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  • Herculano

O PRAGMÁTICO E O POLÍTICO. O QUE FAZ CARLOS MOISÉS INVESTIR NA BR-470 E SEUS ADVERSÁRIOS BOICOTAREM?


Da esquerda para a direita: Carlos Moisés, secretário Thiago e o prefeito Kleber; visões diferentes de futuro


Na semana passada assisti a uma entrevista do secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, Thiago Augusto Vieira. Ela foi dada ao jornalista Cláudio Prisco Paraíso, no SCC, em Florianópolis. Didática.


Thiago estava acompanhado do presidente do Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Ari Rabiolli. Sintomático. Era o representante dos beneficiados diretos da duplicação da BR-470, BR 280 e melhoria da BR 163 com verbas dos pesados impostos dos catarinenses.


Foi um tal eu levanto a bola e você chuta.


E o secretário Thiago que não é engenheiro, mas a primeira graduação é o Direito, além de Major da PMSC, entendeu e não errou o gol a favor das ideias e do governo de Carlos Moisés da Silva, sem partido. Explicou a razão pela qual o governo do estado decidiu colocar dinheiro dos catarinenses em uma obra federal, enrolada há anos por vários motivos e um deles, o reiterado corte orçamentário presidenciais sob a anuência do Congresso.


A BR 470 especialmente, foco do meu público - e só por isso abordo o tema -, empaca o nosso desenvolvimento regional.


Primeiro foi à explícita consciência do secretário de que há problemas nas rodovias estaduais. E elas, segundo ele, precisam de atenção, recursos e recuperação. Então, não é um mero jogo político.


Agora, por outro lado, e ao mesmo tempo, há uma clara consciência no governo de que quem faz Santa Catarina se mover, se desenvolver e ser competitiva nos mercados consumidores - e para os portos - na falta de ferrovias, são as rodovias federais.


Se houver gargalo nelas, como há na BR 470, BR 280 e até na BR 163 no Extremo Oeste, quem perde é Santa Catarina, os catarinenses e principalmente o futuro, comprometendo-se à atração de investimentos.


E se há competitividade e atratividade, haverá mais impostos, ou seja, o que Santa Catarina estará colocando dinheiro seu lá naquilo que em tese não deveria, mas terá - em tese e não se mensura - o retorno.


E nesta conta nem se coloca a tragédia como o do perigo de transitar nelas, dos sequelados, das mortes, outra face do prejuízo, mas os custos agregados e tempos perdidos pelos gargalos criados nessas rodovias federais, desaguadouros das estaduais e até municipais.


Thiago foi didático. Não adianta apenas ter boas estradas municipais, excelentes rodovias estaduais se, dali em diante, tudo fica mais complicado, demorado, perigoso e caro. E foi isso que Ari endossou no bate-papo afinado.


Este tipo de posicionamento mostra também como o atraso se sobressai na gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Marcelo de Souza Brick, PSD, em Gaspar. Ela a todo custo, nos bastidores, tenta boicotar à duplicação que o governo do estado quer fazer - num projeto antigo - da rodovia estadual entre Brusque e Gaspar. Thiago está à frente disso.


Esse boicote, é na verdade, só para atender a interesses de menos de meia dúzia de apoiadores de Kleber e que supostamente teriam seus negócios afetados, vejam só, na faixa de domínio, em detrimento de milhares que precisam de mais mobilidade e rodovia duplicada, de alargamento dos atuais e futuros gargalos.


Ou seja, mais uma vez, tenta-se trabalhar, mais uma vez, contra o futuro. O que avança em Gaspar é só o slogan marqueteiro "Avança, Gaspar".


E a penúltima amostra disso foi o trechinho dois do Anel de Contorno, feito em pista simples - onde era um pasto e se podia nascer com pista dupla num desaguadouro exatamente para a BR 470, inclusive para os produtores da região sul da cidade, ou até de Brusque na economia de quilômetros para quem vai para o Norte do estado, Médio, Alto Vale e até Serra. Isto sem falar dos problemas advindos das técnicas construtivas daquele trechinho do Anel.


E neste assunto Thiago está inconformado com as manobras políticas de bastidores que se faz para impedir à duplicação da rodovia que vai dar exatamente na BR 470, a federal, a que o governo de Carlos Moisés está colocando R$300 milhões, para ao menos liberá-la no trecho duplicado entre Gaspar e Navegantes e com isso, eliminar mais este importante gargalo logístico catarinense.


Ficou claro na entrevista que só a pequenez é capaz de alimentar questionamentos sobre a decisão plural que passou pela Assembleia Legislativa do aporte de recursos para o término da BR 470.


Ficou claro, que o bolsonarismo catarinense, bem como o senador Jorginho Mello, PL, erraram o passo não apenas com as lideranças do Vale do Itajaí, mas com as dos caminhoneiros, além das empresas transportadoras, seus até então apoiadores incondicionais.


O governo federal ensaiou o boicote - e não totalmente superado - a este aporte vital para se retirar a duplicação da prancheta e colocá-la à disposição dos cidadãos, cidadãs, da economia, da segurança e do desenvolvimento.


Por picuinhas de poder, pessoais e partidárias, manobrou-se mais uma vez para sacrificar uma região tão machucada e acostumada a se superar de suas dificuldades, dores e traumas provocadas pela natureza, falta de lideranças nos cenários estadual e nacional, bem como pelos governantes egoístas.


Espera-se, por outro lado, que olhado este exemplo sensatez pragmática - pois visionário não é e se estabelece no óbvio - do governo de Carlos Moisés com o Vale do Itajaí, explicitado pelo seu secretário Thiago Vieira, que Kleber também reavalie à sua miopia em relação ao futuro da região na qual insiste em boicotar à duplicação da Ivo Silveira.


Uma pessoa tão jovem não poderia ter visão tão comprometida com o futuro de uma região onde ele diz querer buscar votos para ser deputado. Por enquanto, ele é a favor de gargalos para salvar interesses não bem esclarecidos. Acorda, Gaspar!