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  • Herculano

O FEDOR DO LIXO

Recomeça hoje o que se iniciou na quarta-feira passada, o Pregão 23/2021. Ele vai escolher a nova empresa que vai ganhar à concessão da recolha e destinação do lixo de Gaspar.


O que começou com seis empresas, ficou em três. Quem está com a mão na taça, vejam só, é a Saays Soluções Ambientais, de Gaspar, a antiga Say Muller, criada pelo governo petista de Pedro Celso Zuchi, em 2009. Ela é um poço de problemas, mas com padrinhos políticos fortes, principalmente oriundos agora do PSD.


Entretanto, há uma grande chance de tudo parar no tapetão e se enrolar para mais um contrato emergencial com a própria Racli Limpeza Urbana, de Criciúma e que faz isso aqui emergencialmente, depois de sucessivas experiências de outras.


A Racli atua em Blumenau, e que neste pregão foi a segunda colocada. Nos bastidores é esta a tendência e se trabalha para isso: melar tudo usando as exigências do detalhado edital.


O que poucos estão entendendo, é como uma licitação estimada em R$6,1 milhões, pode ser vencida por uma empresa com uma proposta de R$3,7 milhões. A Racli que declinou de leiloar a sua proposta durante o pregão, faz o serviço aqui e conhece o que tem que ser feito, tinha quer cobrar R$4,1 milhões.


O que poucos estão entendendo também é como se calculou tudo isso na prefeitura e como a Agência Reguladora - Agir - da AMMI validou tudo esses cálculos.


Essa Agir está na hora de ser extinta, é um cabide de emprego contra a sociedade do Vale do Itajaí. A precariedade das concessões, por causa dela, se avolumam. A Fecam tem uma agência reguladora para todos os municípios catarinenses. E não se precisa uma no Médio Vale do Itajaí a atrapalhar tudo. Veja o caso do Transporte Coletivo em Gaspar.