Impressionante como os políticos da atual administração de Gaspar, sucessiva e repetidamente, atravessam a rua para escorregar nas cascas de bananas que estão no outro lado da rua. E ainda, inventaram fazer um “curso” caro que vai lhes “ensinar” a se explicarem, naquilo que não tem explicação. Antes, falta-lhes senso de transparência, coerência, oportunidade, autenticidade, o que dizer e principalmente, resultados concretos para a esperançosa sociedade que escolheu os atuais dirigentes.
O vice-prefeito de Gaspar, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos (à esquerda, acima), estava passando quase ileso nestas tempestades de dúvidas e que se abate sobre os da prefeitura de Gaspar. Mas, eis que de repente, ele resolveu “reaparecer”. E “voltou” da pior forma possível. Rodrigo “rompeu” o seu longo silêncio à que se submeteu voluntariamente – e nunca explicou bem à razão disto direito aos seus eleitores, eleitoras e simpatizantes. Rodrigo veio a público na semana passada, nas suas redes sociais, e piorou tudo o que já estava ruim e mal explicado à cidade no governo dele, liderado por Paulo Norberto Koerich, PL (à direita acima).
Os dois foram eleitos em outubro de 2024 com 52,98% válidos para mudar o que ninguém mais aguentava na estagnação, na enrolação, nas dúvidas, nos jeitinhos para uns e punições arbitrárias para outros que se negam à panelinha de favores entre os mesmos, bem como na falta absoluta de transparência e às interferências submissas de bastidores aos mesmos donos da cidade, instalados pelos atraso aqui, por décadas.
Passa e sai governo, seja qual forem os partidos, e esta sombra maligna está lá firme por si, seus herdeiros e novos agregados em ambiente bem restrito. E agora, se descobre que somos reféns de um cartel – definição do próprio Paulo Norberto Koerich, PL, ouvindo os promotores de Blumenau – e uma máfia que se criou. Ela vinha contaminando, encorpando e dominando vários governos de Blumenau. E na “expansão” dos negócios e territórios dominados, passou a ter afinidades e interferências de mando em Gaspar. Meu Deus!
Os votos que elegeram Paulo e Rodrigo por esmagadora maioria foram, exatamente, como mostravam as pesquisas da época, os discurso, as promessas e confirmados nas urnas, contra quatro candidatos, sendo dois deles entrantes da mesma direita que está no poder, um da direita pela continuidade de oito anos de agonia que se queria longe e um ex-prefeito de centro-esquerda que governou Gaspar por 12 anos, de onde, vejam só, Rodrigo é originário.
Eram votos para a mudança, mas pelo visto, tudo ficou ainda bem pior e sem controle, principalmente na narrativa e na gestão da crise. Incrível. Gaspar se inseriu num cartel regional, como o próprio Paulo, com voz alterada e cara de brabo, admitiu numa entrevista a Joel Reinert e Paulo Flores, na rádio 89 FM – como já reportei em artigo aqui e cujos recortes daquela entrevista pioraram o que deveria ser esclarecedor.
E o que estava camuflado, ficou – e ainda bem -, escancaradamente à mostra depois das operações policiais em Blumenau. Agora, Paulo Norberto Koerich, PL, está sem alternativas para salvar a metade do tempo que resta do seu governo. Paulo, no fundo, está obrigado a reconstruir, repito, reconstruir, o seu governo se não quiser colar esta craca no seu currículo de famoso e articulado investigador, delegado e que chegou ao topo da carreira como secretário de Segurança no governo de Carlos Moisés da Silva, União Brasil, eleito no PSL pela onda bolsonarista de 2018.
RODRIGO, MAIS UMA VEZ PEGOU, O BONDE ERRADO

Aonde Rodrigo encontrou desta vez um cipoal para ser agarrar? Numa fala desastrada – eu acho que ele nem sabia direito o que estava falando – do líder do PL gasparense na Câmara, Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho (foto ao lado). Coisa de novato na política, jovem e de conservador “consertador” do mundo. Espera-se então que a surra que está levando da guilda e dos políticos lhe ensine alguma coisa para daqui em diante.
Carlos Eduardo disse que vai faltar servidores e concursos de tanta gente metida nessas embrulhadas, todas elas ainda mal explicadas, cada vez piores quando se apura e se explica, e que estão sendo investigadas ou levadas à Justiça pela polícia especializada em corrupção, o Gaeco – Grupo de Atuação Especial no Combate as Organizações Criminosas – e o Ministério Público, todos de Blumenau. E por aqui, se tenta esconder do povo, suavizar, justificar e até jogar no colo de outros.
Se há servidores concursados metidos nisso, mas, por enquanto não há nenhum de Gaspar. E os envolvidos de Blumenau estavam aqui na condição de comissionados, todos indicados por Mário Hildebrandt e Egídio Maciel Ferrari, ambos do PL, ex e atual prefeito de Blumenau, mas referendados e nomeados por Paulo Norberto Koerich, PL, o entrevistador de todos os nomeados aqui.
E Paulo, sabedor de que outros ainda estando aqui e são extensão dos que foram expurgados pelas circunstâncias que não pode contornar, finge que esta situação não é bem com ele. Paulo, finalmente saiu do silêncio, não sobre este assunto que continua um tabu para o governo. Orientado não se sabe bem por quem, está nas redes sociais está cada vez mais disfarçando. Está abraçando crianças, participando de festinhas públicas, rezando, tomando cafezinho e falando de obrinhas de manutenção que estão sendo feitas com atraso.
RODRIGO TOMOU AS DORES DOS SERVIDORES PARA VOLTAR AO PALCO
Retomando. Paulo é servidor público estadual concursado. Já foi representante da guilda. Rodrigo também no âmbito Federal. Rodrigo é bem letrado. É engenheiro, é professor, está coberto de invejável de titulação acadêmica. E agora, na má “química” pessoal e política, lida igualmente de conflitos pessoais entre Rodrigo e o vereador da suposta base do atual governo, Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho, PL. Então, não há ingenuidade. Há oportunidade de exposição.
Mais uma vez, Rodrigo preferiu tergiversar. Ele perdeu a grande chance de se tornar um estadista numa reentrada triunfal para “apagar” passado, dizer que mudou e naquilo que se esconde sob várias cortinas de fumaça contra o atual governo de Gaspar – do qual, em tese, Rodrigo é parte. Estas dúvidas em Gaspar estão expressas nas operações “Ponto Final” do cartel de empreiteiras e do dono de Blumenau, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi e que virou o “dono de Gaspar e do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, a “Arbóreo” (merenda escolar em Blumenau) e a “Sentinela” (contratação de vigilância para as escolas municipais de Blumenaui).
Rodrigo, que já foi ao tempo do governo de Pedro Celso Zuchi, PT, o equivalente ao que hoje é o status de secretário de Planejamento Territorial, deveria ter voltado do seu silêncio explicando à cidade que está bem distante dessa lambança toda, como ela se deu, de como ele vai contribuir para esclarecê-la à cidade ávida e curiosa por isto, ou então, ajudar a salvar o mandato de Paulo Norberto Koerich, PL, para por extensão Paulo se sair melhor na foto, desde que resolveu entrar nesta mesma confusão, escorregar na casca de banana no outro lado da rua e que aparentemente estava longe dela.
Mas, não! Rodrigo preferiu se vestir de sindicalista e marcar pontos com o Sintraspug – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Gaspar. E se isto fosse pouco, ainda emprestou uma frase sempre usada pelo aprendiz de rede social, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP. Ele sempre sem ter o que dizer, repete o bordão: “prestem a atenção“, como advertência nula. Confira este vídeo abaixo. Volto mais adiante.
TAMPARAM O NARIZ DE RODRIGO. ELE AUMENTOU A VULNERABILIDADE DELE
Se um investigador de fama como é Paulo Norberto Koerich, PL, parece ter perdido o faro (sim, bons policiais e jornalistas precisam deles, além das evidências, dos fatos, provas, testemunhas e fontes), Rodrigo parece que tampou o nariz naquilo que cheira muito mal em Blumenau e na conexão com a administração de Gaspar da qual é parte, como apuram as investigações em curso. E é isto, bem como às concessões, que os deixou vulnerável.
Primeiro, Rodrigo nunca foi um conservador. Mas, em 2020 ele ganhou uma chance. Se vocês não se lembram do nada, sem tempo, sem dinheiro e contra o mecanismo dos donos da cidade que está cada vez mais exposto do que antes, o qual, sem alternativas e esperando uma saída, finalmente, acertava e reelegia Kleber Edson Wan Dall, MDB, Rodrigo fez extraordinariamente 22,21% dos votos válidos pelo PL que o acolheu. Era um recado.
Segundo. O patrimônio de um político é a quantidade de votos dele contados nas urnas. Rodrigo, mais uma vez, o desdenhou. Em 2024, quando percebeu o dano da tática pela inércia e de que iriam incensá-lo por falta de outra opção, já era tarde. Como diz o poeta, “quem sabe faz a hora; não espera acontecer“, restou-lhe a consolação, ser vice de Paulo Norberto Koerich, PL. E aceitou para não ser mais humilhado do que estava sendo.
Eleito, Rodrigo quis ser “prefeito”. E naturalmente, ele virou um zumbi a tal ponto de ter que trocar o PL pelo Republicanos para se “acomodar” ao que estava perdido neste bonde chamado Paulo Norberto Koerich, Mário Hildebrandt, Egídio Machiel Ferrari, os “donos de Blumenau” segundo se descobre a cada dia nas investigações e a turma da pedreira. Rodrigo, mais uma vez, não percebeu, o mau cheiro do ambiente.
Por derradeiro, se Rodrigo não se cuidar, a craca que gruda do PL de Mário Hildebrandt, importada em parte por Paulo Norberto Koerich, PL, para Gaspar, às dezenas ,por gente que só anda de GPS em Gaspar e insiste em ficar, apesar de todas as evidências da necessária limpa profilática, mesmo que não sejam culpados de nada, vai grudar também em Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos.
Ambos estão, nestas horas ruins, no mesmo barco. E Rodrigo, claramente, perdeu o timming, não possui equipe, apesar de amplo conhecimento acadêmico. Rodrigo não pulou fora desse barco cheio de buracos, mesmo com todas as boias – e razões – que tinha para tal. Muito menos está fazendo algo para “consertá-lo”.
A charge abaixo, feita com ajuda de Inteligência Artificial, sem custos, oferecida por um leitor deste espaço, leitores que eu não tenho, segundo o poder de plantão, retrata bem este eterno “Dia da Marmota” gasparense. É um “não vale a pena ver de novo“, onde “só o coração não vale“. Antes, é preciso unir inteligência, estratégia, gente qualificada, acima de qualquer suspeita e todos, de fato, dispostos a pegarem no pesado, pois há muito o que fazer, reconstruir e inovar diante de tanta repetição da inércia de décadas nas gestões de Gaspar. Paulo Norberto Koerich, PL, parece que está anestesiado. Esta é a impressão dos eleitores e eleitores que ainda conseguem conversar com ele.

Retomando.
Rodrigo, achando que vai se dar bem entre os eleitores e eleitoras servidores e servidoras públicas de Gaspar, preferiu se vestir de sindicalista, a partir de uma colocação publica e infeliz de um novato na política, pivô de desentendimentos pessoais entre ambos. Não esclareceu nada. Não propôs nada. Ou seja, pelo jeito, Gaspar não realmente vai mudar. continuará anestesiada. Os que prometeram mudanças – entre eles Rodrigo – aos eleitores e eleitoras em 2024, de verdade, não querem porque lhes falta competência, coragem, determinação, objetivos, enfrentamento às reais dificuldades, ou porque estão embrulhados em coisas mal explicadas.
E tem mais. Rodrigo ao tentar colocar a cabeça de fora, para no oportunismo ressurgir das cinzas, já sentiu o bafo do bolsonarismo e de quem ainda não desistiu de Paulo Norberto Koerich, PL. A esperança para essa gente é a do velho ditado: é a última que morre. E que uma hora, tudo isso vai ser esquecido e Paulo vai se tornar herói, mesmo diante de tempo escasso e da falta de atitudes gerenciais, a começar pelas escolhas que não produziram e não produzem resultados concretos favoráveis para ele e o governo em si.
Um especialista conhecido na cidade em avaliação de contrações na área de recursos humanos, foi à rede social do próprio Rodrigo chamá-lo de malandro, no sentido de desapegado à produção, de colocar a mão na massa, de buscar resultados. E o especialista desafiou Rodrigo a contestá-lo. Credo! E depois sou eu quem exagero. Eu apenas, não tenho o rabo preso com ninguém cheios de interesses, numa me filiei a partido algum ou dependo de cartéis, máfias e empregos públicos para me manter de pé. Decididamente, Gaspar não é para amadores. Todos sabem o que deve ser feito pela cidade, cidadãos e cidadãs, mas quem tem a tinta e a caneta na mão, teimosamente, não faz isto. Muda, Gaspar!
TRAPICHE

Na sexta-feira, sem feriadão, escrevi: JOÃO RODRIGUES VEIO A GASPAR. MOSTROU A RAZÃO PELA QUAL JORGINHO MELLO O TEME E COMO O ESQUEMA QUE ELEGEU PAULO NORBERTO KOERICH ESTÁ EM RETALHOS CONTRA O PRÓPRIO JORGINHO. “Quebrei” – e fico me perguntando, por que só eu – o sepulcral silêncio da imprensa gasparense, naquilo que rolava, ampliava-se nas redes sociais e aplicativos de mensagens neste final de semana sobre a caravana e à espontaneidade dos que estão aderindo a João. E depois essa gente reclama da sorte na falta na audiência e de investidores em seus veículos.
Esta passagem de João Rodrigues, PSD, por aqui e o meu comentário geraram polêmicas. E uma das boas, penso. Ela veio de um prócer do partido Novo, de Gaspar, porque na chapa de Jorginho Mello, PL, está não com a bengala, mas dependente do esteio que espertamente buscou para um governo sem marca, depois de quatro anos de administração, precisa desse esteio para se safar na busca da reeleição: Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville, por sete anos.
Já escrevi que vice não é nada, a não ser que se faça um acordo entre eles e este acordo seja cumprido. Vice é um luxo, pago por nós, para ficar de reserva, e apenas em alguns casos, se não entrar num rolo que ainda o casse por causa do titular, ou se invente interpretações ou hermenêuticas inapropriadas na Justiça contra a lei expressa para o (ou a) vice não assumir. O que a atual vice de Jorginho Mello, PL – o que jogou em todas as pontas ideológicas até aqui para ser dar bem eleitoralmente na vida e tenta repetir a manjada fórmula – a policial civil Marilisa Bohem, agregou para além da representação do norte catarinense – e da classe policial identificada com o bolsonarismo – a partir de Joinville na corrida de 2022?

Este é neste momento de fragilidade o papel de Adriano Silva, do Novo, para Jorginho Mello, PL (foto ao lado com Paulo Norberto Koerich, PL, no repasse de R$20 milhões para a tal desapropriação do Hospital de Gaspar), nesta corrida de 2026. Adriano, sim, possui um currículo de administrador invejável, profissional, ainda mais sem, inicialmente, ter representação legislativa sólida para apoiá-lo. Adriano, contratou seus secretários no mercado e à base de currículo, entrevistas, resultados e entregas qualificadas. Adriano vai colar em Jorginho aquilo que Jorginho não foi capaz. E de lambuja o PL, o bolsonarismo e Jorginho anulam o Novo e o próprio Adriano. Simples assim. Adriano corre um sério risco de virar mais uma Marilisa nas mãos de Jorginho. Alguém quer me desmentir?
A queixa do representante do Novo gasparense tem razão de ser e eu o entendo. Se João Rodrigues, PSD, ex-prefeito de Chapecó, cresce e chega ao segundo turno, o próprio frágil projeto do Novo estará comprometido. Porque no segundo turno será outra eleição e foi assim que os conservadores fizeram na opção por Jorginho Mello, PL, em lugar da reeleição de Carlos Moisés da Silva, então no Republicanos. Hoje ele está no União Brasil e foi eleito pelo PSL de Jair Messias Bolsonaro, que trocou por Jorginho. E Jair é João mais que Jorginho. Todos sabem.
Esta assombração se acentua diante de traições e radicalismo exacerbados de algumas lideranças bolsonaristas. Deram-lhe protagonismo Esperidião Amim Helou Filho, PP, ao traí-lo por ser supostamente idoso e que no fundo é, mesmo assim, foi o único representante catarinense com alma e coerência barriga-verde no Senado. Desculpa esfarrapada para trazer mais candidato sem qualquer identificação com Santa Catarina, o ex-vereador carioca sem expressão, Carlos Bolsonaro, PL. No segundo turno, todos os deputados e senadores estarão eleitos. A disputa casada ou camuflada se dissipa. O tabuleiro do xadrez já estará pronto para um novo jogo. E com tons de revanche. Também é simples assim.
Quem assistiu a última sessão da Câmara de Gaspar, achou que estava lendo este blog. E não foi a oposição que deu corda ao enredo. Foi a própria situação. Ela está sitiada de incoerências, explicações, enrolações e desperdícios de tempo diante de tantas prioridades e falta de entregas à cidade e a população.
Desgraçadamente, eu não deveria ter assunto deste tipo para meus textões e notas. Mas, todos vêm lavando a minha alma. Em tempo de corrida em busca de votos, os obrigados à defesa do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, estão perdendo tempo com explicações, daquilo que nunca deveria ter acontecido por aqui. Não conseguem virar a página. É o “Dia da Marmota” em seu estado puro. Meu Deus!
O Dia da Marmota I. Do vereador Giovano Borges, PSD: “tiraram o secretário [ Planejamento Territorial de Gaspar, Michael Jackson Shoenfelder Maiochi, que está de tornozeleira e correndo sério risco de ser preso]. Mas, com ele veio um kit. E este kit ficou aqui dando as cartas“. Então, o que exatamente o Paulo Norberto Koerich, PL, não entendeu até agora? E por causa disso ele é tragado pela cidade.
O Dia da Marmota II. Sabe quem ganhou a licitação em Blumenau para, mais uma vez emergencialmente, fazer roçadas e limpezas em Blumenau? A curitibana Ecosystem. A que fazia em Gaspar e foi parar em apurações policiais e deu numa rumorosa CPI por aqui e cujos resultados, segundo informam, foi amplamente distribuído ao Gaeco, Tribunal de Contas e Promotoria Pública. Ninguém se fala?
O que mais se ouve na Câmara de Gaspar: “a outra foto Breno; a outra imagem, Breno; o outro vídeo Breno; o outro slide Breno; acho que falhou; este não, a outra imagem, Breno”. Esse Breno precisa prestar mais atenção. Ele, às vezes, parece ser discípulo do Chacrinha: “eu vim aqui para confundir e não para explicar”.
Bordão emprestado. É também do pernambucano José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha (1917/88), o Velho Guerreiro, “quem não se comunica, se trumbica“. A comunicação do governo Paulo Norberto Koerich, PL, é e continuadamente desastrosa. Impressionante. E acham que fazendo um caro cursinho walita, com gente sem cacoete algum para se comunicar, vai se resolver o problema. Pior. A comunicação que toca a comunidade o que se fala pode ser comprovado. Em Gaspar falta antes, resultados. Depois estratégia. E por fim, gente de credibilidade para validar o governo. Simples assim. Voltarei ao tema, especificamente.
Agora não se pode m ais colocar uma lista de devedores do Cemitério de Gaspar, no próprio Cemitério, para os que não são encontrados nos endereços que deram, vão lá e estão prestes a perder os direitos sobre a posse temporária dos túmulos que não regularizaram? A vereadora Mara Lúcia Xavier da Costa dos Santos, PP, em campanha, já classificou isto de paredão. Credo!
Mário Hildebrandt, PL, de Blumenau, mudou o mote da campanha: versículos bíblicos. Perguntar não ofende: ele não deveria estar enfatizando o que fez como prefeito de Blumenau e como secretário de Defesa Civil e Proteção do governo de Jorginho Mello, PL?
Está certo o vereador que é a extensão do vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil. Ele está pedindo explicações ao desconfiar do relacionamento dos envolvidos em escândalos e operações policiais em Blumenau, com a assessoria jurídica contratada para colocar o Hospital Santo Antônio, de Blumenau, em estranha desapropriação, dentro do Hospital de Gaspar. Aliás, só faltam mais 20 dias pelo último prazo adiado, sucessivamente, desde Primeiro de Janeiro deste ano.
Mas, perguntar não ofende. Nesta mesma linha levantada por Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, não é estranho que um outro envolvido na mesma operação policial, a “Arbóreo”, a da roubalheira da merenda, tenha o mesmo grau de parentesco com um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, tribunal feito para fiscalizar as prefeituras do estado? Qual a razão de tanto silêncio e diferença de tratamento?
Pelo andar da carruagem, em Gaspar, parece que tornozeleira eletrônica é tratada como joia e até status. Todos pisando em ovos para não ofender quem deve explicações a polícia e a sociedade. É inexplicável, ou para bom entendedor, meia atitude omissiva basta?
Pronto. Era só o que estava faltando. Ivan Naatz, PL, em campanha a reeleição, diz que foi o deputado que mais trouxe recursos [emendas, nossos impostos do Orçamento do governo do Estado] na história de Gaspar: R$7,5 milhões. Na lista estão várias rubricas como “recurso conquistado”. Ou seja, que, por razões que Ivan não explica, não chegou ou não pode, ou ainda não foi usado aqui em Gaspar. Muda, Gaspar!
5 comentários em ““PRESTA ATENÇÃO”. O VICE-PREFEITO RODRIGO, DE GASPAR, ARRUMOU UM PÉ PARA SAIR DO SEU SILÊNCIO SEPULCRAL DIANTE DE TANTAS DÚVIDAS, FALTA DE ENTREGAS DO GOVERNO. NÃO FOI PARA ESCLARECÊ-LAS, MAS PARA FAZER MÉDIA E POLITICAGEM COM OS SERVIDORES EFETIVOS ATINGIDOS PELA INSENSATEZ DE QUEM NÃO TEM O QUE DIZER PARA SAIR DA ENRASCADA ONDE A ATUAL ADMINISTRAÇÃO SE METEU. E EXATAMENTE EM ANO DE ELEIÇÕES QUANDO O DESCONTENTAMENTO PODE SER EXPRESSO NO SILÊNCIO DA URNAS”
O Rodrigo é um dos poucos aqui na prefeitura que conversa e ouve os servidores. Este pelo menos me representa, pois até secretários municipais que eu tinha esperança se mostraram mais preocupados em bajular o prefeito do que com resultados para a população.
Prezada Luciana
Agradeço a sua interação e repeito muito a sua opinião
Mas, o meu comentário não versou sobre o vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, ouvir ou não ouvir os servidores municipal. Todos, eleitos e comissionados, deveriam ouvir vocês. E se Rodrigo está ouvindo, o que ele efetivamente está fazendo para mudar a situação dentro da prefeitura a favor de vocês?
Os governantes não foram eleitos para apenas ouvirem os servidores efetivos, mas principalmente, para ouvirem os munícipes, os pagadores de pesados impostos, os que sustentam tudo isso, os que precisam de resultados, e muito mais do que isso: Paulo e Rodrigo foram eleitos prometendo e se esperando serem eles agentes de transformação.
Nem o titular, nem o vice, que institucionalmente, é um decorativo e sem tinta na caneta, vem fazendo este papel relevante para a cidade, cidadãos e cidadãs. Quando teve a oportunidade, após longo e tenebroso silêncio, desperdiça-a. Incrível. Simples assim!
Discordo. Se você diz que não tem a caneta, já responde que pouco pode fazer.
De forma propositiva, o que você faria no lugar dele? se o titular só escuta o chefe de gabinete, o qual manda no prefeito. Você teria alguém melhor para indicar? Eu acho que ele fez muito bem em se posicionar e na minha sala todos concordaram.
Ótimo. Se posicionou e resolveu? Quem tem que se posicionar é o Sintraspug, outro que anda bem na contramão de tudo em favor dos servidores municipais. Saudades de uma certa telefonista…
A ARTE PARLAMENTAR DE NÃO DEIXAR VESTÍGIOS, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A votação simbólica talvez seja hoje um dos instrumentos mais convenientes da política brasileira para diluir responsabilidades individuais dentro do Congresso Nacional. Criado para acelerar deliberações consensuais e destravar a pauta legislativa em matérias de baixa controvérsia, o mecanismo vem sendo progressivamente banalizado como uma espécie de zona de conforto institucional para parlamentares que desejam aprovar projetos polêmicos sem deixar registrada a própria digital política.
Em tese, o modelo tem utilidade legítima. Em votações simbólicas, o presidente da sessão pergunta aos parlamentares favoráveis que permaneçam como estão, sem registro individualizado dos votos. Quando há amplo acordo em torno de determinada proposta, o rito ajuda a conferir celeridade ao funcionamento das Casas legislativas. Não faria sentido transformar toda deliberação em longos processos nominais quando há evidente convergência política ou matérias meramente procedimentais.
O problema começa quando aquilo que deveria ser exceção operacional passa a funcionar como escudo político. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo mostrou que a prática se tornou dominante nas duas Casas legislativas. Na Câmara, em 2025 (até novembro), houve 420 votações simbólicas, ante 215 nominais. No ano anterior, foram 369 simbólicas, ante 150 nominais. No Senado, a diferença também chama a atenção: 126 votações simbólicas e apenas 25 nominais em 2025. Em 2024, foram 175 simbólicas, ante 41 nominais. Para um Congresso tão afeito à liturgia da exposição pública em períodos eleitorais, chama a atenção o apreço quase monástico pelo anonimato quando determinados temas chegam ao plenário.
Entre as propostas aprovadas de forma simbólica pelos deputados neste ano está o projeto de minirreforma eleitoral que flexibiliza regras de prestação de contas de partidos e campanhas, limita punições financeiras e amplia a proteção ao uso dos fundos partidário e eleitoral.
Os regimentos da Câmara e do Senado estabelecem situações em que a votação nominal é obrigatória, mas não criam um critério geral que imponha esse tipo de votação para matérias de maior relevância política ou impacto social. Na prática, fora das hipóteses regimentais específicas, prevalece ampla margem de decisão política da Presidência da sessão e das lideranças partidárias sobre a adoção do voto simbólico ou nominal. O resultado é um sistema bastante flexível, que permite a aprovação de temas altamente controversos sem que o eleitor identifique com clareza a posição individual de cada parlamentar.
Não se trata de detalhe burocrático. O voto parlamentar é parte essencial da representação democrática. Deputados e senadores não foram eleitos apenas para ocupar cadeiras, negociar cargos ou participar de articulações internas. Foram escolhidos justamente para assumir publicamente posições políticas diante da sociedade. A lógica da representação pressupõe responsabilidade, transparência e capacidade de prestação de contas. Sem isso, enfraquece a própria relação entre eleitor e eleito.
A banalização das votações simbólicas vai na direção oposta do discurso que domina as campanhas eleitorais. Em períodos de eleição, candidatos se apresentam como defensores intransigentes de princípios, valores e agendas públicas. Gravam vídeos, produzem peças publicitárias, publicam manifestos e fazem questão de vocalizar posicionamentos sobre praticamente todos os temas nacionais. Já dentro do Parlamento, muitos dos mesmos políticos passam a se esconder atrás de mecanismos regimentais que evitam exposição pública em votações potencialmente desgastantes.
O resultado é um ambiente de conveniência coletiva. Aprova-se o projeto, distribuem-se os benefícios políticos internos, preserva-se o interesse corporativo da classe e, ao mesmo tempo, dilui-se o custo individual perante a opinião pública. É improvável, contudo, que o próprio Congresso avance espontaneamente para restringir esse expediente.
A democracia representativa exige mais do que discursos em campanha. Exige coragem institucional para sustentar publicamente os próprios votos. Quem legisla em nome da população não deveria temer deixar registrado aquilo que decidiu aprovar.