Buscar
  • Herculano

SOBRE O ÓBVIO. O EX-PREFEITO ADILSON FOI ÀS REDES QUESTIONAR A PISTA SIMPLES DO ANEL DE CONTORNO


Duplicação da BR 470, impacta diretamente na mobilidade no centro urbano de Gaspar


Coincidência. Ao mesmo tempo em que publiquei na sexta-feira a coluna na edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale "GARGALOS E ATRASO I, II, III e IV" e que a ampliei aqui sob novo título, "A GASPAR DOS JOVENS ADMINISTRADORES SE PERDE NA VISÃO DE DÉCADAS PASSADAS", o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, eleito pelo MDB (2005/08), apareceu nas redes sociais, trabalhando de forma diferente, o mesmo conteúdo com o título dele: "O QUE ESTAMOS ESPERANDO, PARA NOSSA GASPAR?"


Exatamente para não perder o fio da meada, é que retorno com o tema hoje.


O ex-prefeito, Adilson pode ter todos os defeitos. Muitos deles, inclusive, tiraram-no do mundo político competitivo local. Entretanto, a visão de ordenamento para a cidade, não lhe falta. E nela está o Anel de Contorno com uma projeção própria. Além disso, foi o que fez o primeiro e único, até agora, Plano Diretor, já cheio de remendos à margem daquilo diz a lei para atualizá-lo.


O Plano Diretor era para ser revisado a cada cinco, ou no máximo, a cada dez anos, conforme determina o Estatuto das Cidades. Nada!


Tanto o ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, como o atual, Kleber Edson Wan Dall, MDB, deram de ombros. E por quê? Para não mexer em abelheiros. Se seguissem apenas o que diz a lei, poderiam ou poderão comprometer amizades, alianças, eleições e poder.


Então em decorrência da politicagem, a cidade é que fica comprometida no seu futuro, refém de interesses menores. É o futuro dela e dos seus moradores que fica à mercê dos jogos dos poderosos de plantão. Simples assim!


Antes de prosseguir, é bom lembrar que o ex-prefeito Adilson estava na festa de inauguração do trechinho dois do Anel de Contorno, no pasto do Jacaré. Era um dos convidados oficiais da prefeitura, naquilo que se tornou um comício eleitoral.


Adilson, no artigo, acha que a cidade está sem um Norte. E ficará assim. E ele sabe que pouca coisa poderá se modificar nesse estado lamentável de coisas.


E por quê? Câmara está submissa ao Executivo e nela também há interesses em jogo; as instituições representativas da cidade estão sem independência, ou caladas nas suas vozes; a imprensa passa longe desse assunto; e o Ministério Público está distante naquilo que competiria exigir das autoridades e que determina o Estatuto das Cidades.


Ou seja, os desrespeitos às lições históricas continuarão desafiando às boas normas de exemplos clássicos para se aproveitar os erros e acertos dos anos vividos aqui e nas experiências de superação de outras cidade, como Norte técnico, social e de equilíbrio ao desenvolvimento econômico e à racional ocupação do solo, como a respectiva infraestrutura urbana (água tratada, esgoto, luz, mobilidade, segurança, atendimento em creches, escolas, postos de saúde...).


Para o ex-prefeito, no artigo que escreveu, assinou e publicou nas suas redes sociais, diz que "a implantação da famosa duplicação da BR-470 não está a merecer, exceção a algumas entidades de classe, dos devidos cuidados de planejamento. Não se vê uma discussão séria sobre a ocupação séria dos solos limítrofes, seu uso como atividades econômicas, ocupação por moradias e a própria mobilidade desta nova realidade a ser implantada. Não se vê um Plano de implantação de redes de águas pluviais e de esgoto, captação, tratamento e distribuição de águas para a nova realidade".


Quando Adilson analisa à mobilidade urbana em Gaspar, aparece entre outras, a crítica dele ao Anel de Contorno na ligação entre as avenidas Francisco Mastella e Frei Godofredo. Ela é explícita, coincidente, com o ponto de vista que expresso há muito tempo aqui e na coluna do jornal.


"Implantar um pequeno e caro trecho em solução de pista simples é no mínimo um desrespeito as boas e recomendáveis normas de Planejamento. Se hoje servirá o tempo dirá, mas certamente estamos determinando, com consequências danosas, o enorme custo de corrigirmos as necessidades do amanhã".


Na cidade, só Kleber, seus técnicos e "çábios" não conseguiram enxergar isso e na oportunidade que tiveram, serem os autores não da inovação, da audácia que se esperava de gente jovem, mas do mínimo e do óbvio que deveriam fazer para a cidade. E mais:


"Como uma necessidade puxa e mostra outras começamos a viver e escutar uma nova polemica, que certamente deverá ocupar o tempo de muitos, a chamada e oferecida duplicação da hoje pista simples da Rodovia Ivo Silveira, a Gaspar-Brusque. Gaspar tem que perder a mania teimosa e burra de querer pagar a conta no mínimo duas vezes. Se pagamos e honramos a carga tributária temos o dever e o direito de reivindicar que o Estado de SC e o governo federal façam e nos devolvam parte do que recolhemos".


Adilson depois de pedir a iluminação do Santo Padroeiro de Gaspar para os políticos que estão no poder de plantão, fato em vão, pois esse pessoal não acredita em santos da Igreja Católica, resume:


"Tivemos a inauguração do Trecho 02 do Contorno Urbano de Gaspar, com 1 km de extensão, obra importante e necessária. Vai ajudar a melhorar em muito a Mobilidade Urbana de Gaspar e Região. Mas de novo fica um questionamento, uma obra estruturante desta importância, tendo sido implantada em uma Via com duas pistas (simples). Chega de Planejamento meia boca, interesses atendidos de alguns poucos protegidos e pensar numa Gaspar global"