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  • Herculano

O DESASTRE CHAMADO DITRAN DE GASPAR


O que lhes relatei e mostrei ontem em imagens - pois tudo é desmentido pela estruturada rede de propaganda paga do governo quando se aborda aqui a realidade, isso sem falar quando não se ameaça de se ir ao judiciário para apenas puro constrangimento e meter medo neste escriba - é tudo fruto de longa desmoralização de um órgão essencial para a cidade. Ele é tomado por políticos, politicagens e descasos contra os cidadãos e a favor dos poderosos de plantão.


Vejam.


A Diretoria de Trânsito - Ditran - é ligada à poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, e vejam só, do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, e que acumula a função política suprema e contraditória de presidente do MDB de Gaspar,


A desmoralização da Ditran de Gaspar não começou e se instalou com a colocação de superintendentes sem mínimo conhecimento da legislação e função, coisa pensada exatamente pelo medo ou ignorância naquilo que se "exigia" para servir aos interesses do poder.


Perguntem de onde vem e por que veio dar aqui, e o que entende desse riscado o atual superintendente da Ditran de Gaspar, Maico Rodrigo Ebertz.


Retomo. Foram raros os competentes que passaram por lá - a começar pelo primeiro deles, Emerson Luiz Andrade -, que ocuparam esta função. Já escrevi sobre isso. É só reler. Dei nomes.


Tudo começou na própria gestão de Pedro Celso Zuchi, PT. Um dia, ele resolveu rasgar as multas de seus apadrinhados lavradas pelos agentes com a lei na mão e ao que faziam. Não vou recontar as histórias que são públicas e infelizmente, famosas.


Foi a partir dai, então, que o político, o manda-chuva, Zuchi percebeu que a Ditran tinha uma certa autonomia, cumpria uma legislação e que o município não podia interferir nela. Mais do que isso: as tais Jaris ou as Juntas Administrativas de Recursos Infracionais - cabideiro de empregos para correligionários - não podiam anular essas multas nos recursos que apreciavam, exatamente devido a legislação federal e assertividade dos agentes na aplicação delas.


O que fez Zuchi e repetiu Kleber Edson Wan Dall, MDB que teve no primeiro mandato exatamente um agente de trânsito como vice, Luiz Carlos Spengler Filho, PP, como vice? Deixaram a Ditran murchar, minguar e elas, automaticamente por falta de pessoas, deixaram de cumprir o papel. Hoje, as multas, por exemplo, são na maioria aplicadas pela Polícia Militar.


E foi isso que aconteceu. A Ditran - como instituição e como agente da comunidade ficou fraca, fraquérrima, e não serve, praticamente, mais ao propósito dela. O custo, dela, entretanto, continua intacto.


Mostrei ontem, por exemplo, no caso que lhes relatei na confusão provocado por sua absoluta omissão da Rua Itajaí.


A Ditran ainda possui onze agentes na ativa, mas só quatro estão na rua, e com muita sorte e ginástica nas escalas - e se ninguém adoecer, faltar ou se licenciar - , apenas três podem estar trabalhando na rua ao mesmo tempo durante o dia cumprindo as suas funções, abdicando ao abandono da cidade em outros horários. Vergonhoso.


Num lugar sério, seria necessário, no mínimo 20 agentes, todos disponíveis para escalas e intercorrências e assim estarem nas escolas educando, nas ruas fiscalizando, orientando o trânsito, servindo às necessidades de campo - não à burocracia na sede, na PM e no pátio de carros apreendidos, por exemplo.


É intencional esse desmanche.


Quanto menos agentes nas ruas mais confusão, mais infração sem punição, mais chances de gente se ferir e até morrer, mas também menos chances de um amigo do poder ser pego em flagrante e não se ter como limpar a barra na Jari, no canetaço ou determinação de alguém poderoso, entre quatro paredes e sem escândalo. Simples assim!


Entenderam a razão pela qual a Ditran é fraca e esvaziada em Gaspar? Acorda, Gaspar!