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  • Herculano

POR QUÊ INDICAÇÕES INCOMODAM TANTO A "BANCADA DO AMÉM"?



As "indicações" são documentos formais onde o vereador pede em nome do povo, ou do cidadão, ou do seu eleitor, uma providência ao prefeito ou aos secretários do município.


Na maioria das vezes, são coisas simples como limpeza de ruas, desentupimento de boca de lobo, roçação, reparo em pavimentação, melhoria na iluminação etc. Há também sugestões, inclusive de leis que só podem nascer pelas mãos do prefeito.


Na verdade, são apontamentos - em nome da comunidade pelo vereador - de falhas simples de zeladoria. São pedidos; não são diretamente, críticas. É como um morador de um prédio visse um vazamento ou uma sujeira mal recolhida e avisasse ao zelador ou ao síndico - que são pagos ou escolhidos para dar soluções em nome de todos. Antes de ser uma cobrança, é uma contribuição.


Então, a "indicação" do vereador ao prefeito, deveria ser entendida até como uma ajuda ao mesmo e seus secretários para se estabelecerem nas prioridades; para perceberem quem dos seus, ou contratados, está falhando, corrigindo-a em benefício da cidade, dos cidadãos.


As empresas usam canais semelhantes para ganhar clientes e melhorar seus serviços.


Menos em Gaspar, com uma prefeitura entupida de interesses políticos - e de gente que não pode ser cobrada, que não quer dar explicações - e que não colocam o gasparense no centro da solução e da razão de se ter uma máquina tão cara à disposição da cidade, para os resultados aos cidadãos.


E foi nesta toada de poder e arrogância onde a oposição está dizimada, é teve vereador governista em Gaspar que acabou de nos dizer na Tribuna da Câmara que "indicações" ao novo entender dele, são inúteis, desmoralizando uma legalidade e prerrogativa do próprio Legislativo. Meu Deus!


E para completar o desfile de petulância do recém eleito, arrotou que, por ele pertencer à "Bancada do Amém", faz os "pedidos" ou "reclamações" diretamente ao prefeito e secretários. Excelente para a cidade, para o cidadão, para o seu próprio eleitor, se ambos funcionassem!


E por quê o vereador desqualificou um instrumento legal à disposição do próprio vereador e que em muitos dos casos é apresentado à comunidade ou ao reclamante?


Porque foi cobrado na rede social e ficou "puto" com a cobrança. Achou um "desrespeito". Ou seja, eleitor para ele só tem valor antes da eleição, depois dela não deve cobrar o seu representante porque estaria fazendo uma desfeita e até, ao que parece, desrespeitando a autoridade constituída como porta-voz do povo na Câmara.


A que ponto chegamos!


Se o vereador não quer fazer a "indicação" e realmente "possui" essa influência toda e ligação direta com o prefeito e os secretários, não deveria ficar "enfurecido" com o eleitor, mas com os que não o atendem.


Deveria prestar contas do resultado desse relacionamento "diferenciado" resolvendo as demandas e anunciando à solução, que o eleitor continua cobrando, pois foi para isso que elegeu ambos: vereadores e prefeito.


E qual a razão de tanta irritação do vereador?


É que ao arrotar "tanta aproximação" com os donos do poder; ao ser obrigado a dizer Amém para tudo aos que mandam na prefeitura; ao enxergar os problemas e ao mesmo tempo perceber que eles não ganham solução, e que as cobranças continuam por parte da população, a sua imagem de próximo aos poderosos se "desmancha" e aumenta a de que ele não é o porta-voz adequado para as queixas e soluções comunitárias.


Só isso! Acorda, Gaspar!