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  • Herculano

LÍDER DE KLEBER ADMITE NA CÂMARA QUE O TRECHINHO DOIS DO ANEL DE CONTORNO É PROBLEMÁTICO


Mais uma vez estou de alma lavada. De alma lavada também está o único vereador da oposição em Gaspar dos 13 na Câmara, Dionísio Luiz Bertoldi, PT - Alexsandro Burnier, PL, não conta -, neste assunto do Anel de Contorno.


Aliás, Dionísio entrou com dois mandados de segurança sexta-feira passada na Justiça da Comarca de Gaspar como reportei aqui e só aqui, no sábado. É para receber, vejam só, dados obrigatórios, repito, obrigatórios da prefeitura, sobre esta obra e a pavimentação da Rua Dom Daniel Hostins. Eles estão sendo "sonegados" ao vereador desde abril pela gestão municipal gasparense e que se julga e faz propaganda de ser transparente.


Contei isso em primeira mão e talvez você não veja tal assunto em outro lugar na imprensa daqui. quem foge um pouco do script é a Rádio Comunitária Vila Nova. Divulguei neste blog, neste sábado - sim porque aqui tem novidades todos os dias, afinal imprensa não deve cultuar sábado, domingos e feriados diante dos fatos relevantes - em "o único vereador de oposição dos 13 de Gaspar vai a Justiça vai a Justiça para ter explicações do prefeito Kleber".


E por que estou de alma lavada?


Por tudo que escrevi sobre esta obrinha que já deveria estar aberta ao tráfego porque oficialmente já está entregue pela empreiteira, facilitando a vida dos gasparenses e dos que passam por aqui, mas está lá, interditada, esperando que os materiais usados no pasto do Jacaré deem sinais de movimentações e assim, ainda possam ser corrigidos.


Também já escrevi sobre isso, e só aqui você leu isso. Na prefeitura, como sempre, todos estão espumando devido aos esclarecimentos deste espaço.


O que aconteceu na terça-feira a noite da semana passada e que você ainda não leu e nem ouviu ainda, a não ser que você assistiu a sessão da Câmara ou foi ver a gravação dela?


O líder do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, José Hilário Melato, PP, depois de tanto apanhar para as evidências e fatos, admitiu na última sessão da Câmara que o trechinho dois do Anel de Contorno, pronto, entregue pela empreiteira de Blumenau, que custou mais de R$11 milhões - e cara fiscalização de terceiros, depois que cinco engenheiros da prefeitura passaram por lá em igual missão - para algo menor que um quilômetro, fato também já relatado aqui, poderá ser problemático devido ao solo.


Poderá ser problemático? Este fato era refutado como coisa da minha cabeça, dos engenheiros desqualificados e empreiteiras concorrentes enciumadas que faziam alertas reiterados. Agora, não é mais? É uma possibilidade? Ai, ai, ai.


Ao responder Dionísio durante a sessão e no seu ofício obrigatório no horário da liderança, Melato, o vereador que vive "debruçado" e do "de encontro de " disse que técnicos e engenheiros farão a cada 30 dias as análises do solo onde foi assentado este trechinho do Anel de Contorno. Como assim? Não estava tudo certo até então?


É mais uma desculpa para se gastar além da alta conta até agora naquilo que muito já se gastou naquela obrinha de pista simples, quando ali, pensando na Gaspar de hoje, e não do futuro, já deveria ter nascido de pista dupla?


Análise de solo depois da obra concluída e entregue, em algo que se sabia problemático e havia uma série de indicativos que era preciso se tomar cuidado em redobrado e muita análise de solo antecipada?


Não bastou a péssima experiência e a montanha de dinheiro para deixar minimamente em pé o CDI Dorvalina Fachini, construído com verbas federais ao tempo da administração petista de Pedro Celso Zuchi e sobre o mesmo terreno feito de turfa? Aprendizado, zero.


"Vamos acompanhar de perto a base, a compactação e o asfalto", sublinhou Melato que até então desdenhava as denúncias de que ali poderia estar se menosprezando as melhores técnicas construtivas da engenharia rodoviária para aquele solo atípico.


"Houve uma remoção muito grande de terra", justificou Melato para a eventual acomodação do solo quando houver o efetivo uso daquele trechinho pelos veículos, sobretudos os pesados, que pronto, vem sendo postergado o seu uso sob várias desculpas esfarrapadas.


Não houve remoção de terra, mas de material orgânico em decomposição e que não suporta aterros, a chamada turfa. Até nisso, Melato não foi capaz de explicar direito, ou os que lhe orientam, não o informaram adequadamente.


Mas, para eliminar esse solo instável e orgânico, há técnicas conhecidas e aplicáveis, e engenheiros rodoviários com quem eu mantive contatos, dizem que ali não se aplicou isto, inclusive, como se exigia o projeto. A conferir, então.


E esta deve ser a causa da demora em se responder o requerimento de Dionísio. É além da birra, para não se fazer prova na busca de culpados. Dionísio, agora, tenta obtê-lo via mandado judicial. Outro indicativo de dúvidas reais é a demora para a abertura do trechinho ao tráfego para o qual foi concebido. Acorda, Gaspar!