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  • Herculano

O RESULTADO DO IDEB NAS PORTAS DAS ESCOLAS É LETRA MORTA AQUI

Qual foi o título expandido da coluna "Olhando a Maré" publicado na edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale na sexta-feira, dia 20 de setembro do ano passado, e quando todas as crianças e adolescentes afetados pelo desastre do resultado estavam em quarentena devido à pandemia?


"IDEB revela mais uma vez que fazer política com Educação é desastroso para o futuro de quem mais precisa de gestores responsáveis. Quem revelou esta vergonha aos gasparenses, aos gestores públicos e aos professores, foram os próprios alunos nos testes que fizeram"

Referia-me aos decepcionantes - sob todos os aspectos - resultados do Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - aplicados aqui em 2019 pelo próprio Ministério da Educação em prova padrão para todo o Brasil. E olha que a Educação é a que mais consome recursos em Gaspar e é tida, como a mais importante pelo atual prefeito em declarações recentes. Imagina-se se assim não fosse...


Para os péssimos resultados do Ideb de 2019 em Gaspar não se deve culpar os governos anteriores, como até se insinua. Eles vinham promovendo melhorias nas médias do Ideb. Este custo é só do prefeito Kleber Edson Wan Dall e de sua secretária de Educação, Zilma Mônica Sansão Benevenutti, ambos do MDB


Eles tomaram posse em primeiro de janeiro 2017. Ou seja, tiveram quase dois anos para corrigir ou melhorar o desempenho dos estudantes gasparenses.


Resumindo o tamanho da irresponsabilidade que se fez contra o futuro de crianças e adolescentes, na maioria dos casos, sem opções e ao mesmo tempo vulneráveis.


Escrevi: "a meta de Gaspar para 2019 era de 6,2 para o 4º e o 5º ano do Ensino Fundamental: ficou em 6,1 enquanto a média catarinense foi de 6,5; ou seja, tem gente ensinando e aprendendo bem melhor em Santa Catarina. Já para as 8ª e 9ª séries, os estudantes gasparenses cravaram 4,8; mais uma vez abaixo da meta prometida por Gaspar que era de 5,8 e da média conseguida pelos estudantes catarinense de 5,1 em igual avaliação.


E devido a pandemia e o distanciamento dos alunos das salas e aulas tradicionais, o Ideb deste ano, ameaça ainda ser pior do que foi o 2019 por aqui e alhures.


JÁ FOI DIFERENTE E PRIORITÁRIO


Estes números negativos no Ideb 2019 deveriam sensibilizar os governantes sérios e comprometidos com a educação em qualquer lugar do mundo.


Não é que se vê em Gaspar.


Kleber Edson Wan Dall, MDB e Marcelo de Souza Brick, PSD, ao invés de procurarem um técnico para liderar e reverter esse quadro caótico, estão fazendo política partidária, pensando nas eleições de 2022 e em algo fundamental para a cidade. Estão trazendo um curioso e de fora da cidade para dirigir a Educação em frangalhos, em algo essencialmente técnico.


Entretanto, o Ideb e a melhoria contínua dele, já foram tratados bem mais seriamente no passado entre nós.


Você sabia que um Projeto de Lei do então vereador - hoje engenheiro e professor - Rodrigo Boeing Althoff, então no PV e hoje no PL - candidato derrotado a prefeito no ano passado - lá em 2012, obrigava se colocar placas visíveis na entrada de cada escola municipal com os resultados obtidos e metas dos Ideb's?


E para que? Segundo o projeto, para "incentivar a demanda por educação pública de qualidade e promover a troca de experiências de praticas educacionais entre estabelecimentos de ensino com melhor desemprenho e as escolas com dificuldades"


O projeto se tornou a lei 3486/2012 dezembro, ou seja, há mais de oito anos, sancionado que foi pelo ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT.


O MDB de Kleber não só a tornou letra morta esse tipo de transparência - e até competição por melhorias -, como contribuiu, conforme provam os números do Ideb de 2019, para emburrecer as nossas crianças e adolescentes, tirando-lhes não só o orgulho e diminuindo a auto-estima, mas comprometendo à capacidade de competitividade acadêmica e de inserção na sociedade laboral dessas crianças e adolescentes. Acorda, Gaspar!


Da esquerda para a direita: um exemplo de placa e transparência com o Ideb em uma porta de escola de São José dos Campos SP; Rodrigo o autor do projeto que virou lei em 2012, mas com o tempo se tornou letra morta entre nós; e Kleber com a sua ex-secretária Zilma, da Educação, agora vereadora.