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  • Herculano

O FENÔMENO É O MESMO EM BRASILÍA E GASPAR. ELIMINAM-SE OS EFETIVOS E SE INCHA OS COMISSIONADOS

Esta é a manchete da edição desta segunda-feira do jornal Folha de S. Paulo: Máquina Federal tem enxugamento inédito de servidores. A notícia, aparentemente é boa. Mas, no fundo, não é.


Se por um lado cai o número de efetivos por vários motivos, entre eles, o da aposentadoria que é muito precoce no serviço público e não abrangido pela reforma da previdência com o impedimento de concursos e contrações devido ao limite do teto em tempos de crise, na outra ponta, abre brechas para todos os tipos de contratação de comissionados e terceirizados.


Igualzinho a Gaspar. Aqui recentemente passou na Câmara um Projeto de Lei cortando vagas de efetivos, e até um outro que mudou o sistema para facilitar contratação de estagiários. Com a diminuição dos efetivos - que custam caro e tem muitas vantagens em relação ao praticado no mercado de trabalho competitivo - vem terceirizando serviços, sem qualquer controle, com uso político partidário.


E assim, aqui em Gaspar, este modelo, inchou como nunca antes, a máquina pública com comissionados onde alguns deles em postos de comando nem sabem nada do que fazem ou deviam fazer.


Diz o texto da Folha: participam hoje dessa engrenagem 208 mil servidores públicos estatutários. No auge, em 2007, eles eram 333,1 mil, com direito a estabilidade e planos de progressão automática em suas carreiras, segundo dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do governo federal.


A diminuição se acentuou nos últimos anos, com a aprovação do teto de gastos, em 2015, e no governo Jair Bolsonaro (sem partido), que restringiu as contratações congelou os vencimentos dos servidores.