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SCHUSTER, O INQUÉRITO E A PRESEPADA (*)

Atualizado: Abr 23

(*) Por Cláudio Prisco Paraíso



Atualizada as 9h30min desta sexta-feira, 23.04.Mais uma presepada do deputado Laércio Schuster, que, aliás está se notabilizando neste segmento. Nesta quinta-feira, a secretária do Tribunal Especial do Impeachment, Ana Caroline Scheffer, atestou que o parlamentar protocolou um pedido intempestivo, ou seja, fora dos prazos processuais.


O parlamentar, que se aliou ao governo interino em troca de cargos, queria incluir um interrogatório de Moisés da Silva, o governador afastado, nos trâmites finais do julgamento do pedido de impeachment. Obviamente que foi negado em função da trapalhada com o calendário.


Sobre o mesmo tema, outro colunista, Roberto Azevedo, no Making of, escreveu o seguinte, também desnudando a jogada de Schuster.


Antes de divulgada a decisão no Diário Oficial da Assembleia desta quinta (22), o magistrado já havia negado um pedido do deputado Laércio Schuster (PSB), integrante do tribunal especial, que pretendia ouvir Carlos Moisés a pretexto de fundamentar melhor o seu entendimento dos fatos. Na verdade, Schuster queria mesmo era buscar o constrangimento de Moisés, criar um fato novo ao processo, para colher os frutos de uma eventual derrapada do governador ora afastado, mas Roesler desconheceu em função do pedido ter extrapolado o prazo para a apresentação da solicitação. Sem apelo Não há mais como protelar o julgamento do impeachment, principalmente pela utilização política-eleitoral que ganhou o fato nos bastidores. A demora se tornaria injustificável e também passaria pela avaliação de que Moisés, legitimado pelas urnas, foi alvo de ações de grupos políticos rancorosos por perder o espaço no poder para alguém neófito na política, sem o jogo natural de cintura, um perigo para os chamados políticos tradicionais.