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  • Herculano

UMA IMAGEM RECORRENTE E SINALIZADORA

Atualizado: 18 de abr. de 2021


Atualizado em 18.04 às 7h10min. Esta imagem impactante correu as mídias ontem, sexta-feira. Pouco se comentou. Notícia fria, quando foi notícia. Todavia, ela é quase que recorrente das ações policiais de alta complexidade em Santa Catarina nos dias de hoje. Muito dinheiro vivo, muitos ativos lavados e muita droga pesada ou sintética apreendida.


O que é recorrente? A inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina. Ela é fruto da ação profissional de abnegados policiais, nova mentalidade e preparação, inclusive fora do país, desta vez, liderados pelo Delegado Geral da Polícia Civil, e que já foi "secretário de segurança do estado", o gasparense Paulo Norberto Koerich.


Substitui-se a famosa "campana" por meses de paciente e minucioso rastreamento de dados digitais, de documentos de transações de todos os tipos, viagens, hospedagens etc.


Não basta surpreender, prender, marquetear - para reconhecer o trabalho e assustar o crime organizado. É preciso constituir provas sólidas para obter os mandados, evitar vazamentos devido ao poderio de infiltração das quadrilhas nas polícias, obter sucesso nas prisões, instruções de inquéritos e condenações, tudo isso, sem ferir a Lei de Abuso de Autoridade e que pode jogar no lixo este exaustivo e técnico trabalho investigativo.


O que é recorrente segundo os especialistas que lidam com este tipo de assunto?


Santa Catarina está se tornando um polo produtor de drogas sintéticas e um corredor de exportação de cocaína devido a quase uma dezena de portos e marinas.


O que é recorrente? A predileção pela lavagem de dinheiro por aqui, ou até, a moradia de muitos desses barões - ou prepostos - do tráfico internacional que passam despercebidos até que chamam a atenção devido a ostentação. Eles não aguentam ter tanto dinheiro na mão, nas malas, nas contas, nas...


Atualização. Bingo. Esta foto e esta legenda ratificam, na verdade, o título do artigo: imagem recorrente e sinalizadora.


Menos de um dia depois da operação relatada, na mesma região - a litorânea de Santa Catarina -, sem precisar de inteligência, mas num golpe de sorte advindo da burrice, da ganância e do absoluto descuido de gangues e bandidos, a Polícia Civil que procurava uma coisa, acabou achando muito mais além de um novo fio da meada de um novelo do tráfico de drogas entre nós: outros quatro milhões de reais fruto do comércio delas e ainda não devidamente lavado.


O senso do texto original deste artigo se aplica para este caso que virou manchete no sábado e é, ao mesmo tempo, auto-explicativo, outra vez. Com um ingrediente a mais, mas raro: os bandidos facilitaram a vida e à inteligência da polícia - e de todos nós.