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  • Herculano

RODRIGO FOI ATÉ INDICADO PARA O PLANEJAMENTO EM BLUMENAU



O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, Podemos, fechou esta semana a sua lista de secretários e nela o escolhido para a secretaria de Planejamento é Éder Antônio Baron. O nome do engenheiro, empreendedor, professor universitário e ex-candidato a prefeito de Gaspar, Rodrigo Boeing Althoff, PL, chegou a ser cogitado em algumas discussões.


Hildebrandt, que nem falou com Rodrigo quando o nome dele se apresentou como uma alternativa. Hildebrandt decidiu por uma solução caseira. Escolheu o conhecido. O de confiança.


Preferiu não correr nenhum risco e nem abrir qualquer fissura política no seu segundo mandato, mantendo as cartas do jogo regional de 2022 e o local de 2024 sob seu total controle naquilo que lhe deu a vitória no segundo turno com 72,10% dos votos válidos contra o ex-prefeito João Paulo Kleinubing, DEM.


O que deu errado para Rodrigo? Nada, e tudo! Ele era uma zebra apenas, com viés técnico e colocada em um jogo de cartas bem marcadas em ambiente bem competitivo.


Três problemas conspiraram permanentemente contra Rodrigo para esta vaga, que não é apenas técnica, mas com viés político também. Ela exige um conhecimento de como se move o bicho político chamado prefeitura de Blumenau e o poder de plantão instalado e manobrado por lá.


O primeiro dos problemas era o padrinho da ideia e de Rodrigo, o deputado Ivan Naatz, PL, com notórias resistências no staff político de Hildebrandt. Naatz é tóxico sob todos os aspectos onde ele queira compor.


Aliás, esse vai ser sempre o eterno problema de Rodrigo se ele quiser ir além dos votos que obteve aqui na eleição passada (22,21% dos votos válidos, em 40 dias de campanha, sem dinheiro e até sem apoio do próprio Naatz, que "torceu" pela vitória de Kleber Edson Wan Dall, MDB).


Proporcionalmente, com uma campanha de anos e valendo-se da imagem de deputado, Naatz, conseguiu apenas 4,51% dos votos válidos no seu principal reduto eleitoral - Blumenau - na tentativa de ser prefeito de lá. Com esses números não se precisa esticar nas explicações...


O segundo problema é de ordem política: e está na remota possibilidade de Rodrigo se sobressair na prefeitura Blumenau, como se sobressaiu em outros ambientes por onde passou, como o IFSC.


Esse sucesso dificultaria os planos de perpetuação no poder dos que estão na prefeitura de Gaspar e que possuem notória extensão no governo de Hildebrandt, via Paulo França (agora no Samae de lá) e do chefe de gabinete César Botelho, herdeiro do enfraquecido MDB de lá, que era dominado pelo gasparense e ex-prefeito de Blumenau, e ex-deputado Federal, Renato de Mello Vianna.


O MDB daqui não quer sombra e muito menos que ela se crie a partir de Blumenau e que isso possa sombrear os planos de poder daqui.


O terceiro ponto contra a escolha de Rodrigo em Blumenau é de que ele não possui nenhuma afinidade com Mário Hildebrandt e teria que construir esta confiança sendo um homem de Ivan Naatz, e se isso não fosse pouco, teria que criar identificação com Blumenau para uma área tão sensível e cheias de interesses poderosos e contraditórios, que é o Planejamento Urbano.


"Assumir Blumenau, profissionalmente era um grande desafio, mas isso tiraria o tempo e o meu foco político sobre Gaspar. Agora, tenho mais tempo para a reorganização política", pontuou Rodrigo ao blog.


Mas, se Rodrigo ficar cuidando da sua vidinha e não estruturar a sua vida política, sempre será uma opção sem chances nos jogos políticos gasparenses. Ele precisa fazer escolhas. E está atrasado e relutante. Mas, este é tema para outro comentário. Acorda, Gaspar!