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  • Herculano

ESQUECERAM DOS 50 E COMEMORARAM OS 51 ANOS DO HOSPITAL DE GASPAR



Não vou me demorar desta vez. Não farei o textão. Está em preparo. Até porque tudo será repetido naquilo que já venho escrevendo há anos e gente incompetente, ou com interesses políticos ou corporativos, tentando me calar, constrangendo, intimidando de todo o jeito.


O Hospital de Gaspar é quem está doente de verdade e faz tempo. E os números revelados, numa tênue e quase inusitada transparência, mostram isso de forma clara e insofismável, mais uma vez. Falta competência, liderança, foco, vocação, transparência e resultados. Não invento nada.


São mais de R$32 milhões de dívidas, quase impagáveis. Quem as fez? Os políticos que empregam curiosos em algo tão essencial à comunidade. Os políticos - e suas brigas paroquiais - que usam o Hospital como um símbolo de poder político, empreguismo de gente que não é do ramo. Os políticos e curiosos que não sabem lidar e dar valor à essência de vitalidade à vida, à gestão profissionalizada e ao controle daquilo que não deve gerar lucros, mas deve ser minimamente sustentável e controlado.


De quem é afinal o Hospital de Gaspar? Quem vai pagar ou assumir esta dívida milionária impagável? Só se fala em empurrar com a barriga. O resultado está aí: descrédito. Como alguém com tão alto passivo pode estruturar melhorias, atendimentos e ter crédito na praça para funcionar e cumprir a sua missão, principalmente a favor dos mais vulneráveis?


Se o Hospital fosse uma empresa, ela estava literalmente quebrada, não apenas pelos números, mas pelo que fazem contra ele. Em pouco mais de quatro anos, seis gestões diferentes, passando inclusive por uma administração de coletivo.


Mas, os políticos não se cansam de passar vergonha e acham que estão abafando. Esqueceram de homenagear o Hospital nos seus 50 anos de existência nascido da abnegação do alemão Frei Godofredo por sua cidade que ele a adotou. Agora, lembraram dos 51 anos, para lotar a Câmara Municipal, fazer discursos, ufanistas, sem nexo gerencial para a solução, contrariando inclusive regras de aglomeração da pandemia. Incrível!


"Quando a esperteza é demais, ela come o dono", repetia o ex-primeiro ministro, Tancredo de Almeida Neves. Esqueceram dos 50 anos, alimentaram-se nos 51 e revelaram, um problemão oriundo exclusivamente da incompetência de gestão dos que promovem a comemoração. O Hospital é um sugadouro de dinheiro bom e público, mas mesmo assim, a sua dívida aumenta exponencialmente das más escolhas que fez no passado e no presente.


Tornaram um puro sangue num pangaré, mas continuam apostando alto que um dia ele vencerá. Não com o tratamento que estão dando a ele. E não precisamos ir longe daqui, porque temos muitas referências em Blumenau.


Enquanto o Hospital Santa Isabel, filantrópico, é referência no sul do país e um centro de transplantes qualificados; enquanto o Hospital Santo Antônio, municipal, é também é referência no materno-infantil de alto risco, bem como agora, no oncológico; enquanto o particular Hospital Santa Catarina é transacionado numa disputa milionária exatamente por suas estruturação, o Hospital de Gaspar, sob intervenção da prefeitura, não consegue sequer aprumar o seu Pronto Atendimento, feito para atender as falhas reiteradas dos postinhos. Acorda, Gaspar!