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  • Herculano

O CORPORATIVISMO DE OCASIÃO


Da esquerda para a direita os vereadores Zilma, Dionísio e Amauri


Antes, porém, quero escrever que, sinceramente, não entendo à razão pela qual os educadores e seu entorno nas escolas não estão nos grupos prioritários de vacinados contra a Covid-19, se a volta presencial das aulas é uma realidade antes dela, ser uma necessidade contra o que está emburrecendo as nossas crianças e adolescentes.


Diante do quadro de agravamento, dentro de uma prioridade que considero vital para a proteção deles à exposição na volta às aulas, a vacinação é um item básico ou elementar. Mas, eu não sou epidemiologista, cientista ou especialista no assunto...


Volto.


Há três sessões na Câmara de Gaspar, um Projeto de Lei do vereador petista Dionísio Luiz Bertoldi, pedia ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, prioridade na vacinação aos professores da rede municipal. Ele foi vetado unanimemente. Usou-se argumentações sólidas, técnicas e constitucionais. Restou ao Dionísio enfiar a viola no saco, sob queixumes.


O que apareceu na semana passada na Câmara depois desta reprovação unânime dos vereadores, incluindo a Bancada do Amém?


Uma Moção de Apelo do governador Carlos Moisés da Silva, PSL. De quem? Da vereadora Zilma Mônica Benevenutti Sansão, MDB, educadora e ex-secretária de Educação de má lembrança da queda do Ideb contra as nossas crianças e adolescentes.


O que queria a Moção que tinha como co-autor o presidente da Câmara, Francisco Solano Anhaia, MDB? A inclusão dos professores - neste caso, todos e do estado inteiro - na tal lista de prioridade de vacinados contra a Covid-19.


Antes de prosseguir, vou reafirmar mais uma vez o que escrevi na abertura do artigo: não entendo a razão pela qual educadores e seu entorno não estão nesta lista de prioridades nas vacinas contra a Covid-19 se estão obrigados a dar aulas presenciais.


Mas, o objeto do comentário é outro: a manha dos políticos metidos a espertos.


Político antigo e novo não tem jeito. Um dia vota aceitando argumentos e contra matéria em que ele não é autor, não teve a ideia de propor, mas na sessão seguinte a requenta para levar vantagens no corporativismo da sua classe. Impressionante!


A Moção, não foi votada, porque foi retirada de pauta, para "voltar" com outra "roupagem".


O pedido foi do líder do MDB, Francisco Hostins Júnior, partido da vereadora e professora, filho de ex-educador. Na votação do requerimento verbal de Hostins, Zilma continuou contra a retirada dele da pauta, assim como o vereador servidor, Amauri Bornhausen, PDT.


Nada contra o posicionamento dos dois, se no dia em que a mesma matéria apareceu na Câmara na forma do Projeto de Lei de Dionísio, ambos tivessem votado a favor do PL do petista.


Agora, um quer se dar bem com a sua classe de docentes, ou outro com a companheira de partido (Anhaia) e Amauri com os servidores professores. É pracabá. Acorda, Gaspar!