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  • Herculano

SEM ESTRUTURA E CASA DE PASSAGEM, GASPAR ACOLHE OS MORADORES DE RUAS COM A PALAVRA


Criticado e mais um simples curioso na área, o secretário de Assistência Social de Gaspar, Salésio Antônio da Conceição, indicação na cota partidária que coube ao PP, saiu às ruas com sua equipe, voluntários e Defesa Civil nesta semana de noites frias e até chuvosas, para falar com moradores de ruas e até distribuir quentinhas. E fez questão de publicar nas suas redes sociais fotos desta ação que empreendeu.


Nobre, mas inútil. E por quê. Mais que distribuir quentinhas, conhecer à dura realidade dos desvalidos e de gente que faz da rua sua morada por intenção, ou conversar para entender o calvário de cada um, é preciso ações concretas e todas próprias de uma secretaria de Associação Social minimamente estruturada.


Entre elas, por exemplo, está uma casa de passagem, mesmo que terceirizada. E em Gaspar não há. Em determinados dias difíceis, como os do nosso inverno, essa gente precisa de algo que lhes abrigue com humanidade, que tenha acesso a higiene e banho, incluindo, uma avaliação médica mínima ou superficial e uma refeição.


Mais do que isso. É preciso da tal busca ativa na família de origem do morador de rua e com esse gesto profissional tentar uma aproximação e uma possível reinserção. Mais. É preciso resolver os problemas de identificação e documentação pessoais. É preciso acionar os diversos programas sociais de inclusão disponíveis, tentar incluí-los no mercado de trabalho local, mesmo que informal.


Essa passividade registrada na própria ação desta semana, nobre, mas apenas piedosa e longe de ser técnica, mostra que Gaspar, seus políticos e gestores querem sob piedade, os moradores de rua, continuamente na rua e cada vez em maior número.


Ao invés de mitigar o grave problema social - que decorre de várias situações, agravado ainda mais pela crise econômica da pandemia -, releva por isso tudo que ele tende apenas a aumentar.


A secretaria continua a ser - não só no governo de Kleber Edson Wan Dall - a da desassistência social. E agora, da propaganda sem a efetiva solução aos que estão nas ruas. Acorda, Gaspar!