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  • Herculano

O "TURISMO POLÍTICO" A BRASÍLIA E FLORIANÓPOLIS PELAS EMENDAS



Este título é repetido. Afinal, as práticas são repetidas. Ele é do artigo que escrevi no dia 14 de junho sobre a viagem do experimentado Ciro André Quintino, MDB, à Capital Federal. Ela foi exaustivamente desnudada aqui. Ciro está inconsolável.


Por outro lado, àquele artigo não foi capaz de abrir os olhos ou inibir na prática, o novato Alexsandro Burnier, PL, o repetisse e com doses exageradas de ingenuidade. "Aí, Herculano, não vai escrever nada sobre esta viagem?", pedem-me três internautas ligados ao Ciro, ao poder de plantão e ao vício dos políticos nas suas escapadinhas com diárias. Estão, na verdade, querendo por lenha na fogueira e se igualar ao pior.


Escrever o quê? As fotos que estampo na abertura deste artigo falam por si próprias. Um escândalo!


Ah, mas todos fazem isso, só que escondem do público a parte do que se faz nestas viagens a Brasília e que não se refere ao "contato" com os políticos e repartições - agora quase todas à meia boca devido à pandemia.


Essas "viagens não têm só o contato político e com políticos. Tem a hora do passeio, da merenda, de dormir na casa do amigo... Pois é! Alexsandro foi no mínimo ingênuo em tempo das selfies fáceis, dos aplicativos de mensagens e rede social instantâneos.


Aliás, um parênteses para se provar que o tempo mudou.


Antigamente, os políticos dos grotões iam a Brasília e faziam turismo mais eficiente para seus eleitores, redutos e o relacionamento com gente que podia lhes ajudar em Brasília em qualquer aperto.


Eles aproveitavam a viagem para não só conhecer o funcionamento das casas legislativas, mas percorriam corredores do parlamento e tiravam fotos com políticos famosos, e sobrando um tempo, tentavam contatos nos ministérios, trocavam cartões e juravam prosseguir nas ajudas mútuas. Bons tempos. Boas histórias. Hoje, nem isto.


Retomo.


Esses políticos dos grotões bem que podiam economizar nas diárias (R$2.325,00, o caso de Alexsandro) e fazer por aqui o que se foi fazer por lá, principalmente em tempos de pandemia, trabalho remoto dos servidores, Poder Legislativo à meia boca e de crise econômica.


Economizariam contra os que pagam os pesados impostos e que, verdadeiramente, sustentam os políticos, as diárias, e as emendas que "vão busca-las" num jogo de cena, fotos e papelinhos. Essas verbas mixurucas são feitas desses mesmos pesados impostos.


Ou seja, e resumindo: esse dinheiro é do povo, e de uma maioria pobre; não dos políticos como propagandeiam, até mesmo nas esmolas que rateiam ou concedem.


O vereador Alexsandro, ao menos não faltou a sessão da terça-feira, como fez Ciro.


E em Brasília, diz Alexsandro que conseguiu uma emenda parlamentar de R$100 mil do seu senador, Jorginho Mello, PL, e que já foi morador de Gaspar. E para tal levou o vereador Ivan Naatz, PL, gastando mais dinárias.


O que ganhou em Brasília é uma merreca, ainda mais se considerar que estava junto com o deputado Ivan Naatz, o que só numa emenda dele de Floroanópolis lhe deu R$300 mil para a praça do Bela Vista. E se considerar que o senador estava na segunda-feira passada pela região e com Naatz, o turismo fica mais explícito ainda.


Mas, este assunto não se encerra por aqui. É preciso revisitar esta agenda oculta.


Primeiro é a presença de Ivan por Brasília. Ela é para anular a liderança de Rodrigo Boeing Althoff tanto a serviço aos interesses de Naatz, e pasmem, do poder de plantão.


Segundo é a reafirmação de Alexsandro de que PL está de muda para ser governista em Gaspar, e o vereador mais um a Bancada do Amém: serão com 12 dos 13 vereadores. Rezando, Alexsandro já está.


Terceiro, com tudo isso se escancarando, de outra forma fica claro que Rodrigo ou está de muda do PL ou terá que se reposicionar diante do seu ex-amigo deputado Ivan Naatz. Acorda, Gaspar!


Atualização necessária. 12h35min A verbinha de R$100 mil do senador Jorginho Mello, PL, para ser usada na saúde, um poço sem fundo, é a primeira que ele despacha para Gaspar em três anos e meio de mandato.