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  • Herculano

ECONOMIA NA CÂMARA DE GASPAR? HÁ PALAVRAS EMPENHADAS


A nova mesa diretora da Câmara de Gaspar que fará a gestão administrativa, financeira e política em 2021


Quando o vereador Silvio Cleffi, no então nanico PSC, fiel da igreja pentecostal e cria política do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi eleito presidente da Casa lá em dezembro de 2017 para o exercício de 2018, com os seis votos da oposição, e naturalmente o dele, derrotando a candidata de Kleber e que não pediu votos, Franciele Daiane Back, PSDB, iniciou-se também na Câmara de Gaspar um período de caça às bruxas.


Havia se quebrado um "acordo" político dos vencedores para a ocupação da presidência da Câmara e que o mais longevo dos vereadores e já na presidência do Samae, José Hilário Melato, PP, "esqueceu" de assiná-lo, após a reunião em que esse "rodízio" foi decidido entre os novos "os donos do poder".


E a falta de assinatura de Melato no tal documento - mesmo depois de ter sido cobrado - acabou mudando temporariamente o curso político do governo Kleber.


O fato e o documento que se tornaram públicos nas minhas colunas. E a falta desta assinatura foi, em tese, ou desculpa, o que motivou à "traição" do novato Silvio, aproveitando-se do voto secreto. Hoje não há mais voto secreto para se eleger presidente na Câmara de Gaspar.


Retomando.


Eleito, Sílvio quis "revolucionar" a gestão da Câmara. Exagerou. Insuflado pela oposição que o elegeu, queria inchá-la com técnicos. "Era para dar qualidade aos trabalhos", argumentava. Bobagem. Todos sabiam que era para dar suporte a majoritária oposição numa batalha para esmiuçar o governo e que fazia da Câmara, um puxadinho sem verdadeiramente, tê-lo sob controle. Nem mais, nem menos. Meus leitores e leitores sempre souberam disso.


E foi este inchamento que enfraqueceu - via o debate que se estabeleceu neste espaço - à tese da contratação dos tais técnicos pelo ex-presidente Silvio. E viria mais tarde abaixo, quando o articulador de tudo isso, o vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, mudou de lado.


Voltando.


E na linha de frente contra o "inchamento" de técnicos na Câmara, estava o hoje presidente, Francisco Solano Anhaia, MDB. Entre tantas sugestões, ele fez uma do seu domínio: ao invés de servir garrafas de 500ml de água para os vereadores, servidores, convidados e visitantes nas sessões, reuniões, recepções e no serviço cotidiano, que se limitasse à compra de bombonas.


Para Anhaia, elas eram "muito mais em conta e representariam uma economia expressiva para a Câmara numa época de dias gestão enxuta". Isto tudo está gravado. E são vários os pronunciamentos neste sentido.


Deste assunto de água em garrafas e bombonas, Anhaia entende como poucos.


Ele é um conhecido empresário do ramo. Ele comercializa e distribui água em diversos dosagens e embalagens em Gaspar e região. Agora, resta saber, se na presidência da Casa, vai agir como empresário pedia e dava lições ao médico, político e gestor da Câmara Silvio Cleffi, ou no poder, vai agir como todo político que prega uma coisa e faz outra. Acorda, Gaspar!