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  • Herculano

O ESTADO QUER DUPLICAR A GASPAR BRUSQUE. OS POLÍTÍCOS DAQUI NÃO QUEREM ISSO NO TRECHO GASPARENSE



Com alguns arremates aqui e ali, reproduzo NESTE BLOG - o de maior audiência na cidade -, o texto principal da coluna homônima, Olhando a Maré, publicada na edição impressa desta sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo em circulação em Gaspar e Ilhota.


Os títulos repetidos das notas do artigo original, na verdade, "brinca" com o mote marqueteiro do governo gasparense. Ele fala, há anos, num tal "Avança Gaspar".


Para muitos, o que de verdade "Avança é o retrocesso", a perseguição, a intimidação, o constrangimento, à falta de transparência e a propaganda marqueteira intensa.


O artigo descreve como os políticos daqui se articularam para ir a Florianópolis, atendendo à pedidos de novas lideranças locais e tentar - e parece que estão conseguindo e aliás, o governador está na região novamente, menos em Gaspar - impedir à duplicação da ligação de Gaspar a Brusque, como já se faz entre Brusque a BR-101, ao menos no trecho gasparense. Incrível!


É ou não um retrocesso que avança?


Os nossos políticos "querem ver antes o projeto" que será pago pelo governo - e não é pouco. E para quê. Intervir politicamente nele e evitar a duplicação da rodovia antes dela ser possivelmente municipalizada.


Pelo que se discursou em vários locais e inclusive na Câmara, Gaspar e parte dos gasparenses prefere a picada em que ela está se transformando hoje. Não consegue enxergar o tal "Avança Gaspar". E por quê. Ele é apenas um rótulo marqueteiro, o qual esconde muitos interesses e principalmente o atraso.


Escrevi isto:


O governo eleito de Kleber Edson Wan Dall, MDB, usa e abusa do mote marqueteiro de que é o que Avança na comparação com outros governos e até mesmo de seus vizinhos. Na prática, Kleber e seus "çabios", de verdade, estão mostrando que são reféns do atraso, dos interesses localizados, da incapacidade de enxergar o verdadeiro futuro, aquilo que avança.


São reféns dos supostos apoiadores e daquilo que discute e se é ou não necessário para o futuro da cidade. Porque, de um jeito ou de outro ela não espera, avança com, ou sem ordenamento legal, debatido, fiscalizado. E o ordenamento deveria estar assentado no Plano Diretor. Ele está sem atualização - e parece ser até proposital -, mas principalmente passa longe das mentes dos políticos e gestores públicos. O Ministério Público falha.


Retomo. Mostrei aqui, que o governador Carlos Moisés da Silva, sem partido, dias atrás mal chegou a Gaspar debaixo da Ponte do Vale. Alí, pateticamente, descerrou uma plaquinha num cavalete mequetrefe . Era para comemorar à "restauração da revitalização" da Rodovia Jorge Lacerda, que já tinha dada como entregue pelo ex-governador Raimundo Colombo, PSD, o que também não conseguiu vir aqui. Meu Deus!


Mostrei também que Kleber - e também, vejam só, presidente da AMMVI, Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí - e seus "çabios", conseguiram entregar um papelinho, sem timbre algum, sem justificativas, com justas reivindicações daqui, ao governador na prefeitura, mas de Ilhota. Ai, ai, ai.


Mostrei, que usando as críticas aqui da coluna e do blog líder em acessos www.olhandoamare.com.br Kleber e seu aparato político, dias depois, conseguiu ser atendido no Deinfra, em Florianópolis. E na audiência formalizou-se o que estava no improviso naquele papelinho entregue em Ilhota.


Um dos itens é a necessária e atrasada restauração da Avenida Francisco Mastella, que é estadual, e que estava a cem metros da plaquinha que o governador a descerrou. Naquele instante, usando influência e aparato, que não possui, Kleber não foi capaz de colocar o governador no carro e levar Moisés ao "passeio" naquilo que precisa não ser apenas restaurado, mas duplicado, diante da complexidade criada pela própria ponte do Vale, da ligação com a cidade e na principalmente quando se toma à direção sul do município, incluindo Brusque.


Se levasse o governador para esse "passeio", corria o risco de mostrar o trechinho dois do Anel de Contorno ainda fechado e já trincado, mas em pista simples. Ele, e contra o futuro, e contra um pedido de duplicação da Francisco Mastella, deveria ter nascido em pista dupla. Ou seja, nós mesmos temos um exemplo de avanço viciado no retrocesso recorrente.


Caminhando para o fechamento. A outra reivindicação que Kleber levou ao Deinfra foi a recuperação da Rodovia Ivo Silveira entre Gaspar e Brusque, incluindo a parte municipalizada da Avenida Frei Godofredo.


O governo do estado - que pensa no futuro, pelo jeito - tem um plano para a duplicação dela. E quer levar isso a cabo. Os políticos de Gaspar e ficou bem demonstrado, mais uma vez, nas manifestações dos vereadores na Câmara depois do encontro acontecido em Florianópolis, atendendo a menos de meia dúzia de empresários estabelecidos à beira da rodovia, são contra.


E qual a justificativa desse atraso para a rodovia continuar pista simples, perigosa e um gargalo infernal? A duplicação afetaria o acesso ou estacionamento dos seus negócios. Então, a rodovia essencial atender, valorizar e humanizar à expansão fenomenal que está acontecendo na área residencial (e de alto padrão), logística e industrial do Barracão, Bateias, Macucos, Bom Jesus e principalmente do Santa Terezinha, terá que ser de pista simples.


O retrocesso que mais uma vez se avança vai, na verdade, sucatear um região com potencial e matar os próprios negócios dos que a querem em pista simples eternamente. E com apoio dos nossos políticos no poder de plantão. Acorda, Gaspar!