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  • Herculano

HOJE É DIA PARA AVALIAR O TAMANHO DA HIPOCRISIA DA BASE GOVERNISTA DE KLEBER


Da esquerda para a direita: o vereador Amauri; o secretário Emerson; e o deputado Ismael


Hoje é dia de sessão ordinária da Câmara de Gaspar. Parece que todos vão estar lá, na única sessão semanal que agora vem troando-a por viagens a Brasília, sem qualquer aviso prévio e antecipação de agenda. Hoje é dia de apresentar e votar a Moção que pede a saída do secretário da Educação de Gaspar, o jornalista Emerson Antunes.


O autor é nada mais, na menos, do que um dos vereadores da Bancada do Amém a devoção total ao poder de plantão, o funcionário público e ex-aluno do ofendido na comparação com o ensino privado, o Colégio Honório Miranda, com 87 anos de história, Amauri Bornhausen.


Só assinaram a moção de Amauri, os vereadores Alexsandro Burnier, PL, e o suplente, Antônio Carlos Dalsochio, PT. Os demais todos caladinhos.


O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, já orientou: não quer ninguém da sua turma acompanhando Amauri. Aliás, Kleber diz por aí que está tentando a ação de Amauri à revelia dos que mandam na prefeitura e na bancada do MDB, PSD, PP, PDT e PSDB na Câmara.

O prefeito já mandou avisar também que não vai tirar ninguém e não quer que a Câmara oficialize este pedido. Kleber e seus "çábios" acham mais: que Amauri não avaliou as consequências do seu gesto. Aliás, até esperam que ele retire tal moção da Ordem do Dia.


O governo decidiu por enquadrar Amauri, mas ao mesmo tempo está cauteloso. Teme que ele solte o verbo em defesa do Honório e da educação pública. Até a condição de cadeirante dele foi avaliada. Uns querem a cabeça para não animar outros da Bancada do Amém. Outra parte, pede cautela sob a mesma alegação, de que ele poderá se tornar mártir e a liderar à rebeldia dentro da Bancada.


Se prevalecer, como caminhava até ontem, a rejeição da Moção, por outro lado, restará claro à hipocrisia dos vereadores que ocuparam a tribuna da Câmara há três semanas para se indignar contra as comparações descabidas do secretário. Ou seja, fizeram apenas teatro achando que ninguém da própria Bancada do Amém tivesse peito para pedir uma medida óbvia diante das declarações de Emerson Antunes.


Elas foram feitas pelo curioso em Educação e de forma despropositada, até porque ele toca o ensino municipal, cheio de problemas, inclusive um Ideb bem fora da curva. Emerson foi nomeado por indicação política de seu aparentado, o deputado da bancada evangélica pentecostal, Ismael dos Santos, de Blumenau, mas na vaga que deveria ser preenchida pelo PSD de Gaspar. O vice-prefeito Marcelo de Souza Brick, PSD, está quietinho desde então. Acorda, Gaspar!