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  • Herculano

O FANATISMO PELA MORTE, DOS OUTROS

Ontem, encontrei um meme no Instagram. É do MBL - Movimento Brasil Livre - feito basicamente de jovens contra o PT e a esquerda do atraso. Ele já foi ferrenho apoiador de Bolsonaro nos movimentos de ruas e hoje é um dos seus mais ácidos críticos.


O meme tinha três imagem presidenciais enfileiradas comparativas com textos bullets, ou a ausência deles


Bejamin Netanyahu (rosto fechado): meta abrir o país inteiro em abril após vacinar 100% da população.


Joe Biden (rosto sereno): meta de aplicar 100 milhões de doses em 100 dias, mas vai cumprir em 53.


Jair: Bolsonaro (rindo solto e sem texto algum).


Achei interessante. Reenviei para cinco da minha minguada lista, pois não uso o Instagram como minha rede social. De um deles, bolsonarista, com mais liberdade, veio a imediata reação: "MBL, tá bom! Quem ainda dá ouvidos prá MBL?", me responde ele que já foi evento local com organizado pelo MBL contra o PT e os corrutos no poder. Agora, diz que está agora decepcionado, mesmo o MBL não tendo mudando uma só linha da sua pauta, a não ser desembarcar no apoio a Bolsonaro, ao bolsonarismo e a forma como protege a corrupção familiar.


Respondi: "O que uma coisa tem a ver com a outra?", numa alusão ao retrato-verdade- comprativo e estabelecido no meme, talvez o verdadeiro motivo do questionamento do meu interlocutor, não se o meme foi ou não feito e assinado pelo MBL.


E completei: "melhor mesmo é dar ouvidos a um corrupto, a quem está quebrando o país e matando milhares de pessoas".