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  • Herculano

PREFEITO EM CAMPANHA PARA 2022?


Da esquerda para a direita: o prefeito Antídio; o deputado Chiodini; o vereador Ciro


O prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, depois que Brasília só lhe poderá gerar uma ou duas diárias por mês - e amanhã repete o ritual deste fevereiro -, ele passou a mostrar aos gasparenses as "viagens" que vem fazendo aos nossos arredores.


Isto tem uma razão de ser.


É, na maioria dos casos, intencionais e para contatos políticos visando à composição político-eleitoral de 2022, apesar de tanta prioridade no presente por aqui, como a zeladoria das escolas e creches, depois de lotear a secretaria da Educação e entregá-la a um curioso na matéria e do PSD de Blumenau.


Um desses "encontros" presenciais aconteceu neste final de semana. Foi com o deputado Federal, Carlos Chiodini, MDB, em Jaraguá do Sul, terra do parlamentar. Querem refletirem sobre as três incoerências desse encontro? Elas nem os "çabios" de Kleber, disfarçam-nas - ou orientação - no que tange à comunicação de tais fatos.


UM. Kleber disse que foi se encontrar com Chiodini para conhecer as obras que Jaraguá fez lá para o lazer e qualidade do povo jaraguaense. Bom, mas..


Ora, se isso, fosse verdade, o encontro de Kleber deveria ter sido com o prefeito Antídio Lunelli, reeleito com 70,66% dos votos - mais 65,60% de Kleber por aqui.


Antídio é do mesmo MDB de Kleber, do deputado Chiodini e está cotado para ser candidato ao governo do Estado, exatamente pela administração que faz numa cidade bem mais complexa e maior do que Gaspar, recheadas de entidades independentes a exigir qualidade da gestão pública. Aliás, Antídio foi um dos que cortou o seu salário na pandemia.


Enquanto isso, em Gaspar, a Arena Multiuso, a feita para o povo, está às moscas e na vingança que Kleber e os seus fazem contra a ex-administração petista de Pedro Celso Zuchi. Perde a cidade. Perde os cidadãos. A qualidade e o lazer do povo gasparense, depois dessa incoerência, não passam de discursos para disfarçar à verdadeira razão da viagem e do encontro.


E se isso não fosse pouco, o tal mirante da Aristiliano Ramos, ideia do Rodrigo Fontes Schramm, petista de carteirinha e falecido em 2018, quando levada à prática por Kleber no final do ano passado, não pode ir adiante.


E por quê? Faltou o mínimo: a fiscalização da prefeitura sobre os que faziam àquela obra. Ela já deveria estar sendo usada pelos gasparenses e visitantes, mas ainda não passou da laje que está sendo refeita depois de quase provocar uma tragédia e para refazê-la fecharam a rua - sem avisar e negociar - prejudicando os comerciantes do Centro, abalados nos seus negócios pela pandemia. Impressionante!


E para o povo não é bem o que se vê na outra obra que ameaça sair em breve do papel: uma "marina" para barcos, iates e veleiros, coisa que, verdadeiramente, pobre só os vê em filme, quando assiste tevê nos dias de tédio e falta de dinheiro dos que nem o possui sequer para pagar ônibus.


Aliás, permissão desses ônibus que está sob contrato emergencial, com rotas e horários bagunçados e sem a integração do terminal urbano para diminuir os custos dos passageiros. Maravilha!


DOIS. O cabo eleitoral por aqui do deputado Federal Chiodini é o vereador Ciro André Quintino, também do MDB. Kleber foi a Jaraguá e rifou Ciro? Ciro só soube do encontro pelas redes sociais.


Fingiu que tudo isso é normal, até porque depois da "campanha que mais parecia ser para prefeito" e que lhe deu minguados votos para levá-lo de volta à Câmara, é preciso esperar pela nova maré. Mas, os que cercam Ciro estão remoendo o troco, ou o preço que vão colocar por esse tipo de "traição".


TRÊS. O deputado Carlos Chiodini é dono de gordas verbas parlamentares. Elas estão sendo liberadas a rodo pelo governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, exatamente para ele se manter no poder. Chantagem do jogo jogado.


Do encontro, nada se soube, nem ao menos de sobrinhas dessas emendas do parlamentar para Gaspar e a própria gestão de Kleber. Só faltam ser anunciadas em Brasília na viagem que Kleber empreende por lá.


E por quê? Porque o tema central do encontro na semana passada em Jaraguá, como ressaltei no início do artigo, foi o de como dividir o bolo e como entrelaçar as alianças entre ambos em 2022 no território de Chiodini no Vale do Itapocú e Planalto Norte Catarinense.


E não é exatamente para o projeto de cidade ou do MDB, mas das igrejas evangélicas neopentecostais. Só isso. Acorda, Gaspar!



Da esquerda para a direita: a arena multiuso amaldiçoada por Kleber; o "mirante" da Aristiliano Ramos e que praticamente desabou quando ainda se colocava o concreto na laje; e a tal projetada marina, feita para o povo desfilar com seus barcos, iates e veleiros sob a Ponte do Vale