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  • Herculano

O ESCANCARADO DESCASO DO SENADOR JORGINHO COM O VALE E AS MORTES NA BR-470



O blogueiro Pancho estampou ontem: DNIT cancela reunião com mais de 100 líderes do Vale do Itajaí sobre a BR-470.


O DNIT em Santa Catarina é curral de domínio de empreguismo do senador Jorginho Mello, PL. O senador, nascido no PR de Valdemar da Costa Neto e tucano por longo período, tornou-se o mais fiel escudeiro do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido.


Jorginho quer a cadeira do governador Carlos Moisés da Silva, sem partido nas eleições do ano que vem. N]ao tem nada a perder, pois continuará senador por mais quatro anos. Bolsonaro, por sua vez, tem o então Comandante Moisés, como um traidor da causa bolsonarista. É que ele resistiu a se ajoelhar às maluquices ideológicas do Mito e sua turma radical catarinense.


E quem paga o pato de tudo isso? O cidadão, a cidadã, que mesmo desempregados, continua contribuindo com os pesados impostos, porque eles estão nos alimentos da sobrevivência, no ônibus que toma para procurar emprego...


Qual é a disputa insana contra o Vale do Itajaí, um dos polos referência de desenvolvimento do Sul do Brasil, apesar do gargalo chamado BR-470 e há anos usado como palanque pelos políticos? É que o governador, tirou do bolso dos catarinenses, R$200 milhões para ajudar a terminar parte da duplicação diante dos cortes de verbas feitos, exatamente, pelo presidente Bolsonaro.


Bolsonaro não gostou da manobra e solução criada por Moisés e os deputados catarinenses em favor do Vale do Itajaí e seu futuro comprometido no seu mais corredor logístico.


Primeiro, Bolsonaro mandou a vice-governadora Daniela Cristina Reinehr, sem partido, na interinidade, vetar a proposta aprovada pela Assembleia. Depois, de volta ao mandato e salvo de dois impeachments, o governador Carlos Moisés retomou o assunto a Alesc. Ela promulgou a liberação dos recursos, vetada por Daniela.


Como perdeu com isso? O birrento presidente acionou o seu escudeiro Jorginho Mello. E contra seu próprio povo e eleitores. Que ganhou, mas não levou ainda, o Vale do Itajaí. Simples assim.


Na Assembleia, onde Jorginho já foi o seu presidente um dia, ficou combinado o seguinte: as verbas seriam prioritariamente para o término dos trechos um e dois, os mais adiantados, entre Navegantes e a divisa de Gaspar com Blumenau, ali no Belchior Baixo.


E por quê? Com isso se eliminaria um gargalo até o final do ano para acessar a BR-101, portos (Itajaí e Navegantes) e aeroporto de Navegantes.


Outra confusão dos bolsonaristas.


Como não conseguiram impedir à promulgação na Assembleia da lei que liberou a verba de R$200 milhões, agora eles a querem para si e colocá-la onde bem entenderem, sem que a comunidade e os políticos representantes dessas comunidades sejam ouvidos.


Diante da má repercussão do assunto entre as lideranças do Vale, o senador Jorginho Mello, veio a Blumenau, há duas semanas, ouvir o bafo. Disse, preferencialmente na imprensa amiga, que não era bem assim. Mentiu, no mínimo.


E por quê? A ausência de ontem do seu preposto no Dnit, não deixa a menor dúvida de que Jorginho continua jogando, dissimulando, mentindo e servindo a interesses de poder de Brasília, achando que isso lhe favorece à corrida ao Centro Administrativo, em Florianópolis, no próximo ano.


E como não se tivesse coisa mais importante a resolver, Jorginho Mello, de capacete debaixo do braço na mão, está nas redes sociais convidando para a motociata em Florianópolis. neste domingo.


Enquanto na BR 470 está se recolhendo seus mortos e traumatizados, inclusive os desta noite que estampam as manchetes dos portais de notícias. Meu Deus!