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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXVI

A propaganda política oficial dos candidatos só começar no dia 16, domingo que vem. Entretanto, nas ruas, silenciosamente, está a outra campanha: a da indignação contra os políticos sustentados pelos nossos cada vez mais altos impostos on-line, aprovados por eles, em nosso nome. Ela é mais autêntica. E um perigo.

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92 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXVI”

  1. Miguel José Teixeira

    “A arapuca está armada
    E não adianta de fora protestar
    Quando se quer entrar num buraco de rato
    De rato você tem que transar”
    . . .(*)

    “Congresso aprova aval a despesa fora do limite este ano, mas garante ajuste de R$ 10 bi em 2027”
    – Texto também prevê benefícios tributários para fertilizantes e antecipa despesas extra teto de Defesa Nacional, saúde e educação.
    (Por Thaís Barcellos, Fabio Graner e Letícia Pille — Brasília, O globo, 13/08/26)

    O Congresso Nacional aprovou ontem o projeto de lei que permite compensar a redução de impostos federais sobre combustíveis (1) em decorrência da guerra no Irã com receitas extraordinárias do petróleo durante o ano de 2026. O texto foi ampliado e autorizou o governo Lula também a ampliar gastos fora dos limites fiscais neste ano, mas promete conter despesas em 2027. A estimativa da equipe econômica é de um ajuste de R$ 10 bilhões no ano que vem.

    O projeto, uma das prioridades do governo nesta semana de esforço concentrado no Congresso, foi votado na Câmara e no Senado no mesmo dia, após acordo costurado pelos ministros do Planejamento, Bruno Moretti, e da Fazenda, Dario Durigan.

    Gatilhos para despesas
    O texto estabelece dois gatilhos de contenção de despesas. O primeiro prevê limitar o crescimento de despesas “resultantes de vinculações legais” — como o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) —, à regra geral do arcabouço, que permite uma variação anual real (descontada a inflação) de 0,6% a 2,5% ao ano. Atualmente, elas estão vinculadas à Receita Corrente Líquida (RCL).

    Já o segundo gatilho prevê alterar a conta da RCL, retirando do cálculo os recursos obtidos pela União com a venda de petróleo e gás natural. Essa regra deve atingir o piso constitucional de despesas em saúde, que representa 15% da RCL.

    Para se ter uma ideia, no ano passado, a RCL girou em torno de R$ 1,5 trilhão. Do total, cerca de R$ 30 bilhões são decorrentes da venda do petróleo. Para o ano que vem, esses valores serão maiores, mas as estimativas não foram divulgadas.

    Pelo projeto, os gatilhos serão acionados quando houver projeção de déficit primário no relatório bimestral anterior ao envio do projeto de lei orçamentária anual. Como o projeto tem de ser encaminhado até o dia 31 deste mês, o parâmetro válido seria o do mês de julho, em que a projeção do governo era de déficit primário de R$ 52 bilhões para 2026 (sem deduções).

    Na prática, então, os gatilhos já poderiam ser acionados no ano que vem e ficariam válidos até ser alcançado um superávit anual.

    Para dentro do arcabouço
    Os pisos constitucionais viraram um problema desde a criação do arcabouço fiscal pelo governo Lula, que recuperou a regra antiga de vinculá-los a indicadores de receita, ao contrário do teto de gastos, que tinha limite pela inflação. Além disso, o arcabouço segue uma lógica de buscar o aumento de receita, o que aumenta as despesas vinculadas a esses indicadores.

    Com a inclusão dos gatilhos no projeto, o governo Lula dá um primeiro passo para colocar essas despesas para dentro das regras do arcabouço, reduzindo a pressão sobre despesas discricionárias.

    As medidas de ajuste avançam para equacionar algumas despesas que ainda não seguem as regras de crescimento de gastos previsto no arcabouço fiscal, mas estão sob ele, como os pisos e alguns fundos constitucionais, o piso da saúde e o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). Isso gera um descompasso porque faz com que algumas despesas subam mais que o previsto no arcabouço, pressionando outros gastos.

    O projeto foi enviado pelo governo ao Congresso em abril, para mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio para o consumidor brasileiro e preservar o equilíbrio fiscal. Mas, ao longo da tramitação na Câmara, incorporou outras propostas que, na prática, aumentam a despesa em 2026, mas seguram os gastos a partir de 2027.

    Além da proposta referente à desoneração de combustíveis, uma série de outros assuntos foram incluídos durante a tramitação na Câmara em uma negociação entre a relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e o governo.

    A equipe econômica vinha defendendo a retirada de dispositivos considerados “jabutis” por ampliarem o impacto fiscal da proposta. Mas, no final, aceitou o aumento de incentivos diante de uma contrapartida de ajuste fiscal.

    As demais medidas incluídas no projeto, no entanto, representam aumento de gasto para 2026. Foi inserida no projeto uma modificação na lei que permite que parte das despesas com projetos estratégicos de Defesa Nacional fiquem fora do teto de gastos e da meta de resultado primário.

    Neste ano, o gasto extrateto poderá chegar a até R$ 7,5 bilhões, ou até 50% a mais do que o limite original de R$ 5 bilhões. O texto também prevê que esse valor adicional será descontado do limite para o ano de 2028, cujo teto poderá ser reduzido para R$ 2,5 bilhões.

    De forma similar, a proposta aprovada pelos deputados autoriza a União a antecipar para este ano até R$ 3 bilhões dos recursos do Fundo Social para saúde e educação relativos a 2027. Pela lei atual, o governo pode destinar até 5% do saldo anual para esse fim. As duas antecipações, portanto, representam um gasto adicional em 2026 de R$ 5,5 bilhões.

    R$ 1,2 bi para o etanol
    O texto ainda cria regras para impedir que uma eventual redução da tributação da gasolina prejudique a competitividade do etanol. O projeto prevê que qualquer benefício fiscal aos combustíveis fósseis deve assegurar, obrigatoriamente, a manutenção da diferenciação competitiva dos respectivos biocombustíveis.

    — Não faz sentido reduzir a carga do combustível fóssil e destruir, por consequência, a competitividade de uma cadeia que gera emprego, renda e desenvolvimento no interior do país — disse a relatora.

    “São matérias que, na minha avaliação, têm importância muito grande para a estratégia nacional e competitividade do nosso país”, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara sobre as mudanças no projeto

    Como desde 25 de maio está em vigor um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, o texto também prevê uma subvenção temporária limitada a R$ 1,2 bilhão para os produtores de etanol. Há também uma permissão para uso de créditos tributários para o setor.

    Outra mudança relevante em relação ao projeto original é a inclusão de um pacote de incentivos à produção nacional de fertilizantes. O limite global de crédito fiscal é de R$ 1 bilhão por ano entre 2027 e 2031, totalizando R$ 5 bilhões no período. O Executivo poderá ainda ampliar em até R$ 1 bilhão por ano os limites previstos.

    De mineral crítico a Copa
    Outro tema incorporado ao texto é a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027 no Brasil. O substitutivo excepcionaliza regras fiscais para benefícios tributários relacionados ao torneio, permitindo que medidas de desoneração sejam adotadas sem a incidência de determinadas travas previstas na legislação fiscal. O mesmo vale para a política nacional de minerais críticos.

    Depois da aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o texto aprovado e destacou que a versão final incorporou medidas voltadas à competitividade do agronegócio e da indústria, como os incentivos à produção de fertilizantes e à exploração de terras raras, além da manutenção da competitividade do etanol.

    — São matérias que, na minha avaliação, têm importância muito grande para a estratégia nacional e competitividade do nosso país, tanto para o agronegócio como para a indústria de fertilizantes, como também para a exploração das terras-raras no Brasil.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/13/congresso-aprova-aval-a-despesa-fora-do-limite-este-ano-mas-garante-ajuste-de-r-10-bi-em-2027.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (1) “Congresso aprova projeto de desoneração de combustíveis que prevê ajuste fiscal a partir de 2027”
    – Texto também prevê benefícios tributários para fertilizantes e antecipa despesas extra teto de Defesa Nacional, saúde e educação.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/12/camara-aprova-projeto-de-desoneracao-de-combustiveis-que-preve-ajuste-fiscal-a-partir-de-2027.ghtml

    (*) Raul: https://www.youtube.com/watch?v=2lyXxgBLjnY

  2. Miguel José Teixeira

    O paraíso da corja vermelha PeTezuelana
    comemorando. . .só não se sabe o quê. . .

    “Cuba celebra centenário de Fidel Castro em crise, sob pressão dos EUA e dividida diante do legado do líder da Revolução”
    – Na ilha, que enfrenta escassez de combustível e diversos apagões devido ao bloqueio de petróleo pelos governo Trump, moradores se dividem entre responsabilizar ‘o comandante’ e afirmar que situação não seria a mesma se ele ainda estivesse no poder.
    (Por Lisanda Cots, Em AFP — Havana, O Globo, 13/08/26)

    No centenário do nascimento de Fidel Castro, celebrado nesta quinta-feira (13), os cubanos se perguntam o que resta das promessas da revolução socialista que ele liderou durante quase meio século e se seus sucessores estão à altura do desafio. O Partido Comunista de Cuba dedicou esta semana a homenagear o líder revolucionário — morto aos 90 anos em novembro de 2016 — com exposições, shows e conferências.

    Mas este 13 de agosto chega em meio a uma das piores crises de que se tem memória na ilha de 9,4 milhões de habitantes, submetida à forte pressão de Washington e afetada por uma grave escassez de alimentos e água, além de apagões crônicos causados pelo bloqueio de petróleo determinado pelo governo de Donald Trump. Tudo isso em cima do embargo econômico imposto pelos EUA contra a ilha desde 1962.

    Antes de colocar uma imagem de Fidel na janela de sua casa em Havana, o cubano Leonel Suárez a beija. Este eletricista de 54 anos, que há mais de uma década coleciona lembranças da revolução em um pequeno bar em sua casa, chama Castro de “mestre”. E diz que, se estivesse vivo hoje, o líder enfrentaria a crise “com muita estratégia (…) dando duro por seu povo”.

    Muito orgulhoso de sua coleção, Suárez não vende as fotografias. No entanto, a crise econômica atingiu o país com tanta força que, quando um turista lhe ofereceu US$ 100 por uma imagem de seu ídolo comunista, sentiu que tinha poucas alternativas.

    — É preciso viver — diz.

    ‘Fidel já não está aqui’
    Para muitos cubanos, as dificuldades atuais refletem a ausência do homem que comandou Cuba durante quase meio século e morreu há uma década.

    — Fidel já não está aqui e nem todo mundo tem a capacidade que Fidel tinha —afirma Rogelio Valdivia, funileiro e pintor de geladeiras que mantém uma oficina em Havana Velha.

    No ano de seu centenário, encontrar uma imagem de Fidel Castro nas ruas de Cuba é cada vez mais difícil, e não apenas porque uma lei aprovada após sua morte proibiu a construção de monumentos em sua homenagem ou o uso de seu nome para batizar instituições públicas. Os grandes painéis com seu rosto desapareceram pouco a pouco, vítimas do tempo e da deterioração.

    Em sua oficina, entre paredes rachadas e ferramentas de trabalho, Valdivia ergueu uma espécie de santuário dedicado ao líder revolucionário.

    — Nasci na revolução e, por meio dela, consegui encontrar meu caminho — diz este autodeclarado “fidelista” de 54 anos.

    Moradores da ilha se lembram de Castro como o homem que conduziu Cuba por diversas crises: invasões apoiadas pelos Estados Unidos, o embargo, tentativas de assassinato e as duras privações provocadas pelo colapso da União Soviética, principal aliada e benfeitora do país.

    Muitos dos que apoiaram Castro estão hoje entre os mais atingidos pela crise. Uma delas é Ángela Gutiérrez, de 86 anos, que afirma estar “decepcionada” com os rumos de Cuba.

    “Por que cortam tanto a luz? Estão acabando” com a vida das pessoas, reclama, depois de percorrer várias barracas de alimentos e vegetais sem conseguir comprar nada devido aos preços elevados.

    ‘Responsável pelo desastre’
    Gutiérrez pertence à geração que cresceu sob a liderança de Castro e se beneficiou do acesso gratuito à saúde e à educação. Hoje, considera que essas conquistas mal sobrevivem.

    Para outros, os problemas de Cuba não remetem à ausência física de Castro, mas ao legado que deixou.

    Manuel Cuesta, historiador de 63 anos e opositor político, lembra que, durante sua juventude, via Fidel como “o redentor” que havia transformado Cuba no país que aspirava ser, mas essa imagem “foi se deteriorando com o tempo”, à medida que a realidade da vida na ilha se distanciava das promessas da revolução.

    Hoje, acredita que a deterioração das condições de vida levou muitos cubanos a ver Fidel Castro como o “responsável original por este desastre nacional”.

    Condições complexas
    Em uma Cuba onde “seguir Fidel é como uma religião”, ser opositor foi durante anos “uma condenação absoluta ao ostracismo”, afirma o dissidente.

    Hassan Pérez, historiador, ex-dirigente estudantil e colaborador próximo de Castro, reconhece que o centenário chega “nas condições mais complexas que se poderia imaginar”. O pacto social construído pela revolução, afirma, “se deteriorou” nos últimos anos.

    Durante décadas, Cuba ofereceu proteção social em troca de uma rígida disciplina política. Muitos cubanos se perguntam agora se esse acordo continua vigente. Ainda assim, o afeto por Castro persiste entre parte dos cubanos, mesmo enquanto a vida cotidiana se deteriora rapidamente.

    Mildred Barreto, auxiliar de limpeza de 66 anos, continua chamando-o de “nosso comandante”. Mas admite que a vida na Cuba de hoje é uma luta constante.

    — A gente passa por muitas dificuldades. Com nosso comandante, não.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/13/cuba-celebra-centenario-de-fidel-castro-em-crise-sob-pressao-dos-eua-e-dividida-diante-do-legado-do-lider-da-revolucao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  3. Miguel José Teixeira

    O roto & o amarrotado!

    Um “se-orgulha-se” de ser semianalfabeto.
    O outro, “se-vangloria-se” de pós graduação que não fez.
    “i nóis”. . .
    à espera de um milagre!

  4. Miguel José Teixeira

    “O Supremo botou limite para os penduricalhos do Judiciário e mesmo assim teve desembargador recebendo 3 milhões. Flavitcho pego em mais uma mentira. Fernandinho cabelo quase tomou um enquadro da PM. Tiraram o pirulito do Garotinho. Lula e o novo visu nas urnas. E muito mais, no seu éNoite de hoje!”

    “Tapa na cara”
    “éNoiteNaCidade”, 12 jul 2026, TixaNews, JUL 12″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    A treta é a seguinte. Os supremos Xandão, Dino, Zanin e Gilmar determinaram que Tribunais de Justiça de seis estados e do Distrito Federal digam imediatamente quem foram os juízes que receberam “pagamentos exorbitantes” mesmo após o Supremo ter limitado os famigerados penduricalhos do Judiciário, além de devolverem a grana que ultrapassou os limites estabelecidos.

    Apesar da ordem suprema ter sido bem clara, essa galera fez a egípcia e saiu pagando pequenas fortunas mesmo assim para os homens de toga.

    E quando eu digo pequena fortuna, é pequena fortuna mesmo, darling. Teve desembargador aposentado do Maranhão que recebeu em abril mais de 3 milhões e 200 mil reais. Isso mesmo que você leu, TRÊS MILHÕES E DUZENTOS MIL de penduricalhos para uma única pessoa. Mas foi dividido em 12 parcelas. Ahh bom, ufa!

    Teve outro magistrado aposentado no Rio Grande do Norte recebendo 554 mil. Outro no Distrito Federal que recebeu 490 mil. Isso sem contar em outros mais de mil magistrados país afora que receberam entre 100 mil e 200 mil de penduricalho.

    E a Tixa aqui lutando por um Pixizinho para se manter subindo pelas paredes. Aff.

    Alucinação
    Para surpresa de zero pessoas, Flavitcho Bolsonaro andou mentindo mais do que as IAs que ele usa. A campanha do zero um admitiu que páginas oficiais do senador apresentavam informações equivocadas sobre seu currículo.

    Como assim, Tixa?

    Explico, darling.

    Flavitcho resolveu tascar em sua biografia, inclusive em página no site da Assembleia Legislativa do Rio, uma pós em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Porém, todavia, entretanto, contudo, a universidade disse que não consta nenhum Flávio Bolsonaro como aluno da instituição. Aff.

    Só para relembrar, BRASEW, a galera do bolsonarismo tem essa mania de dar uma mentida, digo, valorizada no currículo: Damares Alves se dizia mestre em direito, depois corrigiu que era mestre no sentido bíblico. Ricardo Salles (aquele ex-ministro que queria deixar a boiada passar) se dizia mestre em direito público pela universidade de Yale, nos States. Depois se corrigiu e botou a culpa na sua assessoria. Ricardo Vélez Rodrigues foi ministro da Educação de Bolsonaro por 5 dias, e teve que sair depois de 22 erros descobertos no seu currículo.

    Tudo gente fina, elegante e sincera.

    Polícia! Para quem precisa!
    Uma viatura da PM de São Paulo acompanhou o carro do Haddad, nosso Fernandinho cabelo, ontem à noite depois que ele saiu de um evento. A galera tava armada com fuzil e tudo.

    Mas não era escolta não, darling. A tal viatura jogou luz alta dentro do carro com o Haddad ainda dentro e, segundo ele, depois que foi deixado em casa, o seu motorista foi perseguido pelos policiais, que chegaram a colar no para-choque e quando o funcionário perguntou o que tava rolando, gentilmente ouviu um “vaza daqui”. Eita!

    O governo do seu Tarcísio de Freitas disse que vai investigar uma “possível” perseguição.

    Lula lá com Panamá
    E o Lula resolveu mudar o look pro santinho da eleição. Ele pediu que a sua imagem usando o vistoso chapéu Panamá, não só estampe as urnas, como seja uma das marcas da campanha.

    A galera da candidatura concorda e acha que isso passa uma imagem renovada e leve do companheiro.

    Para os perdidos. Lula começou a usar o chapéu após o procedimento que removeu um pequeno câncer de pele da sua cabeça para evitar pegar sol no local.

    Tirando o doce do Garotinho
    A Justiça do Rio determinou que o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (que está concorrendo mais uma vez ao cargo), cumpra a sentença que ele recebeu por improbidade administrativa. O juiz do caso ainda mandou dar um alô lá no TSE e no TRE do Rio sobre a suspensão dos direitos políticos da criança, digo, do Garotinho.

    O ex-governador disse que está no pleno gozo dos seus direitos políticos. Claro, claro.

    O juiz que tirou o doce do Garotinho ainda lembrou que como o caso teve o trânsito em julgado no STF, isso obriga o imediato cumprimento da sentença.

    Davizito Paz e Amor
    Lula e Alcolumbre, a nossa estrela-mor do Senado, tiveram mais um tete a tete hoje. Em uma semana já se encontraram mais do que nos últimos 3 meses. Depois da reunião Alcolumbre foi todo elogios para o papo que teve com nosso atual, dizendo que só falaram do futuro (nadica do Messias?) e que não tem nada disso de data certa para votar o fim da escala 6×1 (só que o que Lula mais quer é essa votação antes das urnas):

    “Nós conversamos da relação institucional do futuro. Não falamos nada do passado.”

    Para os perdidos. Lula e Alcolumbre começaram a se bicar forte depois que Davizito junto com o supremo Xandão fizeram de tudo até conseguir derrubar a indicação do Messias, o Jorge advogado-geral da União, que foi indicado por Lula para sentar na cadeira vaga no Supremo.

    Trumpices
    E Donald J. Trump (J de João, eu juro) que vai gastar 20 milhões de doletas em luvas que dão choque para os agentes do ICE. Sim, aquela polícia imigratória do Trump que anda tocando o terror de verdade nos imigrantes. E parece que agora só vai piorar. Aff.

    E se você quer dar um choque de incentivo na Tixa, pode usar o Pix 49875575000147 ou assinar nossa Newsletter mara.

    (TRPCE)

  5. Miguel José Teixeira

    “O STF foi fechado pelo inquérito das fake news”
    – Temos agora o ministro do STF Alexandre de Moraes lançando os poderes da sua toga não só contra um jornalista, mas também contra a sua fonte.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 12/08/26)

    Temos agora o ministro do STF Alexandre de Moraes (1) lançando os poderes da sua toga larga não apenas contra o jornalista maranhense Luis Pablo (2), mas também contra a sua fonte.

    O grande crime de ambos, apesar de todas as acusações que lhes foram imputadas, parece ter sido o de denunciar o ministro Flávio Dino (3) e a sua família por uso irregular de carros oficiais no Maranhão.

    O pano de fundo é uma briga política na qual o jornalista e a sua fonte estão no lado oposto ao de Flávio Dino, e eis aí algo intolerável na visão do direito jogado na rua.

    A ideia, dizem, é pegar também o atual governador do Maranhão, que era aliado de Flávio Dino e se tornou seu inimigo. Tudo vai bem no Estado de Direito.

    Seja como for, Xandão (4) (e também a PF, e também a PGR) deu outro chega para lá na Constituição, que garante a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte jornalística.

    Tenho lugar de fala, como sabe quem me acompanha, e não só por ser jornalista, mas por ser o primeiro incluído no inquérito das fake news quando era publisher da revisa Crusoé.

    Censura, intimidação, depoimento na PF: pude usufruir do pacote todo disponível na época, lá se vão mais de sete anos. O pacote vem se ampliando de lá para cá. Hoje, provavelmente, já estaria preso por publicar reportagem verdadeira.

    A situação é a seguinte: há as ações à luz do dia, como essa de Alexandre do Moraes, e existem as livres iniciativas perpetradas nos bastidores, como telefonemas ameaçadores de ministros do Supremo ou de seu prepostos a diretores de jornais.

    O corolário é a que a autocensura vigora na imprensa, vivemos em sessão permanente no congresso do medo, o do poema de Carlos Drummond (5), “o medo dos democratas” nesse caso, e eu certamente deveria evitar batucar estas linhas, não fosse um sujeito irritante.

    O surpreendente é que muitos colegas relutam em aceitar a realidade. No caso de hoje, o do jornalista e da sua fonte que ousaram lesar a majestade de Flávio Dino, enganam-se ao pensar que a coisa está muito longe, e é exclusiva do Maranhão das oligarquias que se revezam na sua perversidade.

    Não, colegas, olhem ao seu redor. Toda essa modernidade relativa que nos cerca é vigiada por uma gente de mentalidade absolutista, pré-Primeira Emenda americana (*), que dirá a Constituição de 1988 (**).

    E para continuar no choque de realidade, acreditem: o STF não foi fechado por bolsonaristas, mas foi fechado pelo inquérito das fake news, no qual o jornalista maranhense passou a dividir o banco comigo. Bem-vindo, rapaz, não sei se você é honesto nas suas ligações políticas, mas não importa: sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas (Drummond outra vez).

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-stf-foi-fechado-pelo-inquerito-das-fake-news)

    (1) “Moraes ignorou o direito, sustou a Constituição e aboliu o parlamento”
    – Estranha democracia, onde um único juiz, Alexandre de Moraes, pode suspender monocraticamente a aplicação de uma lei aprovada pelo Congresso.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/moraes-ignorou-o-direito-sustou-a-constituicao-e-aboliu-o-parlamento

    (2) “Entidades citam ‘ameaça à liberdade de imprensa’ após busca autorizada por Moraes contra fonte de jornalista no Maranhão”
    – Alvo foi o ex-secretário do governo do Maranhão Raimundo Cutrim que, segundo a investigação, mantinha contato com o profissional.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/11/entidades-citam-ameaca-a-liberdade-de-imprensa-apos-busca-autorizada-por-moraes-contra-fonte-de-jornalista-no-maranhao.ghtml

    (3) “O STF é um trem descarrilado”
    – Os defensores de causas perdidas têm a minha solidariedade. Afinal de contas, sou um deles. Estou falando de Edson Fachin, presidente do STF.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-stf-e-um-trem-descarrilado

    (4) “Uma “Operação Salva Alexandre de Moraes” está em curso em Brasília”
    – No tabuleiro do caso Master, a peça do STF a ser sacrificada em troca da salvação de Moraes é Dias Toffoli.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/uma-operacao-salva-alexandre-de-moraes-esta-em-curso-em-brasilia

    (5) “Congresso Internacional do Medo [Carlos Drummond de Andrade]”
    +em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/08/21/congresso-internacional-do-medo-carlos-drummond-de-andrade/

    e+:

    (*) A Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, ratificada em 15 de dezembro de 1791 como parte da Declaração de Direitos (Bill of Rights), proíbe o Congresso americano de criar leis que estabeleçam uma religião oficial, limitem o livre exercício religioso, cerceiem a liberdade de expressão ou de imprensa, ou impeçam o direito do povo de se reunir pacificamente e de peticionar ao governo.
    +em: https://share.google/aimode/gW8mDo94amYJ55ilv

    (**) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

  6. Miguel José Teixeira

    A toga cravejada
    de diamantes
    com torçal dourado!

    “Judiciário tem 1.200 servidores entre o 0,01% (*) de maior renda do país”
    – Informação é do auditor da CGU Sérgio Guedes-Reis, após levantamento sobre a elite do Judiciário.
    (Andre Shalders na Coluna da Andreza Matais, Metrópoles, 12/08/26)

    Um juiz na base da magistratura brasileira ganha o equivalente a 95% da remuneração de um integrante da Suprema Corte dos Estados Unidos — o país com a maior economia do mundo.

    A informação é do auditor da Controladoria-Geral da União Sérgio Guedes-Reis, que publicou recentemente um levantamento sobre os ganhos dos integrantes de carreiras da elite do funcionalismo público (1).

    Dentro dessas carreiras, alguns membros chegam a figurar no 0,01% de maior renda do país — o que significa ganhar mais de R$ 200 mil mensais em 2025, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE.

    “Encontrei cerca de 1,2 mil juízes, membros do Ministério Público e advogados públicos que receberam mais de R$ 2 milhões em 2025, já excluídos os valores referentes ao abate-teto. Esse patamar equivale a estar entre o 0,01% de maior renda no Brasil”, diz Guedes-Reis.
    E mais: um magistrado brasileiro não precisa estar no topo da carreira para ganhar mais que seus pares de outros países desenvolvidos — inclusive membros das supremas cortes de outros países.

    “No comparativo internacional, encontrei cerca de 7,4 mil juízes brasileiros que receberam mais de 500 mil dólares em PPC (Paridade do Poder de Compra, uma métrica para tentar calcular o poder de compra em diferentes países). Isso significa ganhar mais do que qualquer juiz dos dez países que analisei”, diz ele.

    “Na verdade, até um juiz relativamente ‘pobre’ dentro da magistratura brasileira — isto é, situado no P25 remuneratório, no quartil inferior da carreira — já recebe o equivalente a 95% da remuneração de um ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos e mais do que o máximo pago a juízes na Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Portugal”, diz ele.

    “Entendo que esse quadro demanda reformas profundas, porque esses dados indicam que o Estado, em vez de mitigar a desigualdade, acaba contribuindo para o seu aprofundamento. Não há métrica que justifique o pagamento de remunerações tão elevadas a segmentos que, até pela função que exercem, já concentram considerável poder”, opina Sérgio Guedes-Reis.

    “Há, ao contrário, uma série de evidências de que nosso Judiciário não entrega um serviço de qualidade compatível com esse padrão remuneratório — e tampouco parece ter condições de, sozinho, tornar sua própria política remuneratória mais íntegra”, diz ele.

    “Há indicadores globais, como os que compõem o Rule of Law Index (2), que colocam o desempenho do sistema judicial brasileiro entre os piores do mundo em algumas dimensões”, diz ele.

    “No fator que talvez mais se aproxime da ideia elementar de ‘fazer justiça’ — a imparcialidade da justiça criminal —, temos um dos piores resultados: ficamos em antepenúltimo lugar entre 143 países, à frente apenas de El Salvador e Venezuela”, disse Sérgio Guedes-Reis.

    O auditor lembra que a tentativa do Supremo Tribunal Federal de pôr fim aos penduricalhos no começo deste ano terminou com a legitimação de algumas das “parcelas extraordinárias” pagas aos juízes e aos membros do Ministério Público.

    Por isso, argumenta Guedes-Reis, o país deveria buscar inspiração em medidas adotadas em outros países, como EUA, Chile e Reino Unido.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/judiciario-tem-1-200-servidores-entre-o-001-de-maior-renda-do-pais)

    (1) “Juiz noBrasil ganha em média R$ 1 milhão por ano, e 9 de 10 furam teto”
    – Nove de cada dez juízes brasileiros ganharam acima do teto em 2025, diz levantamento com base em dados do CNJ.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/juiz-no-brasil-ganha-em-media-r-1-milhao-por-ano-e-9-de-10-furam-teto

    (2) https://ourworldindata.org/grapher/rule-of-law-index

    e+:

    (*) O estrato de 0,01% da população brasileira com maior renda compreende aproximadamente 16 mil pessoas. . .

  7. Miguel José Teixeira

    Pense (e muito) nisso!

    “Janjômetro: quanto Janja custou até agora no governo Lula”
    – Despesas relacionadas à primeira-dama aumentam quase 100% em dois anos.
    (Redação Crusoé, 12/08/26)

    Os gastos relacionados à primeira-dama, Janja da Silva, passaram de R$ 63 milhões, em 2024, para R$ 117.595.549,73.

    Os dados estão disponíveis no site “Janjômetro – medindo o quanto ela esbanja do seu suor”, iniciativa do deputado estadual por São Paulo Guto Zacarias (2) (Missão).

    “Esta plataforma tem o objetivo de divulgar todos os gastos feitos com dinheiro público pela Janja. Grande parte dos dados está sob sigilo, e as informações aqui apresentadas são baseadas em acompanhamento e apurações jornalística”, diz o site.

    Para acessar os dados, o cidadão precisa realizar um cadastro na plataforma e pode receber alertas sobre novas informações relacionadas aos gastos de Janja.

    O Janjômetro foi criado em junho de 2024 (3).

    Zacarias revelou que Janja bloqueou seu perfil nas redes sociais após a divulgação do Janjômetro:

    “A Janja ficou pistola comigo!”, escreveu.

    ‘Time Janja’
    Os custos para os cofres públicos relacionados à estrutura que acompanha a primeira-dama não se limitam às despesas atribuídas diretamente a Janja.

    Em dezembro de 2024, o Estadão revelou que o ‘Time Janja’ custou, em salários, cerca de R$ 160 mil mensais.

    A equipe é composta por assessores de imprensa, fotógrafos, especialistas em redes sociais e um militar.

    Com pelo menos 12 integrantes, a equipe informal da primeira-dama responde a duas figuras centrais: Neudicléia Neres de Oliveira, assessora especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República, e Bruna Rosa Alfaia, chefe da Secretaria de Estratégia e Redes da Secom (Secretaria de Comunicação).

    Neudicléia atua como uma espécie de chefe de gabinete de Janja, enquanto Bruna organiza a estratégia de redes sociais da primeira-dama. Somados, os gastos em viagens com as profissionais ultrapassam para as duas os R$ 110 mil.

    Da mesma forma que Lula tem o fotógrafo Ricardo Stuckert, Janja está sempre ao lado de Claudio Adão dos Santos Souza, o Claudinho, que registra os eventos em que a primeira-dama se faz presente. A presença do profissional nas viagens de Janja custou mais de R$ 182 mil.

    Outros integrantes que acompanham Janja nas viagens são coordenadores de mídias sociais, um gerente de projetos, assessores especiais da Presidência da República e um ajudante de ordens.

    Para a segurança das viagens, a primeira-dama conta com oito policiais federais.

    De acordo com a Secretaria de Comunicação, os servidores “compõem quadros de diferentes órgãos da Presidência da República e exercem suas funções de acordo com as atribuições fixadas na Lei nº. 14.600/2023.”

    Janjapalooza?
    Em 2024, o festival promovido por Janja no G20, no Rio, também custou alto aos cofres públicos.

    A estatal itaipu Binacional pagou 15 milhões de reais para a reunião da Cúpula do G-20 Social e eventos paralelos, como o festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.

    Janja, aliás, foi funcionária da estatal entre 2005 e 2020.

    O festival, que teve a primeira-dama como principal divulgadora nas redes sociais, também foi discriminado no “Janjômetro”.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/janjometro-quanto-janja-custou-ate-agora-no-governo-lula/)

    (1) https://www.janjometro.com/
    (2) https://www.al.sp.gov.br/deputado/?matricula=300673

    (3) “Deputado cria “Janjômetro” para fiscalizar gastos de Janja”
    – Guto Zacarias, vice-líder do governo de SP na Assembleia Legislativa, contabiliza todos os gastos da primeira-dama desde o início do governo Lula.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/deputado-cria-janjometro-que-fiscaliza-gastos-de-janja/#google_vignette

    (4) “Equipe ‘informal’ de Janja tem pelo menos 12 pessoas e já gastou R$ 1,2 milhão em viagens”
    – Reportagem do Estadão mapeou pessoas que integram grupo da primeira-dama. Além do ‘núcleo duro’, Janja também conta com assessores de cerimonial e agentes de segurança. Secom não contesta informações e diz que servidores exercem funções fixadas em lei.
    +em: https://www.estadao.com.br/politica/equipe-informal-de-janja-tem-pelo-menos-12-pessoas-e-ja-gastou-r-12-milhao-em-viagens/

    e+:

    “Janjapalooza e mais uma farra pela conta de luz dos brasileiros”
    – Consumidor é obrigado a pagar mais pela tarifa para financiar atividades partidárias do governo Lula.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/janjapalooza-e-mais-uma-farra-paga-pela-conta-de-luz-dos-brasileiros/

    “O Brasil pronto pra mais”
    E você também esta?

  8. Miguel José Teixeira

    “Lula começa a campanha como favorito”
    -Para derrotar Lula, Flavio vai ter que contar com muita coisa ruim do lado do adversário e muito pouca coisa ruim pra ele.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 12/08/26)

    O presidente Lula começa a campanha como favorito, conforme as pesquisas demostram. Ele tem estabilidade, e Flavio é muito inconstante. É o presidente em exercício com muitas cartas na mão – é sempre muito difícil derrotar o incumbente.

    Não diria que está tudo decidido. O eleitorado de Lula é estável, mas ele está com dificuldade de ampliá-lo. Em 2022, ganhou por uma diferença muito pequena, porque todo o eleitorado de centro-direita foi para ele.

    Desta vez, há muitos indecisos entre ele e Flavio, porque nenhum dos dois está impondo confiança ao eleitorado ainda volátil. Hoje, é difícil afirmar que Lula vai ganhar, mas é muito provável que vença, a não ser que aconteçam coisas no meio do caminho que não sabemos.

    Para derrotar Lula, Flavio vai ter que contar com muita coisa ruim do lado do adversário e muito pouca coisa ruim pra ele, que ainda tem muito telhado de vidro para ser atingido. Difícil imaginar o futuro dele, embora tenhamos uma prova de que o eleitorado bolsonarista é do pai dele e do movimento bolsonarista, que é muito fiel. Pode se decepcionar em algum momento, mas volta sempre.

    Vai ser uma disputa muito apertada – só não será se um dos lados cometer um erro irrecuperável nesses 50 dias de campanha. Flavio está conseguindo recuperar o eleitorado depois do episódio do filme com Vorcaro, mas o tempo agora está mais escasso.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/post/2026/08/lula-comeca-a-campanha-como-favorito.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  9. Miguel José Teixeira

    DropsDuplo do “Resumão” de
    O Globo, por Gabriel Cariello:

    3) O CURRÍCULO DE FLÁVIO

    Flávio Bolsonaro (PL) admitiu que não cursou uma pós-graduação em Ciências Políticas, como constava de seu currículo na Assembleia Legislativa do Rio e no Senado, após a UFRJ informar que não tem registro do presidenciável como aluno. A referência também aparece no LinkedIn oficial do senador e em material enviado pela sua assessoria. A campanha de Flávio tratou a divergência como “erros e equívocos” e disse ter pedido correção das informações.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/12/campanha-de-flavio-admite-erro-em-curriculo-de-senador-que-citava-especializacao-em-universidade-federal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    > MatBem:
    Definitivamente, faveco rachadjinha é um péssimo aprendiz de lulampião!

    4) O RELATO DE HADDAD

    Fernando Haddad (PT) relatou ter sido alvo de uma tentativa de intimidação por policiais militares em São Paulo e pediu providências ao governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ele, o caso ocorreu na terça-feira, por volta de 22h30, depois que deixou um evento na Faculdade de Direito da USP, no centro da capital paulista. Haddad e Tarcísio disputam a eleição para o governo estadual.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/12/haddad-relata-possivel-tentativa-de-intimidacao-de-policiais-militares-e-pede-apuracao-ao-governo-tarcisio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    > MatBem:
    Lembrem-se do modus operandi dos PeTralhas:
    forjar agressão/assédio para inciminar o adversário:
    Ex. típico: Maria do Rosário:
    https://www.facebook.com/wtonezi/videos/assista-ao-v%C3%ADdeo-onde-a-maria-do-ros%C3%A1rio-tenta-simular-uma-agress%C3%A3o/2466283383384007/?locale=zh_CN

    (TRPCE)

  10. Miguel José Teixeira

    “Recondo e os Onze”
    (por Felipe Recondo, O Globo, 12/08/26)

    Qual é o papel de Mendonça?
    > As fronteiras institucionais precisam ser preservadas para evitar nulidades
    > PF, PGR e Judiciário têm funções diferentes nas apurações
    > Erros no curso das investigações podem comprometer todo o trabalho

    ⚖️ Cada instituição envolvida em investigações criminais tem papel específico e delimitado. Polícia e Ministério Público investigam. O MP denuncia. O juiz supervisiona e julga. Se um deles não cumpre seu papel, o inquérito corre risco e as chances de mais um caso de corrupção terminar impune aumentam. Na semana passada, tratei aqui de eventuais omissões que possam ocorrer no futuro nos casos Master e INSS (1). Agora trato dos limites que não podem ser ultrapassados por cada ator. Até que ponto o juiz-relator pode ir, por exemplo? André Mendonça, relator das duas investigações, sabe que os limites da sua atuação precisam ser respeitados, sob risco de suas decisões serem anuladas no futuro.

    🔎 Conflitos entre PGR, Polícia Federal e juiz sobre limites e estratégias sempre houve — no Mensalão, na Lava Jato. Como ocorrem agora entre relator e Polícia Federal. Qual instituição estará certa em cada caso? Os fatos (ou a interpretação deles) acabam por mostrar. O que não é razoável nesses casos é que as diferenças gerem insegurança sobre o sucesso das investigações, que as desconfianças cultivem nulidades. Sob pena de a sociedade ter mais um motivo para desconfiar que o sistema de Justiça não faz a sua parte quando o tema é corrupção (2).

    🗣️ “A grande questão brasileira, eu penso que é em relação à persecução. Nós temos histórico muito ruim de efetiva responsabilização dos casos. A questão não é se vai ou não haver corrupção. Corrupção vai haver, faz parte da condição humana. Mas como nós tratamos a corrupção?”, questiona Mendonça na primeira entrevista que concedeu como ministro do Supremo, no dia 27 de julho, para o podcast do instituto do qual é sócio — ITER — e para o qual fui convidado como pesquisador.

    📚 Para descrever o que pensa, Mendonça recorre à teoria do agente principal: “em linhas gerais, ela pressupõe que o principal, que é o povo, transfere e deposita uma relação de confiança nos agentes públicos (…) de que eles serão honestos, de que eles vão cumprir os seus deveres, que eles vão respeitar as leis, os contratos, os limites institucionais a essa pressuposição e a essa confiança depositada”.

    🇧🇷 Como está, no Brasil, este quadro? “Penso eu que é uma quebra sistemática das relações de confiança ao longo do tempo, e sem a devida responsabilização, com falhas nos mecanismos de integridade que acabam não sendo cumpridos, e com a não devida responsabilização — não estamos falando aqui de persecução indevida, não é nada disso, é de apuração dentro de processo, e se há caracterização ou evidência da prática do ilícito, a devida responsabilização”.

    🤔 Quando essa relação entre o povo e os agentes públicos nessa agenda de combate à corrupção falha, o risco que se corre é de os cidadãos não acreditarem que vale a pena cumprir as leis.

    💬 “É de gerar para a sociedade o dilema da ação coletiva, de que, a tal ponto, a sociedade não creia mais que vale a pena ser honesto. Ou que ela vai buscar na desonestidade, porque ela não encontra caminhos na honestidade, sendo correto na busca das contratações públicas, sendo correto nas relações público-privadas, nas regulações que as agências fazem em relação aos mercados correspondentes, na relação com os políticos, Congresso, Executivo”.

    ⚖️ “A grande pergunta pra mim, Recondo, é: e se nós já não perdemos a crença nas instituições… Se o povo já não perdeu a crença nas instituições, e penso que o papel de juiz não é combater a corrupção. O papel do juiz é aplicar a lei. Mas aplicar a lei com coerência, aplicar a lei com respaldo nas evidências. Porque certamente o povo não quer que se persiga ninguém — mas o povo também não quer que se proteja indevidamente pessoas que deveriam ser responsabilizadas”.

    🚨 Desse pensamento, do cenário atual e dos conflitos que naturalmente brotam de investigações criminais complexas sobre grandes esquemas de corrupção também surgem os riscos (3). Se Mendonça, como relator do processo, não agir dentro dos seus limites, todo o processo pode ser contaminado e anulado. Mas há de se lembrar que a jurisprudência do Supremo — e casos em curso demonstram bem isso — atribui aos relatores no STF papel muito mais alargado que o dado a outros juízes de instâncias inferiores. Exemplos sobram hoje no STF.

    🎯 “Eu diria que, em relação aos casos que eu estou atuando como relator, a palavra é pontos de atenção. São pontos do devido funcionamento das instituições. E que cabe a mim, como supervisor e relator das investigações, estar atento a tudo”.

    ⚠️ Depois dessa entrevista, a desconfiança de Mendonça em relação à Polícia Federal se agudizou, a ponto de haver a intervenção do advogado-geral da União, Jorge Messias, para evitar consequências mais drásticas (4) (já se vislumbrava uma investigação contra o diretor-geral da PF ou, num cenário ainda mais grave, a possibilidade de ser afastado por decisão judicial).

    📌 Mendonça também já demonstrou certo descontentamento com a postura da PGR, lá no princípio das investigações e, mais claramente, antes da prisão do dono do banco Master, Daniel Vorcaro. Também já respondeu às divergências e aos alertas feitos por seu colega de tribunal Gilmar Mendes, dizendo que estava atento a possíveis tentativas de comprometer as investigações — a partir da produção de nulidades (erros cometidos por investigadores ou mesmo por ele e que podem levar à anulação de provas importantes).

    🧭 O histórico dos casos de combate à corrupção demanda respeito aos limites de cada um. As investigações não podem parar, mas elas não são tocadas por um ator só. Sem as ações da PF, não há coleta de provas. Sem a acusação que Paulo Gonet fará — com técnica e prudência (que o caracterizam) — não há condenação (5). Sem a confiança do colegiado, o relator não fecha o processo. Sem compromisso e imparcialidade do sistema de Justiça, não há combate à corrupção. E, sem respeito ao devido processo, não há solução.️

    ABRE ASPAS
    “O heroísmo do juiz desenvolve-se obscuramente, na fidelidade invariável à justiça, e só à justiça”
    (Orosimbo Nonato (*)

    (TRPCE)

    (1) “Sem delação, o outro caminho para investigações”
    – Legislação brasileira prevê caminhos de cooperação que não passam pela delação premiada.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/recondo-e-os-onze/noticia/2026/08/06/sem-delacao-o-outro-caminho-para-investigacoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsstf

    (2) “Livro ‘sincero, franco e definitivo’ de Emílio Odebrecht omite a corrupção de seu ex-império”
    +em: https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/livro-sincero-franco-e-definitivo-de-emilio-odebrecht-omite-corrupcao-de-seu-ex-imperio.html?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsstf

    (3) “Ministros do STF entram em campo para baixar tensão entre Mendonça e PF”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/08/ministros-do-stf-entram-em-campo-para-baixar-tensao-entre-mendonca-e-pf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsstf

    (4) “Entenda os pontos de atrito entre Mendonça e PF nas investigações sobre fraudes no INSS e o banco Master”
    – Ministro do STF manifestou preocupação com a independência da corporação na condução de casos com potencial de atingir a campanha do presidente Lula.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/07/entenda-os-pontos-de-atrito-entre-mendonca-e-pf-nas-investigacoes-sobre-fraudes-no-inss-e-o-banco-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsstf

    (5) “As 3 condições impostas por Gonet para que a delação de Vorcaro avance”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/08/as-3-condicoes-impostas-por-gonet-para-que-a-delacao-de-vorcaro-avance.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsstf

    (*) OROZIMBO NONATO DA SILVA nasceu em Sabará, Estado de Minas Gerais, a 27 de dezembro de 1891. Era filho do Major Raimundo Nonato da Silva e de D. Lídia Maria do Couto e Silva.
    Realizou os estudos primários na terra natal, transferindo-se depois para Belo Horizonte, onde cursou Humanidades, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, em 1911.
    . . .
    +em: https://portal.stf.jus.br/ministro/presidente.asp?periodo=stf&id=137

  11. Miguel José Teixeira

    “Moraes dá mais um passo rumo ao impeachment”
    – Enquanto alegam atuar em defesa do STF, os ministros do Supremo vão corroendo a legitimidade da instituição por dentro.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 12/08/26)

    Pode ser que o mítico impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nunca venha a ocorrer, mas alguns juízes da Corte têm se esforçado para cavar esse cartão vermelho.

    Desde 2019, Alexandre de Moraes (foto), Dias Toffoli e Gilmar Mendes, e, mais recentemente, Flávio Dino, entraram em modo de defesa, primeiro contra o avanço da Operação Lava Jato (1) e, depois, contra as ameaças públicas do bolsonarismo, após a posse de Jair Bolsonaro.

    As ameaças golpistas de Bolsonaro, que acabou condenado pelo próprio STF por tentativa de golpe de Estado, foram usadas por esses ministros para endossar toda e qualquer decisão tomada em nome da democracia e da República, mesmo quando evidentemente tomadas em defesa dos ministros.

    Os juízes da Suprema Corte brasileira passaram a tomar qualquer crítica a eles como um ataque à instituição, ainda que essas críticas sugerissem irregularidades cometidas pelos ministros.

    Não é a primeira vez
    Aconteceu de novo no caso do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida (2), que teve a fonte de uma informação publicada sobre Flávio Dino revelada por meio de busca e apreensão da Polícia Federal, em inquérito relatado por Moraes. O sigilo da fonte é um direito constitucional (3).

    Não é a primeira vez que a fonte da informação é tratada pelo mesmo Moraes como mais relevante do que a informação divulgada. Em fevereiro, o ministro foi atrás, na Receita Federal, de quem teria vazado informações (4) sobre o contrato do escritório de sua mulher com o Banco Master.

    O problema se agrava quando se leva em conta que todas essas investigações para proteger os ministros do STF, relatadas pelos próprios ministros do STF, correm em sigilo absoluto.

    Não por acaso, as investigações sobre vazamentos que machucam a reputação dos ministros avançam a olhos vistos, ainda que em segredo, enquanto o conteúdo dos vazamentos não parece emocionar qualquer autoridade da República competente — em especial o procurador-geral, Paulo Gonet.

    Impeachment
    A ironia dessa conduta dos ministros do STF é que, enquanto alegam atuar em defesa do tribunal, eles vão corroendo a legitimidade da instituição por dentro.

    O bolsonarismo critica, com razão, a conduta desses juízes, que enfraquecem seus discurso e legitimidade diante dessas controversas medidas de autoproteção.

    A eleição para o Senado neste ano já está pautada pela bandeira do primeiro impeachment de um ministro do STF. A cada decisão como a tomada por Moraes nesta semana, o próprio tribunal incentiva o voto (5) nos candidatos cuja principal promessa para 2027 é exatamente essa.

    Moraes vs Jornalismo: Revelações exclusivas sobre a operação contra fonte no Maranhão:
    +em: https://www.youtube.com/watch?v=PBvdFG–wiA&t=15s

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/moraes-da-mais-um-passo-rumo-ao-impeachment/)

    (1) “O emblema da verdade”
    – Sete anos após censurar Crusoé, STF se afunda em crise pelo que tentou esconder.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-emblema-da-verdade/#google_vignette

    (2) “Jornalista alvo de Moraes e Dino dá sua versão”
    – Luís Pablo Conceição Almeida contou ao Papo Antagonista detalhes da investigação sigilosa sobre o alegado monitoramento do ministro do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/jornalista-alvo-de-moraes-e-dino-da-sua-versao/

    (3) “Decisão de Moraes é ameaça à liberdade de imprensa, diz ANJ”
    – Associação Nacional de Jornais e outras entidades do setor contestam operação contra suposta fonte de jornalista do Maranhão.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/decisao-de-moraes-e-ameaca-a-liberdade-de-imprensa-diz-anj/

    (4) “Sigilo seletivo no STF?”
    – Supremo expõe os nomes de quatro servidores públicos que serão investigados por supostamente vazar dados de ministros do tribunal.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/sigilo-seletivo-no-stf/

    (5) “STF na campanha pelo impeachment”
    – Ao rejeitar uma resposta interna à crise do tribunal, Moraes e Toffoli convidam uma resposta externa, como alertou o presidente do Supremo.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/stf-na-campanha-pelo-impeachment/

    e+

    “Os segredos do STF”
    – Quem dera o maior problema dos ministros do Supremo fosse o vazamento de dados, e não o que os dados vazados indicam sobre eles.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/os-segredos-do-stf/

  12. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (I)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 12/08/26)

    Olá, leitor! Olá, leitora!

    Sapato: n° 41. Gosta de palavrões escritos e falados. Ateu. Sua leitura predileta: a Bíblia. Usa óculos. Meio calvo. Esteve preso duas vezes.

    Este é Graciliano Ramos, segundo ele mesmo. As respostas foram tiradas de um autorretrato (*) publicado no jornal A Manhã, em 1948. Graciliano tinha então 55 anos e acreditava que morreria aos 57 —acabou partindo aos 60.

    O material é recuperado pelo repórter especial Fabio Victor no contexto do lançamento de uma nova biografia sobre um dos maiores escritores da literatura brasileira.

    “Graciliano Ramos: Vida e Obra” (Companhia das Letras, R$ 119, 400 págs.), escrito por Wander Melo Miranda, trata da relação do autor com sua criação. “É uma espécie de biografia dos livros dele junto com a biografia dele”, resume Melo Miranda (**).

    Mas é também, para além do livro, a história de um leitor que cresceu acompanhado de Graciliano. Melo Miranda tinha 15 anos quando começou a buscar a leitura fora da escola. Eram os anos 1960, em meio a ditadura, quando o futuro biógrafo escolheu, na livraria do pai, “Vidas Secas”.

    Excepcionalmente, a Tudo a Ler não circula na próxima semana. Volto à sua caixa de entrada no dia 26 de agosto.

    Até lá,
    Isadora Laviola
    Jornalista da editoria de Livros

    +em:
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/graciliano-ramos-com-nova-biografia-desejou-a-morte-do-capitalismo-em-perfil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/nova-biografia-disseca-obra-e-vida-de-graciliano-ramos-e-traz-a-tona-escritor-visceral.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler#comentarios

    (TRPCE)

  13. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (II)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 12/08/26)

    acabou de chegar

    > “Lanterna” (trad. Julia Bussius, Instante, R$ 164,90, 544 págs.) é um romance tanto íntimo quanto político. O livro de Susan Choi atravessa seis décadas e quatro países focalizando cinco personagens. Tudo isso gira em torno de um único objeto, uma lanterna que cai. “A mesma cena é vista de ângulos diferentes em momentos diferentes. Não há versão segura e definitiva, apenas lampejos”, escreve o crítico Élvio Cotrim.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/susan-choi-constroi-uma-narrativa-em-lampejos-no-otimo-lanterna.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Só Depois Entenderei” (Companhia das Letras, R$ 79,90, 168 págs.) acompanha um amor vivido por décadas entre um diplomata brasileiro e um homem casado que, como o título sugere, ganhou maior dimensão com o tempo. O autor Alexandre Vidal Porto empresta à história alguns aspectos de sua vida. “Uso meus livros como uma espécie de auxiliar à psicanálise”, ele diz em entrevista a Diogo Bercito.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/alexandre-vidal-porto-lanca-livro-sobre-diplomata-gay-e-diz-que-o-autor-deve-ser-guia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Waly Salomão É uma Voz Alta” (Casa Matinas, R$ 59,99, 136 págs.), de José Simão, é uma biografia mosaico. Pouco afeito a pesquisas e checagens, o autor escreveu um livro sobre o amigo baseado nas próprias lembranças, “feito das memórias do coração”, como ele diz ao repórter Diogo Bachega. O jornalista Simão e o poeta Salomão eram grudados nos anos 1970 e viveram juntos a efervescência das capitais do Rio de Janeiro e São Paulo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/tudo-o-que-waly-salomao-dizia-era-manifesto-diz-jose-simao-com-livro-sobre-amigo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  14. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (III)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 12/08/26)

    agenda literária

    > Na quarta (12), às 19h, a Livraria Espelho, em São Paulo (r. Alagoas, 503 – Higienópolis – SP) recebe o lançamento de “Rotas de Fuga”, de Mauricio Stycer. O autor conversa com o editor Cadão Volpato sobre a obra.

    > De quinta (13) a domingo (16), acontece a Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) na Reserva Cultural de Niterói, no Rio de Janeiro (av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos – Niterói – RJ). Alguns destaques da programação são Conceição Evaristo, Lilia Schwarcz, Ana Maria Machado, Ruy Castro, Valter Hugo Mãe e Fernanda Torres.

    > No sábado (15), às 11h, Henrique Marques Samyn apresenta “Diário Negro de Tóquio” na Megafauna Copan, em São Paulo (av. Ipiranga, 200 – loja 53 – República – SP). O encontro terá leitura de trechos por Calila das Mercês, Fernanda Silva e Sousa e Tatiane Takiyama, com comentários do autor e mediação de Fabiana Carneiro.

    > Também no sábado (15), às 16h, Joca Reiners Terron lança “Curva de Rio Sujo” em evento da Livraria Simples no Bar do Manoel (r. Rocha, 180 – Bela Vista – SP). O autor conversa com a escritora Paulliny Tort.

    (TRPCE)

  15. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (IV)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 12/08/26)

    e mais

    > Ronaldo Lemos não acredita em trocas reais entre a inteligência artificial e os humanos. Segundo o autor de “O Monge, o Iogue e o Faquir” (Todavia, R$ 79,90, 192 págs.), a IA só cria a ilusão de uma interação significativa. Em participação no podcast Ilustríssima Conversa, o colunista da Folha defende a introspecção como forma de resistência.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/08/ia-captura-coracao-corpo-e-mente-e-pode-nos-emburrecer-diz-ronaldo-lemos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Por ocasião do Dia dos Pais, a jornalista Bárbara Blum entrevistou Darby Saxbe, neurocientista que investiga como a paternidade transforma o cérebro masculino. Segundo ela, as mudanças paternas são impulsionadas pelo cuidado cotidiano. “Tanto em mães quanto em pais, vemos grandes mudanças no que chamamos de rede de mentalização, que nos ajuda a imaginar as motivações das outras pessoas”, conta a autora de “O Cérebro do Pai” (trad. Cristina Yamagami, HarperCollins Brasil, R$ 69,90, 288 págs.)
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/08/paternidade-ativa-pode-fazer-parte-de-novo-modelo-de-masculinidade-diz-autora-de-o-cerebro-do-pai.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Os personagens de Matt Haig costumam se sentir deslocados, refletindo a própria experiência do autor. Em entrevista, ele conta que já escrevia sobre a experiência do autismo muito antes de receber o diagnóstico. “O Trem da Meia-Noite” (trad. Adriana Fidalgo, Bertrand Brasil, R$ 59,90, 308 págs.), seu novo livro, retoma o sucesso de “A Biblioteca da Meia-Noite” com uma nova perspectiva sobre segundas chances, mas com a mesma mensagem de todas as obras do autor: “Você não precisa entender a vida. Precisa apenas vivê-la”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/como-matt-haig-abordou-o-autismo-em-seus-best-sellers-antes-mesmo-de-diagnostico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  16. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (V)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 12/08/26)

    além dos livros

    > Exatos 30 anos depois de lançar “A Guerra dos Tronos”, George R.R. Martin ainda não concluiu “As Crônicas de Gelo e Fogo” (*). O sexto livro, “The Winds of Winter”, é aguardado há 15 anos e já acumulou sucessivos prazos não cumpridos. Aos 77 anos, Martin já afirmou estar atrasado e chamou o livro inacabado de “a maldição da minha vida”. Na declaração mais recente do autor, ele contou estar vivendo um momento de depressão e tristeza (**). Enquanto isso, o universo da saga de fantasia épica continua crescendo no audiovisual e até em videogames.
    +em:
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/serie-as-cronicas-de-gelo-e-fogo-faz-30-anos-ainda-sem-perspectiva-de-ter-um-final.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/george-rr-martin-autor-de-game-of-thrones-relata-depressao-e-tristeza.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Em “Cem Anos de Solidão”, as mulheres são a espinha dorsal da família Buendía e isso, como aponta a reportagem de Lívia Lemos, é evidenciado na adaptação em série da Netflix. Enquanto os homens criados por Gabriel García Márquez partem para guerras, mergulham na loucura ou se perdem em obsessões, personagens como Úrsula, Amaranta, Pilar e Fernanda preservam a memória, cuidam da casa e sustentam a família.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/por-que-as-mulheres-de-cem-anos-de-solidao-sao-a-espinha-dorsal-da-historia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Um ano após sua morte, Luis Fernando Verissimo ganha nova fase na Companhia das Letras. Toda sua obra passará a ser publicada pelo selo Alfaguara, que lança em outubro o inédito “Crônicas de Domingo” e planeja resgatar seu trabalho como ilustrador e cartunista, conta o Painel das Letras.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/08/obra-de-verissimo-muda-de-editora-na-companhia-das-letras-em-novos-projetos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  17. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (VI)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 12/08/26)

    ▶️ Para ver:

    > Biografia de Dercy Gonçalves retrata uma das artistas mais transgressoras do Brasil.
    – Livro de Adriana Negreiros conta história do teatro brasileiro pela comediante.
    – https://www.youtube.com/watch?v=IsqqiPEqYmM
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2026/08/biografia-de-dercy-goncalves-retrata-uma-das-artistas-mais-transgressoras-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Animação do Bob Cuspe, de Angeli, ganha livro com bastidores da produção.
    – Ramon Vitral costura o processo criativo de ‘Nós Não Gostamos de Gente’ a partir de 16 entrevistas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/animacao-do-bob-cuspe-de-angeli-ganha-livro-com-bastidores-da-producao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Homero existiu? O mistério por trás do autor de ‘A Odisseia’.
    – Estudos reforçam hipótese de que epopeias foram compiladas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/homero-existiu-o-misterio-por-tras-do-autor-de-a-odisseia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  18. Estarão certos togadões prontos pra menos,
    já que está “O Brasil pronto pra mais”?

    “Ministros do STF mandam juízes de 6 estados e DF devolverem penduricalhos”
    (Ana Paula Bimbati, Do UOL, em São Paulo, 12/08/26)

    Quatro ministros do STF — Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — determinaram que os juízes de seis estados e do Distrito Federal devolvam imediatamente os penduricalhos que ultrapassaram os valores determinados pelo Supremo.
    . . .
    > 300 magistrados do Maranhão receberam mais de R$ 100 mil em abril
    > Uma magistrada inativa do Rio de Janeiro recebeu R$ 202 mil
    > No Tocantins, uma magistrada recebeu R$ 490 mil
    > Já em Goiás, nove juízes obtiveram mais de R$ 200 mil em abril e, outros 130, mais de R$ 100 mil
    > No Tribunal do Rio Grande do Norte, um juiz aposentado adquiriu quase R$ 555 mil em abril, e R$ 544 mil em maio
    > Em abril, no estado de Rondônia, 90% dos magistrados receberam mais de R$ 100 mil
    . . .
    +em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/08/12/moraes-dino-mandam-juizes-devolverem-penduricalhos.ghtm

  19. miguel jose teixeira

    Sem sombra de dúvidas é
    “O Brasil pronto pra mais”

    “Governo libera R$ 884 mi em emendas de parlamentares que livraram Lulinha na CPMI”
    – Relatório de Alfredo Gaspar que pedia o indiciamento do filho do presidente Lula foi rejeitado por 19 votos a 12 no final de março.
    (Guilherme Resck, O Antagonista, 12/08/26)

    Após a votação do relatório final da CPMI do INSS, em 28 de março, o governo Lula (PT) empenhou, no total, 884,37 milhões de reais em emendas parlamentares dos 19 congressistas que votaram contra o parecer apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) (1).

    O montante representa 98,64% de tudo que o governo empenhou nas emendas desses congressistas neste ano até o momento (896,56 milhões de reais). No total, o Orçamento da União de 2026 prevê 1,06 bilhão de reais nas emendas desses parlamentares. Até o momento, foram pagos 718,65 milhões de reais do total.

    Os dados foram levantados por O Antagonista por meio do Siga Brasil e do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). O empenho é a reserva do dinheiro pelo Executivo para garantir o pagamento de um serviço ou a compra de um bem conforme indicado pelos parlamentares.

    O relatório de Gaspar na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi rejeitado por 19 votos a 12, numa vitória para o governo. O documento previa o indiciamento de mais de 200 pessoas por envolvimento nos descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

    Entre os nomes citados estavam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O relator pediu indiciamento dele por tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.

    Também estavam na lista o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Com a rejeição do relatório e o encerramento da sessão da CPMI sem análise de uma versão alternativa, o colegiado foi concluído sem um relatório final aprovado.

    Entre os 19 parlamentares que votaram contra o parecer, estiveram a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) (2), que, em conjunto, denunciaram Alfredo Gaspar à Polícia Federal (PF) por suposto estupro de vulnerável e tentativa de ocultação de fatos.

    Lindbergh e Soraya enviaram em 27 de março à PF o pedido de investigação sobre Alfredo Gaspar (3). A solicitação foi apresentada durante a leitura do relatório final da CPMI pelo agora pré-candidato a presidente da República na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    As suspeitas levantadas pelo petista e por Soraya em março serviram para a base governista tentar descredibilizar Gaspar durante a leitura do relatório.

    Confira quanto foi empenhado em emendas dos 19 parlamentares após a votação do relatório da CPMI:

    > Senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) – R$ 65.290.217 empenhados (96,31% de R$ 67.790.217 empenhados neste ano);
    > Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso – R$ 53.203.286 empenhados (100%);
    > Senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado – R$ 63.512.031 empenhados (98,81% de 64.276.031 empenhados neste ano);
    > Senadora Eliziane Gama (PSD-MA) – 62.107.416 empenhados (99,33% de R$ 62.524.498 empenhados neste ano);
    > Senador Humberto Costa (PT-PE) – R$ 57.469.922 empenhados (97,83% de R$ 58.740.656 empenhados neste ano);
    > Senadora Jussara Lima (PSD-PI) – R$ 70.098.567 empenhados (99,29% de 70.598.371 empenhados neste ano);
    > Senador Rogério Carvalho (PT-SE) – R$ 69.448.226 empenhados (98,86% de R$ 70.248.226);
    > Senadora Augusta Brito (PT-CE) – R$ 61.005.877 empenhados (100%);
    > Senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado – R$ 48.860.870 empenhados (98,38% de R$ 49.660.870 empenhados neste ano);
    > Deputada Meire Serafim (União-AC) – R$ 39.108.067 empenhados (100%);
    > Deputado Átila Lira (PP-PI) – R$ 38.817.670 empenhados (100%);
    > Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) – R$ 32.785.846 empenhados (98,79% de R$ 33.185.846 empenhados neste ano);
    > Deputado Rogério Correia (PT-MG) – R$ 28.339.932 empenhados (96,51% de R$ 29.364.327 empenhados neste ano);
    > Deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) – R$ 36.978.158 empenhados (100%);
    > Deputado Alencar Santana (PT-SP) – R$ 29.108.326 empenhados (98,64% de R$ 29.508.326 empenhados neste ano).
    > Deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara – R$ 29.025.501 empenhados (94,55% de R$ 30.696.751 empenhados neste ano);
    > Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder do PT na Câmara – R$ 27.972.007 empenhados (96,05% de R$ 29.122.007 empenhados neste ano);
    > Deputado Neto Carletto (Avante-BA) – R$ 34.393.457 empenhados (98,59% de R$ 34.882.469 empenhados neste ano);
    > Deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) – R$ 36.848.402 empenhados (100%).

    Ranking dos empenhos:

    > Jussara Lima (PSD-PI) – R$ 70.098.567;
    > Rogério Carvalho (PT-SE) – R$ 69.448.226;
    > Soraya Thronicke (PSB-MS) – R$ 65.290.217;
    > Jaques Wagner (PT-BA) – R$ 63.512.031;
    > Eliziane Gama (PSD-MA) – R$ 62.107.416;
    > Augusta Brito (PT-CE) – R$ 61.005.877;
    > Humberto Costa (PT-PE) – R$ 57.469.922;
    > Randolfe Rodrigues (PT-AP) – R$ 53.203.286;
    > Teresa Leitão (PT-PE) – R$ 48.860.870;
    > Meire Serafim (União-AC) – R$ 39.108.067;
    > Átila Lira (PP-PI) – R$ 38.817.670;
    > Ricardo Ayres (Republicanos-TO) – R$ 36.978.158;
    > Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) – R$ 36.848.402;
    > Neto Carletto (Avante-BA) – R$ 34.393.457;
    > Orlando Silva – R$ 32.785.846;
    > Alencar Santana – R$ 29.108.326;
    > Paulo Pimenta – R$ 29.025.501;
    > Rogério Correia – R$ 28.339.932;
    > Lindbergh Farias – R$ 27.972.007.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/governo-libera-r-884-mi-em-emendas-de-parlamentares-que-livraram-lulinha-na-cpmi/

    (1) “CMPI do INSS rejeita relatório que indicia Lulinha”
    – Base do governo derrota oposição e derruba relatório que previa mais de 200 indiciamentos.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/cmpi-do-inss-rejeita-relatorio-indicia-lulinha/

    (2) “Governo Lula libera R$ 65 mi em emendas de Soraya após denúncia sobre vice de Flávio”
    – Durante CPMI do INSS, em março, Soraya Thronicke levantou suspeitas do cometimento de crimes por parte de Alfredo Gaspar.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/governo-lula-libera-r-65-mi-em-emendas-de-soraya-apos-denuncia-sobre-vice-de-flavio/

    (3) “Lindbergh e Soraya denunciam à PF relator da CPMI do INSS por estupro”
    – Deputado petista chamou Alfredo Gaspar de “estuprador” em discussão durante sessão.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/lindbergh-e-soraya-denunciam-a-pf-relator-da-cpmi-do-inss-por-estupro/

    Pois é. . .
    E você, contriuinte/eleitor, está pronto pra mais?
    . . .
    “Atrás do trio elétrico
    Só não vai quem já morreu
    Quem já botou pra rachar
    Aprendeu, que é do outro lado
    Do lado de lá do lado
    Que é lá do lado de lá”
    . . .
    Caetoso Velano: https://www.youtube.com/watch?v=93KjFl3Fw5A&t=1s

  20. miguel jose teixeira

    “Candidatos criticam, mas não explicam como frear emendas”
    – Não há no debate eleitoral uma abordagem consistente sobre o uso abusivo do Orçamento da União.
    – Do jeito que vai, o Congresso acaba capturando a totalidade dos recursos disponíveis para as despesas do país.
    (Dora Kramer, FSP, 11/08/26)

    A escrita corrente na política reza que o marco inaugural do avanço desmedido no uso das emendas parlamentares deu-se na presidência de Eduardo Cunha (Republicanos) e se consolidou na gestão de Arthur Lira (PP) no comando da Câmara dos Deputados.

    A história, contudo, traz registro mais antigo. Data do ano 2000 e tem a paternidade do então poderoso e já falecido senador Antônio Carlos Magalhães (1) (PFL), autor de proposta para tornar todo Orçamento da União impositivo.

    O presidente que não executasse todas as despesas conforme o determinado incorreria no crime de responsabilidade. De tão radical, a coisa não prosperou, mas estabeleceu-se como a gênese seminal da grave distorção entre as funções executivas e legislativas que hoje se vê.

    A despeito dessa evidência, não há no debate eleitoral, por parte dos candidatos, uma abordagem realista sobre como o futuro presidente pretende lidar com o avanço desmedido das emendas parlamentares em relação ao dinheiro disponível no Orçamento.

    Há críticas contundentes, promessas de correção, mas nada que sustente a credibilidade das boas intenções. Flávio Bolsonaro (PL) nem a esse trabalho se dá; defende as emendas como essenciais aos municípios e ignora a degeneração progressiva no manejo dos recursos.

    Os demais integrantes da lista dos mais bem posicionados até agora nas pesquisas prometem fechar as torneiras . Valentes nas palavras, Luiz Inácio da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ainda não conseguiram desenvolver o tema de modo convincente.

    Nenhum deles vai além das inconsistências de generalidades decorrentes da óbvia constatação de que a apropriação indevida feita pelo Congresso carece de urgente correção.

    Ou há um freio ou aquela proposta de ACM, submetendo ao risco de impeachment o presidente que não ordenar despesas exatamente como manda o Congresso, acabará ressuscitada. Um despropósito pensar? Ora, pensemos num absurdo e veremos que já convivemos com vários deles.

    Entenda o que são e como funcionam as emendas parlamentares:
    https://www1.folha.uol.com.br/webstories/politica/2025/12/entenda-o-que-sao-e-como-funcionam-as-emendas-parlamentares/

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/candidatos-criticam-mas-nao-explicam-como-frear-emendas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Saiba mais sobre o senador Antonio Carlos Magalhães”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2007/07/311811-saiba-mais-sobre-o-senador-antonio-carlos-magalhaes.shtml?mobile

  21. miguel jose teixeira

    🔢 “Saldo do trimestre”
    – Grandes empresas divulgam seus resultados.
    (Beatriz Pecinato, folha Mercado, 12/08/26)

    A temporada de balanços segue a todo vapor. Trago aqui três resultados de gigantes brasileiras.

    > Natura:
    lucro despencou 82%, para R$ 35 milhões. Questões macroeconômicas afetaram a renda das famílias e seu consumo, diz a empresa. Agora, prevê uma mudança de rota e afirma que vai continuar investindo em marketing. Mesmo com os números baixos, as ações fecharam em alta de mais de 1%.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/natura-diz-que-fara-correcao-de-rota-apos-queda-do-lucro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    > JBS:
    reportou um prejuízo líquido de US$ 102 milhões. A produção de frangos cresceu nos EUA e no México, o que pressionou para baixo os preços do alimento. Os papéis fecharam em queda de mais de 2%.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/jbs-tem-prejuizo-no-2o-tri-com-impacto-de-maior-oferta-de-frango-e-despesas-nao-recorrentes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    > BTG:
    alcançou lucro recorde de R$ 5,1 bilhões. O resultado ficou acima das expectativas do mercado. Apesar disso, as ações fecharam em queda de mais de 5%. Investidores estão receosos com o aumento dos empréstimos em um cenário de alta nos juros.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/lucro-do-btg-aumenta-23-para-r-51-bilhoes-no-2o-tri-acima-do-esperado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (TRPCE)

  22. miguel jose teixeira

    “Master e INSS balançam campanhas”
    (Denise Rothenburg e Eduarda Esposito, Coluna Brasília-DF, Blog da Denise, Correio Braziliense, 11/08/26)

    A operação da Polícia Federal de ontem, em Alagoas, foi recebida no meio político como mais um sinal de que o escândalo do Banco Master ainda tem muito potencial para colocar candidaturas na berlinda.
    Dessa vez, a operação teve como alvo principal o secretário de Fazenda de Maceió, João Felipe Alves Borges, que está no cargo desde o início da gestão de João Henrique Caldas na prefeitura, em 2021.
    Agora já fora do Executivo municipal e disposto a concorrer a um mandato eletivo, seja governo estadual, seja Senado, JHC, embora não seja alvo da operação, será chamado pelos adversários a explicar por que não evitou a aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência de Maceió no Master.

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    Até aqui…
    O imbróglio alagoano é mais um em meio aos que já surgiram no rastro do Master e do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS.
    Na semana passada, foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de mais uma fase da Operação Sem Desconto — sobre o escândalo da Previdência —, que ainda se mantém candidato, mas obrigado a se explicar.
    No DF, Ibaneis Rocha desistiu do Senado.
    No Rio de Janeiro, o ex-governador Cláudio Castro também se afastou da disputa eleitoral, depois que veio a público sua ligação com Daniel Vorcaro.
    Quem continua firme fazendo campanha no Piauí e sem mencionar o caso é o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira.
    Até sábado, data-limite para registro das candidaturas, muita coisa ainda vai mudar Brasil afora.

    Ponto central
    A tomar pelo discurso dos candidatos a senador pelo PL Brasil afora, o Supremo Tribunal Federal irá dominar os debates para o Senado. A maioria deles, sem exceção, menciona a necessidade de colocar os pedidos de impeachment dos ministros para tramitar. E hoje, na reunião de Flávio Bolsonaro com os candidatos, ficará decidido que esses ataques ao STF terão que estar presentes no discurso.

    Alcolumbre que se cuide
    Para cumprir seu objetivo, os bolsonaristas esperam eleger, no mínimo, 30 senadores. Se atingir esse número, um bolsonarista será guindado ao comando do Senado com a missão de colocar os processos em andamento. E já está decidido que este candidato para comandar a Casa não será Davi Alcolumbre (União-AP).

    Por falar em Flávio…
    Candidato ao governo de São Paulo, o ex-minsitro Fernando Haddad (PT) aproveitou a entrevista à CNN para se referir ao patrimônio de Flávio Bolsonaro e aos imóveis comprados com dinheiro vivo. Ainda se referiu ao dinheiro obtido com Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    E o Congresso, hein?
    A semana será de esforço concentrado, mas nem tanto. É que foi aberta a possibilidade de votação pelo sistema Infoleg, em que o parlamentar pode votar de forma remota. Vai ter muito candidato que não pisará em Brasilia.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/denise/master-e-inss-balancam-campanhas/)

  23. miguel jose teixeira

    “Nas entrelinhas”

    “A reeleição não pode depender apenas da frente formada por PT, PSB e outros partidos de esquerda, precisa de setores conservadores e velhas oligarquias”.

    “Breve história da política brasileira, de Carneiro Leão a Lula da Silva”
    (Luiz Carlos Azedo, em seu blog no Correio Braziliense, 12/08/26)

    O apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva vai além das conveniências eleitorais da Paraíba. Reproduz o pacto entre o poder central e as oligarquias regionais, pelo qual interesses contraditórios se acomodam em torno da governabilidade e da preservação do poder. É a recidiva da velha “política de conciliação” incorporada ao projeto eleitoral de Lula.

    José Honório Rodrigues analisou esse fenômeno em Conciliação e reforma no Brasil (1): um desafio histórico-político (Editora Civilização Brasileira), escrito depois do golpe militar de 1964. Discípulo de Capistrano de Abreu, o mestre via a conciliação de maneira crítica: “Os poderes dominantes tiveram sempre força para conter as aspirações profundas de mudança e reverter os movimentos de modo a sustentar seu sistema e seus privilégios”.

    Para José Honório, a Independência, as revoltas do período regencial, a República e as crises de 1930, 1945, 1961 e 1964 revelavam uma característica recorrente da formação do Brasil: as estruturas do patronato brasileiro demonstram extraordinária capacidade de sobrevivência. “O povo brasileiro é uma vítima, um derrotado no processo histórico.”

    Essa contradição atravessou a República. É a raiz da “modernização pelo alto”, capaz de incorporar demandas sociais sem romper necessariamente com estruturas tradicionais. Como insistia Luiz Werneck Vianna em A revolução passiva (2) (Revan), o Brasil se transforma sem abandonar o antigo. Modernizou a economia, urbanizou-se, democratizou instituições e ampliou direitos sem o moderno na política dominante: preservou o patrimonialismo, o fisiologismo, as desigualdades e o poder das elites regionais.

    Leia também: Apoio de Motta a Lula mostra política de conveniência do Republicanos
    em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/apoio-de-motta-a-lula-mostra-politica-de-conveniencia-do-republicanos/

    A matriz histórica dessa característica da política brasileira está no Império. Em 1853, Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês do Paraná, organizou o Gabinete da Conciliação (*), aproximando conservadores, os “saquaremas”, e liberais, os “luzias”. O conselheiro Nabuco de Araújo, conservador, havia perdido as eleições em Pernambuco, mas aceitou participar do gabinete de maioria liberal, porém sem abandonar seus aliados provinciais.

    Surgia ali a célebre “ponte de ouro” narrada por Joaquim Nabuco no monumental Um estadista no Império (3) (Topbooks). Ao contrário de Capistrano e Honório, Nabuco enxergava virtudes nessa engenharia. Para ele, o reformador brasileiro “detém-se diante do obstáculo; dá longas voltas para não atropelar nenhum direito”. Era uma concepção gradualista: mudar sem destruir as pontes com aqueles que controlavam parcelas importantes do poder.

    Pacto de poder

    O fato é que governos reformistas estabeleceram alianças com forças conservadoras para governar. Juscelino Kubitschek construiu uma ampla composição política para executar o Plano de Metas. Fernando Henrique Cardoso aliou o PSDB ao PFL de Marco Maciel, Antônio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen para garantir sustentação parlamentar ao Plano Real e às reformas constitucionais.

    Lula fez movimento semelhante nos dois primeiros mandatos, em aliança com o ex-presidente José Sarney e as oligarquias regionais representadas no Congresso. Dilma Rousseff, porém, entrou em conflito com parcelas importantes desse sistema, perdeu sua base parlamentar e acabou afastada pelo impeachment.

    No terceiro mandato, contingenciado pela correlação de forças, Lula reencontrou essa estrutura ainda mais poderosa. O fortalecimento do Congresso por meio das emendas parlamentares e a ascensão do Centrão reduziram a autonomia do Executivo. A aproximação com PP e Republicanos foi uma resposta pragmática a essa realidade. A eleição de Hugo Motta para a Presidência da Câmara aprofundou o processo. É nesse contexto que seu apoio à reeleição de Lula adquire significado histórico.

    Leia mais: Emendas parlamentares transformaram o Congresso em casa de negócios
    em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/emendas-parlamentares-transformaram-o-congresso-em-casa-de-negocios/

    Formalmente, o Republicanos permanece neutro na eleição presidencial. Politicamente, abriu espaço para que suas lideranças façam escolhas conforme as circunstâncias estaduais. Tarcísio de Freitas preserva em São Paulo sua identidade conservadora e a ligação com o eleitorado bolsonarista, enquanto Motta apoia Lula na Paraíba. Não demora muito será a vez de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), outro represenante do Centrão, reaproximar-se de Lula em razão das eleições no Amapá; no rastro, do PP de Ciro Nogueira (PI). É o velho pacto dos “luzias” e “saquaremas”.

    Lula conhece profundamente esse mecanismo. Sua candidatura à reeleição não pode depender apenas da frente formada por PT, PSB e outros partidos de esquerda, precisa de setores conservadores que controlam governos estaduais, prefeituras e bancadas. Mudaram os partidos e os personagens, mas o pacto perverso atravessou o Império, sobreviveu à República e chegou à eleição de 2026. Mas há um preço para o transformismo: a conciliação é eficiente para estabilizar o sistema político, porém à custa da participação popular e das reformas estruturais.

    Vale a pena ler de novo:

    A conta do desajuste
    em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-conta-do-desajuste/

    Acordo com Centrão ressuscita política de conciliação
    em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-acordo-com-centrao-ressuscita-politica-de-conciliacao/

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/breve-historia-da-politica-brasileira-de-carneiro-leao-a-lula-da-silva/)

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Concilia%C3%A7%C3%A3o

    > Sugestões do Matutildo:

    (1) https://www.amazon.com.br/Concilia%C3%A7%C3%A3o-Reforma-Brasil-Hon%C3%B3rio-Rodrigues/dp/B0017WUJF6#detailBullets_feature_div
    (2) https://www.amazon.com.br/Revolu%C3%A7%C3%A3o-Passiva-Luiz-Werneck-Vianna/dp/8571061297
    (3) https://www.amazon.com.br/Estadista-Do-Imperio-Um-2V/dp/8586020443

  24. miguel jose teixeira

    “Temendo “queimar a largada”, Planalto vai manter Berger no cargo”
    – Governo vê diferenças entre os casos de Berger e Marcola e aguarda documentos que sustentem eventual afastamento.
    (Andreza Matais, Metrópoles, 11/08/26)

    O Palácio do Planalto não quer se antecipar e afastar Swedenberger Barbosa, o Berger, do cargo enquanto houver apenas especulações sobre seu eventual envolvimento com o esquema da lobista Roberta Luchsinger (1). A saída do assessor pessoal do presidente Lula hoje só ocorreria de forma espontânea.

    A coluna revelou que Berger teria atuado (1) para liberar recursos do Ministério da Saúde a pedido de Roberta. Ele era vice-ministro da pasta na época, e o dinheiro foi enviado para o governo de Carlos Brandão, no Maranhão.

    A CNN também revelou que um informante da PF (2) afirmou, em depoimento, que Berger e Marcola eram os canais de Lulinha, de Luchsinger e do empresário Antonio Camilo, o Careca do INSS, no Ministério da Saúde.

    A avaliação entre interlocutores da Presidência é de que a situação é diferente do caso Marcola, uma vez que há apenas relatos.

    Ex-chefe de gabinete de Lula, Marcola (Marco Aurélio Santana Ribeiro) admitiu ter recebido R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, que atuava na quadrilha do Careca do INSS.

    Como revelou a coluna, ele enviava códigos de barra de contas pessoais para a lobista pagar (3), o que dificulta rastrear a operação. A PF só descobriu porque capturou o celular de Roberta em busca e apreensão. A lobista está monitorada por tornozeleira eletrônica, enquanto Careca do INSS segue em regime fechado.

    A PF investiga se o dinheiro dado a Marcola foi pagamento por tráfico de influência. Ele afirma que é um empréstimo. A versão não convenceu nem mesmo o presidente Lula, que o afastou da sua campanha.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/temendo-queimar-a-largada-planalto-vai-manter-berger-no-cargo)

    (1) “O assessor do Planalto que abriu o Ministério da Saúde para Luchsinger”
    – Episódio narrado por ex-integrantes do Ministério da Saúde e nomes do Centrão ilustra atuação da lobista Roberta Luchsinger em Brasília.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/o-assessor-do-planalto-que-abriu-o-ministerio-da-saude-para-luchsinger

    (2) “Informante da PF apontou elo entre Lulinha e atual assessor do Planalto”
    – Depoimentos mostraram caminho feito por filho do presidente até Ministério da Saúde.
    +em: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/caio-junqueira/politica/informante-da-pf-apontou-elo-entre-lulinha-e-atual-assessor-do-planalto/

    (3) “Lobista pagou R$ 249 mil em contas pessoais de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula”
    – Caso envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, é apurado no 3º inquérito sobre Lulinha no STF, sob relatoria de Flávio Dino.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/lobista-pagou-r-249-mil-em-contas-pessoais-de-marcola-ex-chefe-de-gabinete-de-lula

  25. miguel jose teixeira

    “O Marcola de Lula não deixou só saudades no Planalto; deixou um colega”
    – Outra pessoa do gabinete de Lula teria atuado com Marcola para abrir portas no governo para Lulinha, Roberta Luchsinger e Careca do INSS.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 11/08/26)

    Como de hábito, quando surge uma suspeita no seu entorno, Lula ou diz não saber de nada, ou tenta transformar a suspeita na coisa mais natural do mundo.

    Foi assim com a historieta do empréstimo que Marcola (1), o seu ex-chefe de gabinete, teria contraído com Roberta Luchsinger, a lobista amiga de Lulinha, que apresentou o filho do presidente da República o Careca do INSS.

    “Quem nunca aqui pediu empréstimo para um amigo?, andou desvencilhando-se Lula.

    Se esse empréstimo fosse a coisa mais natural do mundo, e não um empréstimo a ser chamado de suposto neste momento, por que o presidente da República se apressou em afastar Marcola do Palácio do Planalto antes de vir à tona que o seu então chefe de gabinete havia recebido dinheiro da lobista? Aliás, quem avisou Lula?

    E que empréstimo é esse que, contraído no começo de 2024, só foi pago meses depois da apreensão do celular de Roberta Luchsinger em dezembro último, como bem notou o jornalista Lauro Jardim (2)?

    Empréstimo estranho, bem suposto mesmo. A lobista depositou inicialmente R$ 40 mil reais na conta de Marcola e depois passou a quitar boletos que o gajo lhe enviava. Em geral, isso é coisa de gente que quer esconder fonte pagadora. Total do suposto empréstimo pago pelo chefe de gabinete de Lula: R$ 249 mil.

    É montante que só gente muito amiga, amiga íntima, empresta, convenhamos. E ainda que a relação de amizade entre Roberta Luchsinger e Marcola seja muito sincera, é difícil acreditar que uma lobista como ela tenha deixado de manifestar interesse de que o chefe de gabinete do presidente da República lhe apresentasse gente graúda no governo.

    Marcola está fora do Palácio do Planalto, mas um colega seu continua lá.

    Ele é Swenderberger Barbosa, mais conhecido como Berger.

    De acordo com o jornalista Caio Junqueira (3), o informante da PF (4) que prestou depoimentos sobre as relações governamentais de Lulinha afirmou que Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, ajudou a abrir as portas da pasta para o filho do presidente da República.

    “Berger atualmente despacha no Palácio do Planalto como chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula. Ele é figura histórica do petismo. O delator confirmou à reportagem que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Berger eram os canais de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, da empresária Roberta Luchsinger e do empresário Antonio Camilo, o Careca do INSS, no Ministério da Saúde”, escreveu Caio Junqueira.

    Pelo visto, o Marcola de Lula não deixou apenas saudades no gabinete presidencial.

    Será que o novo personagem também recebeu empréstimo da lobista Roberta Luchsinger? Ou de Lulinha? Ou do Careca do INSS? Mas, poxa, seria a coisa mais natural do mundo.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-marcola-de-lula-nao-deixou-so-saudades-no-planalto-deixou-um-colega)

    (1) “Marcola e loira lobista põem o caso Lulinha dentro do gabinete de Lula”
    – Lobista amiga de Lulinha, ligada ao Careca do INSS, fez pagamentos ao Marcola de Lula, mas ele jura que foi dinheiro emprestado.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/marcola-e-loira-lobista-poem-o-caso-lulinha-dentro-do-gabinete-de-lula

    (2) “O que ex-assessor de Lula ainda não disse sobre o ‘empréstimo’ que tomou de lobista ligada ao Careca do INSS”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/08/o-que-ex-assessor-de-lula-ainda-nao-disse-sobre-o-emprestimo-que-tomou-de-lobista-ligada-ao-careca-do-inss.ghtml

    (3) “Informante da PF apontou elo entre Lulinha e atual assessor do Planalto”
    – Depoimentos mostraram caminho feito por filho do presidente até Ministério da Saúde.
    +em: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/caio-junqueira/politica/informante-da-pf-apontou-elo-entre-lulinha-e-atual-assessor-do-planalto/

    (4) “André Mendonça quer apenas que a PF cumpra o seu dever”
    – Se André Mendonça vier a se encontrar com o diretor da PF, deveria convidá-lo a assinar uma parte do texto divulgado contra o ministro.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/andre-mendonca-quer-apenas-que-a-pf-cumpra-o-seu-dever

  26. miguel jose teixeira

    “O prato mais caro do melhor banquete é o que se come cabeça de gente que pensa” (*)

    “Decisão de Moraes é ameaça à liberdade de imprensa, diz ANJ”
    – Associação Nacional de Jornais e outras entidades do setor contestam operação contra suposta fonte de jornalista do Maranhão.
    (Redação O Antagonista, 11/08/26)

    Associações que representam veículos de comunicação reagiram nesta terça-feira, 11, à autorização dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão.

    A Polícia Federal aponta Cutrim como fonte de informações usadas pelo jornalista Luis Pablo em reportagens sobre o uso de veículo oficial pela família do ministro Flávio Dino.

    Entidades falam em precedente perigoso
    A Associação Nacional de Jornais (ANJ) foi a primeira a se manifestar contra a medida. Seu presidente, Marcelo Rech, declarou que “a busca e apreensão em razão de informação jornalística abre um precedente muito perigoso. É uma séria ameaça à liberdade de imprensa, porque a Constituição, em seu artigo 5, inciso XIV, é taxativa em proteger o sigilo da fonte quando necessário para o exercício profissional”.

    Em seguida, a ANJ divulgou nota conjunta com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). O texto assinado pelas três entidades afirma: “Ações judiciais que quebram o sigilo da fonte não têm amparo constitucional e abrem precedentes que ameaçam a liberdade de imprensa, amparada pela Constituição de 1988”.

    A nota acrescenta que “casos de questionamentos a reportagens devem ser tratados dentro da lei, que prevê direito de resposta e indenizações”, e que a quebra de sigilo profissional “leva a intimidações contra a imprensa que não condizem com o Estado Democrático de Direito e o livre exercício do jornalismo”.

    Origem da investigação
    A operação desta terça ocorre meses depois de o próprio jornalista Luis Pablo ter sido alvo de busca, em março, quando seu celular foi apreendido. De acordo com a Polícia Federal, Cutrim teria acessado sistemas restritos para obter dados e imagens repassados a Pablo. Um relatório da corporação, citado na decisão de Moraes, afirma que ficou demonstrado que Cutrim “foi o responsável pela obtenção de informações de sistemas acesso restrito, as quais foram repassadas para Luis Pablo, bem como o fornecimento de filmagens da família do Ministro Flavio Dino”.

    Investigadores identificaram ainda uma transferência bancária de R$ 100 mil de Diogo Lima, ex-secretário de Urbanismo de São Luís, destinada a uma conta ligada a Luis Pablo — apontada como parte do pagamento de um imóvel.

    A defesa de Cutrim afirma não ter tido acesso aos autos das duas operações realizadas contra ele neste ano.

    Flavio Dino alega ameaças
    A assessoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou nesta terça-feira, 11, que o magistrado “jamais” utilizou, de modo irregular, um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão.

    A declaração foi enviada aos jornalistas após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar uma busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre Dino.

    Segundo a equipe do magistrado, Dino e sua família utilizavam um carro blindado cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, como parte de um “acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país”.

    A nota diz ainda que as investigações apontaram o monitoramento de veículos particulares do ministro e de sua família: “As pessoas que comandavam esse esquema não são JORNALISTAS; exercem outras profissões”.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/decisao-de-moraes-e-ameaca-a-liberdade-de-imprensa-diz-anj/

    (*) Raul: https://www.youtube.com/watch?v=PRZa3c6y07M

  27. miguel jose teixeira

    “Não te fresqueia, tchê”

    O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul.
    Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios:
    – “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama…”.
    Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso:
    – “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 12/08/26)

  28. miguel jose teixeira

    Pense nisso!
    (novamente)

    “Mitomania em movimento”
    O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

    “Vergonha histórica”
    Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

    (Coluna CH, DP, 12/08/26)

  29. miguel jose teixeira

    “E não é que já fazia quase um mês que Xandão não brilhava na nossa capa? Ele voltou. Hoje ele quebrou o sigilo da fonte de um jornalista e virou, de novo, alvo preferido do Flavitcho que agora é defensor número 1 da imprensa. Ahã. E aproveitou para dizer que Xandão virou articulador do Lula depois do jantar de aproximação do presidente com o nosso Davizito. Se segura, BRASEW.”

    “Lá vem o Xandão”
    “éNoiteNaCidade”, 11 jul 2026, TixaNews, JUL 11″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    A treta é a seguinte. Um jornalista do Maranhão publicou em seu blog que o supremo Flávio Dino e familiares teriam usado carros oficiais em visita ao Estado. O ministro diz que não fez nada ilegal e o uso dos carros se deu por pedido de um órgão oficial do Supremo dentro de um convênio com os tribunais de justiça dos estados e atendendo à questão de segurança dos ministros supremos (lembra que os seguranças viajam para onde os ministros forem, mesmo que seja um jogo de futebol na gringa?).

    A questão é que depois da reportagem, o supremo Dino pediu abertura de inquérito porque estaria sofrendo perseguição. Aí começou a investigação e só sei que hoje ficamos sabendo que o supremo Xandão determinou busca e apreensão de um ex-secretário do governo do Maranhão que teria sido a fonte do tal blog do Luís Pablo. E como eles souberam? Por conta da quebra do sigilo da fonte. As associações todas de jornalismo estrilaram porque o sigilo da fonte é assegurado pela Constituição. Ele é importante porque muitas informações de alta relevância para a sociedade são reveladas por esse caminho. Qual é o temor da imprensa com a decisão do Xandão? Que daqui a pouco o supremo diga, por exemplo, que a Malu Gaspar o está perseguindo e alguém resolva quebrar o sigilo da fonte. Viu que complexo?

    E o Flavitcho fez o quê? Saiu em defesa da imprensa. Quem te viu, quem te vê, hein Flavitcho? (O que a pessoa não faz para falar mal do Xandão, né?). Flavitcho disse que o sigilo da fonte é sagrado. Alguém anota aí, por favor? Obrigada, de nada. Eis o que disse Flavitcho:

    Eu acho que tem que haver um momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo de abuso, de ilegalidade, de arbitrariedade.

    Parece que Flavitcho está com tudo na vibe de atacar o supremo Xandão (lembra que ele parou de fazer isso na época do Dark Horse?). Ele também aproveitou a notícia de que o supremo careca foi o responsável pelo jantar que aproximou Lula de Alcolumbre, o Davi estrela-mor do Senado e mandou essa:

    Alexandre de Moraes virou o grande articulador do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele.

    A campanha do Congresso
    Como falamos aqui ontem, essa eleição está parecendo mais uma articulação para a briga do comando do Congresso no ano que vem do que a disputa para a presidência da República. Ontem, Hugo Motta declarou seu apoio a Lula na eleição e agora nosso atual está pedindo que Alcolumbre também revele seu voto. Tudo isso estaria sendo articulado para que o PT apoie tanto Motta quanto Alcolumbre nas eleições para o comando da Câmara e do Senado no ano que vem. Lula também estaria exigindo de Alcolumbre que faça a votação de um pacote que interessa ao presidente na campanha eleitoral. Como vocês hão de se lembrar (o Temer que falava assim?), Alcolumbre e Xandão atuaram para derrubar o Jorge Messias, nome indicado por Lula ao supremo e pela primeira vez em mais de um século um presidente teve o nome que indicou rejeitado pelo Senado.

    A ideia é deixar Flavitcho isolado. A escolha do Alfredo Gaspar como vice do filho do Bolsonaro se deu também por uma estratégia que visa à eleição do comando do Congresso. Arthur Lira era ameaçado por Gaspar na eleição para o Senado, por Alagoas. Com Gaspar indo pra chapa do Flavitcho, a questão se resolveu.

    Por falar em Gaspar, olha essa treta aqui: a escolha do vice surpreendeu porque Gaspar é alvo de um inquérito no Supremo sobre um suposto estupro. O deputado nega e diz que foi uma acusação feita por políticos para fragilizá-lo porque ele era o relator da CPI do INSS e pediu o indiciamento de Lulinha no caso. Eis que hoje o Globo publica reportagem contando a história das denúncias. Basicamente o resumo é o seguinte: a denúncia foi feita para a senadora Soraya Thronicke por um tal de Lopes, morador de Nilópolis, no Rio. A senadora mostrou o áudio para o Lindbergh Farias que foi para as cabeças e já chamou Gaspar de estuprador. Os dois parlamentares levaram o caso para o Supremo para que fosse feita a investigação. Uns 18 dias depois, uma assessora de Gaspar foi depor na polícia judiciária dizendo que o tal Lopes tinha ligado e afirmava ter conhecimento de uma armação para imputar o crime de estupro a Gaspar. E depois ainda teria dado detalhes sobre pagamentos que teriam sido feitos. Mas o próprio Lopes deu depoimento para a polícia legislativa diferente do que havia dito para a senadora Soraya e acusou Lindbergh de ter pago uma moça para se passar pela tal menina de 13 anos que teria sido estuprada. Mas não acaba aí. Uma semana depois, Lopes se filiou ao PL em Nilópolis. Para os perdidos, PL é o partido do Flavitcho. E o tal Lopes se apresenta nas redes como instrutor de tiros com armas de grosso calibre e afirmou a amigos que foi a Brasília nos atos do 8 de janeiro e ainda fez ataques ao Xandão e ao Lindbergh. E ainda disse numa postagem que pode ocupar uma vaga no Gabinete de Segurança em um eventual governo Flávio. Vai vendo, BRASEW. Esperamos que a polícia investigue logo essa treta aí.

    Michelle
    Eis que Michelle e Flavitcho se encontraram. Vimos as cenas? Não. Mas o povo do PL garante que eles se encontraram, foi um clima leve, oraram e fizeram gravações eleitorais juntos. E Michelle disse que tudo já passou. Tudo o quê, Tixa?

    A treta do vídeo que Michelle fez dizendo que Flavitcho a humilhou ao afirmar que ela não sabe fazer política.

    Trumpices
    O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que o \”domínio\” dos Estados Unidos sobre o Hemisfério Ocidental \”nunca mais será questionado\”. A declaração veio depois que a China pediu para participar das consultas abertas pelo Brasil na OMC. Lá vem treta.

    Mas a Trumpice maior foi essa daqui: os jornais americanos noticiaram que Trump saiu escondido para não voar no Air Force One por conta de uma ameaça de que o Irã poderia derrubar o avião. Adivinha quem voou no avião? Os jornalistas que estavam cobrindo a viagem de Trump à Turquia. A polícia achou que não precisava tirar os jornalistas do voo sob ameaça. Vai vendo, BRASEW.

    E se você quer proteger a Tixa, é só assinar nossa Newsletter, ou usar o Pix: 49875575000147.

    (TRPCE)

  30. miguel jose teixeira

    Estranho. Muito estranho!

    E o “sorteio” da CoBraFu para as oitavas de final da Copa do Brasil, hein?
    Tem clássico gaúcho, tem clássico paulista, tem clássico mineiro, mas não tem clássico carioca. . .

  31. miguel jose teixeira

    📍 Mapa do poder
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 11/08/26)

    1 – A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a elevação do piso nacional de R$ 3.600 para R$ 13,6 mil para médicos e cirurgiões-dentistas em jornadas de 20 horas semanais, considerada uma pauta-bomba para o governo Lula (PT). A elevação do valor será feita de maneira escalonada ao longo de três anos. O projeto de lei precisará passar novamente pela Comissão de Assuntos Sociais, após uma manobra da gestão petista para conter o avanço do texto.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/governo-consegue-atrasar-pauta-bomba-que-eleva-piso-de-medicos-a-r-136-mil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    MatBem. . .
    É o parasitário alto fazendo cortesia com o chapeu alheio!

    2 – Ao STF (Supremo Tribunal Federal) o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) disse não ser parte do acordo firmado na corte entre o governo do Distrito Federal e a União, e alegou não ter recebido documentação sobre as finanças do BRB (Banco de Brasília) para viabilizar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer a instituição após o caso do Banco Master. Uma nova audiência de conciliação está marcada para quinta-feira (13) com o relator, ministro Luiz Fux.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/fgc-diz-nao-ser-parte-de-acordo-no-supremo-e-alega-falta-de-documentos-para-socorro-ao-brb.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    MatBem. . .
    O titular do DF quebrou o banco. A vice, em seu lugar, quer um “quinzinho” para sua campanha!

    3 – O governo do presidente Lula (PT) indicou 28 novos membros para conselhos de administração de empresas estatais, em abril e maio deste ano, na esteira de mudanças ministeriais ditadas pelo calendário eleitoral, segundo levantamento da Folha. Na função, os titulares dos conselhos receberam até R$ 31 mil em um único mês. Quando somado à remuneração mensal de servidores, o valor supera o teto do serviço público de R$ 46,3 mil.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/lula-troca-conselheiros-de-estatais-e-da-cargos-a-aliados-com-extra-de-ate-r-31-mil-por-mes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    MatBem. . .
    “O Brasil pronto pra mais”. . .que o digam os a$$ociado$!

    (TRPCE)

  32. miguel jose teixeira

    “Um aceno de Michelle a Flávio”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 11/08/26)

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez o primeiro gesto significativo de apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência após a briga pública entre os dois. Nesta terça, ela gravou uma propaganda eleitoral com o enteado mais velho, que ainda patina para angariar o apoio do eleitorado feminino em torno de seu nome.

    Michelle é considerada um ativo importante do PL por sua capacidade de conversar com as mulheres. Em entrevista a jornalistas, ela minimizou o desentendimento que teve com Flávio e evitou dizer se a relação com Eduardo e Carlos também melhorou, mas disse que uma “pedra” (*) foi colocada na desavença que teve com o senador. “Qual família não tem problema?”, disse ela, sem detalhar como foi a conversa com Flávio, cerca de duas semanas após a reconciliação.

    Apesar da sinalização positiva para a campanha bolsonarista, Michelle já sinalizou que sua presença será limitada. Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, ela disse que provavelmente não vai poder viajar em apoio a Flávio porque cuida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a prisão domiciliar. Ela afirmou, porém, que o enteado pode contar com sua participação nas redes sociais e que as representantes do PL Mulher pelo país poderão apoiá-lo.

    Tietada por bolsonaristas ao chegar ao local da gravação, a ex-primeira-dama também não deixou de expor sua preferência por uma vice mulher na chapa com Flávio, opção negociada durante meses, mas fracassada. Na última semana, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-presidente da CPI das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), acabou sendo escolhido para o posto, em uma estratégia de focar no desgaste do presidente Lula (PT).

    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/michelle-bolsonaro-diz-ter-colocado-pedra-em-crise-com-flavio-e-expoe-preferencia-por-vice-mulher.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

    (*) e+

    1) “No meio do caminho tinha uma pedra
    Tinha uma pedra no meio do caminho
    Tinha uma pedra
    No meio do caminho tinha uma pedra”
    . . .
    Carlos Drummond de Andrade:
    https://www.youtube.com/watch?v=wzz8NoFYsOs&t=9s

    2) “É pau, é pedra, é o fim do caminho
    É um resto de toco, é um pouco sozinho
    É um caco de vidro, é a vida, é o Sol
    É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol”
    . . .
    De Tom Jobim com a saudosa Elis:
    https://www.youtube.com/watch?v=xRqI5R6L7ow

  33. miguel jose teixeira

    Enquanto a corja política não meter
    as mãos cheias de 9 quirodáctilos. . .

    ✈️ “Embraer voa (no trimestre)”
    (Beatriz Pecinato, Folha Mercado, 11/08/26)

    Resultados do segundo trimestre 2026 da Embraer (1) não decepcionaram:

    > R$ 1,11 bi de lucro líquido. No mesmo período do ano anterior, registrou R$ 890 mi.
    > R$ 11,3 bi de receita líquida. Entre abril e junho de 2025, foram R$ 10,27 bi. O valor é um recorde para o tri.
    > US$ 400 mi de fluxo de caixa livre no ano (montante que restou após a empresa pagar suas despesas).

    Acima das estimativas…

    Foi a avaliação do mercado. A geração de caixa e a expansão das margens chamaram a atenção.
    Os papéis da fabricante fecharam a R$ 94,66, um aumento de 2,31%.
    A área de Defesa foi elogiada.
    Neste ano, fechou parcerias para melhorar as funções do modelo KC-390 (2) e vai fornecer as aeronaves para a Força Aérea da Colômbia (3), primeiro país da América Latina a adquiri-las, além do Brasil.

    A todo vapor.

    Outro marco atingido pela Embraer foi o valor da carteira de pedidos:

    > US$ 34,5 bi, o maior da história.
    > 65 aviões foram entregues (4) no período.

    A meta é superar 100 fornecimentos nos próximos dois anos (5), número estabelecido no começo de 2026.
    Em 2025, foram 78 jatos comerciais, atingindo a previsão de 77 a 85 unidades.

    Há demanda?

    Sim, segundo a fabricante.
    Companhias aéreas deixaram de renovar sua frota durante a pandemia.
    Com a recuperação gradual do setor, uma onda de pedidos represados começa a chegar.

    +em:
    (1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/embraer-lucra-mais-no-2o-tri-e-eleva-projecoes-para-2026.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/embraer-fecha-parceria-para-aprimorar-capacidades-do-kc-390-para-forca-aerea-dos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/embraer-abre-novo-mercado-com-venda-de-kc-390-a-colombia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/dona-da-gol-anuncia-compra-de-ate-45-novas-aeronaves-da-embraer.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/ceo-da-embraer-espera-entregar-30-a-mais-de-avioes-nos-proximos-dois-anos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (TRPCE)

  34. miguel jose teixeira

    Síntese:
    “O Brasil pronto pra mais” X “O Brasil vai vencer” = Desilusão geral

    “Nunca estivemos tão polarizados nem tão desiludidos”
    – Em 2026, o eleitor de centro não tem opções para votar no primeiro turno.
    – A polarização segue dando as cartas, mas sem a ilusão de que seus dois representantes trarão a sonhada transformação da sociedade.
    (Joel Pinheiro da Fonseca, FSP, 10/08/26)

    Mesmo sem grandes chances de vitória, o eleitor mais ao centro sempre teve opções para votar tranquilamente no primeiro turno, antes de se render à lógica do mal menor no segundo. Em 2018, havia Marina, Ciro, Meirelles, Alckmin. Em 2022, Simone Tebet. Em 2026, não.

    O que de mais próximo temos disso, Ronaldo Caiado com Kassab de vice, é uma candidatura solidamente de direita (até na oposição às câmeras da polícia) e que adere à pauta central do bolsonarismo: a anistia inclusive para os mandantes da trama golpista. E isso não é à toa. É porque ele calcula —provavelmente com razão — que não teria a menor chance com o eleitorado de direita caso não abraçasse essa bandeira.

    Renan Santos e Romeu Zema são, ou querem ser, o Bukele e o Milei de uma nova onda de direita mais pura que o bolsonarismo. De resto, há um punhado de nomes da extrema esquerda cuja função é propagar uma revolução que nunca chega. Todos eles, à direita e à esquerda, são coadjuvantes do conflito central entre lulismo e bolsonarismo, que não deu até agora nenhum indício de que irá embora.

    A polarização, portanto, segue dando as cartas. Mas é uma polarização desesperançada (1); sem a ilusão de que seus dois representantes realmente trarão a sonhada transformação da sociedade. Houve quem esperasse de Bolsonaro o fogo restaurador a partir de 2019. Crescimento galopante, fim do crime organizado, combate à corrupção, velha política acuada. Ele não veio. Nem o bolsonarista mais radical deve esperar que, com Flávio, será melhor.

    Lula voltou ao poder em 2023, subindo a rampa cercado de minorias e com promessas ambiciosas. Alguns projetavam nele uma frente ampla com agenda social, ambiental e ortodoxia econômica. Outros torciam por um governo abertamente pró-trabalhador, esquerda pra valer, picanha no prato do trabalhador e política industrial chinesa. Ambos devem estar decepcionados.

    Sobrou o lado negativo. Nosso candidato pode não ser grande coisa, mas, se o outro lado vencer, será o apocalipse. Essa crença justifica escolhas vergonhosas. A essa altura, no entanto, ninguém deveria acreditar que Flávio quer e conseguiria dar um golpe ou que Lula, depois de três mandatos, no quarto sim nos transformaria numa Venezuela.

    Em meio a essa ressaca, quem mais se fortaleceu foi a força política conhecida como centrão, isto é, legendas sem conteúdo programático claro, mas capazes de abocanhar fatias crescentes do Orçamento para agradar suas bases e garantir a reeleição. A corrupção ganhou espaço e agora os escândalos se somam ao ponto de anestesiar a indignação geral. Quando muito, tenta-se usá-la, sem sucesso, para provar que o culpado é o lado contrário.

    De duas, uma: ou estamos já na lenta curva de aprendizado social, em que os milhões de novos participantes do debate público a que as redes sociais deram voz e espaço para sonhar vão aos poucos aprendendo que não há soluções mágicas nem salvadores, que a política jamais entregará a utopia, e que o melhor que podemos fazer é o aprimoramento gradual.

    Ou então a resposta para a desilusão será aumentar a dose da ilusão: “Falhamos porque não fomos radicais o suficiente, precisamos realmente varrer do mapa tudo o que existia antes, começar do zero, até dar certo”. As escolhas podem parecer ruins agora, mas não se enganem: ainda há muito poço a se mergulhar.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2026/08/nunca-estivemos-tao-polarizados-nem-tao-desiludidos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “A polarização nos encaminha para o fim do debate público”
    – Cada formador de opinião fala quase que unicamente para quem está do mesmo lado.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2024/05/a-polarizacao-nos-encaminha-para-o-fim-do-debate-publico.shtml

    Parafraseando Paulinho da Viola:

    Desilusão, desilusão
    Danço eu, dança você
    Na dança da eleição
    . . .
    https://www.youtube.com/watch?v=arvU872IlH8

  35. miguel jose teixeira

    “Autonomia financeira dá lugar às alianças partidárias”
    – Novas regras eleitorais e financiamento público desestimulam coligações na disputa à Presidência.
    – Na base do cada um por si no plano nacional, partidos investem nos estados para crescer no Congresso.
    (Dora Kramer, FSP, 10/08/26)

    Nesta eleição, está combinado, a maioria dos partidos vai jogar separado (1). Só o PT entra na disputa presidencial do jeito tradicional, coligado a seis legendas: PSB, PSOL-Rede, PDT, PV e PC do B.

    Não deixa de ser uma ironia o partido com vocação a protagonista, cuja política de alianças só foi aceita por imposição da realidade, ser o único que concorre acompanhado. No campo limitado à esquerda, é verdade, mas ali com um Geraldo Alckmin (PSB) na figuração do centro.

    Sabemos, contudo, que a força da candidatura não está nos aliados; está onde sempre esteve nas últimas décadas: em Lula. Fosse outro o candidato e não ocupasse a Presidência, provavelmente nem essa aliança existiria.

    Alterações nas regras eleitorais e no equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo mudaram a cena. Acabaram as coligações proporcionais, os partidos têm autonomia financeira, há uma barreira de desempenho a ser ultrapassada e pouco a disputar no plano nacional onde imperam os eleitorados cativos dos favoritos.

    Manifestam-se preocupações entre os espectadores da política com o fato de ser esta a primeira eleição desde a volta das diretas a praticamente não ter alianças na corrida ao Palácio do Planalto. Mas ninguém explicita qual o risco presumidamente embutido; por acaso a fartura anterior de coligações influiu para melhor ou pior na performance dos dois Poderes em questão?

    A suspeita é que o critério de análise esteja superado. Considerando que fidelidade partidária e identificação doutrinária foram critérios de ferro e fogo, o que vemos de novo é a remoção do verniz da teoria para dar lugar à corriqueira prática, agora sem as máscaras.

    Não é real a alegada neutralidade, pois há engajamento frenético nos estados, onde grassam as alianças. Nas diferentes bases, os partidos preferem apostar na eleição de grande quantidade de congressistas.

    Cabe ao eleitorado acionar o modo olho vivo e faro fino para investir na melhoria da qualidade dos respectivos representantes.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/autonomia-financeira-da-lugar-as-aliancas-partidarias.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “PT e PL aliam apoios táticos e chapas puras nos estados por palanque nacional”
    – Partido dos Bolsonaros terá candidatos próprios em 14 estados, enquanto petistas concorre a governos em 12.
    – PT e PL concentram apoios em aliados ideológicos; acordos informais buscam compensar impasses no apoio à corrida presidencial.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/pt-e-pl-aliam-apoios-taticos-e-chapas-puras-nos-estados-por-palanque-nacional.shtml

    Pense nisso!

    “Cabe ao eleitorado acionar o modo olho vivo e faro fino para investir na melhoria da qualidade dos respectivos representantes.”

  36. miguel jose teixeira

    “Lula pronto para mais do mesmo”
    – Programa de governo do petista se apoia de novo na ladainha da “herança maldita” e mente descaradamente sobre a economia brasileira.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 11/08/26)

    A campanha à reeleição de Lula (à esquerda na foto) escolheu o slogan “O Brasil pronto pra mais” (1).

    O Brasil certamente não está pronto para mais quatro anos da perdulária e irresponsável gestão do petista, mas seu programa de governo deixa claro que o presidente está pronto para oferecer exatamente o mesmo a que submeteu o país em seu terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto.

    O documento “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil; um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo” mente descaradamente sobre a economia brasileira e se apoia no discurso eterno da “herança maldita” para enganar os brasileiros.

    “O governo Lula III começou com a tentativa golpista de 8 de janeiro de 2023, mobilizações violentas contra a democracia e um Estado profundamente desmontado e fiscalmente desequilibrado. Essa destruição começou com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e se aprofundou com os governos Temer e Bolsonaro”, diz o programa, acrescentando:

    “O resultado foi uma verdadeira herança maldita, marcada por uma economia combalida, políticas públicas destruídas, revogação de direitos, aumento das desigualdades, precarização do trabalho, fortes expressões de violência social e política e aviltamento da soberania nacional.”

    Os petistas ignoram a pandemia do coronavírus (*) para dizer que “a deterioração das condições de vida da população brasileira entre 2016 e 2022 não foi fruto do acaso, mas o resultado de uma política econômica equivocada, e da inação planejada e do desmantelamento de políticas sociais consolidadas”, e que “entre 2017 e 2022, a economia brasileira enfrentou baixo crescimento, com uma taxa média de 1,5% ao ano”.

    Mentiras descaradas
    O programa de governo chega ao absurdo de dizer que “ao final de 2026, serão quatro anos de recuperação das condições macroeconômicas” e que “a inflação registrou o menor índice acumulado de um mandato presidencial na história do país, alcançando uma média anual de 4,6%”, sem mencionar que isso só ocorreu graças à maior taxa básica de juros da história.

    A taxa estipulada pelo Banco Central só é mencionada quando os petistas afirmam o seguinte:

    “Herdamos uma taxa Selic elevada e uma política econômica equivocada do governo que levaram ao endividamento elevado das famílias.”

    Quer dizer, até a taxa básica de juros, cujo recorde de 15% ao ano foi resultado da obsessão do governo Lula pelo gasto público irresponsável, os petistas atribuem aos adversários. E simplesmente fingem que os brasileiros foram empurrados para as dívidas (2) mais uma vez pelo próprio Lula.

    Velho novo arcabouço
    Pior: a promessa para resolver isso no próximo governo é manter o novo arcabouço fiscal, que os lulistas alegam que “controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição de gastos sociais”, o que é mais uma mentira descarada, porque o crescimento das despesas não foi controlado e o mínimo do alegado equilíbrio fiscal dos últimos anos foi alcançado pelo aumento da arrecadação e por truques fiscais.

    “A taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia. Para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos e o crescimento econômico de longo prazo, vamos criar as condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e assegurando uma política fiscal responsável. Para isso, manteremos o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar as políticas sociais e permitiu uma redução significativa do déficit primário”, diz o programa.

    As mentiras do programa de governo lulista sobre o diagnóstico econômico são complementadas por outras mentiras, que os aliados de Lula fazem circular, de que há um plano para conter gastos no quarto mandado do petista. Mente também quem diz que acredita.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/lula-pronto-para-mais-do-mesmo/)

    (1) “Lula define slogan para campanha à reeleição”
    – “O Brasil pronto para mais” é a frase escolhida; PT evita priorizar o vermelho e aposta nas cores da bandeira.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/lula-define-slogan-para-campanha-a-reeleicao/#google_vignette

    (2) “Lula enrola e desenrola”
    – É cruel a condução da economia pelo petista, que incentiva contração de dívidas impagáveis e, depois, ainda se apresenta como solução.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/lula-enrola-e-desenrola/

    e+:

    (*) A corja vermelha “se-esqueceu-se” também que lula vibrou com a Covid19:

    “Ainda bem que a natureza criou o monstro do coronavírus”

    +em: https://globoplay.globo.com/v/8567089/

  37. miguel jose teixeira

    “Tortura e sacrifício”

    Jânio Quadros era governador e vivia às turras com o jornal O Estado de S. Paulo, cuja independência não tolerava, nem as insinuações sobre seu apego aos copos.

    Após intensa negociação, da qual participaram políticos como José Sarney, Jânio fez uma visita ao dono do jornal, Júlio de Mesquita Neto, que logo ofereceu ótimas opções de uísque.

    Jânio soltou uma lorota:
    – “Mas, doutor Júlio, eu não bebo! Só aprecio leite!”.

    O anfitrião pediu licença, foi à cozinha, arranjou uma enorme caneca, usada para beber chope, e a encheu de leite.

    Enquanto durou a visita, Jânio não largou o canecão. Disciplinadamente, bebeu tudo. Um litro de leite.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 11/08/26)

  38. miguel jose teixeira

    “Endereço de Lulinha nada tem de ‘precário’: é o mais mais caro de Madri”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 11/08/26)

    Quem investiga Lulinha por corrupção e tráfico de influência não leva a sério a lorota do vice-presidente nacional do PT, de nome Quaquá, de que o filho de Lula (PT) viveria em “condições precárias” em Madri. O próprio Lulinha deixou claro como isso é falso. Em janeiro, ele instalou sua “empresa de consultoria” Synapta SL no Paseo de la Castellana, endereço mais caro de Madri, onde o metro quadrado de aluguel, 30 euros em média, é o dobro do valor cobrado em aluguéis na rica Avenida Paulista, por exemplo.

    Lulinha chegou lá
    Paseo de la Castellana é o coração financeiro de Madri, avenida mais emblemática do mercado corporativo espanhol, sede de multinacionais.

    Suspeita investigada
    Suspeitam que Lulinha usa a empresa para justificar o padrão de vida, bancado por empreiteira de contratos bilionários com o governo do pai.

    Lava Jato avisou…
    A revista Veja diz que dossiê entregue à PF descreve ligação de Lulinha à empreiteira, seguindo no mesmo padrão descoberto pela Lava Jato.

    Qualquer negócio S/A
    A Synapta SL, empresa de Lulinha, realizaria “serviços de tecnologia em sentido amplo” em Madri. Ignoram-se seus clientes e até se existem.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/endereco-de-lulinha-nada-tem-de-precario-e-o-mais-mais-caro-de-madri)

  39. miguel jose teixeira

    Salve 11 de agosto – o Dia do Magistrado e o Dia do Advogado!

    “Reação à altura”
    – Concurso para professor da USP é exemplar de como as oligarquias dos três Poderes se ajudam mutuamente para manter o statu quo.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 11/08/26)

    Diz-se que a vida imita a arte, mas não é preciso ser artista, apenas um sensível observador, para fazer da arte um reflexo da realidade da vida. O jurista Joaquim Falcão foi premonitório em seu livro recém-lançado “A oligarquia dos poderes” (1), ao constatar que os interesses particulares dos integrantes dos três Poderes se sobrepõem aos públicos, provocando o que chama de “mal-estar social”. O cidadão comum não tem certeza sobre como as autoridades estatais se relacionam e negociam entre si.

    Foi esse mal-estar que produziu uma reação cívica à tentativa de oligarcas do Judiciário de interferir no concurso para professor doutor na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a maior e mais importante universidade pública do Brasil. Criada em 1934, a USP é líder em produção científica na América Latina e destaque em rankings mundiais. O concurso foi anulado porque o candidato vitorioso, Rafael Campos Soares da Fonseca, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca, anexou a seu memorial acadêmico cartas de recomendação assinadas por autoridades do Judiciário, incluindo ministros do STF como Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin e André Mendonça. Havia também cartas dos ministros do STJ, colegas de seu pai, Ribeiro Dantas e Gurgel de Faria, e outra do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Houve manifestação contrária da comunidade acadêmica, sob a alegação de que as declarações de ministros do Supremo e do STJ poderiam interferir no julgamento da banca examinadora — mesmo antes de a celeuma se tornar pública, um dos examinadores deu nota zero ao candidato devido a essa interferência —, e uma concorrente pediu oficialmente a anulação da prova. A instituição concluiu que o uso das cartas violou os princípios de impessoalidade, o tratamento dos candidatos de forma igualitária e a isonomia.

    A Faculdade de Direito da USP anulou o concurso no dia 6 e deverá realizar um novo processo seletivo para preencher a vaga. A defesa do candidato nega pressão sobre a banca e informou que pode apresentar recursos administrativos na instituição. Esse caso é exemplar de como as oligarquias dos três Poderes se ajudam mutuamente para manter o statu quo, outro aspecto da vida institucional brasiliense abordado por Joaquim Falcão em seu livro. As “parentelas”, conforme sua definição, se encontram e combinam atuações e reciprocidade, sobretudo, segundo o autor, nas festas na capital, classificadas por ele de “amálgamas da oligarquia dos Poderes”.

    A reação da USP também é exemplar de como a sociedade civil, vítima desse conluio dos poderosos, pode reagir a esses retrocessos institucionais, garantindo a higidez de sua atuação. O mesmo enfrentamento vem acontecendo nos Estados Unidos, onde o governo Donald Trump tem pressionado as grandes universidades para que adiram ao modo “trumpista” de ver o mundo, tentando limitar a liberdade de manifestação e pensamento dentro dos campi universitários. Até na China é possível discutir nas universidades temas que não são publicáveis em jornais e revistas controlados pelo governo comunista.

    Os avanços autoritários não se limitam ao meio jurídico, mas se estendem por várias instituições privadas, inclusive no campo esportivo. A sensação de poder cada vez maior faz com que o Supremo seja um player político relevante, a ponto de o presidente Lula ter sido flagrado combinando um cafezinho com o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, que acabou sendo o intermediário de um encontro de apaziguamento entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o próprio Lula.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2026/08/reacao-a-altura.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Sugestão do Matutildo:

    (1) https://www.amazon.com.br/Oligarquia-dos-poderes-crise-Democracia/dp/6587518346

  40. miguel jose teixeira

    Mais um fujão. . .

    “Procurado, o Ministério da Fazenda disse que não comenta estudos, estimativas ou levantamentos produzidos por terceiros.”

    “Despesas financeiras do governo atingem R$ 149 bi no 1º semestre e ampliam pressão na dívida pública”
    – Gastos com fundos e crédito subsidiado superam 1% do PIB no período e quase igualam o valor total de 2025.
    (Por Fabio Graner — Brasília, O Globo, 11/08/26)

    A despesa financeira do governo federal no primeiro semestre chegou a R$ 149 bilhões, equivalente a 1,09% do PIB e muito próximo do valor pago em todo o ano passado, quando totalizou R$ 161 bilhões. A elevação desse montante ajuda a pressionar a dívida pública, cujo crescimento tem preocupado especialistas e o mercado. Os dados foram calculados a pedido do GLOBO pelos economistas Matheus Rosa e Lívio Ribeiro, da consultoria BRCG.

    Dentro da despesa financeira estão operações como aportes em fundos garantidores, repasses para o BNDES e outros bancos em programas de crédito — incluindo o Minha Casa, Minha Vida e os emergenciais para o Rio Grande do Sul e de enfrentamento do tarifaço imposto pelos Estados Unidos —, além de uma série de outras rubricas que não podem ser classificadas como gastos primários, mas que, direta ou indiretamente, impactam a dívida pública.

    O gasto primário é o desembolso clássico do governo, como salários, aposentadorias, custeio da máquina e investimentos. É o valor considerado para o cumprimento do arcabouço fiscal. Já o financeiro envolve linhas de crédito e aportes em fundos.

    O indicador que considera as despesas financeiras é importante para avaliar as ações do governo fora do gasto primário, considerando os efeitos sobre a economia e a inflação.

    Gráfico:
    https://s2-oglobo.glbimg.com/31Xalvo9pu5Enzhfu5sfDcGxXus=/0x0:648×555/1000×0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/x/b/03RhNRSBOq1BiWbv0oGA/eco-11-08-despesas.png

    Os dados da BRCG mostram que, nos últimos anos, esse tipo de operação está em alta. Entre 2024 e 2025, a despesa financeira quase dobrou em proporção do PIB. E agora, em 2026, segue em aceleração.

    Com esse expediente, o governo atua sem violar as regras fiscais, dando suporte a uma parcela da economia sem atrapalhar o esforço de obtenção de resultado primário (receitas menos despesas, sem os juros) nem violar o limite de gastos.

    Mas seu uso crescente tem sido cada vez mais questionado pelos economistas, especialmente do setor financeiro, porque seria uma forma de aquecer a economia, na contramão do que seria o caso em um momento de política monetária apertada e da necessidade de cumprir metas de resultado primário para conter a alta da dívida.

    Gasto primário restrito
    Ainda que o governo tenha, na maioria dos casos, um direito a receber no futuro, parte significativa das operações, especialmente as lançadas este ano, tem taxas de juros abaixo das praticadas no mercado. E isso ajuda a reforçar a trajetória de elevação da dívida pública.

    Na conta da BRCG não estão incluídos os gastos com juros da dívida pública, que são os maiores itens no universo das despesas financeiras, mas que não estão sob controle do governo. O cálculo mira as medidas de estímulo que estão sendo adotadas nos últimos anos.

    Em valores orçados, o nível previsto para 2026 é o mais alto desde a pandemia. Essas despesas estão no Orçamento, mas a visibilidade sobre elas é substancialmente menor, e o governo não tem divulgado sistematicamente os números agregados de sua execução, diferentemente do que faz com os dados primários, periodicamente divulgados.

    Uma parte dessa despesa não tem efeito imediato na economia. Por exemplo: um empréstimo do Tesouro para o BNDES aparece como um gasto financeiro imediato, mas o reflexo na economia só se dará quando o desembolso do crédito para as empresas efetivamente ocorrer, o que leva tempo e ainda pode ser feito em tranches, aos poucos.

    Outro exemplo é o crédito para motoristas de aplicativos. O desembolso é de R$ 30 bilhões, mas o que deve chegar às pessoas é, em uma previsão otimista, cerca de um terço disso, por falta de demanda.

    Para Matheus Rosa, um dos autores do estudo e quem atualizou os dados, o acompanhamento da despesa financeira permite uma compreensão mais completa da política fiscal do governo. Na visão dele, o marco do início efetivo do arcabouço fiscal em 2024, com suas restrições à despesa primária, tem a ver com o aumento da despesa financeira:

    — Quando se observa os Orçamentos de 2020 a 2023, houve importantes exceções às regras fiscais, que permitiram aumento de despesas. Em 2024, no primeiro ano do novo arcabouço fiscal, observamos que as políticas de crédito facilitado do governo começaram a crescer, com destaque principalmente para esses dois últimos anos.

    Procurado, o Ministério da Fazenda disse que não comenta estudos, estimativas ou levantamentos produzidos por terceiros. Mas fez ponderações sobre como os dados devem ser avaliados considerando suas especificidades.

    Segundo a pasta, o fato de serem despesas financeiras não significa automaticamente que constituam um “impulso fiscal”. “Assim, o valor agregado, por si só, não permite concluir que tenha havido um impulso fiscal de R$ 149 bilhões, tampouco quantificar seu impacto sobre a atividade econômica ou a inflação”.

    O órgão acrescenta que quanto “a eventuais riscos fiscais, despesas financeiras são devidamente identificadas no Orçamento, que é construído e bimestralmente avaliado de forma a garantir o cumprimento das regras fiscais vigentes e a trajetória de consolidação fiscal prevista no arcabouço fiscal. Sob o novo arcabouço, o déficit primário está em trajetória decrescente, com queda de mais de 70% entre 2023 e 2025”.

    Manoel Pires, ex-secretário de Política Econômica da Fazenda e coordenador do Observatório de Política Fiscal do FGV Ibre, reforça que há diferenças entre o governo oferecer um incentivo e ele, de fato, se transformar em demanda:

    — É diferente do que acontece no gasto primário, em que você paga salário de funcionário público, benefício previdenciário, e as pessoas usam aquilo no mês inteiro, contam com o dinheiro para fazer suas compras, seus gastos, ao longo do mês inteiro.

    Efeito mais lento
    Pires lembra que alguns programas, como o Move para motoristas de aplicativos e taxistas, estão com “empoçamento” de recursos. Mesmo assim, ele considera que o aumento das despesas financeiras indica que os programas estão acelerando e gerando algum impulso na economia e, muito provavelmente, ao longo do segundo semestre devem ter impacto relevante:

    — O aumento do desembolso desse primeiro semestre em si parece ter a ver com o fato de se ter feito uma liberação muito grande no ano passado e não desembolsado tudo.

    O economista-chefe da Warren Rena e ex-secretário de Fazenda de São Paulo Felipe Salto reconhece que as medidas de crédito têm crescido nos últimos anos. Mas pondera que há diferenças entre os números divulgados quando as medidas são anunciadas e o que acaba ocorrendo de fato.

    — Tem as medidas que pegam e as que não pegam — afirma. — A meu ver, trata-se de risco a ser acompanhado, pelo efeito sobre a dívida pública, mas não é, para mim, neste momento, a maior preocupação na análise do desequilíbrio fiscal — disse, explicando que o principal desafio fiscal do país é conter a trajetória de alta das despesas primárias obrigatórias.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/08/11/despesas-financeiras-do-governo-atingem-r-149-bi-no-1o-semestre-e-ampliam-pressao-na-divida-publica.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  41. miguel jose teixeira

    A verdade é que nenhum candidato tem plano de governo.
    Todos tem apenas, plano de poder!

    “Lógica das redes e fator ‘vidraça’ levam candidatos que lideram pesquisas a evitar debates e sabatinas pelo país”
    – No domingo, três líderes das pesquisas nos estados faltaram ao encontro da Band: Eduardo Paes (PSD), no Rio; Sergio Moro (PL), no Paraná; e Daniel Vilela (MDB), em Goiás.
    (Por Caio Sartori, O Globo, 11/08/26)

    Às vésperas do início da campanha, os principais candidatos à Presidência e a governos estaduais têm se ausentado de debates e sabatinas, em movimento que marca uma mudança na estratégia eleitoral. Ao mesmo tempo que evitam o confronto direto, passaram a ser recorrentes as participações em podcasts e outros programas voltados às redes sociais em que enfrentam cenários mais amigáveis.

    No domingo, três líderes das pesquisas nos estados faltaram ao encontro da Band: Eduardo Paes (PSD), no Rio; Sergio Moro (PL), no Paraná; e Daniel Vilela (MDB), em Goiás. Ontem, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) não compareceu à sabatina da GloboNews, seguindo o que fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada. Os dois têm ampla vantagem sobre os demais candidatos ao Planalto.

    Efeito marçal
    Antes incomum, a prática reflete a percepção nas campanhas de que, em tempos de redes sociais e outras formas de comunicação, o mais conveniente para manter o controle é evitar ambientes que podem ser críticos, observa o cientista político Hilton Fernandes, professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP. Assim, o debate público acaba empobrecido.

    — Os candidatos podem focar em ambientes mais favoráveis, com debatedores que não vão tocar em temas delicados ou negativos para os candidatos — afirma o pesquisador. — É justamente a facilidade de divulgar conteúdos próprios na internet que deixa muitos candidatos à vontade para evitar debates, sabatinas e outras situações em que não têm o controle.

    Enquanto coloca em xeque a participação no primeiro debate televisivo, o da Band, Lula, por exemplo, deu entrevista recentemente ao podcast “Meteoro Brasil”. Flávio, por sua vez, foi ao “Market Makers”. O embate entre os presidenciáveis na emissora está agendado para o dia 23, mas pode acabar esvaziado.

    No passado, diz Fernandes, não participar de encontros criava mais efeitos negativos, enquanto hoje a produção massiva de conteúdo digital acaba compensando a ausência. Ele pontua ainda como a mudança no perfil de candidatos impactou a dinâmica. Políticos como Pablo Marçal, cuja postura na eleição paulistana de 2024 foi paradigmática, suscitaram novos riscos aos demais concorrentes.

    — Com o aparecimento de candidatos extremistas que se aproveitam da internet para se apoiar em desinformação, agora há o risco de confronto entre quem pretende fazer um debate sério e outros que usam o espaço para oportunismo, como ocorreu nas últimas eleições municipais — avalia. — Neste cenário, os debates ficam ainda menos interessantes para quem quer tratar de temas relevantes para os eleitores.

    Professor de marketing político, Marcelo Vitorino pondera que não existe uma explicação única para todas as ausências. É comum, contudo, que cenários com muitas candidaturas fragmentadas e um líder com ampla vantagem sejam mais propícios a faltas.

    — Se um debate tem 120 minutos, eu, se sou líder das pesquisas, calculo que vou ter uns 15 de fala, enquanto os demais vão passar os outros 105 me atacando. Vou virar vidraça. Esse candidato vai ser atacado de qualquer jeito, mas é diferente quando está presencialmente, com sua imagem lá — avalia. — Sem dúvida é horrível não ter o debate para produzir cortes nas redes, mas a discussão interna é se perde mais não indo ou indo e sendo “espancado” publicamente.

    Os encontros televisivos, diz Vitorino, ainda são essenciais aos candidatos em eleições mais apertadas, nas quais a margem para a vitória está reduzida. Por isso, ganham especial protagonismo em segundos turnos. Ao mencionar os casos do domingo passado, vê o de Vilela, em Goiás, como o mais arriscado, dado que a vantagem dele nas pesquisas é menor que a de Paes e Moro.

    Marqueteiro que hoje prepara a campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) e as estaduais de Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, e Douglas Ruas (PL), no Rio, Paulo Vasconcelos divide a avaliação sobre participar ou não de um debate em dois níveis: o “filosófico e democrático” e o “do marqueteiro”.

    — O nosso mundo, o dos marqueteiros, está pensando em efeitos imediatos, de perda de votos. Às vezes, faltar não rende um efeito negativo, mas a longo prazo, para o currículo e para a democracia, é algo muito ruim — avalia.

    Se um candidato é pouco conhecido e não representa o alvo principal dos adversários, diz, participar faz parte do processo de se apresentar ao eleitorado:

    — O Douglas, por exemplo, foi ao debate da Band para dizer “estou aqui” ao eleitorado de direita, seja no ao vivo ou por meio dos cortes.

    Caso de 2006
    Há 20 anos, deixar o próprio púlpito vazio em um debate era atípico. Quando Lula decidiu que não iria ao encontro da TV Globo antes do primeiro turno — decisão comunicada em cima da hora —, foi duramente criticado pelos adversários. Entre eles, estava o hoje aliado e atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), então no PSDB.

    Naquele momento, o petista lidava com uma crise motivada pela tentativa de compra, por parte de quadros do PT, de um dossiê contra tucanos. Ao longo do segundo turno, Lula usou o horário eleitoral para admitir que foi um erro não ter participado do encontro realizado pela TV Globo.

    — Não tenho medo de enfrentar este debate, é melhor fazer isso do que varrer o lixo para debaixo do tapete. Todos vocês sabem o aproveitamento que eles estão fazendo do grave erro cometido por alguns petistas que tentaram comprar um dossiê — disse.

    Outro motivo que as campanhas costumam citar para justificar o “bolo” dado em debates é a duração do período eleitoral, hoje mais curto. Até o pleito de 2014, o tempo era mais que o dobro dos atuais 45 dias.

    Ao justificar sua ausência, na véspera do debate, Paes disse que foi orientado pela sua equipe jurídica a desmarcar a presença na Band. A justificativa seria o fato de o período oficial de campanha, que começa no dia 16, ainda não estar vigente. Procurado pelo GLOBO para falar sobre a falta ao debate, Paes não retornou.

    Ontem, manhã seguinte ao debate, o ex-prefeito do Rio publicou nas redes um vídeo de uma entrevista em que fala de segurança pública, o que ilustra a estratégia de usar outros canais para compensar a não participação na TV.

    Moro divulgou um vídeo para anunciar a ausência por entender “que o encontro havia se transformado em um ‘jogo combinado’ entre PT/PDT e PSD/MDB. “A decisão foi evitar uma dinâmica de ataques coordenados e priorizar uma discussão séria sobre os problemas e o futuro do Estado” disse, em nota.

    Já Vilela, que foi atacado por adversários, afirmou que não participaria do debate em razão de compromissos anteriormente agendados. Ontem, ele foi a uma sabatina na imprensa local.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/11/logica-das-redes-e-fator-vidraca-levam-candidatos-que-lideram-pesquisas-a-evitar-debates-e-sabatinas-pelo-pais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  42. miguel jose teixeira

    “Parece eleição para presidente da República, mas o povo já está fechando conchavos para a eleição das presidências do Congresso no ano que vem. Outro dia, os bolsonaristas salvaram o Arthur Lira do Gaspar. Agora o quase dono da Câmara frigorífica, Hugo Motta, declarou com todas as letras que apoia a reeleição do companheiro Lula.”

    “Huguito fez o L”
    “éNoiteNaCidade”, 10 jul 2026, TixaNews, JUL 10″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    Mas os negócios eleitorais estão apenas começando, BRASEW. Tem ainda amigo do tigrinho no jogo, tem Lula e Alcolumbre jantando, tem Lira na piscina, tem deepfake. Vem com a Tixa.

    A treta é a seguinte. Todo esse carinho de Huguito rolou depois que Lula prometeu apoiar mais uma gestão sua no comando da Câmara. Se o companheiro continuar presidente, por supuesto.

    E adivinha quem arrancou essa promessa do Lula? Ganha um drops quem disse Ciro Nogueira, cacique do PP, amigo do tigrinho, do Vorcaro e padrinho político de Huguito.

    No jogo das costuras políticas essa promessa de Lula fez os partidos do Centrão darem um chega pra lá na candidatura do Flavitcho. E assim no escurinho do cinema, chupando um drops de anis, a decisão do diretório nacional do partido de Hugo Motta, o Republicanos, em se declarar neutro na corrida presidencial, possibilitou que os diretórios estaduais fossem liberados para formarem suas próprias alianças.

    Adivinha se o grupo político do Huguito na Paraíba não correu para se manter firme ao lado da base do governo, e daí no discurso Motta teve como justificar o apoio dizendo que a permanência de Lula no poder “converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”.

    Jogo é com o Nogueirão
    Além de conseguir de Lula o apoio para Huguito, e apesar de estar mais sujo que pau de galinheiro, sendo investigado em altas tretas no rolê do banco Master, Ciro Nogueira ainda fechou com o PT, no fio do bigode, um acordo: o partido não vai atrapalhar a reeleição dele pelo Piauí, e ele não faz mais oposição a Lula (notícia quase velha porque em dezembro já falávamos disso, BRASEW).

    Reencontro com Davizito
    Semana passada os supremos Xandão e Zanin arranjaram um encontro entre nosso atual e nossa estrela mor do Senado, Davi Alcolumbre, em um jantarzinho na casa do Xandão. Eles não se bicavam desde que o Messias foi rejeitado para a vaga suprema.

    Para os perdidos. Messias é o Jorge Messias, o advogado geral da União, que foi indicado pelo presidente para a vaga aberta após o ex-supremo Barroso aposentar as chuteiras. Só que daí, na votação para aprovar o nome do Messias no Senado, Davizito articulou contra com força e empenho e deu de presente para Lula uma derrota histórica ao derrubar uma indicação presidencial. Coisa que aconteceu pela última vez no distante ano de 1894.

    Além disso, o supremo Xandão ajudou nessa derrota do Messias, na tentativa de evitar que o supremo André Mendonça se fortalecesse na relatoria do caso Master e tocasse o terror nas investigações.

    Lembrando que o escritório de advocacia da Vivi Barci, digníssima do Xandão, teve um contratinho de 129 milhões com o banco do Vorcaro.

    Agora, corre a boca pequena que Xandão tenta conciliar Lula e Alcolumbre, na esperança que todos se reelejam, fiquem felizes e que essa história de impeachment de ministro supremo no Congresso seja só lenda urbana.

    Só que no jantar, rolou a lavagem de roupa suja, né, darling? Lula jogou na cara de Alcolumbre que ficou hashtag megaultraxatiado com essa rasteira dele. Já nosso Davizito tirou da reta dizendo que, inclusive, ele foi o primeiro a avisar o governo de que o nome do Messias não teria os votos suficientes. Que bonzinho é esse Davizito, né, darling?

    Enfim, Lula e Alcolumbre marcaram um novo encontro essa semana e foram comer a rabada com batata do Xandão, que já tava esfriando.

    Piscina com Ozamigos
    A revista piauí divulgou no fim de semana uma reportagem sobre uma fotinha encontrada no celular do Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, vice-líder do governo no Senado.

    Como contamos aqui há um tempinho, a esposa do senador recebeu 11 milhões das empresas de Willer Tomaz. O advogado, investigado no rolê das fraudes do INSS, um dos “irmãos” de Flavitcho e que, segundo a investigação, é suspeito de lavar dinheiro para Weverton.

    Na tal fotinha de abril de 2023, uma piscina com Willer ao centro, cercado por um monte de amigos (quase todos do centrão ou da direita) e entre eles figuras carimbadas: Arthur Lira (na época dono da Câmara frigorífica), Alexandre Ramagem (na época ainda um deputado bolsonarista e que se diz antissistema), Juscelino Filho (na época ministro das Comunicações de Lula), Elmar Nascimento que almejava assumir o lugar de Lira, além do próprio Weverton.

    Na mesma época da foto, Willer tentava uma vaguinha no CNJ por indicação da Câmara. Era tido como favorito, em parte pela influência de Flavitcho. Ainda em 2023 uma matéria da Folha mostrou que o ministério liderado pelo Juscelino vinha tomando umas decisões bem favoráveis ao seu Willer.

    Daí, tem que rolar uma piscininha mesmo, né? Mas o Ramagem garantiu que estavam todos com as famílias. Ah bom! Então tá tudo certo!

    Batata quente
    O supremo Kássio Nunes, que atualmente é presidente do TSE, havia dito numa entrevista para o Estadão que usar IA para fazer campanha “é lícito, o que não pode é usar para prejudicar alguém”, logo depois da treta com o vídeo de IA que mostrou um Bolsonaro fake falando durante a convenção do PL que confirmou a candidatura do Flavitcho.

    E ele disse isso apesar de constar num artigo da resolução de propaganda do TSE, que é proibido o uso de deepfake para prejudicar ou favorecer candidatura, mesmo mediante autorização da pessoa reproduzida no vídeo.

    Só que parece que o supremo Nunes tá pensando melhor e ele vai se reunir com os outros ministros para discutir essa treta, antes do julgamento da ação movida pelo PT contra essa jogada do PL.

    Dizem que o presidente do TSE está com medo de que ao liberar a porteira faça chover um monte de judicialização durante as eleições.

    Em nome do Pai
    E o Flavitcho participou ontem, Dia dos Pais, de um culto. Orou, chorou e reclamou por ele e os outros zeros da family ainda estarem impedidos pelo Xandão de visitar o nosso ex, na prisão domiciliar. Tudo isso em companhia do ex-ex-ex-dono da câmara frigorífica, Eduardo Cunha.

    A última
    Quase ia esquecendo. Flavitcho Bolsonaro foi esquecido ontem por Tarcísio no debate da Band ou só impressão? A propósito, ficou parecendo segundo turno. Só vai ter Haddad e Tarcísio mesmo disputando São Paulo?

    Falando em piscina, ajuda a Tixa a não se afogar e assina nossa Newsletter, ou manda um Pix por aqui: 49875575000147.

    Boa noite, BRASEW!

    (TRPCE)

    1. Vergonha. Brasil com donos delejá dividindo as tarefas antes mesmo do povo os elegerem, pois sabem que nada vai mudar e que eles, vão ser reeleitos com as montanhas de emendas, penduricalhos e sacanagens que movimentaram durante os seus mandatos e às sombras, sem prestação de contas e transparências aos sistemas de controles e a mínima transparência. Isto sem falar na divisão de propinas e corrupção que se mostram em centenas de operações da Polícia Federal, Gaecos e Ministério Público

  43. miguel jose teixeira

    “A santimônia (*) autoritária de Janja”
    – Banir o Discord por crimes praticados na plataforma, como pediu a primeira-dama, é um disparate lógico incompatível com o Estado de Direito.
    – Combate a delitos no ambiente online exige inteligência policial, responsabilização específica e educação midiática, não bloqueios generalizados.
    (Lygia Maria, FSP, 09/08/26)

    “A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”. Esse foi o pedido feito por Janja (1) ao ministro da Justiça na última quinta (6). O motivo foi a trágica morte de uma menina de 13 anos que teria sido induzida a cometer suicídio (2) durante transmissão de vídeo na plataforma.

    Ora, por que se limitar ao Discord? A primeira-dama também deveria clamar pelo banimento de Roblox, Minecraft e Free Fire, além de redes sociais e aplicativos de mensagens, usados no aliciamento de crianças levadas ao Discord (3), como mostra investigação da Polícia Civil (4) de São Paulo.

    Se esse princípio for aplicado para conter a criminalidade, deve haver bloqueio generalizado de plataformas e aplicativos como o WhatsApp (5), notoriamente utilizados como instrumentos de planejamento e execução de estelionato, ameaça, perseguição, extorsão, exploração sexual, tráfico de drogas, entre outros delitos.

    Trata-se de um disparate lógico que revela autoritarismo.

    No Brasil, ainda vige o Estado de Direito, e o ECA Digital (6) prevê uma gradação de sanções (7), que vão de advertência e multa até o bloqueio nacional.

    O Discord, de fato, apresenta falhas em ferramentas de segurança. Mas mudanças podem ser exigidas, como já está sendo feito pelos órgãos competentes.

    Tal cuidado é necessário porque redes sociais e aplicativos não servem só ao crime. O Discord tem mais de 200 milhões de usuários ativos mensais no mundo, e o Brasil figura entre seus principais mercados. No início associado a videogames, hoje também é usado por comunidades de programadores, projetos de código aberto, equipes de tecnologia de startups e pequenas empresas, comunidades acadêmicas e criadores de conteúdo.

    O combate e a prevenção de crimes online devem se dar em duas frentes: investimento em inteligência policial, precária no país, e educação midiática (8) nas escolas, para que os mais jovens façam uso crítico da tecnologia e aprendam a reconhecer abusos.

    O apelo de Janja soa como santimônia (*) autoritária, que nada contribui para a formulação técnica de políticas de segurança.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/08/a-santimonia-autoritaria-de-janja.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Janja chama Discord de ‘rede horrorosa’ após caso de suicídio ao vivo e pede seu bloqueio no Brasil”
    – AGU solicita dados ao Ministério da Justiça para embasar medida judicial; empresa não se manifestou.
    – Primeira-dama cita caso em que plataforma teria exibido adolescente de 13 anos se automutilando em Mato Grosso do Sul.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/janja-chama-discord-de-rede-horrorosa-apos-caso-de-suicidio-ao-vivo-e-pede-seu-bloqueio-no-brasil.shtml

    (2) “O que se sabe sobre o caso que levou Janja a defender banimento do Discord no Brasil”
    – Morte de adolescente em Mato Grosso do Sul revelou atuação de grupo suspeito de aliciar jovens na plataforma.
    – Primeira-dama defendeu que a Justiça tire o aplicativo do ar.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/o-que-se-sabe-sobre-o-caso-que-levou-janja-a-defender-banimento-do-discord-no-brasil.shtml

    (3) “Tirar Discord do ar, como pediu Janja, não resolve problema e pode empurrar usuários para plataformas fora do alcance da lei, dizem especialistas”
    – Menina de 13 anos teria tentado se suicidar ao vivo incentivada por outros usuários, levando a primeira-dama a defender o bloqueio da plataforma.
    – Número de denúncias contra o Discord cresceu 54% em 2026 e é recorde na série histórica.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/tirar-discord-do-ar-como-pediu-janja-nao-resolve-problema-e-pode-empurrar-usuarios-para-plataformas-fora-do-alcance-da-lei-dizem-especialistas.shtml

    (4) “Redes digitais de aliciamento de menores adotam modelo de facções com hierarquia e divisão de tarefas”
    – Grupos investigados por núcleo especializado da polícia de SP possuem líderes, administradores e divisão de atividades.
    – Procurados sobre o uso de suas plataformas nas investigações, Discord, Telegram, Signal, Roblox, Mojang Studios (Minecraft) e Garena (Free Fire) não responderam.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/07/redes-digitais-de-aliciamento-de-menores-adotam-modelo-de-faccoes-com-hierarquia-e-divisao-de-tarefas.shtml

    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/whatsapp/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cotidiano/2026/03/o-que-e-o-eca-digital/

    (7) “ANPD começa a fiscalizar se empresas verificam idade de usuários online, em cumprimento ao ECA Digital”
    – Monitoramento inicial tem como foco a App Store, a Google Play Store e o sistema operacional Windows.
    – ANPD afirma que lojas de aplicativos e sistemas operacionais exercem papel central na aplicação de controles parentais e restrições por faixa etária.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/anpd-comeca-a-fiscalizar-se-empresas-verificam-idade-de-usuarios-online-em-cumprimento-ao-eca-digital.shtml

    (8) “Unesco vê baixa implementação da educação midiática nos currículos mundo afora”
    – Estudo revela que só 9% dos países-membros da agência têm política específica para a área.
    – Brasil dispõe de diretrizes que reforçam a importância do tema, mas efetivação é tímida.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/02/unesco-ve-baixa-implementacao-da-educacao-midiatica-nos-curriculos-mundo-afora.shtml

    e+:

    > “Porque o Discord virou alvo de autoridades no Brasil?”
    em: https://www1.folha.uol.com.br/webstories/tec/2026/08/por-que-o-discord-virou-alvo-de-autoridades-no-brasil/?utm_source=social_share&utm_medium=social&utm_content=539833

    >> (*) Santimônia significa uma postura ou aparência de grande virtude, pureza ou devoção religiosa. O termo é usado com frequência de forma irônica para descrever uma falsa piedade, hipocrisia moral ou fingimento de quem quer parecer mais santo do que os outros.
    +em: https://share.google/aimode/7mT7q4tdQGdraLAEs

  44. miguel jose teixeira

    “Nas entrelinhas”

    “Muitas vezes não se consegue reconstituir o caminho do dinheiro público, identificar o responsável por sua destinação ou comprovar o benefício gerado.”

    “Emendas parlamentares transformaram o Congresso em casa de negócios”
    (Luiz Carlos Azedo, em seu blog no Correio Braziliense, 09/08/26)

    O crescimento vertiginoso das emendas parlamentares impositivas produziu uma mudança estrutural nas relações entre o Executivo e o Legislativo e, sobretudo, nas próprias disputas eleitorais. Concebidas originalmente para permitir que deputados e senadores atendessem demandas legítimas de estados e municípios, com essas emendas o Congresso abocanhou parcelas crescentes do orçamento de investimentos.

    As emendas passaram a movimentar dezenas de bilhões de reais sem a correspondente comprovação da correta execução financeira, da conclusão das obras e dos resultados efetivamente entregues à população. Esse descompasso fortalece os parlamentares com mandato, blinda o Congresso de renovação e converte o Orçamento da União em instrumento de reprodução do poder político.

    A fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, examinou 100 repasses realizados entre 2020 e 2024, destinados a 73 municípios e aos estados do Pará e de São Paulo, num total de R$ 198 milhões. Foram encontradas irregularidades em 82% das transferências e em 82,4% dos beneficiários, com prejuízo potencial estimado em R$ 49 milhões, equivalente a 25% do valor fiscalizado. Há movimentação de dinheiro em contas não específicas, ausência de notas fiscais idôneas, pagamentos estranhos aos planos apresentados, obras inacabadas, superfaturamento, licitações simuladas e contratação de empresas declaradas inidôneas.

    Muitas vezes não se consegue reconstituir o caminho percorrido pelo dinheiro público, identificar o responsável político pela destinação ou comprovar o benefício gerado. Diante desse quadro, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar indícios de crimes na execução das emendas. O problema é agravado pelas emendas de comissão e pelas chamadas emendas de liderança, sucedâneas do orçamento secreto declarado inconstitucional pelo STF.

    Em 2025, a Câmara executou cerca de R$ 1,3 bilhão em indicações registradas apenas em nome de líderes partidários, sem revelar qual parlamentar escolheu cada uma das 1.341 emendas desse tipo. Em muitos casos, nem sequer foi possível identificar os beneficiários finais ou os municípios onde o dinheiro seria aplicado. Neste ano, a farra continuou.

    Não se trata apenas de um problema administrativo ou penal. Há uma distorção profunda na competição eleitoral. Um deputado que dispõe de R$ 60 a R$100 milhões para pavimentar ruas, comprar máquinas, financiar serviços de saúde e atender prefeituras entra na campanha em posição incomparavelmente superior à de qualquer concorrente sem mandato.

    Fora do jogo

    Forma-se um círculo de autoproteção, há uma recidiva do patrimonialismo. O parlamentar destina recursos aos municípios; prefeitos, vereadores, fornecedores e lideranças locais passam a depender de sua intermediação; essa rede mobiliza votos para reelegê-lo; e o novo mandato lhe assegura acesso a uma quantidade ainda maior de emendas.

    A disputa deixa de ser entre ideias, programas e trajetórias para se transformar numa luta desigual pelo controle de verbas públicas, o que explica o pacto perverso do colégio de líderes, cujos nomes a maioria desconhece, para votações relâmpago após reuniões sigilosas, sem debate em plenário. Quadros experientes e programáticos são agora o “baixo clero” da política nacional. Não se pode atribuir toda essa situação exclusivamente às emendas, mas é inegável que o modelo seleciona seus participantes.

    Rubens Bueno, Paulo Delgado, Miro Teixeira, Heráclito Fortes, Perpétua Almeida, Luzia Ferreira, José Aníbal, José Carlos Aleluia, Benito Gama , Marcus Pestana e José Eduardo Cardozo, por exemplo, se afastaram das disputas eleitorais ou perderam espaço num ambiente em que reputação, experiência e formulação já não superavam a “disparidade de armas”. Uma exceção simbólica é Cristovam Buarque, que decidiu voltar às urnas como candidato a deputado federal pelo Distrito Federal, aos 82 anos, apostando numa campanha baseada em educação, ideias e trajetória pública ilibada.

    Quem controla diretórios partidários, fundos eleitorais, cargos públicos e transferências orçamentárias acumula uma vantagem quase intransponível. Quem depende apenas de opinião, militância e reconhecimento público enfrenta enormes dificuldades. A renovação é exceção, ocorre mais em razão de “influenciadores”, reprodução de oligarquias políticas, grupos econômicos, corporações e igrejas capazes de construir estruturas próprias.

    Max Weber, em A política como vocação, distinguia os que vivem “para” a política e aqueles que vivem “da” política. A profissionalização permite que pessoas sem patrimônio também exerçam funções públicas, porém, a degeneração começa quando o mandato e o controle dos recursos deixam de ser um projeto coletivo e se tornam instrumento de enriquecimento pessoal. O Congresso, então, deixa de ser a casa do “bem comum” para se transformar no centro da política como grandes negócios.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/emendas-parlamentares-transformaram-o-congresso-em-casa-de-negocios/)

  45. miguel jose teixeira

    “Mais uma vez”. . .(*)
    Pense nisso!

    “Congresso deve ter baixa renovação na próxima legislatura”
    – Com recorde de deputados e senadores dispostos a disputar novo mandato, o Congresso deve ter poucas caras novas.
    +em: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/08/7476709-congresso-deve-ter-baixa-renovacao-na-proxima-legislatura.html

    (*) “A Montanha” do Rei Roberto Carlos:
    https://www.youtube.com/watch?v=Run4Uq1nVe0

  46. miguel jose teixeira

    Então, é legítimo!

    “Programa de governo de Lula: balelas, lorotas e mentiras”
    – O parágrafo mais desavergonhado do programa de Lula – dá para ver o redator rebolando para escolher o adjetivo – é o da situação fiscal
    (Mario Sabino, Metrópoles, 10/08/26)

    O programa de governo de Lula é uma compilação de balelas realizadas, lorotas em andamento e mentiras a ser implantadas.

    O partido do chefão está no poder desde 2003, à exceção do intervalo de 5 anos e 7 meses, soma dos mandatos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, e o programa de governo de Lula dá a entender que o Brasil, já um sucesso fenomenal graças a ele e ao PT, irá galgar ainda mais andares no ranking das nações nos próximos quatro anos, caso o chefão petista seja reeleito (1).

    O parágrafo mais desavergonhado – dá para ver o redator rebolando para escolher o adjetivo – é o que fala sobre a situação fiscal brasileira, essa conquista dos guerreiros (2) do povo brasileiro.

    “Adotamos uma estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição de gastos sociais. Restabelecemos os pisos constitucionais da saúde e da educação, reorganizamos as contas públicas. Entre 2023 e 2026, fizemos um enorme esforço fiscal, de aproximadamente 2% do PIB, R$ 240 bilhões. As projeções indicam que o déficit primário encerrará 2026 próximo de 0,4% do PIB, bastante próximo do equilíbrio fiscal”, diz o texto.

    Ri para não chorar, clichê que virou hábito incorporado em vários aspectos da vida deste senhor cansado de indignar-se.

    A “estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição dos gastos” consistiu em tirar uma série de despesas bilionárias, de caráter eleitoreiro, do teto fixado em lei. Há quem chame ternamente de puxadinhos (3).

    É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.

    Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro (4), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.

    Resultado no mundo de verdade: a dívida bruta do governo já soma 82% do PIB. São 25 pontos percentuais a mais do que a média de endividamento de países semelhantes ao Brasil, de renda média.

    O mix de alta procura por crédito escasso, principalmente da parte de um governo voraz e deficitário, baixa poupança interna e necessidade de manter a inflação dentro da meta leva a que os juros sejam tão altos no Brasil – e, por causa deles, a situação do paciente se agrava progressivamente.

    O paciente somos nós que pagamos a conta, uma vez que governo não produz riqueza, embora possa imprimir dinheiro tão desprovido de lastro quanto as palavras que não pagam dívidas (parafraseio Shakespeare).

    Ao fim e ao cabo, a “estratégia fiscal inovadora” de Lula é um troço tão formidável que resolvi adotá-la aqui. Desde então, o orçamento aqui no lar doce lar ficou folgadíssimo ao som de “era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada”. Como é que não pensei nisso antes?

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/programa-de-governo-de-lula-balelas-lorotas-e-mentiras)

    (1) “Sobre essa gente que busca atingir Flávio Bolsonaro e favorecer Lula”
    – A pesquisa BTG/Nexus traz Lula e Flávio Bolsonaro empatados. Dado bem preocupante para quem faz de tudo para favorecer o chefão petista.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/sobre-essa-gente-que-busca-atingir-flavio-bolsonaro-e-favorecer-lula

    (2) “Dario Durigan chamou Milei de palhaço. Ele deveria calar a boca”
    – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apparatchik lulista, deveria fechar a boca grande. Poste mudo é melhor do que poste falante.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/dario-durigan-chamou-milei-de-palhaco-ele-deveria-calar-a-boca

    (3) “Conta dos ‘puxadinhos’ aumenta: escalada de gastos do governo fora da meta fiscal supera R$ 170 bi”
    – Arcabouço fiscal, aprovado em 2023, introduziu limite para as despesas do governo federal, mas itens de fora da conta corroem credibilidade da política fiscal do governo, dizem especialistas.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/08/conta-dos-puxadinhos-aumenta-escalada-de-gastos-do-governo-fora-da-meta-fiscal-supera-r-170-bi.ghtml

    (4) “Não resta dúvida: Jair Bolsonaro é perseguido político”
    – O novo capítulo da perseguição a Bolsonaro é por causa do vídeo de IA exibido na convenção do PL que ungiu Flávio candidato presidencial.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/nao-resta-duvida-jair-bolsonaro-e-perseguido-politico

  47. miguel jose teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 10/08/26)

    TERREMOTO NA COLÔMBIA

    Ao menos 111 pessoas morreram após um terremoto de magnitude 7,4 (1) atingir a região oeste da Colômbia. O epicentro foi detectado no departamento de Chocó, e o tremor foi sentido em Bogotá. Dezenas de construções desabaram em Cali, a terceira maior cidade do país, e há vítimas sob os escombros (2), afirmam autoridades locais. Equipes de resgate iniciaram uma corrida contra o tempo em busca de sobreviventes. O presidente Abelardo de la Espriella, que tomou posse na sexta-feira, enfrenta o primeiro grande desafio do mandato e declarou estado de desastre nacional (3).

    ► O presidente Lula manifestou solidariedade aos colombianos e ofereceu ajuda (4). O Itamaraty não identificou brasileiros entre as vítimas até o momento e vai monitorar as buscas.

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/10/terremoto-de-magnitude-74-atinge-a-colombia-deixa-feridos-e-causa-danos-graves-em-predios.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/10/prefeito-de-cali-confirma-que-30-estruturas-desabaram-com-terremoto-na-colombia-e-que-ha-vitimas-sob-escombros.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/10/voces-nao-estao-sos-diz-recem-empossado-presidente-da-colombia-numero-de-mortos-chega-a-20.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/10/lula-diz-que-o-brasil-esta-a-disposicao-para-ajudar-a-colombia-apos-terremoto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  48. miguel jose teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 10/08/26)

    OS PLANOS DE FACHIN

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, prepara um projeto de lei para regulamentar os salários de juízes e desembargadores. A minuta deverá ficar pronta até o fim do ano. Sem detalhar a proposta, Fachin defendeu a transparência e a moralização dos gastos públicos, além do combate à corrupção. Fachin tenta também aprovar no Conselho Nacional de Justiça diretrizes sobre conflitos de interesses no Judiciário e criar um código de ética para ministros do STF.

    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/10/fachin-vai-apresentar-projeto-de-lei-para-limitar-salarios-de-magistrados.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  49. miguel jose teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 10/08/26)

    RESPOSTA À OMC

    Os Estados Unidos se disseram disponíveis para conversar sobre o tarifaço ao responder ao pedido de consultas levado pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio. O governo brasileiro alega que as tarifas violam compromissos assumidos pelos EUA e representam sanções unilaterais. A China pediu para participar da discussão, afirmando que as medidas também afetam as exportações chinesas.

    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/10/eua-tarifas-brasil-a-disposicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  50. miguel jose teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 10/08/26)

    DE OLHO NAS URNAS

    A campanha de Lula (PT) decidiu antecipar ataques (1) a Alfredo Gaspar (PL), vice de Flávio Bolsonaro (PL), tentando ampliar o desgaste da chapa com as mulheres. O STF apura a suspeita de um estupro de vulnerável envolvendo Gaspar, que nega. A denúncia foi levada à Polícia Federal por parlamentares adversários na CPI do INSS.

    ► Flávio Bolsonaro fez acenos a Cleitinho (2) (Republicanos), líder da disputa pelo governo de Minas Gerais, sugerindo possível aliança no segundo turno. O PL decidiu manter a candidatura de Flávio Roscoe no estado.

    ► Ronaldo Caiado (PSD) disse que convidará o promotor Lincoln Gakiya (3) para assumir o Ministério da Segurança se vencer a eleição. Gakiya se notabilizou por investigações contra o PCC. Caiado e Gakiya não conversaram, e o promotor não quis comentar a declaração do presidenciável.

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/10/campanha-de-lula-antecipa-ataques-a-vice-de-flavio-e-tenta-ampliar-desgaste-de-adversario-no-eleitorado-feminino.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/10/flavio-diz-a-cleitinho-que-queria-apoia-lo-mas-descarta-palanque-duplo-e-diz-que-alianca-so-ocorrera-no-2o-turno.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/10/caiado-diz-que-ira-convidar-lincoln-gakiya-para-ministerio-da-seguranca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  51. miguel jose teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 10/08/26)

    MELHORIAS NO PIX

    O Banco Central estuda medidas para impedir xingamentos, ofensas e ameaças no campo de mensagens de transações via Pix. A preocupação aparece em relatório de gestão do mecanismo de pagamentos. O documento trata ainda da possibilidade de transações sem conexão com a internet e o desenvolvimento do Pix garantia. Ações para aumentar a segurança contra fraudes e golpes também estão no radar. Segundo o BC, foram realizadas quase 80 bilhões de transações no ano passado.

    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/10/bc-avalia-medidas-para-coibir-xingamentos-e-ameacas-em-campo-de-mensagem-do-pix.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  52. miguel jose teixeira

    “OK, Computer” (I)
    (Por Bruno Romani, Reporter de Tecnologia de O Globo, 10/08/26)

    Quer saber como será o iPhone dobrável? É só olhar para o novo celular da Samsung
    – Galaxy Z Fold 8, que chegou ao Brasil na semana passada, dá muitas pistas para o já mitológico aparelho da Apple
    (Bruno Romani, Repórter de tecnologia)

    Falta cerca de um mês para o tradicional evento da Apple de setembro, mas já é possível ter uma ótima ideia do que deverá ser o iPhone dobrável, o mitológico aparelho que há algum tempo ocupa o imaginário dos fãs e das fábricas de rumores. Todas as pistas vêm de uma fonte pouco provável: a Samsung, principal rival da empresa no mercado de celulares.

    Na semana passada, a gigante sul-coreana começou a vender no Brasil sua nova linha de smartphones dobráveis (*). Além de renovar os aparelhos que já vendia, ela apresentou também um novo modelo, na proporção 4:3, quase no formato de um passaporte. É com o Galaxy Z Fold 8 que a cortina do que a Apple deve revelar começa a ser erguida. Só para ficar claro: o sucessor direto do Galaxy Z Fold 7 é o Galaxy Z Fold 8 Ultra; esses nomes estão ficando meio compridos, não?

    Dizem que a Apple deve adotar esse mesmo formato, o que seria um golaço. Eu passei os últimos dias usando o Fold 8 e dá para cravar que é o formato mais convidativo e divertido que um celular dobrável pode ter. Eu achava o formato mais alongado do agora Fold Ultra um pouco sisudo demais, um pouco comprido demais — parecia que faltava fazer a barra da calça. Agora, a tela fechada de 5,5 polegadas é larga o suficiente para resolver o dia a dia, enquanto o painel de 7,6 polegadas tem o tamanho ideal antes de virar um tablet.

    Demorou oito gerações de dobráveis para que a Samsung chegasse ao nirvana da categoria. Então, é a vez da Apple de entrar na avenida, já que tradicionalmente a companhia espera até que uma tecnologia esteja madura o suficiente para que seja adotada em seus produtos — desde o primeiro Galaxy Note, lançado em 2011, a Apple espera a Samsung e outras rivais chinesas experimentarem com formatos e tamanhos até mexer no iPhone.

    O tempo de experiência também permitiu à Samsung criar uma nova estrutura de titânio abaixo do painel que praticamente elimina o vinco da tela — ele não desapareceu, mas a companhia está quase lá. A Apple jamais toleraria isso em seus produtos, embora já tenha adotado soluções pouco elegantes na história, como a “franja” no topo da tela do iPhone. Ou seja, celulares dobráveis não são mais um formato experimental, mas sim algo pronto para o mainstream. Dito tudo isso, a Samsung é fornecedora de painéis Oled do iPhone. É só você fazer a conta.

    Há mais pistas no próprio Fold 8. Primeiro, o conjunto de câmeras traseiras é duplo, o que abre a possibilidade para que se acrescente uma terceira lente no futuro. Parece a estratégia da Apple com o iPhone Air, que só tem uma lente traseira e claramente pede uma segunda (o que deve acontecer se o formato ultrafino não for eliminado). A bateria abandona o ânodo de grafite tradicional em favor do silício-carbono, o que permite mais energia em formatos compactos — o que faz muito sentido já que o Fold 8 é fininho (4,5 milímetros) e levinho (201 gramas). Com a mudança da Samsung, a Apple é a última fabricante nos íons de lítio. Não deve demorar para mudar também.

    E para completar, o suposto iPhone dobrável deve ser caro — qual iPhone não é, certo? Mas desta vez, agradeça à indústria da inteligência artificial (IA), que fez os chips de memória e armazenamento desaparecerem para turbinar data centers. Como contei na semana passada, a escassez do componente fez a nova linha de dobráveis da Samsung chegar até 17,4% mais cara no Brasil. Não fosse a fábrica brasileira da companhia e as parcerias com varejo e operadoras, poderia ser pior, já que nos EUA a inflação foi de até 19,5%. Embora tenha reajustado MacBooks e iPads em até 36% (**), a Apple ainda não repassou a carestia da IA para o iPhone — deve chegar junto com os dobráveis. Por aqui, o Fold 8 custa de R$ 12,6 mil a R$ 14,2 mil.

    É tudo muito caro, mas se o Fold 8 fizer Apple se dobrar, entraremos em uma era muito interessante dos smartphones. Formato, bateria e tela estão prontos.

    Quer troca uma ideia? Quer enviar sugestões de coisas imperdíveis? Me manda um salve em bruno.romani@edglobo.com.br

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/06/novos-dobraveis-da-samsung-chegam-por-ate-r-194-mil-e-revelam-inflacao-da-era-da-ia-veja-precos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/06/25/apple-aumenta-precos-de-macbooks-e-ipads-veja-novos-valores.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    (TRPCE)

  53. miguel jose teixeira

    “OK, Computer” (II)
    (Por Bruno Romani, Reporter de Tecnologia de O Globo, 10/08/26)

    A guerra fria da IA

    Ao lançar quatro modelos impactantes — GLM 5.2, Kimi K3, Qwen 3.8 Max e DeepSeek V4 Flash — e inaugurar a Waico , um novo órgão de governança global, a China deixou claro para os EUA que a disputa pela hegemonia da IA será disputada por dois pólos. Todas as IAs, além da nova instituição, desafiam o poderio americano de alguma forma. Neste domingo, eu contei como os dois lados tentam expandir seu campo de influência, com estratégias políticas e comerciais antagônicas, em um quadro que lembra os momentos mais tensos da Guerra Fria.

    De um lado, os EUA se posicionam em um bloco de maneira mais verticalizada, com modelos de IA proprietários e uma tutela ampla sobre os países que decidem se alinhar sob a promessa de segurança e acesso à tecnologia de ponta. Do outro, a China aposta em uma proposta de difusão , disponibilizando modelos abertos de IA e uma estrutura supostamente mais horizontal, que acena para o Sul Global. E o Brasil nesse tabuleiro? O discurso é de pragmatismo e multilateralismo para valorizar o nosso passe.

    Vem conferir comigo o tabuleiro de “War” da inteligência artificial nesta reportagem (*).

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/09/na-corrida-pela-hegemonia-na-ia-eua-e-china-tentam-formar-aliancas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    (TRPCE)

  54. miguel jose teixeira

    “OK, Computer” (III)
    (Por Bruno Romani, Reporter de Tecnologia de O Globo, 10/08/26)

    Dor e sofrimento no Google

    A debandada de talentos na liderança de IA caiu feito uma bomba no Google, justamente quando a competição pelo mercado mais se intensifica. Demis Hassabis, nome histórico do campo da IA e ganhador do Nobel de Química em 2024 pelo Alphafold , deixará de ser CEO da DeepMind — ele diz que quer focar em pesquisa de longo prazo. Jeff Dean, figura central no desenvolvimento de IA da empresa, decidiu sair após 27 anos para fundar a startup Discovery Loop junto com outros três pesquisadores do topo da pirâmide do Google. Antes deles, John Jumper, o outro ganhador do Nobel de Química de 2024, trocou o Google pela Anthropic (*).

    Podem chamar de reformulação, mas eu prefiro chamar de crise. Hayden Field, repórter do site The Verge, ouviu funcionários do Google, que afirmaram que os “vestígios de idealismo” do Google estão morrendo, e que a “medíocridade é o resultado possível”. Dizem que o próprio Sergey Brin , cofundador do Google, vai assumir a estratégia de IA da companhia. Com a crise toda, temos uma pista dos motivos para a companhia não ter lançado ainda o Gemini 3.5 Pro. O modelo foi anunciando em maio durante o Google I/O (**), mas, até agora, não passou de uma demo. Enquanto isso, OpenAI, Anthropic e até a Meta, além dos rivais chineses, mantém um ritmo constante de lançamentos.

    Para ler a crônica de dor e sofrimento do Google, siga por aqui (***)

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/06/19/ganhador-do-nobel-de-quimica-john-jumper-anuncia-saida-do-google-deepmind-e-acerta-ida-para-a-anthropic.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/05/19/o-google-tem-duas-novas-ias-e-uma-delas-que-entender-o-mundo-fisico.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer
    (***) https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/05/saida-de-ceo-do-google-deepmind-aprofunda-reformulacao-do-time-de-ia-do-buscador-em-meio-a-corrida-tecnologica.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    (TRPCE)

  55. miguel jose teixeira

    “OK, Computer” (IV)
    (Por Bruno Romani, Repórter de Tecnologia de O Globo, 10/08/26)

    Se liga

    1) O Discord está na mira do governo brasileiro após a morte de uma garota de 13 anos no Mato Grosso do Sul. ANPD (*) e AGU (**) estão em cima da plataforma.
    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/08/07/anpd-abre-processo-contra-discord-apos-caso-de-suicidio-no-ms.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer
    (**) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/08/07/agu-cobra-do-discord-medidas-para-reforcar-protecao-de-criancas-e-adolescentes-e-avalia-tac.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    2) Nos EUA, a Meta está terá que pagar multa de US$ 567 milhões para reparar danos à saúde mental de crianças e adolescentes.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/08/big-techs-caso-da-meta-nos-eua-mira-no-design-viciante-das-plataformas-e-abre-precedente.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    3) O ChatGPT já começou a exibir anúncios comerciais nos planos Free e Go para usuários brasileiros — alguém tem que pagar a conta de tantos data centers.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/05/chatgpt-ja-exibe-anuncios-no-brasil-veja-em-quais-planos-de-assinatura-e-como-eles-aparecem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    4) A Meta e a Moonshot, dona do Kimi, também admitiram que seus modelos escaparam do ambiente de testes. Especialistas apontam os riscos desse cenário amador.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/07/ataque-hacker-de-openai-e-anthropic-especialistas-apontam-riscos-e-como-se-proteger-no-brasil.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    5) A chinesa ByteDance, dona do TikTok, estaria treinando um modelo de IA com 10 trilhões de parâmetros (as representações matemáticas das relações entre palavras em um LLM). Isso é três vezes o tamanho do Kimi K3, que já abalou os americanos. Pelo visto, a era dos gigantes chineses veio para ficar.
    +em: https://www.ft.com/content/9b8383b1-a28d-4940-8c4e-2f0cd21556ef?syn-25a6b1a6=1?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    6) Agora, foi a vez da Microsoft de colocar limites em seus engenheiros para tentar combater o tokenmaxxing, a prática pouco econômica de usar IA no trabalho. Até quem tem bolsos profundos está preocupado.
    +em: https://www.404media.co/microsoft-tells-engineers-tokenmaxxing-is-not-what-we-are-optimizing-for/?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    7) A Meta deu a famosa “guinada de 360 graus”: ela abandonou os modelos Llama, reformulou todo seu time de IA (dando a entender que modelos abertos eram coisa do passado) e acabou lançando… uma nova classe de modelos abertos.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/10/meta-lanca-novo-modelo-de-ia-que-permite-a-usuario-baixar-e-personalizar-a-ferramenta.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    8) Tem gente que quer a volta do MySpace , em uma espécie de antídoto contra redes mediadas por algoritmos. E aí, você topa estar entre meus top 8 amigos?
    +em: https://pt.euronews.com/business/2026/08/10/myspace-pode-voltar-donos-dao-pista-forte-eis-o-que-se-sabe

    9) Satélites comerciais dão novo rumo à base espacial de Alcântara, Maranhão. Tem lançamento previsto para o próximo dia 19.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/10/satelites-comerciais-dao-novo-rumo-a-base-espacial-de-alcantara.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    10) E a Chery que vai vender cães-robôs no Brasil? Espero que sejam caramelos. A montadora chinesa também vai trazer seus humanoides para as concessionárias.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/06/chery-vendera-cao-robo-no-brasil-e-levara-humanoides-para-concessionarias-veja-novidades.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsokcomputer

    (TRPCE)

  56. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Oi,

    O bolsonarismo acha que basta um candidato a senador defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes que estará eleito, mas uma pesquisa inédita Genial/Quaest mostra que nem tudo que rende likes garante votos. Só 11% dos eleitores vão escolher candidatos pela defesa do impeachment de um ministro do STF, enquanto 31% vão decidir por candidatos que tragam obras e emendas para o estado.

    Nesta newsletter, mostro ainda os riscos da disputa entre o STF e a Polícia Federal, o resultado de uma pesquisa qualitativa sobre as limitações do voto no presidente Lula, como o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está repetindo erros dos anos 1950 e uma resenha da biografia de Leonel Brizola.

    Boa semana e boa leitura!
    TT

    Nesta edição (abaixo replicados):

    (1) O eleitor quer mais obras e menos likes
    (2) A policialização da eleição
    (3) Por que não eu?
    (4) A falta que faz um sonho
    (5) Lula perde o seu filtro
    (6) Rubio é um novo Braden
    (7) ‘Se eu mudar de ideia de novo, vou ser crucificado’
    (8) Crítica: ‘Brizola, o lobisomem contra o império’
    (9) Crítica: ‘Chame o Ladrão’
    (10) Fique atento

    (TRPCE)

  57. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (1)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    O eleitor quer mais obras e menos likes

    Principal aposta do bolsonarismo para conquistar pela primeira vez a maioria do Senado, a defesa do impeachment de ministros do STF (*) é considerada prioritária por apenas um de cada dez eleitores, revela inédita pesquisa Genial/Quaest. Na avaliação majoritária de todos os segmentos de gênero, região, idade, escolaridade e renda, a prioridade para os eleitores na escolha do voto para senador é trazer emendas e obras para o estado. Nacionalmente, 31% dos eleitores querem um senador de entregas.

    Empatados em segundo lugar na margem de erro como o motivo de escolha do candidato a senador, segundo a pesquisa, estão ser apoiado pelo presidente Lula, votar pelo fim da escala 6×1 e ser independente da polarização. Só depois dessas possibilidades é que aparecem o voto pró-impeachment no STF e o fato de o candidato ser indicado pelo ex-presidente Bolsonaro.

    Qual o atributo mais importante para decisão do voto:

    > Trazer emendas e obras para o estado: 31%
    > Apoio de Lula: 15%
    > Votar contra a escala 6×1: 13%
    > Ser independente da polarização: 12%
    > Votar pelo impeachment de ministros do STF: 11%
    > Apoio de Bolsonaro: 8%
    > Nenhuma opção: 4%
    > Não sabe: 6%

    Fonte: Genial/Quaest – agosto 2026

    A sondagem sugere que a palavra de ordem da direita contra o STF está hoje restrita a ex-eleitores de Jair Bolsonaro (25% destes acham o impeachment prioritário) e à elite de eleitores com ensino superior (16%) e com renda acima de cinco salários mínimos (16%).

    Mesmo entre segmentos tradicionais do bolsonarismo, a preferência não é pela pauta ideológica, mas por senadores que tragam recursos para seus estados, como os eleitores evangélicos (35% priorizam obras) e da região Sul (41%).

    Ser o candidato indicado por Lula assegura o voto de 26% dos eleitores do Nordeste e 24% dos eleitores com mais de 60 anos. Para 22% dos eleitores com menos de 34 anos, o item mais importante é o fim da escala 6×1.

    Quando se monta o combo de eleitores que preferem candidatos apoiados por Lula e contra a escala 6×1 versus os indicados por Bolsonaro e defensores do impeachment no STF, temos um recorte do que pode vir a ser o debate desta campanha por 56 vagas no Senado:

    Prioridades do voto por região:

    > Nordeste (18 novos senadores)
    – 31% obras e emendas
    – 38% pró-Lula e fim da 6×1
    – 12% pró-Bolsonaro e impeachment

    > Sudeste (12 novos senadores)
    – 30% obras e emendas
    – 24% pró-Lula e fim da 6×1
    – 20% pró-Bolsonaro e impeachment

    > Sul (6 novos senadores)
    – 41% obras e emendas
    – 20% pró-Lula e fim da 6×1
    – 22% pró-Bolsonaro e impeachment

    > Centro-Oeste/Norte (22 novos senadores)
    – 28% obras e emendas
    – 26% pró-Lula e fim da 6×1
    – 26% pró-Bolsonaro e impeachment

    Fonte: Genial/Quaest – agosto 2026

    A pesquisa empurra o bolsonarismo para a realidade. Nos cortes da internet, o radicalismo contra o STF rende likes e engajamento, mas é aplauso de eleitores já conquistados. Pode eleger um deputado (que, aliás, não vota em eventual processo de impeachment de ministro do STF), mas para uma vaga no Senado é preciso mais.

    Enquanto a esquerda colocou o pé no chão com a bandeira do fim da escala 6×1, a direita segue atrás de seus fantasmas ideológicos e perde a chance de falar de problemas reais do cotidiano.

    (*) “STF acende o sinal de alerta e monitora risco de impeachment de ministros”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/07/stf-monitora-eleicoes-do-senado-e-mapeia-risco-impeachment-de-olho-em-2027.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    >>><<<

    Faltando menos de dois meses para as eleições, a campanha para o Senado ainda está engatinhando. Na pesquisa de julho em dez estados (**), a Genial/Quaest revelou que a maioria dos eleitores admitia mudar seu voto. Na Bahia, o estado com o voto mais garantido, 51% podiam trocar de candidato. No Paraná, 68%.

    Parte disso tem a ver com a ignorância sobre as regras. Na pesquisa nacional de agosto, apenas um terço dos eleitores sabem que são duas as vagas de senador em disputa por estado.

    Quantos senadores serão escolhidos em outubro:
    Não sei: 34%
    Dois: 34%
    Um: 22%
    Três: 10%
    Fonte: Genial/Quaest – agosto 2026

    Sem uma campanha de esclarecimento da Justiça eleitoral, o número de votos nulos e brancos por não saber que nesta eleição são dois senadores por estado pode subverter a vontade popular.

    (**) "Pesquisas mostram cenário mais favorável para Lula nos maiores colégios eleitorais, mas Bahia e ‘fator Tarcísio’ são desafio"
    – Em São Paulo, petista tem hoje, na simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, 1,9 ponto a mais do que conseguiu há quatro anos diante de Jair Bolsonaro; Rio tem a maior variação.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/07/pesquisam-mostram-cenario-mais-favoravel-para-lula-nos-maiores-colegios-eleitorais-mas-bahia-e-fator-tarcisio-sao-desafio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  58. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (2)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    A policialização da eleição
    A disputa entre o ministro do STF André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre o controle dos inquéritos sobre o Master e o INSS (*) pode transformar uma eleição politizada em policializada. As investigações do Master podem mostrar para onde, de fato, foram os mais de R$ 60 milhões doados pelo banqueiro corrupto Daniel Vorcaro para Flávio Bolsonaro. O inquérito do INSS pode mostrar se o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, participou do esquema de fraude contra aposentados do INSS liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Quem controlar o ritmo das ações policiais e da divulgação do rumo das apurações pode, no limite, ajudar a escolher quem será presidente a partir de 2027.

    Indicado por Jair Bolsonaro, André Mendonça acredita que Andrei Rodrigues, nomeado por Lula, está atrasando as apurações envolvendo o filho do presidente e apressando as que atingem Flávio Bolsonaro. Andrei Rodrigues acha a mesma coisa do ministro do STF, só que com a preferência invertida.

    O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, se reuniram com André Mendonça na quinta-feira (6) para um armistício. Mendonça reclamou que depoimentos já colhidos e os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações não estariam sendo juntados aos autos. A PF acusa Mendonça de proibir seus delegados de compartilharem informações com seus superiores e de fazer microgerenciamento das investigações. Os dois lados se acusam de vazamentos ilegais. Uma nova reunião, agora com a presença de Andrei Rodrigues, deve ocorrer nesta semana.

    Como mostrou a repórter Andréia Sadi, da GloboNews, na visão de investigadores, a decisão judicial que restringiu o fluxo de informações internas pode, em tese, gerar questionamentos futuros sobre a validade de atos da investigação.

    A disputa de André Mendonça para controlar a PF é o capítulo mais intenso de uma série de ações politizadas de ministros em período eleitoral. Na terça-feira, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin patrocinaram o primeiro encontro (**) em quase quatro meses entre os presidentes Lula e Davi Alcolumbre — mediação que nunca esteve na descrição das tarefas do STF.

    O Supremo ainda não marcou o julgamento sobre a sucessão para governador do Rio. Como o ministro Flávio Dino só devolveu o seu pedido de vista em 30 de junho, o julgamento deve ser pela continuidade do governador interino, o desembargador Ricardo Couto, até a eleição direta em outubro. A demora do julgamento inviabilizou a eleição indireta, o que ajudaria a campanha do candidato bolsonarista, Douglas Ruas.

    (*) “Entenda os pontos de atrito entre Mendonça e PF nas investigações sobre fraudes no INSS e o banco Master”
    – Ministro do STF manifestou preocupação com a independência da corporação na condução de casos com potencial de atingir a campanha do presidente Lula.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/07/entenda-os-pontos-de-atrito-entre-mendonca-e-pf-nas-investigacoes-sobre-fraudes-no-inss-e-o-banco-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (**) “Após afastamento, Lula e Alcolumbre se reúnem em encontro articulado por ministros do STF”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/08/apos-afastamento-lula-e-alcolumbre-se-reunem-em-encontro-articulado-por-ministros-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  59. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (3)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Por que não eu?

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenta se reaproximar de Lula por uma conta simples para a sua tentativa de reeleição em fevereiro. Hoje, o bolsonarismo tem um candidato a presidente do Senado, Rogério Marinho, e o Centrão tem dois, Tereza Cristina e Arthur Lira. O lulismo não tem nenhum. Por enquanto.

    Depois do jantar com Alcolumbre, Lula assinou o projeto de criação da nova Universidade da Fronteira, no Oiapoque, no Amapá, promessa de campanha do senador Randolfe Rodrigues e… de Davi Alcolumbre.

    (TRPCE)

  60. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (4)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    A falta que faz um sonho

    Candidato a presidente pela sétima vez, o presidente Lula tem potenciais de voto diferentes no primeiro e no segundo turno, sugere uma pesquisa qualitativa do Projeto Plaza Pública. No primeiro turno, além da rejeição histórica, Lula é julgado, principalmente, pela insatisfação geral com a atual situação econômica. No segundo turno, no entanto, eleitores que não gostariam de votar nele acabam o escolhendo pelas deficiências que enxergam em Flávio Bolsonaro.

    — O teto de Lula é sustentado pelo fato de Flávio ser percebido como pior. Os eleitores, mesmo os que votaram em Bolsonaro, reconhecem em Lula um passado de avanços sociais. Há mais críticas do que elogios sobre o presente. Mas o problema principal é que Lula não vende um futuro — explica o coordenador da pesquisa, o psicólogo Eduardo Sincofsky, diretor da Plaza Pública.

    O risco para a campanha Lula, diz a pesquisa, é se apegar aos ganhos do passado e perder para a oposição a apresentação de um futuro de país. Falta um sonho para os eleitores de Lula.

    A pesquisa, feita com longas entrevistas com 20 eleitores arrependidos de Lula e Jair Bolsonaro do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Joinville e Recife, mostra que a fadiga de material de Lula é real, mas por enquanto menor que a da família Bolsonaro.

    A rodada de entrevistas sugere que o nó para a vitória tanto para Lula quanto para Bolsonaro está entre os eleitores que recebem entre dois e cinco salários mínimos fora do regime CLT. Eles se sentem excluídos das políticas sociais federais, elogiam muito o programa estudantil Pé-de-meia e, embora gostem do refinanciamento de dívidas Desenrola, acham que ele é uma boia salva-vidas, não uma solução.

    Quando confrontados apenas com as opções Lula e Bolsonaro, o tom das críticas ao presidente se atenua. Flávio Bolsonaro é enxergado pelos entrevistados como um candidato dependente do pai e cuja campanha reforça a polarização tóxica.

    A postura do governo frente ao tarifaço norte-americano rende pontos entre os eleitores arrependidos dos dois lados. A percepção é que Lula passa a imagem de que está defendendo os interesses do Brasil sem brigar abertamente com os EUA. Todos foram unânimes na ojeriza às agressões do presidente argentino Javier Milei a Lula.

    Nas conversas, Flávio está identificado diretamente com os escândalos Vorcaro e rachadinha, o que tira dele o discurso anticorrupção do antipetismo que funciona desde os tempos do Mensalão.

    — Um ponto que sempre favoreceu a direita contra a esquerda, a defesa da família, perde força com Flávio. No campo das ideias, a família é o símbolo do almoço de domingo, do esforço coletivo pelo bem comum. Com Flávio, para os eleitores desta pesquisa, se sobressai a proteção dos interesses da própria família Bolsonaro — diz Sincofsky.

    (TRPCE)

  61. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (5)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Lula perde o seu filtro
    Nos últimos onze anos, existiam duas formas de conversar por telefone com Luiz Inácio Lula da Silva. A mais recente e difícil é por meio da primeira-dama Janja da Silva, que odeia interromper o pouco tempo que o casal tem isolado. O mais antigo e eficiente era através de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Mestre em ciências políticas, 40 anos, Marcola era o filtro do poder, bajulado por ministros e empresários que só por meio dele poderiam chegar ao presidente. Não mais.

    Na segunda-feira (3), o repórter Nino Guimarães, do jornal digital Poder360, revelou que a lobista Roberta Luchsinger pagou contas pessoais de Marcola (*) por mais de dois anos. Em nota oficial, ele disse ter devolvido R$ 249 mil, que seria o valor emprestado com juros.

    Luchsinger é amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, e era contratada por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, para ampliar seus negócios no governo Lula. Antunes está preso desde setembro como o cérebro da fraude de mais R$ 6 bilhões contra aposentados do INSS. Em dezembro, a PF quebrou os sigilos telefônicos e bancários de Luchsinger. Só neste ano, depois da ação da PF, Marcola se mexeu para pagar a dívida.

    Marcola contou o episódio a Lula apenas em julho. Segundo duas pessoas próximas, a reação do presidente foi de desapontamento. Na semana seguinte, ele foi demitido e transferido para a campanha. Com a divulgação do caso, ele deixou a campanha. Não voltará ao governo.

    Por três anos e meio, Marcola ocupou uma sala de 30 metros quadrados no terceiro andar do Palácio do Planalto, a única com um corredor ligado diretamente ao gabinete do presidente. Através da sala ocupada pelo chefe de gabinete, é possível chegar ao presidente sem precisar de agenda ou passar pelas secretárias e ajudantes de ordem. Foi a tática usada, por exemplo, em dezembro de 2024 pelo ex-ministro Guido Mantega quando levou o banqueiro Daniel Vorcaro para uma visita ao Planalto. A audiência marcada inicialmente com Marcola, terminou com a presença de Lula, de dois ministros e um diretor do Banco Central.

    (*) “Explicações de Marcola sobre repasse de amiga de Lulinha deixam perguntas sem respostas; veja quais”
    – Ex-chefe de gabinete de Lula nega irregularidades e disse ter colocado seus sigilos bancários à disposição da Justiça.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/05/explicacoes-de-marcola-sobre-repasse-de-amiga-de-lulinha-deixa-perguntas-sem-respostas-veja-quais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  62. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (6)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Rubio é um novo Braden

    Em 1946, o embaixador norte-americano em Buenos Aires, o lobista Spruille Braden, divulgou um relatório em que registrava as relações do candidato a presidente Juan Domingo Perón com o fascismo. Chamado de “livro azul”, o documento pretendia impedir a eleição de Perón, um coronel reformado extremamente popular com os descamisados argentinos. Deu tudo errado. Perón transformou o ataque numa ameaça intervencionista e como slogan “Braden ou Perón” foi eleito com 53% dos votos.

    Em 2026, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é um candidato a Braden.

    Na sexta-feira (8), o Departamento de Estado indicou a jornalistas que tomará nesta semana novas medidas contra o Brasil. O saldo da semana passada foi o corte de um terço da cota de exportação (*) de açúcar brasileiro e a revogação do visto diplomático (**) da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, menos de duas semanas depois de o Itamaraty negar o visto a funcionários americanos que viriam ao país questionar as eleições brasileiras.

    Entre as novas medidas especuladas estão a volta da Lei Magnitsky (***) contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, a expulsão da embaixadora Viotti e novas medidas de pressão comercial. Desde julho, mais de 3.900 produtos brasileiros sofrem uma sobretaxa de 37,5% para entrar nos EUA, segundo maior tarifaço do mundo depois da China.

    De forma displicente, o presidente Lula disse numa entrevista na quarta-feira (5) ao canal de YouTube “Os Três Elementos” que pretende telefonar para Donald Trump para tentar uma trégua. Será difícil. Um dos favoritos para a sucessão de Trump em 2028, o secretário de Estado Marco Rubio é o capitão por trás da política de canhoneiras contra o Brasil.

    Na sexta-feira (7), em discurso em São José dos Campos (SP), o presidente Lula disse que Rubio “odeia o Brasil” e que é um “latino-americano frustrado”:

    — Agora ele (Trump) tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o secretário de Estado, que é o Marco Rubio. Ele não gosta, eu disse para o Trump, ele não gosta do Brasil.

    É ingenuidade imaginar que o Departamento de Estado ignora que essas ações intervencionistas ajudam o discurso nacionalista de Lula e prejudicam Flávio Bolsonaro. Sabe e não se importa. Se Flávio de fato perder em outubro, é um efeito colateral. O relevante é gerar a imagem de que Rubio está recuperando o continente para o controle americano, enfrentando a influência chinesa.

    O governo Trump demorou um ano e meio para indicar um novo embaixador para Brasília. Depois, anunciou o nome do deputado Daniel Perez sem a tradicional consulta ao Itamaraty, um gesto de desprezo. A reação brasileira, de demorar para dar o aceite ao nome sugerido, é uma grosseria normal nesses casos. Os EUA fazem isso hoje com o indicado do governo Macron para a embaixada francesa. A tréplica norte-americana, a revogação do visto de Viotti, foi um ato explícito de hostilidade. Supor que o Brasil vá, por isso, apressar a aceitação de Perez é desconhecer o orgulho natural de um país como o Brasil.

    Desde que Trump tomou posse, candidatos pró-EUA venceram na Bolívia (Rodrigo Paz), Honduras (Nasry Tito Asfura), Costa Rica (Laura Fernández), Chile (José Antonio Kast), Colômbia (Abelardo de la Espriella) e Peru (Keiko Fujimori). Graças às ameaças americanas, Javier Milei sobreviveu às eleições legislativas. O Panamá cancelou seu acordo de operação do canal com uma empresa chinesa, o Paraguai assinou um acordo para receber bases militares americanas e o México mudou sua política de repressão ao tráfico na fronteira. A joia da coroa é a captura de Nicolás Maduro e sua substituição por Delcy Rodríguez. Como mostrou o The New York Times, Rodríguez governa telefonando semanalmente para Rubio.

    Falta o Brasil.

    No início do século 20, o lema da política dos EUA para a América Latina era a frase atribuída a Theodore Roosevelt “fale suave e carregue um porrete na mão”. Com Rubio, os EUA só trazem o porrete.

    (*) “EUA cortam cota de açúcar do Brasil e condicionam recomposição a acordo comercial”
    – Governo Trump reduziu em 35,9% volume que entra no mercado americano com tarifa menor e diz que parcela retirada poderá voltar se Brasília apresentar propostas ‘satisfatórias’.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/07/eua-cortam-cota-de-acucar-do-brasil-e-condicionam-recomposicao-a-acordo-comercial.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (**) “Rara, medida dos EUA direcionada a embaixadora brasileira é mais frequente contra países inimigos”
    – No caso brasileiro, a medida ganhou como principal justificativa a demora em aprovar a indicação de Daniel Perez para a embaixada americana no Brasil.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/06/rara-medida-dos-eua-direcionada-a-embaixadora-brasileira-e-mais-frequente-contra-paises-inimigos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (***) “Aliados de Flávio Bolsonaro acreditam em volta de Magnitsky contra Moraes até eleição”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/07/aliados-de-flavio-bolsonaro-acreditam-em-volta-de-magnitsky-contra-moraes-ate-eleicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  63. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (7)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    ‘Se eu mudar de ideia de novo, vou ser crucificado’

    No sábado de madrugada, depois da enésima reviravolta sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo me enviou um áudio:

    — Se eu mudar de ideia de novo, vou ser crucificado em praça pública. Essa vai ser a eleição mais maluca do país. Aliás, já está sendo.

    Irritado com as cinco mudanças de posição de Cleitinho em uma semana, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, só autorizou a candidatura depois que o senador disse que fará campanha sem dinheiro do partido (*). Na pesquisa de julho, o senador liderava com folga:

    • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
    • Alexandre Kalil (PDT): 12%
    • Patrus Ananias (PT): 10%
    • Mateus Simões (PSD): 6%
    • Gabriel Azevedo (MDB): 4%
    • Bem Mendes (Missão): 2%
    • Flávio Roscoe (PL): 2%

    Minas terá uma eleição de dois mundos paralelos, a disputa presidencial e a estadual. Os candidatos Patrus Ananias e Flávio Roscoe só estão na disputa para dar palanque, respectivamente, para o presidente Lula e Flávio Bolsonaro. Ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo é, de fato, candidato a prefeito em 2028.

    Já Cleitinho, Kalil e Simões farão campanhas independentes das presidenciais. No Triângulo Mineiro farão dobradinha com Bolsonaro. No Vale do Jequitinhonha e na Zona da Mata, com Lula. Será a repetição da subversão das ordens partidárias do Lulécio (voto em Lula e Aécio Neves em 2006), Dilmasia (Dilma Rousseff e Antonio Anastasia em 2010) e Luzema (Lula e Zema em 2022). Se for conveniente aos três serem neutros, também serão.

    E num eventual segundo turno? Vão responder que aceitam o apoio, mas que Minas está acima de tudo. Parece hoje ilusão que um dos três vá se empenhar por Lula ou Bolsonaro. Como escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, “ninguém sabe Minas. A pedra, o buriti, a carranca, o nevoeiro, o raio selam a verdade primeira, sepultada em eras geológicas de sonho. Só mineiros sabem. E não dizem nem a si mesmos o irrevelável segredo chamado Minas”.

    O zigue-zague de Cleitinho atordoou a política nacional, mas é tão mineiro quanto goiabada cascão. Indeciso se seria ou não candidato a senador em 1974, Itamar Franco perdeu o horário para se registrar. Como me contou décadas depois rindo, seus correligionários alteraram o relógio do cartório para antes da meia-noite para ele poder ser candidato e ser eleito. Em 1982, Tancredo Neves mudava de ideia como nuvem temendo o risco de deixar o Palácio da Liberdade para ser candidato a presidente.

    Mesmo o eleitor mineiro é mutável. Os raros casos de candidatos a governador que tiveram menos votos no segundo turno que no primeiro foram em Minas: Hélio Costa em 1992 e Anastasia em 2018. Minas é emoção garantida.

    (*) “Cleitinho disse ao partido que não usará verba do fundo partidário, diz Republicanos”
    – Legenda disse ter revisto candidatura de senador ao governo de Minas Gerais após pedido de desculpas, apelo de candidatos do estado e compromisso do parlamentar.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/08/cleitinho-disse-ao-partido-que-nao-usara-verba-do-fundo-partidario-diz-republicanos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  64. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (8)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Crítica: ‘Brizola, o lobisomem contra o império’

    Perto do Natal de 1963, com os preços subindo mais de 60% no ano e o crescimento econômico caindo de 6% para menos de 1%, muros do Rio de Janeiro amanheceram pichados com a frase “Contra a inflação, Brizola é a solução”. O ministro da Fazenda Carvalho Pinto, nomeado menos de seis meses antes numa tentativa do presidente Jango Goulart de se reaproximar do empresariado, estava demissionário. Governador do Rio Grande do Sul, cunhado do presidente e líder do movimento legalista que permitiu a posse de Jango depois da renúncia de Jânio Quadros, Brizola (1922-2004) impôs condições para assumir o ministério para o qual não havia sido convidado.

    Numa conversa com um incrédulo Jango, Brizola, que já havia manobrado para indicar o ministro da Marinha, queria indicar também como novo chefe de Exército, o marechal Teixeira Lott. O seu receituário econômico para o Ministério da Fazenda era a moratória da dívida externa, controle de preços no setor de alimentos, intervenção no câmbio, restrição na remessa de lucros para o exterior e manutenção dos investimentos públicos. Entre se tornar uma rainha da Inglaterra do cunhado e virar refém dos militares e da maioria conservadora no Congresso, Jango tentou um zigue-zague. Nomeou o inexpressivo Ney Galvão para a Fazenda e o general Jair Dantas Ribeiro para o Exército e achou que poderia se equilibrar, ora acenando com promessas de reforma para a esquerda, ora se colocando como o freio do radicalismo para a direita. Foi derrubado em pouco mais de três meses.

    O mundo paralelo em que Brizola viraria ministro da Fazenda é lateral no primeiro volume da biografia “Brizola, o lobisomem contra o império” (*) (editora Companhia das Letras, 433 páginas; livro: R$ 91,69; e-book: R$ 39,90), da jornalista Karla Monteiro, mas é exemplar das mil faces do político gaúcho.

    Monteiro tece com maestria a trajetória desse Brizola multifacetado desde as cicatrizes abertas pelas guerrilhas do Rio Grande do Sul no final do século 19. Filho de um líder maragato morto na revolta de 1925, Brizola terminou como herdeiro político do chimango Getúlio Vargas. Pobre de só conhecer pasta de dentes aos 13 anos, casou-se com a herdeira de uma família de latifundiários. Corajoso a ponto de arriscar a vida para dar posse ao cunhado, abusou da gratidão para empurrar o governo para um confronto perdido. Denunciador de primeira hora dos golpistas da União Democrática Nacional, negociava a chegada de armas de Cuba quando ocorreu o golpe de 1964. Qualificado pelo Washington Post de “pior que Fidel Castro” em 1962, quando, como governador do Rio Grande do Sul, estatizou a companhia telefônica americana, sobreviveu parte do exílio nos EUA.

    Ao longo da história camaleônica de Brizola desfilam deputados eleitos pelo voto e que defendem o golpe de Estado, embaixadores dos EUA interferindo na eleição brasileira, populistas sem projeto, políticos que traem aliados como quem troca de camisa, esquerdistas hipócritas e corruptos, direitistas hipócritas e corruptos e muitos que defendem soluções fáceis (e erradas) para problemas complexos. A biografia de Brizola perpassa os dramas da política brasileira do século 20 e mostra, no século 21, que os nossos problemas não são novos. Apenas envelheceram. Os personagens é que ficaram menos interessantes.

    (*) “Biografia revela que Brizola procurou Cuba para tentar evitar golpe de 1964”
    – Livro da jornalista Karla Monteiro mostra que Fidel estava disposto a mandar Che Guevara para comandar luta armada no país.
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2026/07/31/biografia-revela-que-brizola-procurou-cuba-para-tentar-evitar-golpe-de-1964.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  65. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (9)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Crítica: ‘Chame o Ladrão’

    “Chame o Ladrão – Como os artistas driblaram a censura do governo militar” (Editora Record, 182 páginas; livro: R$ 59,75; e-book: R$ 39,90), do jornalista e cineasta Miguel de Almeida, é um livro de esperança. Mostra como mesmo sob a censura mais brutal do regime militar, compositores, diretores de cinema e jornalistas inventaram brechas para fazer suas obras chegarem ao público, como se enfrentar o arbítrio fosse um desafio artístico a mais no processo de criação.

    “Se não pode passar pela porta, passe pela janela”, escreve Almeida.

    O livro pode ser lido como uma coletânea de episódios pitorescos. O título do livro foi tirado de uma música que Chico Buarque, o cantor mais vigiado dos anos 1970, inventou ter sido composta por um certo Julinho da Adelaide. “Terra em Transe”, o filme de Glauber Rocha de 1967, foi liberado porque o censor considerou que era “tão complicado que ninguém vai entender nada”. As cenas de sexo do filme “Dona Flor e seus Dois Maridos” foram liberadas porque o produtor Luís Carlos Barreto conseguiu a ajuda da filha do presidente Ernesto Geisel e atropelou a decisão do ministro da Justiça de cortar doze cenas do longa-metragem.

    Escritos com elegância e leveza, os episódios do livro não escondem o despotismo, a paranoia e a truculência dos que se assumiram guardiões do que o público pode e não pode saber. A janela é uma opção, mas a porta precisa estar aberta.

    (TRPCE)

  66. miguel jose teixeira

    Thomas Traumann (10)
    Newsletter, O Globo, 10/08/26

    Fique atento
    • Marco Rubio prepara novas medidas para pressionar o Brasil, enquanto Lula tenta um contato direto com o presidente Donald Trump.

    • Nesta segunda-feira, sindicatos promovem atos para pressionar o Senado a votar o fim da escala 6×1.

    • Sabe aquele esforço concentrado do Congresso marcado para a semana que vem, com deputados em Brasília? A Câmara mudou para sessões remotas. Devem ser votados os projetos que renegociam R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais e a manutenção do subsídio de combustíveis em função da guerra no Irã.

    • Na terça-feira (13), o Banco Central divulga a ata da reunião que cortou 0,25 ponto percentual nos juros. O mercado vai procurar com lupa pistas sobre a reunião de setembro.
    +em:https://oglobo.globo.com/economia/fabio-graner/post/2026/08/copom-ve-inflacao-na-meta-no-inicio-de-2028-recupera-coerencia-e-deixa-em-aberto-proximo-passo-da-selic.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • O ministro Luiz Fux, do STF, convocou para quarta-feira (13) nova audiência de conciliação entre o Distrito Federal e a União para discutir a salvação do Banco de Brasília.

    • A direção da rede social Discord tenta um acordo com a Advocacia-Geral da União para evitar o pedido de proibição de funcionamento no país, defendido pela primeira-dama Janja da Silva.
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/08/07/agu-cobra-do-discord-medidas-para-reforcar-protecao-de-criancas-e-adolescentes-e-avalia-tac.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • Na quarta-feira (12) encerra o prazo dado pelo presidente do STF, Edson Fachin, para que interessados se manifestem sobre a súmula para conter pautas-bomba. O julgamento será em setembro.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/07/stf-antecipa-debate-sobre-pautas-bomba-e-ministros-veem-ambiente-favoravel-para-frear-medidas-de-impacto-fiscal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • Começou a correr o prazo do ministro Gilmar Mendes para os senadores Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentarem explicações sobre a notícia-crime que acusa o candidato a vice-presidente do bolsonarismo, Alfredo Gaspar, de estupro. Gaspar pediu a Gilmar Mendes para a apresentação de um exame de DNA. O ministro negou, sob o argumento óbvio de que não se trata de uma investigação de paternidade.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/06/stf-determina-que-senadora-preste-mais-informacoes-sobre-denuncia-de-estupro-de-vulneravel-envolvendo-vice-de-flavio-bolsonaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    • A Polícia Federal vai intimar o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, para prestar depoimento. Ele está envolvido em duas investigações que apuram a atuação da lobista Roberta Luchsinger e do filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva.

    • Com a terceira tentativa de delação de Daniel Vorcaro em curso, a campanha de Flávio Bolsonaro e Brasília entram em estado de alerta permanente.

    • Bombeiros tentam uma trégua entre o ministro André Mendonça, do STF, e Andrei Rodrigues, da PF, que assegure a continuidade das investigações dos inquéritos do Master e do INSS.

    • Na quinta-feira (13), os eleitores do distrito de Clacton-on-Sea, na costa leste da Inglaterra, decidem em uma eleição suplementar se legitimam a manobra do extremista de direita Nigel Farage, suspeito de corrupção, do partido Reform UK, ou elegem o outsider Count Binface (“Conde Cara de Lixeira”), do planeta Sigma IV.

    • Se sobreviver ao ataque especulativo, Alfredo Gaspar apresenta na quinta-feira (13) o programa de governo de Flávio Bolsonaro.

    • Termina no sábado (15) o prazo para registro de candidaturas. Até lá, o senador Cleitinho Azevedo ainda pode mudar de ideia sobre ser ou não ser candidato a governador de Minas.

    • Na sexta-feira (14), sai nova pesquisa presidencial Quaest.

    • O PT faz esforço monstro para reunir milhares de pessoas no primeiro comício de Lula, no domingo (16), no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, palco das mobilizações sindicais dos anos 1970.

    (TRPCE)

  67. miguel jose teixeira

    🐂 “O novo sócio dos Batista”
    (Beatriz Pecinato, Folha Mercado, 10/08/26)

    A JBS anunciou um acordo com o fundo soberano da Indonésia (1) para criar uma joint venture — junção de duas empresas.
    A PT (*) Danantara Investment Management, sua divisão de investimentos, fará um aporte de US$ 2,5 bilhões na nova companhia.
    Além do valor, a parceria deve captar mais US$ 2,5 bilhões via empréstimos e outras operações.
    O dinheiro será usado para construir novas fábricas, expandir as unidades atuais e comprar empresas do setor de proteínas.

    Detalhes.
    A joint venture concentrará as operações da JBS na Austrália e na Nova Zelândia.
    Além disso, investirá na produção alimentícia no Sudeste Asiático, mercado inédito para a brasileira (2).

    O fundo soberano da Indonésia (3) terá 25% das ações da nova companhia.

    Por que importa?
    A demanda global por carnes (4) deve crescer até 2034 e será puxada pelos mercados da Indonésia, Filipinas e Vietnã, segundo projeções.
    Estimativas preveem alta no consumo de:

    🐔 Frango (21%)
    🐑 Carne ovina (16%)
    🐂 Carne bovina (13%)

    A Indonésia é estratégica no consumo de alimentos halal (5).
    Depois de movimentar US$ 1,43 trilhão em 2023, o segmento pode atingir US$ 1,94 trilhão até 2028, segundo a consultoria DinarStandard.

    Halal?
    Ligada à tradição islâmica, a expressão significa “permitido” e indica práticas de consumo alinhadas à saúde e à segurança alimentar dos muçulmanos.

    (TRPCE)

    (1) “JBS cria joint venture e recebe aporte de US$ 2,5 bilhões de fundo soberano da Indonésia”
    – Parceria reunirá operações da companhia na Austrália e na Nova Zelândia para expandir negócios na Ásia.
    – Acordo pode movimentar até US$ 5 bilhões com investimento inicial e novas captações previstas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/jbs-cria-joint-venture-e-recebe-aporte-de-us-25-bilhoes-de-fundo-soberano-da-indonesia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Fiscalização reprova ações sanitárias de um dos maiores frigoríficos de exportação da JBS após missão da UE”
    – OUTRO LADO: JBS diz cumprir protocolos sanitários e que indicações não representam risco à segurança nem à qualidade do produto.
    – Fiscais dizem que espaço em GO acumula falhas sanitárias e de processamento de carnes, incluindo exigências do bloco.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/fiscalizacao-reprova-um-dos-maiores-frigorificos-da-jbs-apos-missao-da-uniao-europeia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/indonesia/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Proteína vira estrela na indústria de alimentos impulsionada por dietas e remédios para emagrecer”
    – Empresas correm para lançar versões turbinadas, como salgadinhos, café e até água.
    – Redes sociais também impulsionam alta na procura para além das academia.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/proteina-vira-estrela-na-industria-de-alimentos-impulsionada-por-dietas-e-remedios-para-emagrecer.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (5) “Entenda as diferenças entre carne halal e kosher”
    – Preparos seguem preceitos milenares do islamismo e do judaísmo, respectivamente.
    – Métodos proíbem o consumo de carne de porco e exigem que se drene o sangue de animais.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/nacao-churrasqueira/2026/04/entenda-as-diferencas-entre-carne-halal-e-kosher.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (*) Ufffa. . .
    PT Danantara Investment Management (DIM) é o braço de investimentos públicos e de mercado de capitais da Danantara Indonesia (Badan Pengelola Investasi Daya Anagata Nusantara), o segundo fundo soberano da Indonésia. Estabelecida em meados de 2025, a instituição gerencia e aloca ativos estratégicos nacionais e internacionais para impulsionar o desenvolvimento econômico do país.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/zsty533hnFxCXvE14

  68. miguel jose teixeira

    Assim sendo, está na hora de trocar
    o nome do país para “Gersonlândia”!

    “Negócios privados com o dinheiro público dominam a política”
    – Ficou assim: a sua turma é mais corrupta que a minha. Nessa disputa de quem tem o mais corrupto, os pecados se anulam.
    (Por Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 10/08/26)

    A corrupção é tão antiga quanto a administração pública. Mas não se dá sempre da mesma maneira. Há momentos em que prevalece o sentimento de respeito ao bem público. Forma-se um ambiente de honestidade entre os que participam ou se relacionam com os governos e a população em geral. Daí derivam a indignação com o roubo e a vergonha de ser apanhado.

    Há momentos em que a roubalheira desanda. Os episódios se multiplicam no noticiário e, pior, o público parece não se importar com isso. Quem é apanhado não se arrepende de seus atos. Ao contrário, mostra-se indignado por ser acusado e responde com desculpas as mais esfarrapadas.

    O Brasil vive um desses momentos. Acontece à direita, à esquerda e nesse ajuntamento chamado de Centrão. Tudo diante de um público que ou não se incomoda — “política é assim mesmo” — ou simplesmente perdeu o ânimo de protestar.

    Tome-se o caso do senador Flávio Bolsonaro. Depois de ter negado qualquer envolvimento com o tóxico Daniel Vorcaro, foi surpreendido pelo vazamento de um áudio em que pede milhões de reais ao então banqueiro. “Qual o problema?” — respondeu mais ou menos assim. Disse que se tratava de uma transação privada — o financiamento para o filme “Dark Horse”, que santifica seu pai.

    Mas, se era algo tão banal, por que o dinheiro precisou dar tantas voltas entre empresas e fundos de investimento até chegar ao destino? Aliás, que destino? O dinheiro foi todo para os Estados Unidos? Voltou em parte ao Brasil? Como foi distribuído? Tem recibo?

    Uma transação privada não precisa ser explicada publicamente. Mas, quando um candidato a presidente da República pede dinheiro a um banqueiro que comprou, digo, financiou tanta gente em Brasília, aí já não é um negócio particular. Por isso precisava ficar escondido. Continua assim, mal explicado, enquanto o senador já se ocupa de outros enroscos, como aqueles em que aparece seu companheiro de chapa, o deputado Alfredo Gaspar.

    Tome-se, do outro lado, o caso de Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Foi apanhado recebendo dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, ativa na promoção de negócios junto ao governo federal. Ela pagou boletos de um funcionário de que dependia para marcar alguns encontros com integrantes da administração. A resposta foi a mesma de Flávio. Tratava-se de negócio particular, um empréstimo pessoal feito por Luchsinger. Lula confirmou:

    — Quem aqui nunca pediu empréstimo para um amigo?

    Não pode, presidente. Não nesse caso. Mesmo que Luchsinger e Marcola sejam as pessoas mais honestas do mundo, um funcionário público que abre portas da Presidência não pode receber um tostão de quem precisa passar por aquelas portas. Se fosse tão simples quanto alega o presidente, não teria sido preciso afastar Marcola do governo e de sua campanha.

    Flávio manteve-se competitivo nas pesquisas eleitorais que saíram depois de conhecidas suas relações com Vorcaro. Terá perdido alguns poucos pontos, mas continua aí, na cola de Lula. O presidente também passou batido pelos problemas envolvendo seu pessoal. Como o caso do senador Jaques Wagner, apanhado pedindo um favorzinho a um sócio de Vorcaro, o também banqueiro Augusto Lima. Um negócio de R$ 2,5 milhões. Lima compraria um apartamento em Salvador, com diversas manobras contábeis, e passaria o imóvel ao senador. E este pagaria quando pudesse. De novo, uma pequena transação privada.

    Um dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, amigo de Roberta Luchsinger, é alvo de três inquéritos no STF, investigado por tráfico de influência. Nesse caso, nem Lulinha, nem Luchsinger deram explicações públicas. Por ora, vão levando.

    Em toda campanha eleitoral no Brasil há denúncias de corrupção. Desta vez ficou assim: a sua turma é mais corrupta que a minha. Nessa disputa de quem tem o mais corrupto, os pecados se anulam. O eleitor parece deixar passar, ou por tolerância ou por desânimo.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/carlos-alberto-sardenberg/coluna/2026/08/negocios-privados-com-o-dinheiro-publico-dominam-a-politica.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Só pra Matutar. . .
    “Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita.”
    (Martin Luther King Jr.)

  69. miguel jose teixeira

    O alerta do Lauro Jardim:

    “Não é só o Marcola.
    As investigações da PF sobre as andanças de Roberta Luchsinger pelos corredores graduados do governo chegaram a pelo menos mais um nome no Palácio do Planalto a quem a lobista generosamente “emprestava” dinheiro.”

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/08/alem-de-marcola-pf-encontra-outro-nome-do-planalto-que-recebeu-dinheiro-de-lobista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Revisitando a Bela Blu, nos bons tempos!
    Do suspeito do Lauro Jardim ainda não revelado, e, dos nomes que seu nome nos remete, revisito 3 insuspeitos:
    1) Lauro: Bacca e Lara.
    2) Jardim: O Carlos, eterno “Vira-Lata”.

  70. miguel jose teixeira

    “Nadando contra a corrente
    só pra exercitar”
    . . .(*)

    “Disputa pela sucessão da ONU opõe Lula a países vizinhos”
    – Presidente apoia Michelle Bachelet, enquanto Argentina, Chile e Paraguai defendem argentino Rafael Grossi; primeira rodada apontou favoritismo para costa-riquenha.
    (Por Jeniffer Gularte — Brasília, O Globo, 10/08/26)

    A disputa pela sucessão do português António Guterres como secretário-geral da ONU tem colocado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em lado oposto aos seus vizinhos sul-americanos. Em meio à tensão diplomática com Argentina e Paraguai, Lula tem feito campanha para a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, enquanto o presidente argentino, Javier Milei, e o paraguaio, Santiago Peña — além do próprio chefe de Estado chileno, José Antonio Kast — apoiam o diplomata argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/10/disputa-pela-sucessao-da-onu-opoe-lula-a-paises-vizinhos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) O saudoso Cazuza: https://www.youtube.com/watch?v=rninkFp4oEQ

  71. miguel jose teixeira

    “Cai, o Rei de espadas
    Cai, o Rei de ouros
    Cai, o Rei de paus
    Cai, não fica nada!
    . . .(*)

    “Após desgastes no governo, Lula distancia Sidônio de núcleo da campanha”
    – Ministro da Secom, que comandou estratégia que elegeu o petista em 2022, ficará formalmente fora da equipe responsável pela candidatura à reeleição; aliados afirmam, no entanto, que ele continuará opinando.
    (Por Sérgio Roxo — Brasília, O Globo, 10/08/26)

    Considerado um dos ministros com maior influência no governo e responsável pela comunicação que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, o chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, ficará formalmente fora da campanha à reeleição. O líder petista, que deixou transparecer em reuniões internas recentes descontentamentos com o trabalho do marqueteiro, decidiu que o auxiliar não participará do dia a dia da candidatura e continuará a despachar no Palácio do Planalto. Aliados afirmam, contudo, que ele seguirá opinando sobre as estratégias eleitorais.

    A exemplo do principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), que enfrentou uma crise na sua equipe de comunicação, trocada pela segunda vez no fim do mês passado, a campanha petista tem sofrido com as divisões internas. A guerra nos bastidores ganhou um novo capítulo na semana passada, com a saída do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da coordenação da campanha petista, após ser revelado que ele recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger. Pessoas próximas a Marcola apontam fogo amigo no episódio após a divulgação de informações sobre as reações de Lula ao saber do caso.

    Até alguns meses atrás, Sidônio manifestava o desejo de deixar o cargo no Planalto para comandar a comunicação da campanha a partir de agosto. Lula, porém, descartou essa possibilidade, o que, segundo pessoas próximas, deixou o auxiliar incomodado. O ministro nega o desconforto.

    — Estou aqui para ajudar o presidente e enfrentar a extrema-direita — afirmou Sidônio ao GLOBO.

    Ao longo dos últimos meses, Sidônio enfrentou alguns desgastes com Lula. Paralelamente, se intensificou um embate entre os profissionais de comunicação que orbitam no núcleo mais próximo do petista. De um lado está Raul Rabelo, sócio do ministro, escalado para comandar o marketing da campanha neste ano. De outro, a jornalista Nicole Briones, mulher de Marcola, e o fotógrafo Ricardo Stuckert, que gerenciam juntos o Instagram de Lula, trabalham com o presidente há anos e estiveram ao seu lado durante a prisão em Curitiba, entre 2018 e 2019.

    Estilos distintos
    Sidônio costuma defender um estilo considerado mais festivo de comunicação, como descrevem alguns de seus críticos, enquanto Nicole e Stuckert são favoráveis a uma linha política mais dura de enfrentamento, com ênfase em temas econômicos ligados ao dia a dia da população. No começo do ano, por exemplo, o marqueteiro defendeu o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como opção para ser o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais. Lideranças do PT descartaram o plano devido à oposição do parlamentar ao partido e seu alinhamento ao bolsonarismo.

    Anteriormente, o ministro havia causado mal-estar ao apresentar a ideia de criar uma secretaria vinculada à Casa Civil voltada à segurança pública. A sugestão foi apresentada a Lula como resposta à preocupação que o tema gerou na população após a operação policial mais letal da história do Rio, que deixou 122 mortos em outubro de 2025. O movimento foi um dos motivos que levaram à saída do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, do governo, em janeiro deste ano.

    Além disso, episódios recentes aumentaram o desgaste de Sidônio no governo. Um deles foi uma discussão com Marcola na frente de Lula semanas atrás. Segundo relatos, o presidente reclamava com o ministro do tom considerado muito leve de uma peça publicitária produzida pela Secom. Sidônio contra-argumentou, e Marcola apoiou a opinião do chefe, provocando uma discussão entre os dois, que só foi encerrada com uma intervenção de Lula. O episódio foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmado pelo GLOBO. Sidônio nega ter havido bate-boca com o então chefe de gabinete e diz que tudo não passou de algumas diferenças de posição entre eles.

    Em abril, Lula também cobrou Sidônio depois de receber um relatório de redes sociais que apontava que a imagem do presidente dos EUA, Donald Trump, aparecia muito mais no perfil oficial da Casa Branca do que a sua na rede social do governo brasileiro. Lula quis saber por que as publicações do @govbr no Instagram tinham tantos gatinhos e capivaras e não mostravam a sua própria imagem. O chefe da Secom argumentou que a lei brasileira é mais restritiva à exaltação do mandatário.

    Os dois episódios, segundo aliados do presidente, exemplificam a insatisfação de Lula com Sidônio, o que teria levado o petista a excluí-lo do núcleo central da campanha. É considerado mais provável também que Sidônio não permaneça no governo em um eventual quarto mandato de Lula. Ele considera ainda, em conversas reservadas, que a sua missão se encerra em dezembro, apesar de negar qualquer desgaste na relação com o presidente.

    Pessoas envolvidas com a candidatura à reeleição do presidente acreditam, porém, que, mesmo fora do dia a dia, Sidônio manterá sua influência, dada a sua proximidade com o núcleo baiano da campanha, que tem Raul Rabelo à frente. Internamente, o ministro admite que dará palpites, mas diz que o comando caberá ao sócio. Além de Raul, estão no staff da campanha Chico Kertész, outro sócio de Sidônio, e Tiago Cesar dos Santos, ex-número 2 da Secom.

    Segundo aliados, porém, Lula já avisou em reuniões internas que Raul, que comandou o marketing da campanha presidencial de Fernando Haddad ao lado de Otávio Antunes em 2018, não deve recorrer a Sidônio para tomar decisões. O presidente disse que vai cobrar cada um por sua função e que não aceitaria duplo comando. Ainda de acordo com esses aliados, o presidente disse querer ter bem claro quem elogiar, cobrar e eventualmente ter que demitir.

    Lula também demonstrou internamente irritação com os atritos dentro da coordenação de campanha. Pela linha acertada pelo presidente, a comunicação deve focar no confronto entre as gestões atual e de Jair Bolsonaro, na comparação das biografias do candidatos petista e de Flávio Bolsonaro e na defesa da soberania nacional em contraposição às iniciativas dos Estados Unidos.

    Campanha de Flávio
    Enquanto isso, na campanha de Flávio, a segunda troca do chefe da comunicação aconteceu 17 dias antes do início do horário eleitoral. A relação entre os publicitários Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer e a campanha já vinha desgastada. Segundo interlocutores, os dois decidiram deixar a equipe após se sentirem frequentemente desautorizados e terem avaliações de que suas orientações eram ignoradas ou revistas por integrantes da campanha. Pessoas próximas aos dois afirmam que eles consideravam haver interferências constantes no trabalho e dificuldade para implementar a estratégia de comunicação planejada.

    A mudança ocorreu pouco mais de dois meses após a última reformulação da equipe de comunicação. Fischer e Oltramari haviam sido chamados em meio à crise provocada pelas revelações sobre negociações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark horse”, em substituição ao marqueteiro Marcello Lopes, conhecido como Marcellão.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/10/apos-desgastes-no-governo-lula-distancia-sidonio-de-nucleo-da-campanha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (*) Ivan Lins: https://www.youtube.com/watch?v=DgKaUvc_wKw

  72. miguel jose teixeira

    “Caracu (*) na Jules Rimet (**)”
    – A taça da Copa do Mundo era uma taça de verdade, para se tomar nela o champanha da vitória.
    – Quando o Brasil a ganhou pela primeira vez, ela viajou pelo país e levou todo tipo de bebida.
    (Ruy Castro, FSP, 08/08/26)

    Na sexta-feira (7) (1), falei de uma doce querela da Copa do Mundo (2) da Suécia, em 1958: quem teria gritado para Bellini levantar a taça que o Brasil acabara de conquistar? E por que levantá-la? Porque Bellini estava num palanque e, quando a levou à altura do peito, os fotógrafos brasileiros, espremidos lá embaixo entre seus enormes colegas europeus, não a estavam vendo. Ao ouvir o grito, Bellini então a ergueu acima da cabeça e consagrou o gesto. Dois deles disputavam a autoria do grito: Luiz Carlos Barreto, de O Cruzeiro, e Jader Neves, da Manchete. Já apostei em Jader, mas é possível que todos tenham gritado ao mesmo tempo.

    O que poucos sabem é o que aconteceu com a taça quando ela chegou aqui. O Brasil era campeão do mundo pela primeira vez e todo mundo queria vê-la. Convites de prefeituras para que a então CBD (hoje CBF) a levasse às suas cidades choviam todos os dias. A CBD aceitava, e quem melhor do que Bellini para ir junto com ela?

    Assim, entre seus jogos pelo Vasco (3) no campeonato carioca daquele ano, Bellini, acompanhado de um funcionário da CBD, embarcava com a taça para os mais remotos grotões. Nesses, ele e a taça eram recebidos pelas autoridades, desfilados em carro aberto sob papel picado e homenageados à noite num clube com um banquete oferecido pela sociedade local.

    Até aí, tudo bem. Acontece que a taça (4) (chamada Jules Rimet, em homenagem ao presidente da Fifa (5) que a criara) era mesmo uma taça — a haste em forma de uma mulher dourada, de asas, encimada por um copo (daí a competição ser a Copa) para se beber o champanha da vitória. E, com isso, naqueles rega-bofes, ela era passada de mão em mão, reverenciada, lambida, beijada e, à falta de champanha, levantada para brindar com o que houvesse à mão —Brahma Chopp, Malzbier, Caracu, Licor de Ovos Dubar e, para as crianças, Guaraná Caçula e Crush. Um milagre que, numa dessas, a Jules Rimet não tivesse ficado para trás em alguma urbe.

    A taça sobreviveu a todos esses perigos e, um dia, em 1983, sumiu, roubada (4) da sede da CBF (6).

    Foto (Roberto Stuckert – 23.jun.70/Folhapress)

    Pelé levanta a Taça Jules Rimet conquistada no México ao lado do presidente Emílio Garrastazu Médici, em 1970, em Brasília:

    https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/07/07/15941378185f049cdaee2e8_1594137818_3x2_lg.jpg

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/caracu-na-jules-rimet.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “‘Bellini, levanta a taça!'”
    – Quem gritou isso para o capitão do Brasil na Suécia em 1958 e, daí, nasceu um gesto universal?
    – Foi Luiz Carlos Barreto, do Cruzeiro, ou Jader Neves, da Manchete? Ou ambos e os outros?
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/bellini-levanta-a-taca.shtml

    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/copa-do-mundo/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/vasco/

    (4) “Revisitando a Jules Rimet”
    – Completa-se mais um ano do roubo da emblemática taça conquistada em definitivo pelo Brasil na Copa de 1970.
    – A versão mais difundida é a de que ela foi derretida, e por um argentino, só que isso jamais foi comprovado.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/o-mundo-e-uma-bola/2025/12/revisitando-a-jules-rimet.shtml

    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/fifa/

    (6) “CBF promete ‘mais estabilidade e planejamento’ para Copa de 2030”
    – Entidade divulga vídeo nas redes sociais uma semana após eliminação da seleção.
    – Derrota para a Noruega será ponto de partida para o próximo Mundial, diz narrador.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/07/cbf-promete-mais-estabilidade-e-planejamento-para-copa-de-2030.shtml

    e+:

    (*) Caracu é uma cerveja do tipo Sweet Stout fabricada pela AmBev. O nome é derivado de uma raça bovina desenvolvida no Brasil colonial. O rótulo da cerveja apresenta a face estilizada de um touro da raça Caracu.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caracu_(cerveja)

    (**) Jules Rimet (Theuley-les-Lavoncourt, 14 de outubro de 1873 — Suresnes, 16 de outubro de 1956) foi o terceiro presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), de 1919 a 1945, e o terceiro presidente da FIFA, de 1921 a 1954.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jules_Rimet

  73. miguel jose teixeira

    O alerta/apelo da Dora Kramer:

    “Machismo enrustido contraria boas intenções dos candidatos”
    – É no detalhe, na palavra impensada, que a discriminação se revela em molde de pílula dourada.
    – Ainda que por atenção à maioria, políticos precisam aprender a falar direito com o eleitorado feminino.
    (FSP, 08/08/26)

    O machismo é um bicho incontrolável que se agarra às mentes e, mesmo quando adormecido por vontades conscientes, faz das suas ao acordar num repente para avisar que tem vida própria.

    Um problema para os candidatos a presidente (1) num cenário de prevalência inequívoca do eleitorado feminino. Eles até se esforçam, fazem gestos de reverência, tentam se mostrar vigilantes, mas não escapam da sanha do bicho.

    Às vezes é um detalhe, uma palavra, um ato de aparente autocrítica que, por substituírem as grosserias explícitas, passam com suavidade pelo crivo do alerta à discriminação. Luiz Inácio da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) escorregam na pista do preconceito envolto em pílula dourada e deram exemplos recentes.

    Há uma semana, em entrevista ao programa Canal Livre, o senador atribuiu seus atritos com Michelle Bolsonaro a inseguranças dela (2). Na antevéspera, em café da manhã com vereadores, havia criticado a preferência das eleitoras por Lula. Dias depois, disse que, no primeiro caso, invalidou as razões da madrasta e, no segundo, validou a ideia de que mulheres votam mal (3).

    Na confirmação de sua candidatura à reeleição, em reunião do partido, o presidente pareceu salvar a lavoura do esquecimento do PT de escalar uma mulher entre as candidatas presentes para discursar, ao chamar de improviso Janja da Silva (4) para dizer meia dúzia de palavras à guisa de remendo. Ressaltou, assim, a própria falha de orientação na composição do evento.

    Podem parecer sutilezas, detalhes, mas, como sabemos, é neles que o diabo se esconde. E, pelo visto, onde o machismo se camufla. Dissimulado, mas sempre pronto à investida explícita.

    Mulheres, somos 52,84% dos votantes (5), numa proporção crescente a contar pela evolução nos últimos dez anos: de mais de 74 milhões para quase 84 milhões de eleitoras. Mais que na hora, portanto, de os senhores candidatos, dirigentes partidários e governantes — para ficarmos só no campo da política — aprenderem a falar e a se comportar direito conosco, sem enfeites nem disfarces de bons moços.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/machismo-enrustido-contraria-boas-intencoes-dos-candidatos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes/2026/

    (2) “Michelle critica Flávio Bolsonaro e diz que foi maltratada: ‘Entendi que não queria meu apoio'”
    – Ex-primeira-dama publicou vídeos em que afirma que foi desrespeitada por enteado após briga a respeito de aliança com Ciro Gomes no Ceará.
    – ‘Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante’, afirmou Michelle sobre apoio a Flávio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/michelle-critica-flavio-bolsonaro-e-diz-que-foi-maltratada-entendi-que-nao-queria-meu-apoio.shtml

    (3) “Flávio Bolsonaro mira SP com troca de marqueteiro e diz não entender rejeição entre mulheres”
    – Estratégia prevê agendas na periferia ao lado de Tarcísio e Ricardo Nunes.
    – Ao atacar Lula, senador diz que presidente se vinga de SP por derrota do PT no estado em 2022.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/07/flavio-bolsonaro-mira-sp-com-troca-de-marqueteiro-e-diz-nao-entender-rejeicao-entre-mulheres.shtml

    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/janja/

    (5) “Declaração sobre voto feminino reacende discussão sobre sufrágio no Brasil”
    – Voto feminino tem quase de cem anos no Brasil e ainda é contestado publicamente.
    – Leia edição da newsletter Todas e inscreva-se para recebê-la no email toda quarta-feira.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/07/declaracao-sobre-voto-feminino-reacende-discussao-sobre-sufragio-no-brasil.shtml

  74. miguel jose teixeira

    “Sentença de morte”

    Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar em dois anos. E entregou a ele um papel em branco com sua assinatura.
    Eleito, Gentil não cumpriu o trato.
    E a vingança foi cruel:
    a Câmara Municipal recebeu uma carta-renúncia, onde ele confessava bater na mulher, beber muito e não se sentir “em condições morais” para o cargo. Destituído, ele reconheceu a sua assinatura, mas não a carta.
    Moral da história:
    assinar em branco é a sentença de morte amanhã.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 10/08/26)

    Pense nisso!
    O voto é nossa assinatura em papel em branco. . .

  75. miguel jose teixeira

    Narrativas X narraPTivas

    “Mais avisos”
    Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio voltou a afirmar que a ditadura comunista de Cuba é patrocinadora do terrorismo. “Espiona os EUA, arma radicais violentos de esquerda, difunde a ideologia marxista nociva e serve como plataforma para a Rússia, China e Irã”.
    (Coluna CH, DP, 10/08/26)

  76. miguel jose teixeira

    Será?

    “Com lupa”
    Amanhã (11), será lançada na Câmara dos Deputados a plataforma Gasto Brasil, que monitora as despesas dos governos municipais, estaduais e – principalmente – federal. Haverá uma exposição até dia 13 com detalhes de como é torrada a grana dos pagadores de impostos.
    (Coluna CH, DP, 10/08/26)

    “Quando o gasto infla, o país murcha”

    Plataforma Ga$to Brasil
    Ga$to Brasil é uma plataforma que demonstra como o governo gasta o dinheiro público, com dados acessíveis e visuais claros, incentivando a participação da sociedade.
    +em: https://gastobrasil.com.br/

  77. miguel jose teixeira

    Essa gente não bate prego sem estopa!

    “Só coincidência?”
    A Transparência Internacional lembra que Weverton Rocha (*), vice-líder do de Lula (PT), alvo de operação da PF no esquema do INSS, “também foi relator da reforma que desidratou a Lei de Improbidade Administrativa”.
    (Coluna CH, DP, 10/08/26)

    (*) O senador Weverton Rocha (PDT-MA) tem ocupado amplo espaço na mídia devido a uma operação da Polícia Federal, desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios do INSS. As investigações da PF e reportagens recentes também apontam laços e movimentações financeiras ligadas a familiares do parlamentar e ao advogado Willer Tomaz.
    +em: https://share.google/aimode/pnpaltdMEqrkvcAMO

  78. miguel jose teixeira

    Já que não existe jericA . .

    “É a cara”
    A ideia de jerico e Janja de retirar a plataforma Discord do ar rendeu críticas do Partido Novo que, em nota, classificou a primeira-dama como “a cara do governo, gasta muito e quer censura”.
    (Coluna CH, DP, 10/08/26)

  79. miguel jose teixeira

    Pense nisso!

    “Governo já tomou R$2,5 trilhões em impostos este ano”
    (Coluna CH, DP, 10/08/26)

    A partir desta terça-feira (11), o Impostômetro, plataforma da Associação Comercial de São Paulo, passa a registrar R$2,5 trilhões de impostos tomados da população brasileira, apenas em 2026. Nunca um governo tomou tanto dinheiro do brasileiro, tão rapidamente. Até o final deste ano, pela primeira vez na História, o pagador de impostos vai ver sair do bolso mais de R$4 trilhões, outro recorde histórico sob o governo Lula (PT).

    Chegou perto
    Em 2025, o governo Lula (PT) conseguiu chegar perto, mas foram R$3,98 trilhões tomado dos pagadores de impostos.

    Só arrocho
    Entre 2024 e 2025 a arrecadação cresceu quase 10%: passou de R$3,62 trilhões para R$3,98 trilhões. Este ano vai chegar aos R$4,13 trilhões.

    Rombo é grande
    Apesar dos valores estratosféricos, a plataforma Gasto Brasil aponta que o governo já gastou mais de R$900 bilhões a mais do que arrecadou.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/operacoes-da-pf-contra-lulinha-e-jaques-wagner-queimam-ministro-da-justica-no-governo)

    Só pra PenTelhar!
    . . .agora o suspeito de empobrecimento ilícito, quer mais 4 anos de “pudê prá pudê fazê” o básico, que ele e sua corja vermelha não o fizeram em 17!

  80. miguel jose teixeira

    Da série: “gosto de levar vantagem em tudo. . .” (*)

    Já havia me acostumado com os “espertinhos” que avançam pelos acostamentos das rodovias quando há congestionamentos.
    Já virou rotina.
    Mas, ontem em rodovia goiana, presenciei uma novidade:
    aproveitando o abre alas da ambulância, os “gérsons da vida” avançavam logo atrás dela. . .
    Mas, pelo que temos “visto, lido e ouvido” os exemplos de caradurismo vem de cima!

    (*) Lei do Gérson
    A “Lei de Gérson” não é uma lei jurídica real. Trata-se de uma famosa expressão popular brasileira que resume o comportamento de buscar levar vantagem em qualquer situação, de forma esperta ou antiética, muitas vezes ignorando regras ou o prejuízo alheio.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_G%C3%A9rson
    Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=fh9u_amafFI

  81. miguel jose teixeira

    “Crítico do sigilo, Lula usa e abusa das agendas “secretas” em Brasília”
    – Nas últimas semanas, Lula promoveu encontros fora da agenda com autoridades do Legislativo, Judiciário e até mesmo com assessor de Putin.
    (Gustavo Zucchi, na coluna do Igor Gadelha, Metrópoles, 09/07/26)

    Crítico dos sigilos impostos durante o governo Jair Bolsonaro, o presidente Lula tem usado e abusado de “agendas secretas” nas últimas semanas, antes do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

    O caso mais recente foi a conversa entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se tornou desafeto do petista após articular a rejeição da indicação do ministro Jorge Messias ao STF.

    O encontro aconteceu na terça-feira (4/8), na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pela prisão de Jair Bolsonaro. Lula e Alcolumbre, entrentanto. não registraram a reunião em suas agendas oficiais.

    Questionado pela reportagem do G1 sobre a agenda, Alcolumbre se limitou a dizer que era “segredo”, como se a conversa entre ele e Lula fosse de cunho estritamente pessoal, sem assuntos de interesse público na pauta.

    No mesmo dia em que se reuniu com Alcolumbre, Lula recebeu, também fora da agenda, integrantes do governo russo.Horas depois, o petista ligou para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, revelada depois em nota oficial.

    Olho no STF
    Por falar em Moraes, Lula foi flagrado pelas câmeras e pelos microfones chamando Moraes para um “café” informal após a cerimônia de sanção do projeto que instituiu o chamado “Pix Pensão”, em 29 de julho.

    Moraes, por causa do recesso parlamentar, presidia interinamente o STF. No mesmo dia, o ministro realizou um novo sorteio para definir um novo relator para um dos pedidos de investigação contra Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

    Vorcaro e Lira
    Desde que voltou ao Palácio do Planalto, Lula realiza encontros com autoridades da República fora de sua agenda, sem cerimônias. Fazia isso, por exemplo, para visitar o então presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

    Reportagem da Folha de S.Paulo de 2023 mostrou que Lula e Lira chegavam a dispensar a escolta e utilizar carros descaracterizados para se locomover por Brasília sem chamar atenção.

    O caso mais famoso das “agendas secretas” de Lula foi o encontro do presidente com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia 4 de dezembro de 2024.

    O banqueiro foi levado ao Planalto pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para conversar sobre o Banco Master. Em conversas com sua então namorada, Vorcaro relatou que o encontro havia sido “ótimo”.

    Vorcaro também foi tema de uma conversa secreta de Lula com Moraes. O encontro, revelado pela coluna, ocoreu após vazamento de mensagens que mostravam a relação do ministro do STF com Daniel Vorcaro.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/critico-do-sigilo-lula-usa-e-abusa-das-agendas-secretas-em-brasilia)

  82. miguel jose teixeira

    Jabuticaba ou jaboticaba?

    A jabuticaba ou jaboticaba é o fruto da jaboticabeira ou jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica.
    Comemorei o Dia dos Pais saboreando jabu(bo)ticabas no maior pomar do mundo: 42mil jabu(bo)ticabeiras.
    Conheça a Fazenda Jabuticabal:
    https://www.fazendajabuticabal.com.br/

  83. miguel jose teixeira

    (*) Perambular significa andar ou caminhar sem rumo certo, sem direção fixa ou sem um objetivo específico.
    . . .e foram quase 17 anos. . . (***)

    “O canto da sereia do ajuste fiscal no próximo mandato”
    – Governo fala o que o mercado quer ouvir, sem credibilidade ou consistência.
    – PT parece não ter refletido sobre os seus erros e arrogância nos anos em que perambulou (*) pelo governo.
    (Marcos Mendes, FSP, 07/08/26)

    Em tempos de eleições nas ruas e de “Odisseia” nos cinemas (1), o ministro da Fazenda foi escalado para atrair o mercado com um canto das sereias. Entoando a sexagenária “daqui para frente, tudo vai ser diferente” (**), de Roberto e Erasmo, prometeu um ajuste fiscal que carece de credibilidade e consistência.

    A falta de credibilidade se constata em atos e falas das autoridades. O presidente da República acaba de prometer mais gastos fora dos limites do arcabouço fiscal, desta vez para a área de ciência e tecnologia (2). Os ministros da Fazenda e Planejamento não perdem oportunidade de declarar que os juros altos não são causados pelo desequilíbrio fiscal.

    Publicaram dois documentos frágeis em que tentam provar teses contraditórias: o primeiro estudo defende que as ações eleitoreiras do governo aumentarão a demanda agregada, gerando investimentos, emprego e crescimento; enquanto o segundo diz que as mesmas políticas não impactam a demanda agregada e, por isso, não afetam a inflação.

    Nos últimos dias, o governo editou medidas provisórias para capitalizar fundos garantidores de crédito subsidiado, renovar programa de renegociação de dívidas e distribuir dinheiro barato para diversos setores: companhias aéreas, usineiros, exportadores, estudantes do Fies. Também propôs aumento do subsídio aos microempreendedores.

    Promete-se que depois das eleições “tudo vai ser diferente” (3). O centro da proposta seria reduzir o limite máximo de crescimento das despesas no arcabouço fiscal, que passaria de 2,5% para 1,5%.

    Aqui chegamos na inconsistência. O arcabouço é um navio de casco furado, no qual entra mais água que nas naus do enrascado Ulisses. Desde julho de 2023, a despesa cresce a 3,9% ao ano acima da inflação (8,2% nos 12 meses até julho de 2026). Supera em muito o limite de 2,5%. De que adianta reduzir um limite que não é cumprido (4)? Quantas novas exceções serão criadas depois de reduzido o limite?

    As exceções já são tantas que a meta do ano é um superávit de R$ 34 bilhões, a previsão é de que haverá um déficit de R$ 52 bilhões e, a despeito dessa insuficiência de R$ 86 bilhões (0,63% do PIB), a meta será considerada atingida.

    Reduzir o limite de despesa restringe a correção real do salário mínimo (5), implicando menor reajuste de benefícios previdenciários e assistenciais, o que poderia melhorar o resultado fiscal. Mas sem uma reforma da previdência e das políticas sociais, o crescimento do número de beneficiários vai continuar pressionando a despesa total.

    Ademais, uma eventual redução de gastos com previdência e assistência, em vez de melhorar o resultado fiscal, pode se converter em mais despesa discricionária, seja porque o limite menor esmagaria essas despesas, seja pela alta propensão a gastar do governo e do Congresso.

    Supondo que haja determinação política para melhorar o resultado primário, a tarefa requererá muito mais que mero aperto de parafusos do arcabouço. Os mais otimistas creem que um superávit de 1% do PIB seria suficiente.

    Como estamos com déficit de 0,4% (6), precisaríamos, mesmo na ponta otimista, de um ajuste de 1,4%, ou R$ 190 bilhões, em um contexto de economia e arrecadação esfriando. Nada trivial. E ainda será preciso desligar os programas de crédito que, em 2026, devem gerar desembolsos orçamentários na casa de 1,5% do PIB, e não aparecem na conta do déficit primário.

    Ao contrário de Ulisses, o PT parece não ter refletido sobre os seus erros e arrogância nos anos em que perambulou (*) pelo governo.

    Acredite quem quiser, no que ora é prometido.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-mendes/2026/08/o-canto-da-sereia-do-ajuste-fiscal-no-proximo-mandato.shtml)

    (1) “‘A Odisseia’ de Nolan põe Homero na boca do povo e é experiência poderosa”
    – Filme mostra que toda adaptação fala tanto da obra original quanto da época em que foi realizada.
    – Em tempos de tantas distrações, retorno do cinema e da literatura aos debates é um feito considerável.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/07/a-odisseia-de-nolan-poe-homero-na-boca-do-povo-e-e-experiencia-poderosa.shtml

    (2) “Lula fala em buscar recursos ‘por fora do arcabouço fiscal’ para pesquisa em tecnologia”
    – Presidente nega que queira desrespeitar regra de limite de gastos.
    – ‘Preciso construir alternativas para criar um programa que a gente possa anunciar ao Brasil’, diz presidente.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/lula-fala-em-buscar-recursos-por-fora-do-arcabouco-fiscal-para-pesquisa-em-tecnologia.shtml

    (3) “Dívida pública em alta vai exigir negociação de medidas logo após as eleições”
    – Economistas defendem plano para contas públicas já nos primeiros meses do próximo governo.
    – Instituto projeta que endividamento pode ultrapassar 100% do PIB em 2032.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/divida-publica-em-alta-vai-exigir-negociacao-de-medidas-logo-apos-as-eleicoes.shtml

    (4) “Durigan discute com Lula aperto no arcabouço em 4º mandato e novos gatilhos para restringir despesas”
    – Proposta estudada reduziria crescimento real de despesas de 2,5% para 1,5% em eventual governo.
    – Plano também envolveria novos mecanismos para conter gastos obrigatórios.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/durigan-discute-com-lula-aperto-no-arcabouco-em-4o-mandato-e-novos-gatilhos-para-restringir-despesas.shtml

    (5) “Governo não discute desvincular salário mínimo ou controlar capitais, diz Durigan”
    – José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula, sugeriu regular fluxos financeiros para estabilizar câmbio.
    – Fala foi alvo de críticas, e Edinho Silva atribuiu ao ministro da Fazenda posto de porta-voz econômico da campanha.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/governo-nao-discute-desvincular-salario-minimo-ou-controlar-capitais-diz-durigan.shtml

    (6) “Durigan diz que governo ‘zerou déficit’, mas contas públicas registram rombo nos últimos anos”
    – Gestão Lula acumula saldo primário negativo de R$ 61 bi e R$ 43 bi em 2025 e 2024, respectivamente.
    – Fazenda afirma que ministro tratou da trajetória fiscal e que Planalto passou a perseguir meta zero a partir de 2024.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/durigan-diz-que-governo-zerou-deficit-mas-contas-publicas-registram-rombo-nos-ultimos-anos.shtml

    e+:
    (*) “Perambulando”, Golden Boys: https://www.youtube.com/watch?v=WQHCVxNKwd0

    (**) “Se Você Pensa”, o Rei Roberto Carlos:
    https://www.youtube.com/watch?v=qdcKq7OQ7tM

  84. miguel jose teixeira

    “Deus é testemunha”

    O senador Mello Viana abandonou as hostes do brigadeiro Eduardo Gomes e virou militante apaixonado da candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, na campanha presidencial de 1945.
    Num comício em Belo Horizonte, ergueu as mãos para os céus e pediu a Deus que Dutra fosse eleito.
    Padre Dutra, eleitor do brigadeiro, foi correndo contar a cena para Milton Campos:
    – “O senhor precisava ver a cara do Mello Viana dirigindo-se a Deus!”.
    Campos respondeu:
    – “Pois eu queria era ver a cara de Deus”.

    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

  85. miguel jose teixeira

    Pintando o sete!

    “Formação importa”
    Ministro da Fazenda, o encarregado das contas públicas, Dario Durigan afirmou que Lula (PT) “zerou o déficit”, ignorando os R$200 bilhões de rombo. Ele não é economista, é advogado e administrador público.
    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

    Mas não estranhem. . .
    Houve uma época em que,
    para tentar controlar o inflação,
    o governico de plantão
    desindexava o item que tinha aumentão!

  86. miguel jose teixeira

    Da série:
    a viúva é rica e os abastecedores dos seus cofres são mansos!

    “Na nossa conta”
    A Gasto Brasil, iniciativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Associação Comercial de São Paulo, já registra quase R$3,4 trilhões em despesas dos governos em 2026.
    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

    Se pelo menos sentíssimos o retorno desses gastos!

  87. miguel jose teixeira

    Pense nisso!

    “Gastos com cartões do governo crescem desde 2023”
    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

    As despesas do governo Lula (PT) com os cartões corporativos crescem sem parar, ano a ano, desde 2023. Os chamados “cartões de pagamento do governo federal” bancam qualquer despesa que autoridades achem necessário, do cafezinho à gasolina, mas o governo Lula fez a conta saltar de R$90,7 milhões no primeiro ano do terceiro mandato para R$122,3 milhões, em 2025. Este ano já passa dos R$60,7 milhões.

    Escondidinho
    Os apenas 13 cartões sob responsabilidade da Presidência da República já torraram R$8,6 milhões este ano. Quase tudo sob sigilo, claro.

    Não confunda
    Existem dois tipos de cartões, os apelidados de “cartões corporativos” (pagamento) e os da defesa civil, usados apenas para emergências.

    Aumento exponencial
    No primeiro ano de Lula, gastos aumentaram em R$500 mil em relação ao último ano de Jair Bolsonaro. Em relação a 2025 aumentou em 35%.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/estados-governados-pela-esquerda-tem-as-piores-avaliacoes-no-ensino-basico)

    Reclame. . .
    no dia 4 de outubro: não reeleja!

  88. miguel jose teixeira

    O óbvio uLULAnte!

    “Estados governados pela esquerda têm as piores avaliações no ensino básico”
    (Claudio Humberto, Coluna CH, DP, 08/08/26)

    Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que estados governados pela esquerda têm pior desempenho no ensino fundamental (1º ao 5º ano) das redes públicas e privadas. Os números são de 2025 e refletem o desempenho de 14,5 milhões de matrículas, em 101 mil escolas de todas as unidades da federação. O índice médio nacional é 6,3. A escala vai de 0 a 10 e a meta do Ideb para o ano era de 6 pontos.

    Pior de todos
    O estado com pior desempenho é o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). O Amapá está na lanterna, com 5,5.

    Logo atrás
    O Pará, governado ano passado pelo lulista Helder Barbalho (MDB), amarga a vice-lanterna com sofríveis 5,6 pontos.

    Segue a lista
    Seguindo a lista dos cinco piores desempenho do Ideb, aparecem três estados empatados, incluindo a Bahia, do Jerônimo Rodrigues (PT): 5,7.

    Mais petista
    Além da Bahia, a posição tem ainda Rio Grande do Norte, de Fátima Bezerra (PT), e o Maranhão, de Carlos Brandão, ex-PSB atual MDB.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/estados-governados-pela-esquerda-tem-as-piores-avaliacoes-no-ensino-basico)

    Só pra esbanJANJAr. . .
    Excluindo-se a China, que pratica o “comunismo selvagem”, em que país governado pela corja vermelha a educação básica é exemplar?
    São verdadeiras fábricas de massa de manobra!

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