Buscar
  • Herculano

O VALE DO ITAJAÍ PRECISA DE UM GOVERNADOR QUE O MALTRATA BEM ANTES DELE SER CANDIDATO?

Atualizado: há 7 dias


Da esquerda para a direita: o senador Jorginho, o governador Carlos Moisés, e a vice Daniela

Atualizado às 14h45min, com a posição do senador Jorginho Mello, dada numa entrevista rebate ao colunista da ND, Moacir Pereira. Final do texto.


O jovem analista político da NSC TV, Anderson Silva, foi cirúrgico e preciso no comentário deste sábado no Jornal do Almoço.


Ele mostrou como o aparelhamento de poder patrocinado pelo bolsonarista senador Jorginho Mello, PL, no DNIT catarinense, está contribuindo para atrasar ainda mais as vitais - sob todos os aspectos - obras da duplicação da BR-470 no Vale do Itajaí.


Jorginho iniciou uma disputa como e onde aplicar os R$200 milhões do governo do Estado, recursos dos catarinenses, verdadeiramente os donos dele. Definitivamente, está na hora de dar um basta nesses políticos oportunistas. Até porque o uso desta verba estadual já foi debatida no parlamento catarinense, em tese o legítimo representante da sociedade neste caso.


O oestino Jorginho quer ser candidato a governador. Nada contra. Boa sorte!


Difícil, entretanto, é aceitar as formas como ele quer fazer isso para atender ao seu chefe, o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, que tanto defende nas questões sem defesa da CPI da Covid no Senado.


Antes de prosseguir, um parêntesis. O senador catarinense também se omitiu na votação do indecoroso fundão de R$5,7 BILHÕES para os políticos gastarem nas eleições do ano que vem. Esta cifra indecorosa bem poderia ajudar no término da duplicação da BR-470.


Retomando.


Jorginho Mello aumentou o risco e trucou em verba que não é dele, mas em área que ele aparelha e diz mandar. Por isso, a cavalheiro e protegido, resolveu entrar em mais uma rota gratuita de colisão com seu possível adversário, o atual governador, Carlos Moisés da Silva, também sem partido e que o PL de Jorginho com Ivan Naatz - este do Vale do Itajaí - e o Sargento Lima, por exemplo, queriam vê-lo acuado numa CPI e dois impeachments. A da CPI, Moisés ainda não escapou.


Carlos Moisés tem seus pecados, principalmente quando ficou omisso na articulação política nos dois primeiros anos do seu governo se achando o rei da cocada preta e se isolando em Florianópolis num cercadinho muito restrito.


Mas, daí virar a qualquer movimento e hora a Geni da política catarinense, é outro exagero. Ele vai afogar os seus adversários. Eles quase perderam o fôlego no mergulho juvenil que deram nos dois impeachments e faz a CPI soluçar.


Neste momento, bastou Carlos Moisés fazer sinais claros de governança, de mínima sustentabilidade e liderar ideias que ele voltou para o olho do furacão dos adversários, mesmo ainda não se declarando que vai a reeleição. Que vá. Boa sorte, também!


E só porque colocou a cabeça de fora para aquilo que é normal nos governantes, governar para seus cidadãos e cidadãs, que os velhos e matreiros políticos querem que ele não governe, que seja levado mais uma vez ao erro, que seja encurralado, mesmo quando este gesto de governança mostre que há claro resultado para a sociedade como um todo, neste caso específico, o Vale do Itajaí.


Para alguns políticos, como Jorginho Mello, se os seus possíveis adversários tiverem sucesso naquilo que articulam para a sociedade ganhar, com os pesados impostos desta mesma sociedade que pagam aos cofres públicos, isso é um perigo para eles. Nem que estes políticos tenham que colocar os cidadãos e cidadãs sob sacrifícios e atrasos, tirando-lhes, inclusive o bem estar, segurança e direito ao desenvolvimento econômico e social.


E quem Jorginho escolheu para pagar a conta desta birra, deste enfrentamento sem nexo e desta jogada política que está criando para aparecer como o salvador de terra arrasada que está sob o seu controle no DNIT catarinense? A Foz e Médio Vale do Itajaí, a região que mais arrecada impostos para a União e a que menos recebe de volta em contrapartidas de Brasília.


E por quê?


É que o governo do estado, por meio da Assembleia, aprovou e promulgou - exatamente porque quando governadora interina, a bolsonarista, Daniela Cristina Reinehr, sem partido, vetou os R$200 milhões sob alegação de supostas inconstitucionalidades nesta operação - a ajuda financeira à duplicação da BR-470 e acelerar o término da obra.


Ela se arrasta por décadas. Os cofres de Brasília dizem não há dinheiro suficiente - devido a pandemia e muito também à nossa fraca representatividade - para minimamente suportar o cronograma físico-financeiro ajustado para findar à duplicação da BR-470.


Qual é o impasse da hora criado por Bolsonaro, DNIT, o preposto candidato a governador Jorginho Mello e que já morou em Gaspar quando gerente do finado BESC? Que os R$200 milhões não sejam USADOS para o término dos trechos um e dois da rodovia entre Navegantes e à divisa com Blumenau, no Belchior Baixo, em Gaspar.


Para o senador, ao meter o bedelho num recurso que não é federal, mas em obra federal, os quer para o seu DNIT catarinense aparelhado e que falhou até aqui. ele quer abrir novas frentes nos trechos três e quatro, os mais custosos - devido as indenizações - e atrasados na execução entre Blumenau e Indaial.


Parece coisa de criança mimada. Os trechos um e dois estão praticamente prontos e os impasses de desapropriações já resolvidos. Jorginho quer atrasar ainda mais as obras neles, quer deixar a rodovia retalhada e perigosa em todo o trecho, quando pode terminar o quase pronto para o fluxo final e mais pesado, permitindo com isso, que ser concentre forças em outro, mais dificultoso.


Isto está na cara de todo mundo, menos no mundo dos políticos que querem nos governar - usando os nossos pesados impostos, a nossa incapacidade de se revoltar com eles e suas jogadas de poder as quais sustentamos com os nossos votos e pesados impostos.


Imaginam. Se eles fazem isso, antes de serem candidatos na maior cara de pau e diante de todos nós. Se são assim corajosos a este ponto de desfaçatez quando pré-candidatos, imagina-se quando tiverem a caneta na mão. E o Vale do Itajaí que se cuide com esse tipo de gente. E mais uma vez!


JORGINHO CORRE ATRÁS DO PREJUÍZO E TENTA TRANSFERIR A CULPA PARA O MINISTRO DE BOLSONARO. OU SEJA, SÃO TRÊS AFINADOS CONTRA O TÉRMINO DAS OBRAS DE DUPLICAÇÃO DOS TRECHOS UM E DOIS DA BR- 470


Para tentar frear o mal estar que vem causando na disputa das verbas do governo do estado para a BR-470, o senador Jorginho Mello, usou o colunista Moacir Pereira para se explicar. Na entrevista que concedeu nesta segunda-feira, o senador disse:


Só apoia transferência de recursos do estado para a BR-470, se antes todas as rodovias estaduais estiverem totalmente reparadas. Ou seja, reforçou que está travando à solução criada na Assembleia.


Para o senador, os lotes um e dois da BR-470 já estão quase prontos e não precisam de recursos do governo do estado. O que o governo federal designou é suficiente. Mas, não deu cronograma nem prazo para término deles.


Segundo Jorginho na entrevista, não foi ele quem convenceu o ministro Tarcísio de Freitas a não aceitar e terminar logo, com o dinheiro do governo do estado, os lotes um e dois da duplicação da BR-470, apesar dele ser o "dono" do DNIT em Santa Catarina.


Para o senador, o governador está querendo melhorar a imagem dele ao ter uma obra do governo Federal pronta - os lotes um e dois da BR 470. Ou seja, confessou que há uma disputa política e que quem deve pagar por essa disputa é o Vale do Itajaí, a região que mais contribui com impostos federais em Santa Catarina.


"Acho difícil ele [Ministro Tarcísio de Freitas, com que o senador Jorginho diz conversar com frequência] decidir por dois lotes apenas, uma vez em que só irá ajudar efetivamente se os recursos forem pulverizados nos quatro lotes. O projeto é de duplicação dos quatro lotes, não de dois lotes apenas".


Resumindo: vai ser como Jorginho candidato, que manda no DNIT de Santa Catarina, quiser e orientará o ministro para ter vantagem eleitoral. Simples assim.