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  • Herculano

UM EXEMPLO DE "PARLAMENTARISMO" DITADOR E SEM CONTROLE E APARTADADO DA CONSTITUIÇÃO VIGENTE


A aprovação pelo Congresso Nacional do aumento estapafúrdio de R$1,7 bilhão para R$5,7 BILHÕES para o Fundo Eleitoral em detrimento da grave crise em que estamos metidos e das prioridades nacionais, enquanto a inflação anual deverá ficar ao redor dos indecorosos 8%, é um exemplo fundado de como o Parlamentarismo no Brasil será um ato criminoso sob o patrocínio de uma maioria dos parlamentares distante e contra o povo que os elege e os paga.


Com todos os defeitos, o presidencialismo, num estado com partidos fracos, ou cooptados, ou sendo notoriamente verdadeiras máquinas de corrupção entre gente do ramo, ainda é o sistema com um contraponto e válvulas de escape para a sociedade e com o controle mínimo.


Se erramos em eleger presidentes, eles podem - e a história já mostrou isso na prática, serem impedidos pelos mecanismos constitucionais vigentes.


Por outro lado, tente tirar um parlamentar das suas funções ou mandato mesmos diante de crimes e provas irrefutáveis. Pior mesmo, será quase impraticável, dissolver o parlamento diante do histórico brasileiro.


Neste momento, por exemplo, é o parlamento - deputados federais e senadores -, atolando-se em benesses quem protege um presidente autoritário, mas fraco administrativamente, e metido em todo o tipo de dúvidas.


O Brasil já teve primeiro-ministro no império e não deu certo. Já teve parlamentarismo e primeiro ministro na República, e não deu certo. Com a renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, no dia dois de setembro, instalamos o parlamentarismo com Tancredo de Almeida Neves de primeiro-ministro. No dia seis de janeiro de 1963, um plebiscito acabou com a aventura.


A Constituição de 1988 deu nova chance aos brasileiros escolherem o parlamentarismo. No dia 21 de abril de 1993, um plebiscito rejeitou a ideia. Então a ideia do semi-presidencialismo branco do deputado Arthur Lira, PP-AL, que quer governar o Brasil com seus pares, diante de um Jair Messias Bolsonaro, sem partido, refém, é um tipo golpe.


Ele mostra bem a decadência do bolsonarismo, aquele que só bravateia, persegue, negocia no escurinho, arma a milícia e que já não manda nada de verdade no governo. Permitiu que o pior do parlamento, uma maioria de indecentes, façam gato e sapato da Nação e dos pesados impostos de todos nós diante de milhões de desempregados, falidos e milhares de mortos a espera de proteção.


O Supremo Tribunal Federal vai permitir isso? Ou Lira e seu grupo vão mudar a Constituição para tomar o poder formalmente no país. Wake up, Brazil!