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  • Herculano

UM HOSPITAL SEM MISSÃO. OS NÚMEROS E RESULTADOS PROVAM ISTO CONTRA OS POLÍTICOS E GESTORES TEIMOSOS

Antes de ler o texto da coluna homônima que publiquei na edição impressa desta sexta-feira no jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo em circulação em Gaspar e Ilhota, é necessário ouvir a abertura do pronunciamento do vereador Amauri Bornhausen, PDT, feito nesta terça-feira, na Câmara de Gaspar.


Ele faz parte de uma série de falas e análises técnicas de sua assessoria a repostas dadas pelo próprio Hospital a um simples requerimento do vereador.


Então, não se trata de sensacionalismo, retaliação, perseguição, de números inventados se não os oferecidos pelo próprio Hospital. Agora, os políticos e essa gente da Saúde diante da repercussão negativa da sociedade aos seus números que ofereceram, querem arrumar até uma forma de desmenti-los, desmerecê-los ou colocá-los em contexto para satisfazer as suas narrativas que sustentam por anos.


Em tese, Amauri é um governista, da Bancada do Amém, onde estão em tese, onze dos 13 vereadores no puxadinho incondicional de sustentação do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB.


Ou seja, não se trata de oposição, de retaliação, mas como ele diz, de busca de luz e soluções, que os políticos, a Saúde e os administradores do Hospital sempre rejeitam, para deixá-lo permanentemente mendigo, vítima e um poço sem fundo e sem transparência em busca e uso sem controle de recursos públicos e privados.


Amauri diz que quer um Hospital forte, acreditado e auditado pela sociedade e que será tema de outro artigo.



Em Saúde Manca I, II e III escrevi que o Hospital de Gaspar sempre em perpétuo socorro - aquele que não tolera que se aponte seus males para proporcionar à sua própria cura em favor da sociedade gasparense, e principalmente aos mais vulneráveis - lavou a minha alma mais uma vez nos números que ele próprio ofereceu - com atrasos - ao um requerimento do vereador da base de governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, o Amauri Bornhausen, PDT.


Eu - e a rádio comunitária Vila Nova somos os únicos, diga-se - estranhamente, que estou trabalhando este assunto na imprensa local. O governo, o Hospital, a secretaria de Saúde e até profissionais clínicos e gestores, excomungam-me, como sempre. E agora, tentam colocar o vereador no pau-de-arara, - apesar de ele não ter mais pernas para isso por ser cadeirante -, para evitarem desgastes e provas contra os poderosos no mando na cidade. O Hospital é culpado? É, e por tudo o que já se escreveu aqui, e muito, por anos e nestes últimos dias coluna do jornal e neste blog www.olhandoamare.com.br - líder em acessos, sem impulsionamentos, sem patrocínios públicos e privados, sem merendinha e aluguel da pena e da boca, sem rabo preso - somente com base nos discursos de Amauri e seus dados, todos, mas todos, repito, oferecidos pelo próprio Hospital.


Agora, orientado pelos "çábios" que habitam e usufruem do governo, o Hospital - sem missão, como acentuou o vereador - quer se desfazer desses dados cruéis contra ele, seus dirigentes e a sociedade, como se isso fosse fácil e possível.



Não vou me alongar neste ensaio. Mas, olhem atentamente as três ilustrações que permearam os discursos do vereador Amauri na sessão desta terça-feira. O problema é bem maior do que o Hospital: é a Saúde como um todo. É ela que não funciona de forma estruturada. Só marketing. Também, pudera, tocada por sucessão de curiosos... que atendem a relações de amizade, religiosas, ou partidárias...


Esses desenhos são na verdade "retratos" da dura realidade. São gráficos fáceis de serem compreendidos por até leigos. E isto é o que está pegando aos políticos que gostam de embaralhar os seus eleitores e eleitoras com números na discurseira que fazem e entrevistas combinadas ou seu perguntas. Políticos e gestores odeiam perguntas, não dos jornalistas, radialistas e afins, mas do povo.


O que eles nos revelam? Nada além daquilo que venho escrevendo há anos e os leitores e leitoras daqui estão carecas de saber. Incrivelmente só não sabem os políticos e quem eles escolhem para supostamente corrigir este equivoco, este gargalo, esta prioridade gerencial para mudar os resultados pífios ou viciados em favor da sociedade.


Um deles, ratifica que se falha primariamente nos postinhos de Saúde dos bairros - e Centro -. E por conta disso, o Pronto Socorro do Hospital virou um simples ambulatório socorrendo os defeitos destes postinhos, gerando desgastes, queixas e intenso serviço com baixa remuneração ao Hospital. É difícil de entender isso para corrigir e salvar o próprio Hospital?


Não há produtividade no Hospital. Pode até haver números superlativos, mas eles não possuem qualidade minimamente para equilibrar as suas contas. Repito: um Hospital público não é um lugar de lucro, mas também não pode ser lugar de perpétuo desperdício, descontrole e falta de transparência com o dinheiro do povo - pesados impostos - e dos caridosos que ainda doam, participam de bazares etc.


Já do outro lado, o que torna o Hospital referência, querido, procurado, daria supostamente um up grade na sua imagem e melhoria à remuneração da prestação de serviços mais qualificados, capaz com isso de diminuir os custos gerais e o desiquilíbrio econômico, há uma ociosidade relativa impressionante.



Então? É preciso escrever mais? O próprio Hospital desenhou o seu real problema para a população. Infelizmente os que o usam politicamente ele e fazem dele um poder exercício de poder, teimam em não o corrigir. Será por quê? Acorda, Gaspar!


TRAPICHE Então quer dizer que os moradores da Margem Esquerda fizeram um protesto sábado passado para pedir pela vida que está sob risco na travessia duplicada da BR 470 e não apareceram o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, o vice Marcelo de Souza Brick, PSD, onze dos 13 vereadores? Quando escrevo que este interesse dos políticos e poderosos pelo povo de Gaspar é algo interesseiro e imediato pelos votos, todos praguejam. Mas eles próprios dão a senha e as provas da sanha politiqueira. Vergonha. Só para lembrar aos sem memória de sempre. Um dia o ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, levou o seu staff e montou um circo no trevo da Hercílio Fides Zimmermann, a única saída que tínhamos com a BR 470. Havia morrido crianças e uma professora que nem daqui era, mas sabia que mais cedo ou mais tarde, isso seria fatal para os daqui. Conseguiu um arremedo de trevo alemão. E não estava em campanha política. Contei isso em detalhes no blog www.olhandoamare.com.br em SE DEPENDER DOS POLÍTICOS TEREMOS MAIS MORTOS E MUTILADOS NA TRAVESSIA DA BR-470 DUPLICADA EM GASPAR Esta semana, fez 13 anos daquele novembro onde conhecemos o pior evento climático severo que resultou em 135 mortos na região, e o foco se deu em Ilhota. Depois das grandes enchentes de 1983 e 1984 nada se viu igual. Melhorou a nossa consciência e o que está se perdendo com o tempo? E no centro de tudo isso, estão os políticos, que estão afrouxando regras preventivas, permitindo a reocupação de áreas geologicamente consideradas de risco. Novamente, como no caso do protesto da BR-470, vidas para essa gente valem pouco. E ainda vão aos velórios como carpideiras lamentar o ocorrido. Os bolsonaristas que imitam o lulismo, insistem em afirmar que o ex-juiz Federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Fernando Moro, é um traidor. As primeiras pesquisas provam exatamente o oposto. Ele não traiu os que são contra a corrupção e votaram em Bolsonaro achando que ele ia combatê-la. Quando os bolsonaristas tentam colar como único defeito em Moro a traição, sabem que ele ajudou a eleger o presidente que a partir desta terça-feira estará no Centrão do PL do condenado e preso no mensalão petista, Valdemar da Costa Neto.

Quanto a Luiz Inácio Lula da Silva, PT, é por enquanto é o faroleiro que contava vantagens a ser batido o que elogia ditaduras desde que sejam de esquerdas, que igualmente quer a imprensa calada e o judiciário sob a sua guarda. Todos sabem do que ele é capaz fazer postes e afundar o país.