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  • Herculano

O DARWINISMO EMPRESARIAL

Atualizado: 28 de abr. de 2021


Depois de mais de 30 anos da venda da filhota Ceval (Gaspar) para a bicentenária holandesa - mas com capital aberto nos Estados Unidos - Bunge numa disputa com a norteamericana e quase familiar Cargill, chegou a vez da mãe Hering (Blumenau) de 140 anos, sair dos seus herdeiros e ir para um destino competitivo onde pouco se conhecem os donos e gestores, mas essencialmente marcas, produtos e resultados.


Rica e um case de sucesso sem precedentes, a Ceval deu fôlego financeiro para a grande virada da Hering e que a tornou profissional e querida neste bilionário negócio anunciado esta semana com a Soma, desconhecida da maioria que tomaram contato com a notícia. E fruto de uma disputa por novos donos, como aconteceu na Ceval. E disputa só há em algo que promete e tem futuro.


É o que chamo de darwinismo empresarial. O passado é história para se chegar aonde se chegou. Preservá-lo é importante. Mais importante, todavia, é continuar a história no presente. Foi o que ambas fizeram até agora onde fui ator e testemunha no grupo Coligadas (na transição para a RBS SC), Perdigão (da família Brandalise para os Fundos de Pensão), Ceval para a Bunge...


Foi o que fizeram tantas outras marcas e símbolos catarinenses como Tigre, Consul, Seara, Sadia, Cremer, Artex...


Enquanto isso, no ambiente público, continuamos na era primitiva capturando a riqueza da produção e atrapalhando os empreendedores.