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  • Herculano

"NO MEU NÃO, NEM PARA A COMPRA DE VACINAS", RECHAÇAM VEREADORES NO REAJUSTE QUE APROVAM AMANHÃ


O vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, fez uma provocação aos vereadores da Bancada do Amém de Gaspar (MDB, PSD, PP, PDT e PSDB), além do quase já incorporado PL a esta Bancada: se eles - com os respectivos assessores - seriam capazes de abrir mão de quatro a seis meses da diferença do reajuste de 4,56% que vai ser aprovado amanhã e colocar esta diferença, num "fundo" para ajudar a comprar vacinas contra a Covid-19 aos gaspaarenses.


Todos que o vereador Dionísio consultou, segundo ele, nem quis discutir o assunto. Taxou-o de demagogo, apesar do simbolismo que isso representa ao senso político deles, pois de dinheiro mesmo, é pouco: em torno R$200 por mês de cada gabinete, incluindo o assessor do vereador.


Simbolismo? O último desse tipo de origem parlamentar dormiu e está engavetado na Câmara, mostrando como agem os políticos.


O então ex-vereador que de opositor ferrenho virou defensor incondicional do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, Roberto Procópio de Souza, PDT, propôs doação de 20% do salário de cada vereador e por dois meses, como contribuição aos desafortunados da Covid-19.


Nem mesmo, o parecer favorável do relator geral da matéria, o próprio Dionísio, conseguiu levar o assunto adiante dentro da Câmara. E todos me praguejavam quando escrevia ou escrevo sobre isso aqui ou na coluna do jornal Cruzeiro do Vale e que recomecei na sexta-feira passada.


E para não se concretizar este gesto simbólico proposto por Dionísio vieram todos os tipos de explicações como os dos próprios assessores legislativos.


Eles dizem não poder desvincular um reajuste do outro (servidores e políticos). E é verdade. A lei abrange todos. É aprovada num pacote só. Mas, não se trata disso, e sim de um gesto individual. E eles também sabe disso muito bem.


Até vereadores estreantes, vejam bem, já foram na mesma direção. "É apenas um reajuste", justificou um deles. E é. Mas, quanto de seus eleitores não tem nem reajuste e outros nem mais salários ou empresas diante da crise econômica?


E o experimentado presidente da Casa, Francisco Solano Anhaia, MDB, sugeriu que ao invés da contribuição do dinheiro individual do vereador, que se tirasse do fundo pró construção do prédio da Câmara, o fundo que vive sendo boicotado sistematicamente pelo MDB, exatamente para favorecer o dono do prédio da Câmara, no prolongamento indefinido caro do aluguel dele.


Agora, é de se esperar o gesto concreto de Dionísio. Não vale ele alegar que, por ter ficado sozinho no gesto solidário, não executou à sua própria e interessante ideia. Acorda, Gaspar!