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  • Herculano

FALTA OPOSIÇÃO. FALTA GESTÃO. FALTA DE RESPEITO MÍNIMO COM A CIDADE E O CIDADÃO


O secretário de Obras e Serviços Urbanos, Luiz Carlos Spengler Filho, PP, agente de trânsito, ex-vereador e ex-vice prefeito de Kleber, "inspecionando" a passarela, dando-a como boa e que se descobriu horas depois, que estava sendo feita fora dos padrões contratados.


Na sessão da última terça-feira na Câmara de Gaspar se iniciou um bate-boca - porque debate, não era - entre os vereadores da Bancada do Amém e o único de oposição Dionísio Luiz Bertoldi, PT. Esse bate-boca bem demonstra à qualidade do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e dos "çabios" que o tocam, ou dos que estão obrigados à defesa incondicional daquilo que, de verdade, não há defesa.


Falou-se sobre à falta de obras e às respectivas verbas federais para cobri-las. Ou seja, o dinheiro para elas viria dos impostos de Brasília e não dos pagos diretamente pelos gasparenses para compor Orçamento do município.


Este é um assunto que já abordei e ainda voltarei ao tema, até porque a Câmara já aprovou mais de R$150 milhões para a tomada de empréstimos na rede bancária - os quais vão ser pagos com juros caro, diante da inflação galopante que ressurgiu no governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido - para a execução de obras em Gaspar.


E não há no município, obras em andamento que possam justificar, até agora, tal montante. Até porque, a capacidade de endividamento de Gaspar também não permite tomar este total total de empréstimo.


Retomando o fio da meada.


Dionísio continua alegando que no tempo do PT, o dinheiro vinha de Brasília, não onerava os cofres de Gaspar e nem os gasparenses, e que no caso dos empréstimos de Kleber e aprovados pela Câmara, os munícipes vão ter que pagar os bancos pelos caros empréstimos tomados por Kleber e sua turma.


Mais, esses empréstimos, podem engessar as administrações futuras. E para suportar a sua ladainha, Dionísio citou várias obras do PT com recursos federais como a Ponte do Vale, a recuperação da ponte Hercílio Deecke onde a prefeitura não colocou dinheiro bom, ou mínima contrapartida.


Entretanto, o que chamou à atenção nesta discussão de terça-feira passada nem foi à falta de dinheiro, ou de onde ele vem. E sim à incapacidade de execução dessas obras pelo atual governo, ou pior: o de se escudar naquilo que comprovadamente já foi um mau exemplo e assim criar desculpas para o desleixo do atual governo.


Dionísio apontou o seu dedo para a pontezinha da Sociedade Alvorada, a que liga a Rua Itajaí a Aristiliano Ramos na junção com a Industrial José Beduschi e reduzida à passagem de um veículo por vez.


São oito meses de inferno para os motoristas naquela região. Não estão recuperado a pontezinha, mas a improvisada passarela de pedestres no compartilhamento com ciclistas.


Nem a Ditran, ou a secretaria de Obras e Serviços Urbanos - responsável pela contratação da empreiteira que deu no pé -, nem a Planejamento Territorial, nem à poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, e onde a Ditran está subordinada, foram capazes - até agora e nesse tempo todo - de instalar um simples - barato e fácil de operar automaticamente - semáforo "pare-e-siga", para mitigar o problema aos motoristas, ou ao menos, disciplinar o tráfego na região, diante da notória falta de agentes de trânsito.


Sobre o que se atrapalha e tem conserto parcial, o novato Cleverson Ferreira dos Santos, PP, comparou ao mal que causou à cidade a administração de Pedro Celso Zuchi, quanto teve, à mando judicial, que recuperar a única ligação da época entre o Centro, a Margem Esquerda e a BR-470, a ponte Hercílio Deecke.


Pensei que este tempo das trevas já tinha passado e o atual governo aprendido com ele, ainda mais para jovens na idade, como Cleverson.


É a prova de que a política torna velho muito rapidamente todos para arrumarem desculpas fáceis para suas incapacidades. O que o vereador fez, na verdade, foi o de usar uma década mais tarde um erro, para justificar outro do presente do governo Kleber, do qual, o vereador é parte dele.


É exatamente o erro e o sacrifício do passado, que os gasparenses não querem mais ver na cidade e contra os cidadãos. É difícil entender isso? Meu Deus!


Pior mesmo, foi ouvir o líder do governo, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP. Usou a suposta burocracia do serviço público para dizer que foi ela que impediu o ato de barrar a incompetência da empresa vencedora da licitação e assim, velozmente, dar lugar a segunda colocada.


Melato como Cleverson, apelou para o passado que não se quer de volta à prefeitura e nos jovens e que prometeram banir durante a campanha vencedora. Prometeram, mas...


Melato disse ao Dionísio de que ele pouco se lembrava do sucesso da passarela semelhante lançada pela prefeitura na ponte ao lado da Trinca-Ferro, que foi feita no tempo prometido e exatamente por isso, não causou transtornos e reclamações. Pudera: era tempo de campanha eleitoral. E político sabe o que custa esse tipo de transtorno em véspera de eleições.


Mas, até neste caso, é preciso mudar o disco e esclarecer. Sucesso?


Primeiro, ela foi feita pela mesma empresa que se embananou no Alvorada, e Melato pareceu - ao menos no discurso que fez como líder -, não ter se dado conta disso.


Segundo, aquele serviço não saiu às mil maravilhas como Melato acentuou. Ao contrário, como já mostrei aqui, as chapas que eram para ser galvanizadas, já foram retiradas e retratadas em menos de oito meses de uso (veja a foto abaixo).


Terceiro, Melato está andando pouco a pé pela cidade. Se ele passar passar por aquela passarela, notará que a ferrugem já está tomando conta daquela obra entregue às vésperas das eleições do ano passado como algo de sucesso, como acentuou na terça-feira passada.


Sucesso só na marquetagem que está plantada na área de comunicação da prefeitura de Gaspar para a campanha permanente do titular do governo. Acorda, Gaspar!