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  • Herculano

SÓ ONTEM 1.954 MORTOS E 108 EM SC. SÃO 268.568 ÓBITOS ATÉ AGORA



O Brasil atingiu nesta terça-feira os piores números da pandemia: foram 1.954 mortes causadas pela Covid-19 em um intervalo de 24 horas, com média de 1.572 vítimas da doença diariamente na última semana. É o 11º dia consecutivo de recorde na média de óbitos.


Santa Catarina chegou à triste marca dos 8.170, Gaspar a 94 e Ilhota a 12 mortos pela contaminação.


O quadro está piorando. Faltam leitos de enfermaria e principalmente de UTIs para salvar vidas. Gaspar tinha dez. Todos ocupados. Foi prometido mais dez. Ontem quatro estavam prontos. Todos ocupados.


Os mais jovens, sem doenças pré-existentes, estão entre os infectados e mortos. Já não é mais uma "doença de velhos", que "um dia vão morrer".


Paralelamente, o colapso dos hospitais, mata outras pessoas por falta de atendimento a acidentes, câncer, infarto, AVC entre outras graves doenças que precisariam de atendimento emergencial, ou continuado.


Pior, quem por emergência procura socorro num Hospital corre o alto risco de ser contaminado pela Covid-19 e morrer devido a ela, e não pela doença na qual está pedindo socorro.


E isto tudo tem nome e sobrenome: negação, falta de vacinas, bem como a falta de compreensão da gravidade e da consequente autoproteção da população na preservação da própria vida, da economia (empregos) e da saúde mental, diante do medo e do isolamento tão prolongado a que estão submetidas.


Parece um martírio proposital imposto pelos governantes de plantão ao seu próprio povo.


A vacina é milhares de vezes mais barata e eficaz do que os custos de tratamento de dias nos hospitais, agravado com a falta de gente técnica, e exaurida física e emocionalmente, além de exposta e morta. Em Gaspar, dois agentes de saúde já morreram.


Não se entende a razão na opção dos governantes em gastar bilhões (UTIs, enfermarias, triagens, remédios sem efeitos comprovados, mortos, perda de empregos, fechamentos, desastre econômico) dos pesados escassos impostos do povo ao invés de milhões (vacinação).


O governo de Jair Messias Bolsonaro errou, errou, errou e não admite o erro só dele e seus fanáticos seguidores. Manchou a imagem do Exército com o ajudante de ordem que deu o título de Ministro da Saúde, o general da ativa, Eduardo Pazuello.


Pior, Bolsonaro enfrenta quem o questiona para a ausência de ações efetivas, mínimas e óbvias para ao menos conter o desastre humanitária. E em Gaspar há gente que defenda este tipo de modelo que nos leva para debaixo da terra. E não possuem receios de se expor nas redes sociais, com aprovação de seguidores. Meu Deus!


As pessoas, também erram ao não se protegerem e se negar a empatia. O choro, o depoimento só acontece quando a doença ou a morte atinge um dos mais próximos e queridos. Estamos caminhando para as 300 mil mortes por Covid-19 ainda neste mês de março. Imperdoável!


Orações e rezas não bastam. Há ciência e antes delas, atitudes dos políticos e líderes no uso desta ciência. Basta de mortes. Precisamos trabalhar, viver e conviver. Wake up, Btrazil!