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  • Herculano

LEI, GOVERNO E FISCALIZAÇÃO JUNTOS NO FINGIMENTO




Hoje é domingo. É, em tese, no cristianismo, o dia consagrado ao Senhor. Os cultos, louvores, reuniões e missas estão proibidos nos templos e igrejas por decretos excepcionais em vigor em Santa Catarina e Gaspar.


Por outro lado, eles podem ficar abertos para a penitência eventual e individual.


Bem no Centro da cidade, sete horas da manhã deste domingo, som mecânico alto com hinos de louvor, abria as portas da Igreja Universal do Reino de Deus, ali ao lado da Câmara de Vereadores. No pátio - como mostra a foto - quase 30 carros, além de motos. Outros fiéis chegavam a pé como se havia uma combinação de horário e compromisso. Estranho!


Ah, mais não havia culto formal. Se não havia, qual a razão de tanta aglomeração em horário certo? Não era para todos estarem em casa de protegendo da propagação do coronavírus. Ou era para quitar o dízimo?


A 500 metros dali, em outro galpão alugado, onde já funcionou o Corpo de Bombeiros, outra denominação evangélica neo-petencostal tinha a mesma movimentação.


Como escrevi há dias aqui: em Gaspar, há leis que são feitas para só "inglês ver"; para os políticos não serem cobrados pelo Ministério Público e outros metidos aa fiscais da lei; para serem burladas pelos amigos do poder de plantão e essas mesmas leis - como a aprovada na quinta-feira em regime de urgência e extraordinariamente pela Câmara quando se instituiu multas aos teimosos -; para o poder de plantão usá-las - e de forma necessária e correta - mas, só contra os adversários.


Afinal, onde estava a fiscalização da prefeitura de Gaspar nesta manhã? Descansando? Orando? Acorda, Gaspar!