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  • Herculano

POLÍTICOS TIRAM DINHEIRO DO NOSSO BOLSO PARA BILIONÁRIAS CAMPANHAS ELEITORAIS E FAZEM DEMAGOGIA



O senador Dário Berger, MDB, foi o único dos três senadores catarinenses quando do escrutínio da LDO que votou contra o aumento absurdo de R$1,7 bilhão para R$5,7 bilhões do Fundo Eleitoral. Esta montanha de dinheiro será usada - e detonada - na campanha eleitoral do ano que vem para presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais. Farra pura com o dinheiro escasso e bom do povo pobre.


Esperidião Amim Helou Filho, PP, , experimentado, e Jorginho Mello, PL, aliado do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, fizeram pior do que se votassem a favor de inominável rubrica orçamentária. Eles ficaram ausentes da votação. E por quê.


Sabiam que sem o voto deles, este monstro que tira dinheiro dos pesados e escassos impostos dos brasileiros para o mínimo essencial à sociedade, seria aprovado. Ou seja, contribuíram diretamente para a aprovação de tal aberração, mas supostamente, lavando as suas mãos por não terem dado o sim que explicitou quem apoio tal excrecência.


Então, por isso, foi aprovado. E ambos podiam evitar. É que minutos antes este assunto tinha passado na Câmara quase que secretamente e quando se descobriu, causou comoção nacional via as redes sociais e em seguida na imprensa tradicional devido aos comentários que se fez. Resumindo, é mais um caso onde a "esperteza quando é demais, come o dono", como sempre alertava o ex-primeiro ministro do Brasil, Tancredo de Almeida Neves.


“É um absurdo. Algo desconexo da realidade do país que vive uma crise sem precedentes. Enquanto isso, Santa Catarina fica mendigando recursos para as obras intermináveis nas rodovias federais e a previsão de aumento do salário mínimo para o trabalhador é de

R$47,00. Inaceitável”, disse, acertadamente Dário, no press release que distribuiu para marcar posição e se diferenciar dos demais senadores catarinenses caras-de-pau.


Jorginho Mello, PL, até esteve ontem em Blumenau. Lá em raros momentos instado pela imprensa a se justificar, apenas explicou, explicou e não convenceu ninguém. Pudera.


A aberração do Fundo Eleitoral que já existia de R$2 bilhões para a eleição do ano passado, no máximo, deveria acompanhar a alta inflação do governo Bolsonaro. Ela deve ficar entre oito e dez por cento. É usada e concedida aos trabalhadores que ainda estão empregados, quando têm seus salários corrigidos. Nem mais, nem menos. Mas, os políticos...


Disse o óbvio o senador Dario Berger, mas não o necessário. Devia e terá que acrescentar que não vai usar estes recursos aprovados e disponíveis, caso venha a ser candidato a alguma coisa no ano que vem. Ele ensaia ser candidato a governador.


Pior mesmo, foi ver pipocar por todos os cantos, políticos indignados com o que estava aprovado no Congresso, que vai a sanção do presidente Bolsonaro, onde a chances de vetar são quase nulas diante do cenário de fragilidades e sustentabilidade políticas em que está metido. As composições já começaram


E mesmo, num fingido veto e como já aconteceu em outros casos, a matéria volta para o Congresso que poderá derrubá-lo. E tudo orquestrado entre os políticos de situação e oposição, porque o PT está neste barco de cabeça, pois só ele terá uma fatia de R$600 milhões, como igualmente o PSL que elegeu os bolsonaristas.


E em aqui em Gaspar não foi diferente.


São perigosos, aproveitadores e mentirosos. Esses políticos, calejados no ofício, estão apenas salvando à própria pele para não serem lanhados naquilo que já tem o couro grosso para esse tipo de lanho. É só ver como funciona.


Na última eleição, o candidato a prefeito e seus vereadores que menos votos recebeu da população de Gaspar foi o que fez toda a sua campanha com esse tipo de verba pública: o ex-funcionário público, sindicalista, o bolsonarista Sérgio Luiz Batista de Almeida, pelo PSL .


E quando viu que a campanha afundava e em parte pelo abusivo uso desse dinheiro, ou engolido pela máquina que não usava dinheiro público na campanha, justificou apenas fazia o que a lei permitia, que esta era a regra do jogo e que tinha direito ao dinheiro. Era tarde, a urna já tinha respondido negativamente para ele e sua turma.


Vereadores e presidentes de partidos daqui estão ocupando falsamente espaços nas rádios, nas redes sociais, nos jornais se dizendo indignados contra o que foi aprovado na semana passada no Congresso Nacional. Quem acredita?


Ora, se são contra, estão desafiados a não puxarem votos, ou ganharem dinheiro como cabos eleitorais desses políticos que vão tentar se reeleger como parte de um negócio: a política. Por enquanto, estão gastando diárias dos gasparenses para irem a Brasília fazer o alinhamentos com os que votaram nesta inominável excrescência.


Para não me alongar mais, vou mais uma vez, reproduzir a lista dos deputados catarinenses que votaram a favor desta indecência, ou do que se omitiu quando teve a oportunidade de ser contra, pois podia votar de qualquer ambiente.


Foram a favor do desperdício desta montanha milionária de dinheiro público para as campanhas dos políticos no ano que vem, num país que não tem dinheiro para fazer sequer o censo e descobrir com ele, as prioridades para suas políticas pública, inclusivas e de desenvolvimento, Ângela Amin, PP; Caroline de Toni, PSL; Celso Maldaner, MDB; Coronel Armando, PSL; Daniel Freitas ,PSL; Darci de Matos, PSD; Fabio Schiochet, PSL; Geovânia de Sá ,PSDB; Hélio Costa, Republicanos; Ricardo Guidi, PSD; e Rogério Peninha Mendonça, MDB. O ausente, com o mesmo valor do sim, foi Carlos Chiodini, MDB.


Então, quantos desses aí estão comprometidos com os esquemas partidários em Gaspar? É por eles que é fácil ver quem são e como tanta gente hipócrita e demagógica está mentindo aos gasparenses e ilhotenses bem antes da campanha eleitoral, dizendo-se contra o estapafúrdio milionário Fundo Eleitoral de R$5,7 BILHÕES.


Ora, se os candidatos dessa gente votaram a favor de triplicar o Fundo eleitoral para a farra em plena crise econômica, se os cabos deles por aqui se dizem contra e vai defendê-los e até receber parte desse dinheiro do candidato para exatamente fazerem funcionar a máquina de arrecadar votos e da qual eles são cabos eleitorais e peças fundamentais do enrosco, como podem ser contra?


Esta é outra prova cabal de como essa gente trata todos os eleitores e eleitoras como alienados, burros, desinformados e principalmente, trouxas.


E para encerrar e fazer justiça: estes são os catarinenses, foram contra, na Câmara, o aumento deste abusivo deste bilionário Fundo Eleitoral, apenas a deputada Carmen Zanotto, Cidadania; Gilson Marques ,Novo; Pedro Uczai,PT e Rodrigo Coelho ,PSB.