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  • Herculano

VEREADOR AMAURI ALERTOU O DESASTRE DO HOSPITAL. OS PODEROSOS O CONDENARAM. QUERIAM TUDO ESCONDIDO

Atualizado as 16h08min Durante o mês de novembro inteiro do ano passado, todas as terças-feiras, o vereador Amauri Bornhausen, PDT, que em tese é da base aliada de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Marcelo de Souza Brick, PSD - e por isso, deveria estar ajoelhado - apesar da falta das duas pernas e que agora tenta recuperá-la com as próteses que começou a testá-las - na Bancada do Amém, composta pelo onze (MDB, PP, PSDB, PSD e PDT) dos 13 vereadores, martelou sobre o desastre em que se meteu o Hospital de Gaspar.


"Não discurso como um crítico, mas como alguém que quer o bem do Hospital, um hospital que serve a comunidade", sublinhava na tentativa de diminuir a "indignação" dos pares de Bancada contra à sua iniciativa, que preferiam vê-la na boca de outro qualquer, menos em um suposto aliado. Meu Deus!


Amauri tentou alertar para o desastre em que estava metido o Hospital de Gaspar. Mas, não foi ouvido. Ao contrário, foi condenado. Seus pares queriam que tudo se escondesse. O que não conseguiram, foi esconder da população, a mais sofrida, neste final de ano, e passar uma vergonha daquelas. Antes, tivessem prestado a atenção aos discursos, diagnósticos, gráficos e comparações reveladoras de Amauri com os dados oferecidos a ele, pelo próprio Hospital, obrigado a responder seus requerimentos.


E por quê retorno este assunto?


Porque acuado pela população, à cata de votos, e vendo esse caos do Hospital lhe prejudicando na carreira política, Kleber resolveu "convidar" os vereadores da sua base para explicar "o que supostamente está fazendo no Hospital sob intervenção da prefeitura e comendo uma dinheirama sem fim, para melhor atender a população sofrida", num Hospital claramente problemático.


E o que Kleber não fez?


Foi convidar o vereador Amauri, mesmo ele sendo supostamente da sua base, o que entende, o que alertou. Kleber e seus "çabios" preferiram e trouxeram para as fotos oficiais que espalharam pelas redes sociais e para a propaganda, os demais vereadores e vejam só, os que não deram um pio neste assunto, e que queriam o Amauri calado.


Resumindo: nada vai melhorar, nem mesmo a imagem, pois o que precisa é reverter o caos em que o Hospital está metido. E disso, ninguém falou, quer falar, ou se tem uma solução que passa pela municipalização dele e o fim da intervenção marota inventada pelo ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, e usada ao extremo por Kleber que está inviabilizando econômica, e por conseguinte, tecnicamente o Hospital de Gaspar.


No fundo, Kleber e seus "çábios" estão metidos em bolhas naqueles assuntos que incomodam à comunidade, os quais deveriam eles - como lideranças - compartilhar e pedir socorro a quem entende, a quem está interessado em soluções e não para quem está em campanha eleitoral, ou quer apenas continuar no poder e precisa esconder os problemas.


Negam-se envolver, verdadeiramente, na parceria de resultados, outras instituições, a cidade, os cidadãos e as cidadãs


Retomando


Este discurso reproduzido abaixo, foi o último do ano passado de Amauri. Era a conclusão de tudo o que ele relatou, desenhou e pormenorizou. Era o anúncio de que o pior estava por vir. E veio. Eu, praticamente, em Gaspar foi o único que deu voz ao Amauri. Este vídeo eu ainda não tinha usado.


Não usei, porque achei que os políticos tinham entendido o recado e o pedido de socorro de Amauri. Não entenderam! Continuam fazendo políticagem com algo em que estão enfraquecendo-o para a sociedade, a mais vulnerável. Errei no cálculo. Tudo voltou ao faz de conta de antes. E com marquetagem.


O vereador, cadeirante, está desenquadrado na imagem da Câmara o que mostra o desleixo da Câmara com ele, mas a sua voz pedindo socorro para o Hospital, está clara, claríssima.


Se os governantes e os poderosos tivessem ouvido minimamente, e corrigido alguma coisa, talvez, não teriam passado a vergonha que passaram neste final de ano no Pronto Socorro do Hospital, com os postinhos em férias, e que se somou à falta de liderança de comando no setor da Saúde municipal, o uso politico da área de Saúde, tudo agravado com o aumento da contaminação pela Covid e a nova cepa da Influenza, ambos não previstos.


Se não estavam previstos o aumento substancial da Covid e o aparecimento da Influenza, apesar dos múltiplos alertas dos entendidos no assunto, diante de tanta liberalidade que se teve em dezembro, Natal e Ano Novo, a surpresa foi para todos os municípios. Uns passaram no teste, outros não. E Gaspar foi claramente foi um deles que não passou.


Ao menos uma coisa diminuiu diante de tantas críticas públicas: a arrogância dessa gente diante de tanto desastre.


A comunicação mudou - antes ausente tentando tapar o sol com a peneira, ou voltada unicamente para a promoção marqueteira do governo. Ela, ao menos tentou esclarecer e compensar as ações práticas erráticas, como a que permitiu encher o Pronto Socorro do Hospital como se fosse uma Unidade de Pronto Atendimento - UPA - que em cinco anos de governo Kleber não quis construir um -, o fechamento dos postinhos e à troca do local de vacinação.


Mas, retornando e encerrando.


A última fala de Amauri sobre o Hospital na Câmara feita no dia sete de dezembro é o retrato da montanha de dinheiro mal aplicada. Só em 2021, o Hospital recebeu mais de R$35 milhões em recursos públicos.


Isto não impediu que se criasse embaraços ao atendimento público, ficasse sucateado, devendo inclusive mais de R$3milhões em impostos só para a prefeitura, com bens penhorados, tudo isso, sob intervenção municipal?


E sou eu quem exagero?


E Kleber com a reunião de ontem, excluindo o vereador Amauri, mostra que o prefeito e os que o orientam são vingativos, tenta minimizar ou esconder a dura realidade, e não quer agregar gente que possa lhe ajudar. Prefere os que estão inflando e usufruindo da sua bolha. Um dia, pelas urnas, perceberá que também o isolaram dos votos. Acorda, Gaspar!


Assista. Valem a pena os cinco minutos conclusivos do Amauri.



TRAPICHE


Alerta. Ontem o Inmetro esteve em Gaspar para aferir as lombadas eletrônicas, até então desligadas e que agora estão sob novo contrato. Todos em silêncio. Daqui a pouco vêm as multas sem contestações.


O ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, depois de pego fazendo demagogia em assunto sério e delicado como o Hospital, passou a se comunicar de outra forma com o público doente, ou que precisa de cuidados: alertar para o reforço vacinal e iniciar a vacinação de Covid em crianças. Ela começa hoje em Gaspar. Em Brusque, por exemplo, já foi ontem.


O deputado Ivan Naatz quer mudanças na Executiva do PL de Gaspar que pressentiu não estar nas suas mãos. Ela é tocada pelo seu antigo amigo Rodrigo Boeing Althoff desde os tempos do PV.


Rodrigo não apareceu segunda-feira na reunião do PL de Gaspar feita por Naatz, em Blumenau. Ontem Rodrigo tentava um contato pessoal com o senador Jorginho Mello. Em vão. O senador estava isolado devido a Covid.


Ontem, o Rodrigo leu o artigo daqui. Não gostou, mas "concordou com partes dele"; todavia, não disse quais. A regra para ser candidato a deputado estadual é simples e é seguinte: ter um esquema atrelado a um candidato a Federal para estadualizar o nome. Rodrigo não tem isso, por enquanto. E não trabalhou para tal.


Estão desembarcando do PL de Gaspar, o ex-vereador Cicero Giovane Amaro, egresso do PSD, funcionário do Samae; e Daniel Cardoso, vindo do PT. O motivo? A filiação de Jair Messias Bolsonaro no partido. Ambos são atrelados ao modo de pensar de Rodrigo e não exatamente de Naatz. Hum!


Quer mais um exemplo de como Gaspar está sem horizonte? Vários municípios já foram a Florianópolis assinar a adesão do Plano 1000, do governador Carlos Moisés da Silva, sem partido. Gaspar tem direito em torno de R$73 milhões, ainda não foi.


De verdade? Faltam projetos e prioridades. Tudo o que se faz aqui, a passo de tartaruga, está atrelado a financiamentos. No Plano 1000 de Carlos Moisés, os prefeitos não devolvem o que recebem do governo do estado. Já expliquei isso aqui


Quase todos os municípios estão usando esses recursos para projetos viários de grande impacto na mobilidade urbana ou intermunicipal. Já citei vários exemplos. O que Videira, bem menor, anunciou esta semana que vai fazer com o dinheiro que lhe cabe neste Plano 1000? O Contorno Norte.


O que vai acontecer hoje em Gaspar e ficará assim por alguns dias? Vão nivelar e fresar a parte da Rua Anfilóquio Nunes Pires, entre a Igreja Assembleia de Deus e a Praça Maestro João Bohn - esta tomada por sem tetos e andarilhos - ali na Coloninha.


Neste calorão, para quem não tem ar condicionado no carro, será um pare e siga de dar nos nervos para os moradores da região e os que vem e vão para Blumenau.


Se já houvesse a ligação entre a Coloninha e a Figueira, alternativamente pelo Anel de Contorno, esta situação não seria problema diante da interrupção parcial ou total - sempre ameaçada, como o desbarrancamento - da Anfilóquio para dentro do Rio Itajaí e que já aconteceu e que foi um Deus nos acuda. Até agora, só discursos e papelório.


Que tal sair da ideia, do discurso e incluir este projeto desta ligação entre os bairros da Coloninha e Figueiras no tal Plano 1000, em favor da mobilidade interna dos gasparenses?


Falando de si mesmo? O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, na Rádio Sentinela do Vale: "um maratonista para ganhar uma maratona não adianta treinar um mês antes..."


Qual é mesmo o legado do governo Kleber nestes cinco anos de governo? E como presidente da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí que virou Vale Europeu, qual o projeto regional que deixou como legado?


E por fim, perguntar não ofende: quantos prefeitos, ou vices já estão apoiando Kleber como candidato a deputado estadual para representar a região do Vale Europeu? eu quem sou o exagerado ou a realidade come as fantasias dos nossos políticos? Acorda, Gaspar!