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  • Herculano

QUANDO UM SENADOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO PRECISA SE EXPLICAR...



Aproveitando o recesso parlamentar feito sob medida para interromper os trabalhos da CPI da Covid-19 - e principalmente as repercussões nacionais - fez com que o oestino senador Jorginho Mello, PL, da tropa de choque do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, corresse para Blumenau no dia de hoje.


Numa agenda propositalmente pesada, estava uma lista de entrevistas nos meios de comunicação de lá. Só para ter repercussão na cidade e arredores, como aqui.


E por quê disso?


É que não pegou bem, a artilharia que o senador Jorginho abriu contra o governador Carlos Moisés da Silva, também sem partido, pelo controle dos R$200 milhões dos impostos estaduais que vão ser disponibilizados para apressar o término das obras da duplicação da BR-470, exatamente porque o governo Federal, diz não ter dinheiro suficiente findá-la.


Jorginho Mello é o "dono" do DNIT em Santa Catarina, e no momento, pau mandado de Bolsonaro. E o presidente está, há muito, em rota de colisão com o "Comandante Moisés", um tenente coronel bombeiro militar precocemente na reserva, vitorioso na onda bolsonarista de 2018, mas que não é mais tão Bolsonaro assim.


Jorginho explica, explica, agradece à falta de perguntas embaraçosas, exalta os veículos, os entrevistadores, mas mesmo assim não convence. É que intencionais cartas nas suas mangas onde o senador as quer usá-las no jogo que abriu pela sucessão de Carlos Moisés.


E nem convencerá até a quem falte neurônios, de que para prejudicar ressuscitado político Carlos Moisés como um possível candidato à reeleição, será preciso antes, prejudicar mais uma vez, o Médio Vale do Itajaí, sua gente, seu desenvolvimento e atrapalhar o término da duplicação nos trechos um e dois quase prontos da BR 470 e aumentar o número de vítimas dela.


A BR-470 sempre foi palanque para os políticos por décadas.


E Jorginho está marcado na CPI da Covid-19. Lá também tenta explicar o inexplicável das barbeiragens, ou jogadas intencionais de um Ministério da Saúde, tomado por curiosos fardados, que o transformaram em Ministério das Dúvidas, e até das quase 550 mil mortes por Covid.


É um soldado, e de uma causa que vai se desnudando e tirando a razão do seu soldado em campo minado. Mais, um pouco, ser aliado de Bolsonaro será toxico. E Jorginho, escaldado neste assunto, desde os tempos do PR de Valdemar da Costa Neto, sabe que terá que fazer escolhas, ou até esperar outro bonde passar.


Virou vidraça.


E para completar, Jorginho se ausentou na votação da LDO que permitiu triplicar o fundo eleitoral de R$1,7 BILHÃO para R$5,7 BILHÕES para os políticos farrearem no ano que vem diante de milhões de desempregados, falidos, inflação em alta, orçamento bilionário paralelo, para não falar em rachadinhas, milícias, mortes, voto impresso, corrupção e devaneios para se estabelecer em golpes.


Jorginho - que já morou em Gaspar - foi a Blumenau se explicar. Ele na verdade, está enrolado é numa tranqueira de curva de rio. E sabe disso. Vai deixar seus apadrinhados mais marcados do que já estão para a eleição do ano que vem se continuar a se explicar e não convencer.