Buscar
  • Herculano

PLACEBO DA TRANSPARÊNCIA



Diante de tantas notícias de privilégios e furas-filas - e não deve ser por outro motivo, penso -, o deputado Felipe Estevão, PSL, fez uma indicação para o governador, Carlos Moisés da Silva, PSL. Pediu articulação com os municípios, para ser fazer a "divulgação atualizada e permanente da relação nominal das pessoas que foram vacinadas da Covid-19".


Esta é o tipo de mais uma ação placebo de político e neste caso, para um político perneta. Ideia e e iniciativas corretas, mas antecipada e sabidamente sem resultados práticos. Ainda mais entre políticos. É para ocupar espaços na mídia e promoção do político.


Um finge que está preocupado com o que rola no mundo real, redes sociais e aplicativos de mensagens manchando a classe política e os gestores públicos.


O outro, respirando politicamente por aparelhos que os políticos lhe ameaçam tirar dele por diversas chantagens à mínima governabilidade - e que ele é absolutamente o único culpado, finge que recebe a ideia e que pode tomar alguma providência, livrando-se da culpa, arrolando como uma iniciativa sua, se ou quando for cobrado pelos que não querem essa transparência. E esses são maioria.


Veja, por exemplo, os casos de Gaspar e Ilhota. Há alguma coisa errada? De verdade, nada se sabe.


Mas, o que rola nos bastidores e os políticos deveriam ser os primeiros rechaça-la com a tal lista pública dos que receberam a vacina - como propõe o deputado ao governador -, são os mais resistentes. Por que? Birra? Ora, se resistem, ele têm razão em criarem dúvidas e culpas para si próprios. Nem mais, nem menos.


De verdade? Os prefeitos eleitos, os que mandam neles, os seus secretários de saúde se verdadeiramente preocupados com a transparência e a imagem deles, não precisariam de normas que o deputado Felipe Estevão pede ao governador.


Câmara olhando para os eleitores que lhes deram os mandatos pagos pelo povo, já teria feita à recomendação por algum meio formal [ no caso de Gaspar, a Bancada do Amém está refém das dos ordens do diabo].


E se tudo isso não fosse suficiente, falharam o Conselho Municipal de Saúde, a Vigilância Sanitária, as entidades organizadas, o Ministério Público e a própria imprensa; ela não está disposta a colocar o dedo na ferida dessa gente que fala de placedo como se fosse ingrediente de cura.


Em Gaspar, como já relatei, e várias vezes, até o Boletim Oficial da Covid-19, se atrasava no número de mortes em relação ao Boletim Estadual, como se isso fosse esconder da comunidade um grave problema; ele divulgado é um alerta e preventivo.


E quando se atualizava esse boletim, os comunicadores na espertalhice para os seus "çabios", falavam do montante de recuperados e omitiam no press release, talvez por lapso ou técnica, o total de mortes apurados.


Neste sábado ele está estacionado em 78 em Gaspar e nove em Ilhota, enquanto os bailões rolam soltos, avisados e promovidos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, tudo sob os olhos e narizes das que se rotulam de autoridades entre nós. Acorda, Gaspar!