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  • Herculano

LUZ AMARELA PARA AS AMIZADES E CANAIS DO VICE GASPARENSE

Diante da repercussão duvidosa e já lá há uma semana, quando da visita sem propósito claro do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB (foto, à direita), ao ex-presidente da Assembleia, Júlio Garcia (foto, à esquerda), liderança e articulador estadual expressivo do PSD, ex-conselheiro do Tribunal de Contas e ex-empregador do cicerone daquela visita, o atual vice-prefeito de Gaspar, Marcelo de Souza Brick, PSD (foto, ao centro), e diante do que aconteceu ontem com a Operação Hemorragia, um desdobramento da Alcatraz, os "çabios" no poder de plantão, decidiram abrir os olhos e rever os canais de "relacionamento institucional e político" de Marcelo.


Avisada, essa gente foi. Ela conhece bem Marcelo. Arriscou-se, mais uma vez. Talvez, por ganância de ensacar todos, a mesma sanha que moveu fazer a aliança com o próprio PSD local e lhe dar a vice no lugar do PP.


Marcelo, de verdade, está meio que isolado neste novo ambiente de poder em Gaspar e por razões conhecidas, É que os do poder de plantão só o quiseram - e foram buscá-lo - exatamente para ele não ser candidato e concorrente dos que estão no poder. Simples assim! Marcelo também sabia disso e enrolou o seu PSD.


Ingênuo, afoito ou mal orientado, tentou então "mostrar serviço" ao grupo que agora ele serve para construir uma aproximação mais sólida. E para isso, começou pelo caminho mais fácil: as várias tetas que sempre teve para a proteção e sobrevivência do seu capital político e da sua própria sustentação econômica.


E qual a razão do seu gesto? Para dar prova de força e assim no "batismo de lealdade e importância", ou seja, como adiante: entrar neste poderoso e seleto grupo que manda na política e na prefeitura de Gaspar, há décadas. Estrepou-se!


E o que move à cautela de agora do poder de plantão e principalmente do MDB, aos canais e amizades do vice Marcelo? Duas vertentes.


A primeira é que esse grupo tem lá os seus canais, segredos e pecados. É só ver o que se apurou na CPI da drenagem da Rua Frei Solano e que se manobrou regimentalmente para enterrá-la, mas que continua viva em outros fóruns.


E se publicamente forem entrelaçados os velhos relacionamentos solidificados, justamente pela imprudência decorrentes dos novos relacionamentos e amizades sob suspeição, mistura-se tudo numa toxidade desnecessária para o presente e o futuro. Até separar o joio do trigo, o tempo voa no desgaste e na improdutividade de imagem e votos.


Por isso tudo, não é sensato agregar coisas já contaminados - como é o caso dos envolvidos na Alcatraz e Hemorragia, espantosamente expostos em detalhes nas 188 páginas do despacho/decisão de ontem da juíza federal substituta, Janaína Cassol Machado.


Eles podem atrair desconfianças desnecessárias para aquilo que já está estabelecido, normalizado e que está dando certo por aqui, ao menos na aparência e resultados aos que estão no poder gerencial e político de plantão daqui.


A segunda vertente é o ensaio que o MDB catarinense faz para estar e esfolar - como um especialista que é neste tipo de assunto - o governo do mendigo político - por sua única culpa, diga-se de antemão - e agora refém dos partidos tradicionais, governador Carlos Moisés da Silva, PSL, aquele que prometeu fazer a nova política para vencer com 71,09% dos votos válidos.


CANAL DIRETO


Ora, se o MDB catarinense, ou parte dele, fechar com Carlos Moisés, Kleber e os seus "çabios" terão novos e diretos canais com o governo do estado, seus pedidos e necessidades nas armações políticas para 2022 serão atendidos e compreendidos. Então, qual a razão de depender dos canais e amizades institucionais do vice Marcelo?


Ah, mas se não cuidar, Marcelo vira um opositor dentro do próprio governo! Bobagem. Ele não é disso.


Primeiro Marcelo precisa trocar de amizades e canais institucionais. Segundo, ele precisa ser um político confiável para qualquer canal seja ele antigo e do novo grupo. Terceiro, ele não é partidário; é imediatista e pessoal. Tanto que nesta coligação, Marcelo olhou apenas à sua salvação; já o partido, por sua vez, chora pelos cantos, amargando às beiradas ofertadas e só sob pressão, do governo de Kleber. Quarto e para encerrar: o PSD de Gaspar, mostrou em 15 de novembro, nas urnas, que não possui organização e força eleitoral. Fez, a muito custo, só um vereador dos 13 que se elegeram por aqui.


Resumindo: até ter musculatura para se tornar um concorrente de verdade em 2024, antes o PSD vai comer o pão que o diabo amassou, se tiver sabedoria, inteligência e estratégia para a reorganização por aqui como força política.


E isso será difícil porque aceitou e precisa dos carguinhos de segunda que está ocupando no governo Kleber, com a esperança de em 2022 vire governo.


Antes de ser um concorrente, é mais fácil o Marcelo mudar de partido para se salvar mais uma vez a pele dele. E o MDB se "deliciando" com tudo isso. Acorda, Gaspar! (20.01.21)