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  • Herculano

O FATO, O BOATO, O DESINFORMADO E O POLÍTICO ENROLÃO. ELE FOI ENGOLIDO E DESMORALIZADO PELOS ATOS


Da esquerda para a direita: o secretário de Obras Luiz Carlos "inspecionando" a passarela de pedestre do Alvorada e na sua rede social anunciando o término dela; Dionísio informando que a empresa tinha dado no pé sem terminá-la; e o Melato, em nome de Kleber, garantindo que era boato da quase inexistente oposição na Câmara. Uma semana depois, Melato voltou atrás. Era verdade.


Há duas sessões na Câmara de Vereadores o único vereador que enfrenta a Bancada do Amém, Dionísio Ljuiz Bertoldi, PT, foi severamente repreendido e com ares de deboche e desmoralização, bem comuns na linguagem dos que estão no poder de plantão. Na Bancada do Amém, estão ajoelhados 11 dos 13 vereadores (um deles está curvado fingindo que não está em posição de subserviência, esperando por migalhas prometidas).


É que o vereador Dionísio afirmou de que havia boatos na cidade os quais davam conta que a empresa que erguia uma simplérrima passarela de pedestres ao lado da ponte sobre o ribeirão Gasparinho, nas junções das ruas Itajaí, Coronel Aristiliano Ramos e Industrial José Beduschi, tinha corrido da obra e estava com problemas econômicos. Por isso, mais uma vez, iria sobrar para o bolso do gasparense.


Escrevi sobre este assunto aqui bem antes do discurso de Dionísio. Era fato. Não era boato.


O poder de plantão estava me esmurrando pela "ousadia", diante do silêncio de todos os meios de comunicação (menos a rádio comunitária Vila Nova) e às amplas queixas nas redes sociais e aplicativos de mensagens.


Mesmo assim, fingindo como se não morasse aqui, que não tivesse diversificada rede de cabos eleitorais, que não frequentasse às entranhas do poder de plantão, como que não fosse leitor e praguejador assíduo este espaço, o mais mais longevo dos vereadores, eleito sete vezes, no novo papel dele como líder do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, na Câmara, José Hilário Melato, PP, se armou de galo, e na maior cara de pau, foi à tribuna desmanchar Dionísio.


Também registrei esse tipo de palhaçada que virou rotina no circo dos que governam Gaspar atualmente e tentam intimidar quem lhes pede o mínimo de transparência de seus atos e resultados.


NÃO ERA BOATO. ERA FATO


"O Senhor me deixa constrangido, vereador! Não podemos trabalhar sobre boatos!", tripudiou, ensinou, cobrou, constrangeu o experimentado Melato contra Dionísio na tribuna da Câmara, sabendo o que fazia naquele espetáculo que lembrava a novela de Dias Gomes, "O Bem Amado". Tudo sob o silêncio prazeroso da sua Bancada do Amém e para servir o seu prefeito Kleber e o correligionário secretário de Obras e Serviços Urbanos, Luiz Carlos Spengler Filho, tão cumplice quanto neste caso específico.


Ora, os meus leitores e leitoras já sabiam que não eram boatos, mas fatos. Aliás, a cidade inteira já sabia disso. Esconder o que, mesmo?


Melato só provou que a mentira tem pernas curtas e nestes tempos de "Olhando a Maré", redes sociais e aplicativos de mensagens elas nem mais pernas possuem. Então vou encurtar o textão. Aliás mentir, sem qualquer pudor, diante de tantas provas, virou mania entre políticos e aos que servem a eles. É só ver o que fez o general da ativa do Exército Brasileiro, Eduardo Pazuello, como incompetente e subserviente ex-ministro da Saúde que trocou vacinas e máscaras por cloroquina, falta de oxigênio..., nos depoimentos feitos à CPI em curso no Senado Federal.


Retomo.


Sabe o que aconteceu terça-feira passada?


Melato teve que engolir as suas próprias palavras, encenação e a armação que fez anteriormente na tribuna da Câmara. Lavou, infelizmente, a alma deste espaço mais uma vez, bem e principalmente do próprio Dionísio.


"Realmente, o senhor tinha razão quanto ao boato. Ele é verdadeiro".


Primeiro, não existe boato verdadeiro. Segundo, Melato, mais uma vez, está "debruçado" "de encontro de" à gramática que lhe é peculiar no seu cotidiano como orador-enrolador das coisas que o governo quer esconder ou então projetar para glorificar aquilo que não possui glória alguma, mas é obrigação do gestor dar a comunidade e aos cidadãos.


Mas, nem tudo é ruim, admitamos. Melato, ao menos deu um passo para trás e assumiu que errou ao embarcar na canoa furada do governo Kleber, a qual vende o céu para todos a todo momento, nas redes sociais feitas de impulsionamentos.


FISCALIZAÇÃO DOS QUE NÃO TEMEM CONSTRANGIMENTOS E PROCESSOS


Por outro lado, esse passo de Melato atrás revela como agem os políticos - e a montanha de empregados politicamente na máquina da prefeitura - se eles não tiverem alguém fungando permanentemente nos seus cangotes.


Só voltaram atrás, em assunto simples, porque não tiveram alternativa naquilo que se tornou público, foi porque à mostra ele está incomodando os transeuntes sem a passarela para superar uma curta ponte em segurança, ou os que precisam daquela ponte estreita, mas está sempre congestionada e sem qualquer agente do Ditran a orientá-los nos momentos mais cruciais do dia. E isso está nas redes sociais.


Não havia boato. Havia fatos. Agora há um problema e mais uma vez contra os bolsos dos gasparenses.


E por quê? A prefeitura terá que se licitar o término da obra. Mais custos. Terá que ir à Justiça atrás de quem recebeu e prometeu terminar a obra e não o fez; mais custos. E como a empresa vai alegar que está falida ou em dificuldades financeiras, nada será ressarcido aos cofres públicos. Tudo mais uma vez acabará duplamente nos bolsos dos contribuintes daqui. É sempre assim.


E falta de fiscalização não foi. O próprio secretário de Obras e Serviços Urbanos, Luiz Carlos, um agente de trânsito licenciado, ex-vice prefeito, do mesmo partido de Melato, o PP, esteve lá "fiscalizando" a obra como postou amplamente fotos e textos na sua rede social. E deu como boa, ou seja, não viu os problemas, e os fatos, que todos viram?


E OS OUTROS BOATOS? QUEM ELES VÃO CONSTRANGER?


Pior.


A mesma empresa que causa esse problemão a Kleber e aos gasparenses, já tinha feito as passarelas da ponte sobre o mesmo ribeirão, mas na rua Industrial José Beduschi.


Melato, arrisca-se ao desmentido mais uma vez, quando cita àquela obra como referência de que tinha tudo para dar certo. Também não é bem assim. É melhor ele se informar desde agora, se já não sabe e faz tempo. Ou basta dar uma passadinha lá e no que já escrevi aqui.


Naquela época de campanha eleitoral e escapando de escândalos, havia sinais claros de que a coisa caminhava torta naquela passarela. Tanto que a empresa teve que "repintar manualmente um produto contra ferrugem e que originalmente deveria ter sofrido um tratamento eletro-físico-químico. Publiquei as fotos desse "remendo" feito contra o contrato que a prefeitura estava obrigada a fiscalizar.


E quem quiser passar lá, é só olhar os sinais visíveis de deterioração dela em tão curto espaço de tempo. Então, é mais outra lorota que está sendo contada para justificar a outra que foi desmascarada, onde o boato virou fato.


Aliás, Dionísio no mesmo discurso sobre boatos falou sobre o atraso do tal Marco Zero. Não é boato, é fato também. Providencial e matreiramente Melato ignorou este assunto. Ressuscitá-lo seria aumentar o desgaste e dar mais razão a Dionísio. Afinal, todos em Gaspar sabem que a laje de concreto colapsou e quase caiu barranco abaixo. Isto sem falar na piscina de água para testar peso da obra, técnica e estabilidade do terreno.


Dionísio naquele discurso, daquela terça-feira que deixou "constrangido" Melato, como ele mesmo fez questão de salientar na presepada, falou que ele pressentia superfaturamento no Anel de Contorno.


Só falta agora, o pressentimento se transformar em fato e Melato ter que vir a público dizer que não se trata de um pressentimento. Mas, aí é mais fácil o mundo desabar do que... Acorda, Gaspar!