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  • Herculano

NEM ESQUENTOU A CADEIRA DO SEGUNDO MANDATO, O PODER DE PLANTÃO EM GASPAR MIRA 2024 ANULANDO 2022

Este é o título fracionado de seis bullets da coluna que publiquei na edição impressa desta sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale: 2024 ATROPELA 2022


Vou reproduzi-la, sem qualquer alteração no texto original. Muda a forma de apresentação dos parágrafos.



Da esquerda para a direita: o prefeito Kleber, o vereador Ciro que virou Bolsonaro e o presidente do PL, Rodrigo, encalacrado pelos interesses dos que estão no poder de plantão em Gaspar e o deputado Ivan Naatz que quer se reeleger com os votos daqui


Os políticos no poder de plantão em Gaspar estão se movimentando. Querem se estabelecer na eleição de 2024 como se o ano que vem o calendário não fosse essencialmente eleitoral. 2022 é que vai dar um novo Norte.


2024 passa pela recomposição das atuais forças políticas no estado e país. É preciso saber o tamanho do tombo da direita xucra, o quanto ainda se recupera a esquerda do atraso e qual o preço da chantagem que o "centrão" exigirá para apoiar uma terceira via. Em 2018, o" centrão" apostou as suas fichas no tucano Geraldo Alckmin e se deu muito mal. Em Santa Catarina, nem se fala: o próprio "centrão" se auto-triturou nas urnas para um desconhecido.


A viagem que o vereador Ciro André Quintino, MDB, fez a Brasília há duas semanas para festas, diárias, tiros, conviver com novos amigos ricos e com direito até a uma verbinha de R$350 mil de deputado que estava aqui em Gaspar dias antes, é um dos sinais de rearranjo. É para parir a forceps uma continuidade da vaidade do poder.


Ciro nascido no PP, que por conveniência foi tucano e se diz MDB desde criancinha quer ser prefeito. Fez campanha de vereador no povão, o qual o chama de "massa" como se fosse candidato a prefeito. Mesmo assim e ainda sendo presidente da Câmara por três legislaturas, viu seus votos minguarem de uma forma perigosa e sinalizadora dentro da máquina vencedora das eleições do ano passado (de 1.425 baixou para 995 votos).

A viagem à Capital Federal teve dois propósitos: aproximar Ciro do PL e com isso anular o professor, engenheiro e ex-vereador Rodrigo Boeing Althoff, ex-candidato a prefeito (22,21%) e que se ensaia candidato a deputado. O acerto é para Ciro ficar como a reserva popular de votos a vice no PL para "fazer dupla" com o MDB. É para alavancar o prefeito de fato e presidente do partido, Carlos Roberto Pereira.


Ele, subitamente está segurando criancinha, costurando e se fotografando com os que estão nas filas das vacinas. Incrível! O marketing está repintando à sua arrogância e repaginando a sua fama de prepotência. Ciro seria o sal dessa carne que vai ser assada aos gasparenses. Só assim o MDB deixaria Ciro entrar na fila dos que mandam na cidade. Até agora, Ciro nem na fila do MDB está.

Por outro lado, diante do atropelamento dos fatos, a dúvida é cada vez mais cruel. Onde estará o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, em 2022?


Se o acordo que fez com o PSD e o seu vice Marcelo de Souza Brick for cumprido, ele renunciará e será candidato a deputado estadual ou federal. A atual orientadora política dele, a mulher Leila, assim também o quer. E não é pelo bem do MDB e da coligação. Ela acha que a máquina da Igreja Evangélica o deixa vivo e eleito nesta empreitada pelo estado e com ajuda do irmão de templo, o deputado Ismael dos Santos, PSD.


E por quê Leila quer isso? Porque se acha candidata a prefeita com a ajuda do marido em 2024 e da Igreja. É sério! E a marquetagem para isso já começou.


É aí que entra o truque do presidente do MDB e prefeito de fato, com ajuda dos seus amigos riquinhos: Carlos Roberto Pereira quer que Kleber complete o mandato, para que ele seja candidato a deputado.


Carlos Roberto quer se testar nas urnas e criar "massa" eleitoral para 2024. Talvez com Ciro de vice o outro suposto carregador de votos indicado por pesquisas.


E Marcelo? Está quieto, por orientação superior do partido. No fundo já sabe que comprou gato por lebre. Advertido foi. Tudo foi feito para não se ter concorrência quando ele aceitou ser vice de Kleber. Agora choraminga e até procura um vice para ele, caso nenhuma das promessas seja cumprida pelo poder de plantão.

E é esta ansiedade que está fazendo os políticos do grotão atropelar 2022. O MDB de Gaspar tem parte de culpa nisso. Não preparou a sucessão de Kleber. Ciro não é da "massa". Muito menos ele foi Bolsonaro algum dia. Mas, exibiu-se em Brasília e exatamente em má hora.


A outra opção é Francisco Hostins Júnior. Ele caiu na cilada. Ficou exposto demais quando teve que enterrar a CPI da drenagem da Rua Frei Solano arrumada pelo mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato.


O campeão de votos Hostins (1.954) viu eles minguarem (1.070 ). Além disso, essa coligação que sustenta o governo Kleber, tem muitos interesses contraditórios que nem a máquina de empregar que se tornou a prefeitura de Gaspar será capaz de conciliar todos na mesma barca até 2024, que será bem diferente deste junho de 2021. Acorda, Gaspar!