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  • Herculano

UMA LINHA TÊNUE E PERIGOSA

Os riscos para a imprensa num país como o nosso são dois: o primeiro é o de se aliar ao poder da vez, ceder às pressões do dinheiro e da proximidade com os poderosos. O segundo é o de, reagindo aos ataques do governo, tornar-se militante contra ele, retorcendo cada notícia para que desabone o presidente. Embora o primeiro seja claramente o pior, ambos se desviam da missão maior do jornalismo: a busca da objetividade, de modo a municiar o debate público com informações relevantes e verdadeiras.

Por Joel Pinheiro Fonseca, economista e mestre em filosofia pela USP, no jornal Folha de São Paulo (Como Bolsonaro corrói a liberdade de imprensa no Brasil)