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  • Herculano

O MEU AVISO AOS COM "SAUDADES"


Como combinei em novembro do ano passado, com o proprietário e editor do jornal Cruzeiro do Vale - o mais antigo em circulação em Gaspar -, Gilberto Schmitt - autor da foto ao lado, volto à edição impressa. Será no dia 19, deste março, sexta-feira da outra semana, no semanário de maior circulação em Gaspar e Ilhota.


O próprio Cruzeiro fez este anunciou aos seus leitores nesta sexta-feira.


Eu tenho fio do bigode e sempre honrei ele. Exemplo paterno que nunca teve bigode, mas tinha fios para honrá-los.


Por essa e outras, nunca fui, não sou e não serei político com mandato - até porque Deus e meus verdadeiros amigos me livrarão desta maldição - nem aqui e acolá. T


Tento, em vão, se muito, inspirá-los. Eles fingem até entenderem o que escrevo, quando muito. Mas, só quando não os incomodo, ou os desminto nas suas verdades da ocasião.


O meu retiro sabático foi para me dedicar exclusivamente ao reimplantar deste blog (o Olhando a Maré, na verdade, nasceu blog, depois migrou para o Cruzeiro como coluna e conteúdo de um espaço do seu então inovador portal; ela agora não existe mais lá).


Precisava do sabático para ler mais (a leitura estava atrasada e não posso ser refém da minha velhice, verdade ou de reflexões antigas).


Precisava do sabático as minhas coisas particulares (consultorias à gente que precisa estar acordada num mundo em evolução brutal nos seus relacionamentos, digitalização e resultados).


Aliás, são as consultorias que me deixam atualizado - e não perceba que sou cronologicamente um idoso - à gente que olha o futuro continuamente. É essa gente bem mais jovem do que eu e as consultorias que me sustentam financeiramente. Elas é que dão a minha liberdade, de verdade, contra políticos vadios, espertos e mal intencionados entre até, os raríssimos de boa intenção ou resultados para a coletividade.


Este blog só me dá prazer -inclusive nas incomodações e custos dele, os quais saem todos do meu bolso. Não tenho dono, patrocinador e nem alugo minha pena quando expresso ideias minhas por aqui.


O exercício profissional do ghost writting está em outro departamento. Ele é comercial e só para quem em eu, minimamente, julgo ser capaz de produzir aquilo que assina como seu e penas dou forma de texto.


Não preciso me ajoelhar para migalhas pessoais de gente estranha e principalmente, do mau usado e escasso dinheiro público, gerenciados pelos políticos e administradores públicos. Esses recursos, sei perfeitamente, vêm dos pesados impostos, e pasmem, incidentes com maior crueldade proporcional, sobre os mais pobres.


Este fato, a minha liberdade, deixa, por si só, deixa putos os donos do poder de plantão, os políticos, os supostos (a maioria) e verdadeiramente (ínfima minoria) de poderosos. Eles não sabem como me "amarrar", "derrubar" e "calar" nas coisas mal explicadas deles.


Aos que me acusam de não ter rosto, ofereço um. Guarde-o. É raro. É um dos que mais aprecio naquilo que sou avesso (exposição pública e fotos) e essência dos políticos. Valho pelo que enfrento e não pelo que aparento.


Gosto muito dessa foto e daquela (P&B) que meu pai fez na década de 1950, numa quadradona Leroy. Preservo-a no original, em exposição, num lugar onde a vejo todos os dias e há décadas.


Eu tinha em torno de cinco anos, calça curta, bem talhada e de favor - ao meu pai - e presenteada pelo alfaiate de prima, Luiz Lenzi, o que ensinou Arturo Packer. Nela, eu estava ao lado de uma horta de pepinos na nossa casa. Premonição.


Tem gente com saudades da coluna no jornal e me cobra muito por aqui e nos meios eletrônicos pessoais aos poucos que dou acesso. Ela será diferente graficamente pois a maioria se enerva com meus os textões. A "limpeza" gráfica não atenuará o conteúdo, advirto os que estão com "saudades".


Ao lado dos que desejam a minha volta, há quem esteja praguejando e por diversos motivos: é um arco que vai desde a direita xucra até à esquerda do atraso, passando por gente com rabo preso ao que devia não ter feito no ambiente público contra a cidade e os cidadãos. Mais: não fez e nunca fará. E sabe por quê? Por falta de competência e liderança.


Desejava que eu tivesse tido um impedimento definitivo. Um dia, terei. Mas, até lá... Acorda, Gaspar!