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MANOBRAS, CANELADAS E APOIOS MARCAM A SEMANA (*)

(*) por Roberto Azevedo, no Making of


Da esquerda para a direita, os protagonistas: Carlos Moisés, Daniela e Schuster


Enquanto a governadora interina Daniela Reinehr visitava Joinville, o governador afastado Carlos Moisés (PSL) recebia o apoio de mais de 40 prefeitos e vices do Vale do Itajaí, na Casa d’Agronômica, e o deputado Laércio Schuster (PSB) entrava, no Supremo Tribunal Federal, com mais uma medida para protelar o julgamento do impeachment na próxima sexta (7).

Curiosamente, foi o deputado Jerry Comper (MDB), na foto, quem levou a carta de apoio até Moisés, acompanhado do prefeito Érico Oliveira, o Dida (MDB), de Ilhota, e do vice-prefeito de Ibirama, Jucélio de Andrade (MDB), parlamentar que teve a indicação do chefe da Defesa Civil, David Busarello, fulminada por Daniela a favor de Schuster. Os dois deputados compartilham praticamente a mesma base eleitoral e a disputa está evidenciada desde que Comper emplacou, no primeiro escalão, um provável adversário de Schuster na próxima eleição.

Sem lograr êxito na primeira tentativa, Schuster parte para a canelada e levou ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, um pedido de Reclamação Constitucional para que o ato do desembargador Ricardo Roesler, que não aceitou um requerimento do parlamentar para que Moisés deponha nesta fase do julgamento, seja revogado para protelar a decisão, uma atitude controversa. Garantido A manobra de Schuster terá consequências pela clara disposição em embarrigar o julgamento, algo que pode ser considerado um ato desesperado, embora regimental, o que não deixa de ser uma afronta à decisão de Roesler.

O deputado, que hoje representa todos os adversários políticos de Moisés no Tribunal Especial de Julgamento, pretende tirar alguma contradição nas respostas do governador ora afastado, gerar um fato novo diante de um quadro negativo para os que buscam a manutenção de Daniela no cargo. Contra isso Cresce o número de prefeitos que partem para o apoio de Moisés, oficialmente, em listas, como o fizeram alguns do PP, ou informalmente, em posições públicas.

Os mandatários temem a insegurança jurídica e o pipocar de processos de impeachment nos municípios, a repercussão do processo para lá de banalizado contra os chefes de Executivo em todos os níveis, fruto da ação política de adversários incomodados com as derrotas eleitorais recentes, o mesmo que ocorreu no Estado, onde o governador cortou os canais de fornecimento de muitos aliados de quem estava no poder.