Buscar
  • Herculano

O PSD DE GASPAR EXISTE?

No ambiente político há uma regra de ouro: ocupa o espaço e manda nele quem se articula e possui votos; aquele que possui o domínio do quadro de políticos de seu diretório. E por falta de votos e liderança confiável, o PSD de Gaspar está comendo o pão que o diabo amassou.


Na composição para vencer em 15 novembro de 2020, o MDB de Kleber Edson Wan Dall, foi buscar e deu ao PSD, a vice-prefeitura - uma função decorativa. Ela ficou para o jovem e sempre pendurado em cargos públicos, como Kleber, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Gaspar, Marcelo de Souza Brick. O MDB não queria concorrentes. E Marcelo, posicionou-se como tal, exatamente para ir à negociação e se dar bem.


E se deu. E pelo jeito e até agora, só ele. Não o partido dele por aqui. E por quê?


É que contatos os votos da sua eleição, a verdadeira "força" política do PSD local se revelou uma uma fraqueza diante da exagerada e crua realidade das urnas gasparenses: 3.264 votos, sendo que 45 deles dados unicamente à legenda.


Conclusão: o PSD de Gaspar quase não existe como força política, talvez, ele se resuma à imagem de Marcelo. A conclusão não é minha; é da contagem dos votos.


Resultado disso tudo? O PSD conseguiu eleger apenas um vereador: Giovânio Borges. Ele já foi presidente da Câmara e até candidato a vice, quando saiu do PSD para ir ao PSB e lá se montar uma coligação fake, na dobradinha que fez com o próprio Marcelo, seu amigo, fazendo uma boa frente a Kleber em 2016.


Quer mais um exemplo da escassez de votos e força do PSD de Gaspar?


Num universo de 65,60% de votos válidos da coligação vencedora, o PSD fez um vereador de onze (tinha dois na legislatura passada ambos não reeleitos). Rodrigo Boeing Althoff, PL, com 22,21% de outra parcela dos votos válidos, fez um vereador, Alexsandro Burnier, no mesmo reduto de Giovânio, o Bela Vista, com as duas vagas restantes e possíveis num total de 13.


E na comparação com os dois eleitos, o experimentado e municipalizado Giovânio teve 681 votos. Já o novato Alexsandro, 844 votos - maioria absoluta veio do seu próprio bairro.


Como não tem votos, também não possui capacidade, força, argumento, articulação, quadros qualificados e espaço para indicar nomes no preenchimento de cargos comissionados na atual administração. Ela está congestionada, exatamente pela coligação montada além do MDB e PSD, com o PP - o que está se dando melhor até agora - PDT e PSDB.


Enfraquecido e sem líder por aqui, o PSD de Blumenau com o pastor e deputado Ismael dos Santos vai dando as cartas, como se o PSD fosse uma extensão dos interesses de lá, da igreja e da campanha de 2022.


Pior. Como Marcelo viveu de tetas em tempos sem mandato e arrumadas pelo partido, o PSD de Blumenau cobra os espaços aqui como compensação aos dividendos naquilo que fez por Marcelo e não pelo PSD local.


Marcelo está errando e se explicando aos seus a quem encheu de promessas se vencesse, como diz que venceu, arrumou dívidas e problemas. E piorou ontem, quando indicou ontem para Ditran - Diretoria de Trânsito -, um amigo pessoal, nada identificado com o partido em Gaspar. Impressionante. Ainda vou escrever mais sobre este episódio.


A desconfiança e o chororô é grande.


O PSD de Gaspar acaba de conhecer e ser imobilizado pela verdadeira teia armada pelo MDB e os que dominam o poder de plantão em Gaspar, inclusive as igrejas pentecostais. Falta de aviso desta coluna, não foi. E se reclamar, vai ter que pagar para ver se 2022 terá a prefeitura como Marcelo discursa por ai que vai ter.


Ou seja, verdadeiramente? Se ficar o bicho come; se correr o bicho pega Marcelo e o PSD de Gaspar. Acorda, Gaspar!