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  • Herculano

MARCELO FRITA O PSD DE GASPAR E O INDICADO PARA A EDUCAÇÃO

Atualizado: 22 de jan. de 2021

O vice-prefeito de Gaspar Marcelo de Souza Brick, PSD, montou uma "operação" para mostrar de que ele está no "comando" do partido bem como dos nomes que estão sendo indicados no governo do titular Kleber Edson Wan Dall, MDB, como parte da cota do PSD na gorda coligação MDB, PSD, PP, PDT e PSDB.


Marcelo caiu na própria armadilha. Já advertia o ex-primeiro ministro, o mineiro Tancredo de Almeida Neves (1910/85), "quando a esperteza é demais, ela come o dono".


Já expliquei em posts anteriores, que na teoria, vaga de secretário de Educação, era do PSD. E continua sendo. E o cotado, o professor Antônio Mercês da Silva (na foto à esquerda), 34 anos de magistério em Brusque, Blumenau e Gaspar.


Ele era portador de uma ideia de mudanças. E o aval disso era Marcelo. A ideia foi rifada e com ela, o que disse que poderia executá-la: Mercês. Simples assim. Falei isso a ele hoje claramente quando conversei com ele.


No lugar dessa ideia encampada por Marcelo, está sendo indicado Emerson Antunes (na foto ao centro), da cota do PSD do deputado e evangélico, Ismael dos Santos (na foto à direita), de Blumenau. Não tem nd ver com área educacional. Até agora, não disse o que vai fazer para reverter o quadro de caótico que trabalha contra os que estão nas escolas municipais. Simples assim.


Sobre a fritura da ideia e de Mercês, o seu portador, comentei ontem aqui depois de ler a confirmação de tal indicação no "Informe Blumenau". Bafafá por Gaspar e no poder de plantão que "cozinhava o galo". Bombeiros. Hoje, o site do Cruzeiro do Vale confirmou a indicação. E na mesma nota diz que esta indicação é do próprio Marcelo.


Outro bafafá. Bombeiros. E por que? Se a indicação de Emerson é mesmo de Marcelo, ele está assumindo que rifou, fritou e enrolou Antônio Mercês da Silva e os do PSD daqui. Falei com pelo menos duas fontes "iluminadas" do PSD sob a condição de "off". Estão estarrecidos, desencantados e inconformados. Vai ter desdobramentos.


ATO I


Emerson Antunes, sem experiência alguma nessa área, assume no dia 1º de fevereiro. Até lá, o chefe de gabinete e presidente do PSDB, toca acumulativa e interinamente. Emerson vai ter trabalho. A secretaria vem sucateada naquilo que é produto: o corpo discente, de gente que precisa da escol pública e não tem como se socorrer. O Ideb de 2019 e da ex-secretária de Kleber, Zilma Mônica Sansão Benevenutti, MDB e agora vereadora, é o retrato desastroso do retrocesso. A pandemia que tirou os alunos das salas de aulas deve agravar ainda mais o quadro.


Isto sem falar na falta de vagas em creches para as trabalhadoras e desempregadas, falta de contra-turno e turno integral, além do hiato de repasse de conhecimento e sociabilidade provocado pela pandemia.


Mas, como Emerson, jornalista de origem, sempre esteve pendurado em cargos públicos comissionados, estará a serviço da reeleição ou da eleição de Ismael a federal. Há preocupações. E não são boas. Entretanto, é preciso dar chance para a dúvida e até mesmo à boa surpresa.


ATO II


Emerson confirmou a sua indicação aos veículos de Blumenau. Os daqui ele considerou chapa branca; talvez sejam. Se ele vem para uma área conflagrada e cheia de problemas na gestão da pasta que vai administra-la, deveria primeiro conhecer e reconhecer o terreno onde está pisando.


ATO III


O requentamento - e do qual participei - de notícia antiga que dava conta de que o vereador Francisco Hostins Júnior, MDB, tinha sido convidado para ser o secretário de Educação, é apenas uma cortina de fumaça, diante do mal estar que causou por aqui a indicação de Emerson Antunes.


Como expliquei nos posts anteriores e neste, a vaga é do PSD, pelo acordo que se fez com a vinda do partido e principalmente de Marcelo para o jogo eleitoral. Se Hostins fosse o escolhido, o MDB perderia uma secretaria de ponta, a gula e o controle estratégico da administração sobre a secretaria de Obras e Serviços Urbanos. Ela está com o PP. com o ex-vice Luiz Carlos Spengler Filho. O "controle" dela o MDB faz via a secretaria de Planejamento Territorial.


Hostins é advogado. E ser secretário de Educação, praticamente, iria lhe impedir de trabalhar para seus clientes e no escritório. Ou seja, o poder de plantão é só queixas quando se clareia o que ele embaça de propósito nos joguinhos de bastidores para os analfabetos, ignorantes, desinformados e seus chefes de torcida.


ATO IV


Esse congestionamento, o mal estar na gula, a disputa e a ocupação dos cargos de primeiro e segundo escalões no governo Kleber só acontecem devido à composição da gorda coligação estruturada para vencer, a qualquer custo, e sem concorrência sólida alguma, as eleições de 15 de novembro do ano passado.


Se fosse o vencedor o PL, o DEM, ou PSL com o Patriotas, talvez tudo fosse menos traumático e até faltariam nomes para compor o secretariado.


No caso do PL, o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff é professor. E se não bastasse, no partido ainda estão duas mulheres expressivas na gestão, empreendedorismo e conhecidas pedagogas: Viviana Maria Schmitt dos Santos e Andreia Simone Zimmermann Nagel.


ATO V


Perguntar não ofende: quem mesmo orienta Marcelo de Souza Brick? Ela aposta que tudo mudará no segundo semestre do ano que vem. Talvez. Antes, porém, é preciso perguntar se ele sobreviverá ao que ele não tem controle no partido, ao que avaliza e não consegue implementar para os seus, na coligação dominada pelo MDB e ao que parece, ao PSD de Blumenau. Acorda, Gaspar! (21.01.21)