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  • Herculano

MDB DE GASPAR ESCONDE O JOGO E ABRE MÃO DE PROJETO PRÓPRIO. É PARA OS SEUS SE PERPETUAREM NO PODER




A coluna Olhando a Maré para a edição impressa desta sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale já estava pronta e editada na Redação, quando ontem o senador Jorginho Mello, PL, patrocinou um chilique de repercussão nacional na CPI da Covid em defesa do governo Jair Messias Bolsonaro, sem partido, mas principalmente, na proteção do empresário Luciano Hang, da Havan, com quem está construindo uma aliança de poder.


O piti revelador, ao mesmo tempo lavou a minha alma. Avalizou o meu artigo antes dele ser lido pelos leitores e leitoras.


Jorginho é aquele político oestino - que já morou em Gaspar com a família - mas para não dar chances à ideia do governador Carlos Moisés da Silva, sem partido, de colocar dinheiro dos catarinenses no término da duplicação da BR-470 - foi contra e nos queria convencer disso, só porque isso daria bônus a um suposto adversário que já esteve nas cordas e se livrou de dois impeachment, além de fazer uma CPI murchar por falta de provas.


Essa gente não entende a razão dos meus acertos e por uma razão muito simples. O jogo de bastidores que jogam, possui para dar certo, pontas públicas. E nem todas se amarram. Há muitos interesses antagônicos também.


Essa gente só não quer é ser desnudado naquilo que trama e para se perpetuar no poder. E a maioria dessa gente diz que é partidária, que se espelha em gente política partidária, que é fiel etecetera e tal. Pode ser, desde que o poder e as boquinhas estejam em primeiro lugar.


Vamos ao artigo do jornal e que têm como título "Agora é Orar I, II, III, IV e V"


A saída do presidente do MDB de Gaspar da função de ex-prefeito de fato e do comando da super-secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira talhada ao seu jeito na cara reforma administrativa de 2017, esconde vários dramas e jogadas.


E o próprio prefeito reeleito Kleber Edson Wan Dall, ainda no MDB, é parte delas. É clara, também, que a participação de Kleber na última reunião mensal do MDB foi uma encenação. Tudo pelo poder. Carlos Roberto só saiu do governo porque corria o risco sério de como presidente do MDB, "articulador" e assessor, ver Kleber sair do partido. E pior: sob a sua disfarçada benção.

Desde a inauguração daquele trechinho do Anel de Contorno do atraso, devido ter ele uma só pista, numa rodovia prestes a ser duplicada, para dar numa ponte a poucos metros dali, também duplicada, como a melhor saída e entrada da cidade para a BR 470, quase duplicada, fervilhou naquele palanque armado, conchavos para viabilizar Kleber candidato a qualquer coisa no ano que vem.


E isso passou por conversas com muitos estranhos ao MDB, incluindo o empresário Luciano Hang, da Havan. Ele por insistência do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, quer Luciano como uma cabeça de ponte bolsonarista em Santa Catarina ao senado, numa dobradinha com Jorginho Mello, PL, ao governo do estado.

Ver Kleber candidato interessa em primeiro lugar ao PSD do atual vice Marcelo de Souza Brick. Ele, mansinho, a tudo assiste. Interessa, principalmente, ao que passou influenciar no segundo mandato de Kleber, o deputado estadual, evangélico neo-petencostal, de Blumenau, Ismael dos Santos, PSD. Ele quer ser candidato a deputado Federal.


E onde entra nesta história Luciano? Com Bolsonaro e os bolsonaristas, enquanto Kleber abre a rede púlpitos de influência dele e de Ismael.


E o que Carlos Roberto tem a ver com isso? Vai que Kleber tenha sucesso e mesmo não tendo, ficará selada à retribuição de Kleber ao projeto do seu prefeito de fato para ser candidato em 2024. Simples assim. E ao mesmo tempo, o MDB de Gaspar fica limpo nessa história toda de amarrações dos poderosos de sempre. Entenderam?

Agora, é orar para que tudo isso tramado, pensado e em execução nos bastidores político de Gaspar e região venha dar certo até o ano que vem. E por que? Bolsonaro está em queda e ficará apenas com um nicho do eleitorado, em torno 25%.


Quando estava em alta, no ano passado, seus representantes por aqui só deram vergonha nas urnas: último e penúltimo colocados na majoritária e na proporcional, nem traço de votos.


Restará a máquina dos evangélicos. Ela não tem partido, mas os usa, incluindo o MDB, PP, PSD, PSC, PSL, PL...


E se tudo der errado? Kleber tem até abril para repensar o que alinha hoje, ou se for adiante e não se eleger, terá empregos públicos como sempre teve até a campanha de 2024 quando colocará suas fichas para que o ex-prefeito de fato, seja eleito. E outra vez, será preciso orar.

E qual a razão de tanta oração? É que o MDB poderá ser o centro, ou o pêndulo decisivo, das eleições do ano que vem, tanto no plano nacional e na estadual. O MDB de Gaspar já errou quando pediu e apostou publicamente no impeachment do governador Carlos Moisés da Silva, sem partido. O MDB estadual deu a sobrevida ao governador.


O MDB de Gaspar repetindo as erráticas apostas de eleições anteriores, rifou o prefeito de Jaraguá do Sul Antídio Aleixo Lunelli para ser o entrante candidato a governador do partido. A aposta é no velho, o senador Dário Berger. Ou seja, na chance que tinha para sair bem na foto, sem Kleber que quer se lançar na aventura evangélica, o MDB de Gaspar, preferiu mais uma vez ter uma foto tremida. Acorda, Gaspar!