulômetro”.

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/economia/post/2026/07/em-conversas-com-o-mercado-durigan-sinaliza-que-governo-pode-desacelerar-crescimento-do-limite-de-gastos-do-arcabouco-fiscal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (2) https://oglobo.globo.com/politica/thomas-traumann/coluna/2026/07/lula-e-o-desafio-do-voo-de-galinha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

    (*) Não o confunda com o Lulômetro: do Oráculo em O Antagonista: https://oantagonista.com.br/tag/lulometro/

  13. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (2)
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    Jair, o elefante na campanha

    Condenado a 27 anos de cadeia por tentar um golpe de Estado, detido em casa por problemas de saúde e sem poder falar com os filhos, o ex-presidente Jair Bolsonaro é o elefante na sala desta campanha presidencial. É contra o seu governo que o presidente Lula quer se comparar, é a sua anistia a promessa número 1 de Ronaldo Caiado e é sobre o seu eleitorado raiz que Renan Santos tenta se catapultar como o candidato antissistema. A campanha de Flávio Bolsonaro é uma mera hagiografia do pai.

    — Eu sei que pareço (fisicamente) com ele, mas é difícil comparar o Pelé com o filho do Pelé — disse Flávio Bolsonaro, no início do seu discurso de lançamento de campanha no domingo (16), em Copacabana.

    É o fenômeno de Bolsonaro pai que sustenta a resiliência da candidatura do filho. Mesmo depois de confessar ter arrancado mais de R$ 60 milhões do banqueiro preso Daniel Vorcaro, brigado com a madrasta, ido a Washington para uma foto com o presidente norte-americano que impôs tarifas de quase 40% sobre mais de três mil produtos brasileiros, perdido o apoio do Centrão, trocado três vezes de marqueteiro e escolhido um vice homem depois de prometer ter uma mulher, Flávio Bolsonaro está em empate técnico contra Lula na simulação de segundo turno da recente pesquisa Quaest/O GLOBO/TV Globo. Desde julho, Flávio Bolsonaro reduziu a desvantagem de 12 pontos percentuais para sete pontos na simulação de primeiro turno. No segundo turno, a vantagem de Lula caiu de 44% x 39% para 43% x 40%. É um empate na largada.

    Menos de 10 mil pessoas foram ao posto 5 da praia de Copacabana assistir ao lançamento (1) da candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente. Os três cabos-eleitorais mais importantes do bolsonarismo — Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira — não foram. Cercado por políticos envolvidos com o desastroso governo Cláudio Castro no Rio, Flávio Bolsonaro fez um discurso hipócrita sobre a insegurança nas favelas e contra a corrupção. Depois do comício, Flávio Bolsonaro foi ao estádio São Januário assistir ao seu Vasco ser goleado pelo Santos e se afundar na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro.

    Não importa. É como se Flávio tivesse um teflon, uma camada em que nada gruda porque a sua candidatura não é real, é apenas a representação de quem milhões de brasileiros gostariam de votar, Jair Bolsonaro. É uma repetição, com sinal trocado, da eleição de 2018, quando Fernando Haddad saiu candidato usando uma máscara de Lula, preso em Curitiba.

    Como o cientista político Felipe Nunes e eu mostramos no livro “Biografia do Abismo” (*), desde 2018 o Brasil vive uma polarização calcificada, em que duas grandes bolhas se alimentam não mais de uma divergência política, mas de uma disputa de valores. Esses dois grupos, o lulismo e o bolsonarismo, consideram que a vitória do outro não é apenas uma derrota eleitoral que pode ser superada em quatro anos, mas uma ameaça ao seu estilo de vida, às suas crenças e até à sua existência. Por isso, o espaço para um terceiro candidato é tão estreito.

    A dicotomia entre Lula e os Bolsonaros indica que esta campanha será um longo segundo turno. No início, os dois lados trabalham apenas para engajar sua militância e reforçar seus discursos. Por isso, Lula começou sua campanha no estádio de São Bernardo do Campo, onde iniciou sua trajetória, e, nesta segunda-feira, 17, Flávio Bolsonaro irá a Juiz de Fora rezar no local onde o pai foi esfaqueado. Serão campanhas de reforço de identidade, dividindo o país entre bons e maus, democratas e ditadores, patriotas e entreguistas, honestos e corruptos, devotos e anticristãos. São dois Brasis, ainda irreconciliáveis.

    Nesse cenário, a vitória pode ser definida por fatores conjunturais. Cresce o poder da Polícia Federal que conduz, ao mesmo tempo, o inquérito que pode arrastar Flávio Bolsonaro ainda mais para a teia de corrupção de Daniel Vorcaro e as investigações que envolvem o filho e o ex-secretário de Lula com o lobista responsável por uma fraude que prejudicou milhões de aposentados.

    Não será bonito assistir a uma campanha que pode ser decidida pelas delegacias.

    +em:
    https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/16/flavio-larga-corrida-presidencial-com-ataques-a-lula-referencias-ao-pai-mencoes-a-soberania-e-foco-na-seguranca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

    Sugestão do Matutildo:
    (*) https://a.co/d/0bakaanf

  14. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (3)
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    Os profissionais preferem Lula

    Faltando menos de 50 dias para o primeiro turno, os profissionais da política estão se movendo em direção ao presidente Lula (1). Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, sentiram o cheiro da vitória do presidente.

    Em uma entrevista na Paraíba, sem combinar antes com o Palácio do Planalto, Motta declarou apoio à reeleição:

    — Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país — disse.

    Motta apoiará Lula, apesar de o presidente não apoiar formalmente a candidatura de seu pai, Nabor Vanderlei, ao Senado. Motta está menos de olho em outubro e mais em fevereiro do ano que vem, quando disputará a reeleição à presidência da Câmara. Quer o apoio de Lula da Silva para si.

    A mesma razão levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a ir ao Palácio da Alvorada na quarta e na sexta-feira após meses de intrigas, da histórica rejeição de Jorge Messias ao Supremo e de muitas pautas-bomba. Em um gesto pouco comum, Alcolumbre saiu do Palácio do Alvorada e divulgou nota para avisar que colocou para andar a PEC que acaba com a escala 6×1, a PEC da Segurança e o projeto de lei que trata da política para minerais críticos, ponto sensível na turbulenta relação com o governo Trump. A PEC da Segurança estava parada desde março, a da escala 6×1 e o projeto dos minerais juntavam poeira desde maio.

    Alcolumbre tem ao menos quatro motivos para mudar de postura: quer apoio de Lula da Silva à sua reeleição ao Senado em fevereiro, a manutenção de dezenas de cargos que tem no governo, a preservação do atual esquema de emendas parlamentares e uma difícil proteção na investigação do caso Master. Só fez o gesto depois que percebeu que são quase nulas as suas chances de continuar presidente do Senado se Flávio Bolsonaro vencer.

    Profissional entre os profissionais, na quinta-feira (13), Gilberto Kassab jogou a realidade em um encontro com empresários em São Paulo:

    — A chance de o Flávio se eleger é zero. Não tem a menor chance. Na hora que o jogo começar, que o PT mostrar quem é o Flávio, ou as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar — disse.

    Kassab traduziu aos presentes a suposta neutralidade do Centrão: ao fazer isso, partidos como União Brasil, PP, Republicanos e MDB negaram preciosos minutos do horário eleitoral a Flávio Bolsonaro. Numa disputa polarizada, a neutralidade se converte numa preciosa ajuda a Lula da Silva. “Vocês podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”, disse Kassab.

    A missão de Kassab era incentivar os ouvintes a trocarem o voto em Flávio Bolsonaro pelo voto em Ronaldo Caiado, que também estava no evento. Kassab sabe que isso dificilmente vai acontecer. Mas, ao bater em Flávio e preservar Lula, indica para onde acha que vai a vitória e mostra que já está se posicionando para novembro, quando a eleição passar.

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/17/centrao-se-reaproxima-de-lula-e-alcolumbre-motta-e-lira-evitam-flavio-durante-eleicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  15. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (4)
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    A eleição da Mainha contra o Herdeiro
    Dia sim e outro também, o coordenador da agenda da campanha de Lula, Gilberto Carvalho, recebe duas mensagens. De um lado, a turma do ex-prefeito do Recife, João Campos, do PSB, cobra a definição de quando o presidente vai a um comício em Pernambuco. Do outro, políticos de vários partidos sugerem que a agenda de Lula pule o estado onde nasceu para manter o apoio discreto da governadora Raquel Lyra, do PSD. Na sexta-feira (14), Lula gravou, em Brasília, um spot que será usado pela campanha de João Campos. O comício no Recife, porém, não está marcado.

    A disputa pelo governo de Pernambuco (1) reúne dois dos políticos mais promissores da nova geração. Raquel Lyra, 47 anos, é uma governadora workaholic com uma das administrações mais bem avaliadas do país. João Campos, 32, foi por duas vezes o prefeito mais jovem do Recife e o próprio Lula o citou como um possível sucessor seu em 2030. No marketing das duas campanhas, Raquel é a mainha, a administradora cuidadora. Campos é o herdeiro, o jovem que abre o caminho de uma nova geração.

    Meses atrás, até os tubarões da praia de Boa Viagem achavam que João Campos estava eleito. Ele renunciou à prefeitura com ampla aprovação, mas o caos no Recife com as enchentes de abril, maio e junho abalaram o prestígio de bom administrador. Sem cargo, ele ficou na defensiva, enquanto a governadora reforçou seu papel de mãe solidária aparecendo nos resgates de desabrigados.

    Quando prefeito, João Campos virou um fenômeno político da internet. Com uma linguagem direta, parecia um herói de história em quadrinhos, estando em todos os lugares ao mesmo tempo. Quando assumiu a Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira chamou metade da equipe de João Campos para arrumar as redes digitais de Lula.

    Em desvantagem nas redes sociais, a governadora Raquel Lyra reequilibrou o jogo (2) com uma solução fácil de apontar, mas difícil de executar, a de colar no governador as obras do governo. A sua administração, segundo a Genial/Quaest, é aprovada por 68% ante 23% de desaprovação. Os vídeos de apresentação de obras com o “Cola na Mainha”, mostrando a governadora com capacete e cabelo preso viraram hit. Apenas nas últimas duas semanas, ela ganhou quase 50 mil novos seguidores no Instagram, contra 11 mil de João Campos. O ex-prefeito ainda tem mais seguidores, 3 milhões contra 1,9 milhão.

    Na pesquisa Genial/Quaest de julho, Raquel liderava por 43% a 37%. Como o terceiro colocado tem 1%, a parada deve ser resolvida no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, Raquel venceria 45% a 39%.

    A trajetória dos dois adversários se confunde. Ambos são da alta linhagem da política local. João Campos é bisneto do histórico Miguel Arraes (1916-2005) e filho do candidato a presidente Eduardo Campos (1965-2014). Num vídeo usando inteligência artificial, João Campos aparece adolescente sendo abençoado pelos dois como o herdeiro de um legado.

    Raquel é sobrinha do ex-ministro Fernando Lyra (1938-2013), candidato a vice de Leonel Brizola em 1989, e filha de João Lyra Neto, que foi duas vezes vice-governador de Eduardo Campos. A própria Raquel foi secretária estadual de Criança e Juventude de Eduardo Campos, antes das duas famílias brigarem quando o PSB negou legenda para ela ser candidata a prefeita de Caruaru. Ela saiu do partido e foi eleita duas vezes.

    As suas vidas são marcadas por tragédias. Raquel perdeu o marido, morto por infarto no dia da eleição do primeiro turno de 2022. Raquel mascarou o luto trabalhando mais de doze horas por dia no Palácio do Campos das Princesas, caindo muitas vezes no microgerenciamento da gestão.

    João Campos perdeu o pai na queda de avião em agosto de 2014. Órfão, entrou de corpo e alma na política. Virou o deputado federal mais votado de Pernambuco, casou-se com a deputada paulista Tabata Amaral, foi eleito prefeito do Recife aos 27 anos e reeleito com 78% dos votos.

    Parte da resistência a um apoio ostensivo de Lula a João Campos parte pela sua projeção nacional. Presidente nacional do PSB, ele é responsabilizado pelas dificuldades do partido com suas alianças com o PT da Bahia, do Distrito Federal e do Paraná. O ex-ministro e ex-governador da Bahia Rui Costa defendeu publicamente a neutralidade de Lula em Pernambuco.

    Embora formalmente o PSD tenha Ronaldo Caiado como presidenciável, Raquel Lyra não foi (e nem deve ir) a nenhum ato do candidato. A sua chapa para o Senado inclui o ultrabolsonarista Mendonça Filho, o centrão de Dudu da Fonte, e o lulista Túlio Gadelha. A chapa de senadores de João Campos, com Humberto Costa e a prima Marília Arraes, é toda lulista.

    Lula teve dois de cada três votos em Pernambuco em 2022 e seu apoio tem peso. Nas simulações internas das duas campanhas, o ex-prefeito ganha de quatro a oito pontos percentuais quando é apresentado como “João Campos apoiado por Lula”. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro é tóxico. A pressão sobre a agenda de Lula vai continuar até o último dia da campanha.

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/10/o-voto-nos-estados-em-pernambuco-o-choque-entre-a-aprovacao-de-raquel-lyra-e-a-forca-de-joao-campos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (2) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/08/o-que-explica-a-virada-de-raquel-lyra-sobre-joao-campos-em-pernambuco.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  16. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (5)
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    Alexandre no alvo

    De acordo com o jornal britânico Financial Times, o Departamento de Estado dos EUA estuda decretar novamente as restrições da Lei Magnitsky sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em julho do ano passado, os EUA aplicaram sanções contra Moraes, ato que foi revogado por Donald Trump em dezembro como um gesto pessoal de boa-vontade com o presidente Lula.

    A Magnitsky era a espada de Dâmocles dos EUA sobre o STF para pressionar contra a condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. Deu errado à época, mas agora Moraes está fragilizado.

    Dias antes da retirada das sanções norte-americanas, a repórter Malu Gaspar revelou em O GLOBO que a mulher de Alexandre de Moraes mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Posteriormente, mensagens do celular do banqueiro revelaram que, enquanto mantinha contrato com a mulher do ministro, Vorcaro construiu uma relação pessoal com Moraes. O ministro nunca se dignou a explicar publicamente a relação.

    Na semana passada, Moraes quebrou o sigilo constitucional (1) da fonte de um blogueiro no Maranhão para avançar nas investigações contra um desafeto do colega Flávio Dino. Ainda que sob a justificativa de apurar um crime, o ato de Moraes abre um precedente de ameaça à liberdade de imprensa (2). Com base na decisão, magistrados de todo o país poderão usar medidas semelhantes para intimidar jornalistas. O jornalismo, como se sabe, pode ser protagonista, mas é o braço mais fraco das denúncias de corrupção e abusos. É provável que os EUA usem o pretexto desta decisão para punir o ministro do STF.

    É evidente que o secretário Marco Rubio não tem qualquer preocupação com a liberdade de imprensa no Brasil. Vai usar o episódio para exibir o seu poder, assediar o governo do Brasil e, de uma forma torta, dar um discurso para Flávio Bolsonaro. Em 2025, as instituições cerraram fileiras com Moraes, denunciando a hipocrisia dos EUA. Desta vez, isso não deve ocorrer.

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/14/decisao-de-moraes-contra-fonte-de-jornalista-vai-a-primeira-turma-apos-defesa-de-fachin-a-imprensa-e-a-dino.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (2) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/12/decisao-de-moraes-contra-fonte-de-jornalista-abre-precedente-preocupante-e-fere-liberdade-de-imprensa-avaliam-especialistas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  17. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (6)
    Newsletter, O Globo, 17/08/26

    Fique atento

    • Começou: a partir de hoje, os candidatos podem fazer comícios, impulsionamento de posts pela internet e sujar as ruas com santinhos e cartazes.

    • Os EUA preparam nova ação contra Alexandre de Moraes.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/07/aliados-de-flavio-bolsonaro-acreditam-em-volta-de-magnitsky-contra-moraes-ate-eleicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • Flávio Bolsonaro faz comício hoje (17) em Juiz de Fora, onde Jair Bolsonaro sofreu atentado em 2018. Para captar imagens para seu programa de TV, o candidato fará uma oração pelo pai.

    • Na terça-feira (18), o TSE decide se é legal o uso eleitoral do avatar feito por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro. A tendência é proibir, mas, como Kássio Nunes Marques é o presidente do tribunal, tudo pode acontecer.

    • Na quarta-feira (19), o STF retoma o julgamento de duas ações sobre como deve ser a escolha do governador-tampão do Rio. Com o prazo curto e a alta popularidade do desembargador Ricardo Couto em Brasília, a tendência é manter o governo interino, uma péssima notícia para o bolsonarismo do Rio.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/08/as-ameacas-que-rondam-a-retomada-de-julgamento-sobre-eleicao-para-governador-tampao-no-rio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • O governo inicia as conversas com empresários sobre os critérios de reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Nada de concreto sai antes das eleições.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/14/primeiro-relatorio-do-governo-sobre-reciprocidade-a-tarifaco-dos-eua-sai-em-ate-60-dias-e-processo-e-longo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • A Petrobras será cobrada a detalhar o anúncio de que encontrou hidrocarbonetos em um poço exploratório em águas profundas do Atlântico a 175 quilômetros da costa do Amapá. A identificação de hidrocarbonetos é apenas a primeira etapa da exploração, mas o otimismo na estatal é gigante.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/08/14/petrobras-descobre-petroleo-na-bacia-da-foz-do-amazonas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • Lula faz seu primeiro comício na sexta-feira em Belo Horizonte. No sábado (22), será no estádio de Moça Bonita, no Rio.

    • Sai na sexta-feira (21) nova pesquisa presidencial Datafolha/TV Globo.

    (TRPCE)

  18. Miguel José Teixeira

    Então, por enquanto,
    ainda não é latrina (*)

    “Para Rubio, América Latina (*) é o quintal dos EUA”
    – O alinhamento dos novos líderes da região à Casa Branca isola regionalmente o Brasil.
    (Por Demétrio Magnoli, O Globo, 17/08/26)

    ‘A Doutrina Monroe moldou a política externa dos Estados Unidos por mais de dois séculos. O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado.’ A legenda do vídeo divulgado há uma semana pelo Departamento de Estado incorre num erro histórico e escolhe uma palavra-chave ausente da doutrina original. Assinala, porém, em meio à desordem estratégica do governo Trump, uma nítida prioridade.

    O presidente James Monroe delineou o conceito no discurso do Estado da União do final de 1823. A doutrina ganhou uma versão imperial com o Corolário Roosevelt (1904). Finalmente, tornou-se secundária com a Doutrina Truman (1947), que “moldou” a estratégia dos Estados Unidos do Pós-Guerra, baseando-a na aliança com a Europa Ocidental. O vídeo erra de propósito: na hora em que Trump abandona o compromisso com a proteção da Europa, inventa-se uma narrativa em que desaparece a Guerra Fria.

    “A América para os americanos” de Monroe era uma mensagem às potências europeias, contra a ingerência delas nas novas nações independentes do que os Estados Unidos passavam a denominar “Hemisfério Ocidental”. A ideia de domínio — mas não a palavra! — emerge no final do século XIX e ganha justificativa com o Corolário Roosevelt. Sua abrangência, porém, circunscrevia-se à América Central/Caribe. Marco Rubio almeja estendê-la ao conjunto da América Latina.

    O vice, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Rubio, personificam as duas vertentes ideológicas conflitantes do segundo mandato de Trump. O primeiro é um arauto do isolacionismo populista do Make America Great Again (Maga), enquanto o segundo representa o internacionalismo agressivo da ala mais tradicional do Partido Republicano. No início de sua carreira, Rubio alinhou-se aos neoconservadores de Geoge W. Bush. Sua adesão tardia a Trump exigiu uma renúncia parcial ao internacionalismo imperial, que ficou circunscrito ao “Hemifério Ocidental”.

    Numa entrevista concedida em 2025, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, declarou a necessidade de recuperar a influência “perdida para a China” no “quintal” dos Estados Unidos. Rubio concebeu a “Doutrina Donroe”, inscrita na nova Estratégia de Segurança Nacional de Trump. Seu foco é restaurar o “quintal”, termo cunhado na época do intervencionismo de William McKinley e do próprio Theodore Roosevelt, entre 1897 e 1909. Eis aí o pano de fundo das sanções tarifárias e da intensa pressão diplomática aplicadas pela Casa Branca ao Brasil.

    De Milei, na Argentina, a Bukele, em El Salvador, passando por Kast (Chile), Keiko Fujimori (Peru), Noboa (Equador) e Espriella (Colômbia), uma onda da direita dura espraiou-se pela América Latina. Os sucessivos êxitos da direita devem-se, fundamentalmente, às tensões ligadas à ascensão do crime organizado, à imigração e à corrupção. Trump teve escassa, ou nenhuma, contribuição para tais desenlaces eleitorais. Contudo o alinhamento dos novos líderes à Casa Branca isola regionalmente o Brasil. Mais uma vez, como no século XIX, nossa diplomacia encara o desafio de impedir o surgimento de uma coalizão hostil entre os vizinhos sul-americanos.

    Nicolás Maduro, sequestrado por forças especiais dos Estados Unidos em janeiro, aparece como destaque no vídeo emanado do Departamento de Estado. A ditadura venezuelana segue em pé, mas agora obedece às ordens de Rubio. Desenrola-se uma operação de submissão do regime cubano, possivelmente em colaboração com Raulito Castro, “El Cangrejo” (**), neto do nonagenário Raúl Castro. Pelas urnas ou pelas canhoneiras, avança o projeto hemisférico do secretário de Estado.

    Tanto Vance quanto Rubio mantiveram-se, prudentemente, à distância da aventura iraniana. A desastrosa guerra contra o Irã derivou da decisão de um Trump embevecido pelo sucesso na Venezuela e pela promessa de célere vitória de Netanyahu. O humilhante fracasso presidencial no Golfo Pérsico solicita a compensação de triunfos no teatro da América Latina.

    O vídeo ameaçador é narrado pelo embaixador no Panamá, Kevin Cabrera, sinal de que veicula um recado direto ao país do canal. Entretanto o recado mais relevante, indireto, tem o Brasil como endereço: o governo dos Estados Unidos engajou-se na campanha de Flávio Bolsonaro.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/demetrio-magnoli/coluna/2026/08/para-rubio-america-latina-e-o-quintal-dos-eua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (**) Significa literalmente o caranguejo, que além de andar de lado, tem cocô na cabeça!

  19. Miguel José Teixeira

    Vira & mexe
    e dá lulampião
    na cabeça!

    “PF descobre que lobista do Careca do INSS comprou duas joias para ex-chefe de gabinete de Lula”
    (Por Lauro Jardim, O Globo, 17/08/26)

    A generosidade da lobista Roberta Luchsinger com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, se estendeu à família do ex-chefe de gabinete de Lula. As investigações da PF descobriram também que a amiga de Fábio Luiz Lula da Silva e lobista do Careca do INSS, comprou duas joias que Marcola pediu para presentear familiares no Dia das Mães de 2024.

    Ele mandou por WhatsApp a foto do modelo. Roberta pagou a fatura de R$ 9,2 mil. Ao longo de 2024, a lobista repassou a Marcola um total de R$ 217 mil, entre transferências bancárias, boletos de contas que ela pagou e esses presentes.

    Quatro meses atrás, depois que a PF já havia apreendido o celular de Roberta, ele devolveu R$ 249 mil — a diferença corresponderia ao total desembolsado por ela acrescidos de juros e correção monetária.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/08/pf-descobre-que-lobista-do-careca-do-inss-comprou-duas-joias-para-ex-chefe-de-gabinete-de-lula.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Só pra PenTelhar. . .
    Será mesmo que esse corruPTozinho,
    com elevado cargo na presidêncioa da República,
    “se-vender-se-ia” por tão pouco?
    Sacode que além de jabuticabas, desse galho poderá cair outras coisas!

  20. Miguel José Teixeira

    Lula-lá e quebradeira cá!

    ‘Inadimplência já atinge 9,1 milhões de empresas no país com R$ 232 bi de dívidas em atraso, patamares recordes”
    – Do total de CNPJs negativados, 95% são de micro e pequenos negócios. Setor de serviços é o mais impactado.
    (Por Thaís Barcellos — Brasília, O Globo, 17/08/26)

    Conta de luz atrasada, dívidas em dois cartões de crédito e no cheque especial. Esse cenário poderia descrever a situação de muitas famílias brasileiras, mas é a realidade do restaurante Frango Cheff, especializado em galetos, instalado na Zona Norte do Rio. Cintia Alves, dona da empresa, conta que recentemente foi impedida de fazer compras a prazo no seu principal fornecedor devido aos atrasos frequentes para pagar os pedidos, algo que também tem acontecido com os impostos.

    Histórias como a dela vêm se espalhando pelo país, como aponta o aumento da inadimplência das empresas. Números da Serasa Experian antecipados ao GLOBO mostram 9,1 milhões de CNPJs negativados em junho, com R$ 232,9 bilhões de dívidas em atraso — ambos os números são recorde da série histórica, iniciada em 2016.

    Em maio, eram 9 milhões de empresas inadimplentes, com um total de R$ 229,9 bilhões em dívidas. Assim como o Frango Cheff, as empresas do país acumulam mais de uma dívida. Em média, cada firma inadimplente tem 7,3 contas em atraso, que podem ser com o banco, com o fornecedor ou com uma empresa de serviços básicos, por exemplo. A dívida média é de R$ 25.508,96 por CNPJ.

    Maior impacto em serviços
    Segundo a pesquisa, as empresas de serviços são as mais inadimplentes, com 55,7% do universo analisado em junho, seguidas pelo comércio (32,2%). Do total de CNPJs negativados, 8,7 milhões são micro e pequenas empresas, cerca de 95% do total.

    Esse é justamente o caso da firma de Cintia Alves, que atribui as dificuldades do negócio à redução do poder de compra das famílias, que têm evitado comer fora, e às canetas emagrecedoras. Ela relata uma queda drástica na demanda, pior do que na pandemia de Covid-19.

    — As dívidas estão virando uma bola de neve. Nem na época da pandemia eu tinha os números que tenho hoje. Vendia em torno de uma tonelada de frango por mês. Hoje em dia, devo estar vendendo a metade ou menos. Meu frango zerava, as pessoas ficavam esperando para poder comprar, tinha fila de espera. Agora, toda semana sobra — afirma.

    Maria de Fátima da Silva, dona da Henris Waffles Belgas, na Zona Oeste de São Paulo, também percebe queda na demanda por seus doces, tanto na vizinhança quanto nos pedidos via delivery. Além disso, ela diz que a “concorrência agressiva” de supermercados e os custos das plataformas de entrega estão corroendo o faturamento da empresa.

    — Não estou dando conta. Estou no cheque especial e faço malabarismo para pagar com 15,83% de juros. Estou me enforcando — diz ela, que também tem um empréstimo para capital de giro do Pronampe, programa do governo que tem juros menores.

    Renda comprometida
    A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, destaca que o número de recuperações judiciais, instrumento acionado pelas empresas maiores quando não conseguem mais pagar seus credores, também vem subindo. Para ela, não dá para desassociar o quadro do endividamento das famílias, cuja negativação também vem renovando recordes desde janeiro de 2025 e chegou a 83,9 milhões em julho.

    Em um ambiente com o custo de vida pressionado pela inflação, as taxas de juros muito elevadas encarecem o crédito e fazem as dívidas aumentarem rapidamente. No indicador da Serasa, o comprometimento da renda das famílias com parcelas de empréstimos, faturas de cartão e contas de serviços básicos é de 74,6%.

    Nas faixas de renda mais baixas, encosta em 90%, o que indica que sobra pouco ou nenhum espaço para outros gastos ou imprevistos. Isso leva a um círculo vicioso, de maior restrição dos bancos para conceder linhas de maior qualidade, o que obriga empresas e pessoas a recorrerem a opções emergenciais e caras, como cheque especial e cartão.

    Para a economista, os programas de renegociação de dívida ajudam, como o Desenrola para famílias e empresas, mas só promovem um alívio temporário, sem uma queda sustentada dos juros, cujo patamar elevado há anos explica a forte deterioração no mercado de crédito. Desde 2022, a Taxa Selic está em dois dígitos. Desde março, está em curso um ciclo de queda dos juros, mas a taxa só caiu 1 ponto percentual desde então, de 15% para 14%.

    Bomba-relógio no crédito
    Camila, da Serasa Experian, afirma que o BC tem feito um esforço para manter o ciclo de corte, mas a interpretação do mercado financeiro é a de que a autoridade monetária ficará limitada se a agenda fiscal não convergir para o mesmo sentido do aperto da economia. Ela argumenta que o governo atual fez uma agenda importante de recuperação de receitas, mas é necessário avançar mais em cortes de gastos, de modo a entregar superávits que consigam estabilizar a dívida pública.

    Para Camila, portanto, há uma “bomba-relógio” a ser desarmada para impedir um cenário de queda abrupta do crescimento econômico.

    — Existe bastante preocupação de qual vai ser a capacidade do setor produtivo conseguir manter esses empregos. Temos uma bomba-relógio a ser desarmada, para que a gente consiga desacelerar de maneira gradual, e não de maneira abrupta. Este é o ponto, de desacelerar e não de entrar em ambiente recessivo — diz a economista.

    Expectativa de ajuste
    A economista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria Integrada, espera que os programas de renegociação de dívidas deem um alívio temporário nos indicadores de inadimplência. No começo de 2027, a expectativa é que comece uma queda mais consistente, vinculada à percepção de que o governo, independentemente de quem ganhe a eleição, tomará medidas de ajuste fiscal, abrindo espaço para uma redução mais forte da taxa básica de juros.

    Caso contrário, sem nenhum sinal de um mínimo de equalização das contas públicas, Isabela diz que os juros devem se manter elevados, e o governo, sem espaço fiscal, não poderá continuar com os programas de renegociação, resultando em uma nova onda de alta na inadimplência.

    — Aos poucos, isso poderia levar a uma recessão econômica, não em 2027, mas em 2028. As empresas acabam quebrando, sem ajuda do governo federal, sem espaço fiscal, e ainda tem o tarifaço. A equalização fiscal, ainda que a mínima possível, é necessária para haver alívio — avalia Isabela.

    O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, concorda que uma solução definitiva para o endividamento depende de uma redução dos juros, mas diz que, sem os programas de renegociação, a situação seria pior.

    Para os pequenos negócios, o Desenrola funciona trocando dívidas mais caras pelas linhas subsidiadas pelo governo, o ProCred360, para firmas com faturamento de até R$ 360 mil por ano, e o Pronampe, para empresas com receita de até R$ 4,8 milhões. Pereira revela que já foram 185 mil repactuações no Pronampe, renegociando R$ 26 bilhões em dívidas, e 47 mil no ProCred360, o que representa R$ 2 bilhões.

    — O Brasil deve entrar na rota de redução de juros, já deveria ter entrado, mas pressões internacionais (*) atrapalharam essa rota. O fiscal está mais equilibrado hoje do que era há quatro anos — defende o ministro, citando ainda a necessidade de adoção de medidas microeconômicas para evitar juros abusivos.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/17/inadimplencia-ja-atinge-91-milhoes-de-empresas-no-pais-com-r-232-bi-de-dividas-em-atraso-patamares-recordes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (*) Huuummm. . .

  21. Miguel José Teixeira

    “Por que cometer erros antigos se há tantos erros novos a escolher?
    (Bertrand Russell (*)

    “85% dos deputados buscam reeleição, e Câmara deve ter baixa renovação”
    (+em: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/08/17/renovacao-camara-senado-reeleicao.htm)

    (*) Bertrand Arthur William Russell, 3.º Conde Russell OM FRS[2] (Trelleck, País de Gales, 18 de maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos do século XX.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell

  22. Miguel José Teixeira

    Bem-Te-Vi,
    li & repliqui!

    “As mãos do tintureiro sempre se mancham com o elemento de trabalho”
    (Cardeal Thomas Wolsey (interpretado por Sam Neill), na série da Netflix, Os Tudors)

    “Essa frase é uma variação e uma reflexão inspirada em um famoso trecho de William Shakespeare, presente no seu Soneto 111.”
    . . .
    O Significado da Metáfora
    Shakespeare utiliza a figura do tintureiro (o profissional que trabalha tingindo tecidos) para ilustrar como o meio em que vivemos, a nossa profissão e as nossas ações repetitivas moldam inevitavelmente a nossa própria identidade, caráter e pensamentos. Assim como o pigmento penetra nos poros do trabalhador e tinge suas mãos de forma indelével, o ambiente e o elemento de trabalho “mancham” e transformam a alma humana.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/xYtI0OwcGfUGliWwO

  23. Miguel José Teixeira

    “Nas entrelinhas”

    O número elevado de indecisos nas pesquisas espontâneas revela que a maioria da sociedade ainda não transformou simpatia ou rejeição em decisão eleitoral.

    “Astúcia do povo nas urnas eletrônicas é o mais imponderável nas eleições”
    (Luiz Carlos Azedo, em seu blog no Correio Braziliense, 16/08/26)

    Nos dicionários, astúcia é o mesmo que artimanha, esperteza, malícia e sagacidade. Na política, quase sempre tem um significado negativo, porque é uma das características dos políticos para enganar o eleitor. Entretanto, há uma grande diferença entre a astúcia do povo e astúcia dos políticos. A primeira se baseia no bom senso. Já a segunda recorre ao senso comum para atingir objetivos a qualquer preço, muitas vezes obscuros. Não existe momento em que esses atributos sejam mais utilizados do que as eleições.

    O folclorista capixaba Hermógenes Lima Fonseca (*), advogado, contador e pesquisador da cultura, viveu até 1996, quando morreu aos 80 anos em Vila Velha (**)(ES), aos pés do Convento da Penha (***), um dos mais antigos no Brasil. Ele sofreu influências de baianos e mineiros, além da forte atração dos cariocas, que consagraram Roberto Carlos (****), Nara Leão (*****), Sérgio Sampaio (******) e Rubem Braga (*******). Hermógenes dizia que “o povo astucia as coisas”.

    Esse vem sendo o fator mais imponderável das eleições brasileiras desde a redemocratização. Ao que tudo indica, neste ano não será diferente. O dado mais importante das pesquisas eleitorais recentes talvez não esteja na distância entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, mas na revelação da pesquisa espontânea de que a maioria dos eleitores ainda não sabe em quem votar.

    Na mais recente Genial/Quaest, Lula aparece com 38% no primeiro turno, contra 31% de Flávio, enquanto Caiado e Renan Santos têm 4%, Zema 2% e Augusto Cury 2%. No segundo turno, Lula marca 43% contra 40% de Flávio: empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Os institutos, porém, apresentam diferenças importantes. A CNT/MDA registra Lula com 42,4% e Flávio com 28,7% no primeiro turno e 48% a 39,1% no segundo. BTG/Nexus aponta 40% a 35% no primeiro e 47% a 44% no segundo.

    Não se sabe a verdadeira dimensão do favoritismo de Lula. Nossa história recente está cheia de viradas eleitorais. O número elevado de indecisos nas pesquisas espontâneas revela que uma parcela considerável da sociedade ainda não transformou simpatia, rejeição ou preferência ideológica em decisão eleitoral. Nesse cenário, a experiência recomenda prudência ao projetar o comportamento observado na pesquisa estimulada.

    Leia também: As táticas dos candidatos na corrida eleitoral ganham as ruas
    (https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/08/7480814-as-taticas-dos-candidatos-na-corrida-eleitoral-ganham-as-ruas.html)

    O exemplo clássico é 1994. Lula começou aquele ciclo eleitoral como favorito, mas o Plano Real, lançado durante o governo Itamar Franco, alterou radicalmente o ambiente econômico e social. A estabilização da moeda transformou Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda identificado com o Real, no candidato da estabilidade. FHC ultrapassou Lula e venceu no primeiro turno.

    Pesquisa não é profecia

    Em 2002, Ciro Gomes chegou a ameaçar José Serra na disputa pela vaga no segundo turno. A campanha eleitoral, porém, expôs suas fragilidades, Serra recuperou terreno e terminou enfrentando Lula, que venceu a eleição. Em 2006, Lula parecia ameaçado pelo escândalo do mensalão e Geraldo Alckmin conseguiu levá-lo ao segundo turno. O desfecho foi surpreendente: Alckmin recebeu menos votos no segundo turno do que no primeiro, Lula foi reeleito.

    A maior volatilidade ocorreu em 2014. Após a morte de Eduardo Campos, Marina Silva assumiu a candidatura do PSB e disparou. No fim de agosto, o Datafolha mostrava Marina com 50% contra 40% de Dilma Rousseff no segundo turno. Poucas semanas depois, o cenário havia mudado.

    Em setembro, Dilma tinha 36%, Marina 33% e Aécio Neves apenas 15% no primeiro turno. Na espontânea, expressivos 29% estavam indecisos. Aécio ultrapassou Marina, chegou ao segundo turno empatado com Dilma, com 51% contra 49% dos votos válidos de Dilma, que virou novamente e foi reeleita. Houve três eleições dentro de uma.

    .A mais surpreendente foi a eleição de 2018, o atentado contra Jair Bolsonaro alterou sua dinâmica e reduziu sua participação presencial. Fernando Haddad havia assumido a candidatura petista com a inelegibilidade e prisão de Lula. Em poucas semanas, mudou tudo. O “azarão” Bolsonaro foi eleito. Mesmo em 2022, quando a polarização Lula-Bolsonaro já estava consolidada, a eleição foi decidida no segundo turno por apenas 1,8 ponto percentual: Lula obteve 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro.

    Leia mais: Campanha nas ruas e propaganda na internet começam neste domingo
    (https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/08/7480877-campanha-nas-ruas-e-propaganda-na-internet-comecam-neste-domingo.html)

    A campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente neste domingo. Há incertezas na economia, na qual inflação, emprego, renda, juros e percepção sobre o custo de vida podem modificar a avaliação do governo. Nos escândalos políticos que atinjam candidatos, familiares ou aliados. Na interferência de Donald Trump e das tarifas norte-americanas. No desempenho dos candidatos no horário eleitoral e nos debates. O mais imponderável, porém, como diria o “Mestre Armojo” (*), é a astúcia do povo, graças às urnas eletrônicas, que garantem o voto direto, secreto e universal e o princípio da alternância de poder, pilares da democracia brasileira.

    Vale a pena ler de novo:
    > Desafios internos e externos ameaçam projeto de reeleição de Lula
    (https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/desafios-internos-e-externos-ameacam-projeto-de-reeleicao-de-lula/)
    > O Brasil entre soberania, democracia e seus velhos problemas sociais
    (https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/o-brasil-entre-soberania-democracia-e-seus-velhos-problemas-sociais/)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/astucia-do-povo-nas-urnas-eletronicas-e-o-mais-imponderavel-nas-eleicoes/)

    e+:

    (*) https://secult.es.gov.br/trajetoria-de-hermogenes-lima-fonseca-e-conta
    (**) https://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Velha
    (***) https://conventodapenha.org.br/
    (****) https://www.robertocarlos.com/
    (*****) https://pt.wikipedia.org/wiki/Nara_Le%C3%A3o
    (******) https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Sampaio
    (*******) https://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Braga

  24. Miguel José Teixeira

    No pontapé inicial para o tetra. . .

    “imagens aéreas, incluindo as registradas pelo drone do PT na transmissão oficial no YouTube, mostraram que o local não estava totalmente lotado. O estádio, um reduto histórico do sindicalismo paulista, tem capacidade para 12.500 pessoas no setor da arquibancada.”
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/vila-euclides-fica-com-espacos-vazios-na-largada-de-lula/

    . . .sobraram portanto, no mínimo, 500 “pão com mortaNdela”, pois o local não tinha capacidade para 13 (o número da quadrilha) mil. . .

  25. Miguel José Teixeira

    Uma no cravo, outra na ferradura!
    Mas, quem está sendo ferrado,
    somos nós, burros de cargas. . .

    “De ‘Argh’ a ‘Zema’, um abecedário do pôr do sol do que somos”
    – Ilusões e polarização também estão no bestialógico eleitoral.
    – Marqueteiros estão em baixa e a democracia irrepresentativa vai bem, obrigado.
    (Mario Sergio Conti, FSP, 15/08/26)

    Argh. O falatório insano vai até outubro. Depois haverá balanços, especulações, lobbies, a roleta dos ministeriáveis e, no ano que vem, a posse dos eleitos. Política cansa. Melhor esperar o Carnaval para governar.

    Aécio. Um ufa de alívio varreu a JBS quando o macilento mineirinho anunciou que não será candidato. A empresa carnívora atestou, numa delação premiada, que deu R$ 110 milhões para tramar a súcia de 12 partidos que, em 2014, escorou sua ânsia em desfrutar do Planalto.

    Anticomunismo. Lula avisou que, “como estamos com o barco garantido, é hora de dar um salto de qualidade”. Já que não há mais anticomunistas alfabetizados, não escarraram nele por usar uma expressão criada por Engels. Mas a física, sempre reacionária, insiste que barcos não saltam.

    Bolsonaro. Calado e invisível, é um ectoplasma, o que tem utilidade. Não há cristãos sem pagãos, patrões sem trabalhadores, deuses sem demônios, esquerda sem direita.

    Candidato. Vem do latim “candidatus”, cândido, alvo. Em Roma, os candidatos punham togas brancas para mostrar que não tinham mancha, estavam limpos. Os candidatos do centrão têm horror à cândida, se enfeitam com as encardidas penas da asa da graúna.

    Chapéu. Em vez do velho refrão “Lula-lá”, a nação petista adotará o jingle velhaco da campanha de 1950 de Getúlio, precursor do marketing chapeleiro: “O sorriso do velhinho/ faz a gente trabalhar”.

    Fake news. Não cabe à inverdade universal se contrapor à mentira particular.

    Grotões. Elege-se um deputado federal em Roraima com 49 mil votos. Em São Paulo, é preciso dez vezes mais, meio milhão. Os 578 mil eleitores do Amapá têm três senadores; os 17 milhões de mineiros também. A democracia irrepresentativa vai bem, obrigado.

    Isonomia. Se Fábio Luís virou Lulinha, Flávio Bolsonaro devia ser chamado de Bolsonarinho.

    Ilusões. A opressão dos pobres pelos ricos, o aniquilamento da natureza, a degradação das cidades, as gangues entranhadas no Estado, tudo o que tenha a ver com saúde, segurança e educação —nada mudará rápida e radicalmente na eleição. A lenta queda livre num abismo sem fundo perdurará até que, ao arrepio das instituições, os brasileiros botem para quebrar.

    Marqueteiros. Estão em baixa. Comprar baciadas de influencers é mais barato.

    Pluralismo. “A verdade é una e o erro é múltiplo”, disse Simone de Beauvoir. “Não espanta que a direita professe o pluralismo”.

    Polarização. Existe desde que o centrão ateniense aprovou que Sócrates tomasse cicuta. Como sói acontecer, no segundo turno a situação estará de um lado e a oposição do outro.

    Pôr do sol do que somos. Fernando Pessoa disse algo cabível à eleição: “A ânsia de coisas impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Estes meios-tons da consciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos.”

    Porreta. Na única frase que sobrou dos 62 minutos de seu discurso inaugural de campanha, o presidente disse que, em vez de “paz e amor”, será “porreta”. Trocou seis por meia dúzia e foi fiel à lengalenga apolítica e ególatra.

    Programa de governo. Coisa de pernósticos. Repita o que papagaiam todos: muita saúva e pouca saúde, os males do Brasil são.

    Roosevelt. Caso ganhe, o incumbente igualará o recorde de quatro mandatos do presidente americano. Roosevelt fez o “new deal” no primeiro.

    Santíssima Trindade. Um distinto deputado morreu de piripaque cardíaco aos 40 anos, e Delfim Netto disse que fora vítima da Santíssima Trindade brasiliense: champanhe, cocaína e putas. “É por isso que tanta gente quer ser deputado e senador”, explicou. Acrescentem-se agora as emendas parlamentares – além da imorredoura porfia pelo bem da pátria.

    Vargas. Bonapartista patriarcal, é o modelo de Lula, noves fora a tirania torturante. Reajustou o salário-mínimo em 100% e, a pretexto do habitual mar de lama, a burguesia mandou a milicada abatê-lo.

    Vampiro. Não há candidato que queira ser visto com Michel Temer. Só o Banco Master recorreu a ele, mas teve de desembolsar uma cornucópia de R$ 7,5 milhões.

    Vice-presidente. É o melhor cargo da República, provendo casa, comida, roupa lavada e carro com chofer. O vice fica de olho em botinadas no titular, aguardando a convocação. Kassab, o bofe óbvio, quer a boquinha.

    Zzzzz. Zema.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2026/08/de-argh-a-zema-um-abecedario-do-por-do-sol-do-que-somos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    1. Para ler e entender o papel do vice de Gaspar, além dele articular não apenas contra o governo a que pertence e ganhar por isso, mas também, e principalmente, contra quem vai lhe dar suporte se ele, por sorte e vingança, vier a assumir.

  26. Miguel José Teixeira

    Todos pela democra$$ia!

    “Confraria de interesses se une a Lula”
    – Comandantes do Congresso, centrão e parte do STF jogam fichas na reeleição de olho em garantias.
    – Kassab disse alto o nome de um jogo perceptível, mas que estava sendo jogado com discrição.
    (Dora Kramer, FSP, 15/08/26)

    Gilberto Kassab (PSD) revelou um segredo de polichinelo quando disse que “o centrão está com Lula”. Quem não sabia disso passou a desconfiar a partir das digitais do Palácio do Planalto nas declarações de neutralidade de partidos como PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e MDB.

    A certeza veio pela voz do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), na saída do segundo encontro entre Luiz Inácio da Silva (PT) e Davi Alcolumbre (União) depois de três meses sem se falarem.

    “O Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição de Lula”, disse Guimarães, dando mais destaque ao apoio eleitoral que ao efeito que a retomada da convivência entre os presidentes da República e do Congresso venha a ter sobre o bom andamento dos trabalhos legislativos.

    Dois dias antes, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), se declarara em igual sintonia quanto à recondução de Lula para o quarto mandato.

    Kassab abriu o jogo. Deu sujeito, verbo e predicado ao enunciado do roteiro que o mundo da política localizado do centro à direita vinha escrevendo sobre o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) com alguma discrição: não dar camisa à família para os planos de 2030.

    E não é só o centrão. Há parte do Supremo Tribunal Federal também na jogada, como se viu com nitidez na iniciativa dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin de atuar como políticos na reaproximação entre Lula e Alcolumbre.

    Uma combinação de interesses para 2027. A aposta de contar com um resultado das urnas ainda indefinido pode ser arriscada, mas é o que fazem esses personagens em busca de garantias recíprocas.

    Os presidentes da Câmara e do Senado colocam suas fichas no apoio de Lula reeleito para a recondução aos cargos a partir de fevereiro; os ministros do STF enxergam aí chance de se manter a barreira a processos de impeachment.

    Já o centrão teve boa vida, não acredita em promessas de “guerra” contra emendas e não vê razão para mudar.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/confraria-de-interesses-se-une-a-lula.shtml)

    Só pra bolsonarizar. . .

    . . .e, não será, com garantia minha,
    que o “pós-graduado” de mentchirinha,
    vulgo faveco rachadjinha,
    irá mudar essa marmeladjinha. . .

  27. Miguel José Teixeira

    Rrrespeitávelll públicooo!!!
    No picadeiro. . .
    “palhaços, ilusionistas e velhacos” travestidos de salvadores da Pátria!
    Eee. . . na platéia. . .
    armados com o poder do voto, nós, os burros de cargas/eleitores!

    “Eleições 2026: o circo começou”
    – De hoje até 4 de outubro, dia do primeiro turno, e 25 de outubro, dia do segundo, o melhor a fazer é cuidar da própria vida.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 16/08/26)

    O início oficial da campanha eleitoral de 2026 não traz notícias alvissareiras ou mesmo a mais remota esperança de dias melhores. A data marca apenas mais um ciclo eleitoral que será atirado na lata de lixo, em que a patuleia assistirá às mais bizarras cenas de agressão, acusação, promessas vazias e lacração ideológica e identitária (1), protagonizadas por palhaços, ilusionistas e velhacos em busca de poder e à caça de (mais) dinheiro alheio, já que os R$ 5 bilhões de fundo eleitoral não bastam.

    Entre eleitores ignorantes, cegos e fanáticos que não se importam com nada além da obediência servil ao ídolo de plantão, deixando o ódio pelo oposto e a preguiça intelectual imperarem justamente na única ocasião em que poderiam exercer domínio pleno sobre os abutres da política, há alguns poucos que dedicarão os próximos meses a tudo, menos ao debate e ao embate eleitoral. Outros, por mera resiliência e espírito de independência, insistirão em depositar seus votos – e esperança – em candidatos e causas perdidas.

    Os dois principais candidatos ao Planalto são, de um lado, o mofo embolorado pelo atraso, pela ineficiência e pela corrupção e, de outro, o mesmo mofo, só que apimentado por generosas pitadas de negacionismo, autoritarismo, messianismo e cafajestagem familiar (2). Os demais, no gargarejo da rabeta do fim da composição, não passam de murmúrios repetidos e siameses, misturando-se e confundindo-se – ou fundindo-se – com os ecos dos mesmos vícios, discursos, cores e odores de sempre.

    Fé na vida, fé no homem, fé no que não virá
    Nos estados, raras as exceções, bate-paus dos de Brasília e uma horda exótica atrás dos mais de R$ 60 bilhões anuais em emendas parlamentares federais (3) e sabe-se lá de quantos outros bilhões nas versões estaduais do mesmo butim. O tal sufrágio universal é, na verdade, o naufrágio da organização social brasuca. A prova inconteste de que, em Banânia, a tal democracia falhou miseravelmente, ainda que seja sempre infinitamente mais desejável do que qualquer aventura autoritária – bolsonarista ou não.

    Aliás, falando em autoritarismo e naufrágio democrático, lembremo-nos de uma das piores semanas desde a redemocratização, quando assistimos ao todo-poderoso Xandão, em socorro ao “amigo de fé, irmão camarada” de Lula, Flávio Dino, acabar de fazer picadinho com o que sobrou daquele livrinho sujo, surrado e desrespeitado, que um dia jurou defender. O fim do sigilo da fonte (4) é a face mais nova e aparente do fim da Carta de 1988 e, talvez, o início fático de outro fim: o da liberdade de imprensa.

    De hoje até 4 de outubro, dia do primeiro turno, e 25 de outubro, dia do segundo turno, o melhor a fazer é o de sempre: cuidar da própria vida. Porque ninguém mais irá cuidar dela por você. “Nossa, Ricardo, não há nada que preste, então?”. No âmbito da organização do Estado e da tripartição dos Poderes (5), em todas as esferas (municipal, estadual e federal), não. Não há. O consolo – ironicamente, é claro – é que, daqui a dois anos, tem mais. E não corremos o menor risco de tudo isso mudar para melhor. Já para pior…

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/eleicoes-2026-o-circo-comecou/)

    (1) “Debate é marcado por ‘cadeirada’ de Datena em Marçal; apresentador é expulso”
    – O embate entre os dois ocorreu após Marçal chamar Datena de covarde e relembrar acusação de assédio sexual, que o apresentador desmentiu antes de partir para a agresão.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/debate-da-tv-cultura-e-interrompido-apos-datena-agredir-marcal-com-uma-cadeira/#google_vignette

    (2) “A mensagem chocante de Eduardo, o filho, ao pai, Jair Bolsonaro”
    – Particularmente, jamais acreditei na retórica religiosa dos Bolsonaro. Aliás, não acredito em discursos religiosos salvacionistas.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/a-mensagem-chocante-de-eduardo-o-filho-ao-pai-jair-bolsonaro/

    (3) “Congresso Nacional: deles, por eles, para eles”
    – O corporativismo é eloquente e é regra. Propostas costumam nascer discretas, longe dos holofotes, até o momento em que já são irreversíveis.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/congresso-nacional-deles-por-eles-para-eles/

    (4) “Uma autópsia do sigilo da fonte no STF”
    – Decisão de Moraes para busca e apreensão se refere como “matérias jornalísticas” ao material publicado como denúncia sobre Dino.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/uma-autopsia-do-sigilo-da-fonte-no-stf/

    (5) https://portaldatransparencia.gov.br/entenda-a-gestao-publica/esferas-e-poderes

    > Tentei. . .
    amenizar o domingo, com a postagem abaixo (Matutando sobre as flores. . .)
    Vou “retentar” com as duas icônicas canções citadas no texto:

    1) O saudoso Tremendão e “Nunca pare de Sonhar – Sementes do Amanhã”
    em: https://www.youtube.com/watch?v=yOZGYY4GmiM

    2) O Rei Roberto Carlos e “Amigo/Amigo”
    em: https://www.youtube.com/watch?v=7oWgjj_mbn0

    > E pracabádearrematá. . .
    O Chico (como sempre) tinha razão:
    não podemos ficar à toa na vida, vendo a banda(*) passar cantando coisas de amor. . .
    https://www.youtube.com/watch?v=cJIQxSMbdxs

    (*) A música “A Banda”, lançada por Chico Buarque em 1966, usa a passagem de uma banda de música de rua como uma metáfora poética sobre como a arte, a alegria e a esperança coletiva conseguem suspender, mesmo que brevemente, a dura e cinzenta rotina do cotidiano. . .
    +em: https://share.google/aimode/p0HCr1abIvbAZl6dk

  28. Miguel José Teixeira

    E só porque hoje é domingo!!! (2)

    Matutando sobre as belas flores (https://www.youtube.com/watch?v=9MfigKs4Y2E0) que o belo mundo nos dá:

    Se as borboletas (https://www.youtube.com/watch?v=a2U7Z48meao) são consideradas flores voadoras,
    as aves (https://www.youtube.com/watch?v=3rLHqOnrx9w) também não as serão?
    E os peixes (https://www.youtube.com/watch?v=mzk5HFo04WA) serão flores nadadoras?

    Lembro-me que. . .
    assim que, lamentavelmente, a Figueira que ornava a praça da Prefeitura caiu, sugeri que ali fosse plantado um Ipê Amarelo, cuja flor é simbolo do Brasil por Decreto do Jânio Quadros de 27 de junho de 1961.
    Será que hoje não teríamos lá uma bela árvore como esta?
    https://www.ecologs.com.br/wp-content/uploads/2023/09/ipe-1.jpg

  29. Miguel José Teixeira

    E só porque hoje é domingo!!!

    Consta que existem 3 regimes de governos:

    > o parlamentarismo,
    – Onde há divisão entre o chefe de Estado (um presidente ou monarca com papel mais simbólico) e o chefe de governo (o primeiro-ministro).

    > o presidencialismo,
    – em que o presidente é o chefe de Estado e também o chefe de governo.
    e
    > o semipresidencialismo,
    – que é um sistema misto que junta ideias dos outros dois modelos.

    Mas na PeTezuela, “se-inovou-se”! Foi criado

    > o emendarismo
    – onde o chefe do poder executivo é um fantoche nas mãos dos parasitas que o povo elege para o parasitários alto (senado) e para o parasitário baixo (câmara dos dePUTAdos). A missão do primeiro é liberar emenda$ para os segundo e terceiro fazerem a fe$ta!

    No “emendarismo”, literalmente, a democracia foi atropelada pela democra$$ia.

  30. Miguel José Teixeira

    Se naqueles tempos,
    o bando assim já tocava a banda
    imaginem hoje!

    “Pianista sem piano”

    Eleito governador do Rio Grande do Sul em 1934, o general Flores da Cunha foi pressionado pelas oito irmãs e a mãe, durante um ano, a nomear o sobrinho Pedruca para qualquer cargo.
    Ele resistiu – considerava Pedruca um inútil.
    Mas não aguentou a pressão do mulherio (quem aguentaria?) e capitulou, dando finalmente instruções a Poti Menezes, chefe da Casa Civil:
    – Prepare o ato nomeando Pedruca pianista do Palácio Piratini, disse.
    Mas, governador, Pedruca nem sequer sabe tocar piano…
    – Não faz mal, retrucou o general, no Palácio não tem piano mesmo!

    (Poder sem pudor, coluna CH, DP, 16/08/26)

  31. Miguel José Teixeira

    Pra não dizerem que
    não foi teclado sobre
    picanha & cervejinha grátis!

    “Lorota eleitoral: Lula promete ‘acabar com a fome’ há 37 anos”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 16/08/26)

    O presidente Lula (PT) promete “acabar com a fome no Brasil” há pelo menos 37 anos. Em novembro de 1989, na sua primeira campanha presidencial, o petista disse que seu programa de governo acabaria com a fome de todos os brasileiros. Voltou a fazer a mesma promessa na campanha de 1994. Em 2003, após vencer a disputa pela primeira vez, reafirmou a lorota no seu discurso de posse e ainda chamou de “missão”.

    Para se reeleger
    Na disputa do segundo mandato passou a falar de “três refeições”, já que não poderia dizer que havia famintos após quatro anos de seu governo.

    Para eleger Dilma
    Em 2010, após os oito anos, Lula decretou que “a fome não é mais um flagelo no país”. O Brasil só saiu do Mapa da Fome em 2014.

    Para voltar à cena
    O papo voltou em 2020 e 2021, após deixar a prisão e virar pré-candidato a presidente, quando “denunciou” a volta da fome.

    De volta para o passado
    Em 2021 Lula disse que iria acabar com a fome; em 2023 chamou a promessa de obsessão e deu prazo: até 31 de dezembro de 2026.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lorota-eleitoral-lula-promete-acabar-com-a-fome-ha-37-anos)

  32. Miguel José Teixeira

    A festa da Democracia!

    > “Número de governadores fora das urnas em 2026 é o maior desde 2014”
    – Ao menos 10 governadores eleitos em 2022 não disputam; decisão se dá por barreira jurídica, preferência pessoal ou falta de espaço político
    (Ludmyla Barros, Poder360, 16/08/26)

    Ao menos 10 dos 27 governadores eleitos em 2022 não disputarão reeleição, cargos no Legislativo ou a Presidência da República em 2026. Trata-se do maior número de gestores estaduais fora da disputa desde 2014. As decisões envolvem barreiras jurídicas, escolhas pessoais ou falta de espaço político. O motivo principal é o receio de entregar o comando do Estado a vices com os quais romperam.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/numero-de-governadores-fora-das-urnas-em-2026-e-o-maior-desde-2014/

    >> “Eleições de 2026 têm 20.438 candidatos no fim do registro”
    – Prazo para cadastro terminou às 19h deste sábado (15.ago), mas documentos demoram a entrar no sistema e número final ainda é desconhecido.
    (Rafael Barbosa, Poder360, 15/08/26)

    O Brasil tinha 20.438 candidatos registrados para as eleições de 2026 até as 19h30 deste sábado (15.ago.2026). O prazo para registro terminou às 19h, mas o dado final de candidaturas ainda não é conhecido porque há um atraso nos sistemas da Justiça Eleitoral para computar todas as atualizações.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/eleicoes-de-2026-tem-20-438-candidatos-no-fim-do-registro/

    >>> “49,9% dos candidatos de 2026 se declaram negros; 48,6%, brancos”
    – Prazo para envio de registros terminou neste sábado (15.ago); percentual de pretos e pardos teve leve queda ante 2022.
    (Rafael Barbosa, Poder360, 15/08/26)

    As Eleições de 2026 terão 10.200 candidatos autodeclarados negros. Esse número representa 49,9% do total de registros. Refere-se à soma dos que disseram ser pardos (7.412) e pretos (2.788).
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/499-dos-candidatos-de-2026-se-declaram-negros-486-brancos/

    >>>> “Candidaturas femininas são 34,8% nas Eleições de 2026”
    – Dado representa um novo recorde proporcional; cadastros femininos cresceram 27,5 pontos percentuais desde 1994.
    (Bianca Penteado e Rafael Barbosa, Poder360, 15/08/26)

    As mulheres representam 34,8% das candidaturas nas Eleições Gerais de 2026, um novo recorde proporcional. O percentual é 1 ponto maior que o registrado no pleito presidencial de 2022.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/candidaturas-femininas-sao-348-nas-eleicoes-de-2026/

  33. Miguel José Teixeira

    O que é pior?
    Uma oligarquia (*) ou uma horda (**)?

    “Pai, filho, sobrinho e irmã: o palanque familiar de Motta na Paraíba”
    +em: https://noticias.uol.com.br/colunas/a-hora/2026/08/16/pai-filho-sobrinho-e-irma-o-palanque-familiar-de-motta-na-paraiba.htm

    (*) É uma forma de poder político em que um grupo pequeno de pessoas — unidas por laços de família, dinheiro, partido político ou classe social — comanda um país ou uma região para defender os seus próprios interesses.

    (**) Grupo de invasores.

  34. Miguel José Teixeira

    É de ontem!
    Mas, pode e deve ser lida
    hoje, amanhã e. . .depois!

    “Lula, a última valsa”
    – A campanha do presidente tornou-se o guarda-chuva sob o qual articula-se a paz entre o Congresso e o STF, para que tudo permaneça como está.
    – No terceiro mandato, o reformismo brando de Lula dissolveu-se em mera irresponsabilidade fiscal populista.
    (Demétrio Magnoli, FSP, 14/08/26)

    O PT veste vermelho, quando concorre para marcar posição, alternando às cores nacionais quando crê no triunfo. Lula vestiu branco, sob o fundo de uma bandeira verde-amarela, na convenção de lançamento de sua sétima candidatura presidencial. “Lulinha porreta”, como se exibiu? Não: isso foi dirigido à militância. O sétimo Lula é o candidato da “ordem”.

    “Ordem”, aí, com aspas. O certo é candidato do status-quo, ou seja, da desordem institucional. Sua campanha tornou-se o guarda-chuva sob o qual se articula a paz entre o Congresso e o STF, para que tudo permaneça como está.

    Desde que Jair ungiu Flávio, delineia-se a reeleição de um presidente assombrado por crônica rejeição majoritária, que resiste às “bondades eleitorais” oferecidas às custas do endividamento público. As conexões de Flávio com o Master e sua submissão absoluta à Casa Branca foram lidas pela direita como atestado de óbito.

    Daí, seguiram-se a retração de Tarcísio de Freitas à fortaleza paulista e a confirmação das candidaturas especulativas de Caiado e Zema, que sonham herdar a base eleitoral bolsonarista na hipótese de implosão do pretendente bolsonarista. Mas, sobretudo, o centrão extraiu do cenário a conclusão lógica de que deve concentrar seus esforços na apropriação do tesouro depositado no cofre das emendas parlamentares.

    União Brasil, PP e Republicanos, principais partidos do centrão, assim como o MDB, declararam neutralidade no plano nacional e “flexibilidade” nas disputas estaduais. Hugo Motta, presidente da Câmara, fez suas contas antes de pronunciar o veredicto: “Lula é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”. Tudo indica que Alcolumbre, seu colega do Senado, siga na mesma direção.

    O “país” mencionado por Motta não é o Brasil das ruas, mas um Brasil oficial vergado pelo desequilíbrio institucional. Seu objetivo é conservar a inflação de poderes do Congresso – isto é, o sequestro legalizado da prerrogativa de desviar recursos públicos para as bases dos parlamentares. Sob um governo Lula 4, isso solicita uma reconciliação com o STF, cuja maioria alinha-se ao presidente.

    O STF reagiu à operação golpista de Jair Bolsonaro pela ampliação de seu próprio poder. Os juízes supremos gostaram e, passada a situação excepcional, prosseguiram a escalada. Censuram ilegalmente, indiciam arbitrariamente, ameaçam o sigilo de fontes jornalísticas, legalizam rendas abusivas do Judiciário, protegem seus colegas das investigações policiais no caso Master. Hoje, precisam evitar uma retaliação do Congresso que emanará das urnas. Lula, Alcolumbre e Motta surgem como intermediários na costura de um pacto de elites: as emendas em troca dos poderes excessivos dos juízes de capa preta.

    O “Lulinha da dona Lindu” nunca foi de esquerda, algo que ele mesmo admite. No terceiro mandato, seu reformismo brando dissolveu-se em mera irresponsabilidade fiscal populista. Sua campanha atual, valsa derradeira, baseia-se em duas negativas: não ao autoritarismo dos Bolsonaro, em nome da democracia; não ao neoimperialismo de Trump, em nome da bandeira auriverde. Dois “nãos”, nenhum “sim”.

    “Vai ter briga com emenda parlamentar”, prometeu Lula no palanque da convenção. Esqueça: aos 80, o fiador do pacto das instituições representa uma ordem imune à mudança e carente de amparo popular.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/08/lula-a-ultima-valsa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista

  35. Miguel José Teixeira

    “Uma autópsia do sigilo da fonte no STF”
    – Decisão de Moraes para busca e apreensão se refere como “matérias jornalísticas” ao material publicado como denúncia sobre Dino.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 15/08/26)

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia garantiu que “a liberdade de imprensa não está em questão no Brasil” (1), mas talvez ela não tenha visto em detalhes a decisão sigilosa desta semana do colega Alexandre de Moraes (foto) que expõe em detalhes a violação do direito ao sigilo da fonte, documentada como se fosse legítima.

    O Antagonista teve acesso à decisão (2) de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim e Diogo Diniz Lima, que deixa bem claro que a liberdade de imprensa está, sim, em questão no Brasil, pois a fonte de um jornalista foi descoberta ao mexer em seu computador, apreendido com autorização de Moraes em outra operação de busca e apreensão, em março.

    Pelo despacho de Moraes no caso da denúncia sobre uso irregular de veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) pelo colega de tribunal Flávio Dino, basta que um ministro do STF considere que o jornalista não é digno de respeito para que seu direito ao sigilo da fonte seja desrespeitado.

    “Jornalistas investigados”
    Ao comentar o caso na sessão plenária de quinta-feira, 13, Moraes disse que é preciso fazer uma distinção entre jornalistas investigativos e “jornalistas investigados” (3), como se esse jogo de palavras significasse algo de revelante e justificasse de alguma forma sua decisão.

    Curiosamente, na decisão Moraes usa a expressão “matérias jornalísticas” ao se referir ao material publicado por Luís Pablo. Quer dizer, no despacho ele não desqualifica o trabalho do jornalista, e nem sequer menciona qualquer explicação para passar por cima do direito ao sigilo da fonte.

    Os profissionais de imprensa que têm tentado defender o ministro do STF não estão exatamente fazendo uma trabalho digno de respeito, e podem acabar entrando na mira de algum ministro do STF.

    O fato é que Moraes optou pelo caminho mais fácil para chegar à fonte das informações que considera que não deveriam ter sido divulgadas, pois algumas delas saíram do sistema do TJ-MA. Mas há uma legislação que proíbe exatamente o que ele fez e assegura o direito ao sigilo.

    “Stalking”
    Os investigadores tratam o jornalista Luís Pablo, que publicou a denúncia sobre Dino, como parte de um esquema de monitoramento e perseguição (stalking) do ministro do STF.

    Mas o que o despacho de Moraes expõe é que uma fonte, o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, forneceu as informações que Luís Pablo publicou.

    A Polícia Federal chegou ao elo ao acessar registros do WhatsApp Web do jornalista em seu computador, apreendido de março, numa clara e flagrante violação do sigilo da fonte.

    Está tudo registrado na decisão sigilosa de Moraes, como se fosse algo corriqueiro.

    O contrato milionário
    Essa mesma lógica poderia ser aplicada, por exemplo, aos jornalistas de O Globo que publicaram o incômodo contrato milionário do escritório da esposa de Moraes com o Banco Master.

    O relator do inquérito das fake news foi atrás dos vazadores na Receita Federal, e o STF chegou a expor os nomes de quatro suspeitos (4), numa nota bastante inusual.

    O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) ousou reclamar e foi intimado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos (5).

    Esse é o contexto da decisão de Moraes que ameaça a liberdade de imprensa no Brasil, e é por isso que tantas associações de classe manifestaram seu protesto (6).

    Qualquer tentativa de defender essa decisão não passa, no melhor dos casos, do jogo político mais rasteiro, para tentar salvar o que não tem mais salvação, e às custas da reputação do STF.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/uma-autopsia-do-sigilo-da-fonte-no-stf/)

    (1) “Liberdade de imprensa não está em questão no Brasil, diz Cármen Lúcia”
    – Ministra defende garantia constitucional do sigilo da fonte e evita comentar decisão de Alexandre de Moraes.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/liberdade-de-imprensa-nao-esta-em-questao-no-brasil-diz-carmen-lucia/

    (2) “Moraes violou sigilo da fonte para investigar crimes que dão até 2 anos de detenção cada”
    – Caso busca investigar crimes de stalking e de quebra de sigilo funcional; os dois casos, somados, podem chegar a 4 anos de detenção.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/moraes-matou-o-sigilo-da-fonte-para-investigar-crimes-que-dao-2-anos-de-detencao-cada/

    (3) “Sigilo de fonte não é “escudo protetivo” para atividade ilícita, diz Moraes”
    – Ministro do STF afirmou que não se pode confundir “jornalistas investigativos com jornalistas investigados por práticas criminosas”.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/sigilo-de-fonte-nao-e-escudo-protetivo-para-atividade-ilicita-diz-moraes/#google_vignette

    (4) “Sigilo seletivo no STF?”
    – Supremo expõe os nomes de quatro servidores públicos que serão investigados por supostamente vazar dados de ministros do tribunal.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/sigilo-seletivo-no-stf/

    (5) “Auditor critica STF e é intimado pela Polícia Federal”
    – Presidente da Unafisco será ouvido após questionar medidas determinadas por Alexandre de Moraes contra servidores da Receita.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/auditor-critica-stf-e-e-intimado-pela-policia-federal/#google_vignette

    (6) “Decisão de Moraes é ameaça à liberdade de imprensa, diz ANJ”
    – Associação Nacional de Jornais e outras entidades do setor contestam operação contra suposta fonte de jornalista do Maranhão.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/decisao-de-moraes-e-ameaca-a-liberdade-de-imprensa-diz-anj/

  36. Miguel José Teixeira

    Para quem necessita e ou gosta. . .

    “O Poder360 tem o maior acervo do Brasil com dados de políticos que foram candidatos em todas as eleições desde 1998: o Políticos do Brasil (1). As fichas dos candidatos de 2026 estão abertas ao público, com informações biográficas, listas de bens declarados e gráficos de evolução patrimonial, programas de governo e declarações de pendências com a Justiça.

    Os dados de eleições anteriores estão disponíveis para os assinantes do Poder Drive (2), uma plataforma de informações atualizadas em tempo real de cerca de 500 órgãos públicos, um Agregador de Pesquisas (3) com dados de estudos eleitorais desde o ano 2000 um sistema de alertas para quem deseja acompanhar qualquer assunto relacionado ao poder nas esferas públicas e privadas do país.

    (Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/saiba-quem-sao-os-candidatos-ao-governo-do-distrito-federal-em-2026/)

    (1) https://drive.poder360.com.br/politicos-do-brasil?cargo=0&ano=2026&uf=&municipio=&partido=&nome=&status=&pg=1
    (2) https://drive.poder360.com.br/
    (3) https://drive.poder360.com.br/agregador-de-pesquisas

  37. Miguel José Teixeira

    Decifra-me ou te devoro (*)

    “Candidato a vice-presidente da República na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), o presidente do partido, Gilberto Kassab, não está errado ao dizer que os partidos de centro não estão neutros.

    Mas não estão totalmente voltados à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Hoje, o PP, o MDB, o União Brasil e o Republicanos se esparramaram por três candidaturas: a de Lula, a de Flávio Bolsonaro e a de Caiado.

    E com o início da campanha, amanhã, vão pisar no acelerador para eleger deputados e senadores, e esperam montar um time para ser governo, independentemente de quem vencer a eleição presidencial.

    Aliás, nas conversas mais reservadas, os caciques desses partidos avaliam que as chances de Lula, hoje, são maiores que a de Flávio.

    Se o filho 01 murchar suas intenções de voto ao longo dos próximos 45 dias, aí, sim, eles devem correr para Lula.

    Muitos calculam ser melhor um Lula enfraquecido do que um presidente que chegue com a perspectiva de concorrer a mais quatro anos de mandato.

    (Denise Rothemburg, Coluna Brasília DF, CB, 15/08/26)

    (*) A frase “Decifra-me ou te devoro” é a famosa sentença dita pela Esfinge ao herói Édipo na mitologia grega, presente na tragédia Édipo Rei de Sófocles. Ela representa o ultimato do enigma e do desconhecido: compreender a complexidade da vida ou ser consumido pela ignorância.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/a1DPlHgCSl8jukcqH

  38. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido”

    “O Trivium, ao contrário, não ensina “matérias”: ensina operações da mente. Na fase da gramática, a criança pequena absorve fatos, vocabulário e estruturas com a avidez natural de quem aprende com prazer. Na fase da lógica, o pré-adolescente aprende a organizar esses fatos, a identificar falácias, a argumentar com coerência e sentido. Na fase da retórica, o jovem aprende a comunicar suas próprias conclusões com clareza e beleza. O resultado pretendido não é o aluno que sabe a resposta certa, mas o aluno que sabe como chegar a qualquer resposta ou a definição mais precisa possível do que significa aprender a aprender.”

    “O passado medieval volta a escola do futuro”
    ( Circe Cunha e Mamfil, Manoel de Andrade, no Blog do Ari Cunha, CB, 14/08/26)

    Vivemos a década em que a inteligência artificial resolve equações impossíveis, e em que a computação quântica promete redesenhar a própria noção de cálculo. Seria de se esperar, portanto, que a escola mais bem-sucedida do nosso tempo fosse também a mais tecnológica: telas em toda carteira, algoritmos adaptativos, gamificação, realidade aumentada. A surpresa incômoda para boa parte dos educadores que apostaram todas as fichas na inovação digital é que algumas das experiências educacionais mais consistentes e mais celebradas da atualidade vêm de escolas que fizeram o caminho inverso. Em vez de acumular ferramentas novas, essas escolas desenterraram uma ferramenta muito antiga: o Trivium, estrutura de ensino da gramática, da lógica e da retórica que organizava as escolas monásticas e as primeiras universidades da Idade Média.

    A pista para entender esse movimento está em um pequeno ensaio de 1947, “As Ferramentas Perdidas da Aprendizagem” (*) , da escritora e tradutora britânica Dorothy Sayers. Nele, Sayers argumenta: o modelo escolar herdado da Revolução Industrial com disciplinas fatiadas, conteúdos decorados, conclusões prontas entregues ao aluno para memorização produz jovens abarrotados de informação e, ao mesmo tempo, incapazes de articular um raciocínio próprio.

    O Trivium, ao contrário, não ensina “matérias”: ensina operações da mente. Na fase da gramática, a criança pequena absorve fatos, vocabulário e estruturas com a avidez natural de quem aprende com prazer. Na fase da lógica, o pré-adolescente aprende a organizar esses fatos, a identificar falácias, a argumentar com coerência e sentido. Na fase da retórica, o jovem aprende a comunicar suas próprias conclusões com clareza e beleza. O resultado pretendido não é o aluno que sabe a resposta certa, mas o aluno que sabe como chegar a qualquer resposta ou a definição mais precisa possível do que significa aprender a aprender.

    Esse programa, que soa arcaico à primeira vista, é hoje o motor de um dos movimentos educacionais de crescimento mais rápido nos Estados Unidos. A chamada educação clássica, presente tanto em redes de escolas particulares quanto em um contingente expressivo de famílias que educam os filhos em casa, multiplicou o número de escolas cristãs clássicas de poucas dezenas para centenas nas últimas três décadas, um crescimento que os próprios pesquisadores do campo descrevem como o mais acelerado entre os modelos alternativos de ensino no país.

    Levantamentos como o Cardus Education Survey, que acompanhou mais de mil egressos desse tipo de escola, mostram diferenças difíceis de ignorar: cerca de 81% desses alunos ingressam imediatamente no ensino superior, contra 59% dos egressos de escolas públicas e 64% dos egressos de escolas católicas tradicionais na mesma pesquisa; e cerca de 64% concluem a graduação, taxa superior à de pares oriundos de escolas evangélicas convencionais e de escolas públicas.

    O Ideb, índice brasileiro que combina proficiência e fluxo escolar numa escala de 0 a 10, chega a 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, mas cai para 5,0 nos anos finais e desaba para 4,3 no ensino médio sinal de que a escola brasileira perde o aluno exatamente na fase em que ele deveria estar desenvolvendo capacidade de argumentação e leitura crítica. Organizações da sociedade civil apontam o investimento público insuficiente, historicamente abaixo de 4% do PIB, como um dos fatores estruturais por trás desse quadro, ao lado de políticas como a progressão continuada sem mecanismos eficazes de reforço pedagógico, que reduziram a evasão escolar mas não resolveram o déficit de aprendizagem.

    Há sinais, ainda tímidos, de que parte do Brasil já percebeu o problema. Nos últimos anos, multiplicaram-se pelo país pequenas escolas particulares e grupos de ensino domiciliar que se autodenominam “clássicos” e adaptam o Trivium à realidade brasileira, com aulas de latim, debate e leitura de textos originais em vez de resumos didáticos. São iniciativas ainda restritas a famílias de maior poder aquisitivo e a nichos urbanos, sem qualquer equivalente na rede pública, que concentra a esmagadora maioria dos alunos do país.

    Um país que decora fórmulas sem compreender por que elas funcionam, que treina para o gabarito da prova em vez de para o argumento, continuará produzindo jovens tecnicamente equipados e intelectualmente desarmados diante da próxima onda de mudança, seja ela a inteligência artificial, a computação quântica, ou qualquer outra que ainda venha a ter um nome que ainda não conhecemos.

    A frase que foi pronunciada:
    “Temos uma população alfabetizada, no sentido de que todos são capazes de ler e escrever; porém, devido à ênfase dada à formação científica e técnica em detrimento das humanidades, muito poucos dos nossos cidadãos aprenderam a compreender e a usar a linguagem como instrumento de poder.”
    (Dorothy Sayers (**)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-passado-medieval-volta-a-escola-do-futuro/)

    (*) https://www.amazon.com.br/ferramentas-perdidas-aprendizagem-Dorothy-Sayers/dp/6587404642
    (**) Dorothy Leigh Sayers (Oxford, 13 de junho de 1893 – Witham, 17 de dezembro de 1957) foi uma renomada escritora inglesa de poemas e histórias de detetives. Foi também uma estudiosa de letras clássicas e modernas.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_L._Sayers

  39. Miguel José Teixeira

    A toga desbotada & amarrotada

    > Proporção de editoriais críticos ao STF sobe em 4 jornais”
    – Ranking dos Políticos analisou 1.833 textos de 2023 a junho de 2026; “Gazeta do Povo” registrou 100% de críticas..
    (Guilherme Waltenberg, Poder360, 15/08/26)

    A proporção de editoriais críticos ao Supremo Tribunal Federal aumentou no 1º semestre de 2026, em relação a 2025, nos 4 jornais brasileiros analisados pelo Ranking dos Políticos: Estadão, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo e O Globo. A maior alta foi registrada na Folha, de 15,14 pontos percentuais.
    . . .
    > Levantamento avaliou editoriais publicados de 2023 a 2026.
    . . .
    > Caso Banco Master e decisões de Moraes aparecem como principais temas.

    +em: https://www.poder360.com.br/poder-midia/proporcao-de-editoriais-criticos-ao-stf-sobe-em-4-jornais/

  40. Miguel José Teixeira

    “Dino no Supremo Tribunal do Maranhão”
    – Ministro carrega política provinciana para o STF e amplia degradação do tribunal ao decidir destino de aliados e adversários.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 15/08/26)

    O Maranhão viveu um clima de esperança e renovação durante os dois governos de Flávio Dino (2015-2022, foto), após décadas de domínio da família Sarney no estado.

    Mas a saída de Dino do Palácio dos Leões lançou a política maranhense numa disputa fratricida por poder, entre antigos aliados, da qual o ex-governador segue participando com protagonismo mesmo depois de assumir sua cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), no início de 2024.

    O Antagonista aponta, desde a chegada do ex-ministro da Justiça de Lula ao STF, que ele atua sem constrangimento em casos que dizem respeito ao seu vasto passado político (1).

    Dino não viu problema, por exemplo, em despachar sobre caso de indicação ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), e numa decisão que beneficiou seu antigo grupo político (2).

    É pior: sua decisão nesse caso contrariou pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU), e a ação foi protocolada pelo partido Solidariedade (3), que, na época, era presidido por Flávia Alves Maciel, cunhada da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que ficou no lugar de Dino quando ele deixou o Senado para assumir o Ministério da Justiça.

    Homicídio
    A influência de Dino na política maranhense ficou mais clara ainda desde março, quando o ministro Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo, por denúncia de que o ex-governador do Maranhão usava irregularmente veículos do Tribunal de Justiça do estado.

    Os ministros do STF enxergam perseguição, ou, mais precisamente, “stalking”, nessa reportagem.

    Nesta semana, uma nova operação de busca e apreensão revelou que Moraes violou o sigilo da fonte (4) de Luís Pablo, para chegar ao ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, indicado como o responsável pelos dados da denúncia contra Dino.

    Cutrim, que se diz “inimigo pessoal e político” (5) de Dino, está detido em prisão domiciliar desde julho por ordem do próprio Dino, sob a suspeita de tentar atrapalhar as investigações de um homicídio ocorrido em 2022 e que tumultua desde então a política do Maranhão.

    “Tratado como adversário”
    Esse caso chegou ao STF por suspeita de envolvimento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), antigo aliado de Dino; e o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), outro ex-aliado do ministro do Supremo, também é apontado como suspeito no processo.

    Brandão, cujo sobrinho Orleans Brandão (MDB) disputa o governo do Maranhão neste ano, contra, entre outros concorrentes, o vice-governador Felipe Camarão (PT), um pupilo de Dino, que o ministro do STF chegou a promover durante palestra no ano passado (6), reclamou na sexta-feira, 14, que o caso seja relatado no Supremo por um adversário político.

    Dino derrubou na sexta o sigilo sobre essas investigações, que apontam o governador como “provável líder” (7) de uma organização criminosa que teria atuado antes e depois do assassinato de João Bosco Sobrinho Pereira de Oliveira, em 2022.

    “Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim. Essa perseguição tem origem em 2024, quando rechacei propostas indecorosas. Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos, mas devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá”, reclamou Brandão em seu perfil no X (8).

    Entre todos os absurdos dessa história, que envolve até um homicídio, destaca-se o fato de que boa parte da confusão poderia ter sido evitada com a simples decisão de Dino de não relatar casos que envolvem diretamente pessoas que são, ainda hoje, tratadas como seus adversários.

    Há, atualmente, outros nove ministros no STF que poderiam estar tratando dessas questões sem despertar desconfianças sobre seus interesses pessoais nos processos. É pedir demais que um ministro do Supremo se declare suspeito em casos tão flagrantes de conflito de interesses?

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/dino-no-supremo-tribunal-do-maranhao/)

    (1) “Dino tem muito mais do que a cabeça política”
    – Político da cabeça aos pés, ministro do STF segue imerso na política maranhense e mandou prender desafeto (e suposta fonte de denúncia) em julho.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/dino-tem-muito-mais-do-que-a-cabeca-politica/

    (2) “Dino ignora pareceres da PGR e AGU e trava disputa por Tribunal de Contas no MA”
    – Medida favorece diretamente aliados do ex-governador do Estado; um deles foi secretário de Estado do hoje ministro do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/dino-ignora-pareceres-da-pgr-e-agu-e-trava-disputa-por-tribunal-de-contas-no-ma/

    (3) “Dino suspende eleição em TCE e favorece seu antigo grupo político”
    – Ministro atendeu a uma ação impetrada por Solidariedade e Procuradoria Geral da República. Esse já é o segundo caso em que se levanta questionamento de conflito de interesses na curta história de Dino no STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/dino-suspende-eleicao-no-tce-e-favorece-seu-proprio-grupo-politico-no-ma/#google_vignette

    (4) “Moraes violou sigilo da fonte para investigar crimes que dão até 2 anos de detenção cada”
    – Caso busca investigar crimes de stalking e de quebra de sigilo funcional; os dois casos, somados, podem chegar a 4 anos de detenção.
    +em: Moraes violou sigilo da fonte para investigar crimes que dão até 2 anos de detenção cada
    Caso busca investigar crimes de stalking e de quebra de sigilo funcional; os dois casos, somados, podem chegar a 4 anos de detenção

    (5) “Suposta fonte de denúncia sobre Dino publicou vídeo antes de ser preso por ordem de Dino”
    – Cutrim disse que foi avisado por “dinistas” de que seria preso dias antes da prisão, decretada por quem classifica como “inimigo pessoal e político”.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/suposta-fonte-de-denuncia-sobre-dino-publicou-video-antes-de-ser-preso-por-ordem-de-dino/

    (6) “Dino ‘indica’ vice em chapa para o governo do Maranhão em 2026”
    – Durante palestra para um centro universitário privado, ministro do STF fez acenos ao atual vice-governador do Maranhão Felipe Camarão.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/dino-indica-vice-em-chapa-para-o-governo-do-maranhao-em-2026/

    (7) “PF aponta governador do MA como líder de grupo investigado por encobrir homicídio”
    – Investigação conduzida por Flávio Dino aponta que integrantes ligados à família do governador teriam atuado para alterar depoimentos sobre assassinato.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/pf-aponta-brandao-como-lider-de-grupo-investigado-por-encobrir-homicidio/

    (8) https://x.com/carlosbrandaoma/status/2088391062918455638

    Só pra entogar. . .

    Se,
    sigilo de fonte não é “escudo protetivo” para atividade ilícita, como alegou o supremo alê momo,
    será então que,
    a toga é um “escudo protetivo” para parentes e amigos e poderosa arma para atacar adversários?

  41. Miguel José Teixeira

    “Hoje foi um tal de Kassab dizer que Flávio não tem chance, que Centrão tá com Lula, de Flavitcho dizer que o PSD do Kassab apoia o Lula, o coordenador da campanha de Flavitcho dizer que Kassab é da linha auxiliar de Lula. O Lula dizer que só o Lulinha sabe se fez algo errado. Se é sexta precisamos do quê para explicar o BRASEW? De jornalismo declaratório e de reacts, claro. Vamos que tem pizza no fim do túnel.”

    “Que teatro é esse?”
    “éNoiteNaCidade”, 14 jul 2026, TixaNews, JUL 14″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    > Chance zero
    “Eu posso falar para vocês que a chance de o Flávio se eleger é zero… Na hora que o PT mostrar quem é o Flávio e as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar… Os partidos do Centrão não estão apoiando o Caiado, estão com Lula. (…) Caiado não é a terceira via, é a alternativa.”
    – Gilberto Kassab, do centrão, do PSD, cacique, candidato a vice-presidente na chapa do Caiado, atuando em prol de Lula ou em prol do Caiado? Como candidato, Kassab tem isenção para opinar? Tem um povo que acredita que, sem Flavitcho, Caiado teria uma chance de reunir centrão e bolsonaristas. Por isso, a fala de que Caiado é alternativa. Os bolsonaristas dizem que Kassab está apoiando Lula porque vamos combinar que também os interessa queimar o Caiado. Fatos da vida: Kassab é centrão, BRASEW. E é candidato a vice em chapa puro sangue. Dá para ser os dois?

    > Linha auxiliar
    “O PSD do Kassab tem 3 ministros no governo do PT e se comporta de forma previsível como linha auxiliar, para tentar de qualquer forma eleger Lula. Está cada vez mais claro que a candidatura apresentada não é para valer e que o sistema se uniu por se sentir ameaçado.”
    – Rogério Marinho, senador, coordenador da campanha de Flavitcho, que ajudou a botar o Alfredo Gaspar na chapa para salvar a eleição ao senado de Arthur Lira em Alagoas. Cada um com o sistema que interessa.

    > Tadinho de mim
    “Não sei como os outros candidatos a presidente que se dizem de direita pensam, mas eu sempre tive muito claro na minha cabeça que seriam TODOS contra o PT.”
    – Flavitcho Bolsonaro achando que era só existir para ter o apoio de todo mundo.

    > A Quaest
    “Síntese: Lula parte na frente; Flávio consolida sua condição de principal nome da oposição; e a corrida segue aberta porque a vantagem eleitoral do presidente convive com avaliação frágil do governo, com nomes alternativos muito desconhecidos ainda. Foram 2.004 entrevistas, de 10 a 13/8; margem de erro de 2 p.p. (95%). Registro no TSE: BR-06773/2026.”
    – Felipe Nunes, presidente da Quaest, explicando tudo e nada ao mesmo tempo. Lula tem 43% e Flavitcho com 40% em um potencial segundo turno, segundo a pesquisa. No mês passado a diferença era de cinco pontos. No primeiro turno, 38% a 31%. Os dois também têm as maiores rejeições, de 52% e 54%.

    > Lula e Lulinha
    “Só ele sabe a verdade. Só ele. Eu não sei a verdade. Ele sabe se ele fez ou não fez. Ele jura que não fez. Se não fez, então brigue. Se meu filho tiver culpa, ele pagará.”
    – Lula resolvendo não botar a mão no fogo pelo Lulinha. O Supremo autorizou a abertura de três inquéritos para avaliar se houve tráfico de influência do filho de Lula no seu governo.

    > Os companheiros
    “Tem muita gente boa. O Haddad é uma delas. O Haddad é um companheiro com um potencial de crescimento extraordinário.”
    – Lula depois de dizer que só ele e o Bolsonaro hoje são líderes nacionais e que o resto do povo precisa correr atrás. Na entrevista a podcasts hoje, ele citou além de Haddad, Camilo Santana, Rui Costa, Rafael Fonteles, João Campos e Guilherme Boulos como novos líderes.

    > A dentista
    “Que seja autorizada a saída de Bolsonaro de sua residência, exclusivamente para a realização da referida consulta odontológica, pelo período necessário ao deslocamento, atendimento e retorno, observadas as medidas de fiscalização pertinentes.”
    – A defesa de Bolsonaro pedindo para nosso ex, que está em prisão domiciliar, ir ao dentista. Ganha um chiclete de goma quem adivinhar que a dentista é a Fernanda Bolsonaro, esposa de Flavitcho, que foi proibido de falar com Bolsonaro.

    > O rolo do Maranhão
    “Vale destacar que, atualmente, o grupo que se intitula de ‘dinistas’ é adversário político do governador Carlos Brandão. Apesar de todos os elementos acima citados, o ministro segue responsável por decisões que impactam diretamente o cenário político do Maranhão.”
    – Trecho de nota do governador do Maranhão Carlos Brandão depois que o supremo Dino levantou o sigilo do rolo todo. A treta é a seguinte: teve um assassinato de empresário em 2022. Foram investigar e descobriram um esquema de corrupção no Maranhão. Esse esquema gera tentativas de obstruir a Justiça, coagir testemunhas e ocultar políticos envolvidos.

    No meio disso, surgiu um monitoramento ilegal de Dino e da família, com uso de sistemas restritos e repasse de dados a um comunicador (a treta da quebra do sigilo da fonte). Hoje, com o fim do sigilo, ficamos sabendo que, há indícios de interferência de um senador nas investigações (Weverton do PDT e vice-líder do governo) que andou ligando para um ministro do STJ quando o caso estava lá. E o governador do Maranhão diz que o Dino sequer poderia ser relator do caso porque o caso todo interfere na política do estado e que tudo tinha começado ainda quando Dino era governador.

    Socorro, BRASEW.

    💸 Essa Tixa valeu R$ 1 para você?
    Se valeu, manda R$ 1 no Pix 49875575000147. Se valeu R$ 2, manda R$ 2. Outro valor, você decide. Se hoje não valeu nada, tá tudo certo. Você continua recebendo a Tixa do mesmo jeito.

    Acorda, BRASEW.

    (TRPCE)

  42. Miguel José Teixeira

    (*) Só pra ver a cobra fumar” (*)

    “As contas fechadas dos partidos”
    – O nanico PCO caiu na rede das investigações da Polícia Federal sobre uso indevido de dinheiro público”
    – Falta agora passar um pente-fino nos gastos das grandes legendas com verbas dos fundos eleitoral e partidário (*).
    (Dora Kramer, FSP, 13/08/26)

    O nanico Partido da Causa Operária (PCO) (1) caiu na rede (2) da Polícia Federal (3). O presidente e figura constante em eleições (4) presidenciais, Rui Costa Pimenta, foi alvo de busca e apreensão na operação Causa Própria, cujo nome não poderia ser mais adequado.

    Quando deputados e senadores aprovam matérias do interesse da corporação dizemos que legislam em causa própria. É o que fazem os partidos com as verbas públicas destinadas à sua sustentação.

    Passaram a fazer com mais afinco e desmazelo quando puderam contar, além do fundo partidário, com o fundo eleitoral.

    É dinheiro grosso, coisa na casa dos R$ 6 bilhões, somadas as duas fontes. Públicas, convém relembrar a todo instante a fim de ressaltar a responsabilidade que deveria corresponder à administração de tais recursos. O manejo impróprio da dinheirama à disposição dos partidos —entidades de direito privado, diga-se, para registrar que, a rigor, não deveriam ser sustentadas pelo Estado— não é novidade.

    Existem, mas são raros os casos em que a Justiça Eleitoral (6) aprova integralmente as contas dos partidos. Constantes mesmo são os apontamentos de irregularidades, das mais leves às mais graves. Há exemplos de desvios gritantes, como o uso do dinheiro para compra de imóveis, aluguel de carros, pagamento de passagens, hospedagens e vários tipos de despesas vedadas.

    Os congressistas habitualmente livram suas agremiações de desconfortos, aprovando anistias às punições. Tanto as regras quanto o aparato de fiscalização são frouxos e lentos, mas, para torná-los ainda mais indolentes, a Câmara aprovou, em maio deste ano, um novo regramento que torna as legendas praticamente impunes no quesito multas e cria outras facilidades.

    O fato novo (com pouco destaque no noticiário) na operação que alcançou o PCO é a entrada do tema na esfera criminal (7). Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos para ver se o pente-fino também será passado nas contas das grandes legendas. Valeria a viagem e depressa, antes que aprovem a próxima anistia.

    > Como denunciar irregularidas nas eleições?
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/webstories/politica/2026/07/como-denunciar-irregularidades-nas-eleicoes/?utm_source=social_share&utm_medium=social&utm_content=501721

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/as-contas-fechadas-dos-partidos.shtml)

    (1) “Por que PCO incomoda esquerda e agrada bolsonaristas”
    – Partido radical de esquerda se opõe a pautas identitárias e foi contra ação que tornou ex-presidente inelegível.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2023/09/por-que-pco-incomoda-esquerda-e-agrada-bolsonaristas.shtml

    (2) “PF mira presidente do PCO em operação sobre suspeita de desvio de fundo partidário e eleitoral”
    – OUTRO LADO: Partido diz que medida é ‘ilegal, antidemocrática, uma óbvia perseguição política e eleitoral e uma tática de intimidação’.
    – Polícia apura suspeitas de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/pf-mira-presidente-do-pco-em-operacao-sobre-suspeita-de-desvio-de-fundo-partidario-e-eleitoral.shtml

    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/policia-federal/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/eleicoes/

    (5) “Entenda como funcionam o fundo eleitoral e o fundo partidário, principais financiadores de campanhas”
    – Em 2026, partidos terão mais de R$ 6,4 bilhões de dinheiro público para gastar com campanhas.
    – Empresas são proibidas de doar desde 2015, e maior parte dos custos é bancada por dois fundos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/07/entenda-como-funcionam-o-fundo-eleitoral-e-o-fundo-partidario-principais-financiadores-de-campanhas.shtml

    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/justica-eleitoral/

    (7) “Membros do PCO foram fornecedores do partido em 2024 e receberam R$ 2,69 milhões”
    – Polícia Federal investiga suspeitas de desvio e uso irregular de recursos do fundo partidário e eleitoral pela sigla.
    – Presidente do partido nega crime e diz que contratar empresas de pessoas com vinculação partidária não é proibido.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/membros-do-pco-foram-fornecedores-do-partido-em-2024-e-receberam-r-269-milhoes.shtml

    1. Miguel José Teixeira

      Ooops. . .
      (*) A expressão “A cobra vai fumar” é um ditado popular brasileiro que significa algo difícil de ser realizado, e se acontecer, sérios problemas podem surgir.
      O ditado surgiu durante o inicio da Segunda Guerra Mundial, como uma provocação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) aos mais pessimistas que diziam “é mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra”.

      . . .
      +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_cobra_vai_fumar

  43. Miguel José Teixeira

    “A pirâmide virou pião”
    – Em breve, o Brasil terá mais idosos acima de 60 anos do que jovens abaixo de 15.
    – A diferença é que os países desenvolvidos enriqueceram antes de envelhecer.
    (Ruy Castro, FSP, 13/08/26)

    O Brasil, quem diria, ficou de cabeça para baixo. “A pirâmide virou um pião”, afirmou na semana passada, em conferência na Academia Brasileira de Letras, a pneumologista Margareth Dalcolmo (1). Referia-se à diferença entre 1970, quando éramos uma sociedade com alta taxa de nascimento, com expectativa de vida de 54 anos, e hoje, “em que deixamos de ser uma sociedade jovem para uma envelhecida (2), com expectativa de vida de 78 anos”.

    “Esse aumento”, disse dra. Margareth, “se deveu a intervenções sanitárias, como vacinação em massa, sobretudo na primeira infância, saneamento básico, ainda que desigual, expansão do SUS (Sistema Único de Saúde (3) e avanços na medicina, mesmo em regiões remotas. Nas próximas duas décadas, seremos mais idosos acima de 60 anos do que jovens menores de 15”.

    A dúvida é se estaremos equipados para essa nova situação. Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache (4), citado por ela, países desenvolvidos como o Japão e os europeus primeiro enriqueceram para depois envelhecer, e o Brasil envelhece marcado pela pobreza. “Ser velho e pobre no Brasil é o mais triste destino”, disse dra. Margareth. “Numa sociedade tão excludente como a nossa, o velho e pobre se torna um fardo para a família, ainda que, com frequência, se veja o triste paradoxo de uma modesta pensão ou aposentadoria desse idoso (5) (*) ser a fonte de renda primordial para aquele núcleo familiar.”

    Dra. Margareth continuou: “Num país 90% urbanizado como o Brasil, o cenário urbano é hostil para as pessoas mais velhas. Precisamos de reformas públicas, de exercer grande pressão sobre os transportes, as cidades e as moradias, para adaptá-los a elas. Envelhecer em boas condições permite o acesso a cuidados de toda ordem, e até prazeres, que seguramente adoçam a perda de autonomia”.

    E concluiu: “A vida não precisa ser só exaustão e urgência — é travessia. É habitar o tempo com serenidade, justiça e autonomia. Como diz o acadêmico Ailton Krenak (6), ‘se não aprendermos a pisar suavemente na terra, o céu cai sobre a nossa cabeça’”.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/a-piramide-virou-piao.shtml

    (1) “Margareth Dalcolmo defende criação de estrutura para monitorar crises sanitárias”
    – Modelo australiano foi inspiração, pois é enxuto, ágil e teve uma atuação no controle da Covid-19.
    – Pesquisadora diz que próxima pandemia não é mais uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/09/margareth-dalcolmo-defende-criacao-de-estrutura-para-monitorar-crises-sanitarias.shtml

    (2) https://www1.folha.uol.com.br/autores/alexandre-kalache.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/saude/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/autores/alexandre-kalache.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/idoso/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ailton-krenak/

    (*) Ooops. . .jovem há mais tempo!

  44. Miguel José Teixeira

    Crusoé: Operação Cala a Boca
    (Capa em: https://cdn.oantagonista.com/uploads/2026/08/CSE-Web-Capa-1-1280×720.png)
    – Moraes e Dino quebram sigilo da fonte e abrem margem para acabar com liberdade de imprensa. E mais: Efeito Tiririca e O peso da corrupção.
    (Redação O Antagonista, 14/08/26)

    A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de autorizar uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte de informações do jornalista Luís Pablo, deveria acender uma luz vermelha entre aqueles que levam a sério a liberdade de imprensa no Brasil.

    Não se trata de afirmar que uma fonte jornalística esteja acima da lei. Não está.

    Tampouco significa que um jornalista possa cometer crimes sob o argumento de estar exercendo a profissão. Não pode.

    O ponto é outro: o Estado não pode se exceder, sob o risco de transformar a investigação sobre a origem de uma informação em instrumento de intimidação da própria atividade jornalística, diz Wilson Lima em “Operação Cala a Boca”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.

    +em: https://crusoe.com.br/noticias/operacao-cala-a-boca/

    > Outros destaques de Crusoé

    – Na matéria “Efeito Tiririca”, Wal Lima mostra que, em uma eleição com 25 mil candidatos, quem tem fama e provoca risadas pode sair na frente.

    Além do humorista Tiririca, conhecido pelo lema “Pior que tá não fica“, outros personagens que ficaram famosos com dancinhas e bordões tentarão transformar a fama em mandato este ano.

    +em: https://crusoe.com.br/noticias/efeito-tiririca/

    – Em “O peso da corrupção”, Guilherme Resck conta que o eleitorado brasileiro tem uma tolerância significativa com a corrupção no país.

    Embora a corrupção seja um dos temas que mais preocupam os brasileiros, com 36% das pessoas dizendo ser o maior problema do país, segundo pesquisa Ipsos de julho, candidatos investigados ou envolvidos em relações suspeitas seguem entre os preferidos.

    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-peso-da-corrupcao/

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem:

    > Roberto Reis
    (O mito do debate)
    – Quem para duas ou três horas para assistir a candidatos discutindo o Brasil já está dentro da eleição.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-mito-do-debate/#google_vignette

    > Bruno Soller
    (A nova face feminina do neo-thatcherismo)
    – Meloni, Takaichi e Keiko não pedem licença para exercer o poder.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-nova-face-feminina-do-neo-thatcherismo/#google_vignette

    > Maristela Basso
    (Quando tudo vira segurança nacional)
    – A pergunta do século 20 era: onde é mais eficiente produzir? No século 21 passou a ser: de quem podemos depender?
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/quando-tudo-vira-seguranca-nacional/#google_vignette

    > Márcio Coimbra
    (Os perigos da Rota da Seda Digital)
    – Câmeras colhem dados biométricos de brasileiros, que podem ser acessados pelo aparato de Pequim.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/os-perigos-da-rota-da-seda-digital/

    > Clarita Maia
    (Política externa em Ogígia)
    – Na discussão sobre facções e terrorismo, falta ao Brasil a decisão de deixar a ilha e romper o isolamento retórico.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/politica-externa-em-ogigia/

    > Roberto Ellery
    (Economista mexe muito na poupança…)
    – Pelos números do FMI, em 2025 o Brasil poupou 14,1% do PIB e investiu 16,8%.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/economista-mexe-muito-na-poupanca/#google_vignette

    > Izabela Patriota
    (O que acontece quando o aborto não tem limite?)
    – Uma mulher que não deseja ter um filho não tem qualquer incentivo para permanecer grávida durante meses antes de interromper a gestação.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-que-acontece-quando-o-aborto-nao-tem-limite/

    > Josias Teófilo
    (A experiência do sagrado)
    – O medo religioso é um dos elementos fundadores da civilização.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-experiencia-do-sagrado/

    > Dennys Xavier
    (Fé e razão: o básico)
    – Existe uma diferença considerável entre dizer “eu sei” e dizer “eu creio”. Sócrates provavelmente pediria que começássemos por aí.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/fe-e-razao-o-basico/#google_vignette

    e

    > Rodolfo Borges
    (A educação pela grama)
    – O Brasil será o grande teste para as inovações que a FIFA implantou na Copa do Mundo para inibir a cera dos jogadores.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-educacao-pela-grama/#google_vignette

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    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-operacao-cala-a-boca/)

  45. Miguel José Teixeira

    “Profissão: genro”

    O governador Plácido Castelo (*) perfilou o secretariado no aeroporto, ao receber o marechal Castello Branco (**) na primeira visita a Fortaleza após o golpe de 64.
    Castello parou diante do chefe da Casa Civil, de 21 anos:
    “Você é muito jovem. E a sua profissão?”.
    – “Jornalista”, respondeu. “
    – …muito jovem, muito jovem…” balbuciou o presidente, impressionado.
    – “…e genro, presidente!” completou o secretário, esclarecedor.
    Castelo Branco deu uma sonora gargalhada.
    Estava diante de Dário Macedo (***), jornalista que depois faria uma carreira de sucesso em Brasília.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 14/08/26)

    (*) Plácido Aderaldo Castelo (Mombaça, 11 de janeiro de 1906 — Fortaleza, 17 de junho de 1979), foi um advogado, jornalista e político brasileiro. Ocupou os cargos de prefeito de Fortaleza e governador do Ceará.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%A1cido_Aderaldo_Castelo

    (**) Humberto de Alencar Castelo Branco[nota 2][1] (Fortaleza, 20 de setembro de 1897[2][3] – Fortaleza, 18 de julho de 1967) foi um militar e político brasileiro. Foi 26.º presidente do Brasil, entre 1964 e 1967.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Castelo_Branco

    (***) Dário Macedo, filho de Edgar Brito Macedo e de Guiomar Costa Macedo, nasceu em Ubajara a 17 de setembro de 1940. Era casado com Antonina Castelo Macedo, filha do governador do estado do Ceará, Plácido Aderaldo Castelo, de 1966 a 1971.
    +em: https://mecostarte.blogspot.com/2015/09/dario-macedo-o-jornalista.html

  46. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 14/08/26)

    …melhor nem mencionar o currículo acadêmico do outro candidato.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Mais valem 42 títulos de Doutor Honoris Causa no currículo, do que um de pós graduação fraudulento!

  47. Miguel José Teixeira

    “Desespero” somente até a página 2!

    “Confusão e medo”
    Para conselheiros de Flávio Bolsonaro (PL), a confusão em torno da filiação do candidato a presidente em outro partido revela “trapalhada” dos poderosos do Judiciário e “desespero” caso o principal candidato de oposição a Lula (PT) vença a eleição.
    (Coluna CH, DP, 14/08/26)

  48. Miguel José Teixeira

    . . .ou de Ronaldinho à Messi!!!

    “Caso de sucesso”
    Chamou atenção do deputado Bibo Nunes (PL-RS) a pujante trajetória de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente: “De tratador de elefantes a uma vida nababesca na Espanha”.
    (Coluna CH, DP, 14/08/26)

  49. Miguel José Teixeira

    A traíra mestre (*)
    não lhe ensinou
    esta cegada. . .

    “Como evitar uma fria”
    É atribuída a ela própria a plantação sobre “conversa” de Lula para fazer de Soraya Thronike ministra. Ela busca saída honrosa para sua reeleição improvável e Lula, se tivesse talento, repetiria a frase de Tancredo Neves a um aliado oferecido: “Diga que eu convidei, mas você recusou”.
    (Coluna CH, DP, 14/0

    (*) Soraya Thronicke foi aluna de Simone Tebet em 1999, durante a graduação em Direito em Mato Grosso do Sul.

  50. Miguel José Teixeira

    E depois os parasitas do
    congre$$o nacional
    reclamam que o SuTriFe legisla. . .

    “Há ainda muita água a rolar até a eleição para presidência da Câmara, em fevereiro, mas os deputados, que antes precisam renovar o mandato, já desenham a distribuição de cargos da próxima mesa diretora, incluindo o posto principal. ”
    (Coluna CH, DP, 14/08/26)

  51. Miguel José Teixeira

    Enquanto isso. . .
    . . .quantos fatos relevantes
    ocorreram e não receberam
    a devida importância?

    “Falsa filiação de Flávio Bolsonaro expõe vulnerabilidade no sistema da Justiça Eleitoral”
    – Quem fez isso não é “zé mané”, conhece a legislação ou foi orientado por especialista,
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 14/08/26)

    Temendo a retomada da desconfiança nacional relativa à insegurança das urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se apressou em negar que seu sistema tivesse sido hackeado para o cometimento dos crimes envolvendo a falsa “filiação” de Flavio Bolsonaro ao Missão, com o objetivo de inviabilizar o registro de sua candidatura. Quem fez isso não é “zé mané”, conhece a legislação ou foi orientado por especialista, porque a filiação a novo partido cancela de imediato a filiação anterior.

    Criminoso sabia
    Ao contrário do que muitos pensam, para se desfiliar a um partido não precisa de qualquer comunicação formal. Basta se filiar a outro (*).

    Há juízes em Brasília
    O crime seria perfeito se o presidente do TSE fosse outro, mas o ministro Nunes Marques restabeleceu a filiação ao PL quando percebeu a jogada.

    Termina aos 45
    O crime daria certo se fosse descoberto fora do prazo. Seria tão inútil reclamar quanto se queixar após o fim do jogo do pênalti não marcado.

    A quem interessava?
    Políticos de quase todos os partidos se manifestaram sobre a criminosa falsa filiação de Flávio, mas o silêncio do governo provocou suspeitas…

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/falsa-filiacao-de-flavio-bolsonaro-expoe-vulnerabilidade-no-sistema-da-justica-eleitoral)

    (*) “Saiba como funcionam os processos de filiação e de desfiliação partidária”
    +em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Abril/saiba-como-funcionam-os-processos-de-filiacao-e-de-desfiliacao-partidaria

  52. Miguel José Teixeira

    “Era no Bairro Miliciano, rua dos Bandidos, número 666 que morava o Flávio Bolsonaro registrado como filiado ao partido Missão (aquele do MBL) neste mês de agosto de 2026. Não, isso não é fakenews. Passamos o dia discutindo um registro que de fato foi feito filiando Flavitcho ao Missão. Mas como bem explicou o Missão, desconhecemos que essa rua de fato exista (pelo menos por aqui na superfície terrestre). O registro é fake. O Missão diz que não foi ninguém do partido que realizou e o presidenciável Renan Santos chegou a dizer que o e-mail oficial do senador Flavitcho foi usado para fazer o registro. Flavitcho diz que só recebeu notificações que foram para o spam.”

    “Rua dos Bandidos, 666”
    “éNoiteNaCidade”, 13 jul 2026, TixaNews, JUL 13″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    Mas o Tribunal Superior Eleitoral diz que foi usada a estrutura do partido Missão e fez questão de fazer uma nota dizendo que não houve nenhum tipo de hackeamento. E assim vai se criando o clima, BRASEW. Que clima, Tixa?

    A treta é a seguinte. A umas alturas dessas, um registro fraudulento no TSE e uma nota falando de hackeamento, mesmo tendo sido uma negativa, não é o melhor dos cenários para quem quer preservar a integridade da eleição. Alguns experts temem que o ocorrido seja um preparativo para deixar esse clima de fraude no ar. Como diz uma experiente jornalista aqui no meu zap, ficamos parecendo ratinhos de laboratório e enquanto isso os responsáveis devem estar medindo reações em todo lugar e capturando o espírito do tempo.

    O fato é que não é a primeira vez que isso acontece. Lula já passou por isso (mas não foi durante a eleição, veja bem). Em julho de 2023, um adolescente de 13 anos filiou Lula ao PL. Não se tem registro de que tenha sido numa Rua dos Bandidos.

    O supremo Nunes Marques, que comanda o TSE, mandou investigar o que aconteceu. O Missão garante que vai entregar todos os e-mails para provar que não teve nada a ver com isso.

    Como dizia nosso ex, Missão dada, missão cumprida.

    A IA do Bolsonaro
    E por falar em Nunes Marques, alguns colunistas noticiam que o supremo ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral está tendendo a decidir que será proibido qualquer tipo de deepfake nas campanhas. O ministro está com a relatoria do caso da IA do Bolsonaro na convenção do Flavitcho. Ele estaria chegando à conclusão que seria impossível ficar analisando se é uma deepfake do bem ou do mal. Ah, vá. Mas parece que não vai ter multa pro Flavitcho porque o caso aconteceu na convenção que teoricamente é um evento fechado.

    Brasil x States
    O governo Lula surpreendeu hoje ao informar que iniciou o processo de reciprocidade ao tarifaço do Donald J. Trump (J de João, eu juro). Como diz o outro, até se esperava que isso acontecesse, mas não agora. Essa medida de reciprocidade foi aprovada em lei no ano passado por unanimidade no Senado. Isso mesmo, darling. E a relatora foi a Tereza Cristina, ela mesma, a ex-vice de Flavitcho.

    Mas as notícias vão além. O governo americano hoje informou que vai começar a fazer ataques por terra para combater o narcotráfico na América Latina. Ahã. E a outra notícia foi do Valor dando conta de que o Brasil entrou numa lista de 40 países acusados pelos Estados Unidos de ajudarem a China a driblar o tarifaço. Esses países importariam produtos da China, modificariam em seus países para enviar para os EUA como se fossem deles. O Brasil aparece como um dos grandes aliados, mas, segundo a jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, a listinha contempla também países bem amigos do Trump como Argentina, Israel, Colômbia e até a União Europeia.

    Era tão bom quando as pessoas só jogavam WAR e depois fechavam o tabuleiro e iam dormir, né?

    A arte de dizer nada do Fachin
    O supremo Fachin defendeu hoje o sigilo da fonte no jornalismo e disse que ninguém vai mexer nisso, mas também defendeu a “responsabilização, inclusive penal, de quem tiver praticado crimes”. Ou seja, falou pouco, falou bonito, mas não disse nada. Continuamos na mesma. O Xandão defende sua decisão no caso do jornalista do Maranhão, acusado de estar perseguindo o supremo Dino, dizendo que não podemos confundir jornalistas investigativos com jornalistas investigados. A imprensa está em polvorosa.

    Enquanto isso, o Lula
    Nosso atual não tem perdido a chance de aparecer. Hoje apareceu na divulgação dos resultados de emprego. Só para registrar, Lula não costuma aparecer em anúncios de ministérios. Mas em tempos de eleição, está mais aparecido que fantasma. Lula aproveitou para falar mal das bets.

    “O que nós precisamos é educar as pessoas para gastar somente aquilo que é possível pagar e que está dentro da possibilidade.”

    Dentro da possibilidade de quem, BRASEW?

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    Acorda, BRASEW.

    (TRPCE)

  53. Miguel José Teixeira

    📍 “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 13/08/26)

    1 – A Câmara aprovou, em sessão esvaziada, um projeto de lei que permite a posse de armas por oficiais de Justiça. O texto foi patrocinado pela bancada da bala e aprovado de maneira simbólica, com apoio também do governo Lula. A proposta agora vai ao Senado. O projeto não prevê autorização automática, que ainda fica sujeita aos requisitos básicos do Estatuto do Desarmamento, como comprovação de aptidão psicológica.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/camara-aprova-posse-de-arma-para-oficiais-de-justica-com-apoio-de-governo-lula-e-bancada-da-bala.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a corte vai colaborar com as autoridades para a apuração sobre suspeitas de perseguição contra Flávio Dino no Maranhão e prestou solidariedade ao ministro, mas também pregou respeito à liberdade de imprensa e defendeu o sigilo jornalístico. As declarações foram dadas dois dias depois de operação contra informantes do jornalista Luís Pablo gerar críticas sobre riscos à atividade profissional.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/fachin-presta-solidariedade-a-dino-diz-respeitar-imprensa-e-promete-colaborar-com-investigacoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – Lula usou a divulgação dos resultados de emprego para promover ações do governo às vésperas do começo da campanha. Ele participou do anúncio do relatório que mostrou um saldo positivo de 10,1 milhões de empregos no país desde 2023, início de seu mandato. Em seu discurso, o petista disse não ser contra o endividamento pessoal, desde que a dívida seja “saudável”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/lula-usa-divulgacao-de-dados-de-emprego-para-fazer-propaganda-do-governo-e-reforcar-critica-as-bets.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada…
    A Polícia Federal prendeu um dos principais alvos da operação sobre descontos indevidos no INSS, o presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares), Carlos Roberto Ferreira Lopes. Considerado foragido pelas autoridades e indiciado pelas fraudes bilionárias, ele decidiu se entregar na noite de quarta-feira (12). A associação disse, em nota, que “sua apresentação voluntária não representa reconhecimento de responsabilidade ou confissão”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/suspeito-de-liderar-esquema-do-inss-se-entrega-a-policia-federal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  54. Miguel José Teixeira

    “As intenções de Lula e Flávio”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 13/08/26)

    Principais concorrentes da eleição presidencial, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entregaram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) as propostas para um eventual governo caso vençam a disputa em outubro. Os planos de governo apresentados pelos candidatos reforçam suas posições em campos políticos opostos em temas como economia, segurança e soberania.

    O plano de Lula foi apresentado na última semana (*), com propostas de mudanças no sistema de emendas parlamentares, acenos ao agronegócio e um reforço a temas caros para o PT, como a regulamentação das redes e o fim da escala 6×1. O petista evita menções diretas a propostas de ajuste fiscal, embora integrantes de sua equipe já tenham reconhecido a necessidade de controle das contas públicas.

    O pacote de Flávio encampa um dos principais objetivos da direita (**), o de limitar os poderes do STF (Supremo Tribunal Federal), além de propor o fim do foro especial para parlamentares. O bolsonarista sugere limitar as decisões individuais na corte, para que, nas palavras dele, “a caneta de um só ministro não se sobreponha ao trabalho de todo o Congresso”. No campo econômico, ele prega um “tesouraço” e uma reformulação das atuais regras fiscais, sem dizer como isso seria feito.

    Outro ponto que divide os dois programas é a discussão em torno da soberania nacional, que ganhou maior relevância após os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, voltarem a atenção ao processo eleitoral no Brasil. Há um temor petista de uma interferência estrangeira no pleito. Flávio alfinetou Lula ao dizer que soberania não se exerce “repetindo a palavra” e afirmou que, se eleito, negociará “da China à União Europeia”. Lula deu destaque ao tema ao incluí-lo como um dos eixos do texto e afirmar que defenderá o protagonismo brasileiro no exterior.

    +em:
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/campanha-de-lula-poe-soberania-como-eixo-de-programa-de-governo-para-se-contrapor-a-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/plano-de-governo-de-flavio-bolsonaro-propoe-limites-ao-stf-e-rebate-discurso-de-lula-sobre-soberania.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  55. Miguel José Teixeira

    DropsDuplo do “Resumão” de
    O Globo, por Gabriel Cariello:

    > 4) NA MIRA DA PF

    A Polícia Federal realizou buscas na casa do advogado Nelson Willians (*), em operação sobre suposta ocultação de dinheiro proveniente de jogos de azar e apostas esportivas. Willians, que é conhecido como “advogado ostentação”, já havia sido alvo de operação no mês passado contra fraudes em créditos de ICMS (**). Desta vez, a investigação mira a empresa PixBet e o uso de estruturas societárias e financeiras no exterior. A defesa de Willians afirmou que não tem relação empresarial com a PixBet, somente jurídica.
    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/08/13/pf-faz-nova-operacao-na-casa-do-advogado-nelson-wilians-em-sao-paulo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/08/13/pf-faz-buscas-contra-nelson-wilians-em-operacao-que-apura-ocultacao-de-recursos-de-jogos-de-azar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    >> 5) CLIMA EXTREMO

    O El Niño se fortaleceu em julho e a possibilidade de ocorrer um fenômeno sem precedentes neste ano chega a 69%, informou a Agência de Oceanos e Atmosfera dos EUA. Além de anomalias de ventos e chuvas na América do Sul e na Ásia, a agência registrou aumentos de temperatura da água do Oceano Pacífico superiores a 2,0ºC — o El Niño se caracteriza por um aumento maior que 0,5ºC. Um “super El Niño” pode causar extremos climáticos no Brasil até o início de 2027.
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/noticia/2026/08/13/el-nino-se-fortaleceu-em-julho-e-as-chances-de-fenomeno-sem-precedentes-neste-ano-chegam-a-69percent-diz-agencia-americana.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  56. Miguel José Teixeira

    Eleições2026
    Pergunta da Semana
    Newsletter, O Globo, 13/08/26

    Estou a replicar “a primeira edição da newsletter Pergunta da Semana, em que colunistas do GLOBO dão diferentes perspectivas para uma questão do cenário eleitoral”.

    A trégua entre Flávio Bolsonaro e Michelle é para valer?
    – Colunistas do GLOBO avaliam.

    Era dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu ir às redes sociais em um ataque público contra o enteado, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A gravação — na qual dizia, entre outras coisas, que o senador a “desrespeitou e maltratou” — marcou o auge de uma sequência de atritos com os filhos do marido.

    Um mês depois, pressionado pelas pesquisas e por uma série de reveses na campanha, Flávio também recorreu à internet para pedir desculpas à madrasta, que agradeceu e hasteou a bandeira branca.

    Mas a trégua entre Flávio Bolsonaro e Michelle é para valer?
    É esse o questionamento que protagoniza a estreia da newsletter Pergunta da Semana, na qual jornalistas do GLOBO responderão, sempre às quintas-feiras, as principais dúvidas que emergem na eleição.

    Nesta primeira edição, participam os colunistas Bela Megale, Lauro Jardim e Thomas Traumann, além do editor de Política Thiago Prado.

    Confira!

    > “A mulher traída perdoa, mas não esquece”. Essa é a frase que resume o sentimento de Michelle Bolsonaro em relação ao enteado, Flávio, quando o tema é o rompimento que ambos protagonizaram. Os próximos passos da campanha mostrarão o que tem pesado mais na balança de Michelle: se é o perdão ou a mágoa em relação a Flávio. O tempo que ela dedicará à campanha do senador está sendo calculado com cuidado pelo PL, que ainda aposta na ex-primeira-dama para que Flávio cresça no eleitorado feminino.
    (Bela Megale)

    > O cessar-fogo entre madrasta e enteado é, ninguém duvida, uma união forçada, um “casamento feito na delegacia”, mas que deve durar até o encerramento do processo eleitoral. Uma trégua política que interessa aos dois. Não será um apoio de fato de Michelle a Flávio, com participação em comícios ou declarações enfáticas dela em favor dele ao longo da disputa. Para o enteado, porém, não ser atacado pela madrasta em plena campanha já é o suficiente.
    (Lauro Jardim)

    > O teste do armistício entre Michelle e Flávio Bolsonaro será o 5 de outubro, o dia seguinte ao primeiro turno. Se eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle ganhará mandato e palco para ser a líder parlamentar do bolsonarismo raiz. Ela não vai mais precisar dos enteados. Flávio, em compensação, só terá uma chance realista de vencer o segundo turno se tiver o esforço incansável de Michelle e outras lideranças evangélicas. Só então, poderemos saber se a trégua entre os dois é sincera.
    (Thomas Traumann)

    > Acho que é uma reconciliação “para inglês ver”, até porque Michelle e Flávio já não eram próximos antes de toda a polêmica no Ceará. Aliás, a madrasta nunca teve relação de proximidade com nenhum dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O que acaba de acontecer é apenas uma acomodação de interesses. Flávio precisa reduzir a rejeição no eleitorado feminino e não pode entrar em uma eleição brigado com a mulher do pai. Michelle não pode sair disso tudo como uma traidora do bolsonarismo e a responsável pela vitória do Lula. Se quer entrar para valer na política, não pode nem pensar em perder a eleição para o Senado no Distrito Federal.
    (Thiago Prado)

    (TRPCE)

  57. Miguel José Teixeira

    “Nas entrelinhas”

    “Agora traduzida pelo slogan America First, a Casa Branca exuma a Doutrina Monroe: “A América para os americanos”, desde que “americanos” signifiquem os EUA.”

    “Nas eleições, Trump deseja que o Brasil volte a ser quintal dos EUA”
    (Luiz Carlos Azedo em seu Blog no Correio Btaziliense, 13/08/26)

    O Brasil é grande demais para virar marisco na briga entre os Estados Unidos, uma superpotência marítima, e a China, a grande potência continental emergente, que ameaça a hegemonia norte-americana e amplia sua influência na América Latina. Entretanto, o governo Lula pode não passar ileso pela guerra comercial, tecnológica e geopolítica entre as duas maiores economias do planeta.

    O presidente Donald Trump sonha com uma volta ao passado, quando Washington podia tratar a América Latina como seu quintal e enquadrar aliados e adversários por meio de pressões econômicas, diplomáticas e militares. Agora traduzida pelo slogan America First, a Casa Branca exuma a Doutrina Monroe: “A América para os americanos”, desde que “americanos” signifiquem os EUA.

    Essa nostalgia de uma ordem perdida aproxima Trump da figura descrita pelo cientista político norte-americano Mark Lilla. Para o autor de A mente naufragada (Record), o reacionário não é simplesmente um conservador. O conservador valoriza as tradições, mas reconhece que a sociedade muda; o reacionário considera a mudança uma catástrofe e deseja reconstruir um passado idealizado. Acredita que houve uma ruptura no curso da história e que a única saída é fazer o tempo correr para trás.

    Leia mais: A doutrina do século 19 que orienta política externa de Trump para a América Latina
    em: https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2026/08/7478230-a-doutrina-do-seculo-19-que-orienta-politica-externa-do-governo-trump-para-a-america-latina.html

    Trump é esse náufrago do passado: promete restaurar a grandeza industrial norte-americana, reafirmar o supremacismo racial, recompor fronteiras econômicas e recuperar uma hegemonia internacional incompatível com o mundo multipolar. Seu projeto tenta repetir, em escala muito mais perigosa, a virada de mesa promovida pelos Estados Unidos na década de 1980, quando o avanço industrial e tecnológico do Japão parecia ameaçar a hegemonia norte-americana.

    Tóquio acumulava enormes superavits comerciais e suas montadoras e empresas de eletrônicos conquistavam o mercado dos Estados Unidos. Em 1985, Washington articulou o Acordo de Plaza, que provocou forte valorização do iene e reduziu a competitividade japonesa. O acordo foi uma das causas das “décadas perdidas” do Japão. Para todo o Ocidente, porém, o episódio se tornou símbolo do preço pago por um aliado que se submeteu à pressão norte-americana.

    A China não é o Japão. Não depende militarmente dos Estados Unidos, dispõe de armas nucleares, controla cadeias industriais estratégicas e possui um gigantesco mercado interno, além de riquezas minerais estratégicas, como as terras raras. Além disso, tornou-se a principal parceira comercial de grande parte da América do Sul, inclusive do Brasil.

    Um novo Acordo de Plaza não pode ser imposto por Trump a Pequim. Sua alternativa é cercá-la: restringir o acesso a semicondutores e tecnologias avançadas, reorganizar cadeias produtivas, elevar tarifas e tentar expulsar investimentos chineses de áreas consideradas estratégicas, como telecomunicações, energia, inteligência artificial, portos e minerais críticos. O mercado mais próximo é a América Latina.

    Eleições de risco

    É nesse contexto que ocorrem as eleições no Brasil. Nossa aproximação com a China, a participação no Brics, a defesa do multilateralismo e a autonomia da política externa contrariam Washington. A nova Doutrina Monroe já não se dirige às antigas potências coloniais europeias, mas à presença econômica chinesa. Trump deseja que os países latino-americanos aceitem a liderança dos Estados Unidos ou serão tratados como plataformas de expansão de Pequim.

    A crescente interferência norte-americana nas eleições brasileiras nasce dessa lógica. Não se trata apenas de afinidade ideológica de Trump e do secretário de Estado Marco Rubio com a família Bolsonaro e a direita brasileira. Existe uma disputa concreta sobre a futura orientação do Brasil. Um governo alinhado a Washington poderia rever acordos tecnológicos, limitar investimentos chineses, enfraquecer o Brics e apoiar a estratégia dos Estados Unidos na região.

    Já um governo comprometido com a autonomia diplomática, mesmo mantendo boas relações com os norte-americanos, preservaria espaço para negociar simultaneamente com Pequim e União Europeia. Para isso, Trump impõe tarifas, sanciona autoridades, critica o Supremo Tribunal Federal (STF) e já não esconde o apoio da Casa Branca à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

    Leia mais: Lula sem ‘frente ampla’ e Flávio isolado, líderes nas pesquisas não têm mais apoio político
    em: https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2026/08/7479131-lula-sem-frente-ampla-e-flavio-isolado-por-que-lideres-nas-pesquisas-nao-tem-mais-apoio-politico.html

    Às favas as normas diplomáticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado um estorvo pelos estrategistas da Casa Branca. Quando Washington relaciona medidas comerciais a decisões da Justiça brasileira ou ao andamento da campanha presidencial, transforma as tarifas em armas eleitorais.

    Como a balança comercial com os Estados Unidos representa apenas 2% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), essa interferência pode ir além das tarifas, por meio de manipulação do ambiente digital, pressões sobre empresas de tecnologia e campanhas de desinformação. A maior ameaça é a nova tentativa de desacreditar o sistema eleitoral, que constrói a perigosa narrativa segundo a qual o resultado das urnas eletrônicas somente será legítimo se reconhecido por Trump.

    Vale a pena ler de novo:

    Progressistas, liberais, conservadores e as “mentes naufragadas”
    em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-progressistas-liberais-conservadores-e-as-mentes-naufragadas/

    Quando a distopia americana de Trump vai além do gênero literário
    em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/quando-a-distopia-americana-de-trump-vai-alem-do-genero-literario/

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-eleicoes-trump-deseja-que-o-brasil-volte-a-ser-quintal-dos-eua/)

  58. Miguel José Teixeira

    “Imprensa deveria fazer mea-culpa do apoio ao inquérito do fim do mundo”
    – Quando ataca Alexandre de Moraes, a imprensa ainda insiste em não reconhecer o erro de ter apoiado a abertura do inquérito famigerado.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 13/08/26)

    Os jornalões (1) trazem hoje editoriais (2) sobre a afronta feita pelo ministro Alexandre de Moraes à liberdade de imprensa, mais uma na sua lista, ao chancelar a violação do sigilo de fonte (3) do jornalista maranhense Luis Pablo, levada a cabo pela PF com o aval da PGR.

    Para alcançar Luis Pablo, Alexandre de Moraes enfiou o jornalista no inquérito das fake news, aquele aberto para acabar somente no fim do mundo.

    Quando atacam o autoritarismo rampante do ministro, os jornalões teriam de se haver com o pecado original do seu apoio à abertura do inquérito, aberto de ofício no longínquo 2019, a pretexto de combater as ameaças do bolsonarismo ao STF e à democracia.

    Munido do tacape do inquérito, Alexandre de Moraes não demorou a mostrar o verdadeiro intento do procedimento: amordaçar quem ousasse criticar ministros do Supremo ou revelar aspectos desabonadores da conduta deles.

    Apenas um mês após a abertura do inquérito, a revista Crusoé, do qual eu era publisher, foi censurada por Alexandre de Moraes por ter publicado reportagem que revelou que o ministro Dias Toffoli era citado em um email de Marcelo Odebrecht como “o amigo do amigo de meu pai”, em referência a Lula e Emílio Odebrecht. O mesmo Dias Toffoli, então presidente do STF, que tirou o inquérito da cartola e escolheu o colega para ser o relator de maneira discricionária.

    O email em questão constava do processo da Lava Jato contra Marcelo Odebrecht, mas ainda assim Alexandre de Moraes censurou a revista, como se tivéssemos publicado fake news, e exigiu que eu prestasse depoimento na Superintendência da PF em São Paulo, o que julgo ser um dos episódios mais vergonhosos da democracia brasileira.

    Os jornalões uniram-se para defender a Crusoé e fustigar o ministro, mas ainda assim não perceberam, ou não quiseram perceber, que o inquérito era o ovo da serpente — e continuaram a apoiá-lo, como se a censura à revista fosse desvio, quando na verdade o próprio inquérito, aberto de ofício, conduzido sem a participação do Ministério Público, por um juiz nos papéis de vítima, investigador, acusador e julgador, não representasse uma excrescência que subverte o sistema acusatório.

    A censura à Crusoé nunca foi desvio de Alexandre de Moraes, como vem se verificando desde então. Foi somente a primeira demonstração do caráter autoritário de alguém que se coloca acima da Constituição, que não tem limites para perseguir adversários e que tem um instrumento feito sob medida para dar vazão à sua índole.

    Não é de se admirar, portanto, que, dotado de um instrumento que lhe confere tanto poder, o ministro se sinta livre para fazer o que lhe dá na veneta e nutra a certeza de que não tem de prestar satisfações a ninguém. Nem mesmo sobre as suas relações com Daniel Vorcaro, cujo Banco Master assinou um contrato de inacreditáveis R$ 129 milhões com a mulher advogada do ministro.

    Alexandre de Moraes é novamente alvo dos editorias dos jornalões, mas eles insistem em não reconhecer o erro de ter apoiado um inquérito que deveria ter sido combatido já no berço. Ainda usam apostos escusatórios, dizem que o inquérito cumpriu função fundamental para defender a democracia, mas que Alexandre de Moraes o desvirtuou e chegou a hora de encerrá-lo. O 8 de janeiro, condenável de todos os pontos de vista, só atolou os jornalões no equívoco.

    Não, senhores editorialistas, ele nunca deveria ter sido aberto. O inquérito nasceu torto, e nada que nasce torto endireita nada. Pelo contrário, entorta ainda mais. A democracia brasileira nunca precisou de excepcionalidades para enfrentar quaisquer adversários, isso sempre foi argumento ditatorial, e o inquérito famigerado foi que acabou fechando o Supremo como defensor intransigente da Constituição, tal como dito ontem aqui (4).

    Uma das alegações elencadas para justificar o inquérito aberto de ofício em 2019 foi que a PF e a PGR, sob Jair Bolsonaro, nada faziam para investigar ameaças ao Supremo. O que se tem hoje? Uma PF e uma PGR que funcionam como manus longa de ministros do Supremo e que, desse modo, relutam em investigá-los.

    Há mais de sete anos, Alexandre de Moraes usou o inquérito para tentar amordaçar quem expôs o colega Dias Toffoli ao escrutínio público. O que se tem hoje? Alexandre de Moraes usando o inquérito para punir quem expôs o colega Flávio Dino, em caso revestido de interesses políticos do ministro no Maranhão, e para mandar mensagem a jornalistas e a suas fontes, de todas as latitudes nacionais, sobre o risco de investigar integrantes do Supremo. Como ele próprio, aliás, que está neste momento sob holofotes por causa de mensagens encontradas no celular do dono do Banco Master e do extraordinário contrato da sua mulher.

    As arbitrariedades são inerentes ao ministro e essenciais ao inquérito do qual é relator. A imprensa deveria reconhecer o imenso erro que cometeu ao apoiar essa estrovenga e fazer mea-culpa.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/imprensa-deveria-fazer-mea-culpa-do-apoio-ao-inquerito-do-fim-do-mundo)

    (1) “Supremo afronta a liberdade de imprensa”
    – Investigação contra jornalista e sua fonte levanta questões sobre juiz natural e sigilo profissional.
    – Corte não pode relativizar garantias fundamentais para proteger seus integrantes; não há democracia sem o escrutínio do poder público.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/supremo-afronta-a-liberdade-de-imprensa.shtml

    (2) “O ataque de Moraes à liberdade de imprensa”
    – Ao quebrar sigilo de fonte para proteger um colega, ministro expôs o real propósito da sobrevivência do inquérito das fake news e criou precedente perigoso contra a liberdade de imprensa no País.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/supremo-afronta-a-liberdade-de-imprensa.shtml

    (3) “Violação de sigilo de fonte pela PF é inconstitucional”
    – Ao referendar abuso no Maranhão, Moraes afronta direito essencial para liberdade de imprensa e democracia.
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial/coluna/2026/08/violacao-de-sigilo-de-fonte-pela-pf-e-inconstitucional.ghtml

    (4) “O STF foi fechado pelo inquérito das fake news”
    – Temos agora o ministro do STF Alexandre de Moraes lançando os poderes da sua toga não só contra um jornalista, mas também contra a sua fonte.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-stf-foi-fechado-pelo-inquerito-das-fake-news

  59. Miguel José Teixeira

    “O óbvio de Fachin sobre a liberdade de imprensa e o recado a Moraes”
    – Em nota oficial, o presidente do Tribunal reafirma o óbvio a todos os integrantes da Corte e indica que Alexandre de Moraes, mais uma vez, passou do ponto.
    (Wilson Lima, Metrópoles, 13/08/26)

    Há algo de paradoxal nas declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (1) (STF), Edson Fachin, sobre o caso do jornalista maranhense alvo de investigação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

    O ministro diz o que deveria ser óbvio: a liberdade de imprensa é um valor constitucional e uma investigação criminal não pode se transformar em investigação da própria atividade jornalística.

    O problema é justamente este: quando o óbvio precisa ser reafirmado pelo presidente (2) da mais alta Corte do país, é sinal de que alguma coisa deixou de ser óbvia no meio desse caminho.

    Fachin indicou que o caso poderá ser levado ao plenário do STF. É uma saída institucionalmente sensata. Casos que envolvem simultaneamente um ministro da própria Corte, segurança de magistrado, atuação da Polícia Federal, sigilo de fonte e liberdade de imprensa não deveriam permanecer restritos à decisão individual de um integrante do tribunal (3).

    Não se trata de desautorizar Moraes. Trata-se de reconhecer que a dimensão institucional do episódio ultrapassou os limites de uma investigação qualquer.

    O STF precisa discutir o caso como Corte. De forma urgente.

    O caso maranhense chegou a um ponto em que a questão já não é apenas saber se houve crime. A Polícia Federal investiga suspeitas de monitoramento clandestino de Flávio Dino e de seus familiares e de obtenção irregular de informações relacionadas à segurança do ministro. Isso com apoio do aparato institucional maranhense. Há, portanto, uma dimensão legítima de proteção institucional.

    Mas existe outra dimensão, igualmente legítima: até onde pode ir o Estado quando, para investigar uma possível ameaça contra um ministro, precisa alcançar as fontes de um jornalista?

    É aí que entra a importância do plenário.

    O Supremo não deveria deixar que uma questão dessa magnitude seja interpretada pela sociedade como um conflito entre ministros, jornalistas e fontes. O plenário oferece justamente o espaço para transformar uma decisão individual em uma posição institucional da Corte.

    Sigilo de fonte não significa imunidade para jornalistas ou fontes que eventualmente pratiquem crimes. Se houver evidências de que alguém invadiu sistemas, monitorou ilegalmente uma autoridade ou participou de uma operação criminosa, isso deve ser investigado e, se comprovado, punido.

    Fachin, ao sugerir que o plenário examine o caso, aponta para a saída mais adequada. Não porque esteja fazendo uma concessão à imprensa, mas porque o STF precisa ser maior do que seus próprios ministros.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-obvio-de-fachin-sobre-a-liberdade-de-imprensa-e-o-recado-a-moraes/)

    (1) “Fachin defende que caso de jornalista do MA seja discutido pelo plenário do STF”
    – Apesar disso, o presidente do Supremo prestou solidariedade do ministro Flávio Dino, que alega ser alvo de ataques e de perseguições.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/fachin-sugere-que-caso-de-jornalista-do-ma-seja-discutido-pelo-plenario-do-stf/

    (2) “TI aponta “bonapartismo de Moraes” após busca contra fonte de jornalista”
    – ONG afirma que atuação do STF passou a servir à “blindagem” de ministros e cobra reação institucional.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/ti-aponta-bonapartismo-de-moraes-apos-busca-contra-fonte-de-jornalista/?utm_source=site&utm_medium=home&utm_campaign=mais_lidas

    (3) “Organização interamericana se diz alarmada com violação do sigilo da fonte no Brasil”
    – A SIP advertiu que a violação constitui “uma grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente para a liberdade de imprensa” no país.
    +em: https://oantagonista.com.br/mundo/organizacao-interamericana-se-diz-alarmada-com-violacao-do-sigilo-da-fonte-no-brasil/

  60. Miguel José Teixeira

    💻 “Supercomputadores para o Brasil”
    (Beatriz Pecinato, Folha Mercado, 13/08/26)

    O governo federal deve adquirir dois supercomputadores (1), um da China e outro dos Estados Unidos.
    Eles custarão mais de R$ 2 bi, disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação à Folha.

    Rebobinando…
    As compras fazem parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (2), que prevê o desenvolvimento da tecnologia no país.
    A ideia é transformar a nação em uma referência mundial em inovação. Inicialmente, só um computador seria obtido.
    R$ 23 bi serão investidos pelo plano.
    O documento determina a criação de uma “nuvem soberana”, sistema que armazenaria e processaria dados do governo, e de “modelos avançados de linguagem”, algoritmos que capacitam máquinas a entender e gerar conversas naturais, como o ChatGPT.

    Os equipamentos são essenciais para que o Brasil consiga criar a própria tecnologia (3).
    E a dupla nacionalidade é estratégica: o governo não quer depender de um único local.

    A ministra reconhece os riscos de retaliação americana ao comprar da China, mas acredita que o acordo com empresas dos EUA deve se manter por ser vantajoso para elas.

    Ficha técnica.
    O principal computador terá um consumo elétrico equivalente ao de 45 mil casas, e as duas máquinas farão, cada uma, quatrilhões de operações matemáticas por segundo.
    O equipamento mais potente deverá ser fornecido pela Nvidia.

    (1) “Lula muda planos e deve gastar R$ 2 bi em dois supercomputadores de IA, um americano e um chinês”
    – Ministra diz que escolha visa evitar dependência de um único país e reconhece risco de represália dos EUA.
    – Equipamento deve começar a operar em 2027 e será usado para desenvolver IA brasileira; gasto está previsto no orçamento do setor.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/08/lula-muda-planos-e-deve-gastar-r-2-bi-em-dois-supercomputadores-de-ia-um-americano-e-um-chines.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Governo Lula diz querer construir uma ‘IA soberana’ brasileira; entenda o que é isso”
    – Especialistas dizem que infraestrutura atual está aquém do plano, apresentado nesta terça-feira; Brasil planeja investir R$ 23 bilhões no setor.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/07/governo-lula-diz-querer-construir-uma-ia-soberana-brasileira-entenda-o-que-e-isso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “Política que norteia inovação com IA no Brasil não tem orçamento”
    – Governo abre editais para nova tecnologia, mas Ministério da Ciência, Inovação e Tecnologia tem 17ª menor dotação orçamentária.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2023/07/politica-que-norteia-inovacao-com-ia-no-brasil-nao-tem-orcamento.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  61. Miguel José Teixeira

    Quem disse?
    – Uma frase que importa no mercado.
    (Beatriz Pecinao folha Mercado, 13/08/26)

    “Sim, eu bato na mesa e encaro as pessoas com severidade. Se não puder fazer isso, é melhor virar um vegetal.”

    ↳ O autor da frase morreu ontem.
    Foi um alto dirigente chinês, responsável por arquitetar a entrada do país da OMC (Organização Mundial do Comércio).
    Veja de quem estamos falando (*)

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/zhu-rongji-arquitetou-entrada-da-china-na-omc-e-iniciou-projeto-da-superpotencia-economica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado#:~:text=Sim%2C%20eu%20bato%20na%20mesa%20e%20encaro%20as%20pessoas%20com%20severidade.%20Se%20n%C3%A3o%20puder%20fazer%20isso%2C%20%C3%A9%20melhor%20virar%20um%20vegetal

    (TRPCE)

  62. Miguel José Teixeira

    👋 “Estrangeiros dão tchau à Bolsa”
    (Beatriz Pecinato, Folha Mercado, 13/08/26)

    A Bolsa de Valores brasileira (1) viveu momentos de ascensão e queda em um único ano.

    📈 No início de 2026, recebeu uma avalanche de investimentos estrangeiros (2).
    Havia a expectativa de que a Selic caísse para 12% ao ano.
    O movimento criou um apetite por ações, pois ativos atrelados à taxa de juros sofreriam uma desvalorização.
    Além disso, parte deles resolveu diversificar suas carteiras.
    As investidas (3) e discursos (4) de Trump criaram uma instabilidade econômica (5), e o mercado correu para apostar em países menos expostos, como o Brasil.

    📉 Sim, mas…
    O fluxo não durou muito tempo (6).
    Projeções agora cravam os juros a 13,75% (7) no fim do ano.
    Outro fator que ajudou a frear o movimento foi a guerra no Irã, que fez investidores buscarem ativos mais fáceis de serem resgatados.

    ↳ As justificativas estão interligadas.
    O conflito diminuiu a oferta de petróleo disponível, o que aumentou seu preço e afetou vários segmentos da economia, de transporte (8) a aviação (9).

    ↳ Se os bens e serviços ficam mais caros, o governo precisa manter a Selic alta para desacelerar o consumo e diminuir os preços.

    O período eleitoral (10) carrega sua parcela de culpa (11).
    Promessas de campanha que preveem o aumento de gastos ou a queda nas receitas podem elevar a percepção de risco fiscal, o que desagrada investidores.

    (1) “Investidores estrangeiros retiram R$ 7 bi da Bolsa em agosto com incertezas sobre guerra e eleições”
    – Juros elevados e temor fiscal também reduzem atratividade das ações brasileiras.
    – No acumulado de 2026, o saldo permanece positivo em R$ 33,8 bilhões.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/investidores-estrangeiros-retiram-r-7-bi-da-bolsa-em-agosto-com-incertezas-sobre-guerra-e-eleicoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Janeiro registra maior alta mensal da Bolsa desde 2020”
    – Ibovespa acumulou valorização de mais de 12% no mês, mostra levantamento da Elos Ayta.
    – Movimento foi reflexo da entrada de investidores estrangeiros no país.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/janeiro-registra-maior-alta-mensal-da-bolsa-desde-2020.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “EUA atacam a Venezuela e capturam Nicolás Maduro, que será julgado em Nova York”
    – Ofensivas militares ocorrem na capital e em outras três regiões; Trump diz que ditador foi levado para fora do país.
    – Vice do regime diz que paradeiro de ditador e esposa é desconhecido e pede prova de vida; Maduro é indiciado por narcoterrorismo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/venezuela-acusa-eua-de-realizarem-ataques-militares-em-caracas-e-outras-partes-do-pais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Entenda por que Trump quer a Groenlândia; veja infográfico”
    – Riquezas minerais, rotas comerciais e posição militar estratégica orientam investida de americano contra ilha da Dinamarca.
    – Aquisição já foi tentada por Washington, que tem uma base importante na ilha, e ação militar acabaria com a Otan.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/01/entenda-por-que-trump-quer-a-groenlandia-veja-infografico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (5) “Tensões geopolíticas impulsionam entrada em massa de estrangeiros na Bolsa”
    – Selic a 15% e exposição a commodities tornam país atrativo para operadores internacionais.
    – Fluxo em janeiro representa quase um terço do total captado em 2025.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/tensoes-geopoliticas-impulsionam-entrada-em-massa-de-estrangeiros-na-bolsa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (6) “Você está pensando em comprar Bolsa brasileira? O estrangeiro está vendendo”
    – Depois de uma entrada recorde no início do ano, estrangeiros já retiraram R$ 38 bilhões da Bolsa desde abril.
    – Após uma trégua em julho, a saída de estrangeiros voltou a acelerar em agosto.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/de-grao-em-grao/2026/08/voce-esta-pensando-em-comprar-bolsa-brasileira-o-estrangeiro-esta-vendendo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (7) “Economistas reduzem previsão do PIB pela primeira vez desde abril”
    – Boletim Focus aponta que analistas esperam crescimento econômico de 1,98% neste ano.
    – Especialistas ainda diminuem expectativa para inflação pela sexta semana consecutiva.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/economistas-reduzem-previsao-do-pib-pela-primeira-vez-desde-abril.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (8) “Guerra no Oriente Médio eleva custos de transporte para 95% da indústria, aponta CNI”
    – Pesquisa mostra que setor viu fretes dispararem após conflito entre EUA e Irã e fechamento de Estreito de Hormuz.
    – 7 em cada 10 empresas consideram insuficientes medidas do governo para conter efeitos da disparada do petróleo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/guerra-no-oriente-medio-eleva-custos-de-transporte-para-95-da-industria-aponta-cni.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (9) “Guerra encarece passagens de avião e diminui voos; entenda como usuários são afetados”
    – Tarifa média de voos nacionais atingiu R$ 669,41 em abril, alta de 9% na comparação anual.
    – Mesmo com eventual fim da guerra, preços devem levar de 6 a 12 meses para cair, diz CEO da Latam Brasil.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/companhias-aereas-reduzem-voos-e-preco-da-passagem-aumenta-9.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (10) “Ano eleitoral aumenta a volatilidade do mercado; veja como isso afeta os investimentos”
    – Especialistas recomendam atenção ao cenário fiscal e cuidado com mudanças bruscas na carteira.
    – Investidores devem aprender a separar o barulho político de sinais econômicos que realmente importam.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/ano-eleitoral-aumenta-a-volatilidade-do-mercado-veja-como-isso-afeta-os-investimentos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (11) “JPMorgan reduz recomendação para ações brasileiras e cita volatilidade eleitoral”
    – Para a instituição, juros devem permanecer elevados neste ano, o que deve pressionar o mercado acionário.
    – El Niño, preço do petróleo e discussão sobre escala 6×1 estão entre fatores de risco citados pelo banco.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/jpmorgan-reduz-recomendacao-para-acoes-brasileiras-e-cita-volatilidade-eleitoral.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (TRPCE)

  63. Miguel José Teixeira

    “Aspas em ‘Lulinha’ e ‘Flávio'”
    – Certos nomes em que há algo de fake ou mal contado deveriam ser grafados entre aspas.
    – ‘Lulinha’ é usado para atingir Lula e ‘Flávio’ só existe porque é acoplado a Bolsonaro.
    (Ruy Castro, FSP, 12/08/26)

    Alexandra Moraes, ombudsman da Folha, perguntou neste domingo (5) por que Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, é chamado pela imprensa e pela oposição de “Lulinha” se ninguém, íntimo ou não íntimo, o chama desse jeito. Ela mesma explicou: o tratamento surgiu na Folha há 20 anos, já numa história mal contada envolvendo dinheiro. Como o rapaz foi repetente no quesito, a oposição adotou o diminutivo, ideal para atingi-lo e ao seu pai. Mas, diz Alexandra, um apelido usado como arma política não deveria ser encampado pelo jornal.

    Há alguns meses, aqui neste espaço, chamei a atenção para a leveza com que a imprensa estava se referindo ao então pré-candidato Flávio Bolsonaro, tratando-o de “Flávio” com uma familiaridade que não dispensava nem ao pai dele, o ex-presidente e presidiário Jair Bolsonaro. De fato, nos títulos e manchetes dos jornais, Jair Bolsonaro nunca foi chamado de “Jair”. Foi sempre e só “Bolsonaro”, como deve ser.

    É verdade que, se um veículo se referir a Flávio Bolsonaro apenas como “Bolsonaro”, os leitores poderão confundi-lo com seu apenado pai, daí a decisão de reduzi-lo a “Flávio”. Mas “Flávio” não existe, a menos que se acrescente o “Bolsonaro” —é o que as pesquisas estão demonstrando. Mesmo com os desastres de campanha, levando seus apoiadores ao desespero, e por mais inviável que seja como candidato, ainda tem números invejáveis, graças ao nome e ao sobrenome no varal.

    Daí ser surpreendente a decisão dos marqueteiros de passar a chamá-lo só de “Flávio”, não mais de “Flávio Bolsonaro”. Com isso, querem vender a imagem de alguém próximo, palpável. Mas quem quer estar próximo de “Flávio” e, pior ainda, apalpá-lo? A prova disso é que seu nome não é citado nem nos palanques de seus supostos aliados, os candidatos a governador.

    Uma solução tanto para “Lulinha” quanto para “Flávio” é que passemos a nos referir a eles entre aspas. Aspas dão um sentido irônico a um nome e denotam algo de fake no sujeito. Como um rabo de papel que se pendura em alguém.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/aspas-em-lulinha-e-flavio.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  64. Miguel José Teixeira

    Nem pensem em imaginar. . .

    . . .que os 3 artigos abaixo replicados, nada tem a ver com seu dia a dia!

    A Democracia PeTezuelana está a um passo do precipício!

    1. Este poema não é sobre judeus, comunistas e ateus, nem sobre Brasília, STF ou Florianópolis. É sobre você daqui que está rindo, lavando as mãos, achando que está imune e levando vantagens enquanto os outros estão passando perrengue ao arrepio da lei ou até fora dela com gente que a conhece muito bem e obrigada aplicá-la. Até quando alguém achar que você não deve mais ser no mínimo igual perante a lei, quanto mais levar vantagens.

      Poema de Niemöller, por Alexandre de Sá

      Assim é a vida
      Você é livre até não ser
      Você tenta até não poder
      E apesar de não querer mais
      De não aguentar mais
      Você vai e faz tudo de novo
      Crendo mais uma vez
      Naqueles que se venderam
      Então te afirmam
      Assim é a vida

      Um dia vieram e levaram consigo
      Meu vizinho que era judeu
      Como eu não sou judeu, eu não me incomodei
      Um a menos para me importar

      Então seja você mesmo (eles disseram)
      Não, não desse jeito (disseram)
      Estamos apenas cumprindo ordens (eram)
      (Shh! Minha nota é dó, fica quieto!)
      A sua fila é da esquerd (shhh!)

      No dia seguinte, eles vieram e levaram
      Meu vizinho comunista
      Não sou comunista então não me incomodei
      Dois a menos para me importar

      No terceiro dia, eles vieram e levaram
      Meu vizinho que era ateu
      Como eu não sou ateu, eu não me incomodei
      Três a menos, quem se importa?
      (Ninguém se importa!)

      No quarto dia, eles vieram e me levaram
      Já não havia mais ninguém pra reclamar

  65. Miguel José Teixeira

    “O público e o privado”
    – Uma briga política do Maranhão, ou de qualquer estado brasileiro, não vale a nacionalização de uma crise institucional que revela o caráter autoritário da instituição que deveria zelar pelo cumprimento da Constituição.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 13/08/26)

    A medida da decisão autoritária do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de ordenar uma busca e apreensão na casa de um jornalista para descobrir a fonte da denúncia deste contra seu colega Flávio Dino é transformar um caso de política regional em crise institucional, afetando a liberdade de imprensa. O ponto de partida é simples: nenhuma autoridade tem o direito de apreender celulares e computadores de jornalistas com o objetivo de descobrir quem lhes deu uma determinada informação.

    Se considera tão grave o fato a ponto de se mover rapidamente para defender Dino, o Judiciário tem o dever de investigar, mas não pode avançar sobre a liberdade de imprensa, não importa que o jornalista maranhense seja corrupto — como acusam — ou que Dino não tenha cometido nenhuma ilegalidade.

    Dino e sua família têm direito a usar carro blindado para ir à praia, pois são ameaçados? Basta rebater as acusações demonstrando que têm essa permissão. Podem também processar o autor da denúncia falsa. Nada além disso. Para defender seu colega de toga, Moraes, relator do inquérito das fake news, que já dura sete anos sem conclusão — o que pode demonstrar incompetência ou vontade de manter aberto um inquérito como a espada de Dâmocles sobre a cabeça dos opositores —, atravessou uma linha perigosa num país que lutamos para manter democrático, como o Brasil.

    Tudo indica que a perseguição de que Dino se considera vítima tem a ver com o outro lado da mesma moeda, sua atuação como político. Ex-governador do Maranhão, ele está em disputa com seu grupo pelo poder político no estado. Não há nada que envolva nessa disputa o STF, onde Dino assumiu o cargo depois de ser ministro da Justiça do governo Lula. Se é uma disputa de sua outra persona, de político, que deveria ter sido apagada no momento em que assumiu a cadeira no Supremo, Dino não poderia pedir apoio do tribunal a que pertence para perseguir seus adversários maranhenses.

    Agindo com uma visão autoritária, Moraes afrontou uma pedra basilar do sistema democrático, a liberdade de informação, sem que fosse aberta uma investigação para definir se houve calúnia ou difamação no caso. Se houver, o jornalista pode ser processado por quem se considerou atingido, sem que a liberdade de imprensa seja aviltada. Transformar o caso maranhense em crise nacional demonstra como os ministros do Supremo se consideram inatingíveis. Deixam de investigar o caso em si para investigar quem deu a informação, falsa ou verdadeira. A quebra de sigilo bancário do jornalista é um absurdo, vulnerável a enganos, como já aconteceu.

    O caseiro Francenildo Costa, principal testemunha de acusação contra o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que frequentava a “casa do lobby” em Brasília, teve em 2006 seu sigilo bancário quebrado ilegalmente pelo presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso — a pedido do assessor de imprensa de Palocci, Marcelo Netto. Foi descoberto um depósito de cerca de R$ 40 mil, que atribuíram a um suborno que o caseiro recebera para acusar Palocci. No entanto, depois ficou provado que o dinheiro fora enviado por seu pai biológico.

    Os R$ 100 mil que a Polícia Federal diz ter encontrado na conta do jornalista podem ser mesmo fruto de suborno, como acusam. Mas a maneira como se chegou a essa conclusão fere os princípios democráticos. Moraes perece ter passado por cima de alguns passos legais para saber quem foi a fonte do jornalista, e com que intenção. Pode ser tudo verdade, mas uma briga política do Maranhão, ou de qualquer estado brasileiro, não vale a nacionalização de uma crise institucional que revela o caráter autoritário da instituição que deveria zelar pelo cumprimento da Constituição.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2026/08/o-publico-e-o-privado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  66. Miguel José Teixeira

    “Banalizar sigilo é inovação perigosa”
    – Não revelar a fonte não é vantagem para jornalista. É garantia de que as informações chegarão à sociedade.
    (Por Julia Duailibi, O Globo, 13/08/26)

    O debate político atual atropela qualquer tentativa de ponderação. O STF tomou decisões recentes questionáveis e perigosas do ponto de vista da liberdade de expressão e do respeito ao sigilo constitucional da fonte. Algo que deveria ser considerado perigoso pela sociedade em geral — e por quem exerce a profissão de jornalista, em particular. A defesa intransigente dos ministros do STF, no entanto, levou a uma passada de pano constrangedora. Em nome da defesa da democracia, relativizam-se justamente marcos civilizatórios do regime democrático que nos protegem contra os autoritários de plantão.

    A decisão recente do ministro Alexandre de Moraes, com base na quebra do sigilo da fonte de um jornalista do Maranhão, abre um precedente perigoso que não deve ser aplaudido, apesar dos serviços prestados por ele em defesa da democracia. Em março, Moraes autorizou busca e apreensão de dois celulares, um notebook e um pen drive do jornalista, suspeito de cometer crime de perseguição contra Flávio Dino — ele publicou na internet dados sobre a rotina do ministro e de sua família, alegando uso irregular de carros oficiais.

    A PF mergulhou nos aparelhos e descobriu a fonte do jornalista:

    — Em relação ao notebook, foi possível acessar a conta de WhatsApp de Luís Pablo tendo sido identificadas conversas com o contato registrado como secretário Raimundo Cutrim.

    Pablo é o jornalista; Cutrim, a fonte. O ministro não só considerou a prova da PF lícita, como autorizou mais medidas cautelares, desta vez contra a fonte do jornalista.

    Jornalista não é ser intocável. Deve ser investigado se há indício de que cometeu crime, como no caso de Pablo, suspeito de ter recebido dinheiro para publicar as informações (ele nega). A investigação, no entanto, tem de ser baseada nas regras do jogo e não deveria atropelar a garantia constitucional do investigado. A PF deveria ter começado por outra porta, mas apontou o jornalista como suspeito e foi direto no celular e no computador dele, com aval de Moraes e da PGR, que costuma se alinhar ao STF em matéria que envolve seus ministros.

    Sigilo de fonte não é vantagem concedida a jornalista. É garantia dada à sociedade de que as informações chegarão a ela, mesmo que os poderosos tentem evitar que isso ocorra. As regras do jogo valiam até agora, e não se tem notícia de que o respeito a essa garantia constitucional tenha contribuído para aumentar a impunidade. Nos Estados Unidos, Donald Trump passou a relativizá-la e foi para cima de jornalistas do New York Times e de seus familiares que escreveram sobre a segurança do avião presidencial. O governo pediu à Justiça o acesso aos telefones deles e de terceiros, alegando que quer chegar, apenas, aos autores dos vazamentos. Admite que os jornalistas não cometeram crime, mas ainda assim atropela o direito ao sigilo de fonte para, em tese, punir quem vazou as informações — e, com isso, coibir toda fonte potencial de informar os repórteres.

    Se a fonte do jornalista cometeu crime de violação do sigilo funcional ao vazar dados, que responda por isso. Se o jornalista escreveu algo errado, que responda na Justiça por crime contra a honra. A inovação nessa matéria não presta. Amanhã o jogo vira, os poderosos são outros, e a segurança, que estava na Constituição, acabou por ser banalizada.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/julia-duailibi/coluna/2026/08/banalizar-sigilo-e-inovacao-perigosa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  67. Miguel José Teixeira

    “. . .Constranger um jornalista a não exercer sua profissão por medo de ser preso é coisa de ditador. Os ministros do Supremo deveriam ter vergonha do precedente aberto nesse caso, ainda mais quando se apresentam à opinião pública como heróis que salvaram nossa democracia.”

    “Alexandre de Moraes fragiliza democracia ao violar sigilo da fonte de jornalista”
    (Por Malu Gaspar, O Globo, 13/08/26)

    A história das democracias modernas está repleta de escândalos derivados de apurações jornalísticas expondo o que os poderosos buscam esconder. Do mensalão ao petrolão, da Vaza-Jato à rachadinha de Flávio Bolsonaro ou às fraudes do Banco Master, todos esses casos fundamentais para a depuração das nossas instituições só andaram graças a fontes que nunca teriam colaborado se fossem obrigadas a se identificar. De tão central para o fortalecimento da democracia, o sigilo da fonte é garantido na Constituição como cláusula pétrea, que nem uma emenda constitucional pode alterar.

    No entanto, nesta semana nos vimos metidos num debate bizantino sobre a legalidade de uma decisão de Alexandre de Moraes que simplesmente atropelou esse direito fundamental: a ordem para que a Polícia Federal (PF) fizesse busca e apreensão sobre um político que municiou de informações um blogueiro do Maranhão sobre o suposto uso irregular de um carro oficial do Tribunal de Justiça do estado pelo ministro Flávio Dino.

    Tudo começou quando o jornalista Luís Pablo da Conceição publicou em seu blog uma série de reportagens com fotos do tal carro circulando por São Luís. Nelas, dizia que o veículo transportava familiares de Dino mesmo quando ele estava em Brasília e recorria a documentos internos do tribunal para afirmar que o ministro não tinha autorização formal para usar o automóvel.

    Nos textos, o jornalista afirmou ainda ter recebido as imagens de fontes anônimas — e, portanto, não perseguiu reiteradamente Dino pelas ruas. Questionado pelo blog a respeito da irregularidade, o ministro preferiu não responder, mas acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Desde então, já foram realizadas duas operações de busca e apreensão como parte de uma investigação de perseguição, monitoramento clandestino e ameaça à integridade física de Dino. De que ele e sua família foram seguidos e monitorados, não há dúvida. Mas, em vez de mandar a PF investigar quem fez isso, de que forma e com que frequência, em março deste ano Moraes ordenou que os policiais fossem à casa de Luís Pablo e apreendessem o computador, o celular e tudo o mais que permitisse descobrir quem lhe passara as informações.

    Uma ação com cara, jeito e cheiro de pesca probatória, em que se encontraram as mensagens comprovando que a fonte das matérias era o ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim, adversário político de Dino acusado de assassinato num caso relatado pelo próprio ministro.

    Foi com base nesse material que Moraes mandou fazer a busca sobre Cutrim. Quem lê as 34 páginas da decisão, porém, constata que o jornalista (ou blogueiro, não importa) não seguiu Dino, não monitorou sua vida clandestinamente, nem extraiu documentos sigilosos do sistema do tribunal maranhense. Recebeu informações que julgou de interesse público e as divulgou, o que não é crime.

    A decisão também não oferece nenhuma pista para entender por que esse caso tramita no Supremo, por onde só se investigam o presidente da República, ministros, senadores e deputados federais.

    Como se descobriu pelas mensagens que Luís Pablo recebeu R$ 100 mil de um advogado que foi secretário de Habitação da Prefeitura de São Luís, tratado nos diálogos como empréstimo para comprar um terreno, também se levantou a suspeita de que ele tivesse sido pago para publicar as reportagens, o que ele nega. Ainda que seja verdade, receber dinheiro para publicar um texto não configura crime de perseguição.

    Em toda área há profissionais venais, e no jornalismo não é diferente. O Brasil está salpicado de sites e blogs que recebem dinheiro de governos e políticos para divulgar informações de seu interesse, verdadeiras e falsas, e nenhum sofreu uma batida policial por causa disso.

    Só com a apuração das fraudes do Master soubemos de vários sites de alcance nacional que recebiam milhões para publicar acusações falsas contra autoridades e figuras públicas, e nenhum deles foi alvo de busca ou quebra de sigilo. Para esse tipo de coisa, o remédio legal são os processos de injúria, calúnia e difamação, com possibilidade de multas e indenizações, e não uma devassa intimidatória que viole direitos fundamentais.

    Se todo juiz deste país puder quebrar o sigilo da fonte de um jornalista que divulgou algo incômodo, ficará impossível fiscalizar a ação das autoridades, premissa básica do sistema democrático. Constranger um jornalista a não exercer sua profissão por medo de ser preso é coisa de ditador. Os ministros do Supremo deveriam ter vergonha do precedente aberto nesse caso, ainda mais quando se apresentam à opinião pública como heróis que salvaram nossa democracia.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/coluna/2026/08/alexandre-de-moraes-fragiliza-democracia-ao-violar-sigilo-da-fonte-de-jornalista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  68. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre. . .

    Das “tantas coisas erradas”, seguramente, uma delas poderemos corrigir em 4 de outubro, que causará efeito cascata em nosso benefício:

    não reeleger nenhum candidato!

    Entenda-se por reeleição, o ato de conduzir um candidato a um cargo eletivo, independentemente do cargo eletivo que já ocupa atualmente!

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